Especialista
explica a importância da atualização da caderneta é fundamental para prevenir
surtos e proteger toda a comunidade escolar
Com a volta às
aulas, ganha destaque a importância de manter o calendário de vacinação das
crianças atualizado, uma vez que o retorno ao ambiente escolar intensifica a
convivência e a circulação de vírus e bactérias, tornando a imunização uma
medida essencial de proteção individual e coletiva. Dados do Ministério da
Saúde e do Programa Nacional de Imunizações (PNI) indicam uma queda na
cobertura vacinal infantil nos últimos anos, evidenciada pelo fato de que, em
2025, apenas duas vacinas aplicadas em bebês, BCG e hepatite B, alcançaram a
meta de 95% de cobertura recomendada para crianças de até um ano.
Esse cenário
aumenta o risco de reaparecimento de doenças anteriormente controladas, como
sarampo, coqueluche e poliomielite, especialmente no ambiente escolar, onde o
contato próximo é constante e crianças não vacinadas ou com esquemas
incompletos ficam mais vulneráveis, favorecendo a ocorrência de surtos.
Segundo a professora de Pediatria da Afya Brasília, Dra. Isabela Pires, a checagem da caderneta deve fazer parte da rotina de preparação para o início do ano letivo. “A volta às aulas é uma oportunidade estratégica para revisar o calendário vacinal. As vacinas do primeiro ano de vida costumam ser mais fáceis de lembrar, mas os reforços e as doses indicadas para crianças maiores acabam sendo esquecidos com frequência, já que nessa fase as consultas médicas deixam de ocorrer em intervalos tão curtos. Esse atraso pode comprometer a proteção da criança justamente em um período de maior exposição”, explica.
De acordo com a
pediatra é fundamental manter não só as vacinas do Programa Nacional de
Imunizações (PNI) em dia, mas também aquelas sugeridas pela Sociedade
Brasileira de Pediatria e pela Sociedade Brasileira de Imunizações, que ampliam
a proteção da criança e contribuem para o cuidado coletivo. “As vacinas
oferecidas pelo PNI são adequadamente eficazes para as doenças que circulam no
nosso contexto nacional e foram escolhidas justamente por cobrirem de forma
segura e satisfatória a incidência dos vírus e bactérias a que se propõem”,
afirma a especialista da Afya.
Segundo a médica,
em alguns casos, doses adicionais recomendadas fora do calendário básico ajudam
a elevar ainda mais o nível de proteção. “Um exemplo simples é a vacina contra
a varicela: uma dose oferece cerca de 95% de proteção, mas, com duas doses
aplicadas no intervalo adequado, esse índice pode chegar a 99,5%”, enfatiza.
Dra Isabela
ressalta que, além da proteção individual, a vacinação tem impacto direto na
saúde coletiva. “Vacinar é um ato de cuidado para todos. Não apenas para o
próprio filho, mas também para idosos, pessoas imunossuprimidas da família,
colegas da escola e até do ambiente de trabalho. É uma rede de proteção que
beneficia toda a sociedade”.
Além de prevenir
infecções, a vacinação contribui para reduzir faltas escolares, internações e
complicações de saúde que impactam o desenvolvimento infantil. A orientação é
que pais e responsáveis procurem uma unidade de saúde antes ou nas primeiras
semanas de aula para atualizar a caderneta e esclarecer dúvidas com
profissionais qualificados.
Afya
www.afya.com.br
ir.afya.com.br
Nenhum comentário:
Postar um comentário