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Foi o melhor resultado para o mês
desde 2011. Entre os destaques, a Receita apontou o crescimento de 8,45% na
arrecadação do PIS/Pasep e da Cofins, que totalizaram R$ 47,676 bilhões
A arrecadação de impostos e
contribuições federais somou R$ 222,117 bilhões em fevereiro, informou a
Receita Federal nesta terça-feira, 24/03. Em janeiro, a arrecadação foi de R$
325,751 bilhões. O resultado de fevereiro representa uma alta de 5,68% na comparação
com o mesmo mês de 2025, descontada a inflação do período.
Segundo a Receita, é o maior
resultado para meses de fevereiro desde 2011. O órgão destaca entre os
principais fatores positivos o crescimento de 8,45% do PIS/Pasep e da Cofins,
que tiveram uma arrecadação de R$ 47,676 bilhões.
Esse desempenho é explicado
pelo aumento de 1,14% no volume de vendas (PMC-IBGE) e de 3,34% no volume de
serviços (PMS-IBGE) entre janeiro de 2026 e janeiro de 2025. Além da
recuperação da arrecadação relativa ao setor de combustíveis.
A Receita Previdenciária
totalizou uma arrecadação de R$ 60.528 milhões, com crescimento real de 5,68%.
Esse resultado se deve ao crescimento real de 3,89% da massa salarial e de
7,98% na arrecadação do Simples Nacional previdenciário de fevereiro de 2026 em
relação a fevereiro de 2025.
O IOF apresentou uma
arrecadação de 8.696 milhões, representando crescimento real de 35,73%. Esse
desempenho decorre tanto das operações de crédito, quanto das operações de
câmbio referentes à saída de moeda estrangeira, especialmente em decorrência de
alterações legislativas implementadas em junho de 2025.
No fim do ano passado, o
Congresso aprovou aumentos nas alíquotas de fintechs e bets e de JCP, junto com
um projeto que reduz os benefícios fiscais em 10%. O texto eleva a Contribuição
Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) incidente sobre fintechs de maneira
escalonada. A alíquota subiria de 9% atualmente para 12%, nível em que ficaria
até o fim de 2027, antes de se acomodar em 15% a partir de 2028. Os bancos
pagam 20% de CSLL, mas o imposto efetivo sobre financeiras não bancárias tende
a ser maior, em parte por conta da rentabilidade mais alta.
Acumulado - A arrecadação de impostos e contribuições federais até fevereiro
de 2026 somou R$ 547,869 bilhões, informou a Receita Federal nesta terça-feira.
O montante representa alta de 4,41% na comparação com o mesmo período de 2025,
descontada a inflação do período. Segundo o órgão, é a maior arrecadação para o
bimestre desde 2011.
No relatório de divulgação, o
Fisco atribui o desempenho da arrecadação em 2026 a à Receita Previdenciária,
que teve uma arrecadação de R$ 124,432 bilhões, com crescimento real de 5,58%.
O PIS/Pasep e a Cofins
totalizaram uma arrecadação de R$ 104,073 bilhões, representando crescimento
real de 6,19%. Esse resultado decorre, principalmente, do aumento de 1,99% no
volume de vendas (PMC-IBGE) e de 3,49% no volume de serviços (PMS-IBGE) entre
dezembro de 2025 e janeiro de 2026, em relação ao período compreendido entre
dezembro de 2024 e janeiro de 2025. A
lém da recuperação da
arrecadação relativa ao setor de combustíveis. O IRRF-Rendimentos do Capital
apresentou uma arrecadação de R$ 26,385 bilhões, representando crescimento real
de 26,45%. O desempenho pode ser explicado pelos aumentos nominais de 54,41% na
arrecadação do item "Aplicação de Renda Fixa (PF e PJ)" e de 38,91%
na arrecadação do item "Juros sobre Capital Próprio".
Estadão Conteúdo
Fonte: https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/arrecadacao-federal-soma-r-222-117-bi-em-fevereiro

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