Relatório
do Fórum Econômico Mundial aponta que 50% dos trabalhadores precisarão de
requalificação até 2030; cursos de curta duração tornam-se essenciais para a
empregabilidade
Divulgação: MUST University
O modelo tradicional de formação acadêmica está sendo desafiado
por uma dinâmica de mercado que exige atualizações em tempo recorde. O conceito
de Lifelong Learning (aprendizado ao longo da vida), antes restrito a
debates teóricos de Recursos Humanos, consolidou-se como uma necessidade
prática: o Fórum Econômico Mundial estima que 50% da força de trabalho global
precisará de requalificação até 2030 para acompanhar as transformações
tecnológicas.
Nesse cenário, a pergunta "onde você se formou?" tem
perdido espaço para "o que você sabe fazer agora?". Profissionais com
graduações concluídas há cinco anos ou mais encontram lacunas em competências
emergentes, como a aplicação de Inteligência Artificial aos negócios e análise
de dados, temas que as grades acadêmicas extensas muitas vezes demoram a
absorver.
Como resposta à necessidade de agilidade, as microcertificações
ganharam força. São cursos de curta duração focados em habilidades específicas
que permitem ao profissional aplicar o conhecimento quase imediatamente,
funcionando como um complemento estratégico a formações mais robustas, como
MBAs e mestrados, e não como uma substituição a elas. Cada modalidade atende a
um momento e a um objetivo diferente na trajetória do profissional.
Para a Dra. Lana Paula Crivelaro, doutora em Educação e Tecnologia
e professora na MUST University, essa mudança representa um novo paradigma
pedagógico. “Não estamos falando apenas de tecnologia, mas de uma mudança
profunda na relação entre o tempo de aprender e o tempo de trabalho. Em um
mercado cada vez mais dinâmico, as microcertificações surgem como uma resposta
ágil e imediata às demandas por competências específicas, complementando os
ciclos mais longos de formação, que continuam sendo fundamentais para uma
construção sólida e aprofundada do conhecimento”, explica.
Instituições de ensino têm adaptado seus modelos de entrega para
atender a esse novo perfil de aluno, como um gestor que precisa de qualificação
internacional sem interromper sua rotina produtiva. A MUST University,
instituição americana com forte presença no mercado brasileiro, é um exemplo de
como o setor educacional está organizando portfólios voltados para essa
demanda, oferecendo certificações de curto prazo com reconhecimento global.
A tendência indica que o currículo profissional deixou de ser um
documento estático. Especialistas do setor apontam que a empregabilidade agora
depende da capacidade do profissional de transformar seu histórico educacional
em um fluxo contínuo de novas competências, acompanhando a velocidade das
transformações corporativas.
MUST University
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