Segundo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a competência 8 – Autoconhecimento e Autocuidado - orienta que os alunos devam desenvolver autoconsciência emocional, reconhecer e remanejar emoções, além de ampliar a autonomia na tomada de decisões equilibradas.
De acordo
com Fabiana Santana, assessora pedagógica do Programa Líder em Mim e especialista em Gestão Escolar
e Liderança, essas
competências dizem respeito à capacidade de mobilizar conhecimentos,
habilidades e atitudes para resolver problemas e enfrentar desafios de forma
eficaz. Envolvem aspectos como autoconhecimento, autogerenciamento, consciência
social, habilidades de relacionamento e tomada de decisão responsável, sendo
fundamentais para o desenvolvimento integral dos estudantes.
Base para a vida
Uma pesquisa conduzida por cientistas da Universidade de Yale e publicado pela American Educational Research Association (AERA), analisou 424 estudos envolvendo mais de 50 países. Os resultados indicam que programas universais de Aprendizagem Socioemocional (SEL) promovem melhorias significativas no desempenho acadêmico, especialmente em alfabetização e matemática, além de impactos positivos em notas e testes padronizados.
Os dados também
revelam avanços importantes no bem-estar dos estudantes. Alunos que
participaram de programas de SEL relataram níveis mais baixos de ansiedade,
estresse e depressão, além de maior engajamento escolar e melhores relações com
colegas e professores. “Essas evidências confirmam que o desenvolvimento
socioemocional não deve ser tratado como um complemento, mas como um elemento
estruturante da aprendizagem e do sucesso escolar a longo prazo”, reforça a
especialista do programa Líder em Mim.
O papel da escola e do educador
Para que exista equilíbrio emocional — fundamento para o aprendizado — dentro do ambiente escolar, é preciso reconhecer a relevância das emoções no processo de ensino. De acordo com a assessora pedagógica do Sistema Anglo de Ensino, Luciana Correa, esses aspectos organizam o pensamento e direcionam o comportamento.
A especialista orienta professores e coordenadores que, para implementar de forma eficaz ações educacionais voltadas ao fortalecimento das competências socioemocionais na sala de aula, é fundamental que elas estejam refletidas, inicialmente, na postura pedagógica. A partir dessa abordagem, o autoconhecimento emocional pode ser estimulado no cotidiano escolar, integrado à rotina e ao currículo, por meio de práticas contínuas de escuta, diálogo e autorreflexão.
Dessa forma, a escola, enquanto ambiente de convivência entre indivíduos diversos, contribui para a formação de cidadãos preparados para os desafios da vida adulta. “O estudante aprende a cooperar, a ouvir e a respeitar diferenças — competências que sustentam não apenas o desempenho acadêmico, mas também a vida em sociedade, formando indivíduos mais resilientes e conscientes de seus valores.”
Por isso, Luciana reúne seis atividades
pedagógicas que favorecem o equilíbrio emocional dentro de sala de
aula de maneira efetiva. Confira:
1.
Realize rodas de
conversa: espaços de escuta coletiva exigem atenção
plena e estimulam a compreensão da realidade do outro, sendo eficazes tanto
para alunos quanto para professores e a equipe pedagógica;
2.
Incentive a
produção de diários emocionais: é um recurso
terapêutico para o registro de emoções e sentimentos, com foco no
autoconhecimento e na identificação de padrões de comportamento;
3.
Promova jogos
cooperativos: propostas voltadas à colaboração e ao
trabalho em equipe, sem viés competitivo, fortalecem os vínculos sociais entre
os jovens;
4.
Inclua “projetos
de vida” na grade curricular: o
planejamento estratégico pessoal auxilia o aluno a ter perspectiva
para além dos muros do colégio, visando a vida adulta;
5.
Proporcione
momentos de produções artísticas: o contato e a
exposição das expressões artísticas dos alunos reforçam a valorização da
individualidade e estimulam o respeito às diferentes formas de expressão;
6. Dedique momentos de escuta individual: possibilite que o aluno estabeleça uma relação de confiança com a escola, sentindo-se acolhido, reconhecido e valorizado.
Diante desse cenário, a educação socioemocional deixa de ser uma
tendência e se afirma como uma necessidade para o sucesso escolar em
2026. “Ao integrar essas competências de forma estruturada ao currículo, as
escolas ampliam suas possibilidades de formar alunos mais preparados
para atuar de maneira ética, consciente e protagonista em uma sociedade
cada vez mais complexa. Programas socioemocionais deixaram de ser atividades
extracurriculares e são formalmente incorporados ao currículo em 2026 para
garantir a formação integral do cidadão”, conclui a Fabiana.
https://www.sistemaanglo.com.br/
Líder em Mim
https://www.olideremmim.com.br/

Nenhum comentário:
Postar um comentário