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sexta-feira, 6 de março de 2026

Cia. Lumiato apresenta espetáculo 2 Mundos e oficina de teatro de sombras no Espaço Sobrevento em março



Criada pelos artistas bonequeiros Soledad Garcia e Thiago Bresani na Argentina, a companhia é conhecida por ampliar os limites da sombra em cena em trabalhos cheios de poesia 
 

 

Em uma viagem pelo universo poético do teatro de sombras e da história da América Latina, a Cia. Lumiato apresenta o espetáculo 2 Mundos no Espaço Sobrevento, nos dias 27 e 28 de março (na sexta às 9h30, com Libras; e às 15h, com Libras e audiodescrição; e no sábado, às 20h, sem esses recursos). O grupo também ministra a oficina “Sombra em Cena”, nos dias 28 e 29, das 9h às 13h. 

Com direção de Alexandre Fávero e argumento e ideia original de Soledad Garcia, 2 Mundos é inspirado na colonização da América e dos territórios do mundo todo. O espectador é conduzido por uma viagem por um tempo passado que encontra analogias contínuas com o presente. 

A peça conta a história do encontro de duas culturas opostas, no qual se revelam os sentimentos e motivações mais profundas da humanidade. Quando no embate das diferenças explode a luta pela vida, a morte de um jovem acontece trazendo uma nova esperança.

O espetáculo convida o espectador a entrar no espaço cênico, ampliando a percepção de seus sentidos e vivendo de perto a performance dos atores sombristas. Nesta montagem, a companhia aprofunda-se na linguagem do teatro de sombras moderno e utiliza a estética do cubismo para complementar a narrativa das imagens que contam a história. 

Sem o uso da palavra, o trabalho apresenta um ambiente imersivo para aprofundar os diferentes sentimentos que atravessam as cenas e chegar a um clima de intimidade com o público.


Oficina Sombra em Cena

Já a oficina Sombras em Cena, ministrada pelos arte-educadores Soledad Garcia e Thiago Bresani, desenvolve a compreensão das possibilidades de gerar cenas a partir dos códigos e ferramentas do teatro de sombras contemporâneo. 

Os exercícios práticos partem da exploração das diversas maneiras de criar sentido, treinando o reconhecimento da própria sombra, das sombras dos objetos planos e dos tridimensionais.Posteriormente, a manipulação de figuras e luzes móveis, a transformação da sombra pela sobreposição de objetos e luzes e até a construção de pequenas cenas se complementam com reflexões teóricas que outorgam uma capacidade maior de apropriação dos conteúdos da linguagem.

Soledad Garcia é atriz, artista plástica e diplomada em Teatro de Títeres e objetos pela Universidade de San Martin na Argentina, fundadora e sombrista da Cia. Lumiato Teatro de Formas Animadas (2008). 

Thiago Bresani é diplomado em Teatro de Títeres e objetos pela Universidade de San Martin na Argentina, é fundador e Sombrista da Cia Lumiato Teatro de Formas Animadas (2008), que atualmente pesquisa o teatro de sombras contemporâneo no Brasil.

 

Ficha Técnica do espetáculo 2 Mundos

Direção, Iluminação e Cenografia: Alexandre Fávero

Idéia original e Argumento: Soledad Garcia

Roteiro: Alexandre Fávero, Fabiana Bigarella, Soledad Garcia e Thiago Bresani

Atores: sombristas Soledad Garcia e Thiago Bresani

Assistente de direção: Fabiana Bigarella

Música Original e Designer de Som: Mateus Ferrari e Marcelo Dal Col

Pesquisa e construção do material cênico: Soledad Garcia e Thiago Bresani

Figurinos: Soledad Garcia

Fotografia: Diego Bresani

Produção Local:  Giuliana Pellegrini

Registro Fotográfico: Arô Ribeiro

Registro Audiovisual: Icarus Filmes

Intérprete de Libras: Fabiano Campos

Audiodescrição: Caki Filmes

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Assessoria de redes sociais: Jéssica Christina


Sinopse

Inspirado na colonização da América e dos territórios do mundo todo, o espetáculo conduz o espectador a viajar por um tempo passado que encontra analogias contínuas com o presente. 2 MUNDOS conta a história do encontro de duas culturas opostas, onde se revelam os sentimentos e motivações mais profundas da humanidade. Quando no embate das diferenças explode a luta pela vida, a morte de um jovem acontece trazendo uma nova esperança.

  

Serviço

2 Mundos, com Cia. Lumiato

Quando: 27 e 28 de março, na sexta, às 9h30* e às 15h**; e no domingo, às 20h

*apresentação com Libras | **apresentação com Libras e Audiodescrição

Espaço Sobrevento - Rua Cel. Albino Bairão, 42, Belenzinho, São Paulo
Quanto: Gratuito

Informações e reservas: info@sobrevento.com.br

11 966258215

 

Classificação: 12 anos

Duração: 50 minutos

Capacidade: 100 lugares

Acessibilidade: teatro acessível a mobilidade reduzida

 

Oficina Sombra em Cena, com Thiago Bresani e Soledad Garcia

Quando: 28 e 29 de março, das 9h às 13h
Inscrições: 09 a 20/03/2026

Investimento:  Gratuita 

Link Inscrições: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf4OfOlS44HrVii34vrtngKtSXEvMdCiUxs8ZBb2ECEuRMHgg/viewform?usp=header 

Classificação Indicativa: 18 anos 

Número de participantes: 25 pessoas 

 


Cia. Lumiato
Instagram @cialumiato


Coletivo Labirinto estreia Pés-Coração no dia 12 de março no Sesc Pompeia



Com direção de Luiz Fernando Marques e dramaturgia de Abel Xavier, espetáculo parte da cultura dos Rarámuri, povo indígena do México conhecido por percorrer grandes distâncias a pé 

 

A partir de um olhar para um povo indígena que corre grandes distâncias a pé, o Coletivo Labirinto propõe uma reflexão sobre a condição latino-americana em seu novo trabalho, Pés-Coração. O espetáculo tem sua temporada de estreia no Sesc Pompeia no dia 12 de março de 2026. 

O trabalho tem direção de Luiz Fernando Marques, o Lubi, e dramaturgia de Abel Xavier. Em cena, estão Carol Vidotti, Emilene Gutierrez e Wallyson Mota, além da artista convidada Allycia Machaca.

O interesse pelo povo Rarámuri surgiu durante o processo de montagem de Mirar - Quando os Olhos Se Levantam, o trabalho anterior do grupo. “A Emilene Gutierrez, integrante do coletivo, trouxe essa informação de que tinha um povo originário do norte do México que era conhecido por caminhar longas distâncias a pé, de correr por longos quilômetros, e que esse povo, inclusive, estava vencendo maratonas internacionais, contrariando todas as expectativas em relação a essa ideia de uma preparação convencional para a maratona. Então, essa primeira curiosidade foi o que nos chamou a atenção”, conta Wallyson Mota, um dos criadores do trabalho.

A partir dessa provocação, o Coletivo Labirinto, que há 13 anos sempre esteve em contato com questões e dramaturgias contemporâneas da América Latina, em temáticas mais urbanas, decidiu deslocar o foco de seu olhar para o novo trabalho. “Estar em contato com os Rarámuri propicia para nós fazer uma ponte, traçar uma linha transversal no tempo para nos colocar em contato com algo mais fundante da nossa identidade, das nossas características, do nosso modo de ser”, explica.

A partir desse novo foco, o grupo passou a se debruçar sobre questões como: por que um povo, uma coletividade corre? Para quem a gente corre? Com quem corremos? De quem corremos? Será que a corrida pode representar algum tipo de alegoria para a condição latino-americana?

“Quando começamos a estudar mais fortemente o povo Rarámuri, descobrimos alguns pesquisadores que afirmam que essa corrida constante também pode ter a ver com o processo colonizatório que os espanhóis impuseram ao México. Nós, latino-americanos, estamos sempre no corre, estamos sempre nesse movimento constante. Então, acho que essas são questões que ficam fortes da peça. E acho que discutir isso no palco, no nosso contexto hoje, é discutir processos históricos também. Por que os nossos povos são identificados com essa ideia da corrida? O que isso representa culturalmente, socialmente, politicamente?”, indaga Mota. 

O artista-criador ainda diz que o grupo passou a discutir a própria noção de tempo. “Quando a gente corre, de alguma forma, tem uma ideia de que está acelerando o tempo. Esse tempo está passando mais rápido. Então, tratar de corrida no âmbito latino-americano é também tratar do tempo, deste tempo. Nós compartilhamos este momento histórico, esta fatia de tempo, conjuntamente com o público. Acho que tem algo por aí também”, acrescenta.

Sobre o processo de criação da dramaturgia, Abel Xavier conta que o processo foi muito colaborativo. “Desde o início, Lubi propôs que nos embriagássemos das referências, das vontades e ideias para que fossemos construindo passo a passo durante os ensaios quais histórias e personagens poderiam dialogar com esse tema da corrida e do corre na América Latina. E, a partir dessas improvisações, fui desenvolvendo e lapidando a dramaturgia”, explica.

Xavier ainda revela que a dramaturgia também dialoga com a história do Coletivo Labirinto, que se dedica a pesquisar e debater a América Latina há tanto tempo. “Eu costumo dizer que dessa vez estamos nos fantasiando de Brasil para pensar essa América Latina, porque o texto, de alguma maneira, faz referência a essas imagens de brasilidade para tentar correr disso ou correr com isso para a construção de uma identidade latina possivel”, complementa o dramaturgo.

“São Paulo é uma cidade que vive um capitalismo tardio, das margens. Acho que a ideia de estarmos em grupo no teatro é um gesto no sentido de furar essa lógica e promover algum tipo de ponte entre nós e a cultura rarámuri, por exemplo. Porque há em ambos o desejo pela coletividade. Não pela individualidade. O coletivo de teatro é, de alguma forma, a ideia de um sonho comum, de um sonho conjunto. E observando os rarámuris, percebemos que a corrida muitas vezes não está atrelada a uma vitória individual, como no esporte. A corrida acontece muito como um modo de existir e um modo de compartilhar a vida. Juntos. Acho que, ao fazermos teatro, optamos por um modo de existir e um modo de compartilhar a vida também, nessa nossa coletividade”, compara Wallyson Mota.

 

Ficha Técnica

Pesquisa e Idealização: Coletivo Labirinto
Criadores: Abel Xavier, Carol Vidotti, Emilene Gutierrez, Wallyson Mota e Luiz Fernando Marques Lubi
Direção: Luiz Fernando Marques Lubi
Dramaturgia: Abel Xavier
Atuação: Carol Vidotti, Emilene Gutierrez e Wallyson Mota

Artista convidada: Allycia Machaca
Direção Musical e Trilha Original: Caetano Ribeiro

Músicos em cena: Caetano Ribeiro (guitarra, violão e voz) e Leandro Vieira (percussão e eletrônicos)

Canto: Allycia Machaca
Concepção audiovisual: Luiz Fernando Marques Lubi e Sol Faganello

Mapping, operação de vídeo e câmera: Sol Faganello

Edição vídeo Retiro: Tomás Franco

Atuantes: Alexandra Tavares, Camila Cohen, Daniela Alves, João Pedro Ribeiro, Lucas Bernardo, LuzMa Moreira, Paula Petreca, Renan Coelho, Sebastian Santamaria
Coreografia: Paula Petreca
Preparação de atores (Cena Passistas): Rhena de Faria
Cenário: Luiz Fernando Marques Lubi

Cenotécnico: Zé Valdir

Figurino: Emilene Gutierrez e Allycia Machaca

Visagismo: Fábia Mirassos

Adereços: Allycia Machaca

Fantasias Carnaval: Sérgio Cardoso Lopes

Desenho e operação de luz: Matheus Brant

Técnico e Operador de som: Tomé de Souza
Coordenação de Ensaio: Madu Arakaki

Fisioterapia: Leandro Faria

Pesquisa e Condução Retiro Artístico: Elias Cohen
Apoio Teórico: Gina Monge Aguilar
Mesas de Reflexão: Gina Monge Aguilar , Salloma Salomão, Monica Rodriguez Ulo, Paula Petreca, Paula Narvaez, Elias Cohen, Antonia Moreira, Andrezza Rodrigues e OWERÁ
Fotos: Tomás Franco
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Redes Sociais: Jorge Ferreira e Hayla Cavalcanti

Estagiários Produção: Bento Carolina e Mariana Ruiz
Produção: Corpo Rastreado - Leo Devitto

 

Sinopse

Histórias da América Latina que correm por todo o espetáculo, construindo pistas de alguma identidade continental. Como o Brasil se vê latino-americano? Na obra, a corrida é vista como metáfora, numa tentativa de aproximação entre pés e corações das nossas personagens. 


Serviço

Pés-Coração, com Coletivo Labirinto

Temporada: 12 de março a 5 de abril de 2026

quinta a sábado, às 20h; domingos, às 18h; 

sextas (dias 13, 20 e 27/03), também às 16h.

Sessão extra: quarta, dia 01/04, às 20h. 

Dia 03/04, sexta-feira santa não haverá sessão - Sesc fechado

Sesc Pompeia - R. Clélia, 93 - Água Branca, São Paulo

Ingressos: R$ 60 (inteira), R$ 30 (meia-entrada) e R$ 18 (credencial plena)

Vendas online em sescsp.org.br

Classificação: 16 anos

Duração: 90 minutos

Capacidade: 302 lugares

Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.

As sessões dos dias 13, 20 e 27, às 20h, terão tradução em Libras.


Campinas recebe o 'Esquenta Marcha para Jesus'



Com 10 horas de programação e participação de artistas consagrados, o evento integra o Fest Gospel Marcha para Jesus e será realizado no próximo sábado (07/03), no Conjunto Habitacional Padre Anchieta 

 

Nos últimos anos, um contingente cada vez maior de cantores, bandas e compositores vem imprimido estilos diferentes ao gospel enquanto transitam pelo pagode, sertanejo, rap e trap com o propósito de agregar públicos diversificados. Essa pluralidade, presente em apresentações que reúnem milhares de pessoas em todo o País, dá o tom ao Esquenta Marcha para Jesus, que integra o Circuito Fest Gospel Marcha para Jesus. O evento marcado para o próximo sábado (07/03), a partir das 13h, no Conjunto Habitacional Padre Anchieta, em Campinas (SP), tem presenças confirmadas de Victin, Amanda Ferrari, Adhemar de Campos, entre outras atrações.

Reconhecida oficialmente como manifestação nacional, a cultura gospel tem na música uma grande expressão. Como evento consolidado que busca integrar música gospel à cultura das cidades, o Fest Gospel Marcha para Jesus vem reunindo em suas várias edições mais de 100 mil pessoas em um circuito que abrange os municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC) e também os bairros mais populosos da metrópole.

Com 10 horas de programação e a expectativa de receber mais de 8 mil pessoas, o evento no Conjunto Habitacional Padre Anchieta, nas palavras de André Zidane, organizador da Marcha para Jesus, é uma festa que vai promover a cultura cristã na região. “Queremos nesse dia de celebração que as famílias participem juntas de momentos de adoração”, afirma.

Para receber os grandes nomes da música gospel, o evento conta uma estrutura robusta de palco, som e LED. O público vai contar também com praça de alimentação servida por food trucks e áreas preparadas para pessoas com deficiência (PcD) e pessoas com transtorno do espectro autista (TEA).

Segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), hoje 26,9% da população brasileira se declara evangélica, totalizando aproximadamente 47,4 milhões de pessoas. Em comparação com dados de 2010, o aumento é de 5,2%. Alinhado a este crescimento, o interesse pela música gospel vem se expandindo significativamente em plataformas como Spotify e em visualizações no YouTube, revelando talentos e consolidando carreiras, a exemplo dos artistas que se apresentam no Esquenta Marcha para Jesus.

Um desses expoentes da música cristã contemporânea é Victin, que teve o primeiro contato com o rap nas batalhas culturais, em 2014. Mas sua projeção veio em 2021, com o rap gospel Prazer Jesus, que atingiu o Top 50 Brasil. Com mais de 530 mil ouvintes mensais na plataforma Spotify, o artista segue evoluindo em sua carreira com singles e álbuns consagrados. O single mais recente do artista é Fé e gratidão.

As mensagens de esperança, tão esperadas pelo público, também estarão presentes na voz da pastora Stella Cardoso. A cantora, que juntamente com André Zidane é idealizadora da Marcha para Jesus na RMC, traz o seu repertório de fé e adoração para o palco do Padre Anchieta.

Precursor do movimento de adoração no País, e presença confirmada em Campinas, o pastor Adhemar de Campos tem uma trajetória que se confunde com a história da música gospel brasileira. Mensalmente, cerca de 610 mil ouvintes na plataforma Spotify têm a oportunidade de ouvir álbuns e singles antológicos, como Grande é o Senhor – Ao vivo.

Amanda Ferrari, cantora e compositora, é outro grande nome da música gospel nacional. Conhecida pela voz marcante que transmite emoção e fé, ela se destaca por interpretações intensas, como no single A orla (Eu me rendo).

No Esquenta Marcha para Jesus, A cantora Mariana se une à Banda Gress, que apresenta o groove cristão com presença e identidade.

Sued Silva, que desde os 3 anos de idade vem aprimorando o dom de cantar a fé, é outra artista confirmada e traz um dos momentos mais emocionantes de sua carreira com Na fenda da rocha.

O público ainda terá a oportunidade de cantar junto com um dos grandes intérpretes de música gospel do Brasil: Lukas Agustinho. Iniciado na música cristã tocando contrabaixo, com o passar do tempo o artista sentiu a necessidade de se aprimorar também no canto. O álbum, Redentor, está entre seus grandes trabalhos de louvor.

Todos os shows do Esquenta Marcha para Jesus são gratuitos ao público. O evento é uma preparação da Marcha para Jesus, que será realizada no primeiro semestre deste ano.

 

SERVIÇO 

Esquenta Marcha Para Jesus

Dia 7 de março, a partir das 13h

Av. Papa João Paulo II, s/nº, Conjunto Habitacional Padre Anchieta – Campinas (SP)

Evento gratuito


No Dia Internacional da Mulher, Museu do Jardim Botânico celebra dois anos com Festival Flor da Lua

 

Moça Prosa (Créditos: Dani Batista)

Evento tem programação gratuita com oficinas criativas e visitas educativas, além de roda de samba do grupo Moça Prosa

 

No próximo domingo, 8 de março, o Museu do Jardim Botânico comemora seus dois anos de atividade com o Festival Flor da Lua e convida o público a viver um entardecer especial em meio à arte, à natureza e ao conhecimento. O evento coincide com o Dia Internacional da Mulher e reforça o compromisso do Museu com a equidade de gênero. Neste dia, o ingresso para o arboreto do Jardim Botânico será gratuito para mulheres.

Ao longo da tarde, o público poderá aproveitar o horário de visitação estendida, das 16h às 20h, para participar das diversas atividades pensadas para todas as idades, e comandadas exclusivamente por artistas e arte-educadoras mulheres. A trilha sonora do evento fica por conta da DJ Orkidia, que assume o som das 16h às 18h e retorna das 19h às 20h. A programação inclui ainda a Oficina de Impressão Botânica, conduzida pela equipe educativa do Museu (16h às 16h30), e a oficina de lambe-lambe com a ilustradora Bruna Santtos (16h30 às 17h30), que convida o público a experimentar processos artísticos inspirados na natureza. Às 18h, o palco é do Moça Prosa, roda de samba formada por mulheres, celebrando a força feminina na música brasileira.


Serviço

Festival Flor da Lua – 2 anos do Museu do Jardim Botânico
8 de março, das16h às 20h

Programação:
16h–20h | Visitação estendida
16h–18h | DJ Orkidia
16h–16h30 | Oficina de Impressão Botânica (Educativo MJB)
16h30–17h30 | Oficina lambe-lambe com Bruna Santtos
18h–19h | Show Moça Prosa
19h–20h | DJ Orkidia

 

Walking Tour completa 10 anos conectando história, cultura e pessoas no Centro de São Paulo

O projeto se consolidou ao longo de uma década como referência em caminhadas guiadas gratuitas que valorizam o patrimônio histórico e a ocupação cultural do Centro

 

O Shopping Light, localizado no Centro de São Paulo, promove, ao longo do mês de março, duas edições do Walking Tour. Criado em 2016, o projeto completa 10 anos como uma iniciativa consolidada de valorização do patrimônio histórico e cultural da região central. Desde o início, a proposta é aproximar o público do edifício histórico do shopping e de seu entorno, incentivando o conhecimento sobre a cidade por meio de caminhadas guiadas gratuitas.

A programação inclui duas edições especiais do Walking Tour em março: no dia 8, em celebração ao Mês da Mulher, e no dia 22 de março, marcando a edição comemorativa pelos 10 anos do projeto. Desde sua criação, o Walking Tour se estruturou como um passeio guiado gratuito, com saída do Shopping Light, percorrendo a pé pontos emblemáticos do Centro Histórico, como Theatro Municipal, Vale do Anhangabaú, CCBB, Pateo do Collegio e Edifício Martinelli, além de visitas internas ao rooftop do shopping.

Ao longo desses 10 anos, mais de 10 mil pessoas já participaram da experiência, que se tornou uma plataforma contínua de conexão entre público, memória e cidade. A edição comemorativa reforça esse legado e convida novos participantes a redescobrirem o Centro a partir de um olhar atento sobre sua história e arquitetura — uma vivência conduzida por quem transforma cada percurso em narrativa, aproximando a história de São Paulo da população e criando pontes afetivas entre o passado e o presente.

"Guiar o Walking Tour do Shopping Light, que é o grande pioneiro de passeio a pé pelo Centro Histórico de São Paulo e oferecido gratuitamente a turistas e à própria população, é um privilégio gratificante e também uma grande responsabilidade. Meu primeiro contato foi como participante, depois comecei a ajudar na divulgação, até me incumbirem como a operadora oficial do projeto. E com a SP da Garoa já é o 5º ano de operação, conquistando um público cativante que se encanta e adquire um novo olhar do nosso “centrão”, rico em detalhes, histórias e curiosidades”, destaca Rafael Gushiken, da SP da Garoa, operadora responsável (a partir de 2022) pelo projeto Walking Tour do Shopping Light.

Walking Tour traz uma experiência de reconexão com a história e com a identidade paulistana. Ao completar 10 anos, o projeto celebra não apenas sua trajetória, mas também as milhares de pessoas que redescobriram o Centro de São Paulo por meio do caminhar, do olhar atento e da escuta das histórias que moldam a cidade. A edição comemorativa reforça esse legado ao transformar o percurso em um convite especial para celebrar memórias, revisitar patrimônios e renovar o vínculo afetivo entre o público e o coração histórico da capital.

“Os 10 anos do Walking Tour representam a consolidação de uma iniciativa que vai além de um passeio guiado: é um projeto de valorização da memória urbana e de incentivo à ocupação cultural do Centro de São Paulo. Nosso objetivo sempre foi transformar o ato de explorar o território em uma experiência de conexão genuína com a cidade, com sua história e com os patrimônios que constroem sua identidade”, destaca Débora Neves, gerente de marketing do Shopping Light

Com duração aproximada de três horas e meia, os passeios reforçam o papel do Shopping Light como ponto de encontro e partida para experiências culturais no coração da cidade, ampliando o diálogo entre passado e presente e fortalecendo o Centro como um espaço vivo, diverso e acessível.

 

SERVIÇO

Walking Tour

Data: 8 e 22 de março

Horário: Das 9h45 às 13h15

Concentração: Praça de Eventos – Térreo do Shopping Light (em frente à Sodiê Doces, Kopenhagen e Casa Bauducco) – Entrada pela Rua Formosa, 157

Inscrições gratuitas via Sympla

 

 

Feira de estudos no exterior ocorre em 9 de março

A estudante Dominique Bonaparte Dahoui, da Escola Canadense de Brasília,
foi aprovada em quatro universidades — Brussels School of Governance
 (Bélgica), Universidade de Coimbra (Portugal), UFRJ (Brasil) e
a Universidade de Malmö (Suécia).
 Divulgação
Evento reúne universidades internacionais e orienta alunos sobre processos de admissão fora do Brasil

 

A Escola Canadense de Brasília, escola da Inspira Rede de Educadores, realiza, em 9 de março, uma feira de oportunidades acadêmicas no exterior voltada a estudantes do Grade 9 ao Grade 12. O encontro reúne representantes de universidades internacionais e consultores educacionais para apresentar programas de graduação, esclarecer dúvidas sobre processos de admissão e orientar alunos interessados em estudar fora do país.

A programação inclui a KIC UnivAssist College Fair, com participação de instituições estrangeiras como Lees-McRae College, Stony Brook University, Sacred Heart University e IE University, entre outras. A iniciativa busca aproximar estudantes e universidades, permitindo contato direto com representantes acadêmicos e acesso a informações sobre cursos, bolsas e requisitos de candidatura.

A manhã conta também com apresentação institucional da IE University, dedicada a explicar etapas de seleção, preparação acadêmica e perspectivas de formação internacional.

Segundo a coordenação acadêmica da escola, a proposta é ampliar o repertório dos estudantes e apoiar decisões sobre o futuro universitário. “O contato direto com universidades estrangeiras ajuda os alunos a compreender melhor os caminhos possíveis para a formação internacional e os critérios de admissão em diferentes sistemas educacionais”, afirma Ana Flávia Brandão, diretora da Escola Canadense de Brasília.

A feira é um dos eventos que integra a agenda de orientação universitária da escola, que inclui programas de mentoria, preparação acadêmica e acompanhamento individual para estudantes interessados em universidades no exterior. Nos próximos meses, a agenda contará com outras feiras de estudos internacionais, reforçando o compromisso da escola com a excelência acadêmica e com a ampliação de oportunidades para os alunos do High School.


Serviço

Evento: Feira de oportunidades de estudos no exterior – KIC UnivAssist College Fair
Data: 9 de março
Horário: 8h às 10h30 (feira) | 11h (apresentação IE University)
Local: Escola Canadense de Brasília – quadra e auditório do Middle Years
Endereço: SIG Quadra 8, Lote 2225, Parte F – Sudoeste, Brasília (DF)
Público: Estudantes do Grade 9 ao Grade 12
Informações: Comunicação da Escola Canadense de Brasília.

 

Sexta-feira 13 celebra o protagonismo feminino em passeio noturno no Cemitério da Consolação


Visita gratuita e monitorada homenageia mulheres que marcaram a história de São Paulo; saída às 19h15, com ponto de encontro na capela


O mês dedicado às mulheres ganha uma homenagem especial no Cemitério da Consolação. Na sexta-feira 13, data cercada por simbolismos e mistérios, o passeio noturno monitorado convida o público a conhecer histórias de mulheres que ajudaram a construir a memória e a identidade da cidade de São Paulo.

Em referência ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, o roteiro destaca trajetórias femininas marcantes que hoje repousam na necrópole, espaço que reúne parte significativa da história cultural, política e social da capital paulista.

A iniciativa é uma parceria entre o projeto O Que Te Assombra? e a Consolare, concessionária responsável pela administração do espaço. A visita será conduzida por Thiago de Souza, idealizador do projeto, e pela historiadora Viviane Comunale, responsável pelo perfil Patrimônio Funerário SP.

Entre os nomes lembrados está Tarsila do Amaral, um dos maiores ícones do modernismo brasileiro; a escritora e poeta Miss Cyclone, personagem que marcou a Belle Époque paulistana; Domitila de Castro, figura histórica ligada ao período imperial; Dona Yayá, cuja trajetória atravessa debates sobre saúde mental e patrimônio; além de Esther Bueno, uma das maiores tenistas da história do país.

O roteiro ainda resgata histórias menos conhecidas, mas igualmente fundamentais, como a de Dona Thereza, reconhecida como a primeira mulher sepultada no Cemitério da Consolação, em 1858, uma mulher escravizada cuja presença marca as origens do campo-santo e revela as camadas sociais que compõem a história da cidade.

O percurso também contempla outras personalidades e importantes obras de arte tumular, incluindo referências ao modernismo paulista, como Mário de Andrade e Oswald de Andrade, além de esculturas de Victor Brecheret, entre outros artistas. A visita tem duração aproximada de três horas e os ingressos poderão ser retirados gratuitamente a partir de segunda-feira (09) pelo Sympla.

Desde o início das atividades, em agosto de 2023, os passeios noturnos já reuniram mais de 5 mil participantes, consolidando-se como uma das ações de valorização do patrimônio histórico da capital.

“A proposta é provocar um novo olhar sobre o cemitério, entendendo-o como um espaço de memória viva. Quando falamos dessas mulheres, falamos também sobre os caminhos que moldaram São Paulo”, afirma Thiago de Souza.

Para Viviane Comunale, o roteiro amplia a compreensão sobre o papel feminino na história paulistana. “Ao trazer essas trajetórias para o centro da visita, mostramos que o cemitério é também um espaço de reconhecimento. São histórias de força, arte, resistência e protagonismo feminino que atravessam séculos.”

A proposta do passeio é apresentar o espaço cemiterial como local de memória, arte e educação, ampliando o olhar sobre a cidade e seus marcos históricos, especialmente em uma data que combina simbolismo e reflexão.

 

Serviço:

Passeio Noturno no Cemitério da Consolação:

  • Data: sexta-feira, dia 13 de março, das 19h15 às 22h;
  • Onde: Cemitério da Consolação (R. da Consolação, 1660 - Consolação, São Paulo - SP)

Quanto: Gratuito - Doação voluntária de 1kg de alimento não perecível no dia do evento. É necessária a reserva prévia do ingresso pelo Sympla a partir de segunda-feira (09). Limite de 130 ingressos.

 

No Dia Internacional da Mulher, entre tantas prioridades, elas esquecem de uma essencial: a própria visão

Imagem de karlyukav no Freepik
Data reforça a importância do autocuidado e do acompanhamento oftalmológico diante das mudanças hormonais e do avanço da idade


Com a chegada do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, o debate sobre autocuidado ganha ainda mais relevância. Para além da rotina atribulada, olhar para a própria saúde de forma integral é um gesto de atenção consigo mesma. Entre trabalho, família e múltiplas responsabilidades, muitas vezes a mulher adia cuidados essenciais — inclusive com a visão. As diferentes fases da vida feminina, da gestação ao climatério — período de transição hormonal que antecede e sucede a menopausa —, trazem impactos importantes para os olhos e exigem acompanhamento especializado.

Durante a gravidez, as transformações hormonais são intensas e podem refletir diretamente na qualidade da visão. A Dra. Carolina Guimarães, médica oftalmologista do Hospital de Olhos de Pernambuco, o HOPE, explica que o aumento de estrogênio e progesterona provoca retenção de líquido no organismo. “Essa condição pode atingir a córnea, que fica mais inchada e pode mudar de formato. Com isso, o grau tende a oscilar, especialmente a miopia, e a paciente pode perceber variações ao longo do dia”, detalha. Segundo ela, essa instabilidade torna a avaliação menos precisa nesse período. “Não é que seja proibido atualizar os óculos na gestação, mas é importante ter consciência de que esse número pode não ser o definitivo, porque após o parto os níveis hormonais voltam ao normal e a refração pode mudar novamente”, esclarece.

Além da oscilação refracional, a especialista destaca que muitas mulheres relatam desconforto ocular nessa fase. “As alterações hormonais também afetam o filme lacrimal, favorecendo sintomas de ressecamento, ardor e sensação de areia nos olhos. Esse quadro interfere na qualidade visual e pode causar bastante incômodo”, afirma.

Outro ponto de atenção envolve a pré-eclâmpsia, condição caracterizada pelo aumento da pressão arterial na gestação e que pode evoluir para eclâmpsia quando há convulsões. De acordo com a médica, manifestações oftalmológicas podem funcionar como sinal de alerta. “O aumento da pressão pode alterar a circulação da retina. Entre as manifestações, estão turvação visual, escotomas, que são áreas escuras no campo de visão, além de enxergar luzes piscando. Esses sintomas indicam gravidade e precisam de avaliação imediata”, orienta.

Se na gravidez há elevação hormonal, no climatério ocorre o movimento inverso. A queda do estrogênio, comum na pré-menopausa, menopausa e pós-menopausa, também impacta os olhos. “A principal alteração que observamos é a síndrome do olho seco. Há diminuição da produção de lágrimas ou alteração na qualidade dessa lágrima, o que reduz a proteção natural da superfície ocular”, explica a oftalmologista. Ela reforça que o problema pode comprometer a qualidade de vida. “Algumas pacientes passam a depender de colírios com frequência e sentem desconforto constante. O acompanhamento regular nessa fase é fundamental para controlar os sintomas e evitar complicações.”

Com o amadurecimento, outras condições tornam-se mais prevalentes. “O envelhecimento aumenta o risco de catarata, de doença macular relacionada à idade e de glaucoma. São enfermidades que, muitas vezes, evoluem de forma silenciosa. Por isso, consultas periódicas são essenciais para diagnóstico precoce e tratamento adequado”, ressalta.

Para a Dra. Carolina, o cuidado com os olhos deve estar inserido em uma perspectiva mais ampla de bem-estar. “Evitar estresse excessivo, manter alimentação equilibrada, controlar doenças sistêmicas como hipertensão e diabetes e realizar avaliações oftalmológicas regulares fazem parte de uma rotina de atenção integral. A saúde ocular não está separada do restante do corpo”, finaliza a Dra. Carolina Guimarães, oftalmologista do Hospital de Olhos de Pernambuco, o HOPE.


FMUSP e Harvard firmam parceria para estudar doença genética rara e convocam pacientes para pesquisa

Projeto internacional analisa falhas na "bomba de sódio e potássio" dos neurônios; monitoramento de pessoas diagnosticadas fundamentará o desenvolvimento de terapias inovadoras.


Uma pesquisa conduzida pelo Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e pela Unidade de Genética do Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da FMUSP (ICr HCFMUSP), em colaboração com a Universidade de Harvard, está recrutando pacientes de todas as idades, em todo o Brasil, que possuam diagnóstico genético de mutação no gene ATP1A3. O estudo investiga as manifestações clínicas dessa condição rara, que afeta a "bomba de sódio e potássio" dos neurônios, estrutura essencial para a transmissão do impulso nervoso. Interessados podem participar de forma presencial ou via teleconsulta, contribuindo para um banco de dados nacional que fundamentará o desenvolvimento de futuras terapias.

O estudo integra uma colaboração internacional com o Boston Children’s Hospital e o Massachusetts General Hospital, ambos hospitais-escola da Universidade de Harvard. A parceria, coordenada pelo Dr. Fernando Kok (FMUSP), Dr. Ganesh Mochida (Harvard) e Dr. Cláudio Gusmão (Harvard), fortalece o intercâmbio científico e amplia a capacidade de análise clínica dos casos. A pesquisa é tema da tese de doutorado do Dr. Matheus Castro, médico geneticista do ICr HCFMUSP. A iniciativa busca aprofundar a compreensão dos mecanismos biológicos envolvidos na doença, que pode se manifestar como Hemiplegia Alternante da Infância (AHC) ou Distonia-Parkinsonismo de Início Rápido (RDP), abrangendo desde alterações na motricidade ocular e crises de rigidez (distonia) ou fraqueza (hemiplegia) até quadros de epilepsia de difícil controle.

A abordagem inclui a análise de variantes genéticas, identificadas por meio de sequenciamento de exoma, genoma ou painéis multigênicos, permitindo correlacionar achados laboratoriais com as manifestações clínicas dos pacientes. Como se trata de um estudo de história natural, os pesquisadores realizam um acompanhamento longitudinal (geralmente a cada seis meses) para entender a evolução da doença na ausência de tratamento específico. Em paralelo, laboratórios em Boston desenvolvem novas terapias utilizando a tecnologia de oligonucleotídios antisense, visando modular a expressão gênica no futuro.

O projeto já avaliou mais de 40 pacientes no Brasil e busca atingir a meta inicial de 50 voluntários, embora não haja limite para novos cadastros. Para participar, o paciente deve obrigatoriamente já possuir um teste genético que comprove a alteração no gene ATP1A3, uma vez que o projeto foca no acompanhamento clínico e não no diagnóstico inicial. Como critério de rigor científico, são excluídos pacientes que apresentem um segundo diagnóstico genético ou condições neurológicas não relacionadas à mutação (como tumores cerebrais), para evitar viés nos dados coletados. Candidatos podem entrar em contato pelo e-mail (clique aqui).

Além do intercâmbio de dados, a parceria promove a capacitação de pesquisadores brasileiros em tecnologias genômicas avançadas nos Estados Unidos. O estudo reforça o papel da USP como polo estratégico na produção científica em neurologia e genética, visando reduzir a "odisseia diagnóstica" e preparar o terreno para a aplicação de tecnologias de ponta no tratamento de doenças raras no Brasil.


Março Azul: 6 sinais de alerta do câncer colorretal que você não deve ignorar

Campanha chama atenção para sintomas que costumam ser subestimados e para o avanço da doença entre adultos jovens


Sangue nas fezes, mudança no funcionamento do intestino, cansaço persistente. Sintomas que muita gente associa a “algo passageiro” podem, na verdade, ser sinais de câncer colorretal, tipo de tumor que mais cresce entre pessoas com menos de 50 anos.

Durante o Março Azul, campanha de conscientização sobre a doença, especialista reforça que a idade não exclui risco.

“A doença deixou de ser restrita a faixas etárias mais avançadas. Hoje, atendemos cada vez mais pacientes jovens, com menos de 50 anos, inclusive sem fatores de risco clássicos, o que exige maior atenção aos sintomas e à história familiar”, explica Maria Ignez Braghiroli, médica da Oncologia D’Or, da Rede D'Or, e especialista em tumores do trato digestivo.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que o Brasil deve registrar cerca de 54 mil novos casos de câncer colorretal por ano até 2028. E, entre os mais jovens, o diagnóstico muitas vezes ocorre em fases mais avançadas.

Mudanças no estilo de vida ajudam a explicar esse cenário, como alimentação rica em ultraprocessados, sedentarismo, excesso de peso, consumo de álcool e tabagismo.

6 sinais de alerta do câncer colorretal

Fique atento se você apresentar:

1. Sangue nas fezes ou sangramento pelo ânus
Mesmo que seja esporádico, o sintoma precisa ser investigado.

2. Mudança persistente do hábito intestinal
Diarreia ou prisão de ventre que não melhoram, fezes mais finas ou alteração no ritmo habitual.

3. Dor ou desconforto abdominal frequente
Cólicas, sensação de inchaço ou dor contínua sem causa aparente.

4. Sensação de evacuação incompleta
A impressão constante de que o intestino não esvaziou totalmente.

5. Perda de peso sem explicação
Emagrecimento involuntário é sempre um sinal de alerta.

6. Fraqueza, cansaço excessivo e anemia
Podem indicar perda crônica de sangue pelo intestino.

“Sangramento intestinal, alteração do hábito intestinal e anemia não devem ser normalizados, independentemente da idade. A investigação precoce faz toda a diferença no prognóstico”, reforça a oncologista.

Prevenção

O câncer colorretal está entre os tumores mais preveníveis. Cerca de 90% dos casos se desenvolvem a partir de pólipos benignos, que podem ser identificados e removidos durante a colonoscopia.

As sociedades médicas recomendam iniciar o rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco, e antes disso para quem tem histórico familiar.

Além disso, hábitos saudáveis reduzem significativamente o risco: alimentação rica em fibras, prática regular de atividade física, controle do peso, não fumar e evitar o consumo excessivo de álcool.

No Março Azul, o recado é direto: ignorar sintomas pode atrasar o diagnóstico. “E, quando se trata de câncer colorretal, tempo faz diferença”, alerta a médica.

 

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