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Medicamentos como Monjauro e Ozempic ficaram conhecidos nos últimos tempos por serem muito usados - por vezes de forma errônea e arriscada - com a finalidade de perder peso. E, agora, com uma grande quantidade desses medicamentos sendo contrabandeada do Paraguai e atraindo as pessoas por seu preço bem menor, muitos têm arriscado a saúde e até a vida sem saber por questões estéticas.
Isso porque, apesar de as canetas e pílulas emagrecedoras serem medicamentos que podem ser receitados por médicos por trazerem benefícios contra a diabetes tipo 2 e a obesidade, elas precisam ser utilizadas com extremo cuidado. Segundo o Dr. Luiz Augusto Junior, médico pós-graduado em nutrologia, muitas pessoas atualmente utilizam esse tipo de medicamento sem necessidade e sem um acompanhamento profissional correto, puramente por questões estéticas, especialmente as mulheres mais jovens, que são bastante pressionadas pela sociedade nesse sentido.
“Nem todo mundo deveria estar usando esse tipo de medicamento. Só que o impacto mais sério não aparece em quem já tem estrutura emocional, aparece nas adolescentes, quando elas ainda estão formando identidade e já aprendem cedo que existir é ‘caber’”, diz o especialista.
De acordo com o Dr., esses remédios podem ajudar muito quem precisa dele, porém é necessário avaliar caso a caso. Até porque eles têm certos riscos que precisam ser acompanhados, incluindo sintomas como náuseas e vômitos, diarreia, indigestão e até efeitos colaterais mais graves (embora menos comuns), como pancreatite, desidratação severa, insuficiência renal aguda e possíveis problemas na vesícula.
Além disso, alguns dos medicamentos vendidos no Paraguai, em
certos casos até mesmo sem receita, não são autorizados no Brasil pela Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sendo ainda mais arriscado
usá-los.
Como tratar a obesidade?
É sempre de extrema importância combater a obesidade, pois isso não é uma questão estética, mas sim de saúde. “Obesidade é uma doença, tem CID e tem tratamento!”, explica o Dr. Luiz Augusto. Contudo, em muitos casos, isso não precisa ser feito com medicamentos e, quando há essa necessidade, precisa haver um acompanhamento bastante rigoroso.
Vale lembrar que, ao contrário do que muitos pensam, a obesidade não surge por preguiça ou falta de vontade - muitas vezes, é uma resposta hormonal. Em mulheres com uma idade mais avançada, já no período da menopausa, por exemplo, o estradiol cai e o cortisol sobe.
“Com isso, o corpo muda o jeito de armazenar a gordura. Ela vai pro abdômen, e essa é a gordura mais perigosa. Ela inflama, desregula a insulina, atrapalha o sono e bloqueia o emagrecimento”, comenta o especialista.
Assim, pode ser bem difícil perder essa gordura e emagrecer sem um plano bem montado, incluindo alimentação, exercícios e, nos casos em que for necessário, algum medicamento, que sempre deve ser obtido de fontes confiáveis e regulamentadas. E, para isso, é essencial se consultar com um profissional confiável e com conhecimento no assunto, como o Dr. Luiz, para ter um plano personalizado para perder peso, lutar contra a obesidade e manter a sua saúde.

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