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terça-feira, 4 de agosto de 2026

Número de casos de hepatite A, doença associada à falta de saneamento, aumenta em São Paulo

A precariedade do saneamento, ao aumentar a incidência de infecções, provoca o afastamento das pessoas de suas atividades cotidianas

 

Em localidades com saneamento precário, próximas a rios e córregos poluídos por esgoto sem tratamento, é comum que famílias inteiras enfrentem episódios recorrentes de diarreia, hepatite A e outras doenças ligadas à falta de saneamento básico. Esse cenário, distante de ser exceção, ainda é realidade para milhões de brasileiros. 

O estado de São Paulo aparece como um exemplo disso. De acordo com dados recentes da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, foram registrados 1.880 casos de hepatite A no primeiro semestre de 2026, quantidade superior ao total contabilizado em todo o ano de 2025, quando houve 1.663 notificações. 

A falta de água tratada e carência de serviços de coleta e de tratamento de esgoto tem um impacto direto sobre a saúde da população, pois eleva a incidência de infecções gastrointestinais e doenças respiratórias. Além dos impactos para o bem-estar da população, a falta de saneamento básico, ao aumentar a incidência de infecções, provoca o afastamento das pessoas de suas funções laborais, acarretando custos para a sociedade com horas não trabalhadas, além de incorrer em despesas públicas e privadas com o tratamento dessas pessoas infectadas. 

De acordo com dados do DATASUS (2024), presentes no Painel Saneamento Brasil, o Brasil teve aproximadamente 340 mil internações por doenças associadas à falta de saneamento e 4.877 óbitos por essas enfermidades. No Sudeste, foram mais de 109 mil internações e 2.052 óbitos por essas enfermidades. 

A universalização do saneamento precisa acontecer em um ritmo muito mais rápido do que o atual, para melhorar a expectativa e qualidade de vida das populações mais vulneráveis e reduzir internações, óbitos e desigualdades sociais associadas à falta de água tratada e coleta de esgoto no Brasil.

 

Limpeza evita problemas 

Cuidado preventivo com a saúde bucal reduz riscos, preserva os dentes e ainda representa economia para o paciente ao longo da vida 

A correria do dia a dia faz com que muitas pessoas deixem a saúde bucal em segundo plano. Escovar os dentes rapidamente, esquecer o fio dental ou adiar a visita ao dentista são hábitos comuns, mas que podem trazer consequências sérias. A boa notícia é que a maior parte dos problemas odontológicos pode ser evitada com uma rotina simples de higiene e consultas periódicas. Para a cirurgiã-dentista Dra. Bruna Rafaela Machado da clínica Bruna Rafaela Odontologia, a prevenção continua sendo o melhor tratamento, tanto para a saúde quanto para o bolso. 

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que as doenças bucais afetam cerca de 3,5 bilhões de pessoas em todo o mundo, sendo a cárie dentária uma das doenças crônicas mais comuns. No Brasil, o Ministério da Saúde também reforça que a prevenção e o acompanhamento odontológico periódico são fundamentais para reduzir a incidência de cáries, doenças periodontais e até perdas dentárias. 

Enquanto no Brasil a procura pelo dentista ainda costuma acontecer apenas quando há dor, alguns países incentivam financeiramente o cuidado preventivo. Em Portugal, por exemplo, despesas com tratamentos odontológicos realizados por dentistas podem ser deduzidas no Imposto sobre o Rendimento (IRS), criando um estímulo para que a população mantenha o acompanhamento regular da saúde bucal. Embora não exista uma obrigatoriedade de consultas periódicas, o sistema tributário português reconhece e incentiva esse investimento em prevenção. 

Segundo a Dra. Bruna Rafaela Machado, pequenos cuidados diários fazem toda a diferença. "A prevenção sempre será mais simples, menos dolorosa e muito mais econômica do que tratar uma doença já instalada. Quando o paciente cria o hábito de cuidar da boca todos os dias e realiza a limpeza profissional periodicamente, ele preserva seus dentes, sua gengiva e sua saúde como um todo." 

Um dos erros mais comuns, explica a dentista, está no uso incorreto do fio dental. Ao contrário do que muitos imaginam, ele não serve apenas para retirar restos de alimentos. "O fio dental deve deslizar pela lateral de cada dente, abraçando primeiro uma face e depois a outra, chegando delicadamente até a gengiva. É ali que ele remove a placa bacteriana que a escova não alcança." A profissional também orienta que a escova tenha cerdas macias e que a escovação seja feita com movimentos suaves, circulares ou de vai e vem, sem excesso de força, evitando traumas na gengiva. 

Além dos cuidados em casa, a limpeza realizada no consultório, preferencialmente a cada seis meses, continua sendo indispensável. Durante o procedimento, o cirurgião-dentista remove placas endurecidas, conhecidas como tártaro, que não são eliminadas pela escovação diária. A consulta também permite identificar precocemente cáries, inflamações na gengiva, alterações na mucosa bucal e outras doenças que, quando diagnosticadas no início, apresentam tratamento mais simples e menos invasivo. 

"A boca é uma porta de entrada para o organismo. Diversas doenças apresentam seus primeiros sinais na cavidade bucal, por isso a consulta preventiva vai muito além da estética. Cuidar da saúde bucal é cuidar da saúde do corpo inteiro", reforça a Dra. Bruna. Para ela, criar desde cedo uma cultura de prevenção, incentivando crianças e adultos a manterem uma rotina correta de higiene e acompanhamento profissional, é um investimento que traz benefícios para toda a vida.

 


Bruna Rafaela Odontologia
Dra. Bruna Rafaela Machado
Cirurgiã-Dentista, Clínica Geral e habilitada em Sedação com Óxido Nitroso
CRO-PR 24431
@brunarafaelaodontologia
www.brunarafaelaodontologia.com.br
Rua Dr. Lauro Wolff Valente, 176, Curitiba, Paraná


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