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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Consulta pública sobre distribuição de sensores de glicose pelo SUS movimenta milhares de pessoas

Pacientes, familiares, profissionais de saúde e interessados em geral podem participar até o dia 17 de agosto de 2026

 

A Consulta Pública 63/2026, que avalia a incorporação do sistema de monitoramento contínuo da glicose em tempo real (sensores) para pessoas com diabetes mellitus tipo 1 no SUS foi aberta e já recebeu milhares de contribuições. 

Pacientes, familiares, profissionais de saúde e demais interessados poderão participar até o dia 17 de agosto de 2026, por meio do formulário eletrônico disponibilizado pela Conitec: Link 

Alguns pontos importantes que estão sendo abordados nas colaborações são experiências pessoais com diversos modelos de CGM, impacto em diferentes idades; necessidade de judicialização e acurácia dos produtos, além de benefícios e impacto na qualidade de vida da pessoa com DM1 e na família. 

A Sociedade Brasileira de Diabetes lembra que é importante a participação de todos, pois a Conitec emitiu um parecer inicial desfavorável. Com isso, a participação social é essencial para a revisão da decisão antes do parecer final. 

De acordo com a entidade, o Brasil tem aproximadamente 600mil pessoas com diabetes tipo 1.


7 em cada 10 brasileiros mudaram hábitos de saúde bucal graças à internet. O que isso significa para os dentistas?

iStock
Constatação é da Dental Speed, distribuidora de produtos odontológicos, e mostra como a presença digital está no centro da relação com as clínicas, consultórios e profissionais da área 

 

Em 2026, a jornada do paciente odontológico já não começa apenas no consultório: antes mesmo de agendar uma consulta, muitos brasileiros recorrem à internet para tirar dúvidas e aprender sobre saúde bucal.

 

De acordo com um levantamento da Dental Speed, distribuidora de produtos odontológicos, 7 em cada 10 pessoas afirmam ter melhorado seus hábitos de higiene bucal após consumir conteúdos digitais sobre o tema, cenário que amplia as oportunidades para os dentistas construírem autoridade e estreitarem o relacionamento com os pacientes também no ambiente digital. 

 

A pesquisa, que ouviu centenas de pessoas conectadas de todas as regiões do país, investigou como os brasileiros utilizam a internet e ferramentas de IA para buscar informações sobre saúde bucal, além de analisar como o consumo desses conteúdos influencia hábitos de prevenção, cuidados diários e o relacionamento entre os profissionais da área e quem os procura.

 

Além da troca regular da escova de dentes, 35,6% dos respondentes apontaram ter passado a realizar consultas odontológicas e limpezas preventivas com maior frequência, indicando que conteúdos digitais de qualidade também podem estimular a procura por acompanhamento profissional. 

 

Samuel Suhwan Oh, Diretor de Marketing da Dental Speed, chama atenção para o novo comportamento dos pacientes no contexto de acesso prévio a informações online. "Os pacientes chegam mais informados aos consultórios, o que muda a dinâmica do atendimento: por um lado, estimula hábitos preventivos e o interesse por saúde bucal; por outro, reforça a importância do dentista em esclarecer dúvidas e orientar com base em evidências científicas. A consulta se torna, cada vez mais, o momento de contextualizar e personalizar as informações consumidas no ambiente digital." 

 

Principais descobertas do estudo:

 

·         8 em cada 10 brasileiros consomem conteúdos sobre saúde bucal todos os meses; 

·         69,8% passaram a cuidar melhor da saúde bucal graças a informações na internet; 

·         60,8% já recorrem à IA com certa regularidade para obter orientações sobre saúde bucal.

 

O que os pacientes pesquisam antes de chegar ao consultório?  

 

Em 2026, buscar informações sobre saúde bucal na internet já virou rotina para a maioria dos brasileiros. Para se ter uma ideia, ao longo do levantamento, 8 em cada 10 entrevistados revelaram consumir conteúdos sobre o tema todos os meses, contato que, para 43,4%, ocorre semanalmente – seja via Google, plataformas de vídeo ou redes sociais. 

 

Nesse cenário, as ferramentas de inteligência artificial também vêm ganhando espaço como fonte de consulta: 60,8% das pessoas ouvidas disseram recorrer à IA com certa regularidade para obter orientações sobre saúde bucal, muitas vezes antes mesmo de procurar um dentista.

 

"O crescimento do uso da IA para esclarecer dúvidas sobre saúde bucal reflete uma mudança importante no comportamento dos pacientes", destaca Suhwan Oh. "Embora essas ferramentas tenham acesso a um grande volume de informações, elas não são capazes de avaliar sinais clínicos e históricos de saúde, o que pode levar a interpretações equivocadas e atrasar ainda mais a busca por atendimento profissional."  


 

Quais temas mais geram interesse nos pacientes? 

Entre os temas de maior interesse, prevalecem os cuidados diários e a prevenção, com tópicos como higiene bucal, cáries, saúde da gengiva e alimentação, somando cerca de 80% das menções. A estética do sorriso, com destaque para clareamento, facetas e lentes de contato dental, aparece em seguida, citada por 56,6%, enquanto uma parcela similar dos entrevistados (51,4%) demonstraram interesse na relação entre saúde bucal e saúde geral. 

 


“Os resultados funcionam como um termômetro das principais dúvidas e necessidades da população, oferecendo aos dentistas pistas valiosas sobre os temas que mais despertam interesse e podem orientar tanto o atendimento quanto a produção de conteúdo para pacientes”, analisa o Diretor de Marketing da Dental Speed. 

 

Novos cuidados bucais com ajuda da internet 

Além do consumo de informações sobre o tema, o estudo da Dental Speed chama atenção para como a internet contribui para mudanças de comportamento mais amplas relacionadas aos cuidados bucais. Nesse sentido, o hábito mais mencionado pelos entrevistados foi a melhora na higiene bucal (69,8%). A ida ao dentista também ganhou mais espaço na rotina dos brasileiros: mais de um terço dos entrevistados (35,6%) passaram a marcar consultas e limpezas preventivas com maior frequência.

 


"Os dados mostram que o acesso à informação não afasta o paciente do consultório, pelo contrário: incentiva a busca por acompanhamento profissional. Isso demonstra que conteúdos sobre saúde bucal, quando bem construídos, não competem com o dentista, mas ajudam a fortalecer a confiança e a importância da consulta como parte da jornada de cuidado. Para os profissionais, esse cenário representa uma oportunidade de construir relacionamento com os pacientes antes mesmo do primeiro atendimento", comenta Suhwan Oh. 


 

Metodologia

 

Nas últimas semanas, foram entrevistados 500 adultos (maiores de 18 anos) residentes em todas as regiões do Brasil e conectados à internet. O índice de confiabilidade do levantamento é de 95%, e a margem de erro é de 3,3 pontos percentuais.

Ao todo, os participantes responderam a perguntas sobre seus hábitos de consumo de conteúdos relacionados à saúde bucal no ambiente digital, o uso da internet e de ferramentas de IA para buscar informações sobre o tema, além da influência dessas plataformas na adoção de práticas preventivas e na compra de produtos odontológicos.



FEBRE PASSOU, MAS A TOSSE CONTINUA?

  ENTENDA POR QUE ALGUNS SINTOMAS DA GRIPE DEMORAM MAIS PARA DESAPARECER 

Resfenol explica por que a tosse costuma ser o último sintoma a desaparecer, desmistifica a chamada "gripe mal curada" e orienta sobre os cuidados para uma recuperação completa 

 

Durante o inverno aumenta os casos de gripe e outras infecções respiratórias. E, junto com eles, uma situação bastante comum: a febre desaparece, as dores no corpo diminuem, mas a tosse continua por dias, em alguns casos, até semanas. O cenário faz muitas pessoas acreditarem que estão com uma "gripe mal curada", expressão popular que, embora bastante conhecida, não corresponde exatamente ao que acontece no organismo. 

A gripe, causada principalmente pelo vírus Influenza, desencadeia uma resposta inflamatória nas vias respiratórias. Mesmo após o sistema imunológico controlar a infecção, essa inflamação pode permanecer por um período, deixando a garganta e os brônquios mais sensíveis. Como consequência, a tosse continua sendo estimulada como um mecanismo natural de proteção e limpeza das vias aéreas. 

De acordo com Resfenol, especialista no alívio dos sintomas de gripes e resfriados, é comum que a tosse seja o último sintoma a desaparecer porque ela faz parte do processo de recuperação do sistema respiratório. O organismo continua eliminando secreções e reparando os tecidos que foram afetados durante a infecção. Isso não significa, necessariamente, que o vírus ainda esteja ativo. Outro ponto destacado pela marca, que prejudica a recuperação integral, é que as pessoas acreditam que a recuperação termina assim que a febre passa, retomando a rotina intensa, suspendendo os cuidados ou deixando de tratar os sintomas logo que apresentam melhora. 

Pensando em esclarecer as principais dúvidas sobre o tema, Resfenol reuniu algumas informações importantes para quem deseja compreender melhor a evolução da gripe e favorecer uma recuperação mais confortável.

 

Por que a tosse é o último sintoma a desaparecer?

Entre todos os sintomas da gripe, a tosse costuma ser a mais persistente. Isso acontece porque a infecção provoca irritação nas vias respiratórias, que permanecem sensíveis mesmo após a melhora clínica. Durante esse período, qualquer estímulo, como ar frio, poeira, mudanças bruscas de temperatura ou até falar por muito tempo, pode desencadear episódios de tosse.

De acordo com Resfenol, essa tosse residual é bastante frequente após infecções virais e, na maioria dos casos, tende a desaparecer espontaneamente conforme a inflamação diminui.

 

Existe mesmo "gripe mal curada"?

Embora muito utilizada no dia a dia, a expressão "gripe mal curada" não é um diagnóstico médico. Na prática, ela costuma se referir a permanência de sintomas após a fase mais intensa da doença ou ao retorno precoce das atividades antes da recuperação completa do organismo.

Na maioria das vezes, o vírus já foi controlado pelo sistema imunológico, mas o corpo ainda precisa de alguns dias para reduzir a inflamação das vias respiratórias e recuperar totalmente os tecidos afetados.

 

Tratar os sintomas faz diferença?

Apesar do tratamento não reduzir o tempo de duração da infecção viral, controlar adequadamente os sintomas proporciona mais conforto durante a recuperação e contribui para que o paciente consiga manter repouso, hidratação e alimentação adequados, fatores importantes para a recuperação do organismo.

Resfenol conta com diferentes apresentações desenvolvidas para auxiliar no alívio dos principais sintomas de gripes e resfriados, como febre, dor de cabeça, dores musculares, congestão nasal e coriza, proporcionando mais bem-estar durante esse período.

 

Quando a tosse merece atenção?

Na maioria das situações, a tosse residual é esperada e faz parte da recuperação. No entanto, alguns sinais indicam a necessidade de avaliação médica. É importante procurar um profissional de saúde caso a tosse persista por várias semanas, apresente piora progressiva, seja acompanhada por febre que retorna após a melhora inicial, falta de ar, dor no peito ou eliminação de secreções com alteração importante de cor ou presença de sangue.

Nos casos de tosse produtiva, a eliminação do muco é parte importante do processo de recuperação. Para esses quadros, Resfefito é um medicamento fitoterápico indicado como expectorante, auxiliando na eliminação das secreções das vias respiratórias.

 

Cuidados que ajudam na recuperação

Além do tratamento dos sintomas, algumas medidas simples contribuem para uma recuperação mais tranquila:


  • Manter uma boa hidratação para ajudar na fluidificação das secreções;
  • Respeitar o período de repouso, permitindo que o organismo complete sua recuperação;
  • Evitar mudanças bruscas de temperatura e ambientes com fumaça ou poeira;
  • Manter os ambientes ventilados;
  • Procurar orientação médica caso os sintomas persistam ou se intensifiquem. 

Respeitar o tempo de recuperação do organismo é tão importante quanto aliviar os sintomas. Embora a gripe seja, na maioria dos casos, uma doença autolimitada, permitir que o corpo complete seu processo de recuperação ajuda a reduzir o desconforto e favorece o retorno às atividades de forma mais segura e tranquila.

  



Sobre o medicamento

Registro: 1.0689.0135. Resfenol cápsula: Paracetamol 400 mg + Maleato de clorfeniramina 4 mg + Cloridrato de fenilefrina 4 mg. Resfenol solução oral: Paracetamol 40 mg/mL + Maleato de clorfeniramina 0,6 mg/mL + Cloridrato de fenilefrina 0,6 mg/mL. Registro: 1.0689.0165. Resfenol Thermus: Paracetamol 500 mg/5g. Resfenol cápsula e solução Indicações: Resfenol é indicado no tratamento de sintomas de gripes e resfriados. Resfenol é destinado ao alívio da congestão nasal, coriza, febre, dor de cabeça e dores musculares presentes nos estados gripais. Contraindicações: Resfenol é contraindicado para pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula, pressão alta, doença cardíaca, diabetes, glaucoma, hipertrofia da próstata, doença renal crônica, insuficiência hepática grave, disfunção tireoidiana, gravidez e lactação sem controle médico. Resfenol não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Resfenol cápsula e solução: contraindicado para menores de 18 anos. Resfenol solução: contraindicado para uso por portadores de diabetes melito. Resfenol Thermus: Indicações: É destinado ao alívio da dor de cabeça, febre e dores no corpo associados à gripe. Contraindicações: Resfenol Thermus é contraindicado para pacientes alérgicos ao paracetamol ou a qualquer outro componente do produto. Não use Resfenol Thermus Sachê caso tenha doença do fígado ou rins. Este medicamento é contraindicado para menores de 12 anos. Se você está grávida ou amamentando, consulte um médico antes de usar este medicamento. É aconselhável cuidado na administração de paracetamol em pacientes com função hepática comprometida incluindo aqueles com doença hepática alcoólica não cirrótica. Os perigos de overdose são maiores naqueles com doença hepática alcoólica. Junho/2026. SAC 0800 704 9001


5 maneiras em que a Inteligência Artificial está transformando o atendimento em saúde

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Tecnologia ganha espaço na saúde ao automatizar atendimentos, otimizar agendas e fortalecer o relacionamento com pacientes

 

O setor de saúde vive uma transformação silenciosa, mas acelerada, se tornando uma ferramenta do dia a dia em clínicas e consultórios que buscam atender melhor, com menos gargalos e mais eficiência. O mercado global de IA já sente esse impacto. Para se ter uma ideia, de acordo com relatório da Precedence Research, o setor pode atingir US$613 bilhões até 2034. 

No Brasil, a maior parte dos cerca de 500 mil estabelecimentos privados de saúde ainda depende de atendimento manual por telefone ou WhatsApp para agendamentos, confirmações e dúvidas. Esse modelo cria gargalos operacionais que comprometem tanto a experiência do paciente quanto a eficiência das clínicas. 

A demora no primeiro atendimento se tornou um ponto crítico. Estudos recentes do National Institutes of Health indicam que as faltas em consultas podem variar entre 15% e 30% dos agendamentos, afetando diretamente a ocupação da agenda e a receita das clínicas. Ao mesmo tempo, há uma mudança clara no comportamento dos pacientes: dados da Redpoint Global mostram que mais de 80% já preferem se comunicar com prestadores de serviços de saúde por canais digitais, como mensagens e aplicativos. 

“A perda de pacientes por demora no atendimento é um problema silencioso e caro para as clínicas. O paciente manda mensagem, não recebe resposta rápida e agenda em outro lugar. A IA resolve isso de forma simples, sem exigir que a clínica mude toda a sua operação”, afirma Eduardo Barros, CEO da WorkAI, startup brasileira que desenvolve colaboradores virtuais com inteligência artificial (IA) humanizada 

Com esse diagnóstico, a WorkAI desenvolveu um assistente virtual inteligente que se integra ao WhatsApp de clínicas e consultórios, com CRM próprio e integrado aos sistemas de gestão de agenda para automatizar o atendimento com linguagem humanizada e adaptada ao contexto da saúde. 

A tecnologia também permite organizar o relacionamento com pacientes ao longo do tempo, incluindo follow-ups e campanhas automatizadas para reativação de pacientes que precisavam retornar para consultas, exames ou acompanhamentos. 

“A IA humanizada é uma tecnologia que entende o contexto, respeita o momento do paciente e se comunica de forma que traz o paciente para perto. Na saúde, isso faz toda a diferença”, comenta Eduardo. 

Pensando nisso, o CEO listou 5 formas em que a IA está transformando o atendimento no setor:
 

Resposta imediata ao paciente

Assistentes virtuais eliminam o tempo de espera no primeiro contato, fator decisivo para a conversão. Com respostas automatizadas e disponíveis 24 horas por dia, clínicas deixam de perder pacientes por demora no retorno e conseguem capturar a demanda no momento em que ela surge.
 

Redução de faltas

O envio automatizado de lembretes e confirmações de consulta reduz o índice de no-show, um dos principais gargalos financeiros do setor. Além de diminuir ausências, a prática melhora a previsibilidade da agenda e permite um melhor aproveitamento dos horários disponíveis.
 

Ganho de eficiência operacional

Com a automação de tarefas repetitivas, equipes deixam de concentrar esforços em confirmações e remarcações e passam a focar no atendimento ao paciente, reduzindo a sobrecarga operacional.

“Ninguém entra na área da saúde para passar o dia respondendo mensagem de confirmação de consulta”, comenta o CEO.
 

Atendimento mais contextualizado

Assistentes treinados para o contexto da saúde conseguem interpretar a intenção do paciente e adaptar linguagem, tom e tipo de resposta de acordo com cada situação, seja um primeiro contato, uma dúvida sensível ou uma confirmação de consulta. Isso torna a interação mais adequada ao momento e reduz ruídos na comunicação, contribuindo para uma experiência mais fluida e acolhedora.
 

 Integração com sistemas de gestão e relacionamento

A IA conectada a ERPs, plataformas de agendamento e CRMs permite que clínicas tenham uma visão unificada da jornada do paciente, desde o primeiro contato até o pós-consulta. Isso elimina retrabalho, reduz erros de comunicação e aumenta a capacidade de personalização do atendimento em escala. 

A integração também permite automatizar campanhas de relacionamento e lembretes futuros, facilitando o acompanhamento de pacientes que precisavam retornar para consultas, exames ou novas etapas do tratamento. 

“Muitas clínicas acabam perdendo o contato com pacientes que precisavam voltar para uma consulta ou exame simplesmente por falta de acompanhamento. A IA ajuda justamente nisso: manter esse relacionamento ativo de forma organizada, sem aumentar a sobrecarga da equipe”, conclui Barros.

 

WorkAI

 

Muitos dentistas, pouco acesso: o desafio da saúde bucal no Brasil

O Brasil consolidou-se como uma das maiores referências mundiais em Odontologia. O país reúne o maior contingente de cirurgiões-dentistas em atividade e, ano após ano, milhares de novos profissionais ingressam no mercado. Sob qualquer indicador relacionado à formação acadêmica, não há escassez de mão de obra qualificada. 

Seria razoável imaginar, portanto, que o acesso da população aos serviços odontológicos estivesse amplamente garantido. Não está. 

Em diversas regiões do país, sobretudo nos municípios de menor porte, em áreas remotas e nas comunidades mais vulneráveis, a realidade ainda é marcada pela dificuldade para conseguir atendimento odontológico regular. Equipes de saúde bucal permanecem incompletas, concursos não conseguem preencher todas as vagas, a rotatividade de profissionais compromete a continuidade do cuidado e muitos brasileiros enfrentam longas esperas até mesmo para procedimentos básicos. 

À primeira vista, trata-se de um paradoxo. Como um país que forma tantos dentistas ainda convive com tamanha desigualdade no acesso à saúde bucal? 

A resposta exige mudar o foco do debate. O problema brasileiro já não está na capacidade de formar profissionais. O desafio passou a ser distribuí-los de maneira mais equilibrada pelo território nacional e criar condições para que permaneçam onde são mais necessários. 

Esse fenômeno não é exclusivo da Odontologia. Ele também afeta outras profissões da saúde. A maior parte dos especialistas concentra-se nas grandes cidades e nos centros economicamente mais desenvolvidos, onde há maior demanda privada, melhores perspectivas de remuneração e mais oportunidades de crescimento profissional. Em contrapartida, municípios menores encontram dificuldades para atrair e, principalmente, fixar esses profissionais. 

O resultado é uma desigualdade que ultrapassa os números das estatísticas e alcança diretamente a vida das pessoas. Quando o acesso ao cirurgião-dentista é limitado, pequenos problemas deixam de ser tratados precocemente. Cáries evoluem, doenças periodontais se agravam, infecções tornam-se recorrentes e cresce a procura por atendimentos de urgência e procedimentos de maior complexidade, mais caros para o sistema de saúde e mais dolorosos para o paciente. 

A saúde bucal deixou de ser compreendida apenas como uma questão estética ou localizada. Hoje se sabe que ela interfere na alimentação, na fala, no desenvolvimento infantil, no rendimento escolar, na autoestima e na inserção social. Também há sólida evidência científica de sua relação com doenças sistêmicas, como diabetes, enfermidades cardiovasculares e complicações gestacionais. Investir em Odontologia significa investir na saúde integral da população. 

É justamente nesse ponto que a carreira pública ganha relevância estratégica. A discussão não deve se limitar ao número de vagas existentes, mas às condições oferecidas para que os profissionais escolham permanecer nos municípios que mais necessitam de sua atuação. 

Planos de carreira estruturados, remuneração compatível com a responsabilidade da função, condições adequadas de trabalho, educação permanente e perspectivas de desenvolvimento profissional não representam apenas mecanismos de valorização da categoria. Constituem instrumentos de política pública capazes de ampliar o acesso da população à saúde bucal e reduzir desigualdades históricas entre diferentes regiões do país. 

A experiência demonstra que a simples abertura de concursos não resolve, por si só, o problema. Em muitos casos, as vagas são preenchidas apenas temporariamente ou sequer despertam interesse suficiente para garantir equipes completas. A continuidade do cuidado, um dos pilares da Atenção Primária à Saúde, depende da permanência dos profissionais e da construção de vínculos duradouros com as comunidades atendidas. 

O Brasil já demonstrou que possui capacidade para formar alguns dos melhores cirurgiões-dentistas do mundo. O próximo passo exige uma agenda menos quantitativa e mais estratégica. Em vez de perguntar quantos profissionais ainda precisamos formar, talvez seja mais importante discutir como assegurar que aqueles já existentes possam exercer sua profissão justamente onde sua presença produz maior impacto social. 

Em um sistema de saúde fundamentado nos princípios da universalidade, da integralidade e da equidade, o acesso ao atendimento odontológico não pode ser determinado pelo CEP de cada cidadão. A excelência da Odontologia brasileira somente estará plenamente consolidada quando alcançar, com a mesma qualidade, tanto os grandes centros urbanos quanto os municípios mais distantes do país. 

Garantir essa distribuição mais equilibrada, fortalecer a carreira pública e criar condições para a fixação dos profissionais não é apenas uma pauta corporativa da Odontologia. É uma decisão de política pública capaz de tornar o Sistema Único de Saúde mais eficiente, mais resolutivo e, sobretudo, mais justo para milhões de brasileiros.

 

Karina Carrascoza - professora, especialista em concursos de Odontologia e sócia da OdontoQuiz, referência nacional em preparação para concursos de Odontologia. Mestre em Farmacologia, Anestesiologia e Terapêutica (UNICAMP).Doutora em Saúde da Criança e do Adolescente (UNICAMP). Especialista em Endodontia (APCD). Especialista em Gestão Pública em Saúde (UNICAMP). Servidora Pública: 6 convocações em concursos públicos de odontologia.


Quando a genética muda completamente o tratamento de uma criança

Magnific
Avanços no sequenciamento genético permitem identificar alterações que podem explicar doenças, acelerar diagnósticos e orientar terapias mais personalizadas na infância

 

Para algumas crianças, o caminho até um diagnóstico pode envolver anos de consultas, exames e tentativas de identificar a causa de sintomas que não têm uma explicação clara. Em muitos desses casos, a resposta pode estar no DNA: variações genéticas específicas podem revelar a origem de uma condição e mudar completamente a forma como o paciente será acompanhado e tratado. 

A evolução das tecnologias de sequenciamento genético tem ampliado o papel da genética na medicina pediátrica. Em vez de investigar apenas sinais clínicos, os médicos conseguem analisar informações presentes no genoma para identificar mudanças associadas a doenças, incluindo condições raras e alguns tipos de câncer infantil. 

Os avanços nas tecnologias de sequenciamento genético ajudam a explicar esse cenário. Hoje, além da avaliação clínica, os médicos conseguem analisar o genoma para identificar alterações associadas a doenças raras e alguns tipos de câncer infantil, ampliando as possibilidades de diagnóstico e de definição da conduta terapêutica. 

Uma revisão publicada em 2024 na revista NPJ Genomic Medicine avaliou o uso do sequenciamento de genoma como ferramenta diagnóstica inicial para doenças genéticas raras e destacou que a estratégia pode reduzir a chamada “jornada diagnóstica”, período em que pacientes passam por diferentes investigações até obter uma resposta. O estudo reforça que o acesso mais precoce à informação genética pode contribuir para decisões clínicas mais rápidas e direcionadas. 

Para o médico geneticista da Centogene, Dr. Paulo Zattar, a principal transformação está em conseguir compreender a causa da doença para além dos sintomas. 

“Durante muito tempo, muitas crianças com condições genéticas passaram por uma longa investigação porque diferentes doenças podem apresentar manifestações semelhantes. A genética permite identificar a origem desses quadros e oferecer informações que ajudam a direcionar o cuidado de forma mais precisa”, afirma.
 

Da descoberta da alteração genética à decisão terapêutica 

A informação genética pode ter impacto direto na conduta médica. Em algumas condições, identificar uma alteração específica permite escolher tratamentos direcionados, acompanhar riscos associados e orientar decisões para toda a família. 

Na oncologia pediátrica, por exemplo, o perfil molecular dos tumores tem ganhado espaço para complementar a classificação tradicional baseada apenas no tipo e localização da doença. Um estudo apresentado na ASCO em 2023 avaliou o uso de perfilhamento genômico abrangente em tumores pediátricos de alto risco e reforçou o potencial da identificação de alterações moleculares para auxiliar no planejamento terapêutico individualizado. 

Além disso, pesquisas recentes mostram que mesmo dentro de um mesmo diagnóstico podem existir diferenças genéticas importantes entre pacientes, influenciando o comportamento da doença e resposta aos tratamentos.

“Quando encontramos uma alteração genética relevante, essa informação deixa de ser apenas um dado de laboratório. Ela pode ajudar a explicar o que está acontecendo com aquela criança, orientar o acompanhamento médico e, em alguns casos, abrir caminhos para terapias específicas”, explica Zattar. 

O avanço da medicina genômica também tem ampliado a compreensão sobre doenças raras na infância. Estudos recentes destacam que tecnologias como o sequenciamento de exoma e genoma têm transformado a investigação de pacientes pediátricos ao aumentar a capacidade de identificar alterações que antes poderiam permanecer desconhecidas. 

Para o especialista, o futuro da medicina pediátrica passa por integrar cada vez mais a informação genética à prática clínica. 

“A genética não substitui a avaliação médica, mas acrescenta uma camada de informação que pode mudar a forma como enxergamos uma doença. Quanto mais cedo entendemos a causa, maior é a possibilidade de oferecer um cuidado mais adequado para cada criança”, conclui.


Especialista da FEBRASGO comenta causas de perda gestacional no primeiro trimestre

Problemas cromossômicos respondem por cerca de 50% a 60% das perdas gestacionais; especialista explica outros fatores de risco e quando é necessário investigar

 

O abortamento pode ter diferentes causas, relacionadas tanto à formação do embrião quanto às condições de saúde materna. Entre elas, as alterações cromossômicas embrionárias são as mais frequentes e estão presentes em aproximadamente 50% a 60% dos casos, de acordo com informações da Dra. Mirela Foresti Jiménez, ginecologista da FEBRASGO - Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.


Essas alterações, chamadas aneuploidias, ocorrem durante o processo de divisão celular e podem resultar, por exemplo, em trissomias ou monossomias — situações em que há cromossomos a mais ou a menos no embrião. Em muitos casos, essas alterações impedem o desenvolvimento adequado da gestação.

 

“De maneira simplificada, podemos dizer que o organismo interrompe uma gestação cujo embrião não se formou adequadamente. Isso não diminui, evidentemente, o impacto emocional e a frustração vivenciados pela mulher e pela família”, explica a Dra. Mirela, que é membro da Comissão Nacional Especializada em Assistência Ao Abortamento, Parto e Puerpério da FEBRASGO. O risco de alterações cromossômicas aumenta progressivamente com a idade materna. Segundo a especialista, as menores taxas são observadas entre 25 e 29 anos, com elevação gradual após os 30 anos e crescimento mais expressivo a partir dos 38 a 40 anos.

 

Entre as causas relacionadas à gestante estão alterações anatômicas do útero, como malformações e septos uterinos, que podem dificultar a expansão do órgão durante a gravidez. Essas condições estão mais frequentemente associadas a perdas gestacionais tardias ou recorrentes, embora também possam provocar abortamentos no primeiro trimestre.

 

Doenças autoimunes representam outro grupo importante. A síndrome antifosfolípide, por exemplo, está associada a perdas repetidas e pode ser tratada após o diagnóstico. Alterações da tireoide, incluindo a presença de anticorpos antitireoidianos, também podem aumentar o risco em determinadas situações.

 

Doenças metabólicas e endócrinas, como diabetes mellitus mal controlado e disfunções tireoidianas, além de condições sistêmicas graves, como doenças renais e distúrbios de coagulação, também podem interferir na evolução da gestação. Algumas infecções podem elevar o risco de perda gestacional, embora sejam causas menos frequentes. Entre elas estão sífilis, citomegalovírus, parvovírus, toxoplasmose, malária e algumas infecções por herpesvírus.

 

Hábitos e condições de vida também podem contribuir para o aumento do risco. Tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, excesso de cafeína, uso de drogas, exposição a substâncias tóxicas e obesidade estão entre os fatores potencialmente modificáveis. Por isso, o cuidado antes e durante a gravidez deve incluir acompanhamento médico, controle de doenças crônicas, alimentação equilibrada, interrupção do tabagismo e do consumo de álcool, além da avaliação dos medicamentos utilizados.

 

“Após uma primeira perda, geralmente não há indicação para realizar imediatamente uma investigação extensa, com cariótipo, pesquisa de anticorpos ou avaliação detalhada da anatomia uterina”, esclarece a Dra. Mirela.

 

De acordo com diretrizes de sociedades científicas, a investigação mais aprofundada costuma ser indicada quando ocorrem duas ou mais perdas gestacionais consecutivas. A avaliação deve ser individualizada, considerando a idade da paciente, seu histórico clínico e reprodutivo e as características de cada gestação.

 

Embora o abortamento seja relativamente frequente, o acompanhamento médico é importante para orientar o casal, esclarecer dúvidas e identificar situações que necessitam de investigação ou tratamento. O acolhimento emocional também deve fazer parte do cuidado, especialmente diante do impacto provocado pela perda gestacional. 



Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia - FEBRASGO
Site: https://www.febrasgo.org.br/pt/
Redes Sociais:
@febrasgooficial
@feitoparaelaoficial


Sete dicas para ter o seu histórico de saúde sempre em mãos

Organização de exames, laudos e prescrições pode evitar retrabalho, apoiar diagnósticos e agilizar atendimentos de emergência

 

O avanço do prontuário eletrônico no Brasil ainda não resolveu um problema cotidiano para os pacientes: a dificuldade de manter o próprio histórico de saúde organizado e acessível. Embora 87% das Unidades Básicas de Saúde brasileiras já utilizem prontuário eletrônico e 94,6% estejam conectadas à internet, segundo o Ministério da Saúde, exames, laudos, prescrições e relatórios médicos seguem frequentemente espalhados entre médicos, laboratórios, hospitais, planos de saúde, e-mails, aplicativos e papéis. 

Essa fragmentação pode dificultar diagnósticos, atrasar tratamentos e gerar retrabalho. Estudos da American Health Information Management Association (AHIMA), entidade internacional referência em gestão de informações em saúde, estimam que entre 5% e 10% dos registros médicos armazenados em hospitais sejam duplicados, índice que pode chegar a 20% em sistemas complexos. Nesse contexto, plataformas digitais de centralização de informações ganham espaço ao dar mais autonomia ao paciente e facilitar o compartilhamento seguro de dados. Para a MYME, healthtech brasileira focada na gestão de informações de saúde pelo próprio paciente, o histórico médico deve estar sob controle de quem mais precisa dele: o cidadão. 

O paciente passa por diferentes médicos, laboratórios e hospitais ao longo da vida, mas suas informações de saúde continuam dispersas. Isso dificulta a construção de uma visão completa sobre sua condição clínica. Na MYME, acreditamos que o histórico de saúde deve estar organizado sob controle do próprio paciente, para que ele possa compartilhar essas informações quando necessário e contribuir para decisões de cuidado mais assertivas", afirma Lucas Santiago, cofundador da MYME”, afirma Lucas Santiago, cofundador da MYME.
 

Confira sete dicas para manter seu histórico de saúde sempre acessível:
 

1- Organize exames e laudos em um único lugar

Resultados laboratoriais, exames de imagem e laudos costumam ficar dispersos entre e-mails, aplicativos, portais de laboratórios e papéis. Reunir esses documentos em um só ambiente facilita consultas futuras, ajuda a comparar resultados ao longo do tempo e reduz o risco de repetir exames já realizados. Para que esse histórico seja realmente útil, é importante manter a data de realização de cada exame e algum tipo de organização por tema, especialidade ou condição de saúde, como etiquetas ou marcadores que indiquem do que se trata aquele documento.

 

2- Mantenha uma lista atualizada de medicamentos

Registrar medicamentos de uso contínuo, dosagens, horários e eventuais mudanças na prescrição ajuda o profissional de saúde a entender o tratamento em andamento e pode evitar interações medicamentosas ou duplicidade de remédios.
 

3- Guarde prescrições, relatórios e encaminhamentos

Receitas, pedidos de exame, relatórios de consulta e encaminhamentos ajudam a reconstruir a linha do tempo do cuidado. Esses documentos podem ser importantes em uma segunda opinião, na troca de especialista ou no acompanhamento de doenças crônicas.
 

4- Tenha alergias e condições pré-existentes disponível

Informações sobre alergias, doenças crônicas, cirurgias anteriores, internações e restrições médicas devem estar facilmente acessíveis, especialmente em situações de urgência ou emergência.
 

5- Registre sintomas e sinais do dia a dia
Anotar sintomas recorrentes, alterações de sono, alimentação, pressão, glicemia, peso ou outros indicadores pode oferecer contexto adicional para a avaliação médica. Esse tipo de registro ajuda a transformar episódios isolados em uma visão mais completa da jornada de saúde.
 

6- Compartilhe informações com quem você confia

Ao consultar um novo médico, buscar uma segunda opinião ou envolver familiares e cuidadores, o acesso ao histórico de saúde pode tornar o atendimento mais eficiente. O ideal é que esse compartilhamento aconteça apenas com pessoas envolvidas neste cuidado, de forma segura, mediante autorização do paciente e com controle sobre quem pode acessar as informações.

 

7-Use a tecnologia como apoio à organização, não como substituta do cuidado

Ferramentas digitais podem ajudar a reunir exames, receitas, medicamentos, vacinas, sintomas e dados de saúde em uma linha do tempo acessível. Plataformas como a MYME permitem que o paciente organize essas informações em um perfil próprio e compartilhe dados com profissionais de saúde, familiares ou cuidadores quando necessário, sempre mediante autorização. A tecnologia, porém, deve funcionar como apoio à continuidade do cuidado e não substitui a avaliação médica.



MYME
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Gabriel e Lucas
Crédito: André Lessa


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