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Nos últimos meses, notícias sobre acidentes em academias têm ganhado espaço na mídia, envolvendo desde iniciantes até fisiculturistas experientes. Em dezembro, um homem de 55 anos, de Pernambuco, morreu após a barra escapar de suas mãos e cai sobre o tórax, durante o exercício de supino reto com barra livre.
No fim de janeiro, um fisiculturista, no Piauí, sofreu uma ruptura do tendão quadricipital ao fazer o exercício leg press com uma carga de 400 kg.
Lesões provocadas por quedas de pesos, excesso de carga e falhas na execução dos exercícios se repetem e acendem um alerta sobre os riscos da prática sem orientação adequada, supervisão profissional e respeito aos limites do próprio corpo - um cuidado necessário tanto para iniciantes quanto para praticantes experientes.
“Quando falamos de musculação, é importante entender
que nem todo corpo responde da mesma forma à carga. O excesso de peso, a
execução inadequada dos exercícios e a falta de orientação aumentam significativamente
o risco de lesões, tanto em quem está começando quanto em praticantes
experientes”, alerta o médico ortopedista membro da Sociedade Brasileira de
Artroscopia e Traumatologia do Esporte (SBRATE), Dr. Alberto de Castro Pochini.
Segundo o especialista, a prática da musculação pode
ter objetivos distintos e, por isso, exige cuidados diferentes. Enquanto o
treino recreativo costuma estar associado à saúde e ao condicionamento físico,
a prática competitiva envolve maiores sobrecargas e, consequentemente, mais
riscos de lesões. “No esporte competitivo, a sobrecarga faz parte do processo,
mas no treino recreativo o foco deve ser a adaptação do corpo, o respeito aos
limites individuais e a progressão adequada da carga”, explica.
Para reduzir o risco de lesões, alguns cuidados
simples fazem diferença no dia a dia da academia, como aumentar o peso de forma
gradual, respeitar os intervalos de descanso e manter atenção à execução
correta dos movimentos. “O corpo precisa de um tempo para se adaptar à carga e
evoluir do ponto de vista neuromuscular, e isso precisa ser respeitado”,
afirma.
Sinais como dor contínua, inchaço, perda de força,
limitação de movimento ou formigamento durante ou após o treino não devem ser
ignorados. “Identificar esses sinais precocemente faz toda a diferença para
evitar lesões mais graves e garantir uma prática segura da musculação ao longo
do tempo”, conclui.

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