Pesquisar no Blog

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Avon e Instituto Natura se juntam a Instituto Maria Da Penha, Senado Federal e outras organizações no enfrentamento a violência contra a mulher


  • Iniciativa reúne Instituto Maria da Penha, NO MORE Brasil, Senado Federal, Grupo Mulheres do Brasil e Gênero e Número para mobilizar a sociedade de maneira constante até 2035;
  • Campanha “Somos Maiores que a Violência” foca no reconhecimento dos diferentes tipos de violência contra a mulher, em como agir diante dessas situações e na importância de encarar o problema de responsabilidade coletiva;
  • Dados revelam uma enorme distância entre vivenciar e reconhecer a violência e mostram que seis em cada dez brasileiros não sabem como ajudar uma mulher em situação de violência.



Mais de 24 milhões de brasileiras não conseguem reconhecer e nomear violências domésticas e familiares vivenciadas. Além disso, seis em cada dez brasileiros não têm informação suficiente para ajudar uma mulher em situação de violência. Os dados alarmantes fazem parte, respectivamente, da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher (2025), do DataSenado em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), cujos dados integram o Mapa Nacional da Violência de Gênero, e do Índice de Conscientização sobre Violência contra a Mulher 2025 do Instituto Natura e da Avon.

Para combater essa lacuna estrutural de informação e conscientização, que colabora para que o Brasil mantenha uma média de mais de quatro mulheres mortas por feminicídio ao dia há seis anos, conforme dados do Ministério da Justiça, o Instituto Natura e a Avon anunciam, neste Agosto Lilás, mês de conscientização sobre a causa, a criação do Movimento Pela Vida das Mulheres, com o objetivo de ampliar a capacidade da sociedade de reconhecer a violência e saber como agir. A iniciativa é construída com o apoio e a participação do Senado Federal, Gênero e Número, Grupo Mulheres do Brasil, Instituto Maria da Penha e NO MORE Brasil.

Com o objetivo de atuação até 2035, o Movimento pretende ampliar a capacidade da sociedade de reconhecer e nomear as diferentes formas de violência contra as mulheres, de saber como agir de maneira responsável e segura e de reconhecer este problema social como uma responsabilidade coletiva, inclusive dos homens. Para isso, o lançamento da campanha “Somos Maiores que a Violência”, criada pela Avon e pelo Instituto Natura e apoiada pelas organizações que integram o Movimento, marca o início da mobilização pública.

A campanha de conscientização dá continuidade ao trabalho iniciado em 2025 com “Chame pelo Nome”, que convidou a sociedade a reconhecer violências muitas vezes naturalizadas ou invisibilizadas, como a moral e a patrimonial. Neste ano, a campanha amplia o chamado, reunindo reconhecimento e ação: além de ajudar a nomear as diferentes formas de violência, apresenta orientações sobre como apoiar uma mulher de maneira responsável e segura.

“Proteger a vida, a dignidade e os direitos das mulheres é um compromisso permanente do Estado brasileiro e de toda a sociedade. Quando diferentes instituições unem conhecimento, capacidade de mobilização e responsabilidade pública, damos um passo importante para transformar conscientização em prevenção e proteção”, diz o presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre.

Além disso, o objetivo do Movimento é que a agenda de conscientização seja permanente e não restrita a datas simbólicas nem dependente apenas da reação a casos extremos.

“O Movimento surge da sólida trajetória do Instituto Natura e da Avon na promoção dos direitos e da saúde das mulheres no Brasil e na América Latina, unindo-se à expertise de organizações especializadas em defesa de direitos, mobilização social e articulação comunitária. Ao investir no enfrentamento à violência de gênero, estamos investindo na dignidade humana e no futuro da nossa sociedade”, diz Cecília Ribeiro, Diretora de Avon na América Latina.

Violência persiste e sociedade ainda não sabe como agir
Segundo a Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher de 2025, cujos dados integram o Mapa Nacional da Violência de Gênero, apenas 4% das brasileiras declaram espontaneamente ter sofrido violência doméstica ou familiar nos 12 meses anteriores ao levantamento, o equivalente a aproximadamente 3,7 milhões de brasileiras com 16 anos ou mais. No entanto, quando questionadas sobre 13 situações concretas de violência física, psicológica, sexual, moral e patrimonial, 33% relataram ter vivido ao menos uma delas, o equivalente a cerca de 29 milhões de brasileiras. Isso significa que cerca de 24 milhões de brasileiras somente identificaram a violência sofrida quando estimuladas a reconhecer experiências específicas.

A enorme distância entre os dois resultados revela que, para milhões de mulheres, a violência ainda não é reconhecida e nomeada como tal por milhões de mulheres que vivenciam situações concretas de agressão, controle, humilhação e restrição de direitos. Além disso, 8 em cada 10 brasileiras com 16 anos ou mais afirmam conhecer pouco ou nada sobre a Lei Maria da Penha, que completa 20 anos em 2026. Ou seja, duas décadas depois de sua aprovação, a principal legislação brasileira de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres ainda não é suficientemente conhecida por grande parte da população que ela busca proteger.

“Às vésperas dos 20 anos da Lei Maria da Penha, ainda há milhões de mulheres que vivem situações concretas de violência sem reconhecê-las como tal, enquanto grande parte da sociedade não sabe como ajudar. Isso mostra que ter uma lei forte é indispensável, mas não suficiente. Precisamos fazer com que a informação chegue às pessoas, que as diferentes formas de violência sejam reconhecidas e que cada mulher saiba que tem direitos e pode contar com uma rede de proteção. Enfrentar a violência contra as mulheres é uma responsabilidade de todas e todos nós.”, diz Maria da Penha, inspiradora da Lei Federal 11.340/06 e Fundadora e Presidente de Honra do Instituto Maria da Penha.

Essa dificuldade de reconhecimento também limita a capacidade de resposta da sociedade. O Índice de Conscientização sobre a Violência contra as Mulheres, ferramenta do Instituto Natura e da Avon que mede e acompanha percepção, conhecimento e atitude da população diante da violência contra as mulheres no Brasil e em outros cinco países da América Latina, evidencia que ainda existe uma distância significativa entre perceber o problema e saber como agir. No levantamento de 2025, 62% afirmou não ter informação suficiente sobre leis, formas de violência e canais de denúncia e apoio para ajudar uma mulher em situação de violência. Os resultados também revelam lacunas no conhecimento sobre as leis, os serviços disponíveis e as diferentes formas de violência doméstica e familiar.

“Quando mais de 24 milhões de mulheres somente reconhecem a violência depois de serem apresentadas a situações concretas, fica evidente que ainda temos um enorme desafio de conscientização. Aquilo que não é reconhecido nem nomeado dificilmente pode ser enfrentado. O Movimento nasce para mudar essa realidade: queremos que cada vez mais pessoas saibam reconhecer a violência, dar nome ao que acontece, importar-se e agir de maneira responsável e segura”, afirma Maria Slemenson, superintendente do Instituto Natura Brasil.

"O Grupo Mulheres do Brasil acredita que o enfrentamento à violência contra as mulheres só será efetivo quando toda a sociedade compreender que essa não é uma responsabilidade apenas das vítimas ou do poder público, mas de cada um de nós. Ao integrar o Movimento Pela Vida das Mulheres, reforçamos nosso compromisso de mobilizar pessoas, empresas e comunidades para reconhecer os sinais da violência, romper o silêncio e agir de forma responsável e segura. O abuso prospera na omissão, no desinteresse e na conivência. Quando a sociedade se informa, se posiciona e age, salvamos vidas.", afirma Alexandra Segantini, CEO do Grupo Mulheres do Brasil.



Instituto Natura

Avon

Senado Federal

Grupo Mulheres do Brasil



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts mais acessados