“Celulite é estrutural e não se trata com truque caseiro”, afirma a dermatologista Denise Ozores
O cuidado com a pele do bumbum deixou de ser assunto restrito ao verão e passou a integrar a rotina de beleza de quem busca melhorar textura, manchas e celulite. Com o aumento do interesse, cresceram também as promessas rápidas. Pomada para assadura, pasta de dente, vinagre de maçã e esfoliações agressivas aparecem como soluções improvisadas que prometem resultados imediatos. O problema é que esses atalhos ignoram a fisiologia da pele.
Espinhas na região glútea, manchas escuras e celulite são frequentemente colocadas no mesmo pacote, como se fossem variações de um único problema. Não são. A chamada acne no bumbum costuma ser foliculite, uma inflamação do folículo piloso associada a atrito, suor e obstrução. Já as manchas geralmente são consequência da própria inflamação. A celulite, por sua vez, envolve alteração estrutural das fibras de colágeno e traves que tracionam a pele.
É nesse ponto que entra a dermatologista Dra. Denise Ozores, CRM SP 101677, RQE 7349, especialista em tratamentos corporais. Segundo ela, tratar tudo como se fosse apenas ressecamento é o erro mais comum. “Espinha, mancha e celulite têm causas diferentes. Quando a paciente não diferencia isso, o tratamento não evolui”, explica.
Para casos de foliculite, ativos como ácido salicílico e peróxido de benzoíla ajudam a controlar a inflamação e a desobstrução dos poros. Esfoliações químicas leves também contribuem para renovação celular sem irritação excessiva. No caso das manchas, ativos despigmentantes precisam ser usados com constância. “Não existe clareamento em poucos dias. Renovação de pele exige tempo e disciplina”, afirma.
A maior frustração costuma estar ligada à celulite. Cremes melhoram a qualidade superficial da pele, mas não desfazem fibroses profundas. “Celulite é estrutural. Não se trata com truque caseiro. Quando a alteração está abaixo da superfície, o tratamento precisa atingir essa camada”, diz Denise.
É nesse contexto que entram técnicas médicas como a GoldIncision, procedimento minimamente invasivo que atua diretamente nas fibroses internas da celulite e estimula colágeno na região. Segundo a dermatologista, o procedimento é indicado quando há depressões mais evidentes e alteração estrutural consolidada.
Isso não significa que o skincare corporal seja irrelevante. Esfoliação controlada, hidratação consistente e uso de ativos corretos ajudam a manter textura uniforme e prevenir inflamações. O limite está na expectativa. “Skincare funciona quando tem objetivo claro. O que não funciona é acreditar que um único produto resolve tudo”, conclui.
Denise Ozores (CRM-SP 101677 | RQE 7349) - dermatologista é especialista em beleza natural e atua com foco na prevenção do envelhecimento cutâneo, priorizando equilíbrio, saúde da pele e respeito à individualidade. Em seus atendimentos e conteúdos nas redes sociais, a médica defende uma abordagem consciente da estética, com resultados sutis e alinhados ao estilo de vida contemporâneo. No Instagram, compartilha orientações sobre cuidados dermatológicos e os impactos do ambiente urbano e digital na pele pelo perfil @deniseozoresdermato.

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