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segunda-feira, 30 de março de 2026

É caneta ou cigarro? Como o design de vapes pode camuflar o vício em nicotina dentro das escolas

Com salto de 16,8% para 30% na experimentação entre jovens, design 'tech' de cigarros eletrônicos oculta concentrações de nicotina superiores a um maço de cigarros comum 

 

Um marca-texto amarelo, um pen-drive USB, uma caneta esferográfica e dois dispositivos eletrônicos de fumar. Dispostos lado a lado, a distinção entre o material escolar e o dispositivo de entrega de nicotina é quase imperceptível. Este ‘teste do estojo’ ilustra o desafio que pais e educadores enfrentam diante da nova geração de cigarros eletrônicos, cujos formatos podem imitar objetos cotidianos para evitar o flagrante e a rejeição. 

A estratégia estética tem surtido efeito nos números. Dados do IBGE e de secretarias de saúde indicam um salto preocupante: em alguns cenários urbanos, a experimentação de dispositivos eletrônicos entre jovens subiu de 16,8% para 30%. O problema central, alertam especialistas, é que a aparência de gadget tecnológico remove a percepção de risco imediato. 

Diferente do cigarro de papel, que carrega um odor forte e cinzas, os vapes modernos (especialmente os modelos pod e mod) utilizam um design minimalista e aromas adocicados. 

"Esse disfarce pode ocultar a percepção de perigo para o jovem, que sente que está usando um acessório legal, e para o pai, que acha que é apenas um artigo tecnológico", explica a Dra.Maria Cecília Maiorano, coordenadora da pós-graduação em Pneumologia da Afya Educação Médica São Paulo. 

Além da questão comportamental, o alerta recai sobre a gravidade clínica. O uso desses dispositivos está diretamente associado à EVALI (E-cigarette or Vaping product use-Associated Lung Injury), uma lesão pulmonar aguda que pode levar à hospitalização.

A Dra. Maria Cecília reforça que a discrição do aparelho esconde uma potência química perigosa: "Muitos desses dispositivos entregam uma concentração de nicotina superior a um maço inteiro de cigarros comuns, acelerando a dependência química em um cérebro ainda em desenvolvimento." 

A recomendação para pais e escolas é ter atenção aos detalhes. Dispositivos que se assemelham a pen-drives, mas possuem pequenas aberturas para sucção ou portas de carregamento USB em formatos atípicos, são sinais de alerta. O ‘teste do estojo’ serve como um chamado à realidade: o que parece um item de estudo pode ser, na verdade, um risco à saúde respiratória.


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É hora do marketing encarar o espelho


Todo ano é a mesma coreografia: empresas que passam 360 dias em silêncio decidem, de repente, que são as maiores entusiastas do samba. É o chamado marketing de oportunidade que, na prática, costuma ser apenas oportunismo barato. Mas, quando a bateria para de tocar, o que sobra de real para o consumidor além de um vácuo de relevância?

Carrego 30 anos de estrada e uma lição amarga: quem vive de aplauso imediato e não aposta em consistência, amarga sempre o alto preço do silêncio. O que vejo hoje são empresas perdendo a mão e a autenticidade nessa ânsia oportunista e antiquada. Não se engane: perseguir cada data do calendário e tentar se enfiar em toda conversa, custe o que custar, não gera resultado confiável. Mesmo gerando muita espuma. Com as ferramentas de Marketing disponíveis no mundo atual, gerar engajamento vazio é relativamente fácil, difícil é construir uma marca que o consumidor respeite e continue se relacionando quando a festa acaba. 

Trocar a construção de um legado sólido por campanhas de oportunidade, independentemente do tamanho do investimento,  é o que eu chamo de "fantasias de cordeiro": Marcas que tentam parecer "da galera" ou mesmo boazinhas e  sustentáveis apenas em hiatos isolados. 

Marketing não é mais sobre surfar a onda, é sobre ter fôlego para nadar no mar revolto do cotidiano. Se a sua participação em um grande evento não for uma expressão real do que a sua empresa já é, do que ela acredita e, principalmente, do que faz nos outros 365 dias do ano, você não está fazendo marketing. Você está apenas desfilando fantasiado.

A conta é simples: seus valores precisam gerar valor. Se você prega diversidade no Carnaval, como está o seu RH em julho? Se você levanta a bandeira da sustentabilidade na semana do meio ambiente, como é o seu descarte de resíduos numa terça-feira comum? No jogo da construção de legado, não ganha quem tem o carro alegórico mais bonito. Ganha quem permanece relevante quando a música para, as luzes se apagam e o público volta para casa.

 

Alain S. Levi - fundador e CEO da Motivare e autor do livro Marketing sem blá blá blá: inspirações para a transformação cultural na era do propósito

 

Do check-in ao checkout: como não deixar o câmbio virar vilão da sua viagem

 

Divulgação 
belo app

Viajar é uma verdadeira terapia… até o momento em que o extrato volta com o plot twist. Tudo parece justificável: um café a mais, um passeio extra, um upgrade “só dessa vez”. Quando você vê, o orçamento já foi passear. E sozinho! E ainda tem um detalhe que pega muita gente: fora do Brasil, o dinheiro costuma ir embora em coisas pequenas, como conversões ruins na hora de pagar, saques com tarifa e taxas que acabam passando batido.

Para ajudar a manter o controle sem tirar a graça da viagem, a carteira digital bela reuniu 5 dicas simples e bem vida real. São ajustes fáceis que evitam sustos quando a fatura chega e deixam mais espaço para gastar com o que realmente vale a pena. Bora lá?


1) Defina um teto diário e reserve uma folguinha

Antes de embarcar, faça uma conta honesta do quanto você pode gastar por dia e deixe uma folga para imprevistos. Isso ajuda a não queimar o orçamento logo no começo e diminui aquela sensação de que o fim da viagem entrou em “modo contenção”.


2) Na maquininha, prefira pagar na moeda local

Em muitos lugares aparece a opção de pagar na sua moeda, como o real brasileiro. Parece prático, mas pode sair mais caro por causa da conversão dinâmica e de taxas embutidas. No geral, pagar na moeda local evita surpresas e costuma ser uma escolha mais segura para o bolso.


3) Separe o dinheiro por “bolsos”

Transporte, alimentação, passeios e extras. Quando cada categoria tem um limite, fica mais fácil decidir se aquele gasto entra como experiência ou como impulso. Dica extra: um bolso menor e consciente para “mimos” já resolve metade dos exageros.


4) Pense na estratégia de saque antes de precisar sacar

Saques em ATM podem envolver tarifas e um câmbio pouco amigável, principalmente em áreas turísticas. Se você for usar dinheiro físico, vale planejar com antecedência para não sacar várias vezes e para não cair nos caixas “convenientes” que costumam cobrar mais.


5) Evite fazer câmbio no calor do momento

Câmbio feito no aperto costuma ser o pior tipo de escolha. Aeroporto e situações de urgência quase sempre custam caro. Se você já sabe que vai gastar numa moeda específica, organizar tudo antes, com calma, tende a ser melhor do que resolver no susto.

“Uma viagem bem planejada financeiramente traz mais liberdade. Pequenas decisões, como atenção à moeda na hora do pagamento e uma rotina simples de orçamento, ajudam a reduzir custos escondidos e fazem o dinheiro render mais durante a experiência”, diz Manuel Beaudroit, CEO do belo.

No fim das contas, alguns combinados antes de sair e um pouco de atenção durante a viagem fazem diferença. Dá para voltar com fotos boas e histórias melhores ainda, sem aquela sensação de que a fatura foi um episódio extra que ninguém pediu.


Cresce a procura de mulheres por atendimento contra violência e violação de direitos em Centros de Apoio Técnico (CATs)

Sobreposição de vulnerabilidades (interseccionalidades): deficiência, gênero, pobreza e idade cria um “efeito de bônus de risco”, especialmente para mulheres com Deficiência Intelectual, que concentram as maiores taxas de violência sexual e física.

 

  • De dezembro de 2018 a fevereiro de 2026, foram atendidas mais de 7 mil mulheres vítimas de violência ou violação de direitos no CAT de São Paulo;
  • Nos dois primeiros meses de 2026 (janeiro e fevereiro), 52,7% dos atendimentos foram destinados a mulheres e, dentro desse grupo, 73,5% eram mulheres com deficiência;
  • Os atendimentos registrados com mulheres com deficiência entre janeiro e fevereiro de 2026 já correspondem a 20% do total observado ao longo de todo o ano de 2025, indicando um volume expressivo logo nos dois primeiros meses do ano;
  • São Paulo está entre os estados com maior taxa de notificação de violência contra pessoas com deficiência, especialmente Deficiência Intelectual e física.
  • Ainda há inúmeros casos de subnotificação e muitas denúncias são descredibilizadas, reforçando a necessidade de políticas públicas e iniciativas e proteção e atenção especializada;
  • Os CATs oferecem atendimento humanizado, escuta qualificada e articulação com serviços da rede de proteção.

 

A violência contra mulheres continua sendo uma realidade alarmante no Brasil. Em 2025, foram registrados 1.568 casos de feminicídio, um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior, evidenciando a urgência de políticas públicas de prevenção e proteção, segundo o Relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. 

Para as mulheres com deficiência, esse cenário se mostra ainda mais crítico, em razão da sobreposição de fatores que intensificam sua vulnerabilidade. Entre eles, destacam-se a descredibilização de seus relatos no momento da denúncia, a dependência econômica em relação ao autor da agressão, a necessidade de apoio de terceiros para atividades da vida diária, o medo de institucionalização involuntária, ausência de informações em formatos acessíveis, insuficiência de recursos de acessibilidade, receio de estigmatização, capacitismo e isolamento social. Soma-se a isso o fato de que, com frequência, as violações são cometidas por pessoas próximas, como familiares, parceiros ou integrantes do círculo de convivência, o que dificulta a identificação da situação, a denúncia e o rompimento do ciclo de abusos.

 

Segundo o Atlas da Violência 2025, o ambiente doméstico constitui o principal local de ocorrência desses casos entre mulheres com Deficiência Intelectual e física, concentrando 70,4% das notificações registradas. No estado de São Paulo, uma iniciativa busca mudar essa realidade dentro das delegacias. Os Centros de Apoio Técnico (CATs), unidades implementadas pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD), em parceria com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), com a gestão do Instituto Jô Clemente (IJC) — Organização da Sociedade Civil sem fins lucrativos que atua na promoção e prevenção de saúde, qualidade de vida e inclusão para pessoas com Deficiência Intelectual, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Doenças Raras — oferecem atendimento especializado e acessível para pessoas com deficiência vítimas de violência, incluindo mulheres em situação de violência doméstica. 

Atualmente, os CATs estão instalados em delegacias localizadas nos municípios de São Paulo, Campinas, Guarulhos, Santos e Ribeirão Preto. As unidades contam com equipe multidisciplinar composta por psicólogos, assistentes sociais e intérpretes de Libras, além de estrutura equipada com recursos de acessibilidade e tecnologias assistivas voltadas ao atendimento de pessoas com diferentes tipos de deficiência. 

Esses centros atuam no acolhimento das vítimas, no apoio ao registro das ocorrências, na orientação sobre direitos e na realização de encaminhamentos para os serviços das áreas de assistência social, saúde e educação. Segundo dados do CAT SP, os 158 atendimentos registrados com mulheres com deficiência entre janeiro e fevereiro de 2026 já correspondem a 20% do total observado ao longo de todo o ano de 2025, indicando um volume expressivo logo nos primeiros meses do ano. 

Apesar dos avanços, especialistas alertam que muitos casos continuam subnotificados e que, em diversas situações, as denúncias são descredibilizadas, contribuindo para a invisibilização dessas violências. 

“A insuficiência de informações acessíveis sobre serviços de proteção e prevenção, somada ao desconhecimento de direitos e dos marcos legais de proteção, contribui para o agravamento desse cenário entre mulheres com deficiência. Nesse contexto, é essencial que a rede de proteção esteja devidamente estruturada e capacitada para realizar triagem qualificada, identificar situações de violência e de violação de direitos e assegurar respostas adequadas às especificidades desse público. 

Também se faz necessária a qualificação da produção de dados e estatísticas, de modo a dimensionar com maior precisão a incidência desses casos e subsidiar a formulação de políticas públicas mais efetivas. O capacitismo e as múltiplas formas de violência dele decorrentes constituem uma realidade grave, que não pode seguir invisibilizada”, afirma João Victor Salge, Supervisor de Advocacy do IJC e do CAT São Paulo. 

“Mulheres com deficiência enfrentam barreiras adicionais quando são vítimas de violência, muitas vezes invisibilizadas ou sem acesso a um atendimento adequado. A presença de profissionais da segurança pública capacitados e da rede de proteção é fundamental para que esse atendimento seja humanizado, acessível e preparado para compreender as especificidades de cada deficiência. É assim que fortalecemos a proteção e garantimos que nenhuma mulher fique sem amparo”, diz o Secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Marcos da Costa.

 

Como os Centros de Apoio Técnico (CATs) auxiliam pessoas com deficiência vítimas de violência?

O Centro de Apoio Técnico (CAT) atua como um serviço especializado de acolhimento e escuta para mulheres com deficiência, assegurando atendimento qualificado, abordagem humanizada e oferta de recursos de acessibilidade compatíveis com as demandas de cada pessoa. 

No atendimento a situações de violência, o Centro realiza a orientação e os encaminhamentos necessários à rede de proteção, com foco em garantir o acesso efetivo de mulheres e meninas com deficiência aos serviços e mecanismos de defesa de direitos. Sua atuação também busca promover a autonomia, ampliar o conhecimento sobre direitos e fortalecer as condições de proteção desse público. Paralelamente, o CAT desenvolve ações voltadas à prevenção do capacitismo e das violências, com destaque para processos formativos dirigidos aos profissionais das áreas de segurança pública, saúde, educação e assistência social, de modo a qualificar a identificação, o acolhimento e o atendimento de casos, com maior sensibilidade, inclusão e adequação às necessidades específicas de mulheres e meninas com deficiência. Desde a criação do serviço, em 2018, mais de 17,2 mil pessoas já foram atendidas nos Centros de Apoio Técnico (CAT) no estado.

 

Como denunciar violência contra pessoas com deficiência?

Entre os canais oficiais de denúncia listados estão: Disque 100 (Direitos Humanos); Disque 180 (violência contra a mulher); Polícia Militar – 190. A cartilha orientativa em formato digital pode ser acessada no site do Instituto Jô Clemente (IJC): ijc.org.br por meio do link: Link
 

Serviço:
Localização e horário de funcionamento do Centros de Apoio Técnico (CATs)
Para atendimento não é necessário agendamento.

CAT São Paulo (6ª DPPD) – Rua Brigadeiro Tobias, nº 527, Centro de São Paulo (próximo ao metrô Luz). Funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h.

CAT Campinas (DEINTER 2) – Rua Oswaldo Oscar Barthelson, nº 713, Jardim Pauliceia. Funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h.

CAT Ribeirão Preto (DEINTER 3) – Rua São Sebastião, 1319 – Centro – Ribeirão Preto Avenida Costábile Romano, nº 3230, Nova Ribeirânia. Funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h.

CAT Santos (7º DP – DEINTER 3) - Rua Dr. Assis Corrêa, nº 50, Gonzaga. Funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h.

CAT Guarulhos (DEMACRO) – Rua Itaverava, nº 48, Vila Carmargos. Funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h. 



Instituto Jô Clemente (IJC) - Organização da Sociedade Civil sem fins lucrativos que, há 65 anos, promove saúde, qualidade de vida e inclusão para pessoas com Deficiência Intelectual, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Doenças Raras. O IJC apoia a Defesa de Direitos das pessoas com deficiência; dissemina conhecimento por meio de pesquisas científicas e inovação; fomenta a Educação Inclusiva e a Inclusão Profissional, além de oferecer assessoria jurídica às famílias das pessoas que atende. Pioneiro no Teste do Pezinho no Brasil e credenciado pelo Ministério da Saúde como Serviço de Referência em Triagem Neonatal, o laboratório do IJC é o maior do Brasil em número de exames realizados. O Instituto Jô Clemente (IJC) também é um centro de referência no tratamento de doenças detectadas no Teste do Pezinho, como a Fenilcetonúria, Deficiência de Biotinidase e o Hipotireoidismo Congênito. Para mais informações, entre em contato pelo telefone (11) 5080-7000 ou visite o site do IJC (ijc.org.br), o primeiro do Brasil 100% acessível e com Linguagem Simples. Aproveite para seguir o IJC nas redes sociais.



Leão em metamorfose: 35 mil motivos para ajustar as contas com o Imposto de Renda 2026

Univali mobiliza expertise técnica para orientar contribuintes diante das novas regras de apostas eletrônicas

 

O calendário fiscal brasileiro desperta com o vigor de novas diretrizes, exigindo do contribuinte mais do que apenas organização, mas uma compreensão aguda sobre a evolução do patrimônio digital e físico.

Em meio a esse cenário, a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) reafirma seu papel como farol de conhecimento, conectando a precisão contábil ao impacto social que a educação financeira exerce sobre a cidadania e o desenvolvimento regional. 

“A abertura do prazo do Imposto de Renda 2026 (ano-base 2025) em 23 de março marca mais um passo na caminhada para uma era de transparência amplificada”, afirma o professor do curso de Ciências Contábeis do campus Biguaçu da Univali, professor José Luiz da Silva. Segundo o docente, além do aumento no limite de obrigatoriedade para rendimentos tributáveis que passa a ser de R$ 35.584,00, o cruzamento das informações em malha fina se amplia com a inclusão do universo das apostas online.

 

O pulso digital e as apostas na malha fina

A grande novidade deste ano é a institucionalização dos ganhos com apostas online, as populares ‘bets’, no radar do fisco (Lei 14.790/2023). Ganhos líquidos que superem R$ 28.467,20, ou saldos em conta acima de R$ 5 mil no último dia de 2025, agora precisam ser declarados. Para o professor José, essa mudança reflete mais uma modernização no acompanhamento do fluxo de capital dos brasileiros.

“A Receita Federal está refinando seus algoritmos para acompanhar a nova economia digital, e a Universidade atua como o elo que traduz essa complexidade para o cidadão, garantindo que a inovação tecnológica no preenchimento caminhe junto com a segurança jurídica do contribuinte”, destaca Silva.

O uso da declaração pré-preenchida, disponível desde o primeiro dia do prazo, e o recebimento via Pix seguem como as rotas expressas para quem busca prioridade na restituição, otimizando o fluxo de caixa das famílias.

Diante do avanço da digitalização, a Receita Federal também reforça o alerta para golpes que utilizam dados reais para simular cobranças indevidas, especialmente via Pix. Mensagens enviadas por SMS, WhatsApp ou e-mail exploram senso de urgência, apresentam QR Codes adulterados e induzem o contribuinte a pagamentos imediatos. “A orientação é concentrar qualquer verificação exclusivamente no portal e-CAC e desconfiar de comunicações fora do domínio gov.br”, alerta o professor. A velocidade das transações via Pix, nesse contexto, reduz o tempo de reação e amplia o risco de prejuízo em caso de fraude.


Fronteiras de patrimônio e o campo social

Enquanto o limite para produtores rurais respira com um novo teto de receita bruta de R$ 177.920,00, o patrimônio imobiliário e móvel também ganha novos contornos, exigindo declaração de quem acumulou bens superiores a R$ 800 mil – direcionamento idêntico em relação ao recebimento de rendimentos isentos ou tributados exclusivamente na fonte, que obriga quem recebeu mais de R$ 200.000,00 nestes rendimentos a declarar.

No entanto, a Receita Federal também olha para o lado humano da estatística: o IR 2026 aprofunda a inclusão social ao consolidar campos para nome social e informações de raça e cor, permitindo um mapeamento mais fidedigno do perfil socioeconômico nacional.

“O contribuinte pode, ainda, na Declaração de Ajuste, destinar até 6% do seu imposto devido para os Fundos Sociais da Infância e Adolescência (FIA) e Fundo do Idoso (FID), sendo 3% para casa fundo”, enaltece o professor.

Santa Catarina tem um potencial de destinação de R$ 542 milhões, porém em 2425 foram destinados somente R$ 27 milhões aos fundos.

Silva também chama atenção para uma novidade em 2026 para os contribuintes não obrigados a declarar. “Mesmo sem atingir os critérios de obrigatoriedade, quem teve retenção de Imposto de Renda em qualquer mês do ano poderá receber a restituição de forma automática, a partir de 16 de julho de 2026, desde que possua chave Pix vinculada ao CPF em instituição bancária”, alerta.

É fundamental, contudo, cautela com as expectativas: a tão debatida isenção para quem recebe até R$ 5 mil mensais ainda não é uma realidade para este ciclo de 2026, sendo aplicada apenas aos rendimentos auferidos a partir deste ano, com reflexo na declaração de 2027. O prazo para o ajuste de contas encerra-se em 29 de maio, demandando atenção redobrada aos detalhes para evitar as garras da malha fina.


Orientação gratuita, alcance coletivo

A atuação da Univali na orientação tributária não é um movimento isolado, mas parte de um ecossistema de inovação e extensão que busca democratizar o conhecimento técnico. Historicamente, a instituição tem se posicionado como um suporte vital para a comunidade através de Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (Naf), que oferece suporte gratuito a pessoas físicas de baixa renda e pequenos empreendedores com renda bruta anual de até R$ 60 mil.

Esta tradição de auxílio à comunidade reforça o compromisso da Univali com a responsabilidade social, transformando uma obrigação burocrática em um exercício de consciência cívica. Ao longo das últimas décadas, a Universidade tem acompanhado as sucessivas digitalizações do fisco — da entrega em disquetes à onipresença da nuvem e da inteligência de dados —, garantindo que o aprendizado acadêmico transborde das salas de aula para gerar segurança e conformidade para milhares de catarinenses.

 

Mais informações: @nafunivali

Nem só de chocolate vive o coelho: dicas para garantir renda extra na Páscoa

Crédito pessoal permite aproveitar oportunidades sazonais únicas, desde que devidamente organizado e planejado, defende especialista

 

Muito aguardada por crianças e chocólatras, a Páscoa deste ano chega com grandes expectativas para o mercado. Segundo a CNDL/SPC Brasil, cerca de 106,8 milhões de brasileiros pretendem comprar algo na Páscoa de 2026, o que representa aproximadamente 65% da população. Fica claro então, que a Páscoa não é apenas sobre chocolates e celebrações; é também uma oportunidade valiosa para quem busca gerar renda extra. 

Com a demanda crescente por produtos temáticos e serviços relacionados à data, empreendedores podem capitalizar sobre essa época do ano de maneira inteligente e lucrativa. Muitas vezes, as finanças podem ser um desafio, principalmente quando se está com o nome restrito e buscando renda extra. A boa notícia é que, hoje, existem opções no mercado para quem quer impulsionar os negócios sob condições adversas; uma delas é o empréstimo pessoal. 

“Pode parecer uma ideia absurda, ter ‘mais uma conta’ para pagar, quando o objetivo é fazer uma renda extra. "Mas, quando planejado com cautela, pode ser uma solução inteligente para garantir o capital de giro necessário. Isso possibilita que os empreendedores aproveitem ao máximo as oportunidades de negócio durante essa época do ano". comenta Ana Paula Oliveira, Executiva de Marketing da Simplic. 

O empréstimo possibilita expandir linhas de produtos para ampliar a produção, diversificar a oferta ou até mesmo investir em melhorias operacionais para aumentar a eficiência e a qualidade do serviço. Ana orienta que o ideal é pesquisar sobre a empresa credora, para assim obter a melhor solução e não cair em golpes.  

A seguir, ela elenca algumas dicas para garantir a renda extra e aproveitar os benefícios dessa modalidade de empréstimo. Confira:

 

Planeje-se

Uma das grandes vantagens do empréstimo pessoal é saber o valor exato das parcelas mensais, já que tanto elas quanto os juros são fixos. Os valores ficam disponíveis desde a simulação, antes mesmo de aceitar o empréstimo, e serão os mesmos aplicados no fechamento do contrato e durante todo o prazo de pagamento. Desse modo, o cliente fica tranquilo, com a devida previsibilidade no orçamento, o que possibilita um planejamento financeiro preciso. 

Mas é preciso sempre manter as contas organizadas para estabelecer metas e calcular os riscos. “O ideal é que, mesmo ao aderir a essa modalidade de crédito, o empreendedor continue cuidando das contas do seu negócio por meio de planilhas de gastos e controle de fluxo de caixa. A organização precisa ser levada a sério o ano inteiro”, orienta a executiva.

 

Garanta o capital inicial 

Hoje, há diversos produtos financeiros que podem, em muitas situações, ser contratados pela internet, com processos simples e transparentes, como o empréstimo pessoal. Então, garantir o montante necessário para dar o pontapé não precisa ser um obstáculo. A aprovação costuma ser pouco burocrática e o dinheiro é disponibilizado rapidamente na conta do cliente. 

No entanto, essa facilidade não deve ser tratada de forma imprudente. “Um empréstimo pode ajudar muito, mas é importante colocar as parcelas na ponta do lápis e ter certeza de que elas cabem no orçamento antes de contratar. Senão, o que deveria ser solução pode acabar se tornando mais um problema”, ressalta Ana Paula.

 

Encontre seu nicho 

A Páscoa é o primeiro grande evento sazonal depois do Carnaval, momento oportuno para começar a temporada de renda extra, seja para pagar dívidas, conquistar uma meta financeira, investir ou ter como reserva de emergência. Ela serve como um pontapé inicial para tirar planos do papel. 

Mas não se preocupe se você não tem habilidade para confeitaria, que é o destaque da temporada. Ainda há outros mercados para explorar utilizando a data comemorativa como pretexto de venda, como cestas temáticas, artesanato temático, festas e atividades familiares e decoração.

 

Precifique corretamente

O preço final do seu produto deve seguir tendências do mercado e pesquisa na concorrência, mas não pode deixar de lado os custos de produção e quanto de receita você deseja obter. Para fazer uma avaliação correta do valor do seu trabalho, considere sempre os gastos fixos e variáveis da sua produção. 

“Qualquer empreendedor precisa entender e monitorar os gastos do negócio, pois isso permite um melhor controle financeiro e a tomada de decisões informadas para maximizar a rentabilidade. Precificar os produtos ou serviços de maneira correta é essencial para a saúde financeira do comércio, pois somente assim é possível criar estratégias para escalar”, finaliza Ana.

 

Simplic

 

IA corporativa repete promessas do passado e desafia empresas a rever estratégia

Depois de novas ondas de investimentos em assistentes, como o Microsoft Copilot e outras plataformas de IA, empresas perceberam que a redução de chamados não veio como prometido. A partir desta perspectiva, a BMC Helix defende uma mudança de abordagem, com foco em integração, execução de tarefas e sustentabilidade econômica 

 

Há seis meses, por exemplo, uma empresa aprovou a iniciativa de inteligência artificial. O plano de negócios foi apresentado, a liderança foi convencida de que um assistente como o Microsoft Copilot ou um agente virtual resolveria as “perguntas simples” que sobrecarregam TI e RH. A implementação saiu do papel. No primeiro mês, os números de adoção animaram. “Mas a realidade se impôs: o volume de chamados na TI segue praticamente o mesmo. O RH continua respondendo às dúvidas recorrentes sobre benefícios. Perguntas como onde encontro X não desapareceram. O problema não está, necessariamente, na execução — mas na abordagem. E esse ciclo não é novo”, afirma Bruno Moreira, country director da BMC Helix Brasil.


Um roteiro que se repete

Desde os anos 2000, empresas apostam em soluções que prometem eliminar solicitações repetitivas:

  • Bases de conhecimento e wikis (anos 2000) - centralização de documentos, mas com buscas ineficientes.
  • Portais corporativos (anos 2010) - investimentos pesados em gestão de conteúdo, enquanto funcionários continuavam preferindo ligar para o suporte.
  • Chatbots e assistentes virtuais (2015-2020) - árvores de decisão engessadas, experiência frustrante e baixa adesão.
  • Modelos de linguagem e assistentes de IA (2023 em diante) - promessa de linguagem natural e consciência contextual.

A cada nova onda, fornecedores garantem a redução de chamados. A cada ciclo, orçamentos robustos são aprovados. E os ganhos práticos costumam ser limitados. Segundo Moreira, o ponto central é que a maior parte das soluções foi desenhada para exibir informações, não para executar tarefas. “Os funcionários não querem apenas saber como solicitar férias — precisam efetivamente registrar o pedido. Não basta entender o processo para pedir um notebook — é necessário acessar o sistema de compras e consultar o envio de despesas exige interação com plataformas como Workday ou SAP Concur. A conclusão é que quando a IA só orienta, mas obriga o usuário a trocar de sistema, fazer novo login e navegar por interfaces complexas, o ganho de tempo é perdido e, por consequência, a adoção cai.”


O custo da IA corporativa

Soluções como o Copilot oferecem recursos avançados, especialmente para profissionais que produzem conteúdo intensivamente, como analistas financeiros ou executivos. O desafio surge ao estender o licenciamento para toda a força de trabalho e os planos corporativos podem ultrapassar US$ 360 por colaborador por ano. “Já o custo real de computação por interação com modelos de linguagem é de centavos. A diferença levanta questionamentos sobre sustentabilidade financeira, especialmente quando grande parte dos colaboradores utiliza apenas funções básicas de consulta”, explica Moreira.

O fato é que as empresas que relatam resultados mais consistentes adotaram outra estratégia: integrar agentes leves diretamente aos ambientes onde os funcionários já trabalham, como Microsoft Teams ou Slack, conectando-os às bases existentes — como Microsoft SharePoint ou Confluence — sem exigir licenças premium para todos. “Nesse modelo, o agente não apenas explica o processo de férias: verifica saldo, aplica a política interna e entrega um link já preenchido para aprovação do gestor. A diferença está na integração contextual com sistemas internos. O resultado é uma queda significativa na dependência do suporte telefônico, após anos de tentativas frustradas com portais e chatbots”, ressalta Moreira.


As perguntas estratégicas

Antes de investir ou reinvestir em IA corporativa, a BMC Helix recomenda avaliar três dimensões:

  • Capacidade - a solução acessa bases internas e dados contextuais sem licenciamento massivo?
  • Economia - qual o custo total em três anos? Quantos usuários realmente utilizarão recursos avançados?
  • Propriedade - é possível trocar modelos de IA e manter fluxos e dados desenvolvidos internamente?

Para as companhias que enfrentam pressão por retorno sobre investimento (ROI), a discussão deixa de ser tecnológica e passa a ser econômica e estratégica. “A promessa de que desta vez será diferente acompanha a transformação digital há mais de duas décadas. O que pode romper o ciclo não é necessariamente uma IA maior ou mais sofisticada, mas um modelo que combine integração operacional, controle de custos e foco na execução — não apenas na informação”, conclui Moreira.

 

BMC Helix


5 em cada 10 profissionais relatam mais agilidade no trabalho graças a soluções baseadas em nuvem

iStock
Percepção é ainda maior entre as pessoas da área de tecnologia ouvidas pela Locaweb, como desenvolvedores, programadores e especialistas em TI 

 

Para muitas empresas brasileiras, as soluções em nuvem deixaram de ser novidade, se tornando parte fundamental da rotina de trabalho, processos internos e a conexão das equipes. 

Ao longo do novo levantamento da Locaweb, especialista em serviços de internet e infraestrutura digital, 6 em cada 10 profissionais revelaram atuar em empresas que já adotaram o cloud computing em 2026, seja em nível avançado — com uso amplo e estratégico —, seja em expansão, com a migração em curso e ganhando relevância. 

O dado acaba de ser divulgado pela marca, que ouviu líderes e colaboradores de diversas áreas para entender os impactos da tecnologia nas operações corporativas. A pesquisa avaliou desde o nível de investimento e adoção de soluções até os efeitos concretos na rotina de trabalho, incluindo benefícios percebidos e os principais desafios das equipes.  

Para os entrevistados, os investimentos em nuvem não apenas demonstram preocupação com a transformação digital do trabalho, mas vêm trazendo uma série de impactos positivos no próprio dia a dia — como mais agilidade na execução dos projetos (48%), maior integração entre sistemas e áreas (37,4%), facilidade no acesso remoto (42%) e, ainda, o fortalecimento da segurança (37,4%), sobretudo em um momento de maior exposição a riscos digitais e necessidade de proteção de dados.

 

Como as empresas nacionais estão investindo em cloud computing?   

Na busca por eficiência e adaptação em um mercado cada vez mais digital, muitas empresas brasileiras têm encontrado nas soluções de cloud computing um caminho para tornar seus processos mais ágeis, escaláveis e integrados — algo confirmado pelos profissionais ouvidos pela Locaweb nas últimas semanas.  

De acordo com os respondentes, tais investimentos já acontecem de forma estruturada dentro das empresas das quais fazem parte: durante o levantamento, 3 em cada 10 profissionais afirmaram que suas organizações já estão em nível avançado no quesito nuvem, utilizada de forma ampla e estratégica, enquanto 28,2% reconheceram que a migração para o cloud está em expansão, com destaque gradual na infraestrutura e nos processos internos das companhias. 

A adoção desse tipo de tecnologia, vale dizer, costuma caminhar lado a lado com outras apostas promissoras — como é o caso da inteligência artificial. Entre os profissionais ouvidos, por exemplo, 23,8% trabalham em organizações que já utilizam IA e automação de forma ampla e estratégica, enquanto 31,2% estão em empresas onde esses investimentos estão em expansão, avançando gradualmente nas operações do dia a dia.  


Da agilidade à redução de custos: confira os 6 principais impactos da nuvem dentro das empresas  

Mais do que impulsionar a transformação digital nas empresas, as soluções em nuvem já têm provocado mudanças concretas na rotina de trabalho dos brasileiros, influenciando a forma como os projetos são executados, sistemas são gerenciados e equipes colaboram no dia a dia, especialmente em áreas ligadas à tecnologia.  

Entre os benefícios mais citados pelos entrevistados, o destaque vai para a agilidade na execução de projetos e tarefas, apontada por 48% dos respondentes. Esse efeito é ainda mais expressivo entre profissionais da área de tecnologia — como desenvolvedores e programadores —, dos quais 65,4% reconhecem que a nuvem contribui diretamente para acelerar suas entregas e a rotina geral nas empresas. 

 


Dentro ou fora dos times de tech, outras vantagens importantes associadas ao uso do cloud também vêm sendo notadas no ambiente corporativo. Dos ouvidos no estudo, 42% destacam o acesso remoto como um dos principais ganhos, ressaltando a maior flexibilidade e mobilidade no trabalho, enquanto 37,4% mencionam a maior integração entre sistemas e áreas da organização, o que facilita a circulação de dados e a gestão de diferentes plataformas. 

Para quem atua diretamente com tecnologia, outro impacto relevante da nuvem também ganha destaque: a segurança da informação. Isso porque, de forma geral, 5 em cada 10 desses profissionais afirmam que o uso do cloud tem contribuído de forma relevante para melhorar a proteção de dados e sistemas, reforçando o papel das soluções como aliadas não apenas da produtividade, mas também da confiabilidade das operações digitais. 

Para Pedro Braga, diretor de Produtos Tech da Locaweb, esse cenário reforça a importância de soluções em nuvem mais acessíveis para as empresas brasileiras, um dos motivos por trás do Locaweb Cloud, lançamento da marca. “Baseados em nossa vasta experiência em datacenters e hospedagem, decidimos ir um passo além e entregar uma solução de ultima geração, 100% em território nacional, com alta performance, suporte em português e acessível financeiramente ao mercado Brasileiro”, explica. 

Daniel Leomil, Diretor de Arquitetura na Locaweb/LWSA, complementa. “Com arquitetura autossuficiente e precificação transparente, a solução permite expandir ambientes digitais com ainda mais segurança e escala. Pensamos em cada detalhe para simplificar o dia a dia de desenvolvedores e líderes técnicos, para dar poder e autonomia aos times”. 


Metodologia  

Para compreender a relação das empresas brasileiras com o cloud computing, nas últimas semanas, foram entrevistados 500 profissionais adultos (maiores de 18 anos) de diferentes áreas e conectados à internet. O índice de confiabilidade foi de 95%, e a margem de erro foi de 3,3 pontos percentuais. 

Ao todo, os respondentes tiveram acesso a 7 questões, que exploraram os usos da tecnologia, seus benefícios e os principais desafios relacionados à digitalização dos processos dentro das organizações. A análise das respostas possibilitou a criação de diferentes rankings, nos quais você confere o percentual de cada alternativa apontada pelos entrevistados. 

 

Locaweb
https://www.locaweb.com.br/


Respeito às patentes garante avanços reais para tecnologia brasileira

Violação de direitos de propriedade intelectual compromete progresso do país e ameaça segurança jurídica de empresas 

 

O Brasil ocupa atualmente a 52ª posição entre 139 economias avaliadas no Índice Global de Inovação (IGI) — queda de duas posições em relação ao ano anterior, perdendo a liderança da América Latina e do Caribe para o Chile. O resultado evidencia o potencial brasileiro, mas também revela um desafio estratégico: proteger a inovação para que ela gere valor e fortaleça a economia do país. Nesse contexto, os registros de propriedade industrial despontam como um dos principais mecanismos para garantir segurança jurídica, retorno sobre investimento e estímulo à competitividade. Em 2025, o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) registrou 29.557 pedidos de patentes no Brasil.

As patentes atuam como motores do desenvolvimento tecnológico, pois conferem ao titular o direito exclusivo de exploração comercial de uma invenção por um período determinado, uma medida que protege o investimento realizado, atesta a validação da tecnologia e estimula a inovação contínua. No entanto, mesmo longe de representar uma barreira, o desconhecimento sobre seu valor estratégico ainda representa um entrave à consolidação de uma cultura de desenvolvimento robusta no Brasil, onde o debate em contratações públicas frequentemente se limita à miopia do “menor custo”, quando deveria ser pautado por quatro pilares fundamentais: efetividade, responsabilidade, legalidade e impacto real na sociedade.

Um exemplo concreto dessa importância é a tecnologia desenvolvida pela Helper Tecnologia, sediada em Colombo (PR), na Região Metropolitana de Curitiba. A empresa é responsável pela criação e detém a patente dos Postos Eletrônicos de Policiamento — popularmente conhecidos como totens de segurança. "A Helper não vende totens, nem comercializa apenas equipamentos isolados, mas entrega uma infraestrutura de segurança pública integrada, com operação contínua", detalha Edison Endo, diretor da Helper.

Baseado em tecnologia estritamente patenteada e validada, o sistema opera com integração de dados, monitoramento e resposta operacional real, otimizando a atuação tanto das Polícias Militares quanto das Guardas Municipais. O diretor reforça que a proposta não é substituir as forças de segurança, mas atuar como aliada estratégica. “Ao otimizar o monitoramento e ampliar a capacidade de resposta, a tecnologia permite que os agentes atuem de forma mais dinâmica e eficiente, sem a necessidade de permanecer fixos em um único ponto, contribuindo para uma presença mais ágil e abrangente nas cidades”, completa.

A solução já vem transformando a realidade de mais de 80 cidades em 15 estados brasileiros. Com quatro metros de altura, os dispositivos contam com giroflex semelhante ao das viaturas policiais, comunicador de alta potência para envio de alertas, mensagens automáticas de áudio voltadas a campanhas educativas e câmeras 360°, que auxiliam na vigilância efetiva de espaços públicos. “Ter a patente de um sistema complexo significa ter o poder de impedir que terceiros o reproduzam sem autorização. O descumprimento desse direito não configura apenas uma infração comercial grave, mas coloca em risco a operação na ponta. É fundamental compreender que respeitar os direitos de exclusividade é garantir a legalidade do processo, valorizar a ciência e promover o empreendedorismo brasileiro com impacto real”, afirma Endo.


Avanço depende do conhecimento de todos

Além de desestimular o investimento em pesquisa e inovação, a violação desses direitos expõe as empresas a prejuízos financeiros, retira sua vantagem competitiva e mina a confiança em um ecossistema de negócios saudável. Fortalecer a proteção à propriedade intelectual e focar na responsabilidade das contratações é, portanto, uma condição indispensável para o avanço científico e tecnológico do país.

Em contraste com o Brasil, países como os Estados Unidos oferecem uma estrutura mais ágil e protetiva. O United States Patent and Trademark Office (USPTO) garante exclusividade de uso por 20 anos e conta com tribunais especializados em disputas de patentes. Já no Brasil, apesar dos esforços recentes do INPI para reduzir o tempo médio de exame, que caiu de 6,9 anos em 2022 para cerca de 4,3 anos nos últimos balanços, ainda há desafios. A ausência de mecanismos legais rápidos para barrar cópias irregulares em licitações públicas desestimula novos investimentos e compromete a efetividade de soluções críticas.

Para o diretor da Helper Tecnologia, avançar nessa agenda exige o envolvimento de toda a sociedade. Governos, empresas, universidades e centros de pesquisa devem atuar de forma integrada para disseminar o conhecimento sobre propriedade intelectual e criar um ambiente seguro e de operação contínua para quem inova. “Fortalecer o respeito às patentes é garantir que a inovação continue sendo um caminho valorizado para transformar o Brasil em um protagonista global da tecnologia, entregando infraestrutura e impacto real para a população”, define.

  

Helper Tecnologia


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