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quinta-feira, 2 de abril de 2026

É possível prevenir essas doenças respiratórias no Outono e Inverno?

Vacinas da gripe e do VSR são algumas das ações preventivas para evitar o agravamento de doenças respiratórias. 

             Asma atinge cerca de 10% da população brasileira e ainda é importante causa de morte 

 

Estar com a carteira de vacinação atualizada e algumas medidas adotadas no dia a dia podem ajudar a minimizar as chances de uma crise respiratória, como asma e rinite. São doenças que, se não estiverem sob controle, os vírus e bactérias podem causar um processo inflamatório, levando, muitas vezes, a quadros respiratórios graves.

 

“Com a chegada do outono e do inverno, crianças pequenas e idosos tornam-se os grupos mais suscetíveis às infecções virais respiratórias, reforçando a importância da vacinação como principal medida preventiva.” enfatiza Dra. Fátima Rodrigues Fernandes, presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

 

 

O que acontece nessas épocas do ano - A redução da umidade do ar durante o outono e inverno, que geralmente fica abaixo dos 30% nessas estações do ano, aliada a condições de menor dispersão atmosférica de gases e de materiais particulados, podem levar uma maior propagação de partículas virais e bactérias, irritando vias aéreas, predispondo a quadros infecciosos. No Brasil, o padrão de sazonalidade varia entre as regiões, sendo mais marcado naquelas com estações climáticas mais bem definidas, como no Sul, Sudeste e Centro Oeste.

 

Rinite Alérgica - Mais comum após os 2 anos de idade, atinge cerca de 26% das crianças brasileiras. Em adolescentes, esse percentual vai a 30%, de acordo com dados do ISAAC (Estudo Internacional de Asma e Alergias na Infância), aplicados em vários estados brasileiros.

 

Os sintomas da rinite são caracterizados por coceira frequente no nariz e/ou nos olhos, espirros seguidos, principalmente pela manhã e à noite, coriza (nariz escorrendo) frequente e obstrução nasal, mesmo na ausência de resfriados”, explica a presidente da ASBAI.

 

Asma - Acomete cerca de 10% da população brasileira e é a causa de morte de aproximadamente duas mil pessoas por ano. É uma doença inflamatória crônica das vias respiratórias que pode ser desencadeada ou intensificada por diversos fatores como ácaros da poeira, mofo, polens, infecção respiratória por vírus, alterações climáticas, excesso de peso, rinite, refluxo gastroesofágico, medicamentos, tendo como pano de fundo a predisposição genética. Da criança até o adulto jovem, as alergias são fatores importantes como causadores de crises de asma.

 

Por outro lado, a gripe é o exemplo típico da maior transmissibilidade nos meses de outono e inverno. Por isso, as campanhas de vacinação se iniciam nessa época. Além do vírus influenza, todos os outros vírus de transmissão respiratórias incluem-se neste contexto, como o vírus sincicial respiratório (VSR), que já conta com vacina disponível para crianças e idosos no Sistema Único de Saúde (SUS), os rinovírus, adenovírus, coronavírus, bocavírus, metapneumovirus e outros”, informa Dra. Fátima Fernandes.

 

Crianças e idosos são a população mais prevalente para essas doenças. Dra. Fátima explica que na criança há uma imaturidade imunológica proporcional à faixa etária e no idoso as respostas tendem a ser mais lentas e, muitas vezes, insuficientes.

 

“Os pacientes alérgicos tendem a ter quadros mais intensos e os portadores de alguma deficiência imunológica (primária ou secundária a outras doenças e tratamentos), constituem um grupo extremamente vulnerável a complicações clínicas quando infectados, por falta de defesas imunológicas”, detalha a presidente da ASBAI.

 



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Páscoa: chocolate causa espinhas? Especialista explica mitos e verdades sobre o impacto do doce na pele

Com aumento do consumo na data, dúvidas sobre acne voltam à tona; médica esclarece o que realmente influencia o surgimento das espinhas 

 

Com a chegada da Páscoa, o consumo de chocolate dispara e, junto com ele, uma dúvida clássica reaparece: afinal, chocolate causa espinhas? Embora o doce seja frequentemente apontado como vilão da pele, especialistas afirmam que a relação não é tão simples quanto parece. 

De forma geral, o chocolate não é o principal responsável pelo surgimento da acne. No entanto, versões com alto teor de açúcar e gordura, especialmente os chocolates ao leite, podem contribuir para o aumento da oleosidade e processos inflamatórios na pele, favorecendo o aparecimento de espinhas, principalmente quando consumidos em excesso. 

Segundo a médica especialista em estética, Dra. Fernanda Nichelle, é importante desmistificar o tema. “O chocolate não é inimigo, pelo contrário. Ele contém cacau, que é um antioxidante e ajuda a combater os radicais livres. Os verdadeiros vilões da pele são o excesso de açúcar e gordura”, explica. 

A especialista destaca ainda que o tipo de chocolate faz toda a diferença. “O chocolate amargo, com concentração acima de 70% de cacau, pode trazer benefícios antioxidantes e até ajudar na hidratação da pele. Recomendo, inclusive, o consumo moderado, em torno de 30 gramas por dia”, orienta. 

Por outro lado, o chocolate branco merece atenção. “Ele nem deveria ser classificado como chocolate. Não possui massa de cacau, apenas manteiga de cacau, além de grande quantidade de gordura hidrogenada e açúcar. Isso pode aumentar a oleosidade da pele, favorecer o surgimento de acne e ainda impactar a saúde cardiovascular”, alerta a médica. 

Outro ponto importante é a forma como o organismo reage ao consumo. Fatores como predisposição genética, rotina de cuidados com a pele e hábitos alimentares influenciam diretamente na resposta do corpo. 

E quando o exagero acontece, algo comum nesse período? A especialista orienta alguns cuidados para minimizar os efeitos. “Sugiro um ‘detox’ alimentar orientado por um nutricionista, aliado à limpeza adequada da pele e à redução do uso de produtos comedogênicos”, recomenda. 

Além disso, nas semanas seguintes à Páscoa, é importante retomar uma rotina equilibrada. Hidratação adequada, alimentação rica em frutas e vegetais e cuidados diários com a pele ajudam na recuperação. Em muitos casos, a pele tende a se restabelecer em cerca de 15 dias. 

A médica também ressalta que o chocolate pode ir além da alimentação e ser utilizado em rotinas de beleza. “Hoje, o cacau já está presente em cosméticos, como máscaras faciais e capilares, aproveitando suas propriedades antioxidantes e hidratantes”, finaliza.

Em meio aos mitos e verdades, a recomendação dos especialistas é clara: não é preciso abrir mão do chocolate na Páscoa, mas sim consumir com equilíbrio e fazer escolhas mais conscientes. Afinal, quando o assunto é saúde da pele, moderação e equilíbrio continuam sendo a melhor estratégia.


Odontologia domiciliar avança no Brasil e leva atendimento a idosos e pacientes acamados

Envelhecimento da população e limitações de mobilidade impulsionam modelo que amplia acesso à saúde bucal e abre nova frente de atuação para clínicas


O Brasil envelhece e amplia a pressão sobre serviços de saúde adaptados. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que pessoas com 60 anos ou mais representam cerca de 15% da população, com crescimento contínuo nas próximas décadas. Ao mesmo tempo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que doenças bucais afetam cerca de 3,5 bilhões de pessoas no mundo, muitas delas com acesso limitado a tratamento contínuo.

A combinação desses fatores tem impulsionado a odontologia domiciliar como alternativa para pacientes com mobilidade reduzida ou em condição de dependência.

Dra. Cristiane Vasconcellos, cirurgiã-dentista, mestre em Clínica Odontológica Integrada e diretora da Odontolar, afirma que o atendimento Home Care odontológico surge como resposta direta a essa demanda. “Existe uma parcela significativa da população que simplesmente deixa de tratar a saúde bucal porque não consegue sair de casa. Quando levamos o atendimento até o paciente, não estamos apenas oferecendo um serviço, estamos devolvendo acesso e dignidade”, diz.

Com mais de duas décadas de atuação, a especialista destaca que o modelo evoluiu e hoje permite a realização de procedimentos com padrão clínico elevado fora do consultório. Equipamentos portáteis, protocolos específicos e o uso de tecnologias de alto padrão  ampliaram o alcance dos atendimentos. “A odontologia domiciliar deixou de ser limitada. Hoje conseguimos executar tratamentos com segurança e conforto, respeitando as condições de cada paciente”, afirma.

Além de ampliar o acesso, o formato reduz riscos associados ao deslocamento, especialmente entre idosos, pessoas com deficiência e pacientes em recuperação. “O simples ato de sair de casa pode representar um risco para quem tem mobilidade comprometida. O atendimento domiciliar elimina esse obstáculo e garante uma continuidade do cuidado”, aponta.

Do ponto de vista de mercado, o serviço também abre espaço para expansão de clínicas e profissionais. A adaptação, no entanto, exige estrutura e planejamento. “Não se trata apenas de deslocar equipamentos. É necessário treinamento, protocolos e organização para manter o padrão de qualidade fora do consultório”, explica. 

A especialista aponta cinco cuidados essenciais ao contratar odontologia domiciliar para idosos e pacientes acamados

A adoção do modelo exige critérios claros tanto para os profissionais quanto para pacientes e familiares. Alguns cuidados ajudam a garantir qualidade, segurança e continuidade no tratamento.

 

  • Avaliar a qualificação do profissional
    A formação, as especializações e também a experiência em odontogeriatria, atendimento hospitalar, pacientes com deficiência ou pacientes com mobilidade reduzida são determinantes para a segurança do procedimento.
  • Verificar a estrutura e os equipamentos utilizados
    O atendimento domiciliar deve contar com equipamentos portáteis adequados, atualizados e revisados,  além de protocolos que garantam condições equivalentes às de um consultório, dentro das limitações do ambiente.
  • Entender o escopo dos procedimentos realizados
    A maioria dos tratamentos podem ser feitos em casa. A avaliação clínica  prévia define o que pode ser realizado com segurança no domicílio e o que exige ambiente clínico ou hospitalar.
  • Observar os protocolos de biossegurança
    O cumprimento rigoroso de normas sanitárias, esterilização e organização do atendimento é indispensável para evitar riscos ao paciente.
  • Garantir acompanhamento e continuidade do cuidado
    O atendimento não deve ser pontual. A organização de retornos, monitoramento e registro clínico contribui para a evolução do tratamento e a qualidade de vida do paciente.
     

A ampliação da odontologia domiciliar acompanha uma transformação mais ampla na prestação de serviços de saúde, com foco em acessibilidade e personalização do cuidado. Para Cristiane, a tendência é de crescimento diante do envelhecimento da população e da necessidade de soluções mais adaptadas. “O cuidado precisa ir até onde o paciente está. Quando conseguimos fazer isso com qualidade, ampliamos o alcance da odontologia e melhoramos a vida das pessoas”, conclui. 

 

Cristiane Vasconcellos - cirurgiã-dentista, mestre em Clínica Odontológica Integrada e diretora clínica da Odontolar, em Vitória (ES). Atua há mais de duas décadas no atendimento odontológico voltado à idosos, pessoas com deficiência e pacientes com mobilidade reduzida, com foco em atendimentos hospitalares, em instituições geriátricas e atendimento domiciliares. Ao longo da carreira, consolidou sua atuação no Espírito Santo levando estrutura clínica e tecnologia até a casa de pacientes que não conseguem se deslocar até consultórios. Especialista em Geriatria e Gerontologia, Odontogeriatria, Odontologia Hospitalar, Laserterapia, Prótese Dentária e Saúde Coletiva, dedica sua prática à integração entre saúde bucal, qualidade de vida e cuidado humanizado na terceira idade.Para mais informações acesse, instagram


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Estudos internacionais mostram que os impactos da bronquiolite e de infecções respiratórias em bebês podem ultrapassar a infância

Evidências mostram que episódios nos primeiros meses de vida — especialmente no outono, período mais propício ao aumento de infecções respiratórias — podem influenciar a saúde respiratória no longo prazo e reforçam o papel da prevenção desde a gestação

 

A bronquiolite é uma das principais infecções respiratórias que afetam bebês nos primeiros meses de vida e, embora muitas vezes seja tratada como um episódio agudo, evidências mostram que seus efeitos podem se estender ao longo dos anos. Uma pesquisa recente, publicada no periódico científico Pediatric Pulmonology, mostrou que crianças hospitalizadas pela doença nos primeiros meses de idade apresentaram, na vida adulta jovem, redução persistente da função pulmonar e sinais de obstrução das vias aéreas, independentemente de fatores como asma ou exposição ao tabaco³. 

“Esses achados sugerem que a bronquiolite pode deixar uma ‘marca’ no sistema respiratório, aumentando a chance de hiperreatividade brônquica”, afirma o infectologista Dr. Guenael Freire, do laboratório São Marcos, da Dasa em Minas Gerais. 

Além dos efeitos pulmonares, há também registros de manifestações neurológicas associadas ao VSR, embora raras. Uma análise conduzida pela Universidade do Arizona identificou que cerca de 1,2% das crianças com bronquiolite por VSR apresentaram complicações neurológicas, como convulsões e encefalopatia⁴. “Não é o desfecho mais comum, mas mostra que o impacto do vírus pode ir além do sistema respiratório, especialmente nos quadros mais graves”, acrescenta o infectologista. 

Diante desse cenário, a prevenção ganha ainda mais relevância - especialmente nos primeiros meses de vida, quando o risco de complicações é maior. Um dos avanços recentes é a vacinação materna contra o VSR. Dados publicados em 2025 pela Public Health Scotland mostram que bebês cujas mães foram vacinadas durante a gestação tiveram cerca de 80% menos riscos de hospitalização por infecção pelo vírus⁵. 

“Quando falamos de bronquiolite, não estamos lidando apenas com um quadro pontual. A inflamação das vias aéreas ocorre em um momento em que o pulmão ainda está em desenvolvimento, e isso pode influenciar a função respiratória dessa criança no futuro. A prevenção contra o VSR evoluiu muito nos últimos anos. Hoje temos estratégias complementares - como a vacinação materna e os anticorpos monoclonais que ajudam a proteger o bebê justamente na fase mais vulnerável”, explica Maria Isabel de Moraes-Pinto, infectologista e coordenadora em vacinas na Dasa.
 

VSR responde pela maioria das infecções respiratórias em bebês 

Causada principalmente pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), a doença está diretamente associada a quadros mais graves em crianças pequenas. No Brasil, o vírus responde por cerca de 80% dos casos de bronquiolite e até 60% das pneumonias em menores de dois anos, segundo dados de vigilância epidemiológica baseados em registros do Ministério da Saúde e DATASUS¹. 

O impacto também aparece na evolução recente dos casos. Até outubro de 2024, foram registrados 22.282 casos de VSR em crianças menores de dois anos, dentro de um total de 26.285 notificações. No mesmo período de 2025, esse número chegou a 34.988 casos em menores de dois anos, considerando 42.450 registros totais — uma variação de cerca de 60%. Já até novembro de 2025, o país contabilizou aproximadamente 43 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao VSR, com impacto importante em bebês². 

Uma estratégia que vem ampliando a proteção dos recém-nascidos é o uso de anticorpos monoclonais de longa duração, como o nirsevimabe (Beyfortus), indicado para prevenir infecções por VSR em bebês. Diferentemente das vacinas, o medicamento oferece proteção direta ao bebê por meio de anticorpos prontos, especialmente relevante nos primeiros meses de vida. 

Além das estratégias clínicas, o acesso também passa a ser um fator importante na adesão à prevenção. Serviços de atendimento domiciliar para vacinação têm ganhado espaço como alternativa para famílias com recém-nascidos, ao permitir a imunização no ambiente de casa, com mais conforto e menor exposição a ambientes de circulação. 

“Mais do que uma infecção comum da infância, a bronquiolite passa a ser compreendida como um possível marcador da saúde respiratória futura. Nesse contexto, prevenção, acesso e acompanhamento ao longo do tempo ganham um novo peso no cuidado com os pequenos. A facilidade de acesso faz diferença, principalmente para famílias com bebês pequenos. Quando conseguimos levar a imunização até a casa do paciente, reduzimos barreiras e ampliamos a proteção”, destaca a especialista.

 

Referências
1. Boletins Epidemiológicos – Ministério da Saúde

2. Dados consolidados de SRAG e VSR – Ministério da Saúde / DATASUS (2024–2025)

3. Saarikallio S. et al. Bronchiolitis in infancy and long-term lung function. Pediatric Pulmonology, 2025.

4. Bodensteiner JB et al. Child Neurology Society – associação entre VSR e complicações neurológicas 5. Public Health Scotland – RSV maternal vaccine report (2025)


Fake news preocupam especialistas e podem prejudicar o tratamento de crianças

Especialistas do Sabará Hospital Infantil tiram dúvidas sobre alergias e doenças respiratórias

 

A circulação de informações falsas ou distorcidas sobre cuidados respiratórios tem impacto direto na saúde infantil. Procedimentos simples, como a lavagem nasal, o uso correto da bombinha para asma ou o manejo adequado da tosse, ainda são cercados de temor e desinformação. Para esclarecer os principais mitos, especialistas reuniram evidências científicas e recomendações atualizadas. 

A Dra. Alessandra Miramontes, alergologista e imunologista do Sabará Hospital Infantil, explica que “mitos sobre lavagem nasal, asma e tosse continuam gerando dúvidas entre pais e cuidadores e podem comprometer o controle adequado de doenças respiratórias comuns na infância, dificultando as práticas seguras, eficazes e respaldadas pela ciência”. 

Para esclarecer algumas fake news sobre o tema, a especialista respondeu algumas dúvidas importantes.

 

Lavagem nasal causa otite em crianças?

Não há evidência científica de que a lavagem nasal cause ou piore a otite média; quando feita corretamente, ela pode ser benéfica, especialmente em crianças com rinite alérgica, ao ajudar a remover secreções, alérgenos e agentes infecciosos e melhorar a função mucociliar. Eventuais desconfortos ou sensação de ouvido tampado são raros e geralmente relacionados ao uso inadequado da técnica ou de dispositivos.

 

Existe uma técnica segura para a lavagem nasal?

A segurança da lavagem nasal depende da técnica correta, do dispositivo adequado e do volume compatível com a idade da criança, sendo recomendado o uso de solução salina isotônica, sem pressão excessiva. Crianças menores devem receber volumes baixos a moderados, enquanto escolares e adolescentes toleram maiores volumes, sempre respeitando o conforto e, nos mais pequenos, utilizando uma abordagem lúdica.

 

Lavagem nasal previne infecções respiratórias?

A lavagem nasal ajuda a limpar as vias aéreas e reduzir vírus, bactérias e alérgenos, mas não há evidência científica suficiente para indicá‑la como método de prevenção de infecções bacterianas, como a otite média. Ela é considerada uma terapia adjuvante, especialmente em quadros de rinite e rinossinusite viral, podendo, em casos específicos, haver indicação médica de soluções com xilitol, sempre com orientação profissional.

 

Bombinha para asma causa vício ou dependência?

Não. O uso de bombinhas para asma não causa dependência: os dispositivos atuais são seguros e não prejudicam o coração, inclusive em crianças. O mito surgiu quando, no passado, apenas broncodilatadores de alívio eram usados repetidamente nas crises; hoje sabe‑se que a asma é uma doença inflamatória crônica e que o tratamento de manutenção com corticoides inalados é essencial para controlar a inflamação e prevenir crises. O uso frequente da bombinha de alívio (mais de quatro vezes ao dia) indica falta de controle da doença e necessidade de reavaliação médica.

 

Quem tem asma deve evitar atividade física?

Mito. A prática de atividades físicas é recomendada e benéfica para pessoas com asma, desde que a doença esteja bem controlada. O exercício melhora a capacidade respiratória, o condicionamento físico e a qualidade de vida. Medidas simples, como aquecimento antes da atividade, relaxamento após o exercício e, em alguns casos, o uso de broncodilatador antes do esforço, ajudam a prevenir sintomas. A asma não é uma barreira para o esporte há, inclusive, atletas de alto rendimento asmáticos.

 

Qual é o melhor remédio para tosse em crianças?

A tosse não é uma doença, mas um mecanismo de defesa do organismo. Na maioria dos casos, especialmente nas infecções virais, xaropes vendidos sem prescrição médica não trazem benefício comprovado e podem causar efeitos adversos.

O mais importante é investigar a causa da tosse. Medidas simples, como hidratação, lavagem nasal, inalação com soro fisiológico e controle do ambiente (evitar fumaça e poluição), costumam ser suficientes.

 

Mel e fitoterápicos são seguros para tratar tosse?

Alguns fitoterápicos têm evidência científica moderada. O mel, por exemplo, demonstrou redução da frequência da tosse em crianças maiores de 1 ano e é considerado seguro quando usado corretamente. Extratos de folhas de hera também apresentam bons resultados, desde que respeitada a idade mínima indicada.

Por outro lado, medicamentos homeopáticos não demonstraram eficácia comprovada no tratamento da tosse.

 

Prednisolona é um xarope para tosse?

Não. A prednisolona é um corticoide oral indicado principalmente para exacerbações de asma. Seu uso indiscriminado para tosse deve ser desencorajado, devido ao risco de efeitos colaterais importantes, especialmente quando utilizado sem indicação médica. 

“Combat­er fake news em saúde é fundamental para garantir tratamentos seguros e eficazes. Procure sempre por orientação médica qualificada e informação baseada em evidência científica, pois elas são as principais aliadas das famílias no cuidado com a saúde respiratória das crianças mantendo a infância saudável durante todo seu desenvolvimento”, afirma a Dra. Alessandra.

 

Sabará Hospital Infantil


Natação é melhor que corrida para a saúde do coração, aponta novo estudo

Pesquisa revela que a natação provoca mudanças estruturais importantes para o fortalecimento cardiológico, impactando de maneira positiva a saúde de quem realiza a atividade

 

Um novo estudo, publicado na revista científica Nature, a mais conceituada do mundo, revela que a natação supera a corrida em relação aos benefícios para o coração. A pesquisa, feita com ratos, apontou que o exercício na água contribui mais para o fortalecimento do coração. Os estudiosos notaram uma melhora na força de contração dos músculos. 

Os ratos foram divididos em dois grupos, sendo que um deles foi submetido a corrida, outro a natação e o terceiro grupo foi submetido a semanas sem qualquer atividade física. A publicação científica destaca que “foram realizados experimentos para examinar as alterações estruturais e funcionais do ventrículo esquerdo e o inotropismo miocárdico in vitro". Também foram avaliados genes e proteínas envolvidos na hipertensão pulmonar induzida por exercício aeróbico. 

Os animais passaram por sessões de 60 minutos de exercício por dia, cinco dias por semana, durante nove semanas. Foram analisados o consumo máximo de oxigênio em casa rato. Ambas as atividades geraram ganho na resistência, aumentando 5% o consumo de oxigênio. Mas somente a natação gerou mudanças estruturais importantes e benéficas no coração. “O treinamento de natação resultou em músculos que desenvolveram mais força”, descreveram os pesquisadores. 

De acordo com os resultados, a natação gerou maior ativação de PI3K/AKT, uma via molecular, e modulação mais intensa nos chamados microRNAs, que foram notados no miocárdio, músculo que reveste o coração. “Ambas as atividades geraram melhorias na respiração, ampliaram a aptidão física. No entanto, a natação trouxe mudanças estruturais no coração, semelhante a resultados que ocorrem no corpo de atletas”, explica Fabrício da Silva, médico cardiologista da Clínica Amplexus.

“Os resultados para o coração de quem correu foram semelhantes ao grupo sedentário, não tendo impacto significativo neste sentido. No entanto, a natação se mostrou uma ótima aliada para a saúde cardíaca, ao menos neste estudo inicial, mesmo que ainda seja necessário realizar estudos clínicos para confirmar estes resultados em humanos”, completa Fabrício.


Novo estudo reforça a importância da identificação e da intervenção precoce na redução de sintomas do autismo

Foi observado um aumento de 44,4% nas matrículas de alunos com TEA na educação básica entre 2023 e 2024 no Brasil

 

 

O Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo, celebrado em 2 de abril, ganha ainda mais relevância diante dos avanços recentes na compreensão biológica do transtorno do espectro autista (TEA). É o que discute um artigo publicado em março de 2026 na revista científica Mitochondrion, conduzido por Robert Naviaux, pesquisador da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos.

 

O estudo sugere que a identificação precoce de crianças em maior risco e a intervenção em fatores com potencial de serem alterados podem reduzir sintomas mais incapacitantes e melhorar a trajetória do desenvolvimento em parte dos casos. No trabalho em questão, o autor propõe um modelo teórico segundo o qual o TEA pode surgir a partir da interação entre predisposição genética, exposições do ambiente desde a infância, persistência de alterações metabólicas e sinalização celular durante uma janela crítica do neurodesenvolvimento.

 


Impacto do TEA


No Brasil, foi observado um aumento de 44,4% nas matrículas de alunos com TEA na educação básica entre 2023 e 2024, totalizando quase 920 mil estudantes, segundo Censo de 2024. Nesse cenário, especialistas alertam que a compreensão das causas e a identificação precoce são as ferramentas mais eficazes para garantir a qualidade de vida dessas crianças. 

 

A importância do diagnóstico precoce reside na plasticidade cerebral, que é maior nos primeiros anos de vida. Quando o acompanhamento médico e as intervenções multidisciplinares começam cedo, é possível estimular novas conexões neurais que compensam as dificuldades de comunicação e interação social.

 

A origem do autismo é multifatorial, envolvendo uma interação complexa entre fatores genéticos e ambientais que influenciam o neurodesenvolvimento ainda no período pré-natal e nos primeiros anos de vida. Para a Dra. Lorena Del Sant, médica psiquiatra e professora da pós-graduação em Psiquiatria da Afya Educação Médica, o principal avanço trazido por pesquisas como a de Robert Naviaux é reforçar a heterogeneidade do espectro e a necessidade de abordagens individualizadas.

 

“O transtorno do espectro autista é clinicamente heterogêneo, e estudos recentes reforçam que diferentes mecanismos biológicos e perfis de desenvolvimento podem estar envolvidos em cada caso. Isso é importante porque nos afasta de uma visão única do TEA e fortalece a necessidade de avaliação individualizada, intervenção precoce e cuidado multiprofissional centrado nas necessidades de cada criança e de sua família.”


 

Impacto que se estende à família


As consequências do TEA ultrapassam o indivíduo com diagnóstico e se estendem significativamente à sua rede de apoio, especialmente às mães, que frequentemente assumem o papel central no cuidado. Evidências do Estudo SOLACE, conduzido pelo Prof. Dr. Marcelo Baldo, professor da Afya Unifpmoc, com uma ampla amostra nacional de 1.924 mães brasileiras, demonstram que a saúde mental materna é profundamente influenciada por fatores clínicos, psicossociais e socioeconômicos. Entre esses, destacam-se a gravidade dos sintomas da criança, as demandas contínuas de cuidado e as condições socioeconômicas, que, em conjunto, aumentam substancialmente a vulnerabilidade ao adoecimento psíquico.

 

O Dr. Marcelo Baldo reforça que o cuidado no TEA deve ser compreendido sob uma perspectiva ampliada, que vá além da criança e incorpore a saúde mental dos cuidadores como componente essencial do manejo clínico. O diagnóstico precoce e a implementação de intervenções terapêuticas eficazes não apenas favorecem o desenvolvimento da criança, mas também contribuem para reduzir a sobrecarga emocional materna, promovendo um ambiente familiar mais equilibrado e funcional. 

 

Nesse sentido, a formação de profissionais de saúde sensíveis a esses determinantes torna-se estratégica, possibilitando que o diagnóstico do TEA represente não apenas a identificação de uma condição, mas o início de um cuidado integral, centrado na criança e sustentado por uma rede de apoio qualificada. 



Afya
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Exposição à luz azul exige atenção para saúde dos olhos

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Especialista da HOYA Vision Care alerta para os efeitos da luz azul em tempos de hiperconectividade e recomenda hábitos para reduzir seus impactos no dia a dia



Cada vez mais presente na rotina moderna, a luz azul emitida por celulares, computadores, televisores e lâmpadas LED tem despertado preocupações sobre seus efeitos na saúde ocular e no bem‑estar. Embora faça parte naturalmente da luz solar, o excesso de exposição às fontes artificiais, especialmente à noite, pode causar desconforto visual, como fadiga, ressecamento, ardência, visão turva e dores de cabeça.

Segundo Celso Cunha (CRM MT 2934), médico oftalmologista e consultor da HOYA Vision Care, multinacional japonesa reconhecida globalmente por suas soluções ópticas de alta tecnologia, “a exposição crônica e intensa à luz azul pode desencadear reações fotoquímicas capazes de danificar as células da retina. Esse processo, ao longo do tempo, pode elevar o risco de desenvolver condições como a degeneração macular”, afirma o especialista.

Para te ajudar a entender melhor esses distúrbios, Celso explica os principais problemas associados à exposição à luz azul.



Principais distúrbios oculares associados à exposição à luz azul

Fadiga ocular digital: a luz azul contribui para o cansaço visual, visão turva, ressecamento e dores de cabeça, sintomas comuns em quem permanece longos períodos diante de dispositivos eletrônicos. Estudos apontam que a luz azul pode intensificar processos inflamatórios e oxidativos nos tecidos oculares, agravando o desconforto.

Olho seco: a redução da frequência do piscar durante o uso contínuo de telas favorece o ressecamento ocular. A luz azul também pode participar de processos inflamatórios que intensificam essa sensação.

Danos à retina em longo prazo: embora ainda não exista consenso definitivo, pesquisas indicam que a luz azul pode desencadear estresse oxidativo e reações fotoquímicas que afetam células da retina, contribuindo potencialmente para o aumento do risco de degeneração macular ao longo dos anos.

Alterações do ciclo circadiano: a luz azul emitida por telas à noite, inibe a produção de melatonina, o hormônio que sinaliza ao corpo que é hora de dormir. Esse atraso na liberação de melatonina pode empurrar o ciclo sono–vigília para mais tarde, dificultando adormecer no horário habitual. Com o tempo, a exposição noturna excessiva à luz azul pode desregular o ritmo circadiano natural e prejudicar a qualidade do sono.

Embora os estudos sobre danos diretos à retina ainda estejam em andamento, especialistas reforçam a importância de adotar hábitos preventivos para reduzir os efeitos do uso prolongado de telas. Entre as principais recomendações estão evitar dispositivos eletrônicos entre 30 minutos e 1 hora antes de dormir e adequar o brilho da tela à luminosidade do ambiente.

A orientação também inclui pausas frequentes durante o uso contínuo do computador. Uma das recomendações mais conhecidas é a regra 20-20-20: a cada 20 minutos, olhar por 20 segundos para um ponto distante, a cerca de seis metros, ajudando a relaxar o foco e aliviar o cansaço visual.“A discussão sobre a luz azul é relativamente recente, mas reflete uma mudança importante no nosso estilo de vida. Nunca passamos tantas horas diante de telas como hoje, e entender como essa exposição afeta o organismo é fundamental para desenvolver hábitos digitais mais equilibrados”, finaliza o consultor da HOYA Vision Care.



HOYA CORPORATION
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HOYA Vision Care
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Autismo e inclusão: Um compromisso coletivo com a dignidade

O dia 2 de abril marca o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, uma data estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para lançar luz sobre uma condição que, embora cada vez mais diagnosticada, ainda enfrenta barreiras invisíveis de preconceito e exclusão. Dados recentes do Censo 2022, divulgados pelo IBGE em 2025, revelam que o Brasil possui cerca de 2,4 milhões (ou 1,2%) de pessoas diagnosticadas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Não é apenas uma estatística: são vidas, famílias e cidadãos que demandam respeito, políticas públicas eficazes e, acima de tudo, o direito pleno à convivência social.

A socialização é o pilar fundamental para o desenvolvimento de qualquer indivíduo, e para as pessoas com TEA, ela é a chave para a autonomia. No entanto, a inclusão não pode ser vista como um ato de benevolência ou um "favor" da sociedade. Ela é um direito garantido por lei e um dever coletivo. Precisamos de um engajamento real que envolva desde o cidadão comum até as mais altas esferas do poder político.

Nesse contexto, o papel do poder público é essencial. É preciso investir em diagnóstico precoce, capacitação de profissionais, políticas educacionais inclusivas e programas que promovam a participação ativa das pessoas com autismo na vida social. Mas essa responsabilidade não pode ser exclusiva do Estado. Empresas, instituições e cada cidadão também têm um papel importante nesse processo.

No Instituto Olga Kos, acreditamos que a cultura e o esporte são as ferramentas mais potentes para romper o isolamento. Por meio de nossas oficinas de artes e práticas esportivas, proporcionamos não apenas o desenvolvimento motor e cognitivo, mas um ambiente de troca e pertencimento. Por meio de atividades esportivas, como artes marciais e práticas adaptadas, trabalhamos aspectos fundamentais como disciplina, autoestima e interação social. Da mesma forma, nossos projetos culturais (que envolvem música, artes e literatura) são espaços de liberdade, nos quais cada indivíduo pode se manifestar de forma única, sendo valorizado por aquilo que é.

Neste 2 de abril, meu convite é para que a conscientização se transforme em ação. Que as empresas abram suas portas para a diversidade, que as escolas se preparem para as diferenças e que o poder público priorize a dignidade humana. Que possamos, juntos, transformar informação em atitude, empatia em ação e respeito em prática cotidiana. A inclusão começa quando reconhecemos que todos têm o direito de participar, contribuir e pertencer.

 

Wolf Kos - presidente do Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural.

 

Alergia ou gripe? Outono aumenta sintomas e confunde diagnósticos

Mudanças no clima e no comportamento favorecem o aparecimento de doenças respiratórias – saiba como reconhecer os sinais 

 

Se você começou a espirrar, acordar com o nariz entupido ou sentir um cansaço persistente nas últimas semanas, saiba que não é coincidência. Com a chegada do outono, cresce o número de casos de alergias, gripes e crises respiratórias, resultado de uma combinação de fatores ambientais e comportamentais típicos da estação. 

No Brasil, cerca de 30% da população convive com algum tipo de alergia, segundo estimativas da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI)1. No mundo, de acordo com a Organização Mundial de Alergia (WAO2, na sigla em inglês), aproximadamente 30 a 40% da população apresenta algum tipo de condição. Para completar, estimativas de saúde global indicam que, se mantidas as tendências de crescimento atuais, o número de pessoas com alguma doença alérgica pode chegar a cerca de 4 bilhões até 2050 – ou seja, quase metade da população mundial projetada para o período. 

“Durante o outono, observamos uma combinação de fatores que fragiliza as defesas naturais das vias aéreas. O ar mais seco irrita a mucosa, enquanto a maior permanência em ambientes fechados favorece a circulação de vírus. É um cenário perfeito para o aumento dos quadros respiratórios”, diz Luis Felipe Ensina, coordenador do Núcleo de Alergia do Hospital Sírio-Libanês. 

Esse contexto cria um ambiente propício para o surgimento ou agravamento de sintomas como nariz entupido, espirros, tosse e cansaço. A maior concentração de poeira, ácaros e poluentes, somada à circulação de vírus como influenza e rinovírus, funciona como um gatilho para crises, especialmente em pessoas com doenças respiratórias crônicas. 

“O que muita gente não percebe é que esses sintomas não têm uma única causa. É a soma de ar seco, poluentes, alérgenos e vírus circulando ao mesmo tempo. Para quem já tem rinite ou asma, esse conjunto funciona como um fator importante para crises”, afirma Chayanne Andrade de Araújo, médica do Núcleo de Alergia do Hospital Sírio-Libanês. 

A especialista explica que, apesar de comuns, os sintomas ainda são frequentemente confundidos com infecções virais, como gripes e resfriados. “Quadros alérgicos costumam provocar espirros frequentes, coceira, coriza transparente e lacrimejamento, podendo persistir por semanas. Já as infecções virais são mais curtas e geralmente vêm acompanhadas de febre, dor no corpo, dor de cabeça e mal-estar.” 

Em alguns casos, no entanto, uma infecção viral pode desencadear uma crise alérgica, fazendo com que os sintomas apareçam de forma combinada e dificultem o diagnóstico. 

Outro ponto de atenção, segundo os especialistas, é a automedicação. “O uso frequente de descongestionantes nasais pode provocar efeito rebote e agravar os sintomas. Soma-se a isso a interrupção de tratamentos contínuos para asma e rinite, que também contribui para o aumento das crises respiratórias”, reforça Luis. 

Medidas simples, como manter os ambientes ventilados, evitar o acúmulo de poeira, higienizar as mãos com frequência e manter a vacinação em dia, são estratégias eficazes para conter tanto alergias quanto infecções respiratórias. 

Para quem já convive com doenças respiratórias, a orientação é manter o tratamento regular e buscar avaliação médica sempre que necessário.

 

Alergia ou gripe? Aprenda a diferenciar os sintomas

 Pode ser alergia:

  • Espirros frequentes, em sequência
  • Coceira no nariz, olhos e garganta
  • Coriza transparente
  • Lacrimejamento
  • Congestão nasal
  • Pode durar dias ou até semanas
  • Não causa febre nem dor no corpo


Pode ser infecção viral (gripe ou resfriado):

  • Espirros e tosse, geralmente mais leves
  • Coriza e nariz entupido
  • Febre
  • Dor no corpo e dor de cabeça
  • Mal-estar e cansaço mais intensos
  • Dura, em média, de 3 a 5 dias

 



Hospital Sírio-Libanês
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Referências

1 Associação Brasileira de Alergia e Imunologia. Quais as principais alergias respiratórias no Brasil? Acesso em: 23/03/2026. Disponível em: Link

2 World Allergy Organization Journal. The Global Public Health Concern of Allergic Diseases and Asthma. Acesso em 24/03/2026. Disponível em: Link


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