Índice
caiu de 2,31% em 2008 para 1,10% em 2025; Estado realizou cerca de 80 mil
procedimentos no último ano e passou a integrar o grupo com menor mortalidade
do país
O Estado de São Paulo registrou, em 2025, a menor taxa de mortalidade em cirurgias oncológicas desde o início da série histórica. O índice caiu para 1,10% em 2025, frente aos 2,31% registrados em 2008, primeiro ano da série. O resultado também colocou São Paulo, pela primeira vez, entre os cinco estados brasileiros com as menores taxas de mortalidade nesse tipo de procedimento, mesmo figurando entre os que mais realizam cirurgias oncológicas de alta complexidade no país.
Ao longo de 2025, foram realizadas cerca de 80 mil cirurgias oncológicas no Estado. Os dados foram apresentados nesta terça-feira (4), durante o painel Regionalização e Ampliação do Acesso, realizado no Seminário SUS Paulista: Regionalização, Acesso e Inovação em Saúde, promovido pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
Segundo o assessor técnico da SES-SP, Alberto Tomasi, a redução da mortalidade acompanhou a ampliação da capacidade assistencial e o fortalecimento da organização da rede de atenção oncológica. "Em 2025, alcançamos a menor taxa de mortalidade em cirurgias oncológicas da história de São Paulo. Realizar cerca de 80 mil procedimentos em um único ano e, ao mesmo tempo, registrar uma taxa de mortalidade de 1,10% demonstra que é possível ampliar o acesso à assistência especializada mantendo a qualidade do cuidado", afirmou.
A evolução do indicador
mostra uma mudança gradual em relação ao cenário nacional. No início da série
histórica, São Paulo registrava taxa de mortalidade superior à média
brasileira. Em 2011, os índices se equipararam e permaneceram próximos até 2022.
Desde 2023, o Estado passou a apresentar taxas inferiores à média nacional,
ampliando essa diferença nos anos seguintes.
Regionalização e acesso
O indicador foi apresentado durante o painel Regionalização e Ampliação do Acesso, que reuniu especialistas para discutir o fortalecimento da regionalização da saúde, a ampliação da oferta de serviços especializados, a assistência farmacêutica e o uso de dados para qualificar o planejamento e a gestão do sistema de saúde.
Para o consultor da
Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e coordenador do Projeto de
Regionalização da Saúde, Renilson Rehem, a regionalização depende de
planejamento permanente e da integração entre Estado e municípios.
"A Regionalização da Saúde é um processo permanente, e a chave para avançarmos é reconhecê-la e implementá-la como um trabalho coletivo. O que construímos representa um grande avanço, mas é fundamental que essa política seja a base para a elaboração de planos estratégicos que permitam dar continuidade e fortalecer cada vez mais esse processo."
Na área da assistência farmacêutica, a assessora técnica de saúde da Pasta, Renata Zaidan, informou que a disponibilidade de medicamentos nas farmácias estaduais superou 96% durante a atual gestão. Segundo ela, a operação logística movimenta mais de 80 toneladas de medicamentos e outros insumos farmacêuticos.
Já a consultora da OPAS
para o Projeto SES-SP, Mariana Carrera, destacou o fortalecimento do uso de
dados na gestão pública. Encerrando o painel, a coordenadora de Planejamento de
Saúde, Silvany Portas, apresentou indicadores que mostram crescimento de 16% no
número de internações entre 2022 e 2025, equivalente à capacidade de
aproximadamente 8,6 mil leitos, considerando uma média de quatro internações
por leito.
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