Confira os cinco hábitos essenciais
para evitar exaustão térmica, problemas respiratórios e infecções em cenários
de secas ou alagamentos
Com a previsão do fenômeno climático El Niño, é esperado que o
Brasil enfrente anomalias climáticas em todo o território, com prováveis picos
de calor extremo e secas severas em algumas regiões e enchentes e alagamentos
em outras. Diante desse cenário de extremos, a prevenção pode ser a principal
aliada da saúde pública. Renata Caramez, Coordenadora Acadêmica de Saúde na
UniFacens – referência em metodologias inovadoras de educação nas áreas de
engenharia, tecnologia, arquitetura e saúde – alerta sobre os riscos dessas
mudanças bruscas na saúde da população.
As ondas de calor exigem atenção redobrada, pois não afetam a
todos da mesma forma. "As populações mais vulneráveis são os idosos,
crianças pequenas, gestantes, pessoas com doenças crônicas, como hipertensão,
diabetes, doenças cardíacas e respiratórias , além de trabalhadores expostos ao
sol e pessoas em situação de rua", explica Renata.
Os riscos vão desde uma desidratação até quadros graves de
exaustão térmica, insuficiência renal e alterações neurológicas. A especialista
ressalta a importância de reconhecer os primeiros sinais de que o corpo está
sofrendo: sede intensa, boca seca, fadiga excessiva, dor de cabeça, tontura e
cãibras musculares. “Quando a exaustão térmica evolui, podem surgir confusão
mental, desmaios e respiração acelerada. Se houver perda de consciência,
convulsões ou temperatura corporal acima de 40°C, trata-se de uma emergência
médica e o SAMU (192) deve ser acionado imediatamente”, adverte a coordenadora.
O fenômeno climático também tende a agravar os períodos de
estiagem, aumentando o risco de queimadas e derrubando a umidade do ar. Renata
explica que para mitigar os danos na saúde pulmonar, deve-se evitar atividades
ao ar livre nos horários mais quentes, usar umidificadores e manter portas e janelas
fechadas quando houver fumaça. “Para quem está em locais com grande
concentração de fumaça, é essencial utilizar máscaras do tipo PFF2/N95, pois
elas filtram partículas finas”, pontua a especialista, enfatizando que
pacientes com doenças respiratórias devem seguir rigorosamente o tratamento e
manter a medicação de resgate sempre disponível.
Riscos após alagamento
No extremo oposto das secas, o El Niño também é conhecido por
provocar chuvas concentradas e inundações e o período pós-desastre também traz
riscos silenciosos. “Durante a limpeza, recomenda-se usar botas impermeáveis,
luvas e, se possível, máscara. Após lavar as superfícies com água e detergente,
a desinfecção deve ser feita com solução de água sanitária”, orienta Renata.
Ela também reforça o alerta sobre o consumo e o risco de doenças
infecciosas: “Alimentos e medicamentos que tiveram contato com a água da
enchente devem ser descartados. E é preciso estar muito atento a sinais de
leptospirose, como febre alta e dor muscular intensa, principalmente nas
panturrilhas, buscando atendimento médico imediato”, conclui.
Confira as cinco dicas principais da especialista:
- Hidratação constante: beber água
regularmente, mesmo sem sentir sede.
- Proteção contra o calor: Evitar exposição ao sol entre 10h e 16h, priorizando roupas
leves, chapéu e protetor solar.
- Ambientes mais frescos: Manter espaços ventilados e reduzir as atividades físicas
intensas nos horários mais quentes.
- Atenção à qualidade do ar: Evitar exposição à fumaça de queimadas e adotar a máscara
PFF2/N95 quando necessário.
- Higiene pós-eventos extremos: Consumir apenas água devidamente filtrada ou fervida,
higienizar adequadamente ambientes e alimentos após enchentes, e monitorar
qualquer sintoma persistente.
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