Hospitais universitários da HU Brasil
oferecem atendimento especializado às mulheres com dificuldades na amamentação
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Sensibilidade ao amamentar, mamas densas, pega inadequada, fissuras nos mamilos e ingurgitamento mamário são alguns dos principais problemas enfrentados no início da amamentação, quando a mãe ainda está estabelecendo a amamentação. No mês em que é celebrado o Agosto Dourado, campanha de conscientização sobre a importância do aleitamento materno, especialistas chamam a atenção para a necessidade de acolher essas mulheres e oferecer orientação qualificada.
O Hospital das Clínicas da UFMG, integrante da HU Brasil (HC-UFMG/HU Brasil), por meio do seu Banco de Leite Humano, oferece atendimento especializado a mulheres em dificuldades com a amamentação. A equipe realiza avaliação individualizada, explica sobre posicionamento e pega correta, auxilia na prevenção e no tratamento de fissuras, ingurgitamento e mastite, além de esclarecer dúvidas relacionadas ao aleitamento materno.
“Também orientamos sobre ordenha, armazenamento do leite e acompanhamos mães de recém-nascidos internados, contribuindo para que o aleitamento materno seja mantido sempre que possível”, explicou a enfermeira da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, Poliana da Silva Martins.
Segundo a profissional, é comum que a mãe sinta uma sensibilidade discreta nos primeiros dias de amamentação, principalmente no início da mamada. Entretanto, dor intensa não é normal e merece avaliação. “Na maioria das vezes, essa dor está relacionada à pega inadequada do bebê, que, quando corrigida, melhora a sensibilidade”, afirma.
Quando o bebê abocanha boa parte da aréola e não apenas o mamilo,
quando há sucção efetiva e ritmada com pausas para deglutição ou o bebê termina
a mamada satisfeito e relaxado, é sinal que tudo está indo bem. “Se ele
apresenta ganho de peso adequado e boa quantidade de fraldas molhadas ao longo
do dia, geralmente a transferência de leite está ocorrendo de maneira
eficiente”, relata Poliana.
Formas de aumentar a produção de leite
De acordo com a enfermeira e responsável técnica do Banco de Leite Humano do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB/HU Brasil), Kelly Bonan, o leite materno é rico em proteínas de alta qualidade, anticorpos, água, carboidratos, gorduras essenciais, vitaminas e minerais específicos para a espécie humana: “Já está na temperatura correta, disponível a qualquer momento e vai mudando sua composição de acordo com a necessidade e desenvolvimento do bebê”, analisa a profissional.
A produção láctea materna está relacionada à frequência da amamentação, pois o aumento da produção de leite é estimulado a partir da sucção do bebê na mama, o que desencadeia a descida do líquido e faz com que ele flua. “O bebê deve receber o leite sempre que mostrar sinais de fome, ou seja, a amamentação deve ser em livre demanda. Nos casos de mães de bebês prematuros, ou que não possam ser amamentados, elas devem ser orientadas a realizar a extração de leite periodicamente para manter a estimulação e a produção até que o bebê possa ser colocado diretamente no seio”, informa a enfermeira.
Se a produção continuar baixa ou houver dificuldade persistente,
deve-se procurar um profissional de saúde ou um banco de leite humano para
avaliação e orientação adequada.
Leite materno fraco X forte
Ainda segundo Kelly, a ideia de leite humano fraco ou forte não
passa de um mito. O leite materno é produzido com a composição adequada para a
fase em que o bebê se encontra, e passa por três estágios que mudam de acordo
com o momento de nutrição da criança: o colostro, o leite de transição e o
leite maduro. “O colostro tem uma característica mais viscosa e amarelada e,
geralmente, ocorre nos primeiros dias de vida do bebê. Já o leite de transição
vai se tornando mais claro e fluido, assim como o leite maduro, que é mais
branco. A coloração do leite também pode passar por alterações conforme os
hábitos alimentares maternos, podendo até ter a cor esverdeada, por exemplo, em
dietas ricas em verduras”, exemplifica a profissional.
Ajuda especializada e acompanhamento
Quando a amamentação não acontece como esperado, é importante que o profissional seja empático com a nutriz e a acolha sem julgamentos, respeitando a realidade dessa família e suas necessidades. “Quando a mulher recebe apoio adequado, aumenta-se muito a chance de uma experiência positiva com a amamentação e, quando isso não é possível, ela também merece ser cuidada com respeito e empatia”, assinala Poliana.
Em casos como dor intensa ao amamentar, ingurgitamentos, febre,
ganho de peso do bebê abaixo do esperado ou insegurança com relação à produção
de leite, a ajuda especializada é indicada e deve ser realizada o mais
precocemente possível a fim de não prejudicar a amamentação. Mães e familiares
podem procurar apoio nos seguintes serviços:
- Atenção Básica (Unidade Básica de
Saúde – UBS ou Estratégia Saúde da Família): oferece acompanhamento da mãe e do bebê, orientação sobre
amamentação e identificação de problemas.
- Bancos de Leite Humano: prestam assistência especializada, ensinam técnicas de
amamentação, corrigem a pega e orientam sobre ordenha e armazenamento do
leite.
- Serviços de Fonoaudiologia: avaliam e tratam dificuldades de sucção, deglutição e alterações orais que possam prejudicar a amamentação.
- Médicos pediatras e obstetras: avaliam e tratam condições como mastite, infecções ou outras situações que necessitem de cuidados médicos.
- Enfermeiros e consultores em
amamentação: orientam sobre posição, pega
correta, manejo da dor e aumento da produção de leite.
HUB-UnB
HC-UFMG
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