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sábado, 30 de maio de 2026

Quando o espelho deixa de refletir o corpo e passa a organizar o sofrimento

 

sofrimento Preocupação intensa com supostos defeitos na aparência pode indicar transtorno dismórfico corporal, condição de saúde mental associada a isolamento, ansiedade, depressão e risco de ideação suicida 

 

O transtorno dismórfico corporal, conhecido pela sigla TDC, ainda costuma ser confundido com vaidade, insegurança ou excesso de preocupação com a imagem. Na prática clínica, porém, a condição revela um sofrimento psíquico que ultrapassa a relação cotidiana com o espelho. A pessoa passa a se fixar em supostos defeitos na aparência, muitas vezes inexistentes ou pouco perceptíveis para os outros, e organiza parte da rotina em torno dessa percepção.

Entre os sinais mais frequentes estão a checagem constante no espelho, a comparação com outras pessoas, a busca por validação, a tentativa de esconder partes do corpo, o uso de roupas, maquiagem ou ângulos para camuflar incômodos e a procura recorrente por procedimentos estéticos. Em muitos casos, o alívio dura pouco, porque a angústia retorna deslocada para outra região do rosto ou do corpo.

Para a psicóloga Maria Klien, o ponto central é compreender que o problema não está na aparência em si, mas na forma como a mente passa a interpretar o corpo. “No transtorno dismórfico corporal, o espelho deixa de ser apenas uma superfície de reconhecimento e passa a funcionar como um campo de ameaça. A pessoa não se olha para se ver, mas para confirmar aquilo que teme encontrar. Esse mecanismo produz sofrimento, isolamento e uma sensação de inadequação que não se resolve com elogios, filtros ou intervenções estéticas”, afirmou.

O TDC também pode comprometer a vida social, os vínculos afetivos, a rotina profissional e a permanência em espaços públicos. A pessoa pode cancelar encontros, evitar fotografias, recusar convites, faltar ao trabalho ou limitar sua circulação por medo de ser observada. O corpo, nesse contexto, deixa de ser vivido como parte da experiência humana e passa a ser percebido como motivo de exposição.

A literatura científica tem apontado que o transtorno envolve alterações na forma como algumas pessoas processam informações visuais. Trabalhos conduzidos por Jamie Feusner, professor de psiquiatria da Universidade de Toronto e pesquisador ligado ao Centre for Addiction and Mental Health, investigam a relação entre percepção global, foco em detalhes, padrões de olhar e funcionamento cerebral em pessoas com TDC. Em artigo publicado no Archives of General Psychiatry, em 2007, Feusner e colaboradores analisaram o processamento visual de faces no transtorno dismórfico corporal. Em estudo publicado na Translational Psychiatry, em 2022, sua equipe observou conexões cerebrais relacionadas à percepção global durante tarefas de atenção visual em adultos com TDC.

Esses achados ajudam a retirar o tema do campo do julgamento moral. Não se trata de alguém que quer chamar atenção, que exagera ou que se recusa a aceitar a própria imagem. Há uma experiência interna de distorção, medo e vigilância. Quando a pessoa se fixa em um detalhe, ela pode perder a percepção do conjunto, e essa perda altera a forma como se reconhece diante de si mesma”, explicou a psicóloga.

Estimativas reunidas pela International OCD Foundation indicam que o transtorno dismórfico corporal afeta de 1,7% a 2,9% da população geral, com possibilidade de subdiagnóstico, já que muitas pessoas sentem vergonha de relatar os sintomas. A condição também aparece em proporções maiores entre pacientes que procuram dermatologia, cirurgia plástica, odontologia estética e outros serviços voltados à imagem corporal.

O diagnóstico, no entanto, não pode ser feito apenas pela presença de incômodo com alguma parte do corpo. Segundo a descrição clínica do DSM-5-TR, reunida pelo StatPearls, o transtorno envolve preocupação com defeito percebido na aparência, comportamentos repetitivos ou atos mentais ligados a essa preocupação e prejuízo em áreas como vida social, estudo, trabalho ou relações pessoais. A mesma referência aponta que o TDC pode estar associado a comportamentos repetitivos, busca por intervenções desnecessárias e, em alguns casos, ideação suicida.

Maria Klien ressalta que a procura por ajuda não deve começar apenas quando a rotina entra em colapso. “Quando a imagem passa a comandar decisões, relações, horários, roupas, saídas e silêncios, já existe um pedido de cuidado. O sofrimento psíquico nem sempre aparece como choro ou crise explícita. Às vezes ele surge como uma vida inteira organizada para esconder uma parte do corpo”, analisou.

A psicóloga também chama atenção para o impacto das redes sociais, dos filtros e da cultura de comparação permanente. Embora esses fatores não expliquem sozinhos o transtorno, eles podem ampliar a vigilância sobre a aparência e reforçar ciclos de validação. A exposição contínua a imagens editadas altera referências, intensifica cobranças e pode dificultar a percepção de limites entre cuidado, desconforto e sofrimento.

O tratamento começa quando a pessoa encontra um espaço onde não precisa provar que sofre. O acolhimento psicológico permite investigar a função daquela fixação, a história que sustenta a distorção e os modos como o sujeito aprendeu a se perceber. O objetivo não é convencer alguém, de forma rasa, de que está tudo bem com sua aparência, mas ajudá-lo a reconstruir uma relação menos persecutória com o próprio corpo”, pontuou Maria Klien.

O acompanhamento psicológico, associado a avaliação psiquiátrica quando necessário, pode ajudar a reduzir comportamentos compulsivos, reorganizar padrões de pensamento e ampliar a vida para além da aparência. Em situações de ideação suicida, automutilação ou risco imediato, a orientação é buscar atendimento de urgência em serviços de saúde ou apoio emergencial.


Maria Klien - exerce a psicologia, com título de mestra na área, orientando sua investigação aos distúrbios relacionados ao medo e à ansiedade. Sua atuação clínica integra métodos tradicionais e práticas complementares, com foco nas demandas emocionais de cada indivíduo em seu contexto singular. Também é criadora do Psicologia da Moda, iniciativa que articula comportamento, identidade e expressão a partir da relação entre vestuário e subjetividade. Como empreendedora, se dedica à ampliação do acesso a recursos terapêuticos voltados à saúde psíquica, desenvolvendo instrumentos que contribuem para o equilíbrio mental e para o enfrentamento de questões que atravessam o bem-estar psicológico de cada paciente.

 

Neuropsicopedagoga alerta para os impactos emocionais do medo noturno infantil

Isa Minatel explica por que acolhimento e sensação de segurança na hora de dormir são fundamentais para o desenvolvimento emocional da criança

 

A cena é comum em muitas casas: a criança chama os pais durante a madrugada, pede colo, quer companhia para dormir ou resiste ao momento de ir para a cama sozinha. Em meio à rotina cansativa e às inúmeras orientações sobre independência infantil, muitos pais acabam se perguntando até que ponto insistir para que o filho durma sozinho é realmente saudável.

Segundo Isa Minatel neuropsicopedagoga, autora best-seller e criadora da metodologia Disciplina do Equilíbrio, o sono é um dos momentos de maior vulnerabilidade emocional para a criança e precisa ser tratado com acolhimento, segurança e conexão emocional.

“O medo noturno infantil não é manipulação nem ‘falta de limite’. Muitas vezes, é uma necessidade legítima de segurança emocional. A criança ainda está amadurecendo neurologicamente e precisa sentir que está protegida para conseguir relaxar”, explica Isa.

A especialista destaca que o debate não deve ser reduzido à ideia de “deixar ou não deixar a criança dormir na cama dos pais”. O ponto central, segundo ela, é a construção de segurança emocional durante a infância.

“Quando falamos sobre acolher uma criança na hora do sono, não estamos incentivando práticas inseguras. O importante é entender que existem formas de oferecer presença e conexão sem necessariamente dividir a mesma cama. Pode ser um colchão ao lado, um ritual de sono mais acolhedor ou adaptações que funcionem para aquela família”, afirma.

Isa reforça que o excesso de pressão pela independência precoce pode gerar mais ansiedade, despertares noturnos frequentes e até hipervigilância infantil.

“O cérebro da criança entende o sono como um estado de entrega e vulnerabilidade. Quando ela ainda não se sente segura emocionalmente, forçar essa separação pode aumentar o estado de alerta em vez de ensinar autonomia”, diz.

Outro ponto destacado pela especialista é que acolhimento emocional não “estraga” a criança, como muitos pais temem.

“Conexão não cria dependência emocional. Pelo contrário. Crianças que crescem se sentindo acolhidas tendem a desenvolver mais confiança, segurança emocional e capacidade de comunicação ao longo da vida”, conclui.



Isa Minatel - neuropsicopedagoga, autora dos best-sellers “Crianças Sem Limites”, “Temperamentos Sem Limites” e das obras recém-lançadas “Filho não vem com manual” e “Disciplina do Equilíbrio”. Com mais de 15 mil alunos em seus cursos. Isa Minatel já soma mais de 1 milhão de pessoas em suas redes sociais. Criadora da metodologia Disciplina do Equilíbrio, Isa impacta famílias, escolas e profissionais no Brasil e no exterior, integrando ciência, vínculo e espiritualidade em sua abordagem.
isa.minatel


“Por que tudo virou ‘red flag’?” O risco de patologizar comportamentos normais nas relações

Termos como “gaslighting”, “narcisista”, “tóxico” e “trauma” saíram dos consultórios e passaram a fazer parte do vocabulário cotidiano nas redes sociais 


Uma resposta demorada no WhatsApp, alguém mais reservado emocionalmente ou uma discordância dentro do relacionamento já podem ser suficientes para receber um rótulo nas redes sociais. Nos últimos anos, expressões da psicologia passaram a circular em vídeos curtos, memes e debates online em uma velocidade sem precedentes, e especialistas começam a observar um efeito colateral preocupante: a patologização de comportamentos humanos comuns. 

Hoje, termos clínicos como “gaslighting”, “relacionamento tóxico”, “narcisista” e “gatilho” são usados frequentemente fora de contexto. O problema, segundo especialistas em saúde mental, é que a popularização acelerada desses conceitos vem reduzindo relações complexas a diagnósticos simplificados. 

O alcance desse tipo de conteúdo é gigantesco. Segundo levantamento citado pela Jornal da USP, hashtags ligadas à saúde mental acumulam milhões de visualizações nas plataformas digitais. A hashtag “#anxiety”, por exemplo, já ultrapassava 11 milhões de visualizações, enquanto conteúdos relacionados a TDAH também registravam números expressivos. 

Para a Dra. Andrea Beltran, o excesso de informações psicológicas fragmentadas nas redes criou uma falsa sensação de domínio sobre temas complexos. “As pessoas passaram a interpretar qualquer desconforto emocional como um sinal patológico. Nem toda frustração é trauma. Nem toda discussão é abuso psicológico. Quando tudo vira diagnóstico, existe um esvaziamento do significado real desses transtornos”, afirma. 

O fenômeno também impulsiona autodiagnósticos e julgamentos rápidos nas relações afetivas. Estudos recentes sobre a banalização da psicologia nas redes sociais apontam que conteúdos virais frequentemente simplificam transtornos mentais e incentivam interpretações equivocadas sobre comportamento humano. 

Segundo a Dra., isso cria relações mais defensivas e menos tolerantes ao conflito natural da convivência. “Existe uma diferença importante entre reconhecer sinais de abuso emocional e transformar qualquer desconforto em uma ‘red flag’. Relações humanas envolvem frustração, divergência e imperfeição. O problema é quando as redes transformam nuances em rótulos absolutos.” 

A especialista alerta que o uso indiscriminado desses termos também pode prejudicar pessoas que realmente enfrentam transtornos psicológicos ou relações abusivas. “Quando tudo vira ‘tóxico’, situações graves deixam de ser compreendidas com a profundidade necessária. Existe um risco de banalização da própria saúde mental.” 

Além disso, o ambiente digital favorece análises superficiais sobre vínculos afetivos. Um estudo publicado sobre os impactos das redes sociais na saúde mental da geração Z destaca que a exposição constante a conteúdos online intensifica comparações, inseguranças e distorções sobre relacionamentos considerados “ideais”. 

Para a Dra. Andrea, o desafio atual é resgatar a capacidade de diferenciar sofrimento emocional, incompatibilidades e transtornos reais. “Nem todo comportamento desconfortável é abuso psicológico. E transformar qualquer falha humana em diagnóstico pode tornar as relações cada vez mais descartáveis.”

 

Dra. Andrea Beltran - psicóloga analítica junguiana, formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Atua no acompanhamento de processos individuais com foco em autoconhecimento, vínculo e desenvolvimento emocional. Seu trabalho valoriza narrativas pessoais e vínculos profundos, buscando acolhimento genuíno em cada jornada.

 

“Quero ficar igual ao filtro”: nova obsessão estética criada nas redes sociais preocupa especialistas

Exposição constante à própria imagem altera percepção facial e impulsiona busca por procedimentos estéticos mais sutis e naturais 


A rotina cada vez mais digital tem mudado não apenas a forma de trabalhar e se relacionar, mas também a maneira como as pessoas se enxergam. A exposição constante à própria imagem em videochamadas, câmeras frontais e redes sociais criou um fenômeno comportamental já estudado internacionalmente chamado “efeito Zoom”, ou a percepção do “rosto em tempo real”.
 

Segundo o cirurgião plástico Dr. Gerson Julio, com mais de 30 anos de experiência, esse comportamento vem alterando a forma como o envelhecimento é percebido e influenciando a relação das pessoas com a própria imagem. “Nos últimos anos, tenho observado uma mudança muito importante na forma como as pessoas percebem o próprio rosto. A rotina cada vez mais digital não alterou apenas a forma de trabalhar e se relacionar, mas também a maneira como nos enxergamos. A exposição constante à própria imagem em vídeo chamadas, câmeras frontais e redes sociais criou um fenômeno comportamental que já vem sendo estudado internacionalmente: o chamado ‘efeito Zoom’, ou a percepção do ‘rosto em tempo real’”, afirma. 

O termo é utilizado para descrever o impacto da autovisualização contínua em plataformas de videoconferência, algo intensificado após a consolidação do trabalho remoto. Na prática clínica e também na literatura internacional da cirurgia plástica facial, já é possível perceber que esse comportamento vem influenciando a forma como o envelhecimento é percebido e, consequentemente, aumentando a busca por procedimentos estéticos mais sutis e naturais. 

A mudança está diretamente ligada à forma como as pessoas passaram a se ver no cotidiano. “Antigamente, a pessoa se via no espelho ou em fotos pontuais. Hoje, ela se observa o tempo todo em movimento, muitas vezes em condições de luz e ângulos que não favorecem a imagem. Isso muda completamente a relação com o próprio rosto”, explica o especialista. 

Esse novo padrão de autopercepção faz com que características naturais, como olheiras, leve flacidez, perda de contorno facial e sinais de cansaço, passem a ser percebidas com maior frequência e intensidade. “Na minha experiência, a imagem em tela cria uma leitura contínua da própria face que nem sempre corresponde à realidade clínica”, afirma. 

No consultório, isso se traduz em queixas recorrentes relacionadas ao aspecto de cansaço persistente, excesso de pele nas pálpebras, perda de definição facial e alterações no nariz. Essa percepção tem levado mais pacientes a buscar procedimentos como blefaroplastia, rinoplastia e lifting facial, sempre com foco em naturalidade e harmonia. “O que tenho observado é que a tendência atual não é transformar o rosto, mas suavizar sinais que passam a incomodar justamente por essa exposição contínua. O objetivo é devolver uma aparência descansada, preservando identidade e expressão”, destaca. 

Ao mesmo tempo, o especialista reforça a necessidade de cautela nesse processo. “Ao mesmo tempo, reforço sempre a importância de cautela nesse processo. A imagem em tela nem sempre corresponde à realidade. Por isso, a avaliação médica precisa ser criteriosa, para que seja possível diferenciar uma queixa real de um efeito da forma como a pessoa se vê no ambiente digital”, ressalta. 

Para o médico, o fenômeno reflete uma mudança mais ampla na relação com a estética e com a própria individualidade. “Na minha visão, esse fenômeno reflete uma mudança mais ampla na relação com a estética. Hoje, o foco está cada vez mais na individualidade. Não se trata de seguir padrões ou buscar transformações radicais, mas de equilibrar a percepção que cada pessoa tem de si mesma com aquilo que é possível e saudável do ponto de vista médico”, conclui. 



Dr. Gerson Julio - Com mais de 30 anos de experiência e mais de 9 mil cirurgias realizadas, o Dr. Gerson Julio é um dos grandes nomes da cirurgia plástica estética no Brasil. Com Graduação em Medicina pela Unicamp, além de residência e mestrado pela mesma universidade, Gerson é referência por sua precisão técnica e abordagem humanizada em procedimentos corporais e faciais. Visionário, trouxe para seu consultório práticas norte-americanas inovadoras, como o protocolo Recovery Express, e foi pioneiro no uso do técnica PTS no abdômen, eliminando a necessidade de drenos há mais de duas décadas.


Paternidade desconectada: conteúdos sobre bebês não chegam aos homens

 

Vou ser direto. Quando a Clarice nasceu, eu me senti o piloto de um avião caindo sem nunca ter visto um manual de operação. Todo mundo me dava dicas sobre fralda, cólica, quarto trimestre, mas parecia que falavam grego com uma mãe imaginária do outro lado. E eu, no centro do furacão, recebendo informação que não foi feita pra mim. Essa é a paternidade desconectada que a gente não discute. 

O mercado de conteúdo sobre o primeiro ano do bebê foi desenhado por mulheres e para mulheres. Não é crítica, é constatação de quem viveu. A mãe recebe um combo completo: salto de desenvolvimento, janela de sono, pós-parto. O pai ganha um folheto de "ajudante" e um tapinha nas costas com alguém dizendo: "Segura a onda, parceiro." E a gente até segura, mas não é o mesmo que ter a orientação que nós precisamos.  

A paternidade ativa assusta. Não vem com tutorial. Estamos ali, esgotado, tentando não surtar no meio da madrugada enquanto o bebê chora e não fazemos ideia do que fazer. E o pior: o sentimento de solidão, porque ninguém fala sobre isso com você. A mensagem que chega no homem ou é técnica demais como a planilha de janela de sono ou somos tratados como ‘patetas’: "haha pai troca fralda errado". Falta o treinamento e o conhecimento de trincheira. 

Foi por isso que escrevi o Manual do Pai Foda. Não por ser gênio, mas porque senti na pele o buraco entre o que a gente precisa saber e o que chega até nós. Precisa-se de conteúdo que fale a língua do pai: direto, prático, sem romantização. Que admita que o primeiro ano é caos e que tá tudo bem não saber, o problema é a informação não chegar. 

O pai moderno, esse cara entre 25 e 40 anos, não quer mais ser coadjuvante. Quer estar presente, fazer a diferença, quer ferramentas reais. O problema é que as referências não chegam até ele porque foram embaladas pra outra pessoa. É vender chuteira de futebol pra quem precisa de sapato social. Serve? Tecnicamente. Mas não encaixa. 

A solução é simples: parar de tratar o pai como bônus e tratar como protagonista. Falar com o homem sobre paternidade não é "ajudar a mãe". Ajudante recebe ordens, a figura paterna quando preparada antecipa os problemas e protege a família. É construir base sólida para a casa inteira. Quando o conteúdo finalmente falar nossa língua, com honestidade e praticidade que a gente precisa, a desconexão vira presença consciente. 

Afinal, paternidade não é passeio no parque. É a melhor missão que um homem pode abraçar. 

 

Lucas C. Maciel - especialista e professor em paternidade cotidiana. Cursou Everyday Parenting (Paternidade cotidiana): The ABCs of Child Rearing (O ABC da criação de filhos) (Yale University), APG - Programa de Gestão Avançada (Amana Key), entre outros. Autor de Manual do Pai Foda.


Outono e saúde emocional: estação favorece introspecção e reorganização da rotina

Especialista explica como a estação influencia emoções, energia e comportamento, além de favorecer momentos de pausa, reorganização e desapego emocional

 

Com a chegada do outono, mudanças no humor, na disposição e na forma de lidar com a rotina tornam-se mais perceptíveis para muitas pessoas. A redução da luz solar, as temperaturas mais baixas e o ritmo naturalmente mais introspectivo da estação favorecem momentos de recolhimento, revisão de hábitos e desaceleração. Para o Ayurveda, sistema milenar de cuidado integral, esse movimento está diretamente ligado às características energéticas do período. 

Segundo a professora de meditação e yoga, mentora espiritual e coach em Ayurveda, Fernanda Ester Machado, o outono é regido pelo dosha Vata, associado aos elementos ar e éter, ligados ao movimento, às mudanças e às transições. 

“No Ayurveda, o outono representa uma mudança de energia do externo para o interno. É um período que favorece reflexão, revisão de hábitos e reorganização emocional. A queda, nesse contexto, não significa perda, mas transformação”, explica. 

De acordo com Fernanda, assim como a natureza passa por um processo de renovação durante a estação, corpo e mente também tendem a buscar mais equilíbrio e estabilidade. Por isso, o período pode despertar uma necessidade maior de desacelerar, reorganizar prioridades e até encerrar ciclos que já não fazem mais sentido. 

“O predomínio de Vata nesta época do ano pode aumentar a sensação de instabilidade, ansiedade e acelerar os pensamentos. Muitas vezes, tentamos compensar isso mantendo o ritmo intenso do restante do ano, mas o corpo naturalmente pede mais pausa e recolhimento”, afirma. 

A especialista ressalta que respeitar esse movimento pode contribuir diretamente para a saúde emocional e para a redução da sobrecarga mental. Isso porque o excesso de estímulos e a manutenção de uma rotina acelerada tendem a intensificar os desequilíbrios característicos da estação. 

“Quando conseguimos diminuir estímulos, desacelerar e criar momentos de presença, o sistema nervoso encontra mais estabilidade. A mente fica mais organizada e as emoções tendem a ganhar mais clareza”, destaca. 

Outro ponto importante durante o outono, segundo Fernanda, é o desapego emocional. A estação também pode funcionar como um convite para encerrar padrões, relações e hábitos que já não contribuem para o bem-estar. 

“No Ayurveda, o equilíbrio está relacionado à capacidade de permitir movimento e renovação emocional. Quando nos agarramos ao que já cumpriu sua função, criamos estagnação emocional. O outono nos ensina que soltar também faz parte do equilíbrio”, pontua. 

Além do aspecto emocional, o período também favorece uma espécie de “colheita interna”. Dentro da visão ayurvédica, não apenas alimentos precisam ser digeridos, mas também emoções, experiências e vivências acumuladas ao longo do tempo. 

“O outono é um momento de assimilação. Muitas vezes, começamos a perceber o que amadureceu dentro de nós ao longo do ano, o que mudou na forma como nos posicionamos e até aquilo que ainda precisa de mais atenção e acolhimento”, explica. 

Embora uma leve introspecção seja comum nesse período, Fernanda alerta para a importância de observar sinais persistentes de sofrimento emocional, como ansiedade constante, sensação de vazio, pensamentos acelerados e dificuldade de se conectar ao presente. 

“Um recolhimento saudável costuma trazer mais clareza e sensação de presença. Quando existe sofrimento contínuo ou excesso de desconexão, é importante olhar para isso com mais atenção e buscar apoio, se necessário”, orienta.
 

Como não sofrer no outono 

Para atravessar o outono com mais equilíbrio, a especialista recomenda práticas que ajudem a regular Vata e fortalecer a sensação de estabilidade física e emocional. Entre elas estão meditação, yoga, alimentação quente e sazonal, como sopas e caldos preparados com ingredientes da estação, além da redução de estímulos e da criação de rotinas mais consistentes. 

“Pequenas pausas conscientes, exercícios de respiração, horários organizados e uma alimentação mais quente e nutritiva ajudam corpo e mente a atravessar essa transição com mais estabilidade. O outono convida a um ritmo menos acelerado, com mais presença, descanso e reconexão consigo mesmo”, finaliza.  

Fernanda também aborda práticas de ressignificação emocional no livro Encontre o Extraordinário em Meio às Cicatrizes, no qual apresenta o Método SOL (Sofrimento Obrigatório Liberta), voltado ao fortalecimento emocional e à reconstrução de perspectivas após experiências traumáticas.

 

Fernanda Ester Machado - professora de meditação, mentora espiritual e coach em Ayurveda, com formação internacional. Também reikiana e professora de yoga, encontrou na espiritualidade o caminho para sua própria cura após vivências de abandono e sofrimento. Estudou com mestres como Bob Proctor, Michael Beckwith e Roger Gabriel, além de realizar treinamentos com monges budistas na Índia e na Tailândia. Ao longo dos últimos anos, impactou mais de 15 mil pessoas em retiros, mentorias e cursos presenciais e online. Seu trabalho une espiritualidade, neurociência e práticas terapêuticas, com foco em autoconhecimento, cura interior e desenvolvimento humano. Seu público é formado majoritariamente por mulheres em busca de reconexão com sua essência, libertação emocional e transformação de vida.


Relacionamentos estão mais lentos e mais intencionais

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Pessoas estão investindo mais tempo para conhecer o parceiro, antes de se envolver

 

A fadiga dos aplicativos de relacionamento não é segredo. Reflexo disso é que os solteiros adotaram um novo jeito de se relacionar mais intencional: o chamado slow dating. Uma abordagem que prioriza encontros mais lentos e significativos, em que interesses comuns e personalidade pesam mais do que a atração física. 

Caio Bittencourt, especialista em comportamento afetivo e relacionamentos do MeuPatrocínio, maior plataforma Sugar Daddy e Sugar Baby da América Latina explica: “A atração envolve muito mais do que só o visual, tem a ver com como a pessoa se comporta e se relaciona. Alguém que é gentil, sabe ouvir e se comunica bem acaba sendo mais interessante, porque faz os outros se sentirem à vontade e valorizados. No final das contas, a beleza física pode até chamar a atenção de imediato, mas são essas qualidades emocionais e de personalidade que criam uma conexão mais forte e duradoura, tornando tudo mais leve, que é o que mais conta em uma relação”. 

A autenticidade e estabilidade têm dominado os encontros. Em vez de acelerar, as pessoas desaceleram. Menos jogos emocionais, menos exposição e mais clareza sobre intenções estão redefinindo como os relacionamentos começam e se desenvolvem. Segundo pesquisa do MeuPatrocínio em parceria com o Instituto QualiBest, 24% das mulheres da Geração Z buscam on-line a hipergamia, ou relacionamento Sugar, estilo em que essas características são a premissa do relacionamento. 

“Essa geração tem mais consciência e preocupação com a saúde mental e também com a responsabilidade emocional, optando por um modelo de relacionamento mais prático e descomplicado, como a hipergamia, ou estilo de vida Sugar, por ser uma escolha que valoriza a leveza”, destaca o especialista. Nesse contexto, ser direto, sincero e transparente desde o primeiro contato passou a ser um critério importante na decisão de iniciar ou não um relacionamento.

 

Inglês em ritmo de torcida! Veja 5 dicas de como aproveitar o maior campeonato de futebol para turbinar o aprendizado

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Especialista do Yázigi mostra como transformar o interesse pelo futebol em uma experiência de imersão no idioma durante as partidas

 

A contagem regressiva para a maior competição de futebol do mundo, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, já mobiliza torcedores ao redor do mundo. O torneio também pode se tornar um poderoso aliado para quem deseja desenvolver o inglês de forma prática, leve e conectada aos próprios interesses. Ao unir entretenimento e aprendizado, o evento cria um ambiente ideal para ampliar o vocabulário, treinar a escuta e ganhar confiança na comunicação no idioma mais falado no mundo. 

Pensando nisso, Márcia Lima, coordenadora pedagógica do Yázigi, rede de ensino de idiomas com mais de 75 anos de atuação no Brasi, reuniu estratégias simples para transformar os dias de competição em uma verdadeira experiência de imersão no idioma.

 

Transforme cada jogo em uma aula de inglês

Assistir às partidas com narração em inglês é uma forma eficiente de treinar o listening. O ritmo dinâmico das transmissões ajuda o cérebro a se acostumar com diferentes sotaques e entonações. Para potencializar o aprendizado, vale ativar legendas em inglês e anotar palavras ou expressões desconhecidas.

 

Amplie o vocabulário

O futebol oferece um repertório rico de termos e expressões. Em vez de decorar listas soltas, o ideal é aprender palavras no contexto dos jogos, como goal (gol), offside (impedimento), half-time (intervalo) e extra time (prorrogação). Isso facilita a memorização e o uso prático do inglês. Acompanhar os conteúdos esportivos no idioma também ajuda em aumentar o vocabulário. Podcasts, canais esportivos e redes sociais são bons aliados nesse processo.

 

Imite narradores e comentaristas

Repetir frases típicas de narração, como “What a goal!” (que golaço) ou “That was close!” (Essa foi por pouco), ajuda a melhorar a pronúncia e a fluência. Essa técnica, conhecida como shadowing, é uma das mais eficazes para ganhar naturalidade ao falar.

 

Use memes, análises e entrevistas em inglês a seu favor

Durante o torneio, grande parte das análises, conteúdos digitais e virais de redes sociais são compartilhados primeiro em inglês. Entender o idioma permite acessar tudo em tempo real, sem depender de versões traduzidas, além de ampliar o repertório cultural sobre o evento e interagir com torcedores de todo o mundo.

 

Futebol na rotina de estudos

Incluir o tema que gosta no aprendizado do idioma torna o processo mais leve e constante. Criar uma rotina com pequenas metas, por exemplo, como aprender cinco novas palavras por dia relacionadas ao esporte, pode gerar resultados consistentes no início, durante e após o fim do torneio. A dica serve não só para o futebol, mas para diferentes interesses como filmes, séries, turismo e jogos. 

“Esse torneio é um dos poucos momentos em que milhões de pessoas, de diferentes culturas, estão conectadas pelo mesmo tema. Quando o aprendizado do inglês ocorre dentro desse contexto, ele se torna mais natural, dinâmico e significativo. Ao acompanhar jogos, consumir conteúdos e interagir com outros torcedores, é possível desenvolver o vocabulário, mas também exercitar a compreensão auditiva e a confiança na comunicação. É uma oportunidade real de aprender o idioma de forma aplicada ao dia a dia”, finaliza Márcia.

 

Pilares da construção da autoestima

 

Hipnose fortalece autoconfiança e ajuda a reprogramar crenças limitantes

 

A construção da autoestima é um dos pilares mais buscados por quem procura hipnoterapia no início do ano. A dificuldade de se enxergar com clareza, a comparação constante e a sensação de insuficiência têm crescido na última década, impulsionadas pelo ritmo acelerado e pela pressão social. O hipnoterapeuta e neurocientista Renê Skaraboto, da clínica Hipnose para Todos afirma que fortalecer a autoconfiança não é apenas possível, mas totalmente treinável. “A autoestima não é um talento, é um estado mental que pode ser ensinado, ajustado e reforçado”, diz.

A hipnose atua diretamente na camada subconsciente, onde se encontram as crenças que definem a forma como a pessoa se percebe. Estudos recentes mostram que intervenções de hipnoterapia auxiliam na redução de pensamentos autodepreciativos e no aumento da sensação de competência pessoal. Skaraboto explica que, ao acessar essa região da mente, é possível modificar padrões que foram formados há anos. “Muita gente repete uma narrativa interna que não é sua, que veio de comparações, críticas ou experiências antigas. Quando você muda essa história, você muda a postura diante da vida”, afirma.

Entre os resultados mais frequentes estão melhoria na comunicação, mais segurança para tomar decisões e maior coragem para assumir novos desafios. Pessoas que passam pelo processo relatam também mais leveza emocional e menos autocobrança, elementos essenciais para uma vida equilibrada. Segundo o terapeuta, o ponto central é que a autoestima não melhora pela força de vontade, mas sim pela reconstrução do sistema emocional. “Se a mente acredita que você é capaz, o comportamento muda automaticamente”, comenta.

A hipnoterapia também se mostra eficaz em momentos de transição pessoal ou profissional, quando a pessoa precisa resgatar sua força interna para dar novos passos. Em janeiro, essa busca se intensifica pela simbologia de recomeço. Renê destaca que o processo é acessível, estruturado e baseado em técnicas validadas. “A hipnose é uma ferramenta para quem está disposto a crescer. Não é mágica, é método”, complementa.

Especialistas da área de comportamento apontam que a autoestima está diretamente ligada à saúde mental e ao desempenho, reforçando a importância de abordagens que trabalham emoção, foco e narrativa interna. Para Skaraboto, esse é um investimento pessoal que impacta todas as áreas da vida, do trabalho aos relacionamentos. “Quando a pessoa entende o valor que tem, ela para de se diminuir e começa a ocupar o espaço que é dela”, finaliza. 



Hipnose para Todos
Renê Skaraboto - Neurocientista e Hipnoterapeuta
@hipnose_para_todos
https://www.clinicahipnoseparatodos.com.br/
Ed. Batel Executive Center
Travessa João Turin, nº37 Sala 601, 6ª andar, Água Verde, Curitiba - PR


Entre o 6 e o 9: quando a política atravessa relações

A polarização política no Brasil é inegável. O país se vê dividido entre esquerda e direita, e essa cisão tem atravessado relações de forma profunda. Amizades antigas acabaram, famílias se desentenderam, casais se separaram. A divergência de ideias, quando acompanhada de emoções intensas, cria ruídos que se acumulam e provocam um verdadeiro “curto-circuito” nas relações. 

Do ponto de vista psicológico, a polarização surge, muitas vezes, da insegurança diante do diferente: o medo de que, ao escutar o outro, se perca o próprio rumo. Soma-se a dificuldade de lidar com sentimentos intensos, o que torna o diálogo mais árduo. Logo, em vez de se aproximar, a pessoa se afasta; em vez de escutar, reage; em vez de perguntar, julga. 

Ainda assim, quando falamos de pessoas de boa índole, temos algo em comum: embora as ideias divirjam, muitos dos ideais se aproximam. Há um desejo compartilhado por justiça, dignidade, liberdade e acesso a direitos básicos como saúde, segurança e educação. 

É nesse ponto que a metáfora do número 6 ganha força. Duas pessoas, frente a frente, podem olhar para o mesmo símbolo e enxergar coisas diferentes: uma vê um 6, a outra um 9. Ambas estão certas dentro de seus pontos de vista. Assim também ocorre com as ideias: diferentes interpretações podem emergir a partir de um mesmo ideal. 

Quando aproximamos essas visões, surge o número 69. Nesse encontro, não há disputa sobre quem está certo, porque aquilo que antes era oposição se transforma em complementar. Ou seja, duas perspectivas coexistindo e compondo algo maior quando colocadas, lado a lado, harmoniosamente.  

Talvez seja justamente essa a habilidade que falte ao Brasil, e a todos nós: a capacidade de transformar o embate em encontro. De lembrar que discordar não significa desarmonia. De aceitar que ninguém enxerga tudo sozinho. De trocar certezas rígidas por curiosidade genuína.  

Entretanto, é preciso lembrar que somos seres humanos complexos, com uma diversidade de sentimentos que, se não bem administrados, podem gerar disputas e desavenças. Por isso, não será surpresa se, mesmo quando os que veem 6 e os que veem 9 se integrarem, surgir alguém que diga que, de fato, o número é 96. Longe de ser um problema, é justamente entre integração e divergência que aparecem novos caminhos. 

O importante é reconhecer que, assim como os números 6, 9, 69 ou 96, as ideias podem assumir formas distintas, desde que o ideal permaneça ético, digno e coerente. Afinal, é isso que ainda nos mantém em diálogo.  

  

Beatriz Breves -  psicóloga, psicanalista e escritora, autora do livro Eu Fractal – conheça-te a ti mesmo


sexta-feira, 29 de maio de 2026

Campanha do Agasalho Pet beneficiará mais de 100 ONGs parceiras da Cobasi

Shutterstock

Ação chega à 9ª edição e arrecada roupas, cobertas e caminhas para animais que aguardam um lar definitivo nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste

 

Com a chegada das baixas temperaturas, a Cobasi, empresa pioneira no Brasil no conceito de megaloja com produtos para pets, casa e jardim, realiza, até 30 de agosto, a 9ª edição da Campanha do Agasalho Pet, iniciativa que mobiliza clientes e tutores a doarem roupas, cobertas, caminhas e casinhas em bom estado para cães e gatos acolhidos por mais de 100 ONGs parceiras do programa social Cobasi Cuida. As doações podem ser feitas em todas as lojas da rede nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. 

A ação tem como objetivo proteger animais em situação de vulnerabilidade durante um dos períodos mais críticos do ano, quando o frio intenso aumenta os riscos de doenças e até de mortalidade em abrigos que dependem de doações para manter as atividades. Em edições anteriores, a campanha já beneficiou centenas de organizações de proteção animal, contribuindo para melhorar as condições dos abrigos e garantir mais conforto aos pets enquanto aguardam por um lar definitivo. 

“A Campanha do Agasalho Pet é uma forma simples e concreta de engajar a sociedade em uma causa que impacta diretamente a vida de milhares de animais. Muitas vezes, um cobertor ou uma caminha que não é mais usada em casa pode fazer toda a diferença para um pet que enfrenta o frio em um abrigo”, afirma Daniela Bochi, Gerente de Marketing da Cobasi. 

A iniciativa integra o pilar de doação do Cobasi Cuida, programa social pioneiro no varejo pet que atua em diferentes frentes de apoio à causa animal. Durante a campanha, as lojas da rede funcionam como pontos de coleta sinalizados, facilitando a participação dos clientes e ampliando o alcance das doações. 

Além de beneficiar diretamente as ONGs parceiras, a campanha também reforça a importância da responsabilidade social e do consumo consciente, estimulando a reutilização de itens em bom estado e o engajamento coletivo em prol da saúde e proteção animal.
 

SERVIÇO: 

Período: até 30 de agosto de 2026
Onde doar: todas as lojas Cobasi das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
O que doar: roupas, cobertas, caminhas e casinhas em bom estado.
 

Adoção pet na Zona Leste de SP: Mooca Plaza Shopping incentiva a adoção responsável de cães e gatos em evento gratuito


Em parceria com o Projeto MoocAnimal, estabelecimento recebe mais de 20 animais em busca de um lar


Nos dias 30 e 31 de maio, os visitantes do Mooca Plaza Shopping poderão voltar para casa com um novo integrante para suas famílias. Em parceria com o MoocAnimal, projeto sem fins lucrativos que ajuda animais em situação de vulnerabilidade e busca por adoções responsáveis, o empreendimento promove evento de adoção de cães e gatos. Nos dias, serão mais de 20 animais de diferentes idades em busca de um novo lar acolhedor. O evento acontece no Piso L2, próximo à loja Dengo Chocolates, das 11h às 18h no dia 30 de maio e, das 14h às 18h no dia 31 de maio.

Para realizar a adoção, o adotante deve ser maior de 21 anos e apresentar documentos como comprovante de identidade e residência. Além disso, o interessado passa por uma breve entrevista com um responsável do projeto MoocAnimal. As entrevistas são realizadas na hora e, ao final, o interessado já pode ir para casa com o seu novo melhor amigo. 

 

Pet Park e Praça de Alimentação Pet no Mooca Plaza

Após comparecer ao evento e adotar um novo amigo, os clientes podem aproveitar o passeio para conhecer os espaços do Mooca Plaza. O empreendimento dispõe de um Pet Park e de uma praça de alimentação para pets.

O Pet Park possui mais de 2mil m² e fica localizado na área externa do shopping, no estacionamento, próximo ao Acesso B. O espaço conta com atrações para diversão e treinamento dos cães, incluindo: espaço de agility com obstáculos, rampas, túneis, escalada e bastões. Há também espaço para correr e brincar livremente, além de bebedouros espalhados para total conforto dos pets.

A Praça Pet é uma área externa, anexa à Praça de Alimentação, para que os tutores possam se alimentar junto de seus animais. O espaço possui 500m2 e dispõe de mesas, cadeiras e bancadas para utilização livre. A Praça Pet conta também com um espaço de “cercadinho” para que os tutores possam deixar os cães enquanto buscam a sua refeição na área interna da Praça de Alimentação. Mesmo sendo anexa à Praça de Alimentação, o acesso à Praça Pet ocorre pela entrada externa.

Ambos os espaços funcionam no mesmo horário do shopping.


Jasmine e outros pets esperam por um novo lar em feira de adoção no Parque Dom Pedro

 Gatinha Jasmine está esperando um novo lar.
Divulgação PDP


Edição do Pet no Parque acontece em 30 de maio e reforça crescimento da adoção de animais sem raça definida no Brasil

 

Com olhar curioso e à espera de uma nova família, Jasmine, uma gatinha de 1 ano, vacinada, castrada e desparasitada, será uma das protagonistas da próxima edição do Pet no Parque, feira de adoção promovida pelo Parque Dom Pedro em parceria com a ONG Aliança do Bem. O evento acontece no dia 30 de maio, das 11h às 15h, na Entrada Árvores, reunindo cães e gatos resgatados que aguardam a oportunidade de ganhar um novo lar. 

A feira acontece em um momento de crescimento da adoção responsável no Brasil. Segundo o PetCenso 2025, levantamento realizado pela Petlove com mais de 1,8 milhão de animais cadastrados, os cães sem raça definida representam 26% dos pets registrados no país, liderando o ranking entre os cachorros. Entre os gatos, os felinos sem raça definida correspondem a 86% dos animais cadastrados, reforçando a forte presença dos vira-latas nos lares brasileiros. 

Os números refletem uma mudança no comportamento das famílias, que têm priorizado cada vez mais a adoção e o acolhimento de animais resgatados. “O Pet no Parque cria um momento importante de aproximação entre os animais resgatados e pessoas interessadas em adotar com responsabilidade. Além de incentivar a causa animal, a iniciativa ajuda a ampliar a conscientização sobre os cuidados necessários para receber um pet em casa”, afirma Tatiane De Conto, gerente de marketing do Parque Dom Pedro. 

Pet friendly, o Parque Dom Pedro conta com estrutura preparada para receber os animais com conforto, incluindo bebedouros nas entradas, kits cata-caca e carrinhos para pets de pequeno porte. Para circular pelo empreendimento, os pets devem utilizar coleira e guia curta.

  Parque Dom Pedro

Região Metropolitana de Campinas 

 

ALLOS

 

Final de semana pet do Butantã Shopping recebe encontro de Schnauzers

iStock

 

Evento gratuito e aberto ao público acontece no dia 31 a partir das 14h 

 

Os famosos “barbudinhos” mais carismáticos do universo pet ganham um encontro especial no Butantã Shopping, localizado na zona oeste e administrado pelo Carrefour Property. No domingo, dia 31 de maio, o empreendimento promove pela primeira vez um evento gratuito e aberto ao público dedicado aos cães da raça Schnauzers, a partir das 14h, na loja Weasy, no piso 1. 

Durante a programação, os participantes encontram um ambiente preparado para receber os animais com conforto e segurança, além de muitos momentos de interação, brincadeiras livres e dinâmicas entre os tutores e seus cães. 

“Os pets ocupam cada vez mais espaço na rotina e nos momentos de lazer das famílias, e os encontros temáticos ajudam justamente a criar experiências de convivência entre tutores que compartilham esse carinho pelos animais. Além disso, os eventos pet já fazem parte da identidade do Butantã Shopping e estamos muito empolgados em receber pela primeira vez um encontro dedicado aos Schnauzers”, conta Franklin Pedroso, coordenador de marketing do Butantã Shopping.

O encontro também conta com uma feira pet, reunindo produtos, acessórios, petiscos, roupas, serviços e novidades voltadas ao universo dos animais de estimação.

 

Serviço

Evento: Encontro de Schnauzer no Butantã Shopping
Data: 31 de maio
Horário: 14h às 18h
Local: Loja da Weasy - Piso 1
Endereço: Av. Prof. Francisco Morato, 2718 - Butantã, São Paulo - SP, 05512-300
 


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