Voltado para o rastreamento da doença em estágio inicial, método não invasivo é disponibilizado pela Bioma Genetics
O câncer colorretal é o terceiro tipo de neoplasia maligna mais comum no mundo, segundo dados da Organização Mundial de Saúde¹. Diante desse cenário, a Bioma Genetics, laboratório brasileiro especializado em genética humana, lança um novo exame para rastreamento da doença, para auxiliar no diagnóstico precoce do câncer colorretal.
O ColoSeek é um exame genético não invasivo, realizado a partir de amostra fecal, que apresenta alta sensibilidade (85%) para a detecção de alterações genéticas associadas ao câncer colorretal. O teste identifica marcadores moleculares relacionados a células tumorais ainda em estágios iniciais de desenvolvimento, posicionando-se como uma ferramenta para rastreamento da doença.
De
acordo com o Dr. Guilherme Lugo, médico geneticista da Bioma Genetics, o fato
de ser um exame não invasivo favorece a maior adesão ao rastreamento. “Embora a
colonoscopia seja considerada o padrão-ouro, uma parcela significativa dos
pacientes com indicação para o exame acaba não o realizando, por se tratar de
um procedimento invasivo que exige preparo intestinal e sedação. É nesse
contexto que o ColoSeek surge como uma ferramenta inicial para o rastreamento
do câncer colorretal. Caso o resultado seja positivo, o médico assistente pode
recomendar a colonoscopia como método adicional”, explica Lugo.
Um levantamento conduzido pelo A.C. Camargo Cancer Center², referência nacional em oncologia, a partir de dados do Registro Hospitalar de Câncer (RHC), aponta um aumento progressivo na incidência de câncer colorretal em adultos com menos de 50 anos, grupo historicamente considerado de menor risco para a doença. Entre 2000 e 2023, o crescimento médio anual nessa faixa etária foi de 7,6%. Já entre indivíduos com mais de 50 anos, o aumento observado no mesmo período foi de 8,1% ao ano, reforçando a tendência de elevação da incidência em diferentes grupos etários.
“O padrão observado no Brasil contrasta com o de muitos países desenvolvidos, onde a incidência de câncer colorretal em pessoas acima de 50 anos tem apresentado queda, em parte atribuída à implementação de programas estruturados de rastreamento. Esse cenário reforça a importância de ampliar as estratégias de prevenção e vigilância, tanto entre profissionais de saúde quanto na população em geral”, destaca a Dra. Karla Pelegrino, bióloga e gerente de estratégia e inovação da Bioma Genetics.
O
tema também ganhou repercussão recente com o caso da cantora Preta Gil, que
faleceu em 2025, aos 50 anos, após mais de dois anos de tratamento para câncer
colorretal, contribuindo para ampliar o debate sobre diagnóstico precoce e
conscientização.
Coleta simples e domiciliar
Aprovado pela Anvisa, o ColoSeek já está disponível no Brasil e pode ser utilizado por pacientes a partir dos 45 anos. O exame é indicado principalmente para indivíduos assintomáticos com fatores de risco para câncer colorretal, como histórico familiar da doença, obesidade, diabetes, consumo frequente de álcool ou tabaco, além de padrões alimentares associados a maior risco, incluindo alta ingestão de alimentos ultraprocessados e carne vermelha.
Para o paciente, a coleta pode ser realizada de forma simples e segura por meio de auto-coleta domiciliar, utilizando um kit específico, disponibilizado pelo laboratório, mediante solicitação médica. O procedimento não exige preparo intestinal nem restrições alimentares, o que facilita a adesão e o conforto durante a realização do exame. Após a coleta, a amostra é encaminhada para a Bioma Genetics, onde todo o processamento e as análises genéticas são conduzidos em uma infraestrutura tecnológica avançada, garantindo alto padrão de qualidade e confiabilidade nos resultados.
“Estamos apresentando o ColoSeek com o objetivo de ampliar o leque de ferramentas de rastreamento oncológico disponíveis aos médicos. Nosso método se destaca como uma alternativa especialmente relevante para pacientes que apresentam resistência à colonoscopia ou que buscam opções menos invasivas. Além disso, pode ser incorporado em estratégias de check-up preventivo, programas de rastreamento populacional e na rotina de clínicas voltadas à medicina preventiva e à longevidade”, explica o Dr. Guilherme Lugo.

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