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sábado, 4 de abril de 2026

Educação emocional e cultura de paz: como escolas podem combater o bullying de forma eficaz

 No Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, especialista aponta erros comuns e caminhos para promover ambientes mais seguros e acolhedores

 

Celebrado em 7 de abril, o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola reforça a importância de discutir estratégias efetivas para enfrentar um problema que impacta diretamente o desenvolvimento acadêmico, emocional e social de crianças e adolescentes. Apesar do avanço no debate, especialistas alertam que ainda há falhas recorrentes nas abordagens adotadas pelas instituições de ensino. 

De acordo com Christina Sabadell, Head das Escolas Premium do Grupo SEB (Pueri Domus, Carolina Patrício e Sphere International School), o combate ao bullying exige planejamento contínuo e uma atuação integrada de toda a comunidade escolar. “Não se trata de ações pontuais, mas de uma construção diária de cultura, baseada em respeito, escuta ativa e desenvolvimento socioemocional”, afirma. 

Segundo a especialista, três equívocos ainda são frequentes nas escolas:

  • Foco apenas na punição e não na prevenção - muitas instituições adotam uma postura reativa, centrada na punição dos agressores, sem investir em ações educativas. “Essa abordagem não resolve as causas do problema e pode gerar ciclos de represálias. É fundamental trabalhar a prevenção de forma contínua, promovendo empatia, diálogo e habilidades socioemocionais desde os primeiros anos escolares”, explica Christina;

  • Minimizar ou ignorar relatos de bullying - tratar situações como “brincadeiras” ou conflitos comuns desestimula denúncias e agrava o problema. “Quando a escola não acolhe esses relatos com seriedade, a vítima se sente desamparada. É essencial criar canais seguros de escuta e capacitar toda a equipe para identificar e intervir adequadamente”, destaca;

  • Falta de envolvimento da comunidade escolar – o enfrentamento do bullying não pode ser responsabilidade exclusiva da escola. “A ausência de engajamento de famílias, alunos e educadores compromete a eficácia das ações. É preciso envolver todos os atores, promover diálogo constante e integrar o tema ao cotidiano pedagógico”, afirma.


Reconhecimento internacional reforça compromisso com a saúde mental e bem-estar dos estudantes

Na prática, iniciativas estruturadas têm mostrado resultados positivos. Nas Escolas Premium do Grupo SEB, as ações são organizadas em três pilares: prevenção, educação e intervenção. Um dos diferenciais é o protagonismo estudantil, com alunos atuando ativamente na construção de um ambiente mais acolhedor. Essas e outras práticas garantiram às escolas o School Mental Health Award, certificação concedida pelo Carnegie Centre of Excellence for Mental Health in Schools, ligado à Leeds Beckett University. 

Mais do que um reconhecimento institucional, a certificação evidencia o compromisso com práticas estruturadas e alinhadas a padrões internacionais de promoção da saúde mental. O processo avalia critérios como liderança, cultura organizacional, apoio emocional a estudantes e colaboradores, formação continuada das equipes e engajamento das famílias. 

“A saúde mental não começa na adolescência ou em momentos de crise. Ela é construída desde a infância, no dia a dia escolar. O avanço desse tipo de iniciativa demonstra que é possível integrar o cuidado emocional à rotina pedagógica de forma consistente, contribuindo para a formação de estudantes mais preparados, empáticos e resilientes”, reforça Christina Sabadell.

 

Escola Bilíngue Pueri Domus
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