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segunda-feira, 30 de março de 2026

Cientistas descobrem como a obesidade do pai afeta o metabolismo dos filhos

Durante os testes, os pesquisadores notaram que os animais
que se tornaram obesos em decorrência de uma alimentação rica
em gorduras passaram a expressar em excesso no tecido
 adiposo um tipo de microRNA conhecido como let-7
(
imagem: Freepik)
Experimentos com roedores mostram que moléculas presentes nos espermatozoides “transmitem” a disfunção metabólica aos descendentes, que se tornam pré-diabéticos. Fenômeno é reversível com a perda de peso antes da concepção

  

 A literatura científica já reúne evidências robustas de que a obesidade, tanto materna quanto paterna, pode levar a alterações metabólicas nos descendentes que os tornam mais propensos a desenvolver doenças. Um novo estudo publicado na revista Nature Communications revela o mecanismo pelo qual essa “herança” é transmitida ao embrião pelo pai através do espermatozoide.

Em experimentos com camundongos, os autores observaram que a prole de machos obesos nascia com peso normal, mas com o passar dos dias apresentava um quadro de intolerância à glicose e resistência à insulina – condição para o desenvolvimento de diabetes do tipo 2 –, configurando o que os cientistas chamaram de “disfunção metabólica silenciosa”.

A boa notícia é que, quando os genitores perdiam peso, as “marcas” deixadas pela obesidade no sêmen desapareciam – algo que depois foi validado nas análises feitas em humanos.

A investigação foi coordenada pelo bioquímico Jan-Wilhelm Kornfeld, professor da Universidade do Sul da Dinamarca (SDU), e contou com a participação de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) liderados por Marcelo Mori. O grupo brasileiro é apoiado pela FAPESP por meio de três projetos (21/08354-223/01703-7 e 13/07607-8).

“Acompanhamos o desenvolvimento da prole [de machos obesos] por seis meses e notamos que, embora os animais não apresentassem alterações no peso, seu metabolismo estava comprometido como se fossem obesos”, conta Kornfeld à Agência FAPESP.

Segundo o pesquisador, os filhotes do sexo masculino foram mais afetados do que as fêmeas, possivelmente por serem mais suscetíveis a problemas metabólicos. “No caso das fêmeas também notamos uma tendência [à disfunção metabólica], mas não estava tão pronunciada como nos machos. É como nos humanos: as mulheres são metabolicamente mais resilientes.”


Mensageiros químicos

Durante os testes, os pesquisadores notaram que os animais que se tornaram obesos em decorrência de uma alimentação rica em gorduras passaram a expressar em excesso no tecido adiposo um tipo de microRNA conhecido como let-7 (especificamente as variações let-7d e let-7e). Os microRNAs são pequenas moléculas de RNA que funcionam como um “modulador” de genes, ou seja, regulam a quantidade de proteínas produzidas pelas células.

O excesso de let-7 também foi observado nos espermatozoides dos machos obesos e essas moléculas foram transferidas ao zigoto durante a fecundação. Dentro do embrião, o excesso de let-7 inibiu a produção de uma enzima chamada DICER, que é essencial para a maturação de uma série de outros microRNAs (e, portanto, crucial para a regulação de muitos genes).

Com a DICER inibida, as células do embrião crescem com prejuízos no funcionamento das mitocôndrias – as organelas que produzem a energia celular. Essa disfunção mitocondrial reprograma permanentemente como o tecido adiposo da prole lida com a energia, levando à intolerância à glicose observada na fase adulta.

“Algo que ainda precisamos descobrir é como esses microRNAs [let-7] também aumentam no espermatozoide e de onde eles vêm. É possível que ocorra uma transferência do tecido adiposo para a célula reprodutiva, como evidências sugestivas indicam, mas ainda é uma pergunta em aberto”, afirma Mori.

Na Unicamp, o grupo de Mori investiga como a queda na expressão da enzima DICER no tecido adiposo – que pode ser decorrente do envelhecimento ou da obesidade – acelera processos degenerativos que levam a doenças crônicas como o diabetes.

“Acreditamos que a perda dessa enzima possa ser um gatilho para disfunções metabólicas. Por outro lado, observamos em trabalhos anteriores que intervenções que promovem saúde e longevidade, como a prática de atividade física, induzem um aumento na expressão de DICER”, diz Mori (leia mais em: agencia.fapesp.br/24786 e agencia.fapesp.br/34542).


Experimentos complementares

Para comprovar que o aumento na expressão de let-7 no pai era suficiente para causar as alterações metabólicas na prole, os pesquisadores injetaram a molécula em zigotos de animais saudáveis e magros. Os resultados confirmam que somente a injeção desse microRNA foi capaz de desencadear nos filhotes todas as disfunções no metabolismo anteriormente observadas no experimento com animais obesos.

E para descobrir se o fenômeno seria reversível, camundongos machos obesos foram colocados em uma dieta padrão. Após cerca de nove semanas (tempo necessário para normalizar o peso), o excesso do microRNA let-7 desapareceu tanto no tecido adiposo quanto no esperma. Ao cruzar esses machos emagrecidos, os pesquisadores observaram que a nova prole nasceu tão saudável quanto a dos animais do grupo-controle, que nunca haviam engordado.

Com o intuito de validar os achados em humanos, foram avaliados 15 homens que viviam com obesidade grau severo (IMC médio próximo de 40) e que se preparavam para tratamentos de fertilidade. Análises iniciais mostraram excesso de let-7 tanto no tecido adiposo quanto no sêmen. Após passarem por uma intervenção no estilo de vida e reeducação alimentar de seis meses, os níveis do microRNA diminuíram significativamente.

“Os resultados mostram que, quanto mais o indivíduo perdia peso, menores eram os níveis de let-7 no sêmen”, conta Mori.

Segundo Kornfeld, há muitas evidências – e este estudo é mais uma delas – de que o esperma reflete, de alguma forma, a saúde masculina. “Tudo indica que é menos vantajoso ter filhos quando se está estressado, ou com uma infecção, quando se está comendo calorias demais ou de menos, ou diante de qualquer outro problema de saúde. Crianças concebidas em uma condição fora do equilíbrio tendem a ser menos saudáveis.”

O artigo Male obesity causes adipose mitochondrial dysfunction in F1 mouse progeny via a let-7-DICER axis pode ser lido em: nature.com/articles/s41467-026-69686-5.




Karina Toledo

Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/cientistas-descobrem-como-a-obesidade-do-pai-afeta-o-metabolismo-dos-filhos/57608


Dia do Autismo: não espere o tempo da criança

“Cada criança tem seu tempo” pode atrasar diagnóstico de autismo, alerta neuropsicóloga

 

A frase “cada criança tem seu tempo” é comum entre pais e cuidadores, mas pode ser perigosa quando se trata do desenvolvimento neurológico. A neuropsicóloga Bárbara Calmeto, diretora do Autonomia Instituto, alerta que esperar demais pode atrasar diagnósticos importantes e impedir o início de terapias que fazem diferença no futuro da criança. 

“Quanto antes for a intervenção, mel, hor para o neurodesenvolvimento”, afirma. Ela explica que o cérebro nos primeiros anos de vida é altamente plástico e essa janela precoce é decisiva para o aprendizado e a adaptação. 

Uma pesquisa da Drexel University, publicada em novembro de 2024, mostrou que o uso de triagens padronizadas, como o M-CHAT-R/F, durante consultas pediátricas de rotina, permite identificar sinais de autismo com média de diagnóstico aos 20 meses, inclusive em casos leves. Já um estudo da University of Missouri (2025) apontou que comportamentos observados aos nove meses podem indicar sinais de autismo, reforçando a importância da atenção precoce. 

Segundo uma revisão publicada no periódico Autism Research, apenas 15% das crianças em idade pré-escolar com Transtorno do Espectro Autista (TEA) iniciam terapias antes dos dois anos, uma lacuna que reduz o potencial de avanço no tratamento. 

Mesmo antes de um diagnóstico fechado, alguns sinais devem ser observados: falta de reação a sons, ausência de contato visual ao ser chamada pelo nome, expressões faciais pouco variadas, preferência por brincar sozinha, ausência de balbucios e movimentos repetitivos. 

Esses comportamentos não confirmam o diagnóstico, mas justificam uma avaliação. “Muitos pais esperam que o tempo resolva, mas isso pode significar perder o período mais importante para o desenvolvimento”, alerta Calmeto. 

A Análise do Comportamento Aplicada (ABA) é uma das terapias mais indicadas e, quando iniciada cedo, ajuda a ampliar interações sociais, desenvolver habilidades de comunicação e autonomia. A especialista reforça que cada criança realmente tem um ritmo, mas essa diferença não deve ser usada como justificativa para adiar investigações. “Nem toda variação é sinal de autismo, mas toda dúvida merece ser avaliada. Esperar pode custar oportunidades preciosas de desenvolvimento”, conclui.

 

Sinais precoces 

Segundo a especialista, os seguintes sinais podem ser observados em bebês e indicam a necessidade de uma avaliação especializada:

1️ Falta de reação a estímulos sonoros: Bebês normalmente reagem a sons, especialmente visíveis ou familiares. A ausência dessa resposta pode ser um indicativo de TEA. 

2️ Ausência de contato visual ao ser chamado pelo nome: Espera-se que a criança responda de 70% a 80% das vezes quando chamada. 

3️ Expressões faciais limitadas: Bebês com TEA podem apresentar apenas uma expressão facial, independentemente das emoções. 

4️ Isolamento social: Preferem brincar sozinhos e evitam interações carinhosas ou gestos de afeto. 

5️ Ausência de balbucios ou tentativas de comunicação sonora: Sons como "ada" ou "ohh" são comuns em bebês neurotípicos que querem chamar atenção. 

6️ Movimentos repetitivos: Balançar os pés ou bater a cabeça de forma frequente pode ser observado. 

Calmeto ressalta que, quanto mais cedo as terapias especializadas são iniciadas, maior a chance de avanços nos déficits apresentados. A Intervenção ABA, por exemplo, tem sido amplamente utilizada para aumentar interações sociais, reduzir comportamentos inadequados e ensinar habilidades importantes, proporcionando um desenvolvimento mais próximo ao esperado. "Isso pode transformar o futuro dessas crianças, garantindo-lhes mais autonomia e qualidade de vida", completa a neuropsicóloga. 


Mulheres lideram uso de IA para cuidados com a saúde no Brasil, aponta estudo


Levantamento do Olá Doutor mostra que 74,5% das brasileiras recorrem 
à inteligência artificial para dúvidas médicas, contra 66,2% dos homens  

 

As mulheres brasileiras estão à frente quando o assunto é o uso de inteligência artificial para cuidados com a saúde. Segundo um estudo do Olá Doutor, plataforma de consultas online via chat, 74,5% delas afirmam ter recorrido a ferramentas como ChatGPT e Gemini no último ano para esclarecer dúvidas médicas — índice superior ao observado entre os homens, de 66,2%.  

Os dados fazem parte de um levantamento realizado com pessoas de diferentes regiões do país, que buscou entender como os brasileiros utilizam a IA para obter informações sobre o próprio corpo e organismo, além de mapear a frequência de uso dessas tecnologias, seus riscos e os principais temas pesquisados. 

Na prática, o estudo revela que o uso dessas ferramentas já faz parte da rotina da população: ao todo, 7 em cada 10 entrevistados disseram ter recorrido à IA no último ano para tirar dúvidas sobre sintomas ou doenças. Além disso, quase metade dos respondentes relatou utilizar a tecnologia para compreender informações sobre medicamentos e diagnósticos médicos, reforçando o papel crescente da inteligência artificial como apoio na busca por informações em saúde.

 

Quais são os principais temas relacionados à saúde que levam os brasileiros a utilizar IA? 

Em um contexto marcado pela busca por mais agilidade nos serviços de saúde e a popularização da IA no cotidiano, os dados recentes divulgados pelo Olá Doutor apenas comprovam uma impressão geral: como, nos últimos anos, a tecnologia passou a ocupar um espaço cada vez mais presente na rotina dos pacientes, antes ou após uma consulta médica.  

Ao serem questionados pela plataforma, 71% dos entrevistados afirmaram ter recorrido à inteligência artificial no último ano para tirar dúvidas sobre sintomas ou doenças, prática ainda mais comum entre pessoas com doenças crônicas (81,4%) se comparadas àquelas que não convivem com condições contínuas de saúde (61,6%).  

Outras diferenças também aparecem quando se observa o perfil dos usuários: as mulheres brasileiras tendem a utilizar mais a IA para questões médicas do que os homens (74,5% contra 66,2%), hábito também mais frequente entre os estudantes e pessoas de até 30 anos — grupos que mais recorreram à tecnologia nos últimos doze meses. 

Na prática, de acordo com o Olá Doutor, canais como o ChatGPT e Gemini servem como uma espécie de ferramenta de apoio para compreender orientações ou informações técnicas. Não por acaso, quase metade dos entrevistados (49%) afirmaram ter usado a IA nos últimos meses para pesquisar sobre medicamentos, 41,6% recorreram à tecnologia para entender diagnósticos e 35,4% disseram usá-la para interpretar exames ou laudos.  

Mas, afinal, quais tópicos de saúde vêm levando a população até a inteligência artificial recentemente? Quando o assunto são os temas que mais despertam as buscas, sintomas gerais, como febre, dores e desconfortos lideram o ranking (59,6%), seguidos por nutrição e alimentação (54%) e questões de saúde mental, como ansiedade, estresse ou depressão (46,8%) — que evidenciam como a tecnologia tem sido utilizada tanto para dúvidas imediatas quanto para questões relacionadas ao bem-estar no dia a dia. 


 

O outro lado da tecnologia: os riscos de se recorrer à IA para fins de saúde 

Mais do que um recurso para esclarecer dúvidas rápidas, algo que o Olá Doutor descobriu é que, para o bem ou para o mal, o uso da IA também vem influenciando a forma como os brasileiros observam e interpretam a própria saúde, afetando o modo pelo qual a população se informa e toma decisões relacionadas ao próprio corpo e organismo.  

Entre os efeitos positivos identificados pelos entrevistados, muitos relataram uma postura mais ativa em relação aos cuidados pessoais: cerca de 58,8% afirmaram ter passado a prestar mais atenção em sintomas e sinais do próprio corpo após utilizar ferramentas de IA, enquanto 52,4% disseram se informar com maior frequência sobre prevenção e cuidados de saúde. Além disso, uma parcela considerável destacou ter adotado mudanças de hábitos no dia a dia (45,4%), incluindo melhorias na alimentação ou na rotina de atividades físicas.  

Por outro lado, o estudo também revela que o uso dessas ferramentas pode trazer uma série de riscos sem a orientação médica adequada. Muitos respondentes, por exemplo, afirmaram ter passado a pesquisar de forma excessiva sobre possíveis doenças (20,2%) ou se tornar mais ansiosos em relação à saúde após recorrer à IA (16,8%). 

Em alguns casos, a interpretação das informações também gerou distorções: 3 em cada 10 deles relataram já ter interpretado um sintoma como mais grave do que realmente era, ao passo que 22,4% minimizaram sinais que depois se mostraram mais sérios.  


Para Anderon Zilli, CEO do Olá Doutor, esse cenário reforça o papel da tecnologia como complemento, e não substituto, da avaliação médica. “Ferramentas podem, sim, ampliar o acesso à informação, mas não substituem a análise clínica feita por um profissional de saúde”, explica. “Com o avanço da telemedicina, ser atendido por um médico deixou de ser um processo demorado e burocrático: hoje, consultas online permitem que pacientes tenham acesso à orientação profissional em poucos cliques, reduzindo o risco de decisões baseadas apenas em informações encontradas na internet.” 

 

Qual será o futuro da IA na saúde? As apostas dos brasileiros  

Embora o uso da IA para esclarecer dúvidas médicas já faça parte da rotina de muitos brasileiros, essa relação, segundo os respondentes, ainda é marcada por certo nível de cautela. 

De acordo com o Olá Doutor, mais da metade dos entrevistados (52,8%) afirmaram ter algum grau de desconfiança quanto ao armazenamento de seus dados de saúde, por exemplo, entre aqueles que confiam parcialmente nas ferramentas (33,8%), confiam pouco (12,6%) ou não confiam de forma alguma nesse tipo de tecnologia quando o assunto são informações de ordem pessoal (6,4%).  

É um cenário que ajuda a explicar como a população enxerga o futuro da inteligência artificial no setor: quando questionados sobre os próximos anos, a maioria dos ouvidos pela empresa acreditam que tal tecnologia deve avançar, mas com certas limitações e cuidados 


Para 29,8% dos respondentes, a IA tende a impulsionar certas inovações na saúde, desde que acompanhada por regulamentações adequadas, enquanto 26,8% acreditam que seu uso será mais restrito — funcionando principalmente como uma ferramenta de apoio, e não uma sucessora do trabalho médico.

 

Metodologia  

Para entender o impacto da IA nos hábitos de saúde dos brasileiros, nas últimas semanas, foram entrevistados 500 adultos (maiores de 18 anos) residentes em todas as regiões e conectados à internet. O índice de confiabilidade foi de 95%, e a margem de erro foi de 3,3 pontos percentuais. 

Ao todo, os respondentes tiveram acesso a 8 questões, que exploraram a frequência com que recorrem à IA para fins de saúde, os tópicos mais populares nas ferramentas e seus impactos no dia a dia. A organização das respostas possibilitou a criação de diferentes rankings, nos quais você confere o percentual de cada alternativa apontada pelos entrevistados. 

 

Brasil enfrenta desafio silencioso com o HTLV; infectologista do MPHU alerta para prevenção e diagnóstico precoce


O Brasil está entre os países com maior número de casos de HTLV (Vírus Linfotrópico de Células T Humanas), uma infecção que pode permanecer assintomática por muitos anos e, por isso, segue subdiagnosticada. De acordo com o infectologista do MPHU, Frederico Zago, o desconhecimento sobre o vírus ainda é um dos principais obstáculos para o controle da doença, já que muitas pessoas convivem com o HTLV sem saber. 

Segundo o especialista, o HTLV é um vírus que infecta células do sistema imunológico e pode ser transmitido principalmente por relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas e agulhas, além da transmissão de mãe para filho, especialmente durante a amamentação. “É uma infecção que não tem a mesma visibilidade que outras, mas que exige atenção. A prevenção está diretamente ligada à informação e ao comportamento seguro”, explica. 

Embora grande parte das pessoas infectadas nunca apresente sintomas, o HTLV pode estar associado a doenças graves. Entre as principais complicações estão a leucemia/linfoma de células T do adulto e uma condição neurológica chamada mielopatia associada ao HTLV, que pode causar fraqueza muscular, rigidez e dificuldades de locomoção. “São doenças que impactam significativamente a qualidade de vida, por isso o diagnóstico precoce é tão importante”, destaca Zago. 

O diagnóstico do HTLV é feito por meio de exames de sangue específicos, geralmente solicitados em situações de risco ou investigação clínica. Apesar de não haver cura para o vírus, o acompanhamento médico é fundamental para monitorar possíveis manifestações e iniciar o tratamento adequado caso surjam complicações. “O paciente precisa ser acompanhado ao longo da vida. O foco é identificar precocemente qualquer alteração e e garantir o melhor cuidado possível", afirma o infectologista. 

Para Frederico Zago, medidas simples podem fazer a diferença: “A informação, o uso de preservativo e a realização de testes quando indicados são medidas fundamentais para a prevenção”. 

Em caso de dúvida, procure uma unidade de saúde e informe-se.


A prática de exercícios físicos orientada pode controlar o diabetes?


Muita gente pode não saber, mas fazer exercícios físicos com frequência é quase tão importante quanto tomar remédios para tratar algumas doenças, como, por exemplo, a diabete, especialmente a tipo 2. O treino orientado ajuda bastante a controlar esta doença porque melhora a sensibilidade à insulina, reduz a glicemia e contribui ainda para a saúde cardiovascular. 

É importante destacar também que o treinamento pode reduzir as dosagens, mas não substitui medicamentos, nem acompanhamento médico. Nunca, portanto, comece um programa de exercícios sem antes consultar seu médico para uma avaliação cardiovascular e também conversar com um profissional de Educação Física para planejar a intensidade ideal para o seu caso. 

A primeira grande contribuição do treino assistido é sua relação direta com sensibilidade à insulina porque o organismo começa a usar a glicose de maneira mais eficaz, diminuindo os níveis de açúcar no sangue. Além disso, melhora a captação de glicose, porque durante a atividade física, os músculos chegam a absorver até 10 vezes mais glicose, mesmo na ausência da insulina. 

Durante um treino, os músculos ‘puxam’ o açúcar do sangue para usar como energia, muitas vezes sem precisar de insulina. É como se o exercício criasse um ‘atalho’ para o açúcar entrar nas células. O corpo começa a responder de forma mais eficaz à insulina que produz (ou que a pessoa administra), diminuindo a demanda por doses maiores. Em outras palavras, durante o exercício, o músculo usa glicose como fonte de energia, o que ajuda a baixar o açúcar no sangue, muitas vezes até sem precisar de insulina extra. 

Uma sessão de exercícios pode ajudar a manter mais baixos os níveis de glicose por um período de 24 a 48 horas depois de terminar a sessão. O treino orientado é um recurso eficaz no controle do diabetes, porque atua como um complemento fundamental ao tratamento médico e à dieta balanceada. Ele não fica no lugar da medicação, mas intensifica seus efeitos e melhora a qualidade de vida. 

A prática costumeira de exercícios colabora com o controle glicêmico, ao manter os níveis de glicose estabilizados durante o dia, reduzindo a pressão arterial, colesterol e triglicerídeos, que são fatores de risco comuns em diabéticos, e consequentemente auxilia na redução de riscos cardiovasculares. Também auxilia na perda da gordura corporal e obesidade. Este tem sido um problema que está entre os maiores agravantes na diabetes tipo 2. 

Para especialistas em saúde, o exercício supervisionado é uma das bases essenciais para o controle do diabetes, sendo frequentemente tão eficiente quanto a ‘administração’ de medicamentos para manter sob controle os níveis de açúcar no sangue. Para quem tem diabetes, o exercício não pode ser feito de qualquer jeito, pois existem riscos próprios para quem sofre da doença. Por isso a orientação profissional do professor de educação física é essencial. O acompanhamento profissional é importante para ajustar a intensidade, tipo e duração do treino e compatibilizar o treino com a idade, condicionamento e comorbidades, caso existam. 

O treino orientado, especialmente quando feito com acompanhamento profissional e integrado ao tratamento médico, é muito eficaz. O profissional de Educação Física saberá interpretar quando uma pessoa deve ou não treinar com base na sua medição capilar (do momento), também chamado de monitoramento da glicemia capilar, ou seja, aquele teste rápido que avalia o nível de açúcar no sangue em tempo real, utilizando uma gota obtida geralmente da ponta do dedo com um glicosímetro. 

No caso de crises de hipoglicemia, quando ocorre o comportamento inverso, o treinador pode ajudar a ajustar a intensidade do treino para evitar que o açúcar caia demais durante ou depois de o treinamento ser encerrado. Para aquelas pessoas com lesões nos pés oriundas da diabete, cabe ao instrutor orientar sobre calçados e tipos de impacto para evitar feridas que demorem a cicatrizar. Em relação aos exercícios de força bem intensos, eles podem elevar a pressão arterial. Apenas o treino bem orientado garante as cargas limites para os picos de pressão, que são frequentes em exercícios muito intensos de força. 

São diversas as alternativas para os diabéticos treinarem e melhorarem seu bem-estar. Há por exemplo os treinos aeróbicos (caminhada ou corrida leve, natação, dança ou bicicleta, por exemplo) e anaeróbicos como a musculação, que é extremamente eficaz em relação à glicose. No caso das atividades anaeróbicas, como a musculação, yoga, alongamento ou pilates, se exercitar duas ou três vezes por semana é o ideal. Essas atividades podem fortalecer a musculatura e o bem estar mental, entre outros benefícios. A yoga, pilates e alongamentos também ajudam na prevenção de lesões. 

Geralmente, os treinos combinados são os que costumam trazer os melhores resultados. Estudos apontam que em média 150 minutos semanais de atividade moderada e distribuídos ao longo da semana é uma boa receita. 

Entre aqueles cuidados recomendados para quem irá começar a treinar estão a hidratação e alimentação adequada, para manter equilíbrio energético durante os exercícios. Além disso, é bastante prudente fazer a progressão gradual nos exercícios, isto é, começar com treinos leves e aumentar a intensidade aos poucos, sem exageros. Assim a pessoa alcançará o estágio certo, no tempo certo.

 

 

Rairtoni Pereira - Personal Trainer há mais de 10 anos, ajudando pessoas a serem mais felizes com seus corpos. É autor do livro ‘5 Atitudes para criar o hábito de se exercitar todos os dias’.



Março Azul-Marinho: Ação nacional alerta para prevenção e diagnóstico precoce do câncer colorretal

Coloproctologistas do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) reforçam que mudanças em hábitos intestinais são sinais de alerta para a doença

 

A campanha nacional “Março Azul-Marinho” de alerta sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer colorretal ocorre neste dia 27 de março. Os coloproctologistas do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo reforçam a importância dos exames preventivos e da atenção às alterações do funcionamento do intestino, principalmente para as pessoas com mais de 45 anos e com histórico da doença na família.

 

O câncer colorretal pode atingir tanto o cólon, parte do intestino grosso, quanto o reto, região final do órgão próxima ao ânus. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), entre 2026 e 2028, no Brasil, a estimativa é registrar 53.810 novos casos da doença, com maior prevalência em mulheres. O coloproctologista e diretor do Serviço de Gastrocirurgia e Coloproctologia do HSPE, Dr. Rogerio Machado Cury, explica que o risco de desenvolvimento da doença aumenta a partir dos 50 anos.

 

“À medida que o quadro evolui, começam a surgir sinais que devem chamar a atenção. Entre os principais estão as mudanças no hábito intestinal: pessoas que tinham um funcionamento intestinal regular passam a apresentar diarreia frequente ou piora da constipação em um curto período”, afirma o especialista, que reforça ser comum a doença ser assintomática nos primeiros estágios.

 

São fatores de risco para o desenvolvimento do câncer colorretal, principalmente hábitos comportamentais, como tabagismo, sedentarismo, excesso de gordura corporal, consumo de bebidas alcoólicas, ingestão elevada de carne vermelha e carnes processadas, além do baixo consumo de alimentos ricos em fibras, como cereais integrais, leguminosas, frutas e vegetais.

 

“Como essa doença muitas vezes é assintomática, o rastreamento é fundamental. Quando o diagnóstico é feito em estágios iniciais, as chances de tratamento e cura aumentam significativamente. A recomendação é que todas as pessoas a partir dos 45 anos realizem a colonoscopia preventiva e, aquelas com síndromes genéticas ou histórico familiar de primeiro grau da doença, iniciem o rastreamento dez anos antes da idade do parente com câncer”, orienta o especialista.

 

 

Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo - Iamspe

Por que a dengue pode se agravar justamente quando o paciente acha que está melhor?

Infectologista explica como a dengue evolui no organismo e alerta para sintomas que exigem atendimento médico imediato

 

A dengue não tem hora para aparecer. A doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti pode surgir em qualquer época do ano e variar de quadros leves até formas graves que, se não tratadas corretamente, podem levar ao óbito. Por isso, conhecer a evolução da doença e saber identificar os sinais de alerta é fundamental para evitar complicações. 

De acordo com a infectologista Martina Zanotti, do Hospital Vitória Apart, a dengue costuma evoluir em três fases: febril, crítica e de recuperação. Entender cada etapa ajuda a identificar quando o quadro exige maior atenção.
 

Fase febril: início da doença

A primeira etapa da dengue é conhecida como fase febril e costuma durar entre dois e sete dias. “É a fase inicial, marcada por febre alta, dor de cabeça, dor muscular, dor atrás dos olhos, náuseas, vômitos, diarréia e manchas vermelhas na pele. A maioria dos pacientes se recupera neste estágio, sem maiores complicações”, explica Martina.
 

Fase crítica: quando o risco aumenta

Em alguns pacientes, a doença evolui para a chamada fase crítica, período em que o risco de agravamento é maior. “Esse é o momento de maior atenção, pois ocorre justamente quando a febre começa a melhorar, entre o quarto e o sétimo dia. É nessa etapa que a doença pode se agravar e precisamos estar atentos aos sinais de alarme: dor abdominal intensa, vômitos persistentes, tontura ou desmaios, redução da urina, sonolência excessiva, confusão mental ou sangramentos. Esses sintomas exigem atendimento médico imediato”, alerta a especialista.
 

Fase de recuperação

Nos pacientes que passaram pela fase crítica, a recuperação geralmente começa a partir do sétimo dia do início dos sintomas. “Há melhora progressiva do quadro, embora alguns sintomas, como fraqueza, possam permanecer por mais tempo. Em casos com complicações, como hepatite pelo vírus da dengue, a recuperação pode ser mais lenta”, explica a infectologista.
 

Segunda infecção pode ser mais grave

A infectologista também alerta que uma segunda infecção por dengue pode ser mais grave. Isso ocorre porque existem quatro sorotipos do vírus, e novas infecções tendem a provocar quadros mais severos. “O maior perigo da dengue é uma segunda ou terceira infecção, que pode evoluir de forma mais grave”, afirma. 

Para reduzir riscos, a hidratação é essencial durante a doença. “O vírus provoca uma distribuição inadequada dos líquidos no corpo, favorecendo a desidratação, que pode agravar o quadro”, explica. 

A médica do Hospital Vitória Apart também reforça a importância da vacinação. “A vacina é extremamente segura e eficaz contra a doença. A maior vantagem é a prevenção das formas graves, hospitalização e morte por dengue. A pessoa vacinada pode pegar a doença, mas terá uma probabilidade muito menor de adoecer gravemente”, conclui.


Varizes podem estourar e causar sangramento intenso; cirurgião vascular explica o que fazer

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De acordo com o Dr. Fábio Rocha, a condição, chamada de varicorragia, exige atenção imediata e reforça a importância do acompanhamento vascular regular 

 

As varizes são uma preocupação frequente entre os brasileiros, não apenas pelo desconforto estético ou pelas dores e inchaços que causam, mas pelo risco de se romperem quando não tratadas adequadamente. Essa condição, conhecida clinicamente como varicorragia, provoca sangramento súbito e intenso, além de manchas roxas e hematomas internos que podem comprometer ainda mais a rotina do paciente. 

Segundo o cirurgião vascular e angiologista Dr. Fábio Rocha, os fatores que levam ao rompimento das varizes são variados. "A fragilidade das paredes dos vasos, agravada por condições como deficiência de vitamina C, uso de medicamentos anticoagulantes, doenças hepáticas ou mesmo o envelhecimento natural, pode tornar as veias muito mais vulneráveis ao rompimento", explica o especialista. 

Entre as causas mais comuns estão o aumento de pressão nas veias, os danos causados pela exposição solar excessiva ao longo dos anos e condições que afetam a coagulação do sangue, como a deficiência de plaquetas. O avanço da idade também tem papel relevante, já que torna a pele e as paredes dos vasos mais finas e menos elásticas.


Como identificar uma variz estourada?

O sinal mais evidente, e que costuma assustar à primeira vista, é o sangramento súbito, que normalmente não causa dor e pode ser percebido em atividades simples do cotidiano, como tomar banho, trocar de roupa ou calçar sapatos. Após o sangramento, manchas arroxeadas ou azuladas tendem a se formar ao redor da região afetada, podendo vir acompanhadas de dor, inchaço e inflamação. 

"Em casos mais graves, o sangramento pode ser volumoso e intenso, causando queda na pressão arterial, sudorese e tontura. Por isso, esses sintomas precisam ser tratados com rapidez. Se demoram a ser controlados, podem gerar feridas abertas e aumentar o risco de infecções", alerta o Dr. Fábio Rocha.


O que fazer enquanto o socorro não chega

O médico recomenda que a varicorragia seja tratada imediatamente por um profissional de saúde. No entanto, algumas medidas podem ser adotadas pelo próprio paciente ou por pessoas ao redor antes do atendimento médico. O paciente deve se acalmar e se deitar, elevar a perna afetada acima do nível da cabeça e comprimir a região do sangramento com um pano limpo umedecido em água fria. Com o sangramento controlado, é fundamental buscar atendimento médico o quanto antes. 

Para o Dr. Fábio Rocha, o episódio de varicorragia reforça a importância de consultas regulares com um cirurgião vascular. "O acompanhamento periódico permite monitorar a evolução da doença, avaliar o grau da condição e definir o melhor plano de tratamento para cada paciente", orienta. 

Entre as medidas recomendadas estão o uso de meias de compressão, a prática regular de atividade física, a elevação das pernas ao descansar e a manutenção do peso adequado. Em casos mais avançados, podem ser indicados procedimentos como laser, radiofrequência, escleroterapia, também chamada de "secagem de varizes", ou cirurgia, que costuma ter rápida recuperação e bons resultados funcionais e estéticos. 

"Cuidar das varizes vai muito além da estética. É uma questão de saúde e qualidade de vida", conclui o Dr. Fábio Rocha.

 

Fábio Rocha - cirurgião vascular oferece um atendimento humanizado, eficaz e altamente especializado. Ele se formou em Medicina, em 2002, na USP (Universidade de São Paulo, campus de Ribeirão Preto) e, posteriormente, fez a residência médica em Cirurgia Geral no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Em 2005, ingressou na especialidade que exerce até hoje: Angiologia e Cirurgia Vascular. Após o término da especialização, em 2009, quando já atuava como cirurgião vascular em Ribeirão Preto, desenvolveu um modelo experimental inédito de "Aneurisma de Aorta Abdominal" e recebeu um importante reconhecimento durante o "Congresso Brasileiro de Angiologia e Cirurgia Vascular". Junto ao Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP, conquistou o primeiro lugar na principal categoria de trabalhos apresentados. Desde 2018, desenvolve um trabalho de extrema importância junto ao SUS em diversas cidades do estado de São Paulo. Esse projeto transforma vidas, devolvendo a saúde, a dignidade e a qualidade de vida a inúmeros pacientes. Bastante reconhecida no meio médico, essa iniciativa vem ganhando cada dia mais visibilidade e já é realizada em outros estados do Brasil.


É possível prevenir essas doenças respiratórias no Outono e Inverno?

Vacinas da gripe e do VSR são algumas das ações preventivas para evitar o agravamento de doenças respiratórias. 

Asma atinge cerca de 10% da população brasileira e ainda é importante causa de morte

 

Estar com a carteira de vacinação atualizada e algumas medidas adotadas no dia a dia podem ajudar a minimizar as chances de uma crise respiratória, como asma e rinite. São doenças que, se não estiverem sob controle, os vírus e bactérias podem causar um processo inflamatório, levando, muitas vezes, a quadros respiratórios graves.

 

“Com a chegada do outono e do inverno, crianças pequenas e idosos tornam-se os grupos mais suscetíveis às infecções virais respiratórias, reforçando a importância da vacinação como principal medida preventiva.” enfatiza Dra. Fátima Rodrigues Fernandes, presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

 

O que acontece nessas épocas do ano - A redução da umidade do ar durante o outono e inverno, que geralmente fica abaixo dos 30% nessas estações do ano, aliada a condições de menor dispersão atmosférica de gases e de materiais particulados, podem levar uma maior propagação de partículas virais e bactérias, irritando vias aéreas, predispondo a quadros infecciosos. No Brasil, o padrão de sazonalidade varia entre as regiões, sendo mais marcado naquelas com estações climáticas mais bem definidas, como no Sul, Sudeste e Centro Oeste.

 

Rinite Alérgica - Mais comum após os 2 anos de idade, atinge cerca de 26% das crianças brasileiras. Em adolescentes, esse percentual vai a 30%, de acordo com dados do ISAAC (Estudo Internacional de Asma e Alergias na Infância), aplicados em vários estados brasileiros.

 

Os sintomas da rinite são caracterizados por coceira frequente no nariz e/ou nos olhos, espirros seguidos, principalmente pela manhã e à noite, coriza (nariz escorrendo) frequente e obstrução nasal, mesmo na ausência de resfriados”, explica a presidente da ASBAI.

 

Asma - Acomete cerca de 10% da população brasileira e é a causa de morte de aproximadamente duas mil pessoas por ano. É uma doença inflamatória crônica das vias respiratórias que pode ser desencadeada ou intensificada por diversos fatores como ácaros da poeira, mofo, polens, infecção respiratória por vírus, alterações climáticas, excesso de peso, rinite, refluxo gastroesofágico, medicamentos, tendo como pano de fundo a predisposição genética. Da criança até o adulto jovem, as alergias são fatores importantes como causadores de crises de asma.

 

Por outro lado, a gripe é o exemplo típico da maior transmissibilidade nos meses de outono e inverno. Por isso, as campanhas de vacinação se iniciam nessa época. Além do vírus influenza, todos os outros vírus de transmissão respiratórias incluem-se neste contexto, como o vírus sincicial respiratório (VSR), que já conta com vacina disponível para crianças e idosos no Sistema Único de Saúde (SUS), os rinovírus, adenovírus, coronavírus, bocavírus, metapneumovirus e outros”, informa Dra. Fátima Fernandes.

 

Crianças e idosos são a população mais prevalente para essas doenças. Dra. Fátima explica que na criança há uma imaturidade imunológica proporcional à faixa etária e no idoso as respostas tendem a ser mais lentas e, muitas vezes, insuficientes.

 

“Os pacientes alérgicos tendem a ter quadros mais intensos e os portadores de alguma deficiência imunológica (primária ou secundária a outras doenças e tratamentos), constituem um grupo extremamente vulnerável a complicações clínicas quando infectados, por falta de defesas imunológicas”, detalha a presidente da ASBAI.

 

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