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domingo, 10 de maio de 2026

Nem Todo Emagrecimento Melhora o Corpo do Mesmo Jeito

Dois pacientes podem perder o mesmo número de quilos e terminar em lugares metabólicos muito diferentes. A diferença está no que quase ninguém mede direito: gordura visceral, massa magra, sensibilidade à insulina e a qualidade real da transformação corporal.


A cultura do emagrecimento ensinou uma regra simples demais para um problema complexo: perder peso é sempre bom, e quanto mais rápido, melhor. Mas essa lógica começou a envelhecer mal. Hoje, a medicina metabólica já sabe que o número na balança pode esconder realidades muito diferentes, algumas positivas, outras nem tanto. Uma pessoa pode emagrecer e melhorar profundamente seu risco cardiometabólico. Outra pode perder a mesma quantidade de peso e, ainda assim, sair desse processo com mais fragilidade muscular, pior capacidade funcional e um corpo metabolicamente menos protegido do que deveria.

Em outras palavras: nem todo emagrecimento entrega o mesmo tipo de benefício. 

Segundo o médico nutrólogo Dr. Gustavo de Oliveira Lima, esse é um dos erros mais comuns na forma como o emagrecimento ainda é discutido. “O foco excessivo no peso total faz muita gente ignorar o que realmente importa: quanto daquela perda veio de gordura, quanto veio de músculo, quanto da gordura visceral foi reduzida e se houve melhora real do metabolismo”, explica. 

O problema de medir o sucesso só pela balança

A balança registra massa total, mas não informa composição. Ela não diferencia se o corpo perdeu gordura abdominal profunda, líquido, glicogênio ou tecido magro. E isso não é um detalhe técnico: é justamente essa distinção que ajuda a definir se a perda de peso foi protetora ou empobrecedora do ponto de vista metabólico. Revisões recentes vêm reforçando que a chamada “qualidade do emagrecimento” é determinante para os desfechos clínicos de longo prazo, porque a melhora metabólica não depende apenas de pesar menos, mas de preservar ou melhorar a relação entre músculo e gordura. 

Esse debate ganhou ainda mais força porque as terapias modernas para obesidade passaram a produzir perdas ponderais maiores, o que é uma ótima notícia. Ao mesmo tempo, aumentou o interesse sobre quanto de massa livre de gordura acompanha esse processo e quais estratégias são necessárias para protegê-la. Uma revisão recente destacou que reduções de massa magra são interpretadas de forma simplista demais e precisam ser avaliadas junto de função muscular, composição corporal e resultados metabólicos, e não apenas como um número solto em um exame. 

O que realmente melhora o corpo quando alguém emagrece

Em termos de saúde, a perda de peso mais valiosa costuma estar associada a alguns elementos específicos: 

  • redução de gordura visceral, que é a gordura inflamatória ao redor dos órgãos;
  • melhora da sensibilidade à insulina;
  • redução de triglicerídeos e melhora de parâmetros cardiovasculares;
  • preservação de massa magra e funcionalidade;
  • redução da circunferência abdominal e da carga inflamatória do organismo. 

Um estudo publicado em 2025 no JAMA Network Open mostrou que melhora de qualidade da dieta e aumento da atividade física se associaram não só a menor aumento de gordura total, mas especificamente a menor aumento de gordura visceral, um dos marcadores mais relevantes de risco metabólico. Esse efeito se manteve mesmo após ajustes para adiposidade total, o que reforça que a distribuição e a qualidade da gordura importam tanto quanto, ou mais do que, o peso isolado. 

Dois pacientes, a mesma perda de peso, resultados diferentes

Esse é o tipo de cenário que começa a aparecer com mais frequência na prática clínica. Imagine duas pessoas que perdem 12 quilos. Na superfície, parecem histórias equivalentes. Mas, por dentro, podem ser trajetórias muito diferentes. 

Uma delas reduz sobretudo gordura visceral, melhora glicemia, mantém força muscular e ganha saúde cardiovascular. A outra perde parte importante de massa magra, sente queda de desempenho, não corrige a inflamação de base e acaba com um corpo mais leve, porém metabolicamente menos robusto. É justamente por isso que o emagrecimento moderno está deixando de ser avaliado só em quilos e começando a ser medido também em composição corporal e função. 

Um estudo publicado em 2026 no JAMA Network Open comparou mudanças de composição corporal após cirurgia bariátrica e terapia medicamentosa com agonistas de GLP-1 e observou, nos dois contextos, uma mudança global favorável de composição corporal, mas com perfis diferentes na distribuição entre massa gorda e massa livre de gordura. A mensagem não é que um tratamento “estraga” o corpo e outro “salva”, mas que os caminhos do emagrecimento não são metabolicamente idênticos e exigem monitoramento mais cuidadoso.

 

O que define um emagrecimento de qualidade

Na prática clínica, um emagrecimento de qualidade costuma reunir quatro características: 


1. Reduz gordura visceral, e não apenas peso total.

É essa gordura profunda que mais conversa com resistência à insulina, esteatose hepática, inflamação e risco cardiovascular. Há inclusive novas terapias em desenvolvimento mirando exatamente esse diferencial de “perder mais gordura do que músculo”, como mostram resultados preliminares recentes de fármacos experimentais voltados para obesidade. 

2. Preserva massa magra e, idealmente, melhora função muscular.

Músculo não é só estética. Ele participa do controle glicêmico, do gasto energético, da proteção metabólica e da autonomia funcional. 

3. Melhora indicadores metabólicos objetivos.

Glicemia, insulina, triglicerídeos, circunferência abdominal e marcadores inflamatórios precisam acompanhar a história contada pela balança. 

4. É sustentável.

Perder peso e recuperar rapidamente, especialmente com retorno desproporcional de gordura, não representa a mesma vitória clínica do que uma redução mais estável e bem estruturada. 

O papel do exercício e da dieta nessa conversa

Se a qualidade do emagrecimento importa, dieta e exercício deixam de ser ferramentas apenas para “gastar mais e comer menos” e passam a ter uma função mais estratégica. O estudo do JAMA Network Open já citado mostrou que a combinação de melhora da dieta e da atividade física foi associada aos melhores perfis de adiposidade ao longo do tempo.

Além disso, uma meta-análise publicada em 2024 no JAMA Network Open concluiu que treino aeróbico em níveis de pelo menos 150 minutos por semana se associou a reduções clinicamente importantes de circunferência abdominal e gordura corporal. Isso reforça que o emagrecimento mais saudável não depende só de restrição, mas de reorganização metabólica e estímulo corporal adequado. 

O que essa pauta muda na prática

Ela muda tudo. Porque obriga o paciente e o médico a saírem de uma pergunta pobre “quantos quilos perdeu?”, e entrarem numa pergunta muito melhor: “o seu corpo ficou melhor depois de emagrecer?” 

Segundo Dr. Gustavo de Oliveira Lima, esse deveria ser o eixo central de qualquer tratamento sério. “Emagrecer não é o fim. É um meio para melhorar saúde, vitalidade e longevidade. Se a pessoa perde peso, mas sai mais fraca, metabolicamente instável ou com baixa chance de manter o resultado, o processo precisa ser revisto.” 

No futuro próximo, a pergunta mais relevante talvez deixe de ser “quanto você emagreceu?” e passe a ser “o que seu emagrecimento fez com o seu metabolismo, seu músculo e sua chance de viver melhor?”.

 

Dr. Gustavo de Oliveira Lima - Médico - CRM/SP 207.928 - Com uma formação sólida em nutrologia e endocrinologia, Dr. Gustavo de Oliveira Lima é reconhecido por sua atuação em emagrecimento saudável e longevidade. Focado em oferecer tratamentos modernos e personalizados, ele utiliza abordagens científicas de ponta para promover saúde integral e bem-estar a longo prazo.

 

Personalização em alta: mudança de comportamento redefine o futuro do emagrecimento

 

Avanço da obesidade e novas demandas do consumidor transformam o cuidado com o corpo

 

Em um momento em que cada vez mais brasileiros enfrentam dificuldades para emagrecer, o avanço da obesidade acende um alerta e muda a forma como o cuidado com o corpo é conduzido. A obesidade no Brasil cresceu 118% entre 2006 e 2024, segundo dados do Ministério da Saúde, divulgados pelo Vigitel (2024). Atualmente, 25,7% dos adultos vivem com a doença, o equivalente a cerca de 1 em cada 4 pessoas. Quando considerado o sobrepeso, o índice atinge 62,6% da população, evidenciando a dimensão do problema e a necessidade de abordagens mais eficazes.

Na prática, essa transformação já pode ser percebida no dia a dia e começa a influenciar a forma como o próprio setor se organiza. Redes especializadas ganham espaço ao acompanhar um consumidor mais atento à saúde e à qualidade de vida. É o caso do Emagrecentro, referência em emagrecimento saudável e estética corporal, que projeta crescimento de 20% em 2026, após realizar mais de 5 milhões de atendimentos ao longo da sua trajetória. Fundada em 1986, a marca soma cerca de 450 unidades no Brasil e no exterior e prevê a abertura de 60 novas clínicas, com foco em cidades médias e estratégia que combina atendimento presencial e acompanhamento contínuo.


Mudança de comportamento redefine o cuidado com o corpo

Segundo o médico Dr. Edson Ramuth, fundador e CEO da rede, a transformação vai além da estética e está diretamente ligada a um desafio estrutural de saúde pública. “A obesidade é considerada o mal do século, ela interfere diretamente na qualidade de vida e está associada a diversas doenças. Por isso, precisa ser tratada de forma séria, contínua e com acompanhamento adequado”, afirma. 

Na ponta do atendimento, a personalização se consolida como um dos principais diferenciais, sustentada pelo acompanhamento ao longo da jornada do paciente. Informações como histórico de peso, hábitos, frequência no tratamento e resposta individual ajudam a orientar decisões e permitem ajustes mais precisos. “Isso significa que o tratamento deixa de seguir um modelo único e passa a se adaptar à rotina de cada pessoa, considerando horários, hábitos alimentares, nível de atividade física e até dificuldades ao longo do processo”, explica.

Esse acompanhamento também permite identificar padrões de comportamento e antecipar possíveis desafios, tornando o cuidado mais próximo e efetivo. Com isso, o plano deixa de ser fixo e passa a evoluir conforme a resposta individual, o que torna o processo mais viável no dia a dia. “Não existe um único caminho para emagrecer, cada paciente responde de uma forma, e o acompanhamento precisa considerar isso. Quando adaptamos o atendimento à realidade de cada pessoa, aumentamos a aderência e os resultados aparecem de forma mais consistente”, conclui o médico Dr. Edson Ramuth.

 

Emagrecentro


As cores e acabamentos que vão dominar as unhas neste inverno

iStock (Almaje)
Tons profundos, nudes frios e efeitos sofisticados lideram as tendências de unhas decoradas para 2026

 

Com a chegada das temperaturas mais baixas, as tendências de unhas decoradas para a estação apostam em tons fechados com destaque para vermelhos que se aproximam do borgonha, vinhos intensos, marrons terrosos, verde-oliva e o sofisticado azul-petróleo. 

A paleta fria e encorpada está em total sintonia com o momento da moda. Para quem prefere propostas mais sutis, os nudes frios e acinzentados surgem como alternativa moderna e versátil. Longe do bege clássico, esses tons carregam uma elegância urbana que se harmoniza naturalmente com o guarda-roupa de inverno. 

Além das cores, os acabamentos definem o espírito da estação. O efeito mate fosco, contemporâneo e sem reflexo, valoriza especialmente os tons escuros e terrosos com ar editorial. No extremo oposto, o glazed consolida seu espaço, o brilho perolado suave com toque levemente cromado funciona em nudes e cores claras, entregando um visual delicado e sofisticado que atravessou temporadas e se tornou um clássico moderno. 

Completam o cenário as francesinhas repaginadas, que trocam o branco clássico por combinações inesperadas, vinho com nude, verde com bege e as decorações minimalistas, com traços finos, pontos e degradê sutil. Menos elementos, mais precisão, essa é a tônica do inverno 2026. 

Mas antes de escolher a cor, é preciso cuidar da base. O clima seco e frio do inverno reduz a hidratação natural da pele, deixando as unhas opacas e quebradiças e as cutículas rígidas e propensas a fissuras. O uso frequente de água quente agrava ainda mais o quadro, um hábito comum na estação que poucos associam ao ressecamento das mãos. 

Para Renata Camargo Martimiano, docente dos cursos de beleza do Senac EAD, a hidratação é o principal aliado dessa época do ano. "O uso de óleos nutritivos para cutículas, cremes específicos para mãos e bases fortalecedoras ajuda a preservar a estrutura da unha. Pequenas mudanças na rotina fazem toda a diferença", explica. 

Evitar água muito quente e usar luvas em tarefas domésticas também estão entre as recomendações da especialista. Mais do que estética, o cuidado com as unhas está diretamente ligado à autoestima e ao bem-estar. Unhas bem cuidadas transmitem autocuidado e valorização pessoal e esse efeito se reflete na confiança do dia a dia. 

Para quem deseja transformar o interesse em carreira, o ponto de partida é a formação técnica. Dominar biossegurança, preparo da unha natural e técnicas de esmaltação e decoração é o que separa quem faz de quem se destaca e manter-se atualizado sobre as tendências do mercado é o que sustenta esse diferencial ao longo do tempo. 

Nesse sentido, o curso Unhas Decoradas – WebTV, do Senac EAD, oferece uma base completa e alinhada às demandas atuais. A formação abrange desde os fundamentos da esmaltação até técnicas contemporâneas de decoração em unhas degradê, traços finos e efeitos modernos, com orientações de biossegurança e visão de mercado. Para quem quer ir além do hobby e construir uma atuação sólida no setor de beleza, a capacitação é o primeiro passo.



Senac EAD
Acesse aqui a programação completa de cursos do Senac EAD.


Por que as promessas de emagrecimento falham e como a genética pode salvar seus resultados.

Com o fim do primeiro trimestre, o desânimo com a balança aumenta; Dr. Rafael Fantin revela como o mapeamento do DNA elimina a tentativa e erro, identificando exatamente os alimentos e suplementos que travam o seu metabolismo. 


Segundo dados do Ministério da Saúde, mais da metade da população brasileira está com excesso de peso, e a obesidade continua em crescimento no país. Ainda assim, mesmo diante de um mercado cada vez mais voltado para dietas, suplementações e promessas rápidas de emagrecimento, grande parte das pessoas segue enfrentando dificuldade para alcançar resultados consistentes e duradouros.

Passados os primeiros meses do ano, a frustração costuma aumentar. Metas traçadas em janeiro começam a perder força diante da balança estagnada, da falta de energia e da sensação de que nenhum método realmente funciona. Dietas restritivas, treinos intensos entram na rotina com a expectativa de acelerar resultados, mas, na prática, muitas vezes provocam o efeito contrário.

Segundo o endocrinologista e metabologista Dr. Rafael Fantin, o principal erro está em seguir estratégias genéricas para um organismo que funciona de forma única. Nem sempre o alimento considerado saudável para uma pessoa será o mais adequado para outra, assim como suplementos populares podem não gerar benefício algum e até dificultar o processo metabólico.

“Existe uma insistência muito grande em fórmulas prontas, mas o metabolismo não funciona de forma padronizada. Quando entendemos a individualidade biológica do paciente, o tratamento deixa de ser baseado em tentativas frustrantes e se torna uma estratégia individualizada”, explica o especialista.

É nesse cenário que a nutrigenômica ganha espaço. Através do mapeamento genético, é possível identificar como o organismo reage a determinados alimentos, nutrientes e estímulos metabólicos. O exame avalia predisposições relacionadas à inflamação, resistência à insulina, dificuldade de metabolização de gorduras, sensibilidade ao glúten, lactose, cafeína e até a resposta individual a vitaminas e suplementações.

Na prática, isso significa descobrir por que algumas pessoas mantêm dificuldade para emagrecer mesmo seguindo dietas rigorosas ou treinando com frequência. Muitas vezes, o problema não está na falta de esforço, mas em uma estratégia incompatível com o próprio corpo.

Para o Dr. Rafael Fantin, o emagrecimento sustentável acontece quando há clareza sobre o funcionamento do organismo e não apenas disciplina extrema. “Quando o paciente entende quais alimentos favorecem ou sabotam seu metabolismo, ele deixa de lutar contra o próprio corpo. O processo se torna mais eficiente e duradouro”, afirma.

Além da perda de peso, o acompanhamento individualizado também contribui para melhora da disposição, performance cognitiva, qualidade do sono, composição corporal e prevenção de doenças metabólicas, reforçando uma visão mais ampla de saúde.

 

Fonte: Dr. Rafael Fantin — endocrinologista e metabologista, especialista em saúde integrada, performance metabólica e nutrigenômica.
@dr.rafaelfantin


Os 30 são os novos 20? O que cada fase da vida faz a mulher buscar na estética

 iStock
CO Assessoria
 A paciente de 20 anos normalmente quer prevenir e ajustar proporções. Aos 40, ela já busca manutenção, contorno e naturalidade”, afirma a cirurgiã plástica Dra. Ana Penha Ofranti

 

A relação da mulher com a estética mudou. Se antes os procedimentos eram associados apenas ao envelhecimento, hoje eles acompanham diferentes fases da vida feminina, refletindo mudanças hormonais, corporais e comportamentais. O que uma mulher busca aos 20 anos dificilmente será o mesmo aos 40 ou aos 50, e isso já aparece de forma clara nos consultórios.

Dados da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) mostram que mulheres representam mais de 80% dos procedimentos estéticos realizados no mundo. Os números também ajudam a entender como essas prioridades mudam com o tempo. Entre os 20 e 30 anos, predominam tratamentos ligados à proporção, prevenção e qualidade da pele. Já entre os 35 e 50 anos, cresce a procura por procedimentos relacionados à contorno corporal, sustentação da pele e manutenção de uma aparência mais descansada e natural.

Na adolescência e no início da vida adulta, a estética costuma estar ligada à correção de traços específicos e à influência das redes sociais. É a fase em que aumentam buscas por rinoplastia, tratamentos para acne, textura da pele e procedimentos preventivos. Aos 30, o foco começa a mudar para sinais iniciais de flacidez, olheiras e equilíbrio corporal. Já os 40 marcam uma fase mais voltada à manutenção da estrutura, contorno e naturalidade, enquanto após os 50 cresce a busca por sustentação facial, excesso de pele e qualidade global dos tecidos.

Segundo a cirurgiã plástica Dra. Ana Penha Ofranti (CRM 203497 • RQE 127618), da Revion International Clinic, essas mudanças acompanham transformações naturais do corpo feminino. “A paciente mais jovem normalmente busca prevenção e proporção. Depois, entram questões relacionadas à maternidade, perda de colágeno, flacidez e manutenção da estrutura corporal. A estética passa a acompanhar o momento de vida da mulher”, explica.

A gestação também aparece como uma virada importante nessa relação com o corpo. Mudanças provocadas por gravidez e amamentação, como flacidez abdominal, alteração das mamas, diástase e perda de elasticidade da pele, ajudam a explicar por que muitas mulheres passam a procurar procedimentos diferentes após os filhos. Mais do que transformação estética, cresce a busca por recuperação de sustentação, contorno e funcionalidade corporal.

A cirurgiã plástica Dra. Thamy Motoki (CRM 166619 • RQE 81062), também da Revion International Clinic, explica que o principal erro é imaginar que existe um procedimento ideal para todas as idades. Segundo ela, o comportamento da paciente muda junto com o corpo, o metabolismo e a forma como ela se relacionam com o envelhecimento. “Hoje a mulher não busca apenas rejuvenescimento. Ela quer escolhas que façam sentido para a fase da vida que está vivendo, respeitando naturalidade.


SOL OU FRIO: 5 RAZÕES PARA NÃO ABRIR MÃO DO PROTETOR SOLAR

Com a chegada do outono, é comum que a proteção da pele seja deixada de lado. No entanto, o uso do protetor solar deve ser mantido o ano todo. A convite Helioderm Dermocosméticos, marca da Hertz Farmacêutica e referência em proteção solar e cuidados com a pele, a dermatologista Vanessa Perusso destaca motivos para manter esse hábito o ano todo 


Com o fim do verão e a queda das temperaturas, é comum que o protetor solar seja deixado de lado na rotina de cuidados com a pele. No entanto, esse hábito pode trazer prejuízos silenciosos a longo prazo, como o envelhecimento precoce e outros danos causados pela exposição diária à radiação UV. “A ausência de calor não significa ausência de radiação, os raios solares continuam atuando e podem causar danos cumulativos importantes, mesmo em dias frios ou nublados”, explica a dermatologista. Pensando nisso, reunimos 5 motivos para manter o uso do protetor solar ao longo de todo o ano.

Helioderm
 Protetor Solar Facial FPS 70  

1. A RADIAÇÃO UVA CONTINUA ATIVA MESMO EM DIAS NUBLADOS

Mesmo quando o sol não aparece com força, os raios UVA, responsáveis pelo envelhecimento precoce da pele, conseguem atravessar as nuvens e atingir a pele. Isso significa que, mesmo em dias cinzentos, a exposição continua acontecendo.

“Não é só o rosto que precisa de proteção. Áreas como braços, mãos e colo, quando expostas, também devem receber o produto, especialmente para quem trabalha ao ar livre ou se expõe com frequência”, orienta Vanessa Perusso.

 

2. OS DANOS À PELE SÃO CUMULATIVOS

A exposição solar sem a devida proteção vai além dos efeitos imediatos: seus danos se acumulam ao longo do tempo, podendo causar manchas, perda de firmeza e outros sinais de envelhecimento. “Mesmo exposições rápidas, como no trajeto até o trabalho ou em atividades do dia a dia, já contribuem para esse processo. Por isso, a proteção deve ser contínua”, reforça Vanessa Perusso.

 

3. O FRIO E O CLIMA SECO DEIXAM A PELE MAIS VULNERÁVEL

Durante o inverno, a pele tende a ficar mais ressecada e sensível, já que as baixas temperaturas e a menor umidade do ar comprometem sua barreira natural, favorecendo irritações. “Manter o uso diário do protetor solar é essencial nesse contexto. Hoje, existem produtos multifuncionais que vão além da proteção, reunindo ativos antioxidantes e hidratantes em uma única fórmula, o que facilita a rotina e promove um cuidado mais completo da pele”, destaca.

 

4. O ENVELHECIMENTO PRECOCE NÃO TIRA FÉRIAS

Rugas, linhas finas e manchas estão diretamente ligadas à exposição solar acumulada ao longo da vida e não apenas aos dias de verão. Mesmo no inverno, a radiação UV continua atuando de forma silenciosa, acelerando o fotoenvelhecimento da pele. “A proteção solar deve fazer parte da rotina todos os dias, independentemente do clima, para prevenir esses danos cumulativos”, reforça a dermatologista Vanessa Perusso.

 

 

5. O USO DIÁRIO AJUDA A PREVENIR O CÂNCER DE PELE

A radiação ultravioleta é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de pele, o tipo mais comum no Brasil. Por isso, o uso diário do protetor solar é indispensável em qualquer estação, mas tão importante quanto aplicar é reaplicar ao longo do dia, especialmente em casos de maior exposição. “A proteção precisa ser renovada para se manter eficaz, garantindo a segurança da pele ao longo do dia”, orienta a dermatologista.


Helioderm
https://helioderm.com.br/


Dia das Mães: especialista explica os motivos de mudanças no rosto após a maternidade

Oscilações hormonais, privação de sono e estresse impactam a estrutura facial; cirurgião-plástico da face explica quando intervenções estéticas podem ajudar a recuperar a harmonia sem perder a naturalidade

 

Olheiras mais profundas, perda de viço e um semblante constantemente cansado estão entre as queixas mais comuns de mulheres após a maternidade, e não se tratam apenas de percepção. Segundo o cirurgião plástico da face, Dr. Carlucio Ragognete, as transformações do período gestacional e do pós-parto provocam alterações hormonais e estruturais que afetam diretamente a pele, o volume e a sustentação do rosto. Neste Dia das Mães, o tema ganha espaço ao destacar que essas mudanças fazem parte de um processo biológico intenso, especialmente no puerpério, e que o cuidado com a aparência deve acompanhar o tempo e as necessidades de cada fase da vida. 

A maternidade é um dos períodos mais exigentes para o organismo feminino, e o rosto costuma ser um dos primeiros a demonstrar esse impacto. Durante a gestação e no pós-parto, oscilações hormonais, especialmente de estrogênio e progesterona, interferem na produção de colágeno e na qualidade da pele. “Existe uma combinação de fatores. Além das alterações hormonais, há privação de sono e aumento do estresse fisiológico, que prejudicam a regeneração celular”, explica o especialista. 

Na prática, isso se traduz em uma pele mais fina, menos hidratada e com menor capacidade de recuperação. Também é comum a perda de volume em regiões estratégicas da face, principalmente no terço médio, além de uma leve queda dos tecidos, o que altera o contorno facial e intensifica o aspecto de cansaço. Apesar dessas mudanças, o especialista reforça que o puerpério não é o momento indicado para intervenções cirúrgicas. “Esse é um período de recuperação física e emocional, que deve ser respeitado. O foco deve estar no bem-estar da mulher e na adaptação a essa nova fase”, pontua. 

Com o passar dos anos, especialmente em mulheres mais maduras, essas alterações podem se somar ao envelhecimento natural da face, levando a uma perda mais evidente de sustentação e definição. Nesses casos, procedimentos estéticos, inicialmente os menos invasivos, podem contribuir para melhorar a qualidade da pele e suavizar sinais de cansaço. 

Já as cirurgias faciais passam a ser consideradas em outro contexto, de forma individualizada e geralmente em pacientes com maior grau de flacidez e perda estrutural. “O objetivo não é transformar, mas reposicionar estruturas e preservar a naturalidade, respeitando sempre a identidade de cada paciente”, explica o Dr. Carlucio. 

Além de uma questão estética, o tema também envolve identidade e autocuidado. A maternidade transforma profundamente a mulher, impactando não apenas o corpo, mas também sua relação com o tempo, as prioridades e consigo mesma. “Cuidar de si não é uma imposição, mas uma escolha que deve acontecer no momento certo. Cada fase exige um olhar diferente”, conclui. 

 

Dr. Carlucio Ragognete - médico especialista em cirurgia da face, com mais de 20 anos de experiência e atuação reconhecida nacional e internacionalmente. Formado pela Universidade do Vale do Sapucaí, com especialização em Otorrinolaringologia, construiu carreira sólida com foco em cirurgia plástica facial estética e funcional. Foi coordenador de pós-graduação na área por quase uma década e atua como palestrante em eventos científicos no Brasil e no exterior. À frente da clínica Dr. Carlucio Ragognete, especializada em cirurgia plástica da face e dermatologia, localizada em São Paulo, é referência em técnicas avançadas de rejuvenescimento com resultados naturais, unindo precisão científica e sensibilidade estética.


Um único tratamento já podia "levantar" o rosto e minimizar as gordurinhas. Agora, ele faz isso com mais potência

 

Nova tecnologia de disparo do Liftera amplia a eficiência
no tratamento de flacidez e gordura facial
Adobe Stock

Nos últimos cinco anos, o número de buscas por soluções para a flacidez e gordura facial mais que dobrou, segundo dados do Google Trends. "Como perder gordura facial" registrou um crescimento de 140% nesse período, e "lifting facial" de 100%. Fernanda Jabur, diretora clínica da Entera, explica que essas são queixas que costumam vir associadas nos consultórios. A tecnologia coreana Liftera, que conquistou famosas como Mariana Ximenes, já era capaz de tratar ambas em uma única sessão, e agora incorpora um modo de disparo mais avançado que torna os resultados ainda mais expressivos. 

A novidade é o Dash Dot Dash: um novo formato de emissão das ondas de energia do aparelho que atua de forma mais intensa sobre as mesmas áreas tratadas. Se antes a energia era aplicada em pontos sequenciais, agora ela também percorre linhas contínuas entre esses pontos. Isso resulta em maior concentração de energia e maior área de coagulação dentro da mesma região. 

"Dash Dot Dash é o primeiro custom pack para Liftera, ampliando recursos sem troca de equipamento e reforçando nosso compromisso com inovação. O novo modo de disparo potencializa sustentação e contorno, atendendo à demanda crescente com o uso de GLP-1, com resultados mais eficazes e consistentes. Nosso protocolo em 3 fases apoia o médico na jornada de perda de peso, preservando sustentação, contorno e qualidade da pele, evitando o “derretimento” facial. Também otimiza tratamentos corporais, com até 10% menos disparos. Com atuação em todos os planos da pele, combina energias e profundidades para promover lifting, sustentação ligamentar e neocolagênese. Mais potência, rapidez, rentabilidade e conforto Liftera", explica Fernanda. 

O mecanismo continua funcionando em camadas. O Liftera envia pulsos que alternam entre dois objetivos: estimular o bioestímulo de colágeno nas camadas mais profundas da pele, promovendo firmeza e efeito lifting natural, e aquecer e compactar a gordura superficial que, com o envelhecimento, tende a se acumular nas bochechas, no queixo e no contorno do rosto.

Com o novo disparo, essa ação se torna mais intensa, atingindo uma quantidade maior de células adiposas e gerando mais pontos de coagulação na mesma passagem. 

Os resultados são progressivos e se intensificam nas semanas seguintes ao procedimento, acompanhando o processo natural de produção de colágeno estimulado pela tecnologia. O tratamento pode ser realizado em sessão única, sem tempo de recuperação, e não provoca alterações na expressão facial.

  

Entera
Liftera


Do natural ao sofisticado: as apostas de cortes e cores capilares para o inverno de 2026

 

Entre tons quentes, brilho natural e cortes bem estruturados, o inverno 2026 aposta em uma beleza elegante e versátil, segundo o hairstylist e expert da Sumirê, Val Fogaça 

 

Em 2026, o universo capilar para o inverno é influenciado por uma convergência de referências que vão das semanas de moda internacionais, especialmente os desfiles de outono/inverno em capitais como Paris, Milão e Nova York, ao comportamento digital e às demandas observadas nos salões de beleza ao redor do mundo. Esse fluxo global consolida uma estética mais densa e sofisticada, marcada por profundidade de cor, acabamento polido e tendências como Shaggy Hair, Mullet revisitado e Teddy Bear Brown Hair.  

Segundo Val Fogaça, expert em beleza e cuidados capilares da Perfumaria Sumirê, a temporada reforça uma estética mais estruturada, porém flexível. “O inverno de 2026 traz uma beleza mais refinada, com cortes e cores que trabalham profundidade, brilho e durabilidade. Ao mesmo tempo, há espaço para identidade e expressão individual, desde que sustentadas por técnica”, afirma.

No universo dos cortes, ganham protagonismo bases mais encorpadas e linhas mais definidas, refletindo uma influência direta das passarelas internacionais, onde o cabelo aparece como complemento de looks mais sóbrios e sofisticados. Comprimentos médios e longos seguem em evidência, com camadas internas e discretas (invisible layers) que garantem movimento sem comprometer a densidade, característica valorizada na estação. O long bob permanece como um dos cortes-chave, mas evolui para uma versão mais polida, com pontas levemente arredondadas e menor desconexão. As franjas ganham força, especialmente em versões mais densas e estruturadas, além das curtain bangs, que seguem como alternativa versátil. Esse movimento pode ser observado em nomes como Hailey Bieber, que reforça a estética minimalista e sofisticada, e Zendaya, que transita entre comprimentos com acabamento impecável e styling estratégico. 

Cortes com influência retrô, como o shaggy hair e o mullet revisitado, continuam presentes, mas aparecem reinterpretados com menos textura e mais controle de volume, alinhando-se a uma leitura mais elegante do inverno. “A técnica se torna ainda mais relevante nesse contexto. Cortes a seco, leitura individualizada e finalizações que consideram o comportamento do fio em climas mais frios e secos são diferenciais importantes. O cabelo precisa manter forma, brilho e movimento mesmo em condições adversas”, complementa o expert.

No inverno de 2026, os castanhos assumem protagonismo absoluto, acompanhando o desejo por visuais mais sofisticados, naturais e de fácil manutenção. Entre eles, o Teddy Bear Brown Hair se destaca como a grande aposta da estação: um tom quente, envolvente e versátil, que entrega profundidade e brilho sem comprometer a saúde dos fios. A cor, que também já aparece em produções de Hailey Bieber, reforça a estética do “luxo discreto”, com acabamento polido e natural.

“O Teddy Bear Brown vai muito além da cor, ele está diretamente ligado à técnica. A gente trabalha com uma base mais uniforme e faz uma iluminação super estratégica, com pontos de luz sutis e bem distribuídos, sem marcar contraste. Isso cria movimento, profundidade e mantém o cabelo com aspecto saudável”, explica Val Fogaça. “Além disso, é uma escolha prática, porque cresce bonito e não exige manutenção constante, o que hoje é essencial para a saúde dos fios.”

Outro ponto relevante é a valorização da textura natural em todos os tipos de cabelo. Fios ondulados, cacheados e crespos ganham protagonismo com cortes que respeitam curvatura, encolhimento e distribuição de volume, aliados a finalizações que priorizam hidratação, definição e controle de frizz, demandas essas intensificadas pela estação. 


Perfumaria Sumirê
https://www.perfumariasumire.com.br/nossas-lojas


sábado, 9 de maio de 2026

Maternidade idealizada x maternidade real: expectativas irreais impactam a saúde emocional das mulheres

 

Pressão por um ideal inatingível de “mãe perfeita” amplia culpa, ansiedade e esgotamento emocional, enquanto especialistas defendem uma vivência mais realista e acolhedora da maternidade 


Com a proximidade do Dia das Mães, cresce também a circulação de discursos que reforçam uma imagem idealizada da maternidade: um lugar de plenitude constante, amor inesgotável e felicidade espontânea. No entanto, a realidade vivida por muitas mulheres é mais complexa e, frequentemente, marcada por sentimentos ambivalentes que nem sempre encontram espaço de acolhimento. 

Dados reforçam esse cenário. Segundo a Fiocruz, cerca de 25% das mulheres apresentam sintomas de depressão no período pós-parto no Brasil. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 1 em cada 5 mulheres enfrentará algum transtorno mental durante a gestação ou no primeiro ano após o parto. Esses números indicam que a experiência materna está longe de ser homogênea e que o sofrimento emocional é mais comum do que se costuma admitir socialmente. 

Na prática clínica, essa discrepância entre expectativa e realidade aparece de forma recorrente. “A maternidade costuma ser apresentada, socialmente, como um lugar de plenitude constante, amor inesgotável e felicidade espontânea. Mas, na clínica, a realidade costuma aparecer de forma bem mais complexa: junto do amor, podem surgir cansaço, ambivalência, irritação, medo, solidão e culpa”, explica a psicóloga Dra. Andrea Beltran. 

Segundo a especialista, a psicologia junguiana ajuda a compreender esse fenômeno ao considerar que toda experiência humana carrega aspectos de luz e sombra. “Quando a mulher sente que precisa corresponder ao arquétipo da ‘mãe perfeita’, sempre paciente, disponível, bonita, produtiva e emocionalmente equilibrada, ela pode acabar se afastando da própria verdade psíquica. E quanto mais tenta sustentar essa imagem idealizada, maior pode ser o sofrimento interno”, afirma. 

No dia a dia, essa pressão se traduz em situações comuns: mães que se culpam por perder a paciência após noites mal dormidas, que se sentem inadequadas por não vivenciar a maternidade com alegria constante ou que se comparam com padrões irreais das redes sociais. Esse processo cria um parâmetro simbólico rígido, no qual o valor pessoal passa a ser medido por um modelo inalcançável. 

“A idealização social cria um padrão quase impossível de alcançar, e a mulher passa a medir seu valor não pelo que vive de forma real, mas por um modelo simbólico rígido. Em vez de acolher seus limites, ela começa a lutar contra eles, como se sentir exausta ou frustrada fosse sinal de fracasso, e não parte da experiência humana”, pontua Dra. Andrea. 

Do ponto de vista clínico, esse conflito pode ser entendido como um distanciamento entre o eu real e a imagem de mãe esperada socialmente. Quando sentimentos difíceis são negados, eles tendem a se intensificar. “Quando não há espaço para reconhecer a sombra, isto é, os sentimentos difíceis e contraditórios, eles não desaparecem; apenas se tornam mais pesados, muitas vezes se manifestando em ansiedade, culpa excessiva, sensação de insuficiência e até esgotamento emocional”, explica. 

Esse cenário também se conecta a um fenômeno crescente: o chamado burnout materno. Um estudo publicado pela Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, aponta que a exaustão extrema relacionada à parentalidade tem aumentado, especialmente em contextos de alta cobrança social e falta de rede de apoio. 

Diante disso, especialistas defendem a importância de ampliar o olhar sobre a maternidade, especialmente em datas simbólicas como o Dia das Mães. “A maternidade real pede menos perfeição e mais consciência. Reconhecer que amar um filho não impede momentos de raiva, cansaço ou desejo de estar só é um passo importante para uma vivência mais íntegra e menos adoecedora”, diz a psicóloga. 

Mais do que sustentar uma imagem idealizada, o caminho passa por construir uma relação mais honesta com a própria experiência. “À medida que o Dia das Mães se aproxima, talvez seja importante ampliar o olhar sobre essa data e lembrar que maternar não é encenar perfeição, mas sustentar vínculos possíveis dentro da realidade. A terapia pode ajudar a mulher a desmontar idealizações cruéis, elaborar culpas e construir uma relação mais humana consigo mesma. Quando a mãe deixa de perseguir uma imagem inalcançável e passa a se escutar com mais honestidade, ela não se torna menos mãe, ela se torna mais inteira”, conclui.

 

Dra. Andrea Beltran - psicóloga analítica junguiana, formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Atua no acompanhamento de processos individuais com foco em autoconhecimento, vínculo e desenvolvimento emocional. Seu trabalho valoriza narrativas pessoais e vínculos profundos, buscando acolhimento genuíno em cada jornada.


Transtornos psicológicos e maternidade: os impactos no cuidado e no bem-estar

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 Especialistas do CEJAM alertam para a sobrecarga emocional e reforçam a importância de uma rede de apoio

 

A maternidade é uma experiência de intensa transformação e, quando atravessada por questões relacionadas à saúde mental, pode tornar os desafios do dia a dia ainda mais complexos. A rotina com um bebê, marcada por mudanças constantes e excesso de estímulos, tende a impactar especialmente pessoas com maior sensibilidade sensorial ou necessidade de organização.

De acordo com o Dr. Rodrigo Lancelote, psiquiatra e diretor do Centro de Atenção Integrada à Saúde Mental de Franco da Rocha (CAISM), unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) e gerenciada pelo CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas "Dr. João Amorim", as oscilações hormonais, a privação de sono e a carga emocional do período perinatal podem agravar sintomas preexistentes.

"A imprevisibilidade das demandas, o alto volume de estímulos e a intensa carga mental podem gerar sobrecarga significativa, esgotamento e comprometer a regulação emocional. Quando sinais como irritabilidade intensa, dificuldade de organização ou isolamento começam a interferir no autocuidado ou no cuidado com o bebê, é fundamental procurar uma avaliação psiquiátrica", orienta o especialista.

Muitas mães, no entanto, enfrentam dificuldades para buscar ajuda, seja pelo estigma em torno da saúde mental ou pela sobrecarga vivida nesse período. Esse esforço para se adequar a um ideal social é o que a psicóloga Ana Paula Hirakawa, do Centro Especializado em Reabilitação IV CER M’Boi Mirim, unidade gerenciada pelo CEJAM em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS-SP), descreve como um fator de exaustão.

"A mãe com um transtorno mental esgota sua energia tentando performar a ‘maternidade padrão’ esperada pela sociedade. Não é um mero cansaço, mas um esgotamento real, que pode levar a apagões emocionais ou reatividade extrema", afirma.

Nesse cenário, a culpa pode se tornar um elemento recorrente. "O diagnóstico pode dar um contorno a essa experiência, ajudando a reduzir leituras cruéis sobre si mesma e a diferenciar o que é parte de sua condição e o que resulta de exigências externas", explica Hirakawa.

Dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) corroboram essa realidade, indicando que cerca de 25% das mães no Brasil apresentam sofrimento psíquico no pós-parto, com a sobrecarga e a baixa rede de apoio como fatores de risco.


Quando o cuidado inclui quem cuida 

Nas unidades gerenciadas pelo CEJAM, a Linha de Cuidado Materno Infantil propõe um olhar que integra a saúde mental ao acompanhamento físico desde o pré-natal. Segundo Edcley Soncin, gerente da UBS Horizonte Azul, também administrada pela OSS em parceria com a SMS-SP, "a assistência materno-infantil não deve ser focada apenas na saúde física da mãe e do bebê, mas também no bem-estar emocional e social".

Ele explica que as equipes são orientadas a realizar uma escuta qualificada para identificar sinais de sobrecarga e, quando necessário, encaminhar a paciente para apoio psicológico, garantindo a continuidade do cuidado sem estigmatização.

Para mães com transtornos neuropsiquiátricos, essa abordagem é especialmente relevante, pois reconhece as especificidades de sua vivência e amplia a capacidade de oferecer um cuidado mais sensível e efetivo.

 

CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial

 

Ninho vazio sem romantização: o fim do controle e o início de uma outra mulher

Branca Barão fala da sua experiência entre a dor de deixar ir e a descoberta de que o amadurecimento de ambos também é parte dessa vivência 

 

Quando o filho de Branca Barão, palestrante, autora best-seller e referência em felicidade prática, propósito e autenticidade feminina, embarcou para o Japão, depois de 26 anos morando com ela, o que ficou não foi apenas uma cadeira vazia na mesa do almoço. Ficou algo menos visível e mais difícil de nomear: a perda de um propósito simbólico de quem se sente necessária para manter alguém seguro. “Chamam de ninho vazio como se fosse uma fase bonita, quase libertadora. Mas, para muitas mulheres, é uma perda real. O que está em jogo não é só a ausência do filho, mas a culpa silenciosa de precisar conter o medo do mundo e confiar que aquilo que foi construído ao longo dos anos sustenta a autonomia dele agora”, explica. 

A experiência pessoal da palestrante dialoga com um fenômeno cada vez mais discutido por pesquisadores da psicologia e do comportamento: a da ambivalência emocional na maternidade. Estudos internacionais apontam que o chamado empty nest não se resume à tristeza pela saída dos filhos, mas envolve reorganização profunda de identidade, especialmente em mulheres cuja função materna ocupou o centro da vida adulta. Ao contrário da narrativa romantizada, pesquisas mostram que sentimentos contraditórios, tais como dor, alívio, culpa, medo e sensação de inutilidade, são comuns e não indicam falha materna. Pelo contrário: indicam transição de papéis, algo comparável a outros grandes lutos da vida adulta. 

Branca descreve esse momento como o choque de atualizar a imagem mental do filho. “Existe um instante em que você percebe que aquele ser não é mais uma extensão sua. É um adulto. E isso muda tudo, a relação, o cuidado e até o silêncio que fica quando eles saem de casa”, comenta. Para ela, esse deslocamento também escancara um tema pouco dito, o do medo feminino de deixar de ser necessária. “Muitas vezes, o que a gente chama de cuidado também é controle. Não por maldade, mas porque foi assim que aprendemos a existir”, afirma. 

A discussão ganhou novas camadas recentemente na cultura pop com o filme Robô Selvagem, que retrata uma figura cuidadora programada para proteger e que precisa aprender, dolorosamente, que amar também é soltar. Para Branca, essa metáfora ecoa a vivência de muitas mães contemporâneas “quando a função que organizava tudo deixa de ser central, quem é essa mulher que fica?”, questiona. E continua: “E é aí que nos damos conta de que o ninho vazio não marca o fim da maternidade, mas uma mudança radical na forma como agimos. A maternidade não acaba. Ela apenas perde o controle. E isso obriga a mulher a se reencontrar fora do papel que a definiu por décadas”, lembra. 

Falar sobre isso sem romantização, especialmente às vésperas do Dia das Mães, é, segundo Branca, um exercício de honestidade social. “Essa fase não é apenas de perda, mas de redescoberta. Mães e filhos precisam aprender a se relacionar a partir de um novo lugar, menos pautado pelo controle e mais pela confiança, autonomia e principalmente respeito. É uma transição difícil, mas que pode abrir espaço para vínculos mais adultos e saudáveis”, afirma.

 

Branca Barão - Palestrante, autora best-seller e professora de pós-graduação em Estudos da Felicidade, Branca Barão atua há mais de 25 anos no desenvolvimento humano, traduzindo temas profundos em uma linguagem simples, prática e conectada à vida real. Ao longo dessa trajetória, já soma mais de 20 mil horas de palco e impactou cerca de 400 mil pessoas em palestras, treinamentos e eventos corporativos no Brasil e Estados Unidos. Seu trabalho nasce do princípio central de que valores importam. A partir dessa base, Branca desenvolveu métodos e programas que integram felicidade, propósito e autenticidade para apoiar pessoas e organizações a ampliarem consciência, performance e resultados sem abrir mão do bem-estar. Para ela, quando alguém aprende a reconhecer seus valores e a fazer escolhas intencionais, a autonomia deixa de ser discurso e passa a ser uma construção diária, consistente e sustentável. Formada em Programação Neurolinguística (PNL´.



Inteligência artificial impulsiona nova visão sobre trabalho e bem-estar

Inovação surge como aliada para aumentar produtividade, reduzir jornadas e manter competitividade das empresas

 

A discussão sobre o aumento da produtividade tem sido recorrente, especialmente agora em razão da tramitação do projeto de lei (PL 1838/2026), que busca reduzir a jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas.  Estudos recentes apontam que a adoção de soluções baseadas em IA pode elevar a produtividade em até 40% em determinadas atividades operacionais e administrativas.

Segundo levantamento da consultoria McKinsey, cerca de 60% das tarefas realizadas atualmente poderiam ser parcialmente automatizadas com tecnologias já disponíveis.

No Brasil, onde setores como comércio e serviços ainda dependem fortemente de mão de obra intensiva, a IA pode atuar otimizando processos, automatizando tarefas repetitivas e apoiando a tomada de decisões. Com isso, profissionais passam a focar em atividades estratégicas, criativas e de maior valor agregado.

 

Tecnologia como ponte entre produtividade e bem-estar

Para o coordenador do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas da Afya Centro Universitário de Pato Branco, Cézar Augusto Mezzalira, o avanço da IA pode contribuir para os debates no Brasil.

“A Inteligência Artificial permite que empresas façam mais com menos tempo e menos esforço humano em tarefas repetitivas. Quando bem aplicada, ela não substitui o trabalhador, mas potencializa sua capacidade. Isso cria um cenário favorável para a produtividade no ambiente de trabalho”, explica Cézar, da Afya de Pato Branco.

Cézar ressalta que ferramentas de automação, análise preditiva e atendimento digital já são realidade em muitos negócios. “Hoje, um sistema inteligente consegue organizar estoques, prever demanda, automatizar atendimentos e até sugerir estratégias comerciais. Isso reduz gargalos operacionais e libera tempo das equipes”, acrescenta o coordenador do curso de ADS.

Ainda segundo o especialista, a IA é pode ser uma ferramenta estratégica nesse processo, porque permite redesenhar operações inteiras. “Com o avanço das discussões no país, a tendência é que tecnologia e novas formas de organização caminhem juntas, abrindo espaço para modelos mais sustentáveis tanto para empresas quanto para trabalhadores”, finalizada Cezar, coordenador do curso de ADS da Afya de Pato Branco.


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