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sábado, 6 de junho de 2026

Festa Junina: saiba como organizar uma dança de quadrilha passo a passo

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De “anarriê” a “olha a chuva”: conheça os comandos mais famosos da brincadeira

 

As festas juninas, celebradas por todo o Brasil em escolas, igrejas e comunidades, são marcadas pelas “quadrilhas”. A dança, que tem origem na quadrille francesa, popular entre a elite nos séculos XVIII e XIX nos salões europeus, chegou em nosso País com a colonização portuguesa. Por aqui, passou por adaptações e incorporou ainda elementos dos povos africanos escravizados, firmando-se como uma tradição da cultura popular, sobretudo nas áreas rurais e do interior. 

Muito além das roupas caipiras e das músicas tradicionais, a dança típica é uma importante ferramenta pedagógica. No ambiente escolar, estimula coordenação motora, memória, socialização, expressão corporal e cooperação entre os estudantes. 

De acordo com Diego Leite, professor de Educação Física do colégio Progresso Bilíngue de Vinhedo (SP), a quadrilha junina representa um momento rico de aprendizagem coletiva. “A dança junina envolve ritmo, atenção, escuta e interação. Os alunos aprendem a seguir comandos, trabalhar em grupo e respeitar o espaço do outro. Além disso, existe um forte aspecto cultural, porque eles têm contato com tradições populares brasileiras”, afirma. 

Segundo o educador, o trabalho em conjunto dos ensaios também ajuda no desenvolvimento socioemocional. “Muitas crianças chegam tímidas ou inseguras e, ao longo do processo, passam a se sentir mais confiantes para se apresentar em público. É uma atividade que fortalece vínculos, promove pertencimento e incentiva a colaboração”, explica.
 

Os passos da dança de quadrilha junina 

A quadrilha junina mistura coreografia, música e teatro. A apresentação costuma representar, de forma divertida e bem-humorada, um casamento caipira, geralmente envolvendo personagens como os noivos, o padre e os convidados. Ao longo da dança, os participantes seguem comandos narrados que conduzem os movimentos e formações dos casais, criando uma encenação marcada pela interação, pelo clima festivo e pela valorização das tradições populares brasileiras. 

A seguir, o professor explica os passos da dança.
 

1. Formação inicial 

Antes do início da música, os casais se posicionam em duas filas — tradicionalmente separadas entre damas e cavalheiros — ou em formato de roda. O marcador da quadrilha, responsável por conduzir a dança, dá os primeiros chamados para organizar os participantes. É comum ouvir comandos como: “Vamos arrumar a quadrilha!”, “Preparar os pares!” e “Todo mundo animado, que a festa vai começar!”.
 

2. Cumprimento aos convidados 

Com a quadrilha formada, os participantes fazem uma saudação ao público e aos colegas de dança. Os casais podem se inclinar levemente, acenar ou girar uns para os outros. O narrador geralmente anuncia: “Olha o cumprimento!”, “Cumprimenta a dama!” e “Agora o cavalheiro!”.
 

3. Anarriê 

Derivado do francês en arrière (“para trás”), o comando orienta os casais a recuar alguns passos, normalmente mantendo a formação da fila ou da roda. O marcador costuma gritar: “Anarriê!” ou “Todo mundo pra trás!”.
 

4. Anavantú 

Inspirado na expressão francesa en avant tout (“todos à frente”), esse momento faz os pares avançarem em direção ao centro da formação ou em direção ao casal da frente. O chamado tradicional é: “Anavantú!”, acompanhado de frases como “Agora pra frente!” ou “Olha o encontro dos casais!”.
 

5. Balancê 

Um dos movimentos mais conhecidos da quadrilha. Os casais balançam o corpo de um lado para o outro, acompanhando o ritmo da música e segurando as mãos dos pares. O marcador anima a dança com expressões como: “Balancê, balancê!”, “Olha o requebrado!” e “Capricha no passo!”.
 

6. Caminho da roça 

Os participantes simulam um passeio pelo interior, caminhando em fila ou circulando pelo salão. Em algumas coreografias, os casais fingem desviar de obstáculos imaginários. Os comandos mais comuns são: “Olha o caminho da roça!”, “Cuidado com o buraco!” e “Não pisa na lama!”.
 

7. Olha a chuva! 

Em um dos momentos mais divertidos da quadrilha, o marcador interrompe a dança com o famoso grito: “Olha a chuva!”. Os participantes fingem se proteger, levantando os braços, correndo ou se abaixando. Logo depois, vem a brincadeira tradicional: “É mentira!”, arrancando risadas do público.
 

8. Já passou! 

Após a falsa chuva, os casais retomam seus lugares e continuam dançando. O marcador costuma dizer: “Já passou!”, “Continuem o arrasta-pé!” ou “Segue a quadrilha!”.
 

9. Túnel 

Um casal levanta os braços formando um arco, enquanto os demais passam por baixo da fila. O movimento cria um efeito visual animado e costuma ser acompanhado de comandos como: “Olha o túnel!”, “Passa por baixo!” e “Ninguém pode bater a cabeça!”.
 

10. Grande roda 

Todos os participantes dão as mãos e formam uma grande roda, girando ao redor do salão no ritmo da música. O marcador incentiva: “Grande roda!”, “Vamos girar!” e “Todo mundo junto!”.
 

11. Troca de pares 

Os participantes mudam rapidamente de parceiro, tornando a dança mais dinâmica e promovendo integração entre todos os casais. O comando tradicional é: “Troca de dama!” ou “Troca de cavalheiro!”, seguido de brincadeiras como “Não vale escolher!”.
 

12. Caracol 

Os casais formam uma fila em espiral, aproximando-se do centro da roda, e depois desfazem o movimento retornando à formação original. Durante esse momento, o marcador costuma anunciar: “Olha o caracol!”, “Enrola, enrola!” e “Agora desenrola!”.
 

13. Passeio dos noivos

Em muitas quadrilhas, o casal principal ganha destaque em um desfile pelo salão, representando o casamento caipira típico das festas juninas. Os demais participantes acompanham o trajeto celebrando a união. O marcador costuma chamar: “Olha os noivos!”, “Viva os noivos!” e “Palmas para o casal!”.
 

14. Coroação ou encerramento 

Para finalizar, todos os participantes retornam à roda ou se alinham para os agradecimentos finais ao público. Algumas quadrilhas terminam com uma última reverência ou pose coletiva. O encerramento geralmente vem acompanhado de frases como: “A quadrilha terminou!”, “Uma salva de palmas!” e “Viva São João!”.
 

O especialista 

Diego Leite é graduado em Educação Física pela Metrocamp e pós-graduado em Educação Física Escolar pela Universidade Gama Filho (UGF/RJ). Iniciou sua trajetória profissional no Colégio Progresso em 2006, onde atua hoje como coordenador e professor de Educação Física na unidade de Vinhedo (SP), desenvolvendo um trabalho voltado à formação integral dos alunos, unindo movimento, cultura, socialização e desenvolvimento socioemocional.


International Schools Partnership – ISP
Para mais informações, acesse o site.


Dia dos Namorados e o “ciclo do dedo podre”

 

 Branca Barão explica por que tantas mulheres repetem relações que não funcionam 

 

O Dia dos Namorados costuma ser tratado como uma celebração automática do amor, mas, para a Branca Barão, palestrante, autora best-seller e referência em felicidade prática, propósito e autenticidade feminina, a data também funciona como um espelho incômodo, revelando quem está em uma relação por escolha consciente e quem está apenas repetindo um ciclo popularmente conhecido como “ciclo do dedo podre”, um conceito que vai muito além da ideia de azar amoroso. 

Clichês como "amar parceiros tóxicos", envolver-se em relacionamentos abusivos, namorar os "bad boys" e permanecer por muito tempo em relacionamentos insatisfatórios são narrativas muito simplistas para explicar, de acordo com Branca, um problema que é mais profundo: o de não nos sentimos merecedores de um amor saudável. “Dedo podre não é azar. É um ciclo emocional repleto de crenças fundamentais que carregamos sobre nós mesmas, que se repete quando a relação nasce da urgência e não da escolha consciente de que somos inteiras e merecedoras de um relacionamento legal”, explica. 

Branca descreve esse processo como um roteiro recorrente: começa pela procura ansiosa por um relacionamento e medo de ficar sozinha, passa pela idealização precoce, pela criação de expectativas não verbalizadas e pelo autoengano diante de sinais claros da realidade, até desembocar em um fim tardio, marcado por desgaste emocional. “O problema não é o término em si, mas a dificuldade de sustentar vínculos onde o amor não precisa ser provado, conquistado ou tolerado à custa de si mesma. E, assim, o ciclo se repete enquanto a mulher acredita que precisa se adaptar para ser escolhida e não que pode escolher relações à altura da vida que quer construir”, destaca. 

A especialista explica que esse mecanismo está diretamente ligado à romantização da insistência. A ideia de que amar é tolerar, adaptar-se e esperar indefinidamente acaba sendo confundida com maturidade emocional. “Existe uma diferença grande entre construir um vínculo e se manter em uma relação à custa de si mesma. Relações maduras não exigem convencimento diário nem esforço unilateral”, pontua. 

Na leitura de Branca, o Dia dos Namorados costuma intensificar esse desconforto justamente por funcionar como um marcador simbólico. “Datas comemorativas não criam crises. Elas apenas tornam visível aquilo que já estava em curso. Se a data pesa, geralmente não é por falta de amor, mas por excesso de expectativa sustentada sozinha”, comenta. Romper o ciclo do dedo podre, segundo Branca, não significa rejeitar o amor ou defender a solidão, mas mudar o ponto de partida das relações. “Quando a mulher se reconhece como inteira, ela deixa de procurar alguém para preencher um vazio e passa a escolher com mais clareza. Isso muda completamente o tipo de vínculo que se constrói”, ressalta. 

Segundo ela, isso envolve desacelerar o encantamento inicial, escutar o que o outro efetivamente diz e faz, além de reconhecer limites antes que a expectativa se transforme em autoengano. “Quando alguém mostra quem é, a maturidade está em decidir se aquilo serve, não em tentar adaptar a realidade ao que se gostaria que fosse”, fala. Outro ponto central é abandonar a ideia de que insistir é sinal de profundidade emocional. “Relações saudáveis não exigem convencimento, treino ou conserto. Elas se constroem na reciprocidade. Quando o esforço é unilateral, o ciclo já está em andamento”, enfatiza. 

Na prática, romper o padrão também envolve aprender a encerrar relações no tempo certo. Para a especialista, muitos vínculos não fracassam por acabar, mas por se prolongarem além do que ainda podem oferecer. “Encerrar um ciclo não é desistência. É lucidez”, comenta. 

Neste Dia dos Namorados, Branca propõe uma reflexão menos idealizada e mais responsável sobre amor e escolha. “O recomeço que realmente importa não é com outra pessoa, mas com outra lógica emocional. Quando a mulher se reconhece como inteira, ela deixa de aceitar migalhas como vínculo e passa a escolher relações compatíveis com a vida que construiu”, conclui.

 

Branca Barão - Palestrante, autora best-seller e professora de pós-graduação em Estudos da Felicidade, Branca Barão atua há mais de 25 anos no desenvolvimento humano, traduzindo temas profundos em uma linguagem simples, prática e conectada à vida real. Ao longo dessa trajetória, já soma mais de 20 mil horas de palco e impactou cerca de 400 mil pessoas em palestras, treinamentos e eventos corporativos no Brasil e Estados Unidos. Seu trabalho nasce do princípio central de que valores importam. A partir dessa base, Branca desenvolveu métodos e programas que integram felicidade, propósito e autenticidade para apoiar pessoas e organizações a ampliarem consciência, performance e resultados sem abrir mão do bem-estar. Para ela, quando alguém aprende a reconhecer seus valores e a fazer escolhas intencionais, a autonomia deixa de ser discurso e passa a ser uma construção diária, consistente e sustentável. Formada em Programação Neurolinguística (PNL), Branca é reconhecida por sua energia no palco, sensibilidade apurada e habilidade de transformar emoções, histórias reais e experiências humanas em direcionamento claro e aplicável. Ao longo de sua carreira, atuou em mais de 380 empresas, incluindo marcas como Bradesco, Grupo Boticário, Pão de Açúcar e Tokio Marine, treinando equipes de culturas diversas e mobilizando plateias com milhares de mulheres. Sua entrega combina humor, profundidade, storytelling e exercícios práticos que provocam verdadeiras viradas de chave na carreira, na liderança, na vida pessoal e na saúde emocional. Esse trabalho já lhe rendeu, por quatro vezes, o reconhecimento como Top Five Palestrante no maior congresso de Treinamento e Desenvolvimento do Brasil (CBTD). Além da atuação nos palcos e nas empresas, Branca é autora dos livros “8 ou 80 – Seu melhor amigo e seu pior inimigo moram aí, dentro de você” e “A mulher que vivia de propósito”, obras que reforçam sua missão de empoderar pessoas, especialmente mulheres, a viverem a própria história com intenção, autonomia e respeito aos seus inegociáveis.




O feminicídio não começa no crime

  

A notícia de um feminicídio é tratada como um ponto final trágico, uma fatalidade que choca a sociedade pela sua brutalidade. No entanto, para quem atua na linha de frente do Direito e das políticas públicas, o crime é apenas o desfecho visível de uma sucessão de falhas invisíveis. O feminicídio não começa no ato de violência física; ele começa muito antes, no silêncio das instituições e na ausência de uma prevenção que chegue antes da agressão. 

Durante minha trajetória, especialmente na Secretaria Municipal de Direitos Humanos de São Paulo e no atendimento no Instituto Akamine, percebi um padrão incômodo: o sistema está desenhado para reagir, mas raramente para antecipar. Ainda hoje, lutamos contra a herança cultural de termos como "crime passional", uma expressão que tenta disfarçar o controle sob a máscara da emoção súbita e repentina. 

O feminicídio é uma morte anunciada e, por definição, evitável. Dados do Centro Integrado Mulher Segura corroboram essa tese: das mais de 1.500 vítimas registradas no último ano, menos de 500 possuíam Boletim de Ocorrência. Mais alarmante ainda é o tempo médio de 33 meses entre o primeiro registro policial e o desfecho fatal. Ou seja, o Estado dispõe de quase três anos para intervir e salvar essa vida, mas falha em algum elo da corrente de proteção. 

Um dos gargalos mais graves está na capilaridade e no funcionamento da rede de atendimento. A teoria da lei é robusta, mas a prática nas delegacias ainda é um vácuo de proteção. A falta de unidades especializadas que funcionem em horários críticos e a carência de um atendimento humanizado fazem com que a mulher, ao buscar ajuda, sinta que o sistema não tem estrutura para acolhê-la. Quando o acesso à Justiça é difícil ou geograficamente distante, o Estado emite um sinal involuntário de desamparo. 

Mas para além disso, enfrentamos uma barreira educacional, na qual muitas mulheres sequer sabem como ou onde procurar ajuda. A violência de gênero e os mecanismos de denúncia ainda são temas pouco difundidos e esse desconhecimento não é um descuido da vítima, mas uma omissão do poder público em promover a segurança básica através da informação. Sem saber que existem casas de apoio ou auxílios específicos, a mulher permanece no raio de alcance do agressor por acreditar que não existem alternativas. 

O grande gargalo que observamos é que atuar apenas no campo jurídico é chegar tarde demais. A verdadeira prevenção exige a criação de "rotas de saída" que envolvam informação e acolhimento antes que o ciclo chegue à violência física. Ou seja, precisamos mudar o foco do desfecho para a origem. 

Enquanto a rede de proteção for fragmentada, as delegacias forem insuficientes e a informação não chegar à ponta, continuaremos enxugando gelo e noticiando o luto. Proteger a mulher exige uma arquitetura de prevenção que garanta que o Estado se faça presente através do conhecimento e da estrutura física acessível, chegando antes do crime e não apenas para registrar a ocorrência.
 

Daniele Akamine, - advogada, membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP e especialista em políticas públicas. Foi Coordenadora de Políticas para Mulheres da cidade de São Paulo e é referência na articulação de estratégias de enfrentamento à violência de gênero.


Brasileiras estão mais cansadas emocionalmente - e isso ajuda a explicar a explosão de debates nas redes sociais

Pesquisa nacional mostra que mulheres sentem mais pressão emocional e vivem maior sensação de exaustão; especialista aponta que ambiente de tensão coletiva intensifica reações públicas e digitais
 

 

A repercussão envolvendo o ator Juliano Cazarré e os debates gerados nas redes sociais sobre feminicídio, violência contra a mulher e intolerância trouxeram novamente à tona um fenômeno que vem se tornando cada vez mais evidente no Brasil: a explosão emocional dos debates públicos.

 

Mas, para além do episódio em si, uma pesquisa nacional da Aerah House aponta que o país vive hoje um cenário de pressão emocional contínua, especialmente entre as mulheres.

 

O levantamento “O Brasil de Agora”, realizado com 2 mil brasileiros em todas as regiões do país, mostra que 68% das mulheres afirmam sentir frequentemente ou sempre que precisam “dar conta de tudo”, mesmo estando exaustas. Entre os homens, esse percentual é de 51%.

 

A diferença também aparece quando o assunto é desgaste emocional cotidiano. Segundo a pesquisa, 51% das mulheres dizem se sentir emocionalmente cansadas frequentemente ou sempre, enquanto entre os homens o índice cai para 30%.

 

Os números ajudam a desenhar um retrato de sobrecarga constante, sensação de urgência permanente e esgotamento emocional - fatores que, segundo especialistas, impactam diretamente a forma como as pessoas reagem a acontecimentos sociais e debates sensíveis no ambiente digital.

 

Para Fernanda Faria, CEO do Instituto de Pesquisa, o atual cenário econômico, emocional e social vivido pelos brasileiros tem alterado não apenas o bem-estar individual, mas também a dinâmica das relações sociais e da convivência pública.

 

“Quando uma sociedade passa longos períodos sob pressão econômica, social e emocional, o impacto não aparece apenas no bem-estar individual. Ele altera também a forma como as pessoas interpretam acontecimentos, convivem socialmente e reagem ao mundo ao redor”, afirma.

 

Na avaliação da especialista, as redes sociais acabam funcionando como amplificadores desse desgaste coletivo.

 

“Os dados da pesquisa mostram que 59% dos brasileiros afirmam sentir frequentemente ou sempre que precisam ‘dar conta de tudo’. Entre as mulheres, esse percentual sobe para 68%. Nesse contexto, as redes sociais acabam potencializando esse ambiente emocional porque funcionam como espaços de descarga emocional e validação coletiva”, explica Fernanda.

 

Segundo ela, em um ambiente emocionalmente pressionado, temas ligados à violência, intolerância e desrespeito deixam de ser percebidos apenas como acontecimentos isolados e passam a ativar emoções já acumuladas no cotidiano da população.

 

“Em uma sociedade mais cansada e emocionalmente tensionada, as reações tendem a ser mais imediatas, intensas e polarizadas. Episódios de violência, desrespeito e intolerância deixam de ser percebidos apenas como fatos isolados, pois ativam sentimentos já presentes no cotidiano das pessoas — como insegurança, vulnerabilidade e sensação de injustiça”, diz.

 

A pesquisa também identificou sinais de desgaste na convivência social e aumento da percepção de perda de respeito entre as pessoas, especialmente em grupos mais emocionalmente pressionados.

 

Para Fernanda, isso ajuda a compreender por que determinados temas ganham proporções tão grandes nas redes atualmente.

 

“Hoje, muitos assuntos repercutem não apenas pelo acontecimento em si, mas porque acabam ecoando tensões mais profundas que já fazem parte da experiência cotidiana da população”, completa.


 

Sobre a pesquisa


A pesquisa “O Brasil de Agora — A Vida Sob Novas Condições” foi realizada pela Aerah House com 2.000 brasileiros acima de 18 anos em todas as regiões do país.

 

Com mais de 25 perguntas de diversas frentes, a coleta foi realizada em abril de 2026, com amostra representativa da população brasileira por região, sexo, faixa etária e classe social. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.



Dia dos Namorados: cinco ajustes para o dia a dia que podem fortalecer relacionamentos

 

Junior Campos Prado explica como pequenas atitudes diárias e a filosofia Kaizen podem contribuir para relações mais saudáveis, equilibradas e consistentes ao longo do tempo
 


O Dia dos Namorados, celebrado em 12 de junho, costuma ser marcado por presentes, homenagens e demonstrações de carinho. Mas, para além dos momentos especiais, a data também abre espaço para uma reflexão mais profunda sobre o que realmente sustenta relações duradouras no dia a dia. Para o engenheiro, mentor e especialista em autogestão Junior Campos Prado, relacionamentos saudáveis não são construídos em grandes gestos isolados, mas na repetição de pequenos cuidados ao longo do tempo. “O amor real não sobrevive apenas de intensidade emocional, ele precisa de continuidade, cuidado, adaptação e presença constante”, afirma. 

Referência nacional na filosofia japonesa Kaizen, baseada na melhoria contínua por meio de pequenos ajustes diários, Junior defende que relações fortes dependem mais de constância do que de perfeição. “Talvez a maior prova de amor não esteja em grandes promessas, mas na capacidade de continuar escolhendo, ajustando e fortalecendo a relação ao longo do tempo”, completa o especialista.

A seguir, o mentor destaca algumas atitudes simples que ajudam a fortalecer relacionamentos de forma mais leve e sustentável. Confira:
 

1. Valorize os pequenos momentos do cotidiano

Relacionamentos saudáveis são fortalecidos em atitudes simples e repetidas diariamente, como conversar com atenção, dividir momentos de qualidade e demonstrar interesse genuíno pelo outro. “Nenhuma dessas atitudes parece extraordinária isoladamente, mas acumuladas ao longo dos anos, elas criam segurança emocional e vínculo profundo”, explica.
 

2. Entenda que a comunicação é a manutenção da relação

Conversas sinceras e alinhamentos constantes ajudam a evitar desgastes silenciosos e distanciamentos emocionais. Para Junior, a comunicação funciona como prevenção dentro da vida afetiva. “Relacionamentos não quebram apenas por grandes conflitos, muitas vezes se desgastam pela ausência de pequenos cuidados”, comenta.
 

3. Pratique disciplina emocional no dia a dia

Segundo o especialista, maturidade emocional também faz parte da construção de relações duradouras. Saber dialogar, respeitar diferenças e controlar impulsos são atitudes que fortalecem a convivência ao longo do tempo. “Relacionamentos duradouros exigem disciplina para continuar cuidando da relação mesmo quando a rotina aperta”, ressalta.
 

4. Aprenda a ajustar a relação conforme a vida muda

Mudanças profissionais, familiares e emocionais fazem parte da vida e os relacionamentos também precisam evoluir junto com elas. “Em vez de resistir às mudanças, precisamos aprender a ajustar a relação conforme a vida evolui. Isso é Kaizen aplicado ao amor, com pequenos ajustes contínuos para preservar aquilo que realmente importa”, afirma.
 

5. Não deixe a tecnologia substituir presença emocional

Embora a tecnologia facilite a comunicação, o excesso de distrações pode comprometer a convivência verdadeira. Para Junior, organização e equilíbrio são fundamentais para preservar tempo de qualidade. “Esses atos são importantes para cuidar da família e relações importantes. A tecnologia deve servir à vida, não substituir vínculos humanos”, pontua. 

O especialista ainda reforça que relações saudáveis são construídas na repetição consciente de pequenas atitudes. “A filosofia Kaizen ensina que grandes resultados nascem da repetição de pequenas melhorias e no amor, isso não muda. Relacionamentos não se sustentam apenas por paixão, mas sim pela capacidade diária de conversar, ajustar, compreender e continuar cuidando um do outro”, conclui.


Junior Campos Prado - Engenheiro civil formado pela USP, campeão mundial de karatê e especialista em autogestão, fundador e presidente do Instituto Kaizen de Empreendedorismo e Autogestão. Inspirado na filosofia japonesa Kaizen, que significa “mudança para melhor”, desenvolveu um método que une propósito, disciplina e equilíbrio emocional para transformar líderes e empresas. Praticante de artes marciais desde os seis anos e multicampeão brasileiro, Junior conquistou, em 2025, o título mundial de karatê em Roma, aos 60 anos, consolidando sua trajetória de superação e constância. Também é autor do livro Kaizen para Grandes Conquistas (Buzz Editora, selo Unno) e referência em liderança consciente e alta performance sustentável.



Por que grandes eventos esportivos despertam tanta ansiedade?

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Psicóloga explica como expectativa, pressão coletiva e identificação com equipes podem impactar o comportamento durante grandes competições

 

A proximidade de grandes eventos esportivos costuma transformar a rotina de muitas pessoas. Conversas sobre partidas dominam redes sociais, grupos de amigos e ambientes de trabalho, enquanto a expectativa pelos jogos aumenta sentimentos como ansiedade, tensão e euforia. Embora essas reações sejam comuns, em alguns casos o envolvimento emocional pode se tornar excessivo. 

Segundo Mirthis Czubka de Abreu, coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera, o esporte desperta emoções intensas porque está diretamente ligado ao senso de pertencimento e à identificação emocional das pessoas. 

“Mesmo quem não acompanha futebol com frequência acaba sendo impactado pelo clima coletivo criado em torno dos jogos. Existe uma mobilização social muito forte, que desperta expectativa, empolgação e até pressão emocional”, explica. 

De acordo com a professora, a chamada ansiedade pré-jogo pode gerar reações emocionais e físicas semelhantes às vivenciadas em situações de estresse cotidiano.

 

Expectativa e tensão aumentam antes das partidas

A antecipação dos resultados e a expectativa em torno do desempenho das equipes costumam intensificar sentimentos de nervosismo e inquietação. Em algumas pessoas, isso pode provocar dificuldade de concentração, irritabilidade e alterações de humor ao longo do dia. 

Além disso, o excesso de conteúdos sobre os jogos nas redes sociais e aplicativos também contribui para manter o cérebro em estado constante de alerta.

 

Emoções coletivas influenciam comportamento

Outro ponto importante é a influência do ambiente social. Reações de amigos, familiares e até desconhecidos nas redes acabam ampliando o envolvimento emocional com as partidas. 

“Muitas pessoas sentem necessidade de participar daquele momento coletivo, comentar os jogos e acompanhar tudo em tempo real. Isso faz com que as emoções sejam potencializadas”, afirma a coordenadora.

 

Quando o envolvimento exige atenção

Segundo a especialista, sentir ansiedade antes dos jogos é algo natural. O cuidado deve existir quando o resultado das partidas começa a interferir diretamente no humor, na rotina ou nos relacionamentos. 

Alterações intensas de comportamento, estresse excessivo, dificuldade para relaxar e impacto emocional desproporcional aos acontecimentos esportivos podem indicar que a relação com o evento deixou de ser apenas entretenimento.

 

Como criar uma relação saudável entre pais e filhos com limite, afeto e escuta ativa?

Cristina Padilha, autora do livro “Conexões tardias”, analisa como conflitos geracionais impactam a solidez dos laços afetivos

 

Os afetos familiares podem ser uma grande dádiva, mas garantir que as relações se mantenham firmes diante dos desafios da modernidade tem se mostrado uma tarefa cada vez mais árdua. Em um mundo em constante tensão e transformação, onde velhos paradigmas são rompidos para dar lugar a incertezas, como é possível garantir que o núcleo familiar se adapte às novas realidades sem gerar crises, traumas e rompimentos? 

Na análise de Cristina Padilha, autora do livro Conexões tardias, compreender a origem dos conflitos é um passo essencial para qualquer diagnóstico das dinâmicas familiares. “Durante muitas gerações, o diálogo foi negligenciado dentro de casa. Os pais assumiam posições rigidamente autoritárias, estabeleciam regras sem abertura para questionamentos e, com isso, construíam relações familiares que, embora estruturadas, também eram marcadas por tensão e distanciamento emocional.” 

Segundo Cristina, essas relações eram consideradas estruturadas porque cada integrante desempenhava um papel social bem definido dentro da família. “O pai exercia a função de provedor, a mãe assumia os cuidados da casa e dos filhos, enquanto os meninos auxiliavam o pai e as meninas acompanhavam a mãe nas tarefas domésticas.” Ao mesmo tempo, Cristina ressalta que essa dinâmica também carregava tensões profundas, já que as limitações impostas aos indivíduos restringiam liberdades individuais e frequentemente resultavam em frustrações, silenciamentos e traumas emocionais. 

Como resposta, as gerações seguintes buscaram romper com esse modelo de família e tentaram aplicar um estilo de vida em que os traumas seriam evitados a todo custo. “Os pais deixaram de ser autoritários e os filhos seguiram com uma autonomia dentro de casa que seria impensável no passado. Mas o resultado não é dos melhores: afinal, se em casa o filho faz o que quer, no mundo a realidade é outra, as obrigações se impõem, e o despreparo do indivíduo para lidar com a vida real gera mais frustrações e traumas”, explica. 

Como encontrar, então, o equilíbrio? Garantir o respeito às liberdades individuais sem perder mão da autoridade e do respeito pelos pais? Ensinar os filhos a respeitar seus deveres e obrigações sem que a imposição lhe cause desconfortos? 

“Não há fórmula pronta a ser aplicada. É necessário que os pais cuidem de si mesmos e da própria sensibilidade para aprender a reconhecer o que exatamente seus filhos precisam, e assim estarem mais próximos de garantir aos pequenos as bases psicológicas para enfrentar os desafios que a vida lhes trará”, pondera Cristina Padilha. 

É também fundamental que o diálogo se faça presente, com trocas honestas entre pais e filhos, no qual ambos estejam dispostos a falar e a ouvir. Segundo a autora, a escuta ativa, empática e compreensiva, é peça-chave para que os vínculos familiares sejam estabelecidos com tanta força a ponto de não se romperem diante de eventuais crises. 

“E é ainda necessário coragem para seguir a própria intuição, fazer o que é melhor com os recursos que se tem disponível, sabendo que é impossível acertar sempre. Erros serão cometidos, falhas precisarão ser corrigidas, e é essa disposição para se reerguer dos tropeços que fará com que toda a família permaneça unida”, acrescenta.

 

Conexões tardias 

Em um cenário em que a saúde emocional ganha centralidade nas discussões sobre bem-estar e qualidade de vida, o romance Conexões tardias, de Cristina Padilha, propõe uma reflexão sobre os silêncios que atravessam as relações familiares e os impactos do distanciamento afetivo dentro de casa. A trama acompanha os desdobramentos da morte súbita de uma jovem e mergulha nos desafios de uma família atravessada pela dor, expondo como a falta de diálogo pode aprofundar distâncias e comprometer vínculos ao longo do tempo. 

Publicada pela Editora Labrador, a obra se insere no debate contemporâneo sobre a importância do diálogo e da escuta nas dinâmicas entre pais e filhos. “Busquei, com esse trabalho, colocar uma lupa sobre as tensões familiares que surgem perante a dor. Embora seja uma obra ficcional, ela dialoga com situações reais da sociedade, e mostra que esses dilemas podem até ser discutidos de forma mais abrangente nos dias atuais, porém atravessam gerações”, acrescenta.
 

“Conexões Tardias”

Autora: Cristina Padilha

Editora: Labrador

176 páginas

ISBN: 978-65-5044-079-4

Sobre a autora: Cristina Padilha é natural de São Paulo, mestre em Literatura

Comparada pela Universidade Federal Fluminense e graduada em Letras pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atuou por catorze anos na área de Educação como servidora pública no Rio de Janeiro e em Niterói. Nos últimos anos, tem se dedicado à escrita de ficção. Publicou seu primeiro conto, A Tormenta, na coletânea Contos do mar, em 2024. Suas narrativas exploram temas contemporâneos e a complexidade das relações humanas.


Educar para o campo, não para a bola

  A tensão entre Irã e EUA na Copa de 2026 ensina que devemos ir além do conteúdo técnico para formar estudantes capazes de decifrar as complexas tramas da geopolítica e da subjetividade humana

 

Nelson Rodrigues, um dos maiores observadores da alma humana, escreveu que, no futebol, “o pior cego é o que só vê a bola”. Essa frase encerra uma lição pedagógica profunda: a realidade nunca é um ponto isolado, mas um campo vasto de interações, que acontecem em múltiplas dimensões. Na educação, o desafio contemporâneo é justamente este: formar cidadãos que não fiquem apenas hipnotizados pela “bola” dos fatos imediatos e do conteúdo técnico, mas que consigam enxergar a complexidade de todo o “campo” ao redor.

Um exemplo atual que exige essa visão sistêmica são as questões que envolvem a participação do Irã na Copa do Mundo de 2026, sediada pelos Estados Unidos, México e Canadá. Para quem “só vê a bola”, trata-se apenas de um evento esportivo em que se enfrentarão seleções de diferentes países. Entretanto, para quem foi ensinado a estabelecer conexões, o jogo é o ponto de encontro de uma rede de tensões globais que demanda uma análise que contemple múltiplas camadas.

Sob as lentes histórica, política e econômica, a possibilidade da presença iraniana em solo norte-americano traz à luz uma história marcada por disputas geopolíticas no Oriente Médio que colocam em confronto, há décadas, diferentes perspectivas e, consequentemente, modos antagônicos de ser e estar no mundo. A análise escolar não deve buscar um veredicto sobre qual lado está certo, mas apresentar como esses contextos e suas consequências moldam os movimentos do presente.

Para além do olhar “isto ou aquilo”, para o país A ou para o país B, uma análise sistêmica real considera um terceiro elemento fundamental: o sujeito e a sua subjetividade.

O foco na subjetividade humana é o que impede a desumanização do conhecimento. Por trás das bandeiras e das decisões, existe o indivíduo: o atleta que treinou uma vida inteira, o torcedor que vê no esporte sua identidade cultural e o cidadão comum, atravessado pela violência dos conflitos que não escolheu. A escola cumpre seu papel ao mostrar que, além dos dados estatísticos, existe a experiência humana — um elemento que traz nuances e contradições que nenhuma fórmula simplista consegue explicar.

O papel da educação, portanto, é garantir que o estudante não sofra da “cegueira” a que alude a máxima de Nelson Rodrigues. Ensinar a enxergar apenas a “bola” pode ser suficiente para acompanhar o jogo; ensinar a compreender o “campo” em sua totalidade é mostrar que futebol, política e economia são fios de um mesmo tecido social. Ao abordar o cenário entre Irã e EUA sem juízos de valor, mas com foco na complexidade e na subjetividade dos sujeitos, a escola ajuda o estudante a compreender que nada acontece de forma isolada.

Em tempos de leituras rápidas e posicionamentos imediatos, educar para a complexidade não é apenas uma escolha pedagógica; é uma necessidade. Precisamos ensinar nossos jovens a olhar para além da bola e a compreender a imensidão do campo — e das pessoas que nos cercam.

 

Miriã Salles - diretora do Colégio Santo Ivo.

 

RELACIONAMENTOS EM 2026: COMO IDENTIFICAR UM NAMORO TÓXICO E PROTEGER A SAÚDE EMOCIONAL NO DIA DOS NAMORADOS

Em tempos de redes sociais, excesso de exposição, relações aceleradas e vínculos cada vez mais superficiais, os relacionamentos amorosos também mudaram. Em 2026, falar sobre saúde emocional dentro dos relacionamentos se tornou essencial, principalmente no período do Dia dos Namorados, quando muitas pessoas romantizam relações que, na prática, podem gerar sofrimento, ansiedade e desgaste psicológico.

Segundo a psiquiatra Dra. Maria Fernanda Caliani, um relacionamento saudável não deve ser baseado em controle, medo, insegurança ou dependência emocional.

“Muitas vezes, os sinais de um relacionamento tóxico aparecem de forma sutil no começo. Controle excessivo, ciúmes constantes, invasão de privacidade, manipulação emocional e isolamento da pessoa dos amigos e da família são alguns alertas importantes”, explica a especialista.

De acordo com a médica, atualmente os relacionamentos também sofrem forte impacto da tecnologia e das redes sociais.

“A comparação constante, a necessidade de validação online, a cobrança por respostas imediatas e até o monitoramento digital do parceiro podem gerar ansiedade, insegurança e conflitos emocionais”, alerta Dra. Maria Fernanda.

A psiquiatra destaca que muitas pessoas acabam permanecendo em relações desgastantes por medo da solidão, baixa autoestima ou dependência emocional.

“Existe uma diferença muito grande entre amar e adoecer emocionalmente dentro de uma relação. Um relacionamento saudável precisa ter respeito, diálogo, liberdade, parceria e equilíbrio emocional”, afirma.

Entre alguns sinais de alerta para relacionamentos tóxicos estão:

  • Controle excessivo sobre rotina, roupas ou amizades;
  • Ciúmes constantes e possessividade;
  • Manipulação emocional;
  • Necessidade de vigiar redes sociais e celular;
  • Chantagens emocionais;
  • Críticas frequentes e diminuição da autoestima;
  • Sensação constante de ansiedade ou medo dentro da relação;
  • Afastamento de amigos, familiares e da própria individualidade.

Para quem está solteiro e buscando um relacionamento, Dra. Maria Fernanda reforça a importância do autoconhecimento e da inteligência emocional.

“Antes de procurar alguém, é importante entender os próprios limites, valores e emoções. Relacionamentos saudáveis começam quando existe saúde emocional individual”, orienta.

A especialista também ressalta que o amor saudável não deve gerar sofrimento constante.

“O amor precisa trazer acolhimento, segurança emocional e leveza. Relações baseadas em medo, culpa e sofrimento merecem atenção e, muitas vezes, ajuda profissional”, finaliza Dra. Maria Fernanda Caliani.

 

Dra. Maria Fernanda Caliani – Psiquiatra


Dia dos Namorados: a eterna busca pela companhia ideal

A coach de relacionamentos Sheila Rigler dá dicas para quem deseja encontrar sua cara metade e iniciar uma nova vida

 

Os tempos atuais têm sido de relacionamentos muitas vezes superficiais, em parte pelo distanciamento causado pelas redes sociais, mas a busca por uma pessoa para dividir os momentos da vida é sempre contínua, sendo ainda mais lembrada com a aproximação dos Dia dos Namorados (12 de junho).

 

Nesse período, a procura por um(a) parceiro(a) acaba se intensificando, com muitas pessoas também buscando algo que vá além do que apenas um encontro. Mas encontrar a cara metade não tem sido muito fácil atualmente, mesmo com a ajuda da tecnologia e seus sites e aplicativos de namoro e encontro. O chamado amor moderno tem sido uma experiência pouco satisfatória, principalmente para quem procura um relacionamento mais sério, que pode até evoluir para uma união estável.  

 

“Talvez o amor moderno não tenha acabado. Talvez ele só tenha desaprendido a acontecer devagar. Antes de existir conexão instantânea, existia presença, intenção e coragem de conhecer alguém além da superfície. Não era sobre jogos ou perfeição, era sobre construção. Sobre permitir que o sentimento tivesse tempo para criar raiz”, aponta Sheila Rigler, diretora da Par Ideal, a maior agência física de namoro e casamento do Brasil, responsável pela união de mais de 5 mil pessoas em 31 anos de serviços prestados.

 

Ela lembra que, hoje, tudo acontece rápido demais: conversas intensas, vínculos rasos e despedidas silenciosas. “A facilidade do mundo tecnológico aproximou pessoas, mas também tornou descartável aquilo que antes era cultivado com cuidado. No fim, relacionamentos saudáveis nunca nasceram da pressa. Eles nascem da reciprocidade, da clareza e da paciência de duas pessoas que escolhem se conhecer de verdade”, continua.

 

Para a coach de relacionamentos, o Dia dos Namorados pode se tornar o começo de uma nova história na vida das pessoas. Ela sugere algumas dicas essenciais para quem deseja encontrar o par ideal, para depois quem sabe viver uma história que vá mais além.

 

A primeira é cuidar da própria imagem e autoestima, pois a primeira impressão é a que fica em um encontro. E não é apenas sobre beleza física, mas cuidado pessoal, higiene, bom gosto. “Homens e mulheres se sentem atraídos por pessoas que demonstram segurança, equilíbrio e que se valorizam. Pequenos detalhes fazem diferença: um perfume agradável, roupas adequadas à ocasião e uma aparência que transmita cuidado. Mais do que tentar impressionar, o importante é mostrar a sua melhor versão”.

 

Outro ponto importante é ter em mente exatamente o perfil da pessoa que se pretende ter ao seu lado. “Antes de procurar alguém, reflita: O que é importante para você em um relacionamento? Quais valores são importantes para você? Quais são suas preferências quanto ao perfil da pessoa? Que tipo de relacionamento deseja construir? Como imagina sua vida a dois?”, destaca Sheila.

 

Aliado a isso, é ideal também frequentar ambientes compatíveis com o perfil buscado. Quem procura alguém culto pode frequentar livrarias, cafés, eventos culturais. Quem valoriza saúde e bem-estar pode encontrar alguém em academias, corridas e atividades ao ar livre. Relacionamentos sérios dificilmente surgem em ambientes onde ninguém quer realmente se conhecer.

 

Marcado um encontro, a indicação é tornar tudo mais leve. Inicialmente, não se deve fazer interrogatórios, perguntas sobre casamento, filhos, futuro a dois. “Ninguém gosta de sair com uma pessoa que só reclama da vida ou transforma o encontro em uma entrevista de emprego. Bom humor, educação e interesse no que o outro fala fazem toda a diferença. E um detalhe importante: estar presente. Ficar no celular o tempo todo transmite desinteresse e falta de consideração. Também evite falar de relacionamentos ou de temas mais polêmicos”, afirma Sheila.

 

Depois de um encontro agradável, muitas pessoas acabam estragando tudo com jogos emocionais. Esperar dias para responder, fingir desinteresse ou desaparecer pode fazer o relacionamento esfriar rapidamente. Quando existe interesse, pequenas atitudes contam muito, como mandar uma mensagem no dia seguinte, lembrar de algo que a pessoa comentou ou demonstrar atenção.

 

“Mas o mais importante é não esperar que o amor aconteça sozinho. Ele chega para quem tem atitude. Muitas pessoas incríveis continuam solteiras simplesmente porque fazem sempre as mesmas coisas, frequentam os mesmos lugares e insistem em relações superficiais. Encontrar um relacionamento sério exige decisão. E, muitas vezes, também ajuda profissional para conhecer pessoas realmente compatíveis”, finaliza a coach da Par Ideal.

 

Agência Par Ideal

WhatsApp: (41) 99647-7755

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Site: https://www.parideal.com.br/  

 

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