Inchaço nas pernas e urina escura ou com espuma
estão entre os sintomas de mau funcionamento do órgão; câncer renal afeta de 7
a 10 pessoas a cada 100 mil Banco de Imagem
O mês de março traz consigo uma campanha de conscientização fundamental para a saúde: o Março Vermelho, iniciativa voltada à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer renal — um tumor silencioso que, muitas vezes, só é descoberto em estágios avançados, e também para a saúde dos rins, órgão que pode ser cuidado com atitudes simples.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a doença atinge entre 7 e 10 pessoas a cada 100 mil brasileiros. O tipo mais comum é o carcinoma de células renais, responsável por 90% dos casos, predominante em homens entre 50 e 70 anos. A boa notícia é que, quando identificado cedo por exames de imagem, o tratamento cirúrgico e terapias modernas oferecem altas chances de cura.
Entre os fatores de risco estão idade superior a 50 anos, tabagismo, obesidade, hipertensão, histórico familiar da doença e pacientes submetidos à diálise prolongada –procedimento adotado em caso de falência renal. “Sem acompanhamento médico regular, é difícil identificar os problemas que levam à falência dos rins. Na maioria das vezes, o diagnóstico só ocorre em fase avançada”, alerta o hematologista Felipe Magalhães Furtado, do Sabin Diagnóstico e Saúde.
Os sinais que
merecem atenção incluem:
• inchaço nas
pernas, especialmente ao fim do dia;
• redução do fluxo
urinário;
• urina escura ou com espuma.
Diabéticos e hipertensos figuram entre os grupos mais vulneráveis, já que ambas as condições comprometem gradualmente a função renal. O uso prolongado de anti-inflamatórios, comum em pacientes com dor crônica, também pode afetar o órgão. Além disso, homens com problemas de próstata, que dificultam a eliminação completa da urina, estão sob risco adicional.
Para avaliar a
saúde dos rins, exames como ureia, creatinina e urina tipo I (EAS) são fundamentais.
Em casos específicos, a dosagem da Cistatina C, proteína filtrada pelo rim,
pode indicar alterações precoces na função renal.
A recomendação dos
especialistas é clara: hidratação adequada — 35 ml de água por kg de peso
corporal — e acompanhamento médico regular, sobretudo para quem convive com
doenças crônicas ou faz uso contínuo de medicamentos. “Pacientes diabéticos,
hipertensos ou usuários frequentes de anti-inflamatórios devem monitorar a
função renal com exames periódicos”, reforça Furtado.
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