Com jogos nos Estados Unidos, Canadá e México, evento deve reunir grandes concentrações de pessoas e exige atenção à carteira vacinal, especialmente contra sarampo, gripe e Covid-19
A
Copa do Mundo de 2026, que será realizada entre junho e julho nos Estados
Unidos, Canadá e México, deve movimentar milhões de torcedores em aeroportos,
estádios, hotéis, restaurantes e áreas de grande circulação. Diante desse
cenário, especialistas reforçam a importância de revisar a carteira de
vacinação com antecedência, especialmente por causa do risco aumentado de
transmissão de doenças respiratórias e infecções preveníveis por vacina em
eventos de massa.
O
alerta ganha força em meio à preocupação com surtos de sarampo em países que
receberão o torneio. O Ministério da Saúde orienta que viajantes atualizem a
situação vacinal antes de deslocamentos internacionais, já que o sarampo é
altamente contagioso e pode se espalhar rapidamente em ambientes com grande
concentração de pessoas. A vacinação prévia é considerada uma medida essencial
de proteção individual e coletiva.
Segundo
a Dra. Rosana Richtmann, infectologista do Grupo Santa Joana, a preparação deve
começar semanas antes do embarque. “Quem pretende viajar para a Copa precisa
olhar a carteira de vacinação agora, e não na véspera da viagem. O ideal é
fazer essa revisão pelo menos um mês antes, porque algumas vacinas precisam de
mais de uma dose ou levam alguns dias para garantir proteção adequada. Em
grandes eventos internacionais, o risco não está apenas no estádio, mas em todo
o trajeto: aeroportos, transporte público, filas, fan zones e locais fechados”,
explica.
Entre
as imunizações que merecem atenção estão a tríplice viral, que protege contra
sarampo, caxumba e rubéola; a vacina contra influenza; a vacina contra
Covid-19; além de outras indicadas conforme idade, histórico vacinal, condições
de saúde, roteiro e tempo de permanência. Para melhor proteção contra o
sarampo, o CDC recomenda que viajantes estejam com duas doses da tríplice viral
pelo menos duas semanas antes da partida. Já a vacina contra febre amarela,
quando indicada para o roteiro ou exigida em conexões e deslocamentos, deve ser
aplicada com pelo menos dez dias de antecedência, tempo necessário para
conferir proteção adequada.
A
especialista reforça que gestantes, mulheres que planejam engravidar, crianças,
idosos e pessoas com doenças crônicas devem receber orientação individualizada.
“Nem toda vacina é indicada para todas as pessoas. Por isso, a avaliação médica
é importante, principalmente para gestantes e imunossuprimidos. No caso de
mulheres em idade fértil, por exemplo, é fundamental checar a proteção contra
rubéola e sarampo antes da gravidez, porque algumas vacinas não podem ser
aplicadas durante a gestação”, afirma Dra. Rosana.
Além
da vacinação, medidas simples ajudam a reduzir riscos durante a viagem, como
higienizar as mãos com frequência, evitar contato próximo com pessoas
sintomáticas, manter boa etiqueta respiratória e procurar atendimento médico em
caso de febre, manchas pelo corpo, tosse persistente, falta de ar ou sintomas
gastrointestinais importantes.
“Viajar
para um evento como a Copa é uma experiência coletiva. A vacinação protege o
torcedor, mas também reduz o risco de levar doenças de um país para outro e de
expor pessoas vulneráveis no retorno ao Brasil. Atualizar a carteira vacinal é
uma etapa tão importante quanto comprar passagem, hospedagem e ingresso”,
completa a infectologista.
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