No Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, especialista aponta erros comuns e caminhos para promover ambientes mais seguros e acolhedores
Celebrado
em 7 de abril, o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola
reforça a importância de discutir estratégias efetivas para enfrentar um
problema que impacta diretamente o desenvolvimento acadêmico, emocional e
social de crianças e adolescentes. Apesar do avanço no debate, especialistas
alertam que ainda há falhas recorrentes nas abordagens adotadas pelas
instituições de ensino.
De
acordo com Christina Sabadell, Head das Escolas Premium do Grupo SEB (Pueri
Domus, Carolina Patrício e Sphere International School), o combate ao bullying
exige planejamento contínuo e uma atuação integrada de toda a comunidade
escolar. “Não se trata de ações pontuais, mas de uma construção diária de
cultura, baseada em respeito, escuta ativa e desenvolvimento socioemocional”,
afirma.
Segundo
a especialista, três equívocos ainda são frequentes nas escolas:
- Foco apenas na punição e não na prevenção -
muitas instituições adotam uma postura reativa, centrada na punição dos
agressores, sem investir em ações educativas. “Essa abordagem não resolve
as causas do problema e pode gerar ciclos de represálias. É fundamental
trabalhar a prevenção de forma contínua, promovendo empatia, diálogo e
habilidades socioemocionais desde os primeiros anos escolares”, explica
Christina;
- Minimizar ou ignorar relatos de bullying - tratar
situações como “brincadeiras” ou conflitos comuns desestimula denúncias e
agrava o problema. “Quando a escola não acolhe esses relatos com
seriedade, a vítima se sente desamparada. É essencial criar canais seguros
de escuta e capacitar toda a equipe para identificar e intervir
adequadamente”, destaca;
- Falta de envolvimento da comunidade escolar – o
enfrentamento do bullying não pode ser responsabilidade exclusiva da
escola. “A ausência de engajamento de famílias, alunos e educadores
compromete a eficácia das ações. É preciso envolver todos os atores,
promover diálogo constante e integrar o tema ao cotidiano pedagógico”,
afirma.
Reconhecimento internacional reforça compromisso com a saúde mental e
bem-estar dos estudantes
Na
prática, iniciativas estruturadas têm mostrado resultados positivos. Nas
Escolas Premium do Grupo SEB, as ações são organizadas em três pilares:
prevenção, educação e intervenção. Um dos diferenciais é o protagonismo
estudantil, com alunos atuando ativamente na construção de um ambiente mais
acolhedor. Essas e outras práticas garantiram às escolas o School
Mental Health Award, certificação concedida pelo Carnegie
Centre of Excellence for Mental Health in Schools, ligado à Leeds Beckett
University.
Mais
do que um reconhecimento institucional, a certificação evidencia o compromisso
com práticas estruturadas e alinhadas a padrões internacionais de promoção da
saúde mental. O processo avalia critérios como liderança, cultura
organizacional, apoio emocional a estudantes e colaboradores, formação
continuada das equipes e engajamento das famílias.
“A
saúde mental não começa na adolescência ou em momentos de crise. Ela é
construída desde a infância, no dia a dia escolar. O avanço desse tipo de
iniciativa demonstra que é possível integrar o cuidado emocional à rotina
pedagógica de forma consistente, contribuindo para a formação de estudantes
mais preparados, empáticos e resilientes”, reforça Christina Sabadell.
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