A asma mata ao menos 3 pessoas todos
os dias no Brasil
A falta de
informação é um dos fatores que mais cooperam para o problema, já que a doença
pode ser controlada
Os dados recentes do DATASUS
(Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde do Brasil) mostram que
três pessoas com idades entre 5 e 64 anos morrem a cada dia por asma no Brasil,
sendo que mais de 50% são da região sudeste[i],
com mais de 2 mil óbitos entre 2009 e 2013. Dados alarmantes para uma doença
que pode ser controlada.
Ainda de acordo com os dados do
Ministério da Saúde, entre 2011 e 2015, mais de 320 mil internações aconteceram
por decorrência da asma. Só a região nordeste registrou mais de 160 mil
internações nesse período. “Infelizmente, muitas pessoas não reconhecem os
sintomas da doença ou não dão a devida atenção quando são diagnosticadas com
asma, o que colabora para um tratamento incorreto e, consequentemente, aumenta
as possibilidades de crises graves e riscos futuros da doença, tais como perda
definitiva de capacidade pulmonar, instabilidade, má qualidade de vida ou até o
falecimento. ”, afirma o Dr. Mauro Gomes.
Uma pesquisa encomendada pela
farmacêutica Boehringer Ingelheim do Brasil ao Ibope sobre o panorama da saúde
do brasileiro, indicou dados relevantes que mostram o pouco conhecimento que os
pacientes têm sobre a doença: a pesquisa mapeou uma alta percepção de controle
dos indivíduos que disseram ter ‘asma’: 91% dos entrevistados
percebem sua doença como ‘controlada’; no entanto, 72% reconhecem
consequências da ‘asma’ nas atividades de rotina simples, como trabalhar,
por exemplo. Quando questionados sobre o que gostariam de saber a respeito de
sua doença, 58% os entrevistados responderam que buscam ‘dicas sobre
como prevenir e controlar a asma’.
“Como a pesquisa mostra, a
maioria das pessoas pensam que a doença está controlada, mas, ao mesmo tempo,
alegam que sentem os impactos na rotina diária e, por isso, buscam dicas de
como controlar a asma. Isso demonstra o pouco conhecimento dos pacientes sobre
o que é controle da asma. ”, analisou o Dr. Mauro Gomes.
Para mudar este cenário, o Global
Initiative for Asthma (GINA) - principal órgão internacional que reúne os
estudos sobre a doença e elabora diretrizes de tratamento - lançou neste mês
uma campanha para o combate às mortes por asma: “A asma mata ao menos 3
pessoas todos os dias. A mudança está em nossas mãos˜.
Como saber se asma não está
controlada?
Segundo o GINA, é possível saber
que a asma não está controlada caso a pessoa tenha sentido um dos itens listados
abaixo pelo menos uma vez nas últimas quatro semanas:
§ Sintomas diurnos mais
de duas vezes por semana;
§ Qualquer despertar
noturno causado pela doença;
§ Uso de medicamentos
para alívio da falta de ar mais de duas vezes por semana;
§ Se a asma estiver
limitando as suas atividades cotidianas.
O Dr. Mauro Gomes alerta: “Caso tenha se identificado com
qualquer dos itens acima, procure seu médico para entender se seus sintomas
realmente não estão controlados e busque o tratamento adequado para melhorar o
controle da asma e sua qualidade de vida. É possível prevenir as crises e viver
tranquilamente tendo asma, basta identificar a doença e tratá-la
adequadamente”.
Sobre a pesquisa PANORAMA DA
SAÚDE DO BRASILEIRO
Para entender melhor
o panorama da saúde respiratória do brasileiro, a Boehringer Ingelheim do
Brasil, encomendou ao Ibope a coleta de dados de uma pesquisa nacional com
pessoas de diferentes classes, gêneros e localidades. O principal objetivo era
realizar um levantamento sobre o quanto a população conhece as doenças
respiratórias, suas percepções sobre sintomas, tratamentos e impacto nas
atividades de rotina, além de saber mais sobre o comportamento de quem
respondeu apresentar alguma(s) dessas doenças. A pesquisa, feita com 2.010
pessoas entre maio e junho de 2015, demonstrou que 44% dos brasileiros
apresentam sintomas respiratórios (tosse, falta de ar, chiado no peito, coriza)
que, geralmente, são percebidos como manifestações de doenças como asma,
bronquite, DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica).
[i] DATASUS.
Informações de Saúde (TABNET) [Internet]. [Acesso em 30 Mai 2016]. Disponível
em: http://tabnet.datasus.gov.br

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