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sexta-feira, 3 de abril de 2026

Estudo do Dante Pazzanese mostra que técnica com cateter é mais segura que cirurgia de peito aberto

Pesquisa aponta menor risco de morte e complicações com técnica menos invasiva, que dispensa a abertura do peito e acelera a recuperação dos pacientes

 

 

O Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, lidera um estudo brasileiro que pode mudar a forma de tratar doenças nas válvulas do coração. Os resultados foram apresentados na última semana, em Nova Orleans, nos Estados Unidos. 

A pesquisa avaliou pacientes com idade média de 58 anos, a maioria mulheres, e muitos com hipertensão pulmonar. Em geral, essas pessoas já tinham passado por uma cirurgia no coração cerca de 14 anos antes e precisavam de um novo procedimento. 

O estudo, liderado por Dimytri Siqueira, chefe da Seção Médica de Intervenção em Valvopatias Adquirida do Instituto Dante Pazzanese, comparou dois tipos de tratamento: a cirurgia cardíaca de peito aberto, mais tradicional, e um procedimento mais moderno e menos invasivo, feito por cateter. Nesse caso, o médico utiliza um tubo fino que é inserido no corpo para chegar ao coração, sem a necessidade de abrir o peito.

Os resultados mostram que o procedimento por cateter é mais seguro. Após um ano, a taxa de morte ou de Acidente Vascular Cerebral (AVC) grave foi de 5,3% entre os pacientes que fizeram o procedimento menos invasivo, contra 20,8% entre os que passaram pela cirurgia tradicional. 

Para o diretor do Instituto, Fausto Feres, esse resultado mostra que é possível oferecer ao paciente uma alternativa mais segura e menos invasiva, com menor risco de complicações e recuperação mais rápida. É um avanço relevante, que reafirma o papel do Dante Pazzanese como referência internacional em cardiologia e na produção de conhecimento com impacto direto no cuidado à população”, afirma. 

Além disso, no curto prazo, o tratamento por cateter também apresentou menos complicações, com menor risco de morte, menos sangramentos e menor chance de problemas nos rins. 

Os dados reforçam o potencial de técnicas menos invasivas para ampliar a segurança dos pacientes e melhorar os resultados no tratamento cardíaco.


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