Especialista da Gree orienta como manter o conforto térmico de cães e gatos sem comprometer a saúde dos animais, com atenção à umidade e ao vento direto
Com as temperaturas cada vez mais elevadas em diversas regiões do país, o ar-condicionado deixou de ser apenas um item de conforto para se tornar um aliado importante também para quem tem pets em casa. No entanto, o uso inadequado do aparelho pode provocar desconfortos como ressecamento das vias respiratórias, da pele e dos olhos dos animais. Em ondas de calor, o objetivo deve ser resfriar com segurança, sem “gelar” o ambiente.
Segundo Romenig Magalhães, supervisor de P&D da Gree Electric Appliances, maior fabricante de ar-condicionado do mundo, o equipamento pode ser utilizado com segurança em ambientes com cães e gatos, desde que alguns cuidados sejam observados.
“O ar-condicionado
não faz mal aos pets por si só. O problema está no excesso de frio, no fluxo
direto de ar sobre o animal e na falta de controle da umidade do ambiente”,
explica o especialista. “Com ajustes simples, é possível manter conforto
térmico e minimizar o ressecamento.”
Temperatura equilibrada é fundamental
Diferentemente dos humanos, cães e gatos possuem mecanismos próprios de regulação térmica. Os cães, por exemplo, dissipam calor principalmente pela respiração ofegante, enquanto os gatos tendem a buscar superfícies mais frescas para se acomodar.
Ambientes muito frios podem gerar desconforto, letargia e, em casos mais extremos, agravar quadros respiratórios, especialmente em filhotes, animais idosos ou de pequeno porte.
“A recomendação é
manter a temperatura entre 23 °C e 25 °C, evitando extremos. O objetivo é
proporcionar conforto térmico, não transformar o ambiente em um espaço
excessivamente frio”, orienta Magalhães. “Se o pet treme, se encolhe ou evita o
cômodo, pode ser um sinal de que a climatização está exagerada.”
Atenção ao fluxo de ar direto
Outro ponto
importante é o direcionamento do ar. O fluxo contínuo diretamente sobre o pet
pode causar ressecamento das vias respiratórias e da pele, além de desconforto
muscular. Modelos que permitem ajuste das aletas e controle do fluxo ajudam a
distribuir o ar de maneira mais uniforme no ambiente. “O ideal é que o ar seja
difundido pelo espaço, sem incidir diretamente sobre o local onde o animal
costuma permanecer”, explica o especialista.
Umidade e qualidade do ar também merecem atenção
O ar-condicionado naturalmente reduz a umidade do ambiente durante o funcionamento. Em excesso, isso pode favorecer o ressecamento do focinho, da pele e das mucosas dos animais.
Por isso, é importante manter o equipamento com manutenção em dia, filtros limpos e, quando necessário, avaliar o uso combinado com ventilação natural em momentos estratégicos do dia e umidificação do ambiente. “Abrir janelas nos horários mais amenos e usar um umidificador pode ajudar, principalmente em períodos de ar mais ceco”, orienta Magalhães.
A qualidade do ar
também impacta diretamente o bem-estar dos pets. Filtros limpos ajudam a
reduzir poeira, pelos em suspensão e partículas que podem desencadear alergias.
“A limpeza periódica é uma medida de saúde para pessoas e animais”, reforça o
especialista da Gree.
Boas práticas
para quem tem pets
O especialista da
Gree recomenda:
- Manter
a temperatura entre 22°C e 24°C
- Evitar
vento direto sobre o animal
- Garantir
que o pet tenha opção de se deslocar para áreas menos climatizadas
- Realizar
manutenção periódica e limpeza de filtros
- Manter
sempre água fresca disponível
- Observar
sinais de desconforto (tremores, apatia, tosse, olhos irritados) e buscar
orientação veterinária se persistirem
“O ar-condicionado
pode ser um aliado importante no bem-estar dos pets, especialmente em dias muito
quentes. O uso equilibrado e consciente garante conforto térmico sem
comprometer a saúde dos animais. O segredo é regular temperatura, direcionamento
do ar e rotina de manutenção”, conclui Magalhães.

Nenhum comentário:
Postar um comentário