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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

El niño pode causar calor extremo, queimadas e enchentes; especialista ensina como proteger a saúde

Confira os cinco hábitos essenciais para evitar exaustão térmica, problemas respiratórios e infecções em cenários de secas ou alagamentos
 

Com a previsão do fenômeno climático El Niño, é esperado que o Brasil enfrente anomalias climáticas em todo o território, com prováveis picos de calor extremo e secas severas em algumas regiões e enchentes e alagamentos em outras. Diante desse cenário de extremos, a prevenção pode ser a principal aliada da saúde pública. Renata Caramez, Coordenadora Acadêmica de Saúde na UniFacens – referência em metodologias inovadoras de educação nas áreas de engenharia, tecnologia, arquitetura e saúde – alerta sobre os riscos dessas mudanças bruscas na saúde da população. 

As ondas de calor exigem atenção redobrada, pois não afetam a todos da mesma forma. "As populações mais vulneráveis são os idosos, crianças pequenas, gestantes, pessoas com doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, doenças cardíacas e respiratórias , além de trabalhadores expostos ao sol e pessoas em situação de rua", explica Renata. 

Os riscos vão desde uma desidratação até quadros graves de exaustão térmica, insuficiência renal e alterações neurológicas. A especialista ressalta a importância de reconhecer os primeiros sinais de que o corpo está sofrendo: sede intensa, boca seca, fadiga excessiva, dor de cabeça, tontura e cãibras musculares. “Quando a exaustão térmica evolui, podem surgir confusão mental, desmaios e respiração acelerada. Se houver perda de consciência, convulsões ou temperatura corporal acima de 40°C, trata-se de uma emergência médica e o SAMU (192) deve ser acionado imediatamente”, adverte a coordenadora. 

O fenômeno climático também tende a agravar os períodos de estiagem, aumentando o risco de queimadas e derrubando a umidade do ar. Renata explica que para mitigar os danos na saúde pulmonar, deve-se evitar atividades ao ar livre nos horários mais quentes, usar umidificadores e manter portas e janelas fechadas quando houver fumaça. “Para quem está em locais com grande concentração de fumaça, é essencial utilizar máscaras do tipo PFF2/N95, pois elas filtram partículas finas”, pontua a especialista, enfatizando que pacientes com doenças respiratórias devem seguir rigorosamente o tratamento e manter a medicação de resgate sempre disponível.
 

Riscos após alagamento 

No extremo oposto das secas, o El Niño também é conhecido por provocar chuvas concentradas e inundações e o período pós-desastre também traz riscos silenciosos. “Durante a limpeza, recomenda-se usar botas impermeáveis, luvas e, se possível, máscara. Após lavar as superfícies com água e detergente, a desinfecção deve ser feita com solução de água sanitária”, orienta Renata. 

Ela também reforça o alerta sobre o consumo e o risco de doenças infecciosas: “Alimentos e medicamentos que tiveram contato com a água da enchente devem ser descartados. E é preciso estar muito atento a sinais de leptospirose, como febre alta e dor muscular intensa, principalmente nas panturrilhas, buscando atendimento médico imediato”, conclui.

Confira as cinco dicas principais da especialista:

  1. Hidratação constante: beber água regularmente, mesmo sem sentir sede.
  2. Proteção contra o calor: Evitar exposição ao sol entre 10h e 16h, priorizando roupas leves, chapéu e protetor solar.
  3. Ambientes mais frescos: Manter espaços ventilados e reduzir as atividades físicas intensas nos horários mais quentes.
  4. Atenção à qualidade do ar: Evitar exposição à fumaça de queimadas e adotar a máscara PFF2/N95 quando necessário.
  5. Higiene pós-eventos extremos: Consumir apenas água devidamente filtrada ou fervida, higienizar adequadamente ambientes e alimentos após enchentes, e monitorar qualquer sintoma persistente.

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