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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Gravidez na adolescência segue alta no Brasil e mitos ainda sabotam a prevenção

Crenças equivocadas sobre camisinha e anticoncepcionais continuam sendo barreiras silenciosas, alerta especialista

 

Entender a realidade da gravidez na adolescência no Brasil é encarar números que dificilmente passam despercebidos. De acordo com um levantamento realizado pela UFPel (Universidade Federal de Pelotas), anualmente, uma em cada 23 adolescentes de 15 a 19 anos dá à luz no país, apontando uma taxa média de 43,6 nascimentos por mil meninas nessa faixa etária, números superiores aosregistrados em outros países com renda similar.

Apesar de quedas observadas em alguns contextos ao longo da última década, essa proporção ainda evidencia que a prevenção enfrenta barreiras que vão além do acesso aos métodos contraceptivos.

Conforme explica Cora Caroline Santos Pereira, enfermeira obstetra e coordenadora do Centro de Parto Natural do Hospital Maternidade Paulino Werneck, no Rio de Janeiro, muitas dessas barreiras são alimentadas por crenças equivocadas e desinformação no cotidiano.

 

O peso dos mitos na vida real

“Na prática clínica, noto que muitas adolescentes chegam já convencidas de que camisinha não funciona ou que métodos hormonais são sempre problemáticos, e isso interfere diretamente em suas escolhas”, destaca a especialista.

Para ela, a forma como os métodos contraceptivos são apresentados pode afastar jovens de opções eficazes de prevenção, criando uma falsa sensação de segurança ou desconfiança injustificada.

Entre os equívocos mais comuns estão ideias como a de que camisinha diminui o prazer, que pílulas sempre causam ganho de peso ou que “menina nova não engravida fácil”.

“A fertilidade na adolescência é real e muitas vezes elevada. Subestimar isso porque vimos um mito nas redes sociais ou ouvimos um comentário entre amigos é um risco que simplesmente não podemos ignorar”, alerta Cora.

 

Desinformação em tempos de excesso de informação

Se antes boa parte das lacunas de conhecimento sobre sexualidade vinha do silêncio, hoje o grande desafio é a abundância de conteúdos sem base científica circulando nas redes sociais.

“Os adolescentes estão expostos a opiniões e relatos pessoais que nem sempre refletem evidência científica. Por isso, o papel dos serviços de saúde é oferecer um espaço seguro, sem julgamento, onde dúvidas possam ser esclarecidas com responsabilidade”, afirma a profissional.

Ela reforça que prevenção não se resume à distribuição de métodos contraceptivos. “Envolve diálogo com a família, educação sexual nas escolas, acesso facilitado ao SUS e, principalmente, acolhimento. O adolescente precisa se sentir respeitado para buscar orientação.”


Casos diagnosticados de leucemia no Brasil disparam em 10 anos


A doença se caracteriza pela multiplicação desordenada das
células brancas, que substituem as células saudáveis do sangue.

A hematologista Renata Lyrio, da Oncologia D’Or, atribui o crescimento ao envelhecimento acelerado da população e à melhoria do diagnóstico da doença.

 

A Estimativa 2026 – Incidência de Câncer no Brasil, divulgada no início do mês pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA)1, aponta que este ano 12.220 brasileiros deverão ser diagnosticados com leucemia. O número é 21% superior ao de dez anos atrás, quando o instituto projetou o registro de 10.070 novos casos2. De 2016 a 2025, a população cresceu 3,5%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)3,4.  

A hematologista Renata Lyrio, da Oncologia D’Or, atribui o aumento ao envelhecimento acelerado da população e à melhoria do diagnóstico. “Apesar do crescimento de casos, a gravidade da doença diminuiu, graças aos avanços do tratamento, o que aumentou o tempo e a qualidade de vida dos pacientes”, afirma a especialista.

A campanha Fevereiro Laranja é um momento oportuno para a disseminação de informações sobre essa doença do sangue. Nela, as células brancas passam a se proliferar de maneira desordenada na medula óssea, substituindo as células saudáveis. A neoplasia é mais comum nos homens, atingindo em especial crianças até quatro anos e idosos a partir dos 70 anos.
 

Pesquisa

Um estudo chinês5 publicado em novembro analisou o impacto da leucemia em 204 países, entre 1990 e 2021, com base nos dados do Global Burden of Disease Study 2021, da University of Whashington, nos Estados Unidos. Apesar do crescimento de 2

8% dos casos da doença, houve uma queda de 16% nos anos de vida perdidos por mortes prematuras ou vividos com incapacidade pelos pacientes. A métrica, conhecida por DALY (do inglês Disability-Adjusted Life Year), é usada para mensurar o impacto de uma enfermidade em uma população.
 

Os pesquisadores constataram que a redução de DALYs está fortemente associada a avanços no arsenal terapêutico, como medicamentos mais seguros e eficazes para quimioterapia, terapias-alvo e transplantes de medula óssea. Infelizmente, os benefícios não alcançam todos os países de maneira uniforme. As localidades com baixa renda apresentam alta mortalidade e diagnóstico tardio.

Por ser um país emergente e de dimensões continentais, o Brasil possui regiões onde há dificuldade de acesso aos serviços de saúde, o que atrasa o diagnóstico e o tratamento, levando à piora do desfecho dos casos. No território nacional, a leucemia ocupa a 13ª posição entre os tipos de câncer mais frequentes na população, mas é o sexto tumor mais incidente nos homens no Nordeste e o sétimo no Norte. Nas mulheres, é o nono mais comum nessas duas regiões.

 

Os mais afetados pela leucemia são os homens,
 em especial a partir dos 70 anos.
A doença

A leucemia é classificada em aguda e crônica, de acordo com a sua progressão. As agudas são mais agressivas, evoluem de forma mais rápida e os sintomas como fadiga, astenia, febre, infecção e sangramento aparecem em poucas semanas.

Já as leucemias crônicas são doenças indolentes e insidiosas. Os sintomas podem levar meses ou anos para se manifestar. Muitos pacientes somente têm o diagnóstico após realizar um exame de rotina que evidencie leucocitose. Nos casos mais avançados, podem apresentar anemia e linfonodos, fígado e baço aumentados. 

A doença pode se desenvolver em dois tipos de células. Uma delas é a célula mieloide, que forma a medula óssea e produz os glóbulos brancos, as plaquetas e as hemácias. A outra é a célula linfoide, que constitui o sistema linfático, responsável pela defesa do organismo. 

O diagnóstico da Leucemia Mieloide Aguda (LMA) e da Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) exige a realização de um exame de medula óssea com coleta de material para imunofenotipagem de medula óssea e análise genética. Já o diagnóstico da Leucemia Mieloide Crônica (LMC) e Leucemia Linfocítica Crônica (LLC) pode ser realizado pela coleta de sangue periférico.

 

Tratamento

O tratamento depende do tipo da leucemia e da idade do paciente. Nas agudas, o mais comum é a quimioterapia. Pessoas jovens ou com doenças de alto risco genético pode precisar do transplante alogênico de medula óssea, que demanda a retirada de células-tronco de um doador para serem transplantadas no paciente.


Com 46% das crianças com cárie aos 5 anos, cuidados com saúde bucal devem ser reforçados ao longo de todo o ano

Especialista explica como adaptar a rotina no retorno às aulas e evitar problemas

 

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal, realizada pelo Ministério da Saúde 2023, mostram que 46,83% das crianças brasileiras já apresentam cárie dentária aos 5 anos, evidenciando que o cuidado com a saúde bucal infantil precisa ser contínuo e integrado à rotina, independentemente do período do ano.

 

O início do calendário escolar costuma vir acompanhado de mudanças importantes nos hábitos das famílias. A reorganização de horários, a volta dos lanches fora de casa e a correria do dia a dia podem favorecer falhas na higiene oral das crianças, especialmente quando as escovações acabam ficando em segundo plano, aumentando o risco de problemas bucais.

 

Segundo a Dra. Patricia Terzini, especialista em odontopediatria da Clínica Omint Odonto e Estética, o consumo frequente de doces e carboidratos fermentáveis, como salgadinhos e biscoitos, merece atenção especial. “Esses alimentos entram na lista dos principais vilões e, associados à falha na escovação, elevam o risco de cáries”, explica.

 

Mesmo com a adaptação à nova rotina, é fundamental preservar hábitos básicos. A escovação e o uso do fio dental devem ser mantidos, especialmente pela manhã, antes de sair de casa, e à noite, antes de dormir, mesmo quando a criança chega cansada. “Uma estratégia simples é incluir na mochila uma escova, pasta e fio dental, facilitando a higiene após as refeições”, reforça a especialista.

 

As consultas odontológicas periódicas também ajudam a evitar surpresas desagradáveis ao longo do ano letivo. Seguir o acompanhamento orientado pelo dentista permite identificar precocemente possíveis alterações e reduzir o risco de emergências.

 

Alguns sinais exigem atenção imediata em qualquer época: dor de dente, aparecimento de manchas suspeitas, sensibilidade ou desconforto persistente são alertas importantes e devem motivar a busca por um dentista. Manter a vigilância e os cuidados básicos é essencial para que a rotina escolar transcorra com mais tranquilidade, inclusive para a saúde bucal.

 

Clínica Omint Odonto e Estética

UNIDADE VILA OMINT | CRO: 23599

Rua Franz Schubert, 33 - Jd. Paulistano - SP
Responsável Técnico: Ana Paula de Freitas Ravanini – CRO 50108

UNIDADE BERRINI | CRO: 032253
Rua James Joule, 92 - Berrini - SP
Responsável Técnico: Milton Maluly Filho - CRO: 38955

Saiba mais em www.omint.com.br/clinica-odontologica


Além do tabagismo, obesidade e inflamação também são prejudiciais aos pulmões

 

Função pulmonar dos participantes foi medida em dois momentos:
entre os 23 e 25 anos e, depois, entre os 37 e 38 anos (
imagem: Freepik)

Estudo com quase 900 adultos indica que, embora fumar ainda seja a principal condição de risco, os dois fatores aceleram o envelhecimento do órgão e aumentam o risco de desenvolver doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)

 

Um estudo brasileiro com quase 900 participantes, todos com menos de 40 anos, reforça a ideia de que o envelhecimento precoce dos pulmões não está ligado apenas ao tabagismo, mas também a fatores como a obesidade e a inflamação sistêmica. As duas condições podem, inclusive, ser associadas ao risco aumentado para o desenvolvimento da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

Conhecida como “doença do fumante”, a DPOC é uma condição irreversível, marcada por inflamação e espessamento das vias aéreas, que provoca falta de ar, dificuldade respiratória e outras limitações progressivas. Embora o cigarro continue sendo o principal fator de risco, o estudo infere que tanto a obesidade como a inflamação sistêmica podem sozinhas levar à deterioração pulmonar.

De acordo com os resultados do estudo, o tabagismo é o fator de maior impacto, associado a uma redução média de 1,95% da função pulmonar ao longo dos 12 anos analisados. Quanto à inflamação sistêmica, medida pelo nível de proteína C-reativa (PCR) no sangue, cada aumento de 1 mg/dL do marcador inflamatório correspondeu a um declínio de 0,76% da função pulmonar. Já nos casos de obesidade, cada aumento de 1 kg/m² no índice de massa corporal (IMC) resultou em uma perda adicional de 0,28% na função pulmonar.

Publicado na revista BMC Pulmonary Medicine e apoiado pela FAPESP, o estudo contribui para uma compreensão mais ampla dos diferentes caminhos que podem levar à perda da função pulmonar.

No trabalho, os pesquisadores incluíram 895 participantes da "Coorte de Nascimentos de Ribeirão Preto", que acompanha indivíduos nascidos entre 1978 e 1979. A função pulmonar dos participantes foi medida em dois momentos: entre os 23 e 25 anos e, depois, entre os 37 e 38 anos.

“O achados reforçam o que estudos anteriores realizados com coortes menores já vinham apresentando: além dos efeitos do cigarro, processos metabólicos e inflamatórios sistêmicos podem desempenhar um papel importante na deterioração da função pulmonar, mesmo em indivíduos mais jovens e sem doenças respiratórias diagnosticadas”, afirma Elcio Oliveira Vianna, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) e coordenador do estudo.

Vianna explica que, de acordo com o estudo, a inflamação sistêmica oriunda de outros órgãos ou partes do corpo, como a inflamação dos adipócitos em casos de obesidade, pode interferir nos pulmões. “A inflamação sistêmica de baixo grau, já conhecida por aumentar o risco de doenças cardiovasculares, também atinge e danifica os pulmões. Esse bombardeio inflamatório constante, mesmo que sutil, como no caso da obesidade, contribui para a lesão do tecido pulmonar ao longo do tempo, podendo desencadear envelhecimento pulmonar precoce”, explica Vianna.


DPOC, doença multifatorial

Embora os participantes da coorte tivessem menos de 40 anos quando foram examinados e estejam, portanto, fora da faixa etária típica para o diagnóstico de DPOC, os pesquisadores observaram sinais precoces da doença. Isso permitiu inferir que tanto a obesidade quanto a inflamação sistêmica aumentam o risco de desenvolvimento da DPOC no futuro.

“A inflamação sistêmica tem impacto direto na função pulmonar e conseguimos demonstrar isso nesse estudo populacional. Como todos os participantes eram jovens, foi possível identificar indícios da doença antes mesmo de seu diagnóstico clínico”, afirma Vianna.

No entanto, ele ressalta que associar DPOC com obesidade não é algo comum. “Entre as decorrências da DPOC está a perda de apetite e o alto gasto calórico [perda de gordura e massa magra] por causa do esforço demandado para respirar. Portanto, como o paciente com DPOC geralmente é magro, não é comum que associem a doença à obesidade. Por isso, foi importante o nosso estudo conseguir demonstrar que a obesidade, assim como outras inflamações sistêmicas, pode desencadear a doença", conta.

Para Ana Carolina Cunha, médica pneumologista e primeira autora do estudo, os resultados ajudam a ampliar a compreensão sobre a complexidade da DPOC. “A doença é multifatorial e muito mais complexa do que se pensava. Além da inflamação causada pelo cigarro, pode haver um processo inflamatório sistêmico próprio do indivíduo. Estudos anteriores já apontavam essa associação. Hoje sabemos que pacientes com DPOC apresentam inflamação crônica, o que levanta a hipótese de que esse processo possa ser um fator comum entre diferentes manifestações da doença, especialmente em pessoas com predisposição genética ou metabólica.”

O artigo Longitudinal study of the influence of obesity, C-reactive protein, and smoking on FEV1 decline in young adulthood pode ser lido em: bmcpulmmed.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12890-025-03913-5.



Maria Fernanda Ziegler

Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/alem-do-tabagismo-obesidade-e-inflamacao-tambem-sao-prejudiciais-aos-pulmoes/56844


Ãh? Repete o que você falou? Veja como identificar os primeiros sinais de perda auditiva

Zumbidos, sensação de ouvido tampado e dificuldades em ouvir sons agudos são alguns dos sintomas que podem indicar a condição; profissional da área de Otorrinolaringologia explica como prevenir a progressão da perda auditiva

 

A perda auditiva é uma condição que acomete milhões de pessoas ao redor do mundo. Só nas Américas, 217 milhões enfrentam esse problema, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, mais de 10 milhões de pessoas possuem algum nível de deficiência auditiva, com 2,7 milhões com surdez profunda, aponta pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Esses dados apontam para a necessidade de um olhar mais atento à saúde auditiva. Profissional da área de Otorrinolaringologia do AmorSaúde, Dr. Danilo Carvalho Guimarães  explica que os primeiros sinais de perda auditiva podem prejudicar significativamente a qualidade de vida. “São alguns sinais de alerta a dificuldade para entender palavras, falar muito alto, sensação de ouvido tampado e aumento excessivo do volume da TV, do rádio e do celular, além de olhar constantemente para os lábios de quem fala na tentativa de entender melhor”, detalha o médico que atende no AmorSaúde Tatuapé, na capital paulista.

 

De olho nas causas da perda auditiva 

As causas que prevalecem na perda de audição são diversas, e podem ser classificadas em reversíveis e irreversíveis.

Na primeira categoria – perda reversível –, há a possibilidade da volta da capacidade auditiva total e geralmente está ligada ao excesso de cera no ouvido. “O acúmulo de cerume, que é uma secreção sebácea produzida na terceira porção do canal auditivo, faz com que o paciente não ouça da maneira adequada. A remoção do cerume pelo médico otorrinolaringologista é capaz de resolver essa questão”, relata o Dr. Danilo.

Já as perdas irreversíveis são ocasionadas, principalmente, por conta do envelhecimento, chamado de presbiacusia, explica o profissional. Ainda segundo ele, a condição diminui a capacidade do idoso de ouvir sons mais agudos em relação aos mais graves. Entretanto, existem outros fatores de risco, como os genéticos e a exposição a ruídos.

Dessa forma, em um mundo repleto de aparelhos tecnológicos, o uso de fones de ouvido tornou-se extremamente comum. Por vezes, a utilização incorreta pode ser prejudicial à saúde auditiva, levando a danos severos. “Dispositivos com volume de som muito elevado ou uso excessivo podem causar desconforto, dores, perda auditiva ou até sangramento. O correto é utilizar em uma altura agradável estando em ambiente externo silencioso”, ressalta o profissional da maior rede de clínicas médico-odontológicas do Brasil. Ele ainda acrescenta que, durante essa utilização, o ideal é fazer pausas longas, de 1 a 2 horas.

 

Zumbido: doença ou sintoma? 

O zumbido é uma das queixas mais frequentes associadas à perda auditiva. Segundo dados do Ministério da Saúde, esse sintoma ocorre entre 25 a 28 milhões de indivíduos no Brasil. O Dr. Danilo evidencia que sua causa também pode estar atrelada à doenças crônicas e uso de medicação.

“O tratamento do zumbido depende muito da causa do mesmo. O sintoma pode representar outras questões que não somente a perda auditiva. Até mesmo patologias dos dentes e da articulação da mandíbula, que promove a abertura e fechamento da boca,  podem ser causas do zumbido”, explica.  

 

Diagnóstico, tratamento e prevenção: por onde começar 

Em todos estes casos reside a importância de se procurar um profissional da área. É por meio dele que os exames e testes serão realizados para traçar o diagnóstico. O profissional da área de Otorrinolaringologia detalha que o principal deles é a audiometria. “É a combinação da avaliação médica com a audiometria que permite o diagnóstico preciso da perda auditiva”, pontua.

Ao confirmar a suspeita, o tratamento mais comum, e também eficaz, é o uso de aparelhos auditivos de ampliação individual. “Quando bem indicados e adaptados, conseguem estimular a via auditiva da maneira adequada e frear a progressão dessa perda. Quanto antes o paciente inicia a utilização do aparelho, melhor a adaptação. Isso evitará consequências mais graves para a saúde do paciente”, evidencia Dr. Danilo.

Além do tratamento, a prevenção também é fundamental para evitar e reduzir o agravamento do quadro de perda auditiva. Nesse sentido, o profissional do AmorSaúde indica alguns meios eficazes e seguros:

 

·         Espaços ruidosos: evitar a exposição prolongada e, se não for possível retirar-se daquele ambiente, utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como abafadores de ouvido;

·         Hábitos mais saudáveis: alimentação e rotina com exercícios evitam doenças que podem contribuir para mais rápida progressão e perda auditiva. 

 

“A perda auditiva tem sido relacionada com diversos problemas de saúde mental e social, como depressão, isolamento social e até demência. Quando existe perda auditiva, a comunicação e a interação com os outros ficam mais difíceis, o que pode levar a isolamento e solidão”, afirma o Dr. Danilo. Nesse sentido, a conscientização dos riscos da perda auditiva e seu tratamento se tornam essenciais também para prevenir quadros de depressão. “Isso pode contribuir para o declínio cognitivo, elevando as chances de desenvolver demência”, acrescenta.


Por fim, ele ressalta a importância de se buscar um profissional no caso de haver suspeitas ou sintomas de perda. “Consultar com um médico da área de Otorrinolaringologia é o primeiro passo para avaliar a audição e buscar tratamentos para prevenir suas complicações”, finaliza.


Bruxismo: quando é hora de pedir ajuda?

Compressão exagerada dos dentes pode provocar dores musculares, alterações no sono e estalos articulares ao abrir e fechar a boca;

 

O bruxismo é uma condição caracterizada pelo ranger ou apertar dos dentes, que pode ocorrer tanto durante o sono quanto durante o dia. No Brasil, quase metade da população é afetada pelo bruxismo. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que 40% dos brasileiros têm bruxismo, ou seja, quatro em cada dez pessoas no Brasil sofrem com esse problema, que pode acontecer tanto durante o dia quanto à noite (maior frequência). O bruxismo, ato involuntário de ranger ou apertar os dentes, pode causar desgaste nos dentes e dores, caso não seja controlado. 

De acordo com o coordenador do curso de Odontologia da Faculdade Anhanguera, Doutor Rodrigo Ottoni, a origem do bruxismo pode ser atribuída a uma complexa teia de elementos, desde físicos e psicológicos até ambientais. 

“Este transtorno psicossomático provoca atividade repetitiva de apertar, deslizar e/ou ranger os dentes durante o sono, ou durante a vigília, de modo involuntário, e pode causar dores de cabeça, incômodos e zumbidos no ouvido, desgaste e amolecimento dental. Além disso, em casos graves, problemas nas gengivas, nos ossos e na articulação da mandíbula (ATM)”, explica. 

Rodrigo alerta que o bruxismo representa um risco à saúde bucal como um todo, podendo, em casos mais severos, levar a perdas dentárias, dores crônicas na cabeça e fadiga excessiva dos músculos faciais”. 

“Nesse caso, é essencial buscar um profissional a fim de realizar um exame clínico minucioso, que é feito por um cirurgião-dentista. Os sintomas que devem ser considerados: perda de estrutura dentária, trincas ou fraturas dentárias, retração gengival, mucosa mordiscada (hábito de mordiscar a bochecha ou língua), dores frequentes de cabeça (principalmente ao acordar), sensação de cansaço ao mastigar e dores e/ou estalos ao abrir e fechar a boca", ressalta. 

Confira outros motivos que podem ocasionar o distúrbio, segundo o docente:

 

Fatores Psicológicos e Emocionais 

O estresse diário pode se manifestar de várias formas, incluindo o ranger de dentes, tanto durante o dia quanto à noite. Pesquisas indicam que o bruxismo pode ser uma resposta involuntária do corpo ao estresse, funcionando como uma "válvula de escape" para as tensões acumuladas.

 

Influências Físicas e Genéticas 

Quando os dentes não se encaixam corretamente, o corpo pode tentar corrigir esse problema através do ranger ou apertar, levando ao desgaste dental e outros problemas. Além disso, estudos sugerem que a genética desempenha um papel importante no desenvolvimento do bruxismo, com pessoas que têm histórico familiar da condição apresentando maior probabilidade de desenvolvê-la.

 

Relação com Distúrbios do Sono 

Durante o sono, os músculos da mandíbula podem se contrair involuntariamente, resultando no ranger dos dentes. Esse tipo de bruxismo, conhecido como bruxismo do sono, é muitas vezes inconsciente e pode ser difícil de diagnosticar sem a ajuda de um profissional de saúde.

 

Impacto de Medicamentos e Estilo de Vida 

Certos medicamentos, especialmente os antidepressivos e antipsicóticos, têm sido associados ao desenvolvimento do bruxismo como efeito colateral. Além disso, hábitos de vida, como o consumo excessivo de cafeína, álcool e drogas recreativas, também podem aumentar o risco de desenvolver a condição. 

“De qualquer forma, independentemente do gênero, é importante que pessoas que apresentem sintomas de bruxismo busquem orientação odontológica para um diagnóstico adequado e tratamento para reduzir o desgaste dentário e diminuição da atividade do bruxismo’, enfatiza.

 

Anhanguera
Para mais informações das soluções educacionais, acesse o site e o blog.


Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo: quatro formas de acesso a atendimento gratuito em SP

Serviços do SUS oferecem orientação, triagem e encaminhamento para tratamento de álcool, outras drogas e nicotina

 

No Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo (20/2), a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) reforça à população que a rede pública de saúde oferece atendimento gratuito, orientação e encaminhamento para tratamento de pessoas que enfrentam problemas relacionados ao uso de álcool, outras drogas e nicotina.

Os serviços estão disponíveis para usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) em qualquer nível de atenção, desde a escuta inicial até o acompanhamento especializado, de forma integrada na rede estadual.

Veja quatro formas de buscar ajuda gratuita na rede pública de São Paulo:

 

1- Unidade Básica de Saúde (UBS) 

A porta de entrada do SUS para a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) é pela Atenção Básica, por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), administradas pelos municípios, por meio de cursos, palestras, eventos, apoio técnico em programas, projetos e ações. 

Na unidade mais próxima de casa, o cidadão pode receber orientação, acolhimento, avaliação inicial e, quando necessário, encaminhamento para outros serviços da rede conforme a necessidade de cada paciente. Quando necessário, os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) também podem ser procurados diretamente para avaliação e acompanhamento.

 

Onde buscar atendimento: procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência. 

 

2- Programa Vida Sem Álcool 

O serviço Vida Sem Álcool, disponível no aplicativo do Poupatempo SP.GOV.BR, permite que o cidadão avalie se o seu consumo de álcool pode estar prejudicando a saúde. 

O álcool é uma substância psicoativa e tóxica que pode causar dependência e está associado a diversos problemas, como: desenvolvimento de dependência; doenças como cirrose, doenças cardiovasculares, pancreatite e alguns tipos de câncer; agravamento de quadros de depressão e ansiedade, além do aumento do risco de suicídio; e maior risco de acidentes de trânsito, quedas e lesões. 

No próprio serviço, é possível realizar o Teste para Identificação de Problemas Relacionados ao Uso de Álcool (AUDIT). 

Após o teste, se a pontuação for maior que 15, a orientação é procurar a UBS mais próxima; se a pontuação for maior que 20, é recomendado buscar avaliação em um serviço especializado, como um Caps-Ad. 

O serviço é indicado para usuários do SUS em qualquer nível de atenção.

 

Onde buscar atendimento: É possível acessar o programa diretamente no aplicativo do poupatempo.sp.gov.br. Basta acessar o serviço “Saúde”, escolher a opção “Vida Sem Drogas”, clicar em “Vida Sem Álcool”,  clicar em “Iniciar” e seguir o passo a passo.

 

3- Programa Vida sem Nicotina  

O serviço Vida sem Nicotina, disponível no aplicativo do Poupatempo SP.GOV.BR, é voltado para pessoas que desejam parar de fumar ou vaporizar. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o tabagismo é uma doença crônica caracterizada pelo uso e abuso da nicotina. 

O atendimento contempla usuários de cigarro, cigarrilha e charuto; fumo mascado; narguilé; cigarros eletrônicos e outros dispositivos de liberação de nicotina. 

No próprio aplicativo, o usuário pode realizar o Teste de Fagerström, que mede o grau de dependência à nicotina. Ao final do teste, é possível: consultar as unidades que oferecem tratamento; conhecer os serviços disponíveis na rede estadual; iniciar o encaminhamento para acompanhamento. 

O serviço também é indicado para usuários do SUS em qualquer nível de atenção.

 

Onde buscar atendimento: É possível acessar o programa diretamente no aplicativo do poupatempo.sp.gov.br. Basta acessar o serviço “Saúde”, escolher a opção “Vida Sem Drogas”, clicar em “Vida Sem Nicotina”,  clicar em “Iniciar” e seguir o passo a passo.

 

4- Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas 

Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas, que é uma unidade hospitalar voltada ao atendimento de dependentes químicos, prioritariamente oriundos das cenas abertas de uso. Os atendimentos são feitos de forma individualizada, de acordo com o quadro clínico de cada paciente. São realizados exames e cumpridos protocolos de escala de saúde mental e clínica. Se necessário e caso o paciente concorde, é realizado o encaminhamento para os programas de desintoxicação do estado, conforme a linha de atendimento definida pela equipe clínica.  

O HUB é uma das principais inovações na política sobre drogas no Estado, e articula a rede de atenção psicossocial, com triagem, grupos terapêuticos, atendimentos médicos e encaminhamento a leitos hospitalares especializados para desintoxicação.

 

Onde buscar atendimento: o serviço é referenciado. O paciente deve ser encaminhado por um serviço da rede pública de saúde, como Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Centro de Atenção Psicossocial (Caps), após avaliação.


SBCD alerta: gravidez exige atenção redobrada aos sinais do melanoma

 

Freepik
Instituição reforça a atenção aos sinais da pele e a importância do acompanhamento com especialistas durante a gestação

 

Alterações hormonais comuns na gravidez podem mascarar sinais do melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele, com atraso no diagnóstico e comprometimento do prognóstico. Diante da incidência da doença em mulheres em idade fértil, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) alerta para a importância do acompanhamento dermatológico e da atenção redobrada às mudanças na pele ao longo da gestação.

A frequência e os tipos de melanoma observados em gestantes são semelhantes aos registrados na população geral. O melanoma disseminativo superficial é o mais comum, correspondendo a cerca de 70% dos casos e costuma apresentar crescimento mais lento e horizontal, geralmente acima da superfície da pele. 

Já o melanoma nodular é considerado um dos mais agressivos, caracterizando-se pelo surgimento de um nódulo que cresce rapidamente, com crescimento vertical para parte externa da pele. 

O melanoma lentiginoso acral, é mais raro e costuma se manifestar nas mãos, nos pés e sob as unhas, sendo mais frequente em pessoas de pele mais escura. 

O diagnóstico precoce é decisivo e, no caso das gestantes, o tratamento do melanoma segue as mesmas recomendações adotadas para mulheres não grávidas, sempre priorizando a segurança da mãe e do feto. Apesar das dúvidas sobre o impacto da doença durante a gestação, a conduta médica é bem estabelecida e individualizada”, explica Thais Buffo, dermatologista oncológica, especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). 

Em mulheres com diagnóstico prévio de melanoma, pode haver a recomendação, que não é consenso, de evitar a gravidez por um período de dois a três anos. No entanto, quando o diagnóstico ocorre durante a gestação, não há indicação de interrupção da gravidez. Mesmo nos casos em que a doença é identificada após a 27ª semana, a conduta costuma ser a realização do procedimento cirúrgico para retirada da lesão. 

“Na grande maioria dos casos, a cirurgia é o tratamento indicado para o melanoma, pois permite a remoção completa do tumor, a análise das margens e oferece altas taxas de cura. A conduta pode variar de acordo com o estágio da doença e o perfil clínico da paciente”, acrescenta a especialista. 

Nos casos de melanoma diagnosticados durante a gravidez, pode ser indicada a análise da placenta no pós-parto e o acompanhamento do recém-nascido como medida preventiva, considerando o potencial de metástase da doença. 

O acompanhamento conjunto entre dermatologista e obstetra é fundamental para garantir um tratamento seguro, eficaz e integrado.


Atenção aos sinais

O câncer de pele representa cerca de 30% de todos os diagnósticos oncológicos e atinge mais de 220 mil pessoas por ano no Brasil. No caso do melanoma, a atenção deve ser redobrada, pois se trata de um tumor menos frequente, porém mais agressivo e com maior potencial de metástase. 

A especialista destaca que uma parcela significativa dos melanomas surge como lesões novas, ou seja, não se origina de pintas ou nevos pré-existentes. “Por isso, qualquer nova mancha, pinta ou ferida que não cicatriza, assim como alterações em lesões já existentes, devem ser avaliadas por um dermatologista, inclusive durante a gestação”, orienta. 

A observação frequente da pele é uma das principais aliadas para o diagnóstico precoce. Uma ferramenta simples e eficaz é a regra do ABCDE, que auxilia na identificação de sinais suspeitos. 

“A de assimetria, quando um lado da pinta é diferente do outro, B de bordas irregulares, C de cores variadas na mesma lesão, D de diâmetro geralmente maior que 6 milímetros e E de evolução, quando a pinta se modifica ao longo do tempo”, detalha a Dra. Thais Buffo. “Ao notar qualquer uma dessas alterações é fundamental procurar um dermatologista para avaliação e tratamento adequado”, finaliza.
 

Como escolher um médico habilitado 

A SBCD ressalta a importância de a população buscar um profissional habilitado para acompanhamento, diagnóstico e tratamento. Para isso, é fundamental verificar se o médico possui o Registro de Qualificação de Especialista (RQE), qualificação atestada pelo Conselho Regional de Medicina (CRM). 

A consulta é simples e pode ser feita a partir do nome do profissional no site do Conselho Federal de Medicina (CFM). Clique aqui! 

Esse cuidado na escolha ajuda a evitar atendimentos inadequados por profissionais não habilitados e garante mais segurança ao paciente.

 

Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica - SBCD


Treinar no calor pode ser ruim? Saiba como evitar lesões, queda de pressão e exaustão no verão

Treinar no calor pode ser ruim? Saiba como evitar lesões, queda de pressão e exaustão no verão


O verão traz energia e vontade de se movimentar. Caminhada, corrida, funcional, bike, treino ao ar livre… tudo parece fluir melhor com dias mais longos. Mas o calor também muda a forma como o corpo reage ao exercício e, se alguns cuidados não forem tomados, o treino pode virar mal-estar, queda de pressão ou até lesão. 

Segundo o Dr. Armindo Matheus, diretor médico da Nova Saúde, o erro mais comum é ignorar que o corpo trabalha diferente em altas temperaturas. “No calor, o organismo precisa de mais esforço para se resfriar. Quando a pessoa mantém o mesmo ritmo do inverno, o risco de exaustão e lesões aumenta”, explica.

 

O que o calor faz com seu corpo durante o treino

Quando você se exercita, a temperatura corporal sobe e o suor entra em ação para ajudar no resfriamento. Em dias quentes e úmidos, esse mecanismo fica menos eficiente, acelerando a perda de líquidos e sais minerais. 

“O coração passa a trabalhar mais rápido, a pressão pode oscilar e o cansaço aparece antes do esperado. Isso explica tontura, fraqueza e sensação de corpo pesado durante o treino”, diz o médico.

 

Lesões aparecem quando o corpo já está cansado

Apesar de os músculos ficarem mais aquecidos no verão, a fadiga surge mais rápido. Quando isso acontece, a execução dos movimentos piora e o risco de distensão, estiramento e quedas aumenta. 

“Muita gente confunde esforço com limite. Dor, fraqueza e perda de rendimento são sinais de alerta, não de superação”, orienta o especialista.

 

Treino inteligente é treino adaptado ao calor

Para manter o exercício como aliado da saúde, o Dr. Armindo recomenda ajustes simples, mas essenciais. Treinar nos horários mais frescos, reduzir a intensidade nos dias mais quentes e respeitar pausas faz diferença no desempenho e na segurança. 

“A hidratação não começa quando a sede aparece. Ela precisa fazer parte da rotina antes, durante e depois do treino”, reforça.

 

Queda de pressão e exaustão não são normais

Tontura, enjoo, visão turva, batimentos acelerados e fraqueza intensa indicam que o corpo está entrando em sobrecarga. Pessoas com pressão baixa, hipertensão, doenças cardiovasculares ou que estão retomando a atividade física devem redobrar a atenção. 

“Nesses casos, insistir no treino pode ser perigoso. O ideal é parar, se hidratar e buscar orientação médica se os sintomas persistirem”, alerta.

 

Dá para treinar no verão, sim e com mais prazer

Com adaptações, o verão pode ser um ótimo aliado para manter o corpo em movimento. Ajustar expectativas, respeitar o ritmo do dia e ouvir os sinais do corpo tornam o treino mais eficiente e seguro. 

“Exercício no verão não é sobre ir além do limite, é sobre treinar com consciência. Quando o cuidado vem primeiro, o resultado aparece”, finaliza o Dr. Armindo Matheus, diretor médico da Nova Saúde.

 

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