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sábado, 6 de junho de 2026

Saúde capilar começa pela escova: especialista explica tudo o que você precisa saber e que ainda não te contaram sobre o tema

 


Mais do que desembaraçar, a escovação diária pode transformar a aparência dos fios e o segredo está no jeito certo de fazer


Se escovar o cabelo ainda é só um hábito automático na sua rotina, pode ser hora de ressignificar esse momento. A verdade é que esse gesto simples, quando feito com carinho e de forma intencional (e com a escova certa), tem o poder de deixar os fios mais brilhantes, fortes e equilibrados. Em outras palavras: ela garantirá a saúde e integridade dos fios por completo.

A escovação regular distribui a oleosidade natural da raiz até as pontas, reduz o frizz, ativa a circulação do couro cabeludo e previne a quebra. Tudo isso sem demandar tempo extra ou passos mirabolantes. “Muitas pessoas veem a escovação apenas como uma forma de desembaraçar os fios, mas ela vai muito além disso. Quando realizada com a escova adequada, ela cuida da saúde do fio de forma profunda, respeitando a individualidade de cada cabelo”, explica Rogério Sartini, CEO e hair expert da Tangle Teezer Brasil.

Abaixo, o especialista traz um ritual com 4 dicas infalíveis para quem precisa - para ontem - começar a realizar a escovação do jeito certo:


Comece pelas pontas: Nada de ir da raiz direto para baixo. Pode parecer um detalhe, mas a ordem da escovação faz toda a diferença na saúde dos fios. Quando a escova é passada da raiz até as pontas de uma vez, corre o risco de acumular nós no meio do caminho e forçar o fio até ele se romper. Dito isso, o ideal é começar devagar, pelas pontas, desfazendo os nós com delicadeza, e só então ir subindo aos poucos até a raiz. “Esse cuidado evita a quebra, reduz a formação de frizz e deixa o cabelo mais alinhado", explica.


Fios molhados exigem cuidado redobrado: O cabelo, quando está molhado, fica mais sensível e elástico, e consequentemente, mais propenso à quebra. Sendo assim, para proteger a fibra capilar, aposte no uso de um leave-in ou creme de pentear, que ajudam a criar uma camada de proteção e facilitam o deslizar da escova. “E aqui vai um segredo de expert: escolha escovas desenvolvidas especialmente para uso em cabelos úmidos, com cerdas flexíveis que evita a tração excessiva. Seu cabelo agradece com mais maciez, menos frizz e muito mais saúde no dia a dia", afirma Rogério.


A escova ideal faz toda a diferença: Existem modelos específicos para cabelos finos, grossos, cacheados, lisos, crespos ou quimicamente tratados. Uma escova muito rígida, por exemplo, pode causar tração excessiva e quebra em cabelos mais delicados, enquanto cerdas muito macias podem não ser eficazes em fios mais densos. Por isso, o especialista reforça que é importante respeitar a textura natural do cabelo e apostar em uma versão que seja mais indicada para ela.


Massageie o couro cabeludo: A escovação pode (e deve!) ser também um momento de relaxamento e conexão. “Ao fazer movimentos suaves na raiz, você ativa a microcirculação do couro cabeludo, o que estimula o crescimento saudável dos fios e melhora a absorção de nutrientes. Além disso, esse toque extra ainda ajuda a aliviar a tensão do dia a dia, quase como um mini spa capilar caseiro", finaliza.

 

Rogério Sartini - CEO e Diretor Criativo da Tangle Teezer Brasil. Com mais de 25 anos de expertise no segmento capilar, fez parte da equipe de educação e direção artística no renomado Vidal Sassoon, teve seus próprios espaços na Inglaterra e esteve presente nas semanas de moda de Londres, Paris, Barcelona e Milão, assinando a beleza de diversas marcas. Há 12 anos trouxe para o Brasil a marca inglesa Tangle Teezer e de lá para cá busca cada vez mais disseminar informações sobre saúde capilar, técnicas de escovação, produtos e seus benefícios.

 

 

Unhas fracas e quebradiças podem indicar alterações nutricionais, hábitos inadequados ou doenças sistêmicas

SBD-RS orienta sobre cuidados com as unhas e alerta para os riscos da automedicação e do uso excessivo de produtos químicos 

 

Unhas fracas, quebradiças, descamativas ou com alterações na superfície podem parecer apenas um problema estético, mas também podem estar relacionadas a fatores nutricionais, hábitos inadequados, contato frequente com produtos químicos ou condições sistêmicas que precisam de avaliação médica. A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS) alerta que mudanças persistentes nas unhas devem ser investigadas por um dermatologista, especialmente quando há fragilidade intensa, dor, inflamação, deformidades ou piora progressiva. 

De acordo com a delegada da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS), Dra. Vanessa Santos Cunha, nem toda unha fraca é sinal de falta de vitaminas, mas essa possibilidade deve ser considerada dentro de uma avaliação individualizada. Segundo a médica, algumas pessoas têm unhas naturalmente mais finas e frágeis por predisposição genética, assim como ocorre com os cabelos. Em outros casos, a fragilidade pode estar associada à baixa ingestão de proteínas, restrições alimentares ou deficiências de nutrientes como ferro, vitamina B12, vitamina D, zinco e silício. 

“Unhas fracas podem ter relação com a dieta e com algumas deficiências nutricionais, mas também podem ocorrer por fatores genéticos, doenças sistêmicas ou agressões externas. Por isso, não é indicado iniciar suplementação por conta própria. O ideal é investigar a causa para que a orientação seja adequada a cada pessoa”, explica. 

Entre as alterações mais comuns estão a onicosquizia, quando a unha descama em camadas, e a onicorrexe, caracterizada por fissuras ou estrias longitudinais. Essas manifestações podem estar ligadas ao envelhecimento, à exposição repetida à água, ao uso frequente de detergentes e produtos de limpeza, à retirada excessiva de cutículas e ao uso contínuo de esmaltes, removedores ou procedimentos que enfraquecem a lâmina ungueal. Profissionais que mantêm as mãos úmidas por longos períodos ou lidam com substâncias químicas sem o uso de luvas também podem apresentar maior risco. 

A especialista chama atenção para o uso de bases fortalecedoras sem orientação. Embora alguns produtos possam auxiliar em situações específicas, eles nem sempre são suficientes para tratar a causa do problema. Além disso, formulações à base de formol podem endurecer temporariamente a unha, mas também deixá-la mais quebradiça e aumentar o risco de irritações e alergias. O uso de esmaltes hipoalergênicos, com menor presença de substâncias associadas a reações alérgicas, pode ser uma alternativa para pessoas sensíveis, mas não substitui a avaliação dermatológica quando há alteração persistente. 

Outro cuidado importante está relacionado à cutícula. A SBD-RS orienta evitar a remoção profunda, já que essa estrutura funciona como uma barreira de proteção da matriz ungueal. Quando retirada de forma excessiva, há maior risco de entrada de bactérias, fungos e agentes químicos, o que pode favorecer infecções, inflamações e deformidades na unha. Em salões de beleza, a recomendação é apenas empurrar delicadamente ou remover o excesso, além de observar a higienização dos instrumentos e dar preferência a produtos mais seguros para peles sensíveis. 

A investigação médica pode incluir avaliação clínica, análise dos hábitos de cuidado, revisão da dieta e, quando necessário, exames laboratoriais para verificar possíveis deficiências nutricionais ou doenças associadas, como alterações da tireoide, diabetes e outras condições que podem se manifestar nas unhas. A automedicação com vitaminas, fórmulas manipuladas ou suplementos deve ser evitada, pois o excesso de determinados nutrientes também pode causar efeitos indesejados. 

A SBD-RS reforça que cuidar das unhas vai além da estética. Alterações persistentes, fragilidade acentuada ou mudanças de cor, espessura, formato e crescimento devem ser avaliadas por um médico dermatologista, profissional habilitado para diagnosticar e tratar doenças da pele, cabelos e unhas. Em casos de suspeita, procure um médico dermatologista. Os profissionais habilitados podem ser conferidos no site www.sbdrs.org.br

 


Marcelo Matusiak


Skincare inspira nova geração de haircare e redefine o cuidado com os fios

 

Divulgação

Avanço do setor de beleza no Brasil acompanha mudança no comportamento do consumidor, impulsionando inovação, ciência e novas abordagens no cuidado com os cabelos.

 

O mercado de beleza brasileiro vive um momento de forte expansão e relevância global. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), ele representa cerca de 2% do PIB nacional, posicionando o Brasil como o terceiro maior consumidor de beleza do mundo. Em 2025, o segmento ultrapassou pela primeira vez US$ 1 bilhão em exportações, com crescimento de 20,1% em relação ao ano anterior, o melhor desempenho em quase três décadas. 

Dentro desse cenário, a categoria capilar se destaca como principal motor de progresso. Itens para cabelos lideraram as exportações, somando US$ 301 milhões e registrando alta de 29,8%, reforçando não apenas a relevância, mas também a expertise brasileira na criação de tratamentos cada vez mais especializados. 

Esse avanço reflete uma mudança estrutural no comportamento do consumidor e na forma como a rotina capilar é percebida. Dados do WGSN Beauty Forecast 2026 indicam que em 2028/29, os consumidores buscarão soluções sob medida, com diferencial baseado em ecossistemas capazes de integrar função, cultura e emoção. 

Um dos principais vetores dessa transformação é a aproximação entre haircare e skincare. Ingredientes como antioxidantes, probióticos e ativos botânicos de alta eficácia passam a atuar não apenas na fibra, mas na origem dos problemas, promovendo a saúde do couro cabeludo e a prevenção de danos a longo prazo. Assim, o chamado “scalp care” cresce acima da média, consolidando-se como uma das frentes mais inovadoras do setor. 

Essa dinâmica já é consolidada em algumas regiões do mundo e começa a ganhar força no Brasil. Segundo o cosmetólogo e educador internacional da Keune Haircosmetics, Pedro Guimarães, “na Ásia, o couro cabeludo é tratado como extensão da pele há bastante tempo. No Ocidente, estamos começando a amadurecer esse olhar”.
 

A resposta da indústria: a reformulação da principal linha de tratamento da Keune Haircosmetics 

Esse novo cenário já se reflete nas estratégias da Keune Haircosmetics, que exemplifica como essa evolução vem sendo incorporada ao portfólio, com foco em ciência, inovação e eficácia. 

A marca reformulou sua principal linha de tratamento, a Keune Care, incorporando ativos amplamente utilizados no skincare. Entre os destaques estão a Immortelle, extrato com propriedades antioxidantes, o extrato de orquídea, conhecido por sua ação nutritiva e revitalizante e a centella asiática, presente na linha Long & Strong que se posiciona como um dos principais focos da marca, ao adotar uma abordagem híbrida que combina tratamento da raiz com cuidado da extensão dos fios. 

As novidades são resultado de um processo estruturado de estudos, conduzido ao longo de aproximadamente 5 anos, envolvendo testes rigorosos e a aplicação de tecnologias avançadas, que resultaram em 48 produtos totalmente reformulados. 

“No laboratório, combinamos fórmulas inovadoras e testes para criar o que chamamos de ‘next generation haircare’. Nosso foco em performance, sustentabilidade e experiência sensorial orientou todo o processo”, afirma Ewa Grygorowicz, Diretora Global de Inovação e Pesquisa da Keune Haircosmetics.
 

Durante o processo, cientistas da empresa participaram de congressos internacionais na Ásia, ampliando o repertório científico aplicado à saúde dos fios e incorporando referências de regiões onde o cuidado com o couro cabeludo já é mais consolidado. 

Essa evolução também se estende à experiência sensorial do consumidor. As fragrâncias foram desenvolvidas para transformar o momento de lavar os cabelos, tanto no lavatório do salão quanto em casa, em um ritual mais envolvente. Criadas por perfumistas responsáveis por composições de grandes maisons como Prada e Yves Saint Laurent, elas evocam paisagens naturais e ampliam a percepção de cuidado e bem-estar durante o uso. 

“Muitos dos componentes que utilizamos já estão presentes no skincare de alta performance, o que reforça a conexão entre as categorias. Paralelamente, buscamos elevar a jornada do consumidor com assinaturas olfativas que tornam o cuidado mais sofisticado”, explica Marcelo Raskin, CEO da Keune Haircosmetics no Brasil. 

A reformulação da linha Keune Care reflete a adaptação da indústria a um cenário em que o cuidado capilar passa a integrar bem-estar, prevenção e resultados de longo prazo como fatores centrais.
 

www.keune.com.br

 


Mitos e Verdades: nutricionista esclarece o papel do colágeno na nutrição e bem-estar

Entenda por que a produção de colágeno diminui com o tempo e como a suplementação estratégica ser o diferencial na sua rotina
 

O colágeno tornou-se um dos suplementos mais discutidos nos últimos anos, mas a abundância de informações nem sempre reflete a realidade científica. Por ser um dos protagonistas do último lançamento de Nutren, a Nestlé apresenta um guia essencial para desmistificar o consumo desta proteína vital, detalhando sua importância biológica e as melhores práticas de uso. 

Representando cerca de 30% do total de proteínas do corpo humano, o colágeno funciona como a "cola" que sustenta a pele, articulações, ossos e tendões. A partir dos 25 a 30 anos, a produção natural dessa proteína começa a declinar, o que pode impactar a elasticidade da pele e a mobilidade das articulações.

  • "Todo colágeno é igual." MITO. Existem diferentes tipos de colágeno (como o Tipo I, focado em pele, e o Tipo II, específico para cartilagens). Além disso, a forma de apresentação — como o colágeno hidrolisado ou os peptídeos bioativos — é fundamental para garantir que o corpo consiga absorver e utilizar a proteína de forma eficiente.
  • "O colágeno só serve para a estética." MITO. Embora seja famoso pelos benefícios à pele, cabelos e unhas, ele é crucial para a saúde articular e regeneração de tecidos musculares, sendo um aliado importante para a longevidade e o envelhecimento ativo.
  • "A vitamina C potencializa os resultados." VERDADE. A vitamina C é um cofator essencial na síntese do colágeno pelo organismo. Por isso, a Nestlé prioriza formulações que combinam a proteína com um mix de vitaminas e minerais para maximizar a eficácia.


Como e quando tomar?

O consumo deve ser contínuo para que os benefícios sejam notados a médio e longo prazo (geralmente a partir de 8 a 12 semanas). Não há uma regra rígida, mas muitos nutricionistas recomendam o consumo longe de grandes refeições (como almoço ou jantar) para evitar a competição por absorção com outras proteínas. É fundamental escolher o produto adequado para o seu objetivo — seja o foco em performance esportiva, saúde óssea ou cuidado com a pele.

"Nosso objetivo é transformar a ciência nutricional em soluções práticas que melhorem a qualidade de vida. Entender o colágeno além do marketing é o primeiro passo para uma escolha consciente e focada em resultados reais de saúde", afirma explica Livia Modesto, Nutricionista e Especialista em MKT Medical Nutrition da Nestlé Health Science.


7 cuidados com os lábios para beijar muito no Dia dos Namorados

Com a chegada do Dia dos Namorados e das temperaturas mais baixas, cresce também a preocupação com os cuidados com os lábios. O frio, o vento e a baixa umidade do ar favorecem o ressecamento da região, causando rachaduras, descamação e até desconforto na hora do beijo.


Segundo especialistas, os lábios sofrem mais no inverno porque não possuem glândulas sebáceas, responsáveis pela produção natural de oleosidade, o que deixa a região mais vulnerável à perda de hidratação. Além disso, hábitos comuns como passar a língua na boca, beber pouca água e esquecer do protetor solar podem piorar ainda mais o aspecto ressecado.Para ajudar quem deseja manter os lábios bonitos, hidratados e saudáveis nesta época do ano, especialmente para os encontros românticos do mês de junho, Killian Cristoff, biomédico e diretor técnico da Royal Face, uma das maiores redes de estética facial e corporal do país, lista os principais cuidados com a região.

1- Não abra mão da hidratação diária: os lábios possuem uma camada de proteção muito mais fina do que a pele de outras regiões do corpo. Por isso, perdem água com facilidade e tendem a ressecar rapidamente. “O lábio é uma região extremamente delicada e sensível às mudanças climáticas. Quando falta hidratação, a boca perde maciez, brilho natural e pode apresentar rachaduras e descamações”, explica Killian Cristoff. O especialista recomenda o uso diário de hidratantes labiais com ingredientes como manteiga de karité, vitamina E, pantenol e ácido hialurônico.

2- Evite o hábito de passar a língua nos lábios: quando os lábios estão secos, muita gente recorre à saliva para aliviar o desconforto. O problema é que esse alívio dura apenas alguns segundos.“Depois que evapora, a saliva retira ainda mais a umidade da região. Isso intensifica o ressecamento e pode provocar pequenas fissuras nos lábios”, alerta o biomédico.

3- Lembre-se de beber água ao longo do dia: nos períodos mais frios, a sensação de sede costuma diminuir, mas a necessidade de hidratação do organismo continua sendo essencial.“A hidratação começa de dentro para fora. Muitas vezes a pessoa investe em vários produtos, mas esquece que a ingestão de água também impacta diretamente a saúde e a aparência dos lábios”, destaca.

4- Proteja os lábios da exposição solar: muitas pessoas cuidam da pele do rosto, mas esquecem que os lábios também sofrem os efeitos da radiação ultravioleta. A exposição frequente ao sol pode acelerar o envelhecimento da região, favorecer manchas e aumentar o ressecamento.“ O protetor labial com FPS deve fazer parte da rotina diária, independentemente da estação do ano. A radiação solar também afeta a região labial e acelera o envelhecimento precoce”, afirma Killian.

5- Não puxe as pelinhas que se formam: quando os lábios começam a descamar, é comum a tentação de remover as peles soltas com as mãos. Apesar de parecer inofensivo, esse hábito pode causar pequenas lesões e até sangramentos. “O ideal é reforçar a hidratação e permitir que a pele se regenere naturalmente. Arrancar as pelinhas pode prolongar a irritação e piorar o aspecto dos lábios”, orienta.

6- Considere tratamentos de revitalização labial: além dos cuidados feitos em casa, alguns procedimentos estéticos podem contribuir para melhorar a qualidade da pele dos lábios. Tratamentos voltados para hidratação profunda e estímulo de colágeno ajudam a recuperar o viço, melhorar a textura e proporcionar um aspecto mais saudável à região. “Hoje existem procedimentos focados na revitalização labial que priorizam hidratação, definição e naturalidade, sem necessariamente aumentar o volume da boca”, explica o especialista.

7- Naturalidade continua sendo a melhor escolha: quando o assunto é preenchimento labial, equilíbrio e bom senso fazem toda a diferença. “O objetivo não é transformar os lábios, mas realçar a beleza natural e preservar a identidade facial do paciente”, explica o biomédico. Muita gente acredita que o procedimento serve apenas para aumentar os lábios, mas o ácido hialurônico também possui alta capacidade de retenção de água, contribuindo para hidratação, contorno e melhora da textura da região.

Durante o inverno, quando os lábios tendem a ficar mais ressecados e sensíveis, o procedimento pode ser um aliado importante para ajudar na manutenção da hidratação e do viço natural da boca. “Com a queda das temperaturas e a baixa umidade do ar, os lábios sofrem bastante com a perda de água. O ácido hialurônico ajuda justamente a manter essa hidratação de dentro para fora, deixando os lábios mais saudáveis, macios e com aparência natural”, finaliza.


Sol, pele e longevidade: por que os cuidados dermatológicos na terceira idade devem ir além do verão

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Cuidados dermatológicos na terceira idade devem ir além do verão.
Especialista alerta que a proteção da pele deve ser permanente e integrada à rotina de saúde na maturidade

 

Em um país de altaincidência solar como o Brasil, a exposição ao sol ocorre durante todo o ano, e não apenas nos meses mais quentes. Ainda assim, é comum que a atenção aos cuidados com a pele diminua fora do verão. Na terceira idade, essa redução pode representar um risco adicional, já que o envelhecimento natural da pele, aliado à exposição acumulada ao longo da vida, aumenta a probabilidade de alterações e, principalmente, de câncer de pele, o tipo de câncer mais frequentemente diagnosticado no país. 

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pele não melanoma segue como o tipo mais frequente no país, com estimativa média anual de 263 mil novos casos para o triênio 2026–2028, o que representa mais de 30% de todos os diagnósticos de câncer no Brasil. 

Na terceira idade, a pele passa por alterações fisiológicas naturais, como redução da elasticidade, afinamento, menor produção de colágeno e maior tendência ao ressecamento. Essas mudanças tornam a pele mais sensível e suscetível a lesões, inclusive às associadas ao sol. Por isso, medidas simples como uso diário de protetor solar, hidratação adequada e avaliação médica periódica são fundamentais ao longo de todo o ano. 

Conforme explica a Dra. Luana Vieira Mukamal, dermatologista da MedSênior, a proteção solar deve ser encarada como um cuidado contínuo de saúde e não apenas algo restrito ao verão. “Pessoas com mais de 60 anos acumulam ao longo da vida maior quantidade de danos solares, o que reforça a necessidade de prevenção constante e de acompanhamento especializado para detecção precoce de alterações”.
 

Confira as dicas e recomendações para cuidar o ano todo da pele:

  • uso diário de protetor solar, inclusive em dias nublados;
  • reaplicação a cada duas ou três horas quando houver exposição direta;
  • utilização de chapéus, roupas com proteção UV e óculos escuros;
  • atenção a manchas, pintas ou feridas que não cicatrizam;
  • consulta dermatológica periódica, mesmo na ausência de sintomas.

A especialista ressalta que o envelhecimento saudável também passa pela atenção à saúde da pele. “Muitas pessoas associam o cuidado com a pele apenas à estética, mas ele está diretamente relacionado à funcionalidade e à integridade do organismo. A pele é uma barreira de proteção do corpo e, na maturidade, torna-se mais vulnerável. Cuidar da saúde da pele significa preservar conforto, autonomia e bem-estar ao longo do envelhecimento”, finaliza. 

O tema também é abordado na terceira temporada do podcast Bem Envelhecer, da MedSênior, que dedica um episódio ao debate “Sol, pele e longevidade”. O conteúdo destaca a importância da prevenção ao longo de todo o ano e orienta sobre sinais de alerta, como manchas que mudam de cor ou formato, feridas que não cicatrizam e lesões que apresentam crescimento progressivo.
  

MedSênior
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Você sabia? Esmaltes também podem oferecer riscos de contaminação

Raquel Venancio, professora do curso de Estética da Faculdade Anhanguera, alerta para cuidados ao compartilhar produtos de unhas e frequentar salões de beleza  


Coloridos, brilhantes e cheios de estilo, os esmaltes fazem parte da rotina de cuidados e autoestima de muitas pessoas. No entanto, o que pouca gente sabe é que esses produtos, quando usados de forma incorreta ou compartilhados sem os devidos cuidados, podem representar riscos à saúde. 

Segundo Raquel Venancio, professora do curso de Estética da Faculdade Anhanguera, o perigo está, principalmente, na contaminação cruzada quando um produto entra em contato com microrganismos de uma pessoa e depois é usado em outra. “Embora o esmalte em si tenha uma composição química que dificulta a sobrevivência de vírus e bactérias, ele pode se tornar um meio de contaminação quando aplicado em unhas com pequenas lesões, cutículas feridas ou micoses”, explica. 

Entre os problemas mais comuns associados à falta de higiene no uso de esmaltes estão as infecções fúngicas, como a micose nas unhas, além da possibilidade de transmissão de hepatite B e C, caso instrumentos como alicates, palitos e espátulas não sejam esterilizados corretamente. 

Muitas pessoas ainda têm dúvidas se é seguro utilizar os esmaltes fornecidos pelos salões. A especialista alerta: “O ideal é levar o seu próprio esmalte. Mesmo que o risco de contaminação seja menor do que com os instrumentos, não é inexistente. Se o produto foi aplicado em uma unha infectada e voltou para o frasco, ele pode se tornar um vetor”, esclarece Raquel. Se não for possível levar seu esmalte, opte por locais que adotem boas práticas de higiene, como o uso de pincéis descartáveis ou desinfecção entre os atendimentos.


Como se proteger? 

Algumas dicas simples podem ajudar a manter a beleza das unhas sem comprometer a saúde. A professora recomenda que as pessoas levem seu próprio kit de manicure ao salão, incluindo esmaltes e instrumentos, certificar de que os materiais utilizados são esterilizados em autoclave, evitar fazer as unhas se estiver com feridas, inflamações ou infecções na região, não compartilhar esmaltes ou acessórios de unhas com outras pessoas e em casa, manter os produtos bem fechados e em locais secos e limpos. Também é importante frisar que os profissionais de manicure e pedicure tem um papel fundamental na manutenção da saúde dos clientes, é necessário observar se há alguma lesão pré-existente na região que pode ser porta de entrada para algum patógeno e evitar ao máximo lesionar a pele do cliente com alicates e outros materiais.

A atenção a esses cuidados é especialmente importante para pessoas com imunidade baixa, como diabéticos, idosos ou pacientes em tratamento de doenças crônicas. “A beleza deve andar junto com a saúde. Esmalte não é algo inofensivo quando negligenciamos os cuidados básicos de higiene”, reforça a especialista.

 

ASPECTOS ASTROLÓGICOS: ENTENDA A RELAÇÃO DOS PLANETAS NO MAPA ASTRAL


Saiba o que cada um representa e as potenciais tendências que eles sugerem. 

 

É bastante comum que as pessoas busquem respostas sobre sua própria natureza e o propósito de sua existência, e uma das maneiras de explorar essas questões é através da astrologia e, mais especificamente, do mapa astral. Os planetas, por exemplo, representam diferentes energias e influências que podem afetar a personalidade, os relacionamentos, as habilidades e as experiências de vida de uma pessoa.

“Ao analisar a posição e os aspectos dos planetas no mapa astral é possível obter informações sobre suas tendências, potenciais e desafios. Além de buscar equilíbrio e bem-estar na jornada pessoal" - resume Katrina Devilla, especialista em esoterismo da IQuilíbrio. 

E embora o signo solar seja o mais conhecido, por ser aquele que conhecemos pela data de nascimento, existem outros planetas que são importantes e oferecem uma compreensão mais completa e precisa de cada pessoa. 

Para te ajudar, Katrina destaca o que cada planeta revela e o que ensina, veja:


Sol 

O Sol se relaciona com a essência individual de cada um, influenciando o nosso “poder vital” e o ego. Por esse motivo, o lugar onde esse astro circula no mapa evidencia as áreas da vida em que a pessoa tem mais chances de se destacar. Além disso, o Sol também rege as figuras masculinas mais importantes de nossas vidas e pode nos dizer, principalmente, sobre as relações paternas.


Lua

A Lua é o astro mais próximo da Terra e o que se movimenta com a mais alta velocidade. Ela diz respeito à forma como lidamos com nossas emoções, tendo relação direta com as oscilações de humor diárias. Esse astro rege as figuras femininas que têm papel fundamental em nossas vidas, em especial a figura materna.


Mercúrio

Mercúrio se relaciona com a nossa capacidade intelectual e com os processos comunicativos, além de influenciar os relacionamentos com a nossa família estendida: irmãos, parentes e vizinhos.


Vênus

Já Vênus, Katrina explica que ele é considerado o planeta do amor, porque afeta todas as nossas relações afetivas, o que não inclui apenas os romances, tendo em vista que o amor também está presente entre amigos e no âmbito familiar. O campo de influência desse astro também abrange a sensibilidade e o senso artístico do indivíduo.


Marte

Marte é o planeta que influencia tudo aquilo que nos movimenta, nossos impulsos, vontades e instintos mais primitivos. A determinação e a agressividade são características relacionadas a este planeta, que sugere iniciativas enérgicas, mas também indica confrontos em potencial.


Júpiter

O posicionamento de Júpiter em um mapa astrológico determina a área da vida em que podemos ser mais expansivos, independentes e livres. Esse planeta é relacionado a viagens, a sorte, a autoconfiança e a excessos.


Saturno

Saturno é, por muitos, chamado de “chaturno”, porque suas energias remetem à cobrança, responsabilidade, e à uma postura racional. Na verdade, toda a seriedade desse planeta evidencia inseguranças, porque ele se relaciona com a necessidade de controle para manter a segurança emocional, diz a especialista.


Urano

Urano é o planeta das revoluções, das ideias originais e das iniciativas rebeldes. O posicionamento desse astro sugere as áreas da vida em que nos sentimos mais incomodados pelos padrões sociais e preconceitos vigentes, além de se relacionar com imprevistos e inconstâncias


Netuno

Netuno é o astro que se relaciona com a nossa potencialidade sonhadora e idealista, mas exatamente por isso também envolve ilusões e enganos. A intuição e a espiritualidade também são áreas de domínio desse planeta.


Plutão

Plutão é considerado o planeta das transformações mais profundas que vivenciamos (em nível social e pessoas), que podem ser dolorosas, mas têm o intuito de evidenciar potencialidades que o indivíduo possui, mas que necessitam de certo esforço para serem afloradas.




IQuilibrio
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Festa Junina: saiba como organizar uma dança de quadrilha passo a passo

 Magnific
De “anarriê” a “olha a chuva”: conheça os comandos mais famosos da brincadeira

 

As festas juninas, celebradas por todo o Brasil em escolas, igrejas e comunidades, são marcadas pelas “quadrilhas”. A dança, que tem origem na quadrille francesa, popular entre a elite nos séculos XVIII e XIX nos salões europeus, chegou em nosso País com a colonização portuguesa. Por aqui, passou por adaptações e incorporou ainda elementos dos povos africanos escravizados, firmando-se como uma tradição da cultura popular, sobretudo nas áreas rurais e do interior. 

Muito além das roupas caipiras e das músicas tradicionais, a dança típica é uma importante ferramenta pedagógica. No ambiente escolar, estimula coordenação motora, memória, socialização, expressão corporal e cooperação entre os estudantes. 

De acordo com Diego Leite, professor de Educação Física do colégio Progresso Bilíngue de Vinhedo (SP), a quadrilha junina representa um momento rico de aprendizagem coletiva. “A dança junina envolve ritmo, atenção, escuta e interação. Os alunos aprendem a seguir comandos, trabalhar em grupo e respeitar o espaço do outro. Além disso, existe um forte aspecto cultural, porque eles têm contato com tradições populares brasileiras”, afirma. 

Segundo o educador, o trabalho em conjunto dos ensaios também ajuda no desenvolvimento socioemocional. “Muitas crianças chegam tímidas ou inseguras e, ao longo do processo, passam a se sentir mais confiantes para se apresentar em público. É uma atividade que fortalece vínculos, promove pertencimento e incentiva a colaboração”, explica.
 

Os passos da dança de quadrilha junina 

A quadrilha junina mistura coreografia, música e teatro. A apresentação costuma representar, de forma divertida e bem-humorada, um casamento caipira, geralmente envolvendo personagens como os noivos, o padre e os convidados. Ao longo da dança, os participantes seguem comandos narrados que conduzem os movimentos e formações dos casais, criando uma encenação marcada pela interação, pelo clima festivo e pela valorização das tradições populares brasileiras. 

A seguir, o professor explica os passos da dança.
 

1. Formação inicial 

Antes do início da música, os casais se posicionam em duas filas — tradicionalmente separadas entre damas e cavalheiros — ou em formato de roda. O marcador da quadrilha, responsável por conduzir a dança, dá os primeiros chamados para organizar os participantes. É comum ouvir comandos como: “Vamos arrumar a quadrilha!”, “Preparar os pares!” e “Todo mundo animado, que a festa vai começar!”.
 

2. Cumprimento aos convidados 

Com a quadrilha formada, os participantes fazem uma saudação ao público e aos colegas de dança. Os casais podem se inclinar levemente, acenar ou girar uns para os outros. O narrador geralmente anuncia: “Olha o cumprimento!”, “Cumprimenta a dama!” e “Agora o cavalheiro!”.
 

3. Anarriê 

Derivado do francês en arrière (“para trás”), o comando orienta os casais a recuar alguns passos, normalmente mantendo a formação da fila ou da roda. O marcador costuma gritar: “Anarriê!” ou “Todo mundo pra trás!”.
 

4. Anavantú 

Inspirado na expressão francesa en avant tout (“todos à frente”), esse momento faz os pares avançarem em direção ao centro da formação ou em direção ao casal da frente. O chamado tradicional é: “Anavantú!”, acompanhado de frases como “Agora pra frente!” ou “Olha o encontro dos casais!”.
 

5. Balancê 

Um dos movimentos mais conhecidos da quadrilha. Os casais balançam o corpo de um lado para o outro, acompanhando o ritmo da música e segurando as mãos dos pares. O marcador anima a dança com expressões como: “Balancê, balancê!”, “Olha o requebrado!” e “Capricha no passo!”.
 

6. Caminho da roça 

Os participantes simulam um passeio pelo interior, caminhando em fila ou circulando pelo salão. Em algumas coreografias, os casais fingem desviar de obstáculos imaginários. Os comandos mais comuns são: “Olha o caminho da roça!”, “Cuidado com o buraco!” e “Não pisa na lama!”.
 

7. Olha a chuva! 

Em um dos momentos mais divertidos da quadrilha, o marcador interrompe a dança com o famoso grito: “Olha a chuva!”. Os participantes fingem se proteger, levantando os braços, correndo ou se abaixando. Logo depois, vem a brincadeira tradicional: “É mentira!”, arrancando risadas do público.
 

8. Já passou! 

Após a falsa chuva, os casais retomam seus lugares e continuam dançando. O marcador costuma dizer: “Já passou!”, “Continuem o arrasta-pé!” ou “Segue a quadrilha!”.
 

9. Túnel 

Um casal levanta os braços formando um arco, enquanto os demais passam por baixo da fila. O movimento cria um efeito visual animado e costuma ser acompanhado de comandos como: “Olha o túnel!”, “Passa por baixo!” e “Ninguém pode bater a cabeça!”.
 

10. Grande roda 

Todos os participantes dão as mãos e formam uma grande roda, girando ao redor do salão no ritmo da música. O marcador incentiva: “Grande roda!”, “Vamos girar!” e “Todo mundo junto!”.
 

11. Troca de pares 

Os participantes mudam rapidamente de parceiro, tornando a dança mais dinâmica e promovendo integração entre todos os casais. O comando tradicional é: “Troca de dama!” ou “Troca de cavalheiro!”, seguido de brincadeiras como “Não vale escolher!”.
 

12. Caracol 

Os casais formam uma fila em espiral, aproximando-se do centro da roda, e depois desfazem o movimento retornando à formação original. Durante esse momento, o marcador costuma anunciar: “Olha o caracol!”, “Enrola, enrola!” e “Agora desenrola!”.
 

13. Passeio dos noivos

Em muitas quadrilhas, o casal principal ganha destaque em um desfile pelo salão, representando o casamento caipira típico das festas juninas. Os demais participantes acompanham o trajeto celebrando a união. O marcador costuma chamar: “Olha os noivos!”, “Viva os noivos!” e “Palmas para o casal!”.
 

14. Coroação ou encerramento 

Para finalizar, todos os participantes retornam à roda ou se alinham para os agradecimentos finais ao público. Algumas quadrilhas terminam com uma última reverência ou pose coletiva. O encerramento geralmente vem acompanhado de frases como: “A quadrilha terminou!”, “Uma salva de palmas!” e “Viva São João!”.
 

O especialista 

Diego Leite é graduado em Educação Física pela Metrocamp e pós-graduado em Educação Física Escolar pela Universidade Gama Filho (UGF/RJ). Iniciou sua trajetória profissional no Colégio Progresso em 2006, onde atua hoje como coordenador e professor de Educação Física na unidade de Vinhedo (SP), desenvolvendo um trabalho voltado à formação integral dos alunos, unindo movimento, cultura, socialização e desenvolvimento socioemocional.


International Schools Partnership – ISP
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Dia dos Namorados e o “ciclo do dedo podre”

 

 Branca Barão explica por que tantas mulheres repetem relações que não funcionam 

 

O Dia dos Namorados costuma ser tratado como uma celebração automática do amor, mas, para a Branca Barão, palestrante, autora best-seller e referência em felicidade prática, propósito e autenticidade feminina, a data também funciona como um espelho incômodo, revelando quem está em uma relação por escolha consciente e quem está apenas repetindo um ciclo popularmente conhecido como “ciclo do dedo podre”, um conceito que vai muito além da ideia de azar amoroso. 

Clichês como "amar parceiros tóxicos", envolver-se em relacionamentos abusivos, namorar os "bad boys" e permanecer por muito tempo em relacionamentos insatisfatórios são narrativas muito simplistas para explicar, de acordo com Branca, um problema que é mais profundo: o de não nos sentimos merecedores de um amor saudável. “Dedo podre não é azar. É um ciclo emocional repleto de crenças fundamentais que carregamos sobre nós mesmas, que se repete quando a relação nasce da urgência e não da escolha consciente de que somos inteiras e merecedoras de um relacionamento legal”, explica. 

Branca descreve esse processo como um roteiro recorrente: começa pela procura ansiosa por um relacionamento e medo de ficar sozinha, passa pela idealização precoce, pela criação de expectativas não verbalizadas e pelo autoengano diante de sinais claros da realidade, até desembocar em um fim tardio, marcado por desgaste emocional. “O problema não é o término em si, mas a dificuldade de sustentar vínculos onde o amor não precisa ser provado, conquistado ou tolerado à custa de si mesma. E, assim, o ciclo se repete enquanto a mulher acredita que precisa se adaptar para ser escolhida e não que pode escolher relações à altura da vida que quer construir”, destaca. 

A especialista explica que esse mecanismo está diretamente ligado à romantização da insistência. A ideia de que amar é tolerar, adaptar-se e esperar indefinidamente acaba sendo confundida com maturidade emocional. “Existe uma diferença grande entre construir um vínculo e se manter em uma relação à custa de si mesma. Relações maduras não exigem convencimento diário nem esforço unilateral”, pontua. 

Na leitura de Branca, o Dia dos Namorados costuma intensificar esse desconforto justamente por funcionar como um marcador simbólico. “Datas comemorativas não criam crises. Elas apenas tornam visível aquilo que já estava em curso. Se a data pesa, geralmente não é por falta de amor, mas por excesso de expectativa sustentada sozinha”, comenta. Romper o ciclo do dedo podre, segundo Branca, não significa rejeitar o amor ou defender a solidão, mas mudar o ponto de partida das relações. “Quando a mulher se reconhece como inteira, ela deixa de procurar alguém para preencher um vazio e passa a escolher com mais clareza. Isso muda completamente o tipo de vínculo que se constrói”, ressalta. 

Segundo ela, isso envolve desacelerar o encantamento inicial, escutar o que o outro efetivamente diz e faz, além de reconhecer limites antes que a expectativa se transforme em autoengano. “Quando alguém mostra quem é, a maturidade está em decidir se aquilo serve, não em tentar adaptar a realidade ao que se gostaria que fosse”, fala. Outro ponto central é abandonar a ideia de que insistir é sinal de profundidade emocional. “Relações saudáveis não exigem convencimento, treino ou conserto. Elas se constroem na reciprocidade. Quando o esforço é unilateral, o ciclo já está em andamento”, enfatiza. 

Na prática, romper o padrão também envolve aprender a encerrar relações no tempo certo. Para a especialista, muitos vínculos não fracassam por acabar, mas por se prolongarem além do que ainda podem oferecer. “Encerrar um ciclo não é desistência. É lucidez”, comenta. 

Neste Dia dos Namorados, Branca propõe uma reflexão menos idealizada e mais responsável sobre amor e escolha. “O recomeço que realmente importa não é com outra pessoa, mas com outra lógica emocional. Quando a mulher se reconhece como inteira, ela deixa de aceitar migalhas como vínculo e passa a escolher relações compatíveis com a vida que construiu”, conclui.

 

Branca Barão - Palestrante, autora best-seller e professora de pós-graduação em Estudos da Felicidade, Branca Barão atua há mais de 25 anos no desenvolvimento humano, traduzindo temas profundos em uma linguagem simples, prática e conectada à vida real. Ao longo dessa trajetória, já soma mais de 20 mil horas de palco e impactou cerca de 400 mil pessoas em palestras, treinamentos e eventos corporativos no Brasil e Estados Unidos. Seu trabalho nasce do princípio central de que valores importam. A partir dessa base, Branca desenvolveu métodos e programas que integram felicidade, propósito e autenticidade para apoiar pessoas e organizações a ampliarem consciência, performance e resultados sem abrir mão do bem-estar. Para ela, quando alguém aprende a reconhecer seus valores e a fazer escolhas intencionais, a autonomia deixa de ser discurso e passa a ser uma construção diária, consistente e sustentável. Formada em Programação Neurolinguística (PNL), Branca é reconhecida por sua energia no palco, sensibilidade apurada e habilidade de transformar emoções, histórias reais e experiências humanas em direcionamento claro e aplicável. Ao longo de sua carreira, atuou em mais de 380 empresas, incluindo marcas como Bradesco, Grupo Boticário, Pão de Açúcar e Tokio Marine, treinando equipes de culturas diversas e mobilizando plateias com milhares de mulheres. Sua entrega combina humor, profundidade, storytelling e exercícios práticos que provocam verdadeiras viradas de chave na carreira, na liderança, na vida pessoal e na saúde emocional. Esse trabalho já lhe rendeu, por quatro vezes, o reconhecimento como Top Five Palestrante no maior congresso de Treinamento e Desenvolvimento do Brasil (CBTD). Além da atuação nos palcos e nas empresas, Branca é autora dos livros “8 ou 80 – Seu melhor amigo e seu pior inimigo moram aí, dentro de você” e “A mulher que vivia de propósito”, obras que reforçam sua missão de empoderar pessoas, especialmente mulheres, a viverem a própria história com intenção, autonomia e respeito aos seus inegociáveis.




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