Em um Brasil com 11,3 milhões de lares chefiados por mulheres³, o impacto da doença ultrapassa a saúde.
O
câncer de mama segue como o tipo mais comum entre mulheres brasileiras e um dos
principais desafios de saúde pública do país2. Para além da dimensão
clínica, a doença produz efeitos diretos no emprego, na renda e na sustentabilidade
do sistema de saúde.
Dados
indicam que quatro em cada dez mulheres deixam de trabalhar após o
diagnóstico¹, e 40% não retornam às atividades após dois anos. O impacto é
estrutural: mulheres representam 46% da força de trabalho nacional e chefiam
11,3 milhões de lares³.
A janela de cura que não pode ser perdida
A
maioria das pacientes, 9 em cada 10, é diagnosticada em estágio precoce, fase
em que as chances de cura podem chegar a 95%⁴. Esse é o momento mais decisivo
da jornada da paciente.
No
entanto, nem todas apresentam o mesmo risco de recorrência. Entre mulheres com
câncer de mama RH+/HER2- consideradas de alto risco, cerca de 30% podem evoluir
para doença metastática em até cinco anos⁵, mesmo após terapia endócrina.
No
Sistema Único de Saúde (SUS), atualmente não há tratamento específico para esse
subgrupo, que recebe a mesma conduta indicada para pacientes de menor risco,
conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas⁶.
“Quando
tratamos pacientes de alto e baixo risco da mesma forma, podemos estar perdendo
a única janela terapêutica com potencial real de cura. Isso não é apenas uma
discussão clínica, é uma discussão de equidade no acesso ao tratamento”, afirma
Luiz André Magno, Diretor Médico Sênior da Lilly do Brasil.
O custo da progressão
Além do impacto humano e social, há repercussões econômicas importantes. No SUS, o tratamento do câncer de mama em estágio avançado pode custar até 10 vezes mais do que no estágio inicial — variando de cerca de R$ 17 mil na fase precoce a até R$ 356 mil no cenário metastático⁷.
“Do ponto de vista clínico e econômico, permitir que uma paciente evolua para doença metastática significa pior prognóstico e maior custo para o sistema. Investir no tratamento adequado no momento certo é também uma estratégia de sustentabilidade”, acrescenta o especialista.
Eli Lilly do Brasil
Lilly do Brasil
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Referências (essenciais – formato Vancouver)
- Oncoguia. Mulheres sofrem com perda do emprego após diagnóstico de
câncer de mama. Datafolha. Disponível em: Link.
Acesso em: 13 fev 2025.
- Instituto Nacional de Câncer (INCA). INCA estima 781 mil novos
casos de câncer por ano no Brasil entre 2026 e 2028. Rio de Janeiro: INCA;
2026. Disponível em: Link.
Acesso em: 27 fev 2026.
- Ministério das Mulheres. Relatório Anual Socioeconômico da Mulher –
RASEAM. Brasília: Ministério das Mulheres; 2024. Disponível em: Link.
Acesso em: 12 fev 2025.
- EBSERH. Tratamento para o câncer de mama pode alcançar até 95% de
cura com diagnóstico precoce. Disponível em: Link.
Acesso em: 12 fev 2025.
- Salvo EM, Ramirez AO, Cueto J, et al. Risk of recurrence among
patients with HR-positive, HER2-negative, early breast cancer receiving
adjuvant endocrine therapy: A systematic review and meta-analysis. Breast.
2021;57:5-17.
- Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes
Terapêuticas – Câncer de Mama. Brasília: Ministério da Saúde; 2018.
- Observatório de Oncologia. O custo do tratamento do câncer de mama
por paciente no SUS. Disponível em: Link.
Acesso em: 24 fev 2025.
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