É essencial ter alguns documentos separados e ter o acompanhamento de um especialista, alerta a advogada especialista em direito internacional, Juciana Correa
O
sonho de morar em Portugal tem atraído cada vez mais brasileiros, seja pela
segurança, pela qualidade de vida, pela facilidade do idioma ou pela forte
presença da comunidade brasileira no país, mas, antes de arrumar as malas e
embarcar no avião, é fundamental entender como funciona o processo de imigração
e quais passos devem ser seguidos para entrar e permanecer legalmente em
território português.
A primeira orientação para dar início ao processo de solicitação do visto é
clara: tenha bastante planejamento. De acordo com a advogada especialista em
direito internacional Juciana
Correa, o maior erro de quem decide mudar de país é iniciar o processo
sem organização dos documentos.
“É fundamental ter alguns documentos separados e ter o acompanhamento de um
especialista”, alerta a advogada. Para ela, a etapa inicial influencia
diretamente na velocidade e na segurança de todo o processo migratório.
"Se você quer migrar para Portugal ou qualquer outro país, então o primeiro passo é entender a lei deste país, qual é o tipo de visto mais adequado de acordo com o seu perfil. Uma cidadania Portuguesa pode ajudar a abrir portas para outros países da Europa", destaca.
1. Defina o tipo de visto adequado ao seu objetivo
Portugal oferece diversas categorias de visto, como trabalho, estudo, empreendedorismo, aposentadoria, procura de trabalho, nômade digital, reunião familiar, entre outros e cada categoria possui alguns requisitos específicos, que variam desde contratos e comprovação financeira até matrícula em instituições ou plano de negócios. Por isso, escolher o visto errado pode gerar atrasos no processoe até negativas que acabam adiando bastante o sonho.
2. Organize os documentos obrigatórios
- Passaporte válido;
- Comprovante de meios de subsistência;
- Seguro saúde ou PB4;
- Atestado de antecedentes criminais;
- Comprovante de residência;
- Documentos específicos conforme o tipo de visto.
“Essa etapa costuma exigir atenção e tempo, já que alguns documentos precisam
ser apostilados ou emitidos recentemente”, explica Juciana Correa.
3. Prepare-se para a análise consular
Após reunir toda a documentação necessária para dar início no visto, o
processo segue para a próxima etapa, a análise. Nela, o tempo de resposta varia
conforme o tipo de visto e a demanda de cada consulado.
“Uma documentação incompleta ou mal preenchida pode fazer o processo retroceder
semanas ou meses”, alerta.
4. Chegada em Portugal: o processo não acaba no desembarque
Depois da chegada, o novo residente ainda precisa passar pela etapa do SEF/
AIMA para emissão da autorização de residência. Esse procedimento garante a
permanência legal no país e deve ser cumprido dentro dos prazos estipulados.
5. Conte com orientação jurídica especializada
A complexidade das normas migratórias, que mudam com frequência, faz com
que muitas pessoas acabem cometendo erros simples, e custosos. Por isso, a
orientação de um profissional qualificado se torna uma forma de economizar
tempo e evitar retrabalho.
“Imigrar para Portugal é um processo mais acessível que alguns outros países,
mas exige seriedade e preparo. Com documentação correta, escolha adequada do
visto e acompanhamento profissional, o sonho de começar uma nova vida em terras
portuguesas se torna muito mais seguro e tranquilo”, destaca Juciana Correa.

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