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sábado, 6 de junho de 2026

Mitos e Verdades: nutricionista esclarece o papel do colágeno na nutrição e bem-estar

Entenda por que a produção de colágeno diminui com o tempo e como a suplementação estratégica ser o diferencial na sua rotina
 

O colágeno tornou-se um dos suplementos mais discutidos nos últimos anos, mas a abundância de informações nem sempre reflete a realidade científica. Por ser um dos protagonistas do último lançamento de Nutren, a Nestlé apresenta um guia essencial para desmistificar o consumo desta proteína vital, detalhando sua importância biológica e as melhores práticas de uso. 

Representando cerca de 30% do total de proteínas do corpo humano, o colágeno funciona como a "cola" que sustenta a pele, articulações, ossos e tendões. A partir dos 25 a 30 anos, a produção natural dessa proteína começa a declinar, o que pode impactar a elasticidade da pele e a mobilidade das articulações.

  • "Todo colágeno é igual." MITO. Existem diferentes tipos de colágeno (como o Tipo I, focado em pele, e o Tipo II, específico para cartilagens). Além disso, a forma de apresentação — como o colágeno hidrolisado ou os peptídeos bioativos — é fundamental para garantir que o corpo consiga absorver e utilizar a proteína de forma eficiente.
  • "O colágeno só serve para a estética." MITO. Embora seja famoso pelos benefícios à pele, cabelos e unhas, ele é crucial para a saúde articular e regeneração de tecidos musculares, sendo um aliado importante para a longevidade e o envelhecimento ativo.
  • "A vitamina C potencializa os resultados." VERDADE. A vitamina C é um cofator essencial na síntese do colágeno pelo organismo. Por isso, a Nestlé prioriza formulações que combinam a proteína com um mix de vitaminas e minerais para maximizar a eficácia.


Como e quando tomar?

O consumo deve ser contínuo para que os benefícios sejam notados a médio e longo prazo (geralmente a partir de 8 a 12 semanas). Não há uma regra rígida, mas muitos nutricionistas recomendam o consumo longe de grandes refeições (como almoço ou jantar) para evitar a competição por absorção com outras proteínas. É fundamental escolher o produto adequado para o seu objetivo — seja o foco em performance esportiva, saúde óssea ou cuidado com a pele.

"Nosso objetivo é transformar a ciência nutricional em soluções práticas que melhorem a qualidade de vida. Entender o colágeno além do marketing é o primeiro passo para uma escolha consciente e focada em resultados reais de saúde", afirma explica Livia Modesto, Nutricionista e Especialista em MKT Medical Nutrition da Nestlé Health Science.


7 cuidados com os lábios para beijar muito no Dia dos Namorados

Com a chegada do Dia dos Namorados e das temperaturas mais baixas, cresce também a preocupação com os cuidados com os lábios. O frio, o vento e a baixa umidade do ar favorecem o ressecamento da região, causando rachaduras, descamação e até desconforto na hora do beijo.


Segundo especialistas, os lábios sofrem mais no inverno porque não possuem glândulas sebáceas, responsáveis pela produção natural de oleosidade, o que deixa a região mais vulnerável à perda de hidratação. Além disso, hábitos comuns como passar a língua na boca, beber pouca água e esquecer do protetor solar podem piorar ainda mais o aspecto ressecado.Para ajudar quem deseja manter os lábios bonitos, hidratados e saudáveis nesta época do ano, especialmente para os encontros românticos do mês de junho, Killian Cristoff, biomédico e diretor técnico da Royal Face, uma das maiores redes de estética facial e corporal do país, lista os principais cuidados com a região.

1- Não abra mão da hidratação diária: os lábios possuem uma camada de proteção muito mais fina do que a pele de outras regiões do corpo. Por isso, perdem água com facilidade e tendem a ressecar rapidamente. “O lábio é uma região extremamente delicada e sensível às mudanças climáticas. Quando falta hidratação, a boca perde maciez, brilho natural e pode apresentar rachaduras e descamações”, explica Killian Cristoff. O especialista recomenda o uso diário de hidratantes labiais com ingredientes como manteiga de karité, vitamina E, pantenol e ácido hialurônico.

2- Evite o hábito de passar a língua nos lábios: quando os lábios estão secos, muita gente recorre à saliva para aliviar o desconforto. O problema é que esse alívio dura apenas alguns segundos.“Depois que evapora, a saliva retira ainda mais a umidade da região. Isso intensifica o ressecamento e pode provocar pequenas fissuras nos lábios”, alerta o biomédico.

3- Lembre-se de beber água ao longo do dia: nos períodos mais frios, a sensação de sede costuma diminuir, mas a necessidade de hidratação do organismo continua sendo essencial.“A hidratação começa de dentro para fora. Muitas vezes a pessoa investe em vários produtos, mas esquece que a ingestão de água também impacta diretamente a saúde e a aparência dos lábios”, destaca.

4- Proteja os lábios da exposição solar: muitas pessoas cuidam da pele do rosto, mas esquecem que os lábios também sofrem os efeitos da radiação ultravioleta. A exposição frequente ao sol pode acelerar o envelhecimento da região, favorecer manchas e aumentar o ressecamento.“ O protetor labial com FPS deve fazer parte da rotina diária, independentemente da estação do ano. A radiação solar também afeta a região labial e acelera o envelhecimento precoce”, afirma Killian.

5- Não puxe as pelinhas que se formam: quando os lábios começam a descamar, é comum a tentação de remover as peles soltas com as mãos. Apesar de parecer inofensivo, esse hábito pode causar pequenas lesões e até sangramentos. “O ideal é reforçar a hidratação e permitir que a pele se regenere naturalmente. Arrancar as pelinhas pode prolongar a irritação e piorar o aspecto dos lábios”, orienta.

6- Considere tratamentos de revitalização labial: além dos cuidados feitos em casa, alguns procedimentos estéticos podem contribuir para melhorar a qualidade da pele dos lábios. Tratamentos voltados para hidratação profunda e estímulo de colágeno ajudam a recuperar o viço, melhorar a textura e proporcionar um aspecto mais saudável à região. “Hoje existem procedimentos focados na revitalização labial que priorizam hidratação, definição e naturalidade, sem necessariamente aumentar o volume da boca”, explica o especialista.

7- Naturalidade continua sendo a melhor escolha: quando o assunto é preenchimento labial, equilíbrio e bom senso fazem toda a diferença. “O objetivo não é transformar os lábios, mas realçar a beleza natural e preservar a identidade facial do paciente”, explica o biomédico. Muita gente acredita que o procedimento serve apenas para aumentar os lábios, mas o ácido hialurônico também possui alta capacidade de retenção de água, contribuindo para hidratação, contorno e melhora da textura da região.

Durante o inverno, quando os lábios tendem a ficar mais ressecados e sensíveis, o procedimento pode ser um aliado importante para ajudar na manutenção da hidratação e do viço natural da boca. “Com a queda das temperaturas e a baixa umidade do ar, os lábios sofrem bastante com a perda de água. O ácido hialurônico ajuda justamente a manter essa hidratação de dentro para fora, deixando os lábios mais saudáveis, macios e com aparência natural”, finaliza.


Sol, pele e longevidade: por que os cuidados dermatológicos na terceira idade devem ir além do verão

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Cuidados dermatológicos na terceira idade devem ir além do verão.
Especialista alerta que a proteção da pele deve ser permanente e integrada à rotina de saúde na maturidade

 

Em um país de altaincidência solar como o Brasil, a exposição ao sol ocorre durante todo o ano, e não apenas nos meses mais quentes. Ainda assim, é comum que a atenção aos cuidados com a pele diminua fora do verão. Na terceira idade, essa redução pode representar um risco adicional, já que o envelhecimento natural da pele, aliado à exposição acumulada ao longo da vida, aumenta a probabilidade de alterações e, principalmente, de câncer de pele, o tipo de câncer mais frequentemente diagnosticado no país. 

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pele não melanoma segue como o tipo mais frequente no país, com estimativa média anual de 263 mil novos casos para o triênio 2026–2028, o que representa mais de 30% de todos os diagnósticos de câncer no Brasil. 

Na terceira idade, a pele passa por alterações fisiológicas naturais, como redução da elasticidade, afinamento, menor produção de colágeno e maior tendência ao ressecamento. Essas mudanças tornam a pele mais sensível e suscetível a lesões, inclusive às associadas ao sol. Por isso, medidas simples como uso diário de protetor solar, hidratação adequada e avaliação médica periódica são fundamentais ao longo de todo o ano. 

Conforme explica a Dra. Luana Vieira Mukamal, dermatologista da MedSênior, a proteção solar deve ser encarada como um cuidado contínuo de saúde e não apenas algo restrito ao verão. “Pessoas com mais de 60 anos acumulam ao longo da vida maior quantidade de danos solares, o que reforça a necessidade de prevenção constante e de acompanhamento especializado para detecção precoce de alterações”.
 

Confira as dicas e recomendações para cuidar o ano todo da pele:

  • uso diário de protetor solar, inclusive em dias nublados;
  • reaplicação a cada duas ou três horas quando houver exposição direta;
  • utilização de chapéus, roupas com proteção UV e óculos escuros;
  • atenção a manchas, pintas ou feridas que não cicatrizam;
  • consulta dermatológica periódica, mesmo na ausência de sintomas.

A especialista ressalta que o envelhecimento saudável também passa pela atenção à saúde da pele. “Muitas pessoas associam o cuidado com a pele apenas à estética, mas ele está diretamente relacionado à funcionalidade e à integridade do organismo. A pele é uma barreira de proteção do corpo e, na maturidade, torna-se mais vulnerável. Cuidar da saúde da pele significa preservar conforto, autonomia e bem-estar ao longo do envelhecimento”, finaliza. 

O tema também é abordado na terceira temporada do podcast Bem Envelhecer, da MedSênior, que dedica um episódio ao debate “Sol, pele e longevidade”. O conteúdo destaca a importância da prevenção ao longo de todo o ano e orienta sobre sinais de alerta, como manchas que mudam de cor ou formato, feridas que não cicatrizam e lesões que apresentam crescimento progressivo.
  

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Você sabia? Esmaltes também podem oferecer riscos de contaminação

Raquel Venancio, professora do curso de Estética da Faculdade Anhanguera, alerta para cuidados ao compartilhar produtos de unhas e frequentar salões de beleza  


Coloridos, brilhantes e cheios de estilo, os esmaltes fazem parte da rotina de cuidados e autoestima de muitas pessoas. No entanto, o que pouca gente sabe é que esses produtos, quando usados de forma incorreta ou compartilhados sem os devidos cuidados, podem representar riscos à saúde. 

Segundo Raquel Venancio, professora do curso de Estética da Faculdade Anhanguera, o perigo está, principalmente, na contaminação cruzada quando um produto entra em contato com microrganismos de uma pessoa e depois é usado em outra. “Embora o esmalte em si tenha uma composição química que dificulta a sobrevivência de vírus e bactérias, ele pode se tornar um meio de contaminação quando aplicado em unhas com pequenas lesões, cutículas feridas ou micoses”, explica. 

Entre os problemas mais comuns associados à falta de higiene no uso de esmaltes estão as infecções fúngicas, como a micose nas unhas, além da possibilidade de transmissão de hepatite B e C, caso instrumentos como alicates, palitos e espátulas não sejam esterilizados corretamente. 

Muitas pessoas ainda têm dúvidas se é seguro utilizar os esmaltes fornecidos pelos salões. A especialista alerta: “O ideal é levar o seu próprio esmalte. Mesmo que o risco de contaminação seja menor do que com os instrumentos, não é inexistente. Se o produto foi aplicado em uma unha infectada e voltou para o frasco, ele pode se tornar um vetor”, esclarece Raquel. Se não for possível levar seu esmalte, opte por locais que adotem boas práticas de higiene, como o uso de pincéis descartáveis ou desinfecção entre os atendimentos.


Como se proteger? 

Algumas dicas simples podem ajudar a manter a beleza das unhas sem comprometer a saúde. A professora recomenda que as pessoas levem seu próprio kit de manicure ao salão, incluindo esmaltes e instrumentos, certificar de que os materiais utilizados são esterilizados em autoclave, evitar fazer as unhas se estiver com feridas, inflamações ou infecções na região, não compartilhar esmaltes ou acessórios de unhas com outras pessoas e em casa, manter os produtos bem fechados e em locais secos e limpos. Também é importante frisar que os profissionais de manicure e pedicure tem um papel fundamental na manutenção da saúde dos clientes, é necessário observar se há alguma lesão pré-existente na região que pode ser porta de entrada para algum patógeno e evitar ao máximo lesionar a pele do cliente com alicates e outros materiais.

A atenção a esses cuidados é especialmente importante para pessoas com imunidade baixa, como diabéticos, idosos ou pacientes em tratamento de doenças crônicas. “A beleza deve andar junto com a saúde. Esmalte não é algo inofensivo quando negligenciamos os cuidados básicos de higiene”, reforça a especialista.

 

ASPECTOS ASTROLÓGICOS: ENTENDA A RELAÇÃO DOS PLANETAS NO MAPA ASTRAL


Saiba o que cada um representa e as potenciais tendências que eles sugerem. 

 

É bastante comum que as pessoas busquem respostas sobre sua própria natureza e o propósito de sua existência, e uma das maneiras de explorar essas questões é através da astrologia e, mais especificamente, do mapa astral. Os planetas, por exemplo, representam diferentes energias e influências que podem afetar a personalidade, os relacionamentos, as habilidades e as experiências de vida de uma pessoa.

“Ao analisar a posição e os aspectos dos planetas no mapa astral é possível obter informações sobre suas tendências, potenciais e desafios. Além de buscar equilíbrio e bem-estar na jornada pessoal" - resume Katrina Devilla, especialista em esoterismo da IQuilíbrio. 

E embora o signo solar seja o mais conhecido, por ser aquele que conhecemos pela data de nascimento, existem outros planetas que são importantes e oferecem uma compreensão mais completa e precisa de cada pessoa. 

Para te ajudar, Katrina destaca o que cada planeta revela e o que ensina, veja:


Sol 

O Sol se relaciona com a essência individual de cada um, influenciando o nosso “poder vital” e o ego. Por esse motivo, o lugar onde esse astro circula no mapa evidencia as áreas da vida em que a pessoa tem mais chances de se destacar. Além disso, o Sol também rege as figuras masculinas mais importantes de nossas vidas e pode nos dizer, principalmente, sobre as relações paternas.


Lua

A Lua é o astro mais próximo da Terra e o que se movimenta com a mais alta velocidade. Ela diz respeito à forma como lidamos com nossas emoções, tendo relação direta com as oscilações de humor diárias. Esse astro rege as figuras femininas que têm papel fundamental em nossas vidas, em especial a figura materna.


Mercúrio

Mercúrio se relaciona com a nossa capacidade intelectual e com os processos comunicativos, além de influenciar os relacionamentos com a nossa família estendida: irmãos, parentes e vizinhos.


Vênus

Já Vênus, Katrina explica que ele é considerado o planeta do amor, porque afeta todas as nossas relações afetivas, o que não inclui apenas os romances, tendo em vista que o amor também está presente entre amigos e no âmbito familiar. O campo de influência desse astro também abrange a sensibilidade e o senso artístico do indivíduo.


Marte

Marte é o planeta que influencia tudo aquilo que nos movimenta, nossos impulsos, vontades e instintos mais primitivos. A determinação e a agressividade são características relacionadas a este planeta, que sugere iniciativas enérgicas, mas também indica confrontos em potencial.


Júpiter

O posicionamento de Júpiter em um mapa astrológico determina a área da vida em que podemos ser mais expansivos, independentes e livres. Esse planeta é relacionado a viagens, a sorte, a autoconfiança e a excessos.


Saturno

Saturno é, por muitos, chamado de “chaturno”, porque suas energias remetem à cobrança, responsabilidade, e à uma postura racional. Na verdade, toda a seriedade desse planeta evidencia inseguranças, porque ele se relaciona com a necessidade de controle para manter a segurança emocional, diz a especialista.


Urano

Urano é o planeta das revoluções, das ideias originais e das iniciativas rebeldes. O posicionamento desse astro sugere as áreas da vida em que nos sentimos mais incomodados pelos padrões sociais e preconceitos vigentes, além de se relacionar com imprevistos e inconstâncias


Netuno

Netuno é o astro que se relaciona com a nossa potencialidade sonhadora e idealista, mas exatamente por isso também envolve ilusões e enganos. A intuição e a espiritualidade também são áreas de domínio desse planeta.


Plutão

Plutão é considerado o planeta das transformações mais profundas que vivenciamos (em nível social e pessoas), que podem ser dolorosas, mas têm o intuito de evidenciar potencialidades que o indivíduo possui, mas que necessitam de certo esforço para serem afloradas.




IQuilibrio
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Festa Junina: saiba como organizar uma dança de quadrilha passo a passo

 Magnific
De “anarriê” a “olha a chuva”: conheça os comandos mais famosos da brincadeira

 

As festas juninas, celebradas por todo o Brasil em escolas, igrejas e comunidades, são marcadas pelas “quadrilhas”. A dança, que tem origem na quadrille francesa, popular entre a elite nos séculos XVIII e XIX nos salões europeus, chegou em nosso País com a colonização portuguesa. Por aqui, passou por adaptações e incorporou ainda elementos dos povos africanos escravizados, firmando-se como uma tradição da cultura popular, sobretudo nas áreas rurais e do interior. 

Muito além das roupas caipiras e das músicas tradicionais, a dança típica é uma importante ferramenta pedagógica. No ambiente escolar, estimula coordenação motora, memória, socialização, expressão corporal e cooperação entre os estudantes. 

De acordo com Diego Leite, professor de Educação Física do colégio Progresso Bilíngue de Vinhedo (SP), a quadrilha junina representa um momento rico de aprendizagem coletiva. “A dança junina envolve ritmo, atenção, escuta e interação. Os alunos aprendem a seguir comandos, trabalhar em grupo e respeitar o espaço do outro. Além disso, existe um forte aspecto cultural, porque eles têm contato com tradições populares brasileiras”, afirma. 

Segundo o educador, o trabalho em conjunto dos ensaios também ajuda no desenvolvimento socioemocional. “Muitas crianças chegam tímidas ou inseguras e, ao longo do processo, passam a se sentir mais confiantes para se apresentar em público. É uma atividade que fortalece vínculos, promove pertencimento e incentiva a colaboração”, explica.
 

Os passos da dança de quadrilha junina 

A quadrilha junina mistura coreografia, música e teatro. A apresentação costuma representar, de forma divertida e bem-humorada, um casamento caipira, geralmente envolvendo personagens como os noivos, o padre e os convidados. Ao longo da dança, os participantes seguem comandos narrados que conduzem os movimentos e formações dos casais, criando uma encenação marcada pela interação, pelo clima festivo e pela valorização das tradições populares brasileiras. 

A seguir, o professor explica os passos da dança.
 

1. Formação inicial 

Antes do início da música, os casais se posicionam em duas filas — tradicionalmente separadas entre damas e cavalheiros — ou em formato de roda. O marcador da quadrilha, responsável por conduzir a dança, dá os primeiros chamados para organizar os participantes. É comum ouvir comandos como: “Vamos arrumar a quadrilha!”, “Preparar os pares!” e “Todo mundo animado, que a festa vai começar!”.
 

2. Cumprimento aos convidados 

Com a quadrilha formada, os participantes fazem uma saudação ao público e aos colegas de dança. Os casais podem se inclinar levemente, acenar ou girar uns para os outros. O narrador geralmente anuncia: “Olha o cumprimento!”, “Cumprimenta a dama!” e “Agora o cavalheiro!”.
 

3. Anarriê 

Derivado do francês en arrière (“para trás”), o comando orienta os casais a recuar alguns passos, normalmente mantendo a formação da fila ou da roda. O marcador costuma gritar: “Anarriê!” ou “Todo mundo pra trás!”.
 

4. Anavantú 

Inspirado na expressão francesa en avant tout (“todos à frente”), esse momento faz os pares avançarem em direção ao centro da formação ou em direção ao casal da frente. O chamado tradicional é: “Anavantú!”, acompanhado de frases como “Agora pra frente!” ou “Olha o encontro dos casais!”.
 

5. Balancê 

Um dos movimentos mais conhecidos da quadrilha. Os casais balançam o corpo de um lado para o outro, acompanhando o ritmo da música e segurando as mãos dos pares. O marcador anima a dança com expressões como: “Balancê, balancê!”, “Olha o requebrado!” e “Capricha no passo!”.
 

6. Caminho da roça 

Os participantes simulam um passeio pelo interior, caminhando em fila ou circulando pelo salão. Em algumas coreografias, os casais fingem desviar de obstáculos imaginários. Os comandos mais comuns são: “Olha o caminho da roça!”, “Cuidado com o buraco!” e “Não pisa na lama!”.
 

7. Olha a chuva! 

Em um dos momentos mais divertidos da quadrilha, o marcador interrompe a dança com o famoso grito: “Olha a chuva!”. Os participantes fingem se proteger, levantando os braços, correndo ou se abaixando. Logo depois, vem a brincadeira tradicional: “É mentira!”, arrancando risadas do público.
 

8. Já passou! 

Após a falsa chuva, os casais retomam seus lugares e continuam dançando. O marcador costuma dizer: “Já passou!”, “Continuem o arrasta-pé!” ou “Segue a quadrilha!”.
 

9. Túnel 

Um casal levanta os braços formando um arco, enquanto os demais passam por baixo da fila. O movimento cria um efeito visual animado e costuma ser acompanhado de comandos como: “Olha o túnel!”, “Passa por baixo!” e “Ninguém pode bater a cabeça!”.
 

10. Grande roda 

Todos os participantes dão as mãos e formam uma grande roda, girando ao redor do salão no ritmo da música. O marcador incentiva: “Grande roda!”, “Vamos girar!” e “Todo mundo junto!”.
 

11. Troca de pares 

Os participantes mudam rapidamente de parceiro, tornando a dança mais dinâmica e promovendo integração entre todos os casais. O comando tradicional é: “Troca de dama!” ou “Troca de cavalheiro!”, seguido de brincadeiras como “Não vale escolher!”.
 

12. Caracol 

Os casais formam uma fila em espiral, aproximando-se do centro da roda, e depois desfazem o movimento retornando à formação original. Durante esse momento, o marcador costuma anunciar: “Olha o caracol!”, “Enrola, enrola!” e “Agora desenrola!”.
 

13. Passeio dos noivos

Em muitas quadrilhas, o casal principal ganha destaque em um desfile pelo salão, representando o casamento caipira típico das festas juninas. Os demais participantes acompanham o trajeto celebrando a união. O marcador costuma chamar: “Olha os noivos!”, “Viva os noivos!” e “Palmas para o casal!”.
 

14. Coroação ou encerramento 

Para finalizar, todos os participantes retornam à roda ou se alinham para os agradecimentos finais ao público. Algumas quadrilhas terminam com uma última reverência ou pose coletiva. O encerramento geralmente vem acompanhado de frases como: “A quadrilha terminou!”, “Uma salva de palmas!” e “Viva São João!”.
 

O especialista 

Diego Leite é graduado em Educação Física pela Metrocamp e pós-graduado em Educação Física Escolar pela Universidade Gama Filho (UGF/RJ). Iniciou sua trajetória profissional no Colégio Progresso em 2006, onde atua hoje como coordenador e professor de Educação Física na unidade de Vinhedo (SP), desenvolvendo um trabalho voltado à formação integral dos alunos, unindo movimento, cultura, socialização e desenvolvimento socioemocional.


International Schools Partnership – ISP
Para mais informações, acesse o site.


Dia dos Namorados e o “ciclo do dedo podre”

 

 Branca Barão explica por que tantas mulheres repetem relações que não funcionam 

 

O Dia dos Namorados costuma ser tratado como uma celebração automática do amor, mas, para a Branca Barão, palestrante, autora best-seller e referência em felicidade prática, propósito e autenticidade feminina, a data também funciona como um espelho incômodo, revelando quem está em uma relação por escolha consciente e quem está apenas repetindo um ciclo popularmente conhecido como “ciclo do dedo podre”, um conceito que vai muito além da ideia de azar amoroso. 

Clichês como "amar parceiros tóxicos", envolver-se em relacionamentos abusivos, namorar os "bad boys" e permanecer por muito tempo em relacionamentos insatisfatórios são narrativas muito simplistas para explicar, de acordo com Branca, um problema que é mais profundo: o de não nos sentimos merecedores de um amor saudável. “Dedo podre não é azar. É um ciclo emocional repleto de crenças fundamentais que carregamos sobre nós mesmas, que se repete quando a relação nasce da urgência e não da escolha consciente de que somos inteiras e merecedoras de um relacionamento legal”, explica. 

Branca descreve esse processo como um roteiro recorrente: começa pela procura ansiosa por um relacionamento e medo de ficar sozinha, passa pela idealização precoce, pela criação de expectativas não verbalizadas e pelo autoengano diante de sinais claros da realidade, até desembocar em um fim tardio, marcado por desgaste emocional. “O problema não é o término em si, mas a dificuldade de sustentar vínculos onde o amor não precisa ser provado, conquistado ou tolerado à custa de si mesma. E, assim, o ciclo se repete enquanto a mulher acredita que precisa se adaptar para ser escolhida e não que pode escolher relações à altura da vida que quer construir”, destaca. 

A especialista explica que esse mecanismo está diretamente ligado à romantização da insistência. A ideia de que amar é tolerar, adaptar-se e esperar indefinidamente acaba sendo confundida com maturidade emocional. “Existe uma diferença grande entre construir um vínculo e se manter em uma relação à custa de si mesma. Relações maduras não exigem convencimento diário nem esforço unilateral”, pontua. 

Na leitura de Branca, o Dia dos Namorados costuma intensificar esse desconforto justamente por funcionar como um marcador simbólico. “Datas comemorativas não criam crises. Elas apenas tornam visível aquilo que já estava em curso. Se a data pesa, geralmente não é por falta de amor, mas por excesso de expectativa sustentada sozinha”, comenta. Romper o ciclo do dedo podre, segundo Branca, não significa rejeitar o amor ou defender a solidão, mas mudar o ponto de partida das relações. “Quando a mulher se reconhece como inteira, ela deixa de procurar alguém para preencher um vazio e passa a escolher com mais clareza. Isso muda completamente o tipo de vínculo que se constrói”, ressalta. 

Segundo ela, isso envolve desacelerar o encantamento inicial, escutar o que o outro efetivamente diz e faz, além de reconhecer limites antes que a expectativa se transforme em autoengano. “Quando alguém mostra quem é, a maturidade está em decidir se aquilo serve, não em tentar adaptar a realidade ao que se gostaria que fosse”, fala. Outro ponto central é abandonar a ideia de que insistir é sinal de profundidade emocional. “Relações saudáveis não exigem convencimento, treino ou conserto. Elas se constroem na reciprocidade. Quando o esforço é unilateral, o ciclo já está em andamento”, enfatiza. 

Na prática, romper o padrão também envolve aprender a encerrar relações no tempo certo. Para a especialista, muitos vínculos não fracassam por acabar, mas por se prolongarem além do que ainda podem oferecer. “Encerrar um ciclo não é desistência. É lucidez”, comenta. 

Neste Dia dos Namorados, Branca propõe uma reflexão menos idealizada e mais responsável sobre amor e escolha. “O recomeço que realmente importa não é com outra pessoa, mas com outra lógica emocional. Quando a mulher se reconhece como inteira, ela deixa de aceitar migalhas como vínculo e passa a escolher relações compatíveis com a vida que construiu”, conclui.

 

Branca Barão - Palestrante, autora best-seller e professora de pós-graduação em Estudos da Felicidade, Branca Barão atua há mais de 25 anos no desenvolvimento humano, traduzindo temas profundos em uma linguagem simples, prática e conectada à vida real. Ao longo dessa trajetória, já soma mais de 20 mil horas de palco e impactou cerca de 400 mil pessoas em palestras, treinamentos e eventos corporativos no Brasil e Estados Unidos. Seu trabalho nasce do princípio central de que valores importam. A partir dessa base, Branca desenvolveu métodos e programas que integram felicidade, propósito e autenticidade para apoiar pessoas e organizações a ampliarem consciência, performance e resultados sem abrir mão do bem-estar. Para ela, quando alguém aprende a reconhecer seus valores e a fazer escolhas intencionais, a autonomia deixa de ser discurso e passa a ser uma construção diária, consistente e sustentável. Formada em Programação Neurolinguística (PNL), Branca é reconhecida por sua energia no palco, sensibilidade apurada e habilidade de transformar emoções, histórias reais e experiências humanas em direcionamento claro e aplicável. Ao longo de sua carreira, atuou em mais de 380 empresas, incluindo marcas como Bradesco, Grupo Boticário, Pão de Açúcar e Tokio Marine, treinando equipes de culturas diversas e mobilizando plateias com milhares de mulheres. Sua entrega combina humor, profundidade, storytelling e exercícios práticos que provocam verdadeiras viradas de chave na carreira, na liderança, na vida pessoal e na saúde emocional. Esse trabalho já lhe rendeu, por quatro vezes, o reconhecimento como Top Five Palestrante no maior congresso de Treinamento e Desenvolvimento do Brasil (CBTD). Além da atuação nos palcos e nas empresas, Branca é autora dos livros “8 ou 80 – Seu melhor amigo e seu pior inimigo moram aí, dentro de você” e “A mulher que vivia de propósito”, obras que reforçam sua missão de empoderar pessoas, especialmente mulheres, a viverem a própria história com intenção, autonomia e respeito aos seus inegociáveis.




O feminicídio não começa no crime

  

A notícia de um feminicídio é tratada como um ponto final trágico, uma fatalidade que choca a sociedade pela sua brutalidade. No entanto, para quem atua na linha de frente do Direito e das políticas públicas, o crime é apenas o desfecho visível de uma sucessão de falhas invisíveis. O feminicídio não começa no ato de violência física; ele começa muito antes, no silêncio das instituições e na ausência de uma prevenção que chegue antes da agressão. 

Durante minha trajetória, especialmente na Secretaria Municipal de Direitos Humanos de São Paulo e no atendimento no Instituto Akamine, percebi um padrão incômodo: o sistema está desenhado para reagir, mas raramente para antecipar. Ainda hoje, lutamos contra a herança cultural de termos como "crime passional", uma expressão que tenta disfarçar o controle sob a máscara da emoção súbita e repentina. 

O feminicídio é uma morte anunciada e, por definição, evitável. Dados do Centro Integrado Mulher Segura corroboram essa tese: das mais de 1.500 vítimas registradas no último ano, menos de 500 possuíam Boletim de Ocorrência. Mais alarmante ainda é o tempo médio de 33 meses entre o primeiro registro policial e o desfecho fatal. Ou seja, o Estado dispõe de quase três anos para intervir e salvar essa vida, mas falha em algum elo da corrente de proteção. 

Um dos gargalos mais graves está na capilaridade e no funcionamento da rede de atendimento. A teoria da lei é robusta, mas a prática nas delegacias ainda é um vácuo de proteção. A falta de unidades especializadas que funcionem em horários críticos e a carência de um atendimento humanizado fazem com que a mulher, ao buscar ajuda, sinta que o sistema não tem estrutura para acolhê-la. Quando o acesso à Justiça é difícil ou geograficamente distante, o Estado emite um sinal involuntário de desamparo. 

Mas para além disso, enfrentamos uma barreira educacional, na qual muitas mulheres sequer sabem como ou onde procurar ajuda. A violência de gênero e os mecanismos de denúncia ainda são temas pouco difundidos e esse desconhecimento não é um descuido da vítima, mas uma omissão do poder público em promover a segurança básica através da informação. Sem saber que existem casas de apoio ou auxílios específicos, a mulher permanece no raio de alcance do agressor por acreditar que não existem alternativas. 

O grande gargalo que observamos é que atuar apenas no campo jurídico é chegar tarde demais. A verdadeira prevenção exige a criação de "rotas de saída" que envolvam informação e acolhimento antes que o ciclo chegue à violência física. Ou seja, precisamos mudar o foco do desfecho para a origem. 

Enquanto a rede de proteção for fragmentada, as delegacias forem insuficientes e a informação não chegar à ponta, continuaremos enxugando gelo e noticiando o luto. Proteger a mulher exige uma arquitetura de prevenção que garanta que o Estado se faça presente através do conhecimento e da estrutura física acessível, chegando antes do crime e não apenas para registrar a ocorrência.
 

Daniele Akamine, - advogada, membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP e especialista em políticas públicas. Foi Coordenadora de Políticas para Mulheres da cidade de São Paulo e é referência na articulação de estratégias de enfrentamento à violência de gênero.


Brasileiras estão mais cansadas emocionalmente - e isso ajuda a explicar a explosão de debates nas redes sociais

Pesquisa nacional mostra que mulheres sentem mais pressão emocional e vivem maior sensação de exaustão; especialista aponta que ambiente de tensão coletiva intensifica reações públicas e digitais
 

 

A repercussão envolvendo o ator Juliano Cazarré e os debates gerados nas redes sociais sobre feminicídio, violência contra a mulher e intolerância trouxeram novamente à tona um fenômeno que vem se tornando cada vez mais evidente no Brasil: a explosão emocional dos debates públicos.

 

Mas, para além do episódio em si, uma pesquisa nacional da Aerah House aponta que o país vive hoje um cenário de pressão emocional contínua, especialmente entre as mulheres.

 

O levantamento “O Brasil de Agora”, realizado com 2 mil brasileiros em todas as regiões do país, mostra que 68% das mulheres afirmam sentir frequentemente ou sempre que precisam “dar conta de tudo”, mesmo estando exaustas. Entre os homens, esse percentual é de 51%.

 

A diferença também aparece quando o assunto é desgaste emocional cotidiano. Segundo a pesquisa, 51% das mulheres dizem se sentir emocionalmente cansadas frequentemente ou sempre, enquanto entre os homens o índice cai para 30%.

 

Os números ajudam a desenhar um retrato de sobrecarga constante, sensação de urgência permanente e esgotamento emocional - fatores que, segundo especialistas, impactam diretamente a forma como as pessoas reagem a acontecimentos sociais e debates sensíveis no ambiente digital.

 

Para Fernanda Faria, CEO do Instituto de Pesquisa, o atual cenário econômico, emocional e social vivido pelos brasileiros tem alterado não apenas o bem-estar individual, mas também a dinâmica das relações sociais e da convivência pública.

 

“Quando uma sociedade passa longos períodos sob pressão econômica, social e emocional, o impacto não aparece apenas no bem-estar individual. Ele altera também a forma como as pessoas interpretam acontecimentos, convivem socialmente e reagem ao mundo ao redor”, afirma.

 

Na avaliação da especialista, as redes sociais acabam funcionando como amplificadores desse desgaste coletivo.

 

“Os dados da pesquisa mostram que 59% dos brasileiros afirmam sentir frequentemente ou sempre que precisam ‘dar conta de tudo’. Entre as mulheres, esse percentual sobe para 68%. Nesse contexto, as redes sociais acabam potencializando esse ambiente emocional porque funcionam como espaços de descarga emocional e validação coletiva”, explica Fernanda.

 

Segundo ela, em um ambiente emocionalmente pressionado, temas ligados à violência, intolerância e desrespeito deixam de ser percebidos apenas como acontecimentos isolados e passam a ativar emoções já acumuladas no cotidiano da população.

 

“Em uma sociedade mais cansada e emocionalmente tensionada, as reações tendem a ser mais imediatas, intensas e polarizadas. Episódios de violência, desrespeito e intolerância deixam de ser percebidos apenas como fatos isolados, pois ativam sentimentos já presentes no cotidiano das pessoas — como insegurança, vulnerabilidade e sensação de injustiça”, diz.

 

A pesquisa também identificou sinais de desgaste na convivência social e aumento da percepção de perda de respeito entre as pessoas, especialmente em grupos mais emocionalmente pressionados.

 

Para Fernanda, isso ajuda a compreender por que determinados temas ganham proporções tão grandes nas redes atualmente.

 

“Hoje, muitos assuntos repercutem não apenas pelo acontecimento em si, mas porque acabam ecoando tensões mais profundas que já fazem parte da experiência cotidiana da população”, completa.


 

Sobre a pesquisa


A pesquisa “O Brasil de Agora — A Vida Sob Novas Condições” foi realizada pela Aerah House com 2.000 brasileiros acima de 18 anos em todas as regiões do país.

 

Com mais de 25 perguntas de diversas frentes, a coleta foi realizada em abril de 2026, com amostra representativa da população brasileira por região, sexo, faixa etária e classe social. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.



Dia dos Namorados: cinco ajustes para o dia a dia que podem fortalecer relacionamentos

 

Junior Campos Prado explica como pequenas atitudes diárias e a filosofia Kaizen podem contribuir para relações mais saudáveis, equilibradas e consistentes ao longo do tempo
 


O Dia dos Namorados, celebrado em 12 de junho, costuma ser marcado por presentes, homenagens e demonstrações de carinho. Mas, para além dos momentos especiais, a data também abre espaço para uma reflexão mais profunda sobre o que realmente sustenta relações duradouras no dia a dia. Para o engenheiro, mentor e especialista em autogestão Junior Campos Prado, relacionamentos saudáveis não são construídos em grandes gestos isolados, mas na repetição de pequenos cuidados ao longo do tempo. “O amor real não sobrevive apenas de intensidade emocional, ele precisa de continuidade, cuidado, adaptação e presença constante”, afirma. 

Referência nacional na filosofia japonesa Kaizen, baseada na melhoria contínua por meio de pequenos ajustes diários, Junior defende que relações fortes dependem mais de constância do que de perfeição. “Talvez a maior prova de amor não esteja em grandes promessas, mas na capacidade de continuar escolhendo, ajustando e fortalecendo a relação ao longo do tempo”, completa o especialista.

A seguir, o mentor destaca algumas atitudes simples que ajudam a fortalecer relacionamentos de forma mais leve e sustentável. Confira:
 

1. Valorize os pequenos momentos do cotidiano

Relacionamentos saudáveis são fortalecidos em atitudes simples e repetidas diariamente, como conversar com atenção, dividir momentos de qualidade e demonstrar interesse genuíno pelo outro. “Nenhuma dessas atitudes parece extraordinária isoladamente, mas acumuladas ao longo dos anos, elas criam segurança emocional e vínculo profundo”, explica.
 

2. Entenda que a comunicação é a manutenção da relação

Conversas sinceras e alinhamentos constantes ajudam a evitar desgastes silenciosos e distanciamentos emocionais. Para Junior, a comunicação funciona como prevenção dentro da vida afetiva. “Relacionamentos não quebram apenas por grandes conflitos, muitas vezes se desgastam pela ausência de pequenos cuidados”, comenta.
 

3. Pratique disciplina emocional no dia a dia

Segundo o especialista, maturidade emocional também faz parte da construção de relações duradouras. Saber dialogar, respeitar diferenças e controlar impulsos são atitudes que fortalecem a convivência ao longo do tempo. “Relacionamentos duradouros exigem disciplina para continuar cuidando da relação mesmo quando a rotina aperta”, ressalta.
 

4. Aprenda a ajustar a relação conforme a vida muda

Mudanças profissionais, familiares e emocionais fazem parte da vida e os relacionamentos também precisam evoluir junto com elas. “Em vez de resistir às mudanças, precisamos aprender a ajustar a relação conforme a vida evolui. Isso é Kaizen aplicado ao amor, com pequenos ajustes contínuos para preservar aquilo que realmente importa”, afirma.
 

5. Não deixe a tecnologia substituir presença emocional

Embora a tecnologia facilite a comunicação, o excesso de distrações pode comprometer a convivência verdadeira. Para Junior, organização e equilíbrio são fundamentais para preservar tempo de qualidade. “Esses atos são importantes para cuidar da família e relações importantes. A tecnologia deve servir à vida, não substituir vínculos humanos”, pontua. 

O especialista ainda reforça que relações saudáveis são construídas na repetição consciente de pequenas atitudes. “A filosofia Kaizen ensina que grandes resultados nascem da repetição de pequenas melhorias e no amor, isso não muda. Relacionamentos não se sustentam apenas por paixão, mas sim pela capacidade diária de conversar, ajustar, compreender e continuar cuidando um do outro”, conclui.


Junior Campos Prado - Engenheiro civil formado pela USP, campeão mundial de karatê e especialista em autogestão, fundador e presidente do Instituto Kaizen de Empreendedorismo e Autogestão. Inspirado na filosofia japonesa Kaizen, que significa “mudança para melhor”, desenvolveu um método que une propósito, disciplina e equilíbrio emocional para transformar líderes e empresas. Praticante de artes marciais desde os seis anos e multicampeão brasileiro, Junior conquistou, em 2025, o título mundial de karatê em Roma, aos 60 anos, consolidando sua trajetória de superação e constância. Também é autor do livro Kaizen para Grandes Conquistas (Buzz Editora, selo Unno) e referência em liderança consciente e alta performance sustentável.



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