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| Crédito: Vinícius Ferraz Dra. Raíssa Natali, especializada em pets não- convencionais do Hospital Veterinário Taquaral, com calopsita |
Data dedicada aos psitacídeos chama atenção para os cuidados com uma das aves mais populares como animal de estimação
O Dia Mundial dos Psitacídeos lembrado em 31 de maio reforça a necessidade de
informação sobre espécies como a calopsita, presença cada vez mais comum nas
casas brasileiras. Apesar da adaptação ao ambiente doméstico, a ave exige
cuidados específicos e não deve ser tratada como um pet simples.
Segundo a médica-veterinária
Raissa Natali, especializada em pets não convencionais do Hospital Veterinário
Taquaral, a espécie se destaca pelo comportamento social. “São aves que criam
vínculo, interagem e dependem da presença do tutor no dia a dia”, afirma.sss
Esse perfil exige atenção à
rotina. A interação frequente é parte do bem-estar do animal, que pode
apresentar sinais de estresse quando permanece isolado por longos períodos.
No ambiente doméstico, a
estrutura também faz diferença. A gaiola deve permitir movimentação adequada,
com espaço suficiente para abertura das asas, e ficar em local iluminado, sem
exposição constante ao sol, longe de correntes de ar e da cozinha. Momentos
fora da gaiola são indicados, desde que supervisionados.
O uso de poleiros naturais,
cordas e objetos para manipulação contribui para o estímulo da ave, mas o ideal
é alternar esses itens ao longo do tempo para evitar desinteresse.
Alimentação vai além
das sementes
Outro ponto recorrente de erro
está na alimentação. De acordo com Raissa, a base da dieta deve ser ração
extrusada, que pode representar de 60% a 80% do consumo diário. Verduras e
legumes podem ser oferecidos com frequência, enquanto frutas devem ser
limitadas a alguns dias da semana. Sementes, comuns no manejo tradicional,
devem entrar apenas como petisco.
Alimentos como abacate,
chocolate, produtos industrializados, temperos e cebola são contraindicados.
Saúde exige observação
diária
As aves tendem a esconder
sinais clínicos, o que torna a observação um ponto central no cuidado.
Alterações como apatia, penas eriçadas, perda de peso, fezes com aspecto
diferente, dificuldade respiratória ou mudanças no comportamento indicam
necessidade de avaliação imediata.
A recomendação é de consultas
preventivas anuais. Em aves mais velhas, a frequência pode ser maior.
Grande parte dos problemas
atendidos em clínica está relacionada a falhas de manejo, principalmente
alimentação inadequada, que pode levar a alterações hepáticas e nutricionais.
Decisão de longo prazo
Antes de adquirir uma
calopsita, é importante considerar o tempo de vida, que pode chegar a 25 anos,
e a necessidade de rotina. “É um animal que demanda presença, acompanhamento e
orientação desde o início”, destaca a veterinária.
A aquisição é permitida no Brasil, já que a espécie é considerada exótica doméstica, mas deve ser feita com responsabilidade, preferencialmente de criadores regularizados.
Hospital Veterinário Taquaral – Campinas SP
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