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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Dormir bem não é luxo: quando o ronco e a respiração pela boca podem estar roubando seu sono

Ronco, apneia e obstrução nasal podem comprometer a qualidade do descanso e afetar a disposição, a concentração e a saúde; especialista explica por que investigar alterações respiratórias é essencial para recuperar noites de sono realmente reparadoras.

 

Acordar cansado, com a sensação de não ter descansado quase nada e passar o dia dependendo de café para manter o foco tornou-se uma rotina comum para muitas pessoas. O que boa parte da população ignora é que a causa desse desgaste contínuo pode estar no próprio modo de respirar durante a noite. O ato de roncar ou a necessidade frequente de respirar pela boca não são apenas hábitos incômodos, mas sinais claros de que o ar encontra barreiras para chegar aos pulmões.

A obstrução das vias aéreas compromete a arquitetura do sono, impedindo que o corpo atinja as fases mais profundas do descanso. Nesses cenários, o organismo permanece em um estado constante de alerta. A longo prazo, a privação de um sono reparador afeta diretamente o humor, a memória e a imunidade, além de aumentar os riscos de problemas cardiovasculares e metabólicos.

"Muitas pessoas passam anos acreditando que o ronco é apenas uma característica física sem importância ou sinal de sono profundo, quando na verdade é o oposto", explica Loyane Bronzon, médica otorrinolaringologista com especialização em ronco, apneia e atendimento infantil. "Quando a respiração perde a fluidez, o cérebro precisa microdespertar várias vezes durante a noite para restaurar o fluxo de ar, impedindo o reequilíbrio de que o corpo precisa."

Nas crianças, o alerta deve ser dobrado. Respirar predominantemente pela boca nessa fase interfere no desenvolvimento facial, no alinhamento dos dentes e até no rendimento escolar, sendo frequentemente confundido com quadros de hiperatividade ou déficits de atenção. O diagnóstico precoce evita alterações definitivas na estrutura da face e devolve à criança a energia necessária para o crescimento saudável.

A grande maioria desses quadros apresenta tratamento efetivo quando identificada na origem. Seja por meio de correções estruturais na cavidade nasal, terapias de reposicionamento, uso de aparelhos específicos ou adequações no estilo de vida, o acompanhamento especializado consegue mapear o bloqueio exato e devolver a passagem livre do ar.

"Investigar a qualidade do sono não é buscar um recurso estético ou de conforto momentâneo, mas investir na saúde integral. Recuperar a capacidade de respirar bem à noite transforma o dia a dia, trazendo de volta o foco, a disposição física e a vitalidade que foram perdidas ao longo do tempo", conclui a médica.



Fonte: Dra. Loyane Bronzon — Médica Otorrinolaringologista | Especialista em ronco, apneia do sono e otorrinolaringologia infantil
https://acesse.one/wkibdmw
@draloyane.otorrino


Trocar comida de verdade por alimentos ultraprocessados ditos ‘saudáveis’ podem aumentar o risco de doenças crônica

 

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Nutricionista alerta que produtos com apelo ’fit’ ou suplementados por proteína não são garantia de alimento saudável e, por isso, devem ser consumidos com parcimônia. 

 

A busca por uma dieta alimentar saudável aliada à praticidade tem levado cada vez mais pessoas a substituir refeições por shakes, barras de proteína e iogurtes com alto teor proteico, ou seja, produtos processados. Segundo levantamento da Euromonitor - empresa especialista em inteligência de mercado -, o setor brasileiro de produtos naturais, orgânicos e funcionais movimenta mais de R$ 15 bilhões por ano, com destaque para o segmento de alimentos proteicos, que já representa R$ 2,1 bilhões e deve atingir R$ 3,1 bilhões até 2028. 

Embora possam fazer parte da rotina alimentar, esses produtos devem ser consumidos com moderação. É o que aponta o estudo Alimentos ultraprocessados ​​e saúde humana: a tese principal e as evidências, publicado na revista The Lancet, associando o consumo frequente de alimentos ultraprocessados ao aumento do risco de doenças crônicas, como obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. 

Yuri Sato, nutricionista e coordenadora de Nutrição do grupo Care Plus, explica que alegações como ‘fit’, ‘zero açúcar’ ou ‘alto teor de proteína’ não significam que um alimento é saudável. A recomendação é observar o grau de processamento do produto, conforme a classificação NOVA, que categoriza os alimentos pelo nível de processamento, e o Guia Alimentar para a População Brasileira, documento oficial do Ministério da Saúde sobre alimentação saudável. Para isso, a especialista atenta para a importância da leitura dos rótulos para a escolha dos produtos. “Uma regra básica é: dê prioridade a alimentos in natura – como frutas, legumes, verduras e grãos – ou alimentos minimamente processados”, diz. 

Ela prefere não condenar os alimentos processados e afirma que eles não precisam ser completamente excluídos da dieta alimentar, mas devem ser consumidos de forma pontual e inseridos em um planejamento alimentar individualizado, considerando as necessidades nutricionais, a rotina e os hábitos de cada pessoa.

 

Planejamento alimentar 

Para quem enfrenta uma rotina intensa, o planejamento alimentar pode ser o principal aliado para evitar que a praticidade avance para uma dependência de produtos industrializados. O Guia Alimentar aponta que a falta de tempo, a perda das habilidades culinárias e a publicidade são alguns dos principais obstáculos para uma dieta equilibrada. Nesse contexto, o acompanhamento nutricional pode apoiar na mudança de comportamento de acordo com o contexto de cada pessoa, além de facilitar a organização das refeições. 

Yuri afirma que mais do que classificar alimentos entre bons e ruins, o desafio está em construir hábitos sustentáveis. “Produtos proteicos e outros alimentos industrializados não devem substituir, de forma recorrente, refeições completas e variadas”, afirma ela, reforçando que comer bem envolve planejamento, autonomia e valorização da culinária. ”Escolhas saudáveis dependem menos de produtos específicos e mais da construção de uma rotina alimentar equilibrada”, completa.

  

Care Plus


Diagnóstico além do rótulo: porque entender o perfil neurodivergente é essencial?

Especialistas alertam que identificar precocemente características do neurodesenvolvimento favorece intervenções mais individualizadas e melhora a qualidade de vida 

 

O aumento da conscientização sobre condições como o Transtorno do Espectro Autista (TEA), o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e outras formas de neurodivergência tem levado mais famílias a buscar avaliação especializada. Apesar disso, ainda é comum que o receio de um "rótulo" faça com que muitas pessoas adiem a investigação. Especialistas, no entanto, reforçam que o diagnóstico deve ser encarado como uma ferramenta para compreender as necessidades de cada indivíduo e direcionar o cuidado de forma mais assertiva. 

O termo neurodivergência é utilizado para descrever pessoas cujo funcionamento neurológico ocorre de maneira diferente do padrão predominante, sem que isso represente, necessariamente, uma doença. Entre as condições mais conhecidas estão o autismo, o TDAH, a dislexia e outros transtornos do neurodesenvolvimento, que podem se manifestar de formas bastante distintas entre os indivíduos. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1 em cada 100 crianças está dentro do Transtorno do Espectro Autista. Já o TDAH afeta aproximadamente 5% das crianças e adolescentes em todo o mundo, de acordo com estudos internacionais. Especialistas destacam que o reconhecimento precoce dessas condições permite oferecer suporte mais adequado em diferentes fases da vida. 

"Receber um diagnóstico não significa limitar o potencial de uma pessoa, mas compreender como ela aprende, se comunica e interage com o mundo. Quanto mais cedo esse perfil é identificado, maiores são as oportunidades de desenvolver estratégias individualizadas para favorecer seu desenvolvimento e sua qualidade de vida", explica Carlos Aschoff, médico geneticista e assessor médico do DB Diagnósticos. 

Embora o diagnóstico seja essencialmente clínico, baseado na avaliação de médicos e de uma equipe multiprofissional, exames complementares podem ser indicados em situações específicas. Em alguns casos, especialmente quando há atraso global do desenvolvimento, deficiência intelectual, epilepsia, malformações congênitas ou histórico familiar, a investigação laboratorial e genética pode ajudar a identificar condições associadas e orientar a conduta médica. 

"Os exames não substituem a avaliação clínica, mas podem contribuir para esclarecer causas genéticas relacionadas ao quadro apresentado pelo paciente. Essas informações auxiliam o médico na definição do acompanhamento, do aconselhamento familiar e, em algumas situações, das estratégias terapêuticas", afirma Aschoff. 

Além de favorecer intervenções precoces, compreender o perfil neurodivergente também contribui para reduzir preconceitos e promover inclusão em diferentes ambientes, como a escola, o trabalho e a convivência social.

Para os especialistas, o principal desafio continua sendo substituir a ideia de que o diagnóstico representa um estigma pela compreensão de que ele é um instrumento para ampliar o cuidado. 

"O mais importante não é o rótulo, mas entender as necessidades, as potencialidades e as formas de aprendizagem de cada pessoa. Quando isso acontece, é possível construir estratégias mais eficazes para que ela desenvolva todo o seu potencial", conclui o médico.

 

DB Diagnósticos


Agosto Cinza: cirurgia precoce devolve a nitidez a pacientes com catarata

Imagem gerada por IA / Gemini
Principal causa de cegueira reversível no mundo, a doença ocular se caracteriza pela opacidade do cristalino. Avanços tecnológicos garantem intervenções rápidas e seguras, como a da apresentadora Regina Volpato

 

A campanha do Agosto Cinza, mês dedicado à conscientização e prevenção da catarata, reforça a importância do diagnóstico precoce e do tratamento da principal causa de cegueira tratável no mundo. Provocada prioritariamente pelo envelhecimento natural dos olhos, a condição atinge a lente interna do globo ocular, o cristalino, tornando-a opaca e comprometendo progressivamente a nitidez da visão. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), todas as pessoas vão desenvolver algum grau de catarata se viverem o suficiente. 

Mas embora o avanço da idade seja o fator que mais contribui para o surgimento da doença ocular, a faixa etária de início pode variar. Dr. Horácio Jodai, médico especialista em catarata do H.Olhos, afirma que “a condição é mais frequente a partir dos 55 anos, mas não é raro algumas pessoas serem diagnosticadas aos 40 anos, de forma precoce, sem qualquer motivo aparente. Entre as causas menos comuns estão trauma ocular, inflamação intraocular, uso prolongado de medicamentos com corticoide e cirurgia prévia no fundo do olho”.
 

Sinais de alerta e diagnóstico 

A catarata não costuma provocar dor ou vermelhidão externa em estágios iniciais. “Os sintomas se manifestam diretamente na qualidade visual. O paciente sente como se olhasse através de um vidro sujo ou nevoeiro, mesmo quando usa óculos com a graduação atualizada. Outros indícios frequentes são a sensibilidade à luz e a percepção de halos ao redor de lâmpadas à noite”, explica o oftalmologista. “Se a catarata estiver muito avançada, pode-se notar a presença de uma mancha esbranquiçada na pupila, o que denota a opacificação total do cristalino”, complementa.
 

Avanço cirúrgico e o fim do conceito de "catarata madura" 

A remoção e substituição do cristalino por uma lente artificial é o único tratamento comprovadamente eficaz. O cenário atual prioriza a indicação precoce, ao contrário de condutas médicas do passado, quando se recomendava aguardar a catarata "amadurecer" (ficar densa) para intervir. “Hoje, a cirurgia é recomendada quando a catarata já provoca piora na qualidade visual do paciente, ainda que não esteja tão densa. Diferentemente de anos atrás, o avanço tecnológico e de técnicas cirúrgicas permite um tratamento muito mais precoce e seguro”, destaca o Dr. Horácio Jodai. 

O procedimento moderno utiliza a técnica de facoemulsificação. O especialista esclarece que “por meio de incisões microscópicas, o cristalino opaco é fragmentado, aspirado e substituído por uma lente intraocular artificial personalizada. Essa intervenção também permite corrigir erros refrativos preexistentes, como miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia (vista cansada), reduzindo ou eliminando o uso de óculos. É uma cirurgia rápida e segura, feita com o uso de colírios anestésicos”.
 

Da insegurança à autonomia: a experiência de quem operou 

Para os pacientes, a precisão da técnica e o suporte hospitalar transformam o receio inicial em alívio imediato. Foi a experiência vivida pela jornalista e apresentadora Regina Volpato, submetida recentemente ao procedimento realizado pelo Dr. Horácio Jodai, no H.Olhos. “A cirurgia foi muito tranquila e rápida, sem a necessidade de um preparo complicado. Cheguei muito segura porque o médico sempre transmitiu firmeza e serenidade, sendo que a melhora na visão foi praticamente imediata”, relata. 

A paciente conta que a recuperação transcorreu sem dores. “Na primeira noite, achei que poderia sentir algum desconforto, mas não senti absolutamente nada. Tive apenas um pouco de sensibilidade à luz nos dias seguintes devido ao ressecamento ocular, intensificado também pela menopausa, mas que foi 100% controlado com o uso correto dos colírios indicados.” 

Além da recuperação visual, o impacto na qualidade de vida e na realização de tarefas cotidianas simples foi o ponto alto do tratamento. “O mais impressionante foi perceber a diferença no dia a dia. Não precisar mais usar óculos o tempo todo foi uma libertação. Conseguir entrar no chuveiro e finalmente distinguir o frasco do shampoo do condicionador sem óculos parece um detalhe bobo, mas fazia uma falta imensa. Foi uma experiência muito mais simples do que eu imaginava e uma das melhores decisões que tomei este ano”, conclui. 

Para garantir o diagnóstico precoce da catarata é fundamental realizar consultas e exames oftalmológicos com regularidade. A identificação da doença ocular na fase inicial reduz o risco de complicações oculares e garante a preservação da autonomia para realizar atividades diárias como ler, caminhar com segurança, dirigir, reconhecer pessoas e enxergar todos os detalhes do ambiente, seja dia ou noite.

 

Inteligência artificial ganha regras na medicina e reforça o papel do médico nas decisões

Nova resolução do Conselho Federal de Medicina estabelece limites para o uso da tecnologia e abre espaço para aplicações que tornam o acompanhamento dos pacientes mais preciso, seguro e personalizado 

 

A inteligência artificial já faz parte da rotina de hospitais e clínicas brasileiras, mas agora passa a contar com regras específicas para sua utilização. Publicada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), a Resolução nº 2.454/2026 estabelece que a IA pode ser utilizada como ferramenta de apoio à decisão clínica, à gestão em saúde, à pesquisa científica e à educação médica, desde que respeite princípios éticos, científicos e legais. A norma também deixa claro que a decisão final sobre diagnóstico, tratamento e prognóstico continua sendo exclusivamente do médico.

Para o cirurgião plástico Dr. Alexandre Peruzzo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a regulamentação representa um passo importante para acelerar a inovação sem comprometer a segurança do paciente. Segundo ele, a inteligência artificial tende a ampliar a capacidade de análise médica, mas jamais substituirá o raciocínio clínico.

"A inteligência artificial consegue organizar grandes volumes de informação, comparar exames, acompanhar indicadores e identificar padrões que muitas vezes levariam mais tempo para serem avaliados manualmente. Mas ela não enxerga o paciente como um todo. Quem interpreta essas informações dentro da realidade clínica continua sendo o médico", afirma.

A resolução determina que toda utilização relevante de IA no cuidado ao paciente deve ocorrer com supervisão humana obrigatória. O médico pode aceitar ou rejeitar as recomendações produzidas pelo sistema, deve registrar seu uso em prontuário e informar o paciente sempre que a tecnologia participar de forma significativa do atendimento. Além disso, a norma proíbe que a inteligência artificial comunique diagnósticos ou decisões terapêuticas diretamente ao paciente.

Na cirurgia plástica, Peruzzo acredita que a tecnologia tende a ganhar espaço principalmente no acompanhamento longitudinal dos pacientes. Em vez de atuar apenas durante a consulta, a IA poderá integrar informações obtidas ao longo do tratamento, permitindo uma visão mais ampla da evolução clínica.

"Hoje já conseguimos reunir exames laboratoriais, composição corporal, fotografias seriadas, ultrassonografias e diversos indicadores de saúde. A inteligência artificial pode organizar esses dados, identificar tendências e facilitar comparações objetivas entre diferentes momentos do tratamento. Isso torna o acompanhamento mais preciso e individualizado", destaca.

Essa aplicação também favorece o planejamento cirúrgico. Com o apoio da tecnologia, torna-se possível analisar mudanças metabólicas, acompanhar ganho ou perda de massa muscular, verificar alterações na distribuição de gordura corporal e monitorar fatores que influenciam diretamente a recuperação pós-operatória.

Segundo Peruzzo, a utilização da IA faz sentido principalmente dentro de uma medicina que acompanha o paciente continuamente, e não apenas no momento da cirurgia.

"A cirurgia é apenas uma etapa. O paciente chega com um histórico, passa por exames, modifica hábitos e continua sendo acompanhado depois do procedimento. Quando conseguimos integrar todas essas informações, as decisões deixam de ser baseadas apenas em uma fotografia daquele dia e passam a considerar toda a evolução clínica", ressalta.

A regulamentação também reforça a necessidade de governança sobre os sistemas utilizados. A resolução estabelece critérios para classificação de risco das aplicações de inteligência artificial, exige observância integral da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e prevê mecanismos de auditoria e monitoramento das soluções empregadas na prática médica.

Na avaliação do especialista, a tecnologia também tende a reduzir tarefas operacionais que consomem tempo dos profissionais de saúde, permitindo maior dedicação ao atendimento.

"Grande parte do potencial da inteligência artificial está em automatizar atividades repetitivas, organizar informações e gerar relatórios. Isso libera tempo para aquilo que nenhuma tecnologia consegue substituir: ouvir o paciente, compreender suas expectativas, interpretar detalhes do exame físico e construir uma relação de confiança", afirma.


Onde a inteligência artificial pode contribuir na cirurgia plástica

Embora cada caso exija avaliação individual, algumas aplicações já demonstram potencial para ampliar a eficiência do acompanhamento médico:

  • organização e comparação de exames laboratoriais ao longo do tratamento;
  • monitoramento da composição corporal e da evolução metabólica;
  • acompanhamento da recuperação pós-operatória com análise de indicadores clínicos;
  • integração de fotografias, exames e histórico médico para apoiar o planejamento cirúrgico;
  • auxílio na documentação clínica e na gestão das informações do paciente.

Para Peruzzo, a regulamentação do CFM consolida um princípio que deve orientar toda inovação na saúde: a tecnologia deve ampliar a capacidade do médico, nunca substituí-la.

"A inteligência artificial é uma ferramenta extremamente poderosa quando utilizada de forma ética, transparente e baseada em evidências. Ela melhora a qualidade das informações disponíveis para o médico. Mas a responsabilidade pela decisão continuará sendo humana, porque cada paciente possui características, expectativas e necessidades que nenhum algoritmo consegue compreender integralmente", conclui.

  



Dr. Alexandre Peruzzo Cremers 26736 /Rqe 34441 - cirurgião plástico em Porto Alegre, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), mentor de médicos em gestão e marketing, proprietário de clínicas de alto padrão e ex-professor da ULBRA, onde atuou por cinco anos. Formado em Medicina em 2001 e em Cirurgia Plástica em 2008, construiu sua trajetória com foco em técnicas minimamente invasivas, recuperação rápida, personalização e integração entre estética, saúde e longevidade. Ao longo da carreira, desenvolveu a Minilipolaser, técnica minimamente invasiva para remoção de gordura localizada, baseada na adaptação do procedimento às necessidades reais de cada paciente. Sua atuação parte da tese de que a cirurgia plástica deve ser uma oportunidade de reaproximação do paciente com a própria saúde, com atenção à preservação do metabolismo, da massa muscular, da rotina e dos hábitos de vida.
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Clínica d Dr. Alexandre Peruzzo

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Agosto Azul Vermelho reforça prevenção das doenças vasculares e marca primeira campanha após criação da Semana Nacional da Saúde Vascula

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Mobilização da SBACV ganha novo impulso com legislação federal, destaca importância do diagnóstico precoce e terá, em 15 de agosto, o maior mutirão de tratamento de varizes do país

 

Agosto é o mês dedicado à conscientização sobre a saúde vascular no Brasil. Ao longo de todo o período, a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) promove a campanha Agosto Azul Vermelho, iniciativa nacional que busca alertar a população sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado das doenças que afetam veias e artérias. As cores da campanha representam justamente esses dois sistemas de circulação: o azul simboliza as veias e o vermelho, as artérias. 

A edição deste ano ganha um significado especial por ser a primeira realizada após a sanção da Lei nº 15.470/2026, que instituiu oficialmente, no Brasil, a Semana Nacional da Saúde Vascular, celebrada anualmente na semana que compreende o dia 17 de agosto. A medida fortalece as ações de educação em saúde, prevenção e incentivo ao diagnóstico precoce em todo o país. 

"A criação da Semana Nacional da Saúde Vascular representa um marco para a saúde pública brasileira e fortalece um trabalho que a SBACV desenvolve há décadas. Nosso objetivo é ampliar o acesso da população à informação de qualidade, estimular o diagnóstico precoce e mostrar que muitas doenças vasculares podem ser prevenidas ou tratadas com sucesso quando identificadas no momento certo. Educação em saúde salva vidas", afirma o presidente da SBACV, Dr. Edwaldo Joviliano. 

Entre as doenças que recebem destaque durante a campanha estão a trombose venosa profunda, a doença arterial periférica, o aneurisma da aorta abdominal, a doença carotídea, o pé diabético vascular, o linfedema e as varizes. Muitas dessas condições evoluem de forma silenciosa e podem provocar complicações graves quando não diagnosticadas a tempo. Por isso, a campanha também reforça a importância da adoção de hábitos saudáveis, da realização de consultas e exames preventivos e da busca por atendimento com angiologistas e cirurgiões vasculares habilitados. 

Outro avanço recente para a especialidade foi a entrada em vigor da Lei nº 15.448, de 30 de junho de 2026, que determina a adoção de protocolos de prevenção do tromboembolismo venoso (TEV) nos hospitais brasileiros. A legislação estabelece medidas para identificação precoce de pacientes com maior risco e incentiva a implementação de estratégias capazes de reduzir uma das principais causas evitáveis de morte hospitalar, fortalecendo a cultura da prevenção defendida pela SBACV.
 

Brasil Sem Varizes mobiliza especialistas em todo o país 

Um dos principais destaques do Agosto Azul Vermelho será o mutirão nacional Brasil Sem Varizes, que acontece no dia 15 de agosto. A iniciativa reunirá centros de atendimento em diferentes regiões do país para oferecer avaliação e tratamento gratuito de pacientes, ampliando o acesso ao cuidado vascular e chamando a atenção para uma condição que afeta milhões de brasileiros. 

"Estamos construindo uma mobilização inédita no país, que une serviços públicos, privados e profissionais de diferentes regiões em torno de um mesmo propósito: ampliar o acesso ao tratamento de varizes e impactar positivamente a vida de milhares de pacientes. Já temos uma adesão muito importante, mas queremos que ainda mais centros façam parte dessa ação histórica", destaca o vice-diretor de Defesa Profissional da SBACV, Dr. Claudio Nhuch. 

Considerado o maior movimento nacional de tratamento de varizes já promovido no Brasil, o mutirão busca ampliar o acesso ao cuidado vascular e conscientizar a população sobre a importância de procurar avaliação médica diante de sintomas como dor, sensação de peso nas pernas, inchaço e aparecimento de veias dilatadas, evitando a progressão da doença e suas complicações. 

Além do mutirão, durante todo o mês de agosto, a SBACV e suas Regionais promoverão ações educativas, conteúdos informativos e atividades voltadas à conscientização da população sobre os cuidados com a circulação e a prevenção das doenças vasculares, reforçando o compromisso da entidade com a promoção da saúde vascular em todo o país. 

 

DOENÇAS TROPICAIS

Malária: com medicamento inovador, Brasil registra menor número de casos em quase 50 anos

 

Mais de 33 mil pessoas já foram tratadas com tafenoquina, ofertado no SUS a partir de 2024 para prevenir novas manifestações da malária 

Em 2025, o Brasil registrou redução de 30% nas mortes por malária e de 30,7% nos casos da forma mais grave da doença. As mortes passaram de 56, em 2024, para 39. No mesmo período, foram registrados 118.037 casos de malária contraídos no território nacional, 15% menos que em 2024 e o menor número desde 1978. Os dados refletem o início da oferta da tafenoquina no SUS, medicamento em dose única usado a partir de 2024 para prevenir novas manifestações da malária, além da ampliação do diagnóstico, da oferta de testes e do tratamento adequado.

Os resultados foram apresentados nesta segunda-feira (17), pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Brasília, no 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MedTrop), que reúne profissionais e pesquisadores para discutir doenças tropicais, entre elas a malária. Durante a programação, o ministro abordou as metas do Brasil Saudável, que prevê eliminar ou reduzir, como problema de saúde pública doenças e infecções de transmissão vertical até 2030, incluindo a malária. 

Entre os principais avanços nos tratamentos disponíveis no SUS está a tafenoquina, incorporada em 2023 para pacientes adultos com 16 anos ou mais e peso de 35 quilos ou mais e cuja oferta começou em 2024. Administrado em dose única, o medicamento tem ação prolongada e ajuda a evitar que a doença volte a se manifestar. O medicamento foi utilizado por mais de 33,7 mil pessoas até junho de 2026. Desse total, 3.920 tratamentos foram registrados em Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).

Saiba mais: Link


Mês de Combate ao Fumo: boca pode revelar os primeiros sinais dos danos causados pelo cigarro, alerta especialista

Campanha reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce

 

O mês de agosto é marcado por ações de conscientização sobre os impactos do tabagismo na saúde. A campanha ganha ainda mais destaque com o Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, e chega em um momento de atenção: após anos de queda, o número de fumantes voltou a crescer no Brasil.

 

Dados mais recentes do Ministério da Saúde, por meio da pesquisa Vigitel, mostram que 11,6% da população adulta brasileira fuma cigarros convencionais. O hábito é mais frequente entre os homens e concentra-se principalmente na faixa etária de 45 a 64 anos.


Para o cirurgião-dentista Dr. Davi Cunha, esse cenário também acende um alerta para um aspecto que costuma ser negligenciado: os impactos do tabagismo na saúde bucal.


"Muitas pessoas associam o cigarro apenas às doenças respiratórias e cardiovasculares, mas esquecem que a boca é uma das primeiras regiões do corpo a sofrer os efeitos do tabaco. Em muitos casos, os primeiros sinais aparecem durante um exame odontológico de rotina", explica.

 

Segundo o especialista, a exposição contínua da cavidade oral à fumaça e às substâncias químicas presentes no cigarro favorece uma série de alterações que podem comprometer significativamente a qualidade de vida.


"O tabagismo reduz a circulação sanguínea na gengiva, dificulta a cicatrização, favorece doenças periodontais, aumenta o risco de perda dentária e eleva de forma significativa as chances de desenvolvimento do câncer de boca. Muitas dessas alterações evoluem silenciosamente e só são percebidas quando já estão em estágios mais avançados."

 

De acordo com o Dr. Davi Cunha, alguns sinais não devem ser ignorados.

"Feridas que não cicatrizam por mais de quinze dias, manchas brancas ou avermelhadas na mucosa, sangramentos frequentes, alterações na língua, mobilidade dos dentes e dificuldades para mastigar ou engolir merecem avaliação profissional. O diagnóstico precoce é um dos principais aliados para aumentar as chances de sucesso no tratamento, especialmente nos casos de câncer de boca."

 

Outro ponto de preocupação é o avanço dos dispositivos eletrônicos para fumar, principalmente entre adolescentes e jovens adultos.


"Existe uma falsa percepção de que o cigarro eletrônico oferece menos riscos. Apesar de possuir características diferentes do cigarro convencional, ele também contém nicotina e outras substâncias capazes de provocar inflamações, ressecamento da mucosa, alterações na microbiota bucal e dependência química. Não existe forma segura de consumir produtos derivados do tabaco ou da nicotina."


Além da interrupção do tabagismo, o especialista destaca que as consultas odontológicas periódicas desempenham um papel fundamental na prevenção.

 

"O dentista não avalia apenas dentes e gengivas. Durante a consulta, toda a cavidade oral é examinada, permitindo identificar alterações ainda em fase inicial. Quanto mais cedo uma lesão é descoberta, maiores são as chances de tratamento e de recuperação."

 

No Mês de Combate ao Fumo, o Dr. Davi Cunha reforça que abandonar o cigarro continua sendo a medida mais eficaz para preservar a saúde.


"Os benefícios começam logo após a interrupção do tabagismo. À saúde bucal melhora, o organismo inicia um processo de recuperação e o risco de diversas doenças diminui ao longo do tempo. Nunca é tarde para parar de fumar e procurar acompanhamento profissional", conclui.

 


Agosto Laranja: Fadiga, formigamento e visão embaçada podem ser os primeiros sinais da esclerose múltipla

No mês de conscientização da doença autoimune que afeta o sistema nervoso central, neurologista da Hapvida explica por que ela pode começar com sintomas discretos e destaca a importância do diagnóstico precoce 

 
Alterações aparentemente simples podem indicar um problema neurológico que merece atenção. Crônica e autoimune, a esclerose múltipla provoca lesões no cérebro e na medula espinhal. Reconhecer os sinais logo no início favorece o tratamento e ajuda a preservar a autonomia e a capacidade funcional dos pacientes. No país, a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem) estima mais de 40 mil pessoas diagnosticadas.
 
De acordo com o neurologista da Hapvida, Sidney Godoi, os primeiros sintomas podem variar bastante de uma pessoa para outra. Porém, alguns dos sinais mais comuns são perda de visão de um dos olhos ou vista embaçada, formigamentos persistentes, sensação de choque ao movimentar o pescoço, fraqueza em um braço ou perna, dificuldade para caminhar, desequilíbrio ou visão dupla.

“O problema é que muitos desses sintomas também podem acontecer em situações comuns do dia a dia, como estresse, ansiedade e compressões de nervos, por exemplo, ao cruzarmos as pernas. A diferença é que, na esclerose múltipla, esses sinais costumam durar mais de 24 horas e aparecem sem uma explicação evidente. E, muitas vezes, deixam algum grau de limitação. Por isso, quando um sintoma neurológico persiste ou se repete, é importante investigar”, orienta.

O desaparecimento temporário de sintomas como formigamento, visão embaçada ou fadiga pode transmitir a falsa impressão de que não há motivo para procurar ajuda. No entanto, manifestações persistentes ou que voltam a aparecer merecem investigação, alerta Godoi.
 
“Muitos pacientes acham que, se o sintoma melhorou sozinho, não há motivo para procurar um médico. Na esclerose múltipla, isso pode ser um erro, porque os surtos costumam melhorar parcialmente de forma espontânea, mas a doença continua ativa e pode causar novas lesões. Por isso, a avaliação precoce faz toda a diferença”, ressalta o neurologista da Hapvida.

O médico explica que o número de diagnósticos aumentou nas últimas décadas, mas que isso não significa que a doença esteja se tornando mais comum. “Hoje, temos exames de ressonância magnética muito mais sensíveis, maior conhecimento da doença, critérios diagnósticos mais precisos e acesso mais rápido aos especialistas. Tudo isso faz com que casos que antes passavam despercebidos sejam identificados mais cedo”, afirma.


 
Importância do diagnóstico precoce

Embora não tenha cura, o diagnóstico e o tratamento precoces são importantes para controlar a doença e preservar a qualidade de vida dos pacientes.
 
“A esclerose múltipla provoca inflamações que podem causar dano ao cérebro e à medula espinhal. Cada surto pode deixar sequelas permanentes. Quanto mais cedo o tratamento é iniciado, maior é a chance de reduzir novas crises, diminuir a atividade da doença nas imagens de ressonância e retardar o aparecimento de incapacidades. Em muitos casos, pessoas diagnosticadas precocemente conseguem estudar, trabalhar, praticar atividade física, formar uma família e manter uma boa qualidade de vida por muitos anos”, comenta o neurologista.
 
Para Godoi, um dos principais mitos que dificultam o reconhecimento da doença é a ideia de que a esclerose múltipla afeta apenas idosos. “Na verdade, ela costuma surgir entre os 20 e os 40 anos, uma fase muito ativa da vida. Outro mito é acreditar que todo paciente, inevitavelmente, ficará em uma cadeira de rodas. Isso não corresponde à realidade atual. Com os tratamentos modernos, muitas pessoas mantêm independência e qualidade de vida por décadas”, conclui o médico.


Dor nas mãos ao usar computador pode indicar lesões causadas por movimentos repetitivos

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Uso repetitivo do teclado e do mouse, aliado à falta de pausas, aumenta o risco de lesões nas mãos e nos punhos; Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão orienta como prevenir o problema

 

Passar horas em frente ao computador faz parte da rotina de milhões de brasileiros. No entanto, o uso prolongado do teclado e do mouse, muitas vezes sem pausas, pode sobrecarregar mãos, punhos e dedos, favorecendo o desenvolvimento de inflamações e outras lesões que comprometem não apenas o desempenho no trabalho, mas também atividades simples do dia a dia, como segurar um copo, escrever ou abrir uma embalagem.

O tema chamou a atenção recentemente após a influenciadora Viih Tube compartilhar nas redes sociais que desenvolveu uma inflamação no tendão em decorrência das longas horas de trabalho no computador. O caso trouxe visibilidade para um problema que faz parte da rotina de muitas pessoas e reforça a importância de adotar hábitos que ajudem a proteger as mãos, os punhos e os dedos durante a jornada de trabalho.

Entre os problemas mais comuns relacionados ao uso repetitivo do teclado e do mouse estão as tendinites, tenossinovites e a síndrome do túnel do carpo. Essas condições costumam surgir de forma gradual e podem causar dor, inchaço, sensação de formigamento, perda de força e dificuldade para realizar movimentos simples, como digitar, segurar objetos ou até mesmo abrir uma porta. Quando não tratadas, as lesões podem evoluir e comprometer significativamente a qualidade de vida e o desempenho nas atividades diárias.
 

“A tendinite corresponde à inflamação dos tendões, responsáveis por conectar os músculos aos ossos. Já a tenossinovite afeta a bainha que envolve esses tendões, dificultando seu deslizamento e tornando movimentos simples bastante dolorosos. Na síndrome do túnel do carpo, o problema ocorre pela compressão do nervo mediano, responsável pela sensibilidade e pela movimentação de parte da mão”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), Dr. Roberto Luiz Sobania. “Nesses casos, além da dor, é comum o surgimento de formigamento, dormência, perda de força e dificuldade para segurar objetos”, completa.

O especialista ressalta que é importante observar os primeiros sinais de desconforto para evitar que pequenas dores evoluam para quadros mais graves. "Muitas pessoas acreditam que sentir dor nas mãos ou nos punhos ao final do expediente é algo normal, mas esse é um sinal de alerta. Quando esses sintomas são ignorados e a sobrecarga continua, a tendência é que a lesão se agrave, tornando o tratamento mais longo e, em alguns casos, exigindo até mesmo o afastamento das atividades", alerta.
 

Além da digitação, o uso do mouse costuma representar sobrecarga para algumas estruturas da mão e do punho, já que exige movimentos repetitivos com pouca variação ao longo do dia. O uso frequente de smartphones fora do horário de trabalho também prolonga essa exposição, reduzindo o tempo de recuperação dos tendões e músculos.

Embora nem sempre seja possível reduzir o tempo em frente ao computador, algumas medidas simples ajudam a diminuir a sobrecarga nas mãos e nos punhos. “Algumas orientações são realizar pequenas pausas para movimentar as mãos; manter os punhos alinhados durante a digitação; ajustar a altura da cadeira para que cotovelos permaneçam próximos de 90 graus e evitar apoiar constantemente os punhos na borda da mesa”, fala o cirurgião da mão. 

Alongamentos leves para dedos, mãos, punhos e antebraços também ajudam a reduzir a tensão muscular quando realizados de forma orientada. Outro ponto importante é evitar continuar trabalhando sob dor, já que o esforço repetido sobre tecidos inflamados favorece o agravamento das lesões. 

“A dor nunca deve ser encarada como algo normal. Quanto mais cedo a pessoa procurar avaliação médica, maiores são as chances de evitar a progressão da lesão e recuperar a função das mãos sem a necessidade de tratamentos mais complexos. A prevenção e o diagnóstico precoce continuam sendo os melhores caminhos”, conclui.


SBCM - Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão
www.cirurgiadamao.org.br


Por que reforçar a vacinação em situações de surto?

SBMFC reforça a importância da vacinação e da atualização da caderneta em situações de aumento da circulação de doenças, como o sarampo

 

A Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) reforça a importância de manter a vacinação em dia e de procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) para verificar a situação vacinal e receber as doses recomendadas para cada faixa etária, condição de saúde e contexto epidemiológico. 

Em situações de aumento da circulação de determinadas doenças, podem ser adotadas estratégias específicas de vacinação para ampliar a proteção da população. É o que ocorre atualmente em municípios do estado de São Paulo, diante do risco de reintrodução e circulação do vírus do sarampo. Na cidade de São Paulo, por exemplo, a Secretaria Municipal da Saúde recomenda a vacinação de acordo com a faixa etária e o histórico vacinal, incluindo a chamada “dose zero” para crianças de 6 meses a menores de 1 ano. 

A vacina tríplice viral (SCR), que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, faz parte do Calendário Nacional de Vacinação. Em situações específicas, como surtos ou diante de maior risco epidemiológico, as autoridades de saúde podem recomendar doses adicionais ou antecipar a vacinação de determinados grupos, mesmo para pessoas que já tenham recebido doses anteriormente. Essas estratégias são definidas de acordo com o cenário epidemiológico e as orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI). 

“A vacinação é uma das principais estratégias para prevenir a ocorrência e a disseminação de doenças imunopreveníveis. Em situações de surto ou aumento do risco de transmissão, as recomendações podem ser temporariamente ampliadas para determinados grupos, de acordo com o cenário epidemiológico. Por isso, é importante que as pessoas procurem os serviços de saúde, levem a caderneta de vacinação e sigam as orientações das equipes”, explica Euclides Colaço, médico de família e comunidade, diretor do Departamento de Comunicação da SBMFC. 

O sarampo é uma doença viral altamente transmissível e pode provocar complicações graves, especialmente em crianças pequenas, gestantes e pessoas imunocomprometidas. A manutenção de altas coberturas vacinais é fundamental para reduzir a circulação do vírus e proteger tanto as pessoas vacinadas quanto aquelas que não podem receber determinados imunizantes. 

Além das vacinas previstas na rotina e das estratégias específicas adotadas em situações de surtos, algumas pessoas podem ter indicação de vacinas de acordo com a idade e condições clínicas. É o caso da vacinação contra doenças pneumocócicas para determinados grupos. Em 2026, o Ministério da Saúde iniciou a introdução da vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20), conhecida como Pneumo 20, no Programa Nacional de Imunizações, em um processo de transição em relação às vacinas pneumocócicas anteriormente utilizadas. A estratégia inclui crianças e grupos com condições clínicas específicas, conforme os critérios definidos pelo PNI. 

A Pneumo 20 amplia a proteção contra diferentes sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por doenças como pneumonia e meningite, que podem evoluir para quadros graves, hospitalizações, sequelas e óbitos. Por isso, pessoas com doenças crônicas ou outras condições de saúde que possam indicar vacinação devem conversar com a equipe de saúde e verificar se fazem parte dos grupos contemplados pelas recomendações vigentes. A indicação e o esquema vacinal dependem da idade, do histórico de vacinação e das condições clínicas de cada pessoa. 

Na Atenção Primária à Saúde (APS), a busca ativa é uma das estratégias utilizadas pelas equipes de Saúde da Família para identificar pessoas com vacinas em atraso ou que necessitam de acompanhamento. Essa atuação é baseada no conhecimento do território e no vínculo construído entre profissionais de saúde, usuários e comunidade. 

Médicos(as) de família e comunidade, enfermeiros(as), técnicos(as) de enfermagem e agentes comunitários(as) de saúde atuam de forma integrada para identificar necessidades, orientar a população e facilitar o acesso aos cuidados preventivos. 

“A lógica é simples: se eles não vêm até a gente, nós vamos até eles. Ao longo do acompanhamento, os profissionais das UBS passam a conhecer as características, as necessidades, o modo de vida e o contexto familiar das pessoas. Esses fatores influenciam diretamente na saúde e também na adesão aos cuidados recomendados. A partir desse vínculo, conseguimos promover um acompanhamento mais efetivo, com foco na prevenção, na vacinação e nos tratamentos necessários, contribuindo para melhores resultados em saúde”, reforça Colaço, mestre em Bioética pela Universidade do Vale do Sapucaí (Univás).

A vacinação é uma das ferramentas mais importantes da prevenção em saúde. Manter a caderneta atualizada, buscar orientação nas UBS e acompanhar as recomendações das autoridades de saúde são atitudes fundamentais para proteger a população e reduzir a circulação de doenças evitáveis por vacinação.


Sobre a Medicina de Família e Comunidade

A Medicina de Família e Comunidade é uma especialidade médica que atua no cuidado integral dos indivíduos, com capacidade de resolver até 90% das demandas apresentadas durante as consultas. Durante a formação, o(a) médico(a) de família e comunidade aprende habilidades que vão desde comunicação clínica, passando pelas abordagens familiar e comunitária, que são essenciais para avaliação do estado de saúde. Atualmente, de acordo com a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), o Brasil conta com mais de 15 mil médicos(as) de família e comunidade, atuantes em todos os estados.


No mês da Gestante: pré-natal vai além dos exames e ajuda a prevenir complicações na gravidez

 

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Ginecologista do Vera Cruz Hospital, em Campinas (SP), orienta sobre plano de parto, direitos, sinais de alerta e cuidados antes e depois do nascimento 

 

A maternidade tem acontecido cada vez mais tarde. Em Campinas, quase um em cada quatro bebês nascidos em 2025 (23,8%) era filho de mulheres com 35 anos ou mais, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, com base no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). No mesmo período, 81,86% das gestantes realizaram sete ou mais consultas de pré-natal, indicador que reforça a importância do acompanhamento médico para uma gestação mais segura. 

No mês da Gestante, a coordenadora da ginecologia do Vera Cruz Hospital, em Campinas (SP), Andréa Laureano, destaca que informação, planejamento e acompanhamento são os principais aliados da saúde da mãe e do bebê. "O pré-natal é muito mais do que uma sequência de consultas. É o momento de acompanhar a evolução da gestação, identificar riscos precocemente, esclarecer dúvidas e preparar a mulher e a família para o nascimento e os primeiros cuidados com o bebê", afirma. 

Ao longo do pré-natal, são monitorados indicadores como pressão arterial, ganho de peso e crescimento fetal, além da realização de exames e atualização da vacinação. Esse acompanhamento permite identificar precocemente condições como diabetes gestacional, pré-eclâmpsia e alterações no desenvolvimento do bebê ou na quantidade de líquido amniótico. "Algumas mudanças podem parecer pequenas, mas fornecem informações importantes para o obstetra e ajudam na tomada de decisões ao longo da gestação", explica a médica do Vera Cruz Hospital. 

Além das consultas de rotina, alguns sinais exigem avaliação médica imediata, como sangramento, perda de líquido, dor de cabeça intensa, alterações na visão, pressão alta, dor forte na parte superior do abdômen, inchaço repentino ou excessivo e vômitos persistentes acompanhados de perda de peso. 

A preparação para o nascimento também começa antes das últimas semanas da gravidez. Conhecer a maternidade, participar de cursos para gestantes, esclarecer dúvidas sobre parto e amamentação e organizar a mala da maternidade são medidas que ajudam a reduzir a ansiedade e tornar esse momento mais tranquilo. Dependendo das necessidades de cada mulher, o acompanhamento pode incluir profissionais como nutricionista, fisioterapeuta, psicólogo e pediatra. "A melhor preparação para o parto é o acesso à informação. A gestante e seu acompanhante devem participar ativamente do pré-natal, fazer perguntas e entender quais são as possibilidades para que as decisões sejam tomadas de forma consciente", orienta Andréa. 

Entre os instrumentos que contribuem para esse processo está o plano de parto, documento elaborado durante o pré-natal que reúne as preferências da gestante para o trabalho de parto e o nascimento. Segundo a especialista, ele funciona como um guia para a equipe assistencial, mas pode ser adaptado caso as condições clínicas da mãe ou do bebê exijam mudanças durante o parto. 

A definição da via de parto também faz parte desse diálogo. A escolha leva em consideração a evolução da gestação e as condições clínicas da mãe e do bebê. O parto normal deve ser considerado, sempre que possível, como primeira escolha. A cesárea, por sua vez, deve ser realizada quando houver indicação clínica materna, fetal ou, no Brasil, também por escolha da paciente, conforme a legislação vigente, a partir de 39 semanas de gestação. "O mais importante é que essa decisão seja construída ao longo do pré-natal, com diálogo, informação e segurança", destaca a ginecologista. 

No Vera Cruz Hospital, esse acompanhamento se estende do pré-natal ao pós-parto. As gestantes contam com curso preparatório, visita à maternidade e um plano de parto institucional, que pode ser preenchido durante o acompanhamento e apresentado à equipe no momento da internação. "Nosso objetivo é que a gestante se sinta acolhida, informada e segura em todas as etapas, sempre com uma assistência individualizada", afirma. 

Após o nascimento, a atenção continua voltada também para a saúde da mãe. Alterações nas mamas, na cicatriz da cesariana ou em lacerações do parto vaginal, além de mudanças no sangramento, devem ser comunicadas à equipe médica. "O pós-parto é um período de adaptação e a mulher também precisa de cuidado. Contar com uma rede de apoio e manter o acompanhamento médico faz toda a diferença para viver essa fase com mais tranquilidade", conclui.


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