Alice Paiva, nutricionista esportiva especializada em emagrecimento, alerta para os impactos do Mounjaro no intestino e como ajustar a alimentação para preservar a saúde intestinal
Quem já usou Mounjaro sabe
que o medicamento tem um efeito claro na redução do apetite, mas poucos
compreendem os impactos que ele pode ter no intestino. Alice Paiva, nutricionista
esportiva especializada em emagrecimento, explica que o Mounjaro não afeta
apenas o apetite, mas também altera o ambiente intestinal de forma
significativa. A redução do apetite leva a uma ingestão menor de alimentos, mas
o problema vai além disso: com menos comida, você reduz também os estímulos que
são essenciais para o funcionamento adequado do seu intestino.
“Quando você come menos,
está diminuindo automaticamente a fibra, que é um substrato fundamental para a
microbiota intestinal. Isso leva a um desequilíbrio que começa no ambiente
intestinal, afetando diretamente o processo digestivo”, afirma Alice.
Segundo a especialista, o efeito do Mounjaro sobre o apetite cria um contexto
metabólico que afeta o intestino, gerando uma desaceleração no seu
funcionamento.
O intestino depende de
estímulos para manter seu ritmo, e esses estímulos não se limitam a comer
alimentos saudáveis. “Fibra, gordura e volume alimentar são essenciais para
manter o intestino ativo. A fibra fermentar e nutre a microbiota; as gorduras
ativam reflexos intestinais; e o volume gera movimento. Sem esses estímulos, o
intestino simplesmente desacelera”, explica Alice.
Em vez de apenas focar na
perda de peso, Alice Paiva destaca que é fundamental considerar o que está
acontecendo no intestino durante o processo de emagrecimento. “Emagrecer não
é só sobre diminuir a quantidade de comida, mas sim sobre ajustar a alimentação
para garantir que o intestino continue funcionando bem”, afirma a
nutricionista.
Para quem está usando Mounjaro ou qualquer outro tratamento para emagrecimento, Alice sugere ajustes estratégicos na alimentação para evitar esses efeitos negativos no intestino. “Se eu fosse sua nutricionista, recomendaria incluir alimentos ricos em fibra, como chia, linhaça e kiwi, além de fontes de magnésio e probióticos. A hidratação também é essencial, e deve ser distribuída ao longo do dia, em horários estratégicos, para garantir que o intestino tenha o que precisa para funcionar de maneira eficiente", orienta.
A chave está em equilibrar a reeducação alimentar com estímulos que mantenham a microbiota intestinal saudável, garantindo resultados duradouros e sem efeitos adversos no longo prazo. “Intestino não funciona por acaso, ele responde ao que você oferece. Emagrecer sem estratégia intestinal é o caminho mais rápido pra travar resultado e inflamar o corpo sem perceber”, finaliza a nutricionista.
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