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| Datas de conscientização ao longo do mês reforçam a importância de cuidar da saúde. Freepik |
O mês de abril se
consolida como um período estratégico para ampliar o debate sobre prevenção na
terceira idade, ao estimular uma reflexão integrada sobre como hábitos ativos,
diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo podem impactar diretamente a
qualidade de vida e a autonomia após os 60 anos. Nesse contexto, o calendário
de saúde do mês reúne marcos relevantes, como o Dia Mundial da Atividade Física
(6/4), o Dia Mundial de Combate ao Câncer (8/4) e o Dia Mundial de
Conscientização da Doença de Parkinson (11/4) e o Dia Nacional de Prevenção e
Combate à Hipertensão Arterial (26/04), que reforçam a importância desse
cuidado contínuo ao longo do envelhecimento.
Com o avanço da
idade, o corpo passa por mudanças fisiológicas que exigem maior vigilância.
Nesse cenário, a prática regular de atividade física se destaca como um dos
principais fatores de proteção, contribuindo não apenas para a saúde
cardiovascular e musculoesquelética, mas também para a preservação das funções
cognitivas e neurológicas. Exercícios adaptados à realidade de cada pessoa
auxiliam na manutenção da autonomia e reduzem o risco de doenças crônicas.
Outro ponto
central é o diagnóstico precoce. Muitas condições de saúde, incluindo diversos
tipos de câncer e doenças neurodegenerativas, apresentam melhores desfechos
quando identificadas em estágios iniciais. Por isso, a realização periódica de
consultas e exames preventivos é fundamental. O acompanhamento com médicos de
referência, como geriatras e cardiologistas, permite uma avaliação mais
abrangente do paciente e facilita o encaminhamento ágil para especialistas,
quando necessário.
De acordo com o Dr. Roni
Mukamal, médico geriatra e superintendente de Medicina Preventiva da MedSênior,
a prevenção deve ser encarada como um processo contínuo e integrado.
“Envelhecer com qualidade não depende de uma única ação isolada, mas de um
conjunto de cuidados coordenados ao longo do tempo. A prática de atividade
física, aliada ao acompanhamento médico regular, permite identificar
precocemente alterações de saúde, inclusive neurológicas, que muitas vezes começam
de forma silenciosa. A escuta atenta aos sinais do corpo e a construção de um
plano de cuidado individualizado são fundamentais para preservar a autonomia e
a qualidade de vida”, afirma.
No caso das
doenças neurológicas, como o Parkinson, a atenção aos primeiros sintomas como
tremores, rigidez muscular e alterações no equilíbrio é essencial para o início
precoce do tratamento e melhor controle da progressão da doença. Da mesma
forma, mudanças cognitivas, lapsos de memória frequentes ou alterações comportamentais
devem ser investigados com cuidado.
Confira algumas
recomendações para incorporar à rotina, conforme orienta o especialista, com
foco na promoção da saúde, na prevenção de doenças e na preservação da
autonomia ao longo da maturidade.
Recomendações:
- Manter uma rotina de atividade física regular, com exercícios adaptados à condição clínica e orientação profissional;
- Realizar consultas periódicas com médicos de referência, como geriatras e cardiologistas, para avaliação global da saúde;
- Seguir o calendário de exames preventivos, com atenção especial ao rastreio de câncer e doenças crônicas;
- Observar sinais iniciais do corpo, como alterações de memória, equilíbrio, força muscular ou coordenação motora;
- Adotar hábitos saudáveis, incluindo alimentação equilibrada,
hidratação adequada e qualidade do sono.
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