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sábado, 13 de junho de 2026

Médico explica quais tratamentos estéticos são permitidos durante a gravidez e o pós-parto; entenda


Referência em medicina estética no Brasil, o Doutor Octávio Guarçoni veta botox e preenchedores, enquanto aposta em rotinas de ‘skin care’. No entanto, o cuidado é essencial com ativos como formol e hidroquinona, sendo necessário observar as fórmulas dos produtos. 

 

Você conhece as indicações e contraindicações para ‘tratamentos estéticos’ durante a gravidez? Com a passagem do Dia das Mães, no último domingo, 10, as dúvidas acerca de quais procedimentos podem ou não influenciar a ‘saúde do bebê’ ainda geram receio em muitas gestantes. 

 

Segundo a ata publicada pela Royal Hospital for Women, intituladaSkin care, hair care and cosmetic treatments in pregnancy and breastfeeding”, é natural que a pele, principalmente na gravidez, enfrente condições como ‘acne’ devido às alterações hormonais e o melasma no surgimento de manchas escuras

 

Com as mudanças hormonais afetando a saúde da pele, o Doutor Octávio Guarçoni, referência em medicina estética no Brasil, explica que os receios das mamães vão desde as rotinas de skin care (quais cosméticos e hidratantes usar), à fatídica dúvida dos tratamentos estéticos: é possível aplicar botox durante a gravidez? 

 

No caso de procedimentos injetáveis, como o botox e os preenchedores, a prática é desaconselhada durante a gravidez, seguindo para o pós-parto, até o período da amamentação. Como há uma escassez de pesquisas a respeito do tema, embora não seja atestado que uma malformação do feto humano aconteça, a ‘toxina botulínica’ já foi classificada como substância de medicamentos tipo C, o que significa que há um risco, de fato, incluso”, explica. 

 

Com o botox e os preenchedores vetados, Guarçoni coloca nessa lista o tratamento de peeling químico, bioestimuladores e lasers para completar as contraindicações. Já em casos mais comuns, como a drenagem linfática, o especialista afirma que é possível seguir com o tratamento para reduzir o inchaço, desde que autorizada por um médico obstetra, aliviando assim as dores nas pernas da gravidez.  

 

“É importante frisar que todos os procedimentos precisam, necessariamente, passar pela avaliação do médico responsável. A segurança é fundamental no que diz respeito aos tratamentos e rotinas de skincare, potencializadas no caso de gestantes. Além disso, é importante também salientar: não são todas as rotinas de skincare que são aceitas na gestação. É preciso ter cuidado com certas substâncias e ativos nesse período”, relata Guarçoni. 

 

Para exemplificar, o médico explica que substâncias como o formol e a hidroquinona são contraindicadas durante o período de gestação, sendo necessário avaliar na descrição dos produtos, se alguns desses componentes estão presentes na fórmula. Desmitificando teorias, Guarçoni afirma que o uso de protetores solares, hidratantes e limpeza de pele regular, como loção corporal, por exemplo, podem e devem ser amplamente utilizados durante o período, reforçando uma gravidez com a pele mais viva e brilhante.  

 

“As mamães, principalmente as mamães de primeira viagem, aprendem que o que mais existe durante a gravidez é contraindicação”, brinca o especialista. À frente da Guarçoni Health Center, o médico afirma que as rotinas de cuidados com a pele crescem mais nesse período, ao passo que encurta a frequência dos tratamentos estéticos. “O que não podemos é afetar a ‘saúde’ da paciente e do feto, portanto, se a paciente estava acostumada com sessões de botox e afins, sentirá uma diferença. O retorno, nesse sentido, é marcado por outra avaliação profissional: um protocolo específico para retomar os cuidados com a pele, após os meses de manutenção da skincare”, conclui Guarçoni



Cirurgias plásticas faciais ganham força no inverno: entenda por que a estação favorece o pós-operatório

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Menor exposição ao sol e recuperação mais discreta fazem da estação uma das mais procuradas para procedimentos faciais, explica especialista

  

Com a chegada do inverno, cresce a procura por procedimentos estéticos e cirurgias faciais em todo o país. A preferência pela estação não acontece por acaso: temperaturas mais amenas, menor exposição solar e a possibilidade de uma recuperação mais reservada tornam esse período especialmente favorável para quem planeja operar o rosto. 

Segundo o médico especialista em cirurgia plástica facial, Dr. Carlucio Ragognete, embora não exista uma regra que determine a melhor época do ano para realizar uma cirurgia, o inverno oferece condições que podem contribuir para um pós-operatório mais confortável e seguro. "O inverno costuma ser um período estratégico para quem deseja realizar uma cirurgia facial. A menor incidência de radiação solar ajuda a reduzir riscos relacionados à cicatrização, manchas e inchaços prolongados. Além disso, muitas pessoas aproveitam a estação para se recuperar de forma mais discreta, utilizando acessórios e roupas que naturalmente ajudam a proteger a região operada", explica. 

Entre os procedimentos mais procurados nessa época estão lifting facial, blefaroplastia (cirurgia das pálpebras), rinoplastia e cirurgias de rejuvenescimento facial. No entanto, o especialista alerta que a decisão não deve ser baseada apenas na estação do ano. "O principal fator continua sendo a indicação médica adequada. O paciente precisa estar em boas condições de saúde, compreender todas as etapas do processo e ter expectativas realistas sobre os resultados. A cirurgia facial exige planejamento e não deve ser encarada como uma decisão impulsiva", destaca. 

Para quem deseja aproveitar os meses mais frios para realizar um procedimento, o ideal é iniciar o planejamento com antecedência. A avaliação médica permite identificar necessidades individuais, solicitar exames e definir o momento mais adequado para a cirurgia e para a recuperação. Além dos benefícios relacionados à exposição solar, o período também costuma ser escolhido por pessoas que desejam estar totalmente recuperadas para compromissos importantes no segundo semestre, como viagens, eventos familiares e festas de fim de ano. 

"O resultado de uma cirurgia facial não acontece da noite para o dia. Existe um período de recuperação e acomodação dos tecidos. Quando o paciente se organiza com antecedência, consegue passar por todas as etapas com mais tranquilidade e alcançar resultados mais previsíveis", afirma Dr. Carlucio. 

Apesar das vantagens da estação, os cuidados pós-operatórios permanecem os mesmos. O uso de protetor solar, a proteção da pele, o acompanhamento médico e o cumprimento das orientações da equipe cirúrgica são fundamentais para uma recuperação adequada em qualquer época do ano. "O inverno pode favorecer o processo de recuperação, mas não substitui os cuidados necessários. O sucesso da cirurgia depende da combinação entre planejamento, técnica cirúrgica, acompanhamento profissional e comprometimento do paciente", conclui.

 

Dr. Carlucio Ragognete - médico especialista em cirurgia plástica da face, com mais de 20 anos de experiência e atuação reconhecida nacional e internacionalmente. Formado pela Universidade do Vale do Sapucaí, com especialização em Otorrinolaringologia, construiu carreira sólida com foco em cirurgia plástica facial estética e funcional. Foi coordenador de pós-graduação na área por quase uma década e atua como palestrante em eventos científicos no Brasil e no exterior. À frente da clínica Dr. Carlucio Ragognete, especializada em cirurgia plástica da face e dermatologia, localizada em São Paulo, é referência em técnicas avançadas de rejuvenescimento com resultados naturais, unindo precisão científica e sensibilidade estética.


Cores da torcida: mulheres entram em campo com as cores da Seleção

Enquanto a Seleção Brasileira vai em busca do hexa, especialista elabora algumas dicas para o público feminino se destacar no Mundial

 

A Copa do Mundo 2026 terá início nesta semana, com jogos nos Estados Unidos, no Canadá e no México. Em época de muitos enfeites, decorações de casas e ruas pintadas, a especialista Gisela Prochaska – fundadora do Stylebar, rede de salões de beleza – elencou algumas dicas para as mulheres torcerem pelo Brasil e se destacarem com estilo durante a competição.

 

Para a empreendedora, a beleza vai além da estética e fortalece a conexão do público com o Mundial. “Quando uma mulher se sente bem com a própria imagem, ela transmite confiança e autenticidade. Maquiagens e penteados temáticos permitem expressar personalidade e paixão pelo país, além de transformar a torcida em uma experiência ainda mais significativa, sem abrir mão do conforto e do estilo”, diz.

 

Confira as sugestões pontuadas por Prochaska:

 

Sombras coloridas inspiradas na bandeira Azul, verde e amarelo são as cores que mais remetem ao evento e podem ser usadas de forma criativa ou discreta.

 

Glitter para trazer clima de celebração O brilho transforma qualquer maquiagem e ajuda a criar um visual festivo para os dias de jogo.

 

Pedrarias faciais Cristais e aplicações adesivas são tendência e oferecem uma alternativa moderna à tradicional pintura no rosto.

 

Fitas nas cores do Brasil ao penteado Simples, acessíveis e versáteis, as fitas podem ser incorporadas a diversos estilos de cabelo.

 

Trança tradicional Tranças com fitas ou acessórios temáticos unem praticidade e personalidade, além de serem uma das principais apostas vistas nas imagens.

 

Acessórios temáticos Presilhas, grampos, laços e outros adornos inspirados nas cores nacionais são uma forma rápida de entrar no clima da competição.

 

Equilíbrio – O segredo está na harmonia do visual: uma maquiagem mais elaborada combina melhor com penteados simples, e vice-versa.

 

Apesar das indicações, a especialista conclui que “a principal dica é que as mulheres se sintam livres para adaptar as tendências à sua própria identidade”. Ela ainda ressalta que não existe uma única maneira de torcer, mas que o visual pode transmitir conforto, confiança e alegria.

 


Gisela Prochaska - CEO e fundadora do Stylebar, rede de salões pioneira no conceito “easy beauty” no Brasil. Com mais de 20 anos de experiência no setor de beleza e moda, criou um modelo de negócio baseado em praticidade e resultados profissionais sem hora marcada. É formada em Pedagogia e em Administração de Empresas. Além disso, possui também pós-graduação em Marketing. Está à frente de uma marca que fatura anualmente mais de R$20 milhões, com várias unidades localizadas em bairros nobres de São Paulo.

 

“Ficou gag”? Entenda as principais gírias usadas pelas novas gerações

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Educadores explicam como essas expressões refletem comportamento, identidade e cultura digital dos jovens 


As redes sociais transformaram não apenas a forma como os jovens se relacionam, mas também a maneira como falam, escrevem e constroem vínculos. Termos como “delulu”, “farmar aura”, “tankar” e “cringe” passaram a fazer parte do cotidiano de adolescentes e jovens adultos, especialmente entre integrantes das gerações Z, nascidos entre 1995 e 2010, e Alpha, nascidos a partir de 2011. Muito além de modismos passageiros, essas expressões revelam tendências culturais, referências digitais e mecanismos de identificação social que ajudam a marcar pertencimento entre grupos. 

Para Rodrigo Cunha, professor de Computer Science e Digital Literacy da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo (SP), as gírias usadas pelos jovens revelam muito mais do que modismos passageiros. “Elas funcionam como códigos culturais de pertencimento e identidade dentro dos ambientes digitais. Muitas surgem em memes, vídeos curtos, jogos e comunidades online, circulando rapidamente entre idiomas e plataformas”. 

Na opinião do docente, a escola pode transformar esse tema em oportunidade pedagógica para discutir cidadania digital, respeito, contexto e responsabilidade. “A mesma expressão pode ser divertida entre amigos, inadequada em um ambiente formal ou ofensiva dependendo da forma como é usada. Entender essas expressões é também entender a cultura digital em que os estudantes estão inseridos. O mais importante é ajudar os alunos a refletirem sobre como a linguagem circula na internet, como determinados comportamentos viralizam e como a comunicação digital pode aproximar, excluir, influenciar ou gerar conflitos”, afirma Rodrigo. 

Segundo Thiago Silverio Barbosa, professor de Língua Portuguesa da Escola Internacional de Alphaville, de Barueri (SP), o uso dessas gírias também funciona como um processo de reconhecimento entre os próprios jovens. Assim como acontecia com os “cadernos de perguntas” e abreviações de palavras no antigo bate-papo do MSN nos anos 2000, as expressões atuais ajudam a criar uma sensação de pertencimento geracional. “Toda geração cria seus próprios símbolos de comunicação. Antes eram os emoticons, o internetês ou até as agendas recheadas de códigos e apelidos. Hoje, as gírias das redes sociais cumprem esse mesmo papel de aproximação e identificação”, afirma. 

Muitas expressões que já foram vistas com estranhamento no passado acabaram incorporadas ao vocabulário cotidiano e até aos dicionários. Segundo o professor de português do Brazilian International School (BIS), de São Paulo (SP), Lino Gonzaga de Oliveira, as línguas estão em constante transformação, e a incorporação de novas palavras faz parte de um processo natural da comunicação humana. “Existe um preconceito histórico contra as gírias, como se elas empobrecessem a língua, mas isso não corresponde à realidade. A linguagem é viva, dinâmica e acompanha as mudanças sociais. As gírias revelam criatividade, contexto cultural e formas legítimas de expressão”, observa o docente. 

Além disso, compreender o universo linguístico dos adolescentes também pode ajudar famílias a estreitarem relações e reduzirem choques geracionais. Em vez de ridicularizar ou ignorar essas expressões, pais, responsáveis e escolas podem tornar a curiosidade uma ferramenta de aproximação. “Quando os adultos demonstram interesse genuíno pela forma como os jovens se comunicam, eles criam pontes importantes de diálogo. Entender as gírias não significa tentar ‘virar adolescente’, mas sim reconhecer que a linguagem também é uma forma de afeto, pertencimento e construção de identidade”, diz Carolina Alvarenga, orientadora educacional do Ensino Médio do colégio Progresso Bilíngue de Campinas (SP).
 

Glossário: principais gírias usadas pelas novas gerações 

A seguir, os docentes elencam as gírias mais comuns entre os jovens e explicam os significados de cada uma.
 

10/10: algo perfeito ou excelente. “O restaurante foi experiência 10/10.”
 

Aesthetic: estética visual harmoniosa e bem definida. “O quarto dela tem uma aesthetic bem minimalista.”
 

Aff, veyr: expressão de irritação ou impaciência. “Aff, veyr, perdi o ônibus de novo.”
 

Aura / Farmar aura: construir uma imagem admirável ou ganhar respeito social. “Chegar de moto na escola foi pra farmar aura.”
 

Baddie: pessoa muito estilosa, bonita e confiante. “Ela chegou toda produzida, maior baddie.”
 

Bait: conteúdo feito para provocar ou enganar pessoas. “O título era bait só pra ganhar clique.”
 

Bapho: situação chocante ou cheia de repercussão. “Você viu o bapho que aconteceu na festa?”
 

Based: pessoa autêntica e segura das próprias opiniões. “Ela falou o que pensa sem medo, muito based.”
 

Bed rot: passar muito tempo deitado sem energia. “Depois da semana puxada, ele ficou no bed rot o domingo inteiro.”
 

Biscoito / biscoiteiro: pessoa buscando elogios ou validação. “Postou foto triste só pra ganhar biscoito.”
 

Boomer: pessoa mais velha ou com mentalidade considerada ultrapassada. “Meu pai reclamando do Wi-Fi foi muito boomer.”
 

Brainrot: obsessão exagerada por um tema ou tendência. “Ela tá com brainrot daquela série.”
 

Catfish: pessoa que cria identidade falsa na internet. “Ela descobriu que estava conversando com um catfish.”
 

Clean girl: estilo minimalista e sofisticado, muito associado a influencers de beleza. “Ela adotou o visual clean girl com maquiagem leve.”
 

Cooked: estar em situação complicada. “Sem estudar pra prova? Você tá cooked.”
 

Coringar: tem origem no filme “Coringa”, e significa surtar ou perder o controle emociona. “Depois de tantas provas na semana, ela começou a coringar.”
 

CPA: abreviação de “se pá”, expressão usada para indicar possibilidade, dúvida ou algo que talvez aconteça. “CPA eu vá no rolê mais tarde.”
 

Crash out: explodir emocionalmente ou perder o controle. “Depois da discussão, ele deu um crash out.”
 

Cringe: algo considerado vergonhoso, antigo ou fora de sintonia com os jovens. “Mandar áudio de cinco minutos no grupo é cringe.”
 

Cunty: pessoa extremamente estilosa, ousada e confiante. “O visual dela tava muito cunty na festa.”
 

Deixa ele(a) cozinhar: deixar a pessoa desenvolver uma ideia que pode dar certo. “A estratégia parece estranha, mas deixa ele cozinhar.”
 

Delulu: pessoa iludida ou que cria fantasias irreais. “Ele acha que vai namorar a cantora famosa? Tá muito delulu.”
 

Dix: conta privada no Instagram para amigos próximos. “Ela postou no dix, então só os íntimos viram.”
 

Drop / dropar: lançar algo, “A cantora vai dropar álbum novo amanhã”; ou abandonar algo, “Ele começou três séries ao mesmo tempo, mas acabou dropando todas.”
 

Dump: sequência de fotos aleatórias postadas nas redes sociais. “Ela fez um dump com fotos da viagem.”
 

Era: fase específica de algo ou alguém, comportamento ou personalidade. “A era fitness chegou para ele.”
 

Fail: indica fracasso ou erro. “A tentativa de surpresa foi um fail completo.”
 

Fanfic / Fic: história inventada, exagerada ou improvável. “Essa história parece muito fanfic de internet.”
 

Flop / Flopar: algo que fracassou, não fez sucesso ou teve pouca repercussão. “Ela passou horas editando o vídeo, mas flopou e quase ninguém curtiu.”
 

Foi de arrasta: algo acabou ou deu muito errado. “O celular caiu na piscina e foi de arrasta.”
 

FOMO (Fear of Missing Out): medo de ficar de fora de algo importante. “Ele saiu mesmo cansado porque bateu FOMO vendo os amigos no rolê.”
 

Gado demais: pessoa apaixonada; que age de forma excessivamente obediente, sem senso crítico; ou que idolatra algo ou alguém cegamente. “Ele cancelou tudo por causa dela. Gado demais.”
 

Gag / Gag de la gag: algo extremamente chocante, surpreendente ou impressionante. “Quando ela apareceu com aquela roupa na festa todo mundo ficou gag.”
 

Goat: o melhor de todos em determinada área. “Pra muita gente, ele é o GOAT do futebol.”
 

Hablar: falar verdades ou se posicionar fortemente. “Ela resolveu hablar sobre o assunto.”
 

Hitar: fazer sucesso rapidamente. “A música hitou no TikTok.”
 

Hype: grande expectativa ou popularidade. “O filme criou muito hype antes da estreia.”
 

Iconic: algo muito marcante ou memorável. “Aquela cena virou iconic na internet.”
 

Jantou: quando alguém vence uma discussão com argumentos fortes. “Ela respondeu tão bem que simplesmente jantou o oponente.”
 

JOMO (Joy of Missing Out): sensação boa de ficar em casa e perder eventos sem culpa. “Todo mundo foi pra festa, mas ela preferiu descansar. Puro JOMO.”
 

Juro: expressão usada para reforçar sinceridade ou surpresa. “Juro que vi isso acontecer.”
 

Lacre: algo muito impactante ou impressionante. “A resposta dela foi um verdadeiro lacre.”
 

Looksmaxxing: tentativa de melhorar ao máximo a aparência. “Ele começou academia e skincare no projeto looksmaxxing.”
 

Lowkey: algo dito de forma discreta, sem querer chamar muita atenção ou sem demonstrar tanta intensidade. Também pode indicar uma opinião “meio escondida”. “Lowkey, eu gostei mais da primeira opção, mas não queria contrariar o grupo.”
 

Moggar: superar alguém visualmente ou socialmente. “Ele chegou tão arrumado que moggou todo mundo.”
 

Mood: algo com que alguém se identifica emocionalmente. “Essa frase é muito meu mood hoje.”
 

Nerfar: reduzir a força, relevância ou desempenho de algo. “Atualizaram o jogo e nerfaram o personagem.”
 

No cap: algo dito sem mentira; falando sério. “No cap, foi o melhor show que já vi.”
 

NPC: pessoa considerada sem personalidade ou muito automática. “Ele só repete as mesmas frases, parece um NPC.”
 

Old: ultrapassado ou fora de moda. “Usar essa rede social já é meio old.”
 

Peak: o auge ou melhor momento de algo ou alguém. “Esse foi o peak da carreira dele.”
 

Pick me: pessoa que busca atenção ou aprovação o tempo todo. “Ficar se diminuindo pra ganhar elogio é muito pick me.”
 

Plot: reviravolta inesperada. “O plot da história foi descobrir que eles já se conheciam.”
 

Pookie: apelido carinhoso e fofo. “Boa noite, pookie.”
 

POV (Point Of View): conteúdo apresentado de um ponto de vista específico. Termo usando nas redes sociais para colocar o espectador dentro de uma cena, simulando como seria enxergar uma situação pelos olhos de outra pessoa. “POV: você esqueceu o trabalho em casa no dia da entrega.”
 

PPRT: “papo reto”; falar algo verdadeiro e direto. “PPRT, você precisa descansar mais.”
 

Red Flag: sinal de alerta sobre comportamento problemático. “Demorar dias pra responder mensagem é red flag pra muita gente.”
 

Rizz: charme ou habilidade para conquistar alguém. “Ele tem muito rizz, conversa com todo mundo.”
 

Serviu: entregou algo muito bom ou impressionante. “O cantor serviu vocais no show.”
 

Sigma: pessoa independente e autoconfiante. “Ele prefere ficar sozinho e focado nos objetivos, bem sigma.”
 

Situationship: relação sem definição clara entre amizade e namoro. Um mix do inglês “situation” (situação) e “relationship” (relacionamento). “Eles saem juntos há meses, mas seguem numa situationship.”
 

Slay: arrasar ou se destacar positivamente. “Ela slayou muito na apresentação.”
 

Soft block: forma discreta de afastar alguém nas redes sociais, como remover dos seguidores sem bloquear oficialmente. “Ela deu soft block depois da discussão.”
 

Tankar: suportar ou aguentar determinada situação. “Não consigo tankar três horas dessa aula sem intervalo.”
 

Tilt: ficar irritado ou perder a paciência. “O jogo travou de novo e ele tiltou.”
 

Trend: tendência viral nas redes sociais. “Todo mundo entrou na trend da semana.”
 

Vanilla / basic: algo comum, previsível ou sem originalidade. “Pedir sempre o mesmo sabor é meio vanilla.”
 

Yapping: falar demais sem parar. “Ele ficou duas horas yapping sobre o jogo.”
 




Carolina Alvarenga - pedagoga formada pela UNICAMP, com trajetória de 12 anos na área da Educação, construindo uma experiência ampla e consistente em todos os segmentos escolares, da Educação Infantil ao Ensino Médio. Com experiência em gestão educacional desde 2022, já ocupou cargos de coordenação e orientação em diferentes etapas da educação básica, desenvolvendo um trabalho pautado no cuidado, no desenvolvimento integral dos estudantes e na construção de uma cultura escolar forte e acolhedora. Atualmente, exerce a função de orientadora educacional do Ensino Médio no Colégio Progresso Bilíngue, e de Líder de Salvaguarda da instituição, contribuindo para a formação acadêmica e socioemocional dos estudantes, além da promoção de um ambiente escolar seguro, ético e humanizado.


Lino Gonzaga de Oliveira - graduado em Letras com habilitação em Português, e possui pós-graduação em Língua Portuguesa e Literatura e em Psicopedagogia. Atua há vinte e três anos na área educacional, tendo experiência como docente para o Ensino Fundamental, Médio e Ensino Superior.


Rodrigo Cunha - professor de Computer Science e Digital Literacy na Escola Bilíngue Aubrick (SP). Formado em Análise de Sistemas, com pós-graduação em Machine Learning, atua na integração entre tecnologia, pensamento crítico e formação ética no ambiente escolar. Possui experiência em transformação digital, incluindo vivência internacional de 15 anos na África do Sul, e já atuou como coordenador do curso de Desenvolvimento de Sistemas na Escola Técnica Estadual de São Paulo. Entusiasta da educação digital, desenvolve projetos que conectam pensamento computacional, inteligência artificial e cidadania digital, preparando estudantes para uma atuação crítica, segura e responsável em um cenário de abundância de dados e rápida evolução tecnológica.


Thiago Silvério Barbosa - mestre em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), onde atuou como bolsista CAPES, e graduado em Letras pela mesma instituição. Com 16 anos de experiência docente, atualmente leciona Língua Portuguesa e Convivência Ética na Escola Internacional de Alphaville. Sua trajetória é marcada pela versatilidade pedagógica, incluindo passagens por cursos pré-vestibulares e preparatórios para o Enem. No campo da pesquisa, integra o grupo "Psicanálise e Teoria Crítica: Teorias da Subjetivação" (CEBRAP/Núcleo Direito e Democracia). Complementando sua formação interdisciplinar, possui especialização em Psicanálise e Análise do Cotidiano pela PUC-SP, além de formação clínica em Psicanálise.


International Schools Partnership – ISP
Para mais informações, acesse o site.


Os sinais da dependência emocional em relacionamentos amorosos

Permanecer em relacionamentos insatisfatórios devido ao medo da solidão pode ter efeitos psicológicos prejudiciais


"Eu não vivo sem você”. Uma frase comum e frequentemente dita em relacionamentos amorosos pode ser um sinal de dependência emocional. Muitas vezes mascarada como carinho e cuidado, a dependência emocional é um problema preocupante que impede o estabelecimento de relações saudáveis. Áurea Chagas, professora de Psicologia do CEUB, faz um alerta sobre os sinais e sintomas desse problema psicológico-afetivo, explicando as possíveis causas e abordagens terapêuticas eficazes para superá-lo.

Sinais comuns, como baixa autoestima, insegurança, medo, necessidade de controle sobre o outro, choro fácil, distúrbios do sono e da concentração, baixa tolerância à frustração, dificuldade para ficar sozinho, dificuldade em tomar decisões e fazer escolhas, são indícios de um parceiro que desenvolve um comportamento dependente. De acordo com a psicóloga, a dependência emocional é uma condição psíquica que se desenvolve ao longo da vida de uma pessoa e pode ser acompanhada por uma série de sintomas.

Segundo a especialista, a dependência emocional pode afetar negativamente a saúde dos indivíduos que se relacionam, pois eles tendem a se concentrar excessivamente em suas próprias necessidades de atenção e aceitação. Ela explica que a pessoa pode desenvolver quadros de depressão, ansiedade, fobias e até sintomas físicos, como dores crônicas. "Isso dificulta a compreensão da subjetividade do outro como um indivíduo autônomo, levando a exigências constantes para reafirmar o amor do parceiro. Essa dinâmica prejudica a qualidade do relacionamento e pode causar sofrimento para ambos os parceiros", destaca.

Quanto às causas veladas da dependência emocional e do medo da solidão, Áurea ressalta que o ambiente inicial dessa pessoa quando criança desempenha um papel crucial. A docente do CEUB revela que se a criança não recebe cuidado emocional adequado durante seu desenvolvimento, ela pode crescer sentindo-se desvalorizada e não reconhecida. “Esses sentimentos de desvalorização podem se manifestar na vida adulta como dependência emocional, tornando a solidão uma experiência aflitiva. A falta de recursos psíquicos para lidar com as emoções e os próprios desejos contribui para essa dificuldade em ficar sozinho", explica a psicóloga.

De acordo com a especialista, as pessoas que desenvolvem dependência emocional, inconscientemente, podem repetir padrões de relacionamento baseados em suas primeiras experiências de amor, também na infância. Ela explica que, se essas experiências foram marcadas por desamparo e baixa autoestima, é comum que busquem parceiros que de alguma forma reproduzam essas dinâmicas. "A repetição desses padrões geralmente leva a relacionamentos insatisfatórios e até abusivos", revela.


Sou dependente emocional. E agora?

De acordo com a especialista, o autoconhecimento é fundamental no processo de superar a dependência emocional, permitindo que a pessoa identifique os fatores que contribuem para sua dependência emocional. O tratamento pode ser feito por meio de várias abordagens psicológicas, desde que com a ajuda de um profissional qualificado. “A dependência emocional é um desafio significativo, mas com o apoio adequado e a busca pelo autoconhecimento, é possível superá-la e desenvolver relacionamentos mais saudáveis e satisfatórios", assegura a professora do CEUB.

No enfrentamento ao medo de estar sozinho em meio à pressão para ter um relacionamento no Dia dos Namorados, Áurea Chagas ressalta que o amor próprio e o bem-estar individual são as únicas coisas que importam. "O fator primordial é sentir-se bem consigo mesmo antes de entrar em um relacionamento". Como forma de exercitar a autoestima e a autoconfiança no enfrentamento, ela sugere que cada indivíduo encontre prazer em atividades que aprecie, como viajar, ler, estudar, nadar ou desafiar-se em novas habilidades.


O “E viveram felizes para sempre” existe?

              

O clima de romance que invadiu o ar na semana dos namorados, nos faz pensar no amor romântico que prega os amores eternos, felizes idealizações e expectativas de cumplicidade infinita.

 

Mas afinal, o sonho de amor intenso, eterno e da construção de família perfeita, do relacionamento de contos de fadas, do “felizes para sempre” existe? É real? E como enfrentar uma separação e o luto de um amor romântico?

 

Reflexões que apontam os indivíduos de que os relacionamentos são construções baseadas em romance, concessões, aprendizados e gerenciamento de emoções. Perfeição?

 

Nada é perfeito, tudo exige empenho, adaptabilidade e empatia. Tanto que, as separações amorosas acabam gerando o chamado luto romântico. Luto do desejo do amor infinito. Mas por que luto?

 

O luto é uma experiência profunda e individual que se define pela capacidade de enfrentamento da partida do outro. É o estado de recolhimento. E esse estado passa por algumas etapas, das quais naturalmente, o ser humano, vivencia conforme sua individualidade.

 

Alguns com mais, ou menos intensidade, conforme a estrutura sentimental de cada um, mas, se cada uma delas for bem elaborada o indivíduo poderá alcançar um equilíbrio consciente, apesar de toda dor envolvida.

 

Assim como o luto normal, a primeira fase do luto romântico é a negação, quando as pessoas negam a situação para combater as emoções que estão experimentando por causa da separação.

 

A raiva é a segunda etapa, que ocorre quando os efeitos da negação começam a se desgastar. A raiva envolve uma efusão de emoções da pessoa que sofre, que pode sentir-se irritada com a pessoa que a deixou ou com o que possa ter perdido.

 

Em seguida, temos a fase de negociação. Uma negociação em que o enlutado experimenta pensamentos do tipo “se apenas…”.

 

Na quarta fase do luto temos a depressão, que surge ao enfrentar os aspectos práticos da perda.

 

E por fim, temos a fase da aceitação, quando após externar sentimentos e angústias, memórias do relacionamento, positivas ou não, a tendência é o aceite de sua condição e a elaboração de estratégias pessoais de adaptação dentro da nova realidade.

 

Resistir e pular etapas pode fazer com que o sofrimento seja prolongado e gere assim, traumas emocionais. Por esse motivo, é importante vivenciar o luto, entregar-se à dor e chorar, se sentir vontade. Respeitando claro, o tempo de cada um.

 

Somos seres individuais e cada um irá agir de uma maneira. A maneira como compreendemos o momento do luto ou da separação, pode ser crucial. Se expressar sobre o luto é importante, já que, psicologicamente, não poder manifestar sua dor é uma agressão e pode alimentar outras dores somatizadas com angústia.

 

Verbalizar é o que vai ajudar a elaborar e a sair do luto romântico mais rápido. É um recurso muito positivo e muito saudável. Falar e ouvir sua dor e se permitir vivenciar um novo relacionamento. Sem se fechar para o amor.

 

Enfim, relacionamentos podem ser eternos ou duradouros sim. No entanto, para serem “felizes para sempre” é preciso entendermos que a felicidade é um estado e não uma condição.

 

Os desafios da relação devem ser encarados, por cada parceiro, com maturidade e ressignificação. Além disso, deve-se ter a consciência de que a elaboração do luto romântico, quando este acontece, leva o tempo interno que cada um necessita.

 

Sabemos que a vida não é um contínuo estático, vivemos em uma constante mudança e o ser humano é capaz de seguir em frente nas situações mais adversas.

 

O importante não é cair, mas voltar a se levantar. Mas, se essa elaboração for difícil, o mais recomendável é buscar desenvolver uma visão mais realista do processo de separação e conseguir dar lugar a uma maior serenidade, através do enfrentamento consciente da nova condição de vida.                 

                   

 

Andrea Ladislau - graduada em Letras e Administração de Empresas, pós-graduada em Administração Hospitalar e Psicanálise e doutora em Psicanálise Contemporânea. Possui especialização em Psicopedagogia e Inclusão Digital. É palestrante, membro da Academia Fluminense de Letras e escreve para diversos veículos. Na pandemia, criou no Whatsapp o grupo Reflexões Positivas, para apoio emocional de pessoas do Brasil inteiro. Instagram: @dra.andrealadislau

 

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