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sábado, 6 de dezembro de 2025

Dezembrite: psicanalista explica sobre o peso emocional de Dezembro para algumas pessoas e dá dicas para enfrentar esse período do ano


Só de imaginar que o ano está terminando, já dá um susto enorme, pois cada vez mais, temos a sensação de que os dias estão voando e os anos passando ainda mais rápido. E esse sentimento pode vir carregado de energias boas, pensando no que se conquistou e o que irá traçar de objetivos para o próximo ano.

 

Porém, as emoções negativas também podem aparecer, principalmente, se a pessoa tiver alguma tendência depressiva ou algum tipo de transtorno emocional.

 

Segundo explica a psicanalista Andrea Ladislau, algumas pessoas ficam depressivas no fim do ano e apesar da mudança de calendário ser um motivo de grande alegria e motivação para muitos, para outros, ela eleva e agrava o nível de ansiedade, estresse, melancolia e tristeza.

 

Esse estado emocional desconfortável, do ponto de vista psicológico, é chamado de Dezembrite.

 

“A famosa síndrome de fim de ano. Ela se intensifica em Dezembro por ser uma época turbulenta, devido ao trabalho, confraternizações, filas, presentes de Natal, metas a serem cumpridas antes da virada do ano, ansiedade pelo que virá, tristeza pelo que não se realizou ainda, preocupações com as novas projeções do ano que se inicia, entre outras milhares de questões”, explica.

 

Para Andrea, o gatilho para o desequilibro emocional pode ser disparado pela frustração nascida ao se fazer o famoso balanço pessoal de fim de ano. A psicanalista explica que muitas pessoas ao elencar e enumerar tudo o que realizou ou deixou de realizar ao longo dos últimos meses, podem potencializar um processo de auto cobranças, excessos de culpas, exaustão mental, decepções, etc.

 

“A “cobrança velada” da sociedade contemporânea de que é preciso ser feliz a todo momento, sorrir sempre, estar de bem com a vida com todos, saboreando o espírito natalino sem direito a demonstrar tristeza, ressentimentos ou dor, ajuda a fomentar a Dezembrite, pois essa necessidade rouba a essência humana e projeta sentimentos e emoções irreais, camuflando as fragilidades que também precisam ser reconhecidas e tratadas”, explica.


 

Quais os sentimentos da dezembrite?

 

Andrea explica que o decreto natalino de que temos que ser muito produtivos e resolutivos em Dezembro, provoca a instauração de sentimentos incômodos, como: cansaço, tristeza profunda, ansiedade, insegurança, frustração, necessidade de se isolar, amargura, estresse elevado, irritabilidade, entre outros.

 

“A sensação é de tudo vai acabar. Porém, o recomendado é: permita-se fazer somente o necessário ou ainda menos do que você gostaria. Não se cobre tanto, por tudo. Autocuidado em primeiro plano. Além disso, busque fazer uma reflexão para tentar entender o motivo de sentir-se depressivo”, explica.

 

Para Andrea só por ser um período de confraternizações, os sentimentos tristes e melancólicos não cessam. Por isso, segundo a especialista que também é neuropsicóloga é tão importante tentar desacelerar, reduzir as cobranças e pressões e ter compaixão por si, para amenizar os danos emocionais nessa época do ano.

 

Andrea afirma que trabalhar o equilíbrio da mente é essencial e algumas dicas podem ajudar nesse processo, como:

 

Dar menos importância para falas inconvenientes em ambientes familiares;

 

Não fingir grande felicidade só para agradar as pessoas;

 

Ter coragem de dizer não, quando for necessário;

 

Culpabilizar-se menos quando não der conta de oferecer presença;

 

Manter a rotina de terapia, mesmo que diminua a frequência;

 

Não sair da linha com o planejamento e a rotina alimentar, de sono e de exercícios físicos antes das festas principais.

 

“Enfim, a Dezembrite só se instaura se encontrar terreno fértil. Leveza e calmaria devem fazer parte dos últimos dias do ano para que a construção da nova jornada seja feita com consciência e valorização da saúde física e mental. Entrar em um novo ciclo de bem com a vida e consigo, é um desafio possível”, finaliza.

 

 

Andrea Ladislau - doutora em Psicanalise Contemporânea, Neuropsicóloga. Graduada em Letras - Português/ Inglês, Pós graduada em Psicopedagogia e Inclusão Digital, Administração de Empresas Administração Hospitalar. É palestrante, membro da Academia Fluminense de Letras e escreve para diversos veículos. Na pandemia, criou no Whatsapp o grupo Reflexões Positivas, para apoio emocional de pessoas do Brasil.


“Festa da firma”

Katya Hemelrijk -  diretora de operações da Talento Incluir
Como transformar o evento de fim de ano da empresa em uma experiência realmente inclusiva  

Dicas para não deixar ninguém de fora e reforçar a cultura de inclusão de pessoas com deficiência das empresas

 

Com a chegada do fim do ano, muitas empresas estão planejando confraternizações, festas e eventos corporativos para celebrar conquistas, desafios e fortalecer vínculos. Porém, a diretora de operações da Talento Incluir - consultoria pioneira com a missão de trazer dignidade para pessoas com deficiência por meio da empregabilidade – Katya Hemelrijk, faz um alerta importante: quando um evento exclui pessoas, ele fracassa como experiência e compromete a cultura inclusiva da empresa. 

A executiva e especialista em inclusão reforça: “Acessibilidade não é um detalhe ou um item opcional. É o centro da experiência.É o que transforma presença em pertencimento. Sem ela, o evento acontece, mas a inclusão não”, afirma. 

A inclusão deve ser pensada intencionalmente desde o primeiro momento — da escolha do local à definição do cardápio. “Incluímos intencionalmente ou excluímos consequentemente. Quando a produção do evento não pensa na pessoa com deficiência desde o planejamento, está dizendo que ela não é bem-vinda”, pontua. 

Um direito garantido pela Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015) a acessibilidade quando ignorada pode causar prejuízos à imagem da marca e até multas legais. “Ignorar o direito de acessar qualquer espaço em igualdade de condições é uma infração”, reforça Katya Hemelrijk, que traz dicas da Talento Incluir para eventos de fim de ano acessíveis e para que a celebração seja uma experiência de pertencimento para todas as pessoas:

  1. Planeje o evento com acessibilidade desde o início: escolha locais que tenham rampas, elevadores, banheiros acessíveis e sinalização tátil. Avalie também o percurso de chegada ao evento, considerando transporte público, estacionamento e calçadas acessíveis. Considere ter pessoas com deficiência colaborando do planejamento à execução do evento;
  2. Garanta a acessibilidade comunicacional: disponibilize intérpretes de Libras, legendas em vídeos, audiodescrição e materiais em formatos acessíveis. A comunicação inclusiva é essencial para que todos participem plenamente.
  3. Ofereça espaços de descompressão: eventos longos ou com estímulos visuais e sonoros intensos podem ser desafiadores para algumas pessoas. Crie um espaço reservado para pausas e descanso, sinalizado e tranquilo.
  4. Adapte o cardápio e a experiência gastronômica: considere restrições alimentares e diferentes formas de acesso à comida, como bancadas na altura adequada e utensílios adaptados. Alimentar-se é também um ato de inclusão.
  5. Treine a equipe e fornecedores do evento: todas as pessoas envolvidas (recepcionistas, seguranças, garçons, técnicos) devem estar preparadas para acolher e orientar com empatia, respeito e naturalidade.
  6. Avalie a acessibilidade digital: sites e formulários de inscrição devem ser compatíveis com leitores de tela e demais tecnologias assistivas. A inclusão começa antes mesmo da chegada ao evento.
  7. Peça feedback e aprimore continuamente: após o evento, pergunte às pessoas com deficiência sobre a experiência vivida. Esse retorno é o melhor guia para evoluir nas próximas edições.

“Acessibilidade é uma escolha estratégica. Quando alguém chama de custo, o que está faltando não é dinheiro, é prioridade! Quando existe intenção verdadeira, a acessibilidade deixa de ser obstáculo e vira potência. Um evento acessível alcança mais pessoas, engaja melhor e traduz, sem esforço, os valores da marca.

Quando a inclusão está no centro, ela não só qualifica a experiência, mas também constrói reputação, aproxima pessoas e deixa um legado.”conclui Katya Hemelrijk 



Talento Incluir
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Risco de recaídas em apostas aumenta no fim do ano, aponta psicólogo; veja como evitar gatilhos

Com 13º salário, tempo livre e clima de festas, período favorece impulsividade e pode reativar ciclo do vício

 

O pagamento do 13º salário e o clima de fim de ano podem representar mais do que simples comemoração. Para quem tenta se manter longe das apostas, o período combina fatores que favorecem recaídas, como dinheiro extra, tempo livre e um ambiente de euforia coletiva. É o que alerta o psicólogo Leonardo Teixeira, especialista em vícios comportamentais e criador do programa Cartada Final, voltado à recuperação de apostadores. 

“O fim do ano é o terreno perfeito para o autoengano. A pessoa pensa que é ‘só dessa vez, é só um presente de Natal’. Mas o cérebro não entende isso como exceção, ele entende como recomeço”, explica Teixeira. 

Segundo o psicólogo, o 13º salário funciona como um gatilho de “autorização emocional”. O ganho inesperado desperta a sensação de que se pode arriscar sem culpa. “A pessoa acha que está no controle, mas o vício trabalha em silêncio. Quando ela percebe, já está de novo naquele ciclo de tentar recuperar o que perdeu”, afirma. 

Um levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, divulgado em novembro, mostra que 62% dos brasileiros admitem comprar por impulso e 40% gastam mais do que podem. Para Leonardo Teixeira, o dado reforça como o comportamento de risco não está restrito ao jogo. “O cérebro reage da mesma forma diante de qualquer promessa de recompensa rápida, seja uma aposta, uma promoção ou uma oportunidade de ganho fácil”. 

O especialista ainda lembra que o sistema de recompensa do cérebro, impulsionado pela dopamina, é o mesmo que atua em outros comportamentos compulsivos, como compras e jogos digitais. “A dopamina não é a molécula do prazer, é a molécula da expectativa. O problema não é o dinheiro, é o que ele representa emocionalmente. A pessoa sente um prazer antecipado só de imaginar o que pode ganhar”. 

Para ele, o risco não é apenas financeiro, mas também emocional. “A recaída vem acompanhada de culpa e vergonha. É um efeito dominó: o sujeito aposta, se sente culpado, promete parar, mas a ansiedade cresce, e ele aposta de novo para aliviar a tensão. Esse é o ciclo do vício”, descreve. 

Teixeira orienta que o período de festas seja planejado com antecedência para evitar situações que possam servir de gatilho. “Não é o momento de testar limites. É o momento de se proteger. Evite aplicativos, grupos de apostas e até conversas que lembrem o tema. O cérebro associa tudo isso ao prazer e pode reativar o impulso”, recomenda.

Ele reforça que autocontrole não é resistência, mas estratégia. 

“Quem tenta vencer o vício na força de vontade está fadado a se frustrar. O autocontrole não é dizer ‘não’, é se afastar do ‘sim’. É escolher não se expor. Isso é maturidade emocional”. 

Para o psicólogo, a prevenção passa também por substituir o estímulo. “O cérebro precisa de novas fontes de prazer. Atividade física, convivência, descanso, espiritualidade, tudo isso libera dopamina de um jeito equilibrado. O problema nunca foi sentir prazer; o problema é depender sempre do mesmo caminho para senti-lo”. 

 

Como evitar recaídas durante o fim de ano 

·         Planeje o uso do 13º salário com antecedência;

·         Evite aplicativos e grupos ligados a apostas;

·         Mantenha rotina equilibrada, com atividades prazerosas e descanso;

·         Peça apoio de familiares ou amigos próximos;

·         Retome o acompanhamento terapêutico se perceber aumento do impulso. 

“A recaída não começa no dia da aposta, começa no pensamento de que está tudo bem apostar só um pouquinho. É nesse ponto que o vício volta a ganhar espaço”, conclui Teixeira.


A participação ativa da família na vida escolar é fundamental para o sucesso educacional do estudante, pois contribui para a motivação, o acompanhamento do desempenho e o suporte emocional ao longo da trajetória acadêmica 

 

A relação entre família e escola vem se transformando ao longo dos últimos anos. Quando os atuais pais dos estudantes da Educação Básica ainda ocupavam o papel de estudantes, a dinâmica entre essas duas esferas era bem diferente da que se observa hoje. O vínculo, antes restrito à troca de informações e responsabilidades, evoluiu para uma parceria na qual escola e família compartilham a missão de educar e formar integralmente cada estudante. 

A partir das décadas de 1980 e 1990, com o avanço dos estudos em psicologia educacional e sociologia da educação, passou-se a reconhecer que o sucesso escolar depende não apenas de fatores internos à escola, mas também do contexto familiar e do grau de envolvimento dos pais ou responsáveis. Nesse sentido, à medida que escola, família e comunidade atuam de forma integrada, a aprendizagem e o bem-estar dos estudantes são favorecidos.
 

Fatores de mudança na parceria família-escola 

Tradicionalmente, a escola concentrava-se na instrução acadêmica, enquanto a família assumia a responsabilidade pela educação moral e social dos filhos. Essa divisão rígida de papéis, embora garantisse certa estabilidade social, mantinha os ambientes escolar e familiar quase independentes e com pouca comunicação. 

Nas últimas décadas, entretanto, a compreensão sobre a formação integral dos estudantes se ampliou, reconhecendo que o processo educativo deve abranger não apenas aspectos cognitivos, mas também emocionais, sociais e éticos. Assim, a escola expande o seu papel para além da formação acadêmica e passa a ser vista como um espaço social de formação, onde as relações entre estudantes e educadores tornam-se oportunidades para o desenvolvimento das competências socioemocionais. 

Com essa nova perspectiva, que amplia os papéis da escola, para garantir o novo conceito de aprendizagem e de formação integral, o emocional e o social se tornam fatores integrantes do meio educativo, o que demanda o envolvimento das famílias como parceiras fundamentais nesse processo, visto que ainda se tem na família a primeira instituição formadora do indivíduo.
 

Como a relação família-escola se altera em cada fase 

O desafio de equilibrar o incentivo à autonomia dos filhos com o acompanhamento responsável da jornada escolar é constante e se manifesta de maneiras distintas ao longo das etapas da Educação Básica. 

Na Educação Infantil, há uma proximidade intensa entre pais e educadores, motivada pela vulnerabilidade das crianças, que ainda não dominam plenamente a comunicação e dependem da mediação dos adultos para expressar suas necessidades e experiências. 

Nos Anos iniciais do Ensino Fundamental, a participação da família continua próxima, com foco no bem-estar da criança, no acompanhamento das rotinas escolares, no apoio às lições de casa e na resolução de eventuais problemas comportamentais ou de aprendizagem. A comunicação constante entre pais e escola, favorece o desenvolvimento social e cognitivo da criança. 

À medida que o estudante avança para os anos finais do Ensino Fundamental, ocorre uma transição gradual em seu processo de desenvolvimento. Nessa fase, a criança começa a conquistar maior autonomia e senso de responsabilidade, enquanto a família passa a se concentrar mais no acompanhamento do desempenho acadêmico, das notas e do comportamento. Essa mudança marca o início de uma relação mais orientada pelo diálogo e pela orientação, preparando o estudante para desafios mais complexos nas etapas seguintes. 

No Ensino Médio, essa dinâmica se torna ainda mais evidente, pois os jovens enfrentam desafios acadêmicos complexos e se preparam para a vida adulta, decisões profissionais e acesso ao ensino superior. O engajamento familiar costuma centrar-se no suporte à escolha profissional, na motivação para o cumprimento das responsabilidades escolares e na supervisão do desempenho, muitas vezes por meio de reuniões e acompanhamento das avaliações.
 

Como evitar os excessos? 

A participação ativa da família na vida escolar é fundamental para o sucesso educacional do estudante, pois contribui para a motivação, desempenho e o suporte emocional ao longo da trajetória acadêmica. Contudo, existe um limite tênue entre essa participação saudável e o excesso de interferência, que pode comprometer o desenvolvimento da autonomia, fundamental para o crescimento pessoal e acadêmico. 

A interferência excessiva ocorre quando a família assume o controle das atividades escolares, resolve problemas que cabem ao estudante ou impõe pressões que limitam sua capacidade de tomar decisões, enfrentar desafios e aprender com seus próprios erros. Essa postura pode gerar dependência, reduzir a confiança do jovem em suas habilidades e até causar conflitos entre família e escola. 

Assim, a participação familiar deve se configurar como um suporte que incentiva o protagonismo, estimulando a iniciativa, o diálogo e a autoconfiança, sem assumir o controle das tarefas e decisões do estudante. 

Para distinguir participação ativa de interferência prejudicial, é essencial que a família valorize a autonomia progressiva do estudante, respeitando seu ritmo e capacidade de lidar com desafios, enquanto a escola orienta e comunica claramente os limites e responsabilidades de cada parte no processo educativo. Dessa forma, constrói-se uma relação equilibrada, que fortalece o desenvolvimento integral do estudante e o prepara para a vida acadêmica e para a cidadania.
 

Como fortalecer essa relação na prática 

Para consolidar a parceria família-escola no contexto contemporâneo, é fundamental que o diálogo, a confiança e a corresponsabilidade sejam construídos com base na comunicação aberta, no respeito mútuo e no reconhecimento dos diferentes papéis e saberes de cada participante envolvido. A escola colabora ao atuar como um espaço inclusivo que valoriza não apenas os estudantes, mas também suas famílias e os profissionais que contribuem para sua formação integral. 

Nesse sentido, observa-se o investimento em canais institucionais de comunicação mais efetivos, com o uso de diferentes plataformas educacionais que ampliam o contato para além das reuniões e comunicados tradicionais. A incorporação planejada de tecnologias digitais, como aplicativos, plataformas de acompanhamento escolar e mensagens personalizadas, facilita um contato frequente e acessível entre famílias e educadores. No entanto, é imprescindível que esses canais sejam regulados pela escola, com clareza nos fluxos de informação e acolhimento das demandas, fortalecendo a confiança e a corresponsabilidade, e evitando dinâmicas informais e desestruturadas. 

Outro caminho importante é a promoção de uma cultura de corresponsabilidade, em que as famílias compreendam seu papel no processo educativo e tenham apoio para exercê-lo com autonomia, sem cair em posturas de delegação total ou de intervenção excessiva. À escola, por sua vez, cabe auxiliar neste processo formativo das famílias, por meio de oficinas, formações e materiais explicativos que esclareçam os objetivos pedagógicos e estimulem o equilíbrio entre acompanhamento e valorização da autonomia dos estudantes. 

Portanto, a parceria família-escola, longe de ser uma simples mudança terminológica, representa um novo paradigma educativo, necessário para enfrentar os desafios contemporâneos da educação. Essa parceria exige um vínculo que seja construído coletivamente, com escuta mútua, confiança, diálogo estruturado e cooperação ativa.



Thaís Gonçalves Camilozzi de Melo - Coordenadora Educacional da unidade de Belo Horizonte da Rede de Colégios Santa Marcelina, instituição que alia tradição à uma proposta educacional sociointeracionista e alinhada às principais tendências do mercado de educação.
  

happn revela as 5 tendências globais que irão redefinir os relacionamentos em 2026

Pesquisa global mostra que solteiros estão superando a desilusão amorosa, com 38% dos brasileiros expressando uma "esperança renovada" no amor

 

Após um período de desilusão com relacionamentos, o amor está de volta em 2026, com os solteiros começando a sonhar mais uma vez com histórias sinceras e baseadas na realidade. O romance está voltando, mas de uma forma mais lúcida, valorizando gestos simples, atenção genuína e relacionamentos claros. Essa renovação é marcada por uma abordagem mais consciente do amor, enfatizando o diálogo aberto, a transparência e a equidade.

 

No Brasil, esse otimismo é claro, com 38% dos solteiros expressando uma "esperança renovada" no amor, embora 58% digam preferir se manter realistas. Apresentando o Trendbook 2026, o aplicativo de namoro da vida real happn revela as cinco principais mudanças que irão moldar o cenário dos relacionamentos no próximo ano. O estudo foi realizado com 6.500 usuários do happn do Brasil, França, Índia, Holanda, Noruega, Argentina, Turquia e Reino Unido.

 

1. Amor Nostálgico


Solteiros estão superando a cultura do "contatinho" e abraçando um romantismo mais sincero, impulsionado pelo renascimento das comédias românticas

Em 2026, os solteiros já cansaram da cultura da ficada e dos sinais confusos, optando por se reconectar com uma forma de romance mais sincera. Esta tendência não é sobre nostalgia do passado, mas sim sobre reinventar o futuro dos relacionamentos com um romantismo lúcido, priorizando a sinceridade em vez da perfeição. Uma das principais razões para isso é a cultura pop, com o ressurgimento das comédias românticas e os reality shows de namoro se tornando laboratórios sociais que os solteiros adoram acompanhar.

 

No happn, 46% dos usuários globalmente querem se deixar levar pelo amor, mas estão determinados a ficar de olho, com uma pitada de realismo também. Este otimismo é particularmente alto no Brasil, que, juntamente com a Turquia, apresenta os níveis mais altos de otimismo.

 

2. Aliados em Ascensão


Os homens estão recuperando a abertura emocional, com os solteiros valorizando o respeito genuíno e a igualdade, ao mesmo tempo em que se mantêm cautelosos com o ativismo performático.

 

Esta tendência sinaliza uma mudança cultural à medida que os homens se permitem adentrar o espaço emocional do amor, desafiando a masculinidade tóxica e promovendo um modelo mais sensível e respeitoso. Em aplicativos de namoro, respeito, consentimento e igualdade são uma das principais green flags, com 49% dos usuários globalmente considerando as atitudes em relação à igualdade de gênero como um critério essencial ou um valor importante. No entanto, especialmente as mulheres solteiras, estão atentas ao “homem feministo”, já que 49% delas dizem que continuam cautelosas com discursos excessivamente performáticos, vistos como oportunistas ou interesseiros.

 

Para os solteiros brasileiros, 60% consideram importante a opinião do Crush sobre feminismo e igualdade de gênero. No entanto, mais uma vez, 47% dos brasileiros suspeitam de "aliados" que monopolizam a conversa, preferindo o exemplo genuíno em vez de meros sinais políticos.

 

3. “Situationship” com IA


A IA está se tornando uma ferramenta de treinamento emocional para solteiros, embora muitos ainda questionem se a proximidade digital pode coexistir com a intimidade na vida real.

Com o aumento dos “companheiros de IA”, os solteiros estão utilizando da tecnologia como uma forma de treinamento emocional, servindo como espelhos emocionais, ajudando a testar emoções e a entender melhor as suas necessidades – não para substituir as conexões humanas. De acordo com a pesquisa do happn, uma em cada duas pessoas globalmente aceitaria que seu Crush tivesse um vínculo próximo com uma IA, mas essa dinâmica ainda é complexa: 41% dos usuários admitem que se sentiriam incomodados – por que falar com uma IA em vez de com a pessoa que você ama?

 

No Brasil, os solteiros estão divididos quanto a essa aceitação: enquanto metade deles diz que aceitaria que um Crush tivesse um relacionamento próximo com uma IA, não vendo isso como uma ameaça, a outra metade diz que se sentiria desconfortável (42%) e consideraria isso traição emocional (8%). Essa estranheza pode ser devido ao fato de que 78% dos brasileiros limitam o uso de IA apenas para conversas curtas e assistência na escrita, e não para relacionamentos.

 

4. Preço do Amor


A pressão econômica está impactando também os relacionamentos, mesmo com os brasileiros divididos entre a transparência financeira e tabus culturais de longa data.

A incerteza econômica, com inflação, disparidade salarial e custos sociais de gênero, agora também impacta a dinâmica da atração, com as conversas sobre o dinheiro surgindo mais cedo nos relacionamentos. Globalmente, tendências crescentes como o "salary talk" (conversa sobre salário) e o "loud budgeting" (declarar os limites financeiros antecipadamente) promovem a honestidade e a transparência.

 

No entanto, discutir finanças no Brasil é complexo e um tabu: culturalmente, ninguém deve saber o seu salário ou despesas, com 44% dos usuários brasileiros acreditando que amor e finanças não devem ser misturados. Além disso, 61% deles também acreditam que os homens devem pagar a conta nos encontros, como uma questão de cavalheirismo. Sendo assim, a barreira financeira é real: 48% dos brasileiros já desistiram de um encontro por motivos financeiros.

 

5. Sex Care


A sexualidade está cada vez mais no território do bem-estar e da autoconexão, com os solteiros priorizando a intimidade consciente em vez da performance.

A sexualidade é agora parte da rotina de bem-estar, se desvinculando da performance para se alinhar aos princípios de autocuidado, cada vez mais consciente, ética e, por vezes, mais individual. Esta mudança é ilustrada pelo aumento da masturbação como forma de regulação emocional e autoconexão: quase uma em cada cinco pessoas em todo o mundo pratica regularmente. O que antes era visto como um tabu, é agora uma forma de os solteiros aliviarem a carga mental e recuperarem o próprio controle.

 

Embora a frequência sexual esteja diminuindo, a satisfação está maior: globalmente, 45% das mulheres e 39% dos homens dizem estar muito satisfeitos com as suas vidas sexuais. No Brasil, 52% dos solteiros afirmam se masturbar ocasionalmente, e 63% preferem uma abordagem minimalista à intimidade a solo, precisando apenas de si mesmos. Esta mudança reflete uma busca por equilíbrio onde a intimidade se torna um espaço mútuo de atenção, confiança e autoconsciência. 

“Em 2026, os solteiros estão rejeitando maus entendidos e o esgotamento do 'swiping' interminável, exigindo um amor mais consciente. À medida que superam a desilusão, a clareza, a comunicação aberta e os valores partilhados são, mais do que nunca, bases inegociáveis para relacionamentos sólidos,” diz Karima Ben Abdelmalek, CEO e Presidente do happn.



happn

A ciência é criacionista

Reina na comunidade científica contemporânea um dogma silencioso: qualquer explicação não materialista para fenômenos observáveis é descartada de imediato como misticismo. Pesquisadores que ousam mencionar a possibilidade de design inteligente são ridicularizados como ingênuos, curiosamente, pelos mesmos cientistas que reconhecem instantaneamente a ação de uma mente ao analisar hieróglifos egípcios, códigos antigos ou qualquer forma de linguagem organizada.  

Mas, quando o assunto é a vida na Terra, esse mesmo padrão de racionalidade desaparece. A ciência dominante rejeita, a priori, qualquer hipótese que atribua a uma inteligência a origem da informação biológica contida no DNA. Rejeita sem sequer admitir investigação séria, não por falta de evidências, mas por mero preconceito filosófico. 

Tal postura trai o próprio espírito científico, que exige examinar hipóteses antes de descartá-las. E expõe algo ainda mais humano: vaidade. Uma recusa obstinada em admitir que a biologia moderna já produziu evidências amplas, consistentes e definitivas de que a vida é fruto de intenção. 

De fato, não há um único sistema conhecido na natureza em que informação codificada, como a contida no DNA, surja sem uma mente por trás. Jamais ocorreu em observação natural. Jamais vai ocorrer. E não poderia ser diferente: causas materiais não criam efeitos imateriais como estabelecimento de símbolos, semântica e atribuição arbitrária de significados, elementos indispensáveis a qualquer linguagem. 

Ainda assim, o materialismo insiste em defender que o maior, mais complexo e mais perfeito sistema informacional já descoberto, o DNA, tenha emergido por acaso. 

Quando Watson e Crick decifraram o código genético em 1953, eles, sem se darem conta, implodiram o paradigma materialista da biologia moderna e demonstraram, de forma inequívoca, o caráter criacionista da vida. Uma vez revelado que símbolos e significados regem os processos vitais, não há mais como sustentar a ficção de que estruturas de informação funcional, baseadas em regras arbitrárias e dependentes de estabilidade semântica, tenham surgido por processos cegos. 

A biologia não descobriu uma molécula. Descobriu o Código de Deus — a linguagem computacional, o software, o app que programa a vida para funcionar, gerar energia e até criar e reparar o próprio hardware. Atribuir tal estrutura a processos cegos é equivalente a afirmar que a pedra de Roseta se escreveu sozinha — erosão criativa, vento alfabetizado, areia linguista. 

A verdade é simples e luminosa: A vida carrega a assinatura de uma inteligência criadora. A ciência é criacionista. O que falta não é evidência — é coragem, em especial para encarar as implicações desse fato. 

  

Luiz Alexandre Combat - formado em Teologia, pesquisador e autor do livro “Negacionista é o ateu! Como a genética prova que Deus está literalmente dentro de nós” 


Meu filho ficou de recuperação, e agora?

Educadores explicam como apoiar crianças e adolescentes e transformar o momento em oportunidade de aprendizagem


Fim de ano é tempo de festas, férias e descanso, mas também daquele momento em que muitos pais abrem o boletim escolar com o coração acelerado. E quando as notas do estudante não saem como planejado, a “recuperação” costuma vir acompanhada de ansiedade e tensão para muitas famílias, com a alegria dando lugar à preocupação. 

Apesar do susto inicial, especialistas em educação afirmam que o período não precisa virar um drama familiar, e pode até se transformar em uma boa oportunidade de aprendizado e organização para o próximo ano, desde que seja conduzido com acolhimento, diálogo e foco no aprendizado, e não apenas nas notas.
 

A maior pressão, muitas vezes, começa em casa 

Embora muitos pais imaginem que a cobrança vem principalmente da escola, são as expectativas familiares que frequentemente pesam mais sobre crianças e adolescentes. Comentários como “você não pode decepcionar”, comparações com irmãos que “sempre tiram boas notas” ou a crença de que “aluno esforçado não fica de recuperação” criam um ambiente de tensão que pode afetar diretamente o desempenho. 

“Para muitos jovens, essa pressão se manifesta em ansiedade, dificuldade de concentração, irritabilidade e até sintomas físicos, como dor de cabeça, dor de barriga, insônia e queda de imunidade, sinais do corpo respondendo ao estresse”, diz afirma Ana Claudia Favano, especialista em Psicologia Positiva e gestora da Escola Internacional de Alphaville - EIA, de Barueri (SP). Ela afirma que o mais importante nesses casos é reduzir o peso emocional dentro de casa. “Quando a família oferece segurança, escuta e compreensão, o jovem sente menos medo de errar e mais disposição para participar ativamente do processo de recuperação”, completa.
 

Nota não é tudo 

Embora o sistema educacional tradicional se apoie sobretudo em provas, médias e boletins, esses indicadores, apesar de importantes, não esgotam a compreensão sobre o percurso de aprendizagem de um estudante. A nota tem um papel relevante: ela posiciona, orienta próximos passos e evidencia conquistas, mas representa apenas uma parte do processo. 

Na opinião de Fatima Lopes, diretora geral da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo (SP), um desempenho abaixo do esperado pode ter diferentes origens: desde uma dificuldade pontual em determinado conteúdo até questões de organização, períodos de maior ansiedade, ou mudanças na rotina familiar. 

“Não existe aprendizagem profunda sem envolvimento emocional e experiências significativas. Por isso, avaliamos para orientar, fortalecer e apoiar, não para rotular. O boletim é um instrumento valioso, mas ganha sentido real quando analisado em conjunto com o processo vivido pelo aluno: seus avanços, suas estratégias, suas dificuldades e suas potências. Esses elementos são essenciais para entendermos o estudante como um todo e garantirmos percursos de aprendizagem consistentes”, diz. 

“A avaliação é um retrato, não um rótulo”, acrescenta Fátima Lopes. “Quando a família amplia o olhar e considera tanto a nota quanto o processo que levou até ela, consegue apoiar melhor o estudante, promovendo segurança, autonomia e crescimento.”
 

O que não fazer com seu filho de recuperação 

Diante da recuperação, é comum que alguns pais tenham reações impulsivas que acabam prejudicando ainda mais o estudante. Piadas, apelidos, ironias e comparações com colegas ou irmãos reforçam a vergonha e podem criar uma barreira emocional entre a criança e os estudos. Ameaças como tirar o celular, mudar o aluno de escola no ano seguinte, cancelar as férias ou cortar atividades também não ajudam, ao contrário, geram medo e desmotivação. Além disso, frases generalistas como “você nunca aprende” ou “eu sabia que isso ia acontecer” criam rótulos que impactam a autoestima e dificultam a superação das dificuldades. 

“Desde o início do ano letivo, a família deve criar um plano de estudos e estar atenta à evolução do aprendizado do filho, auxiliando-o a estabelecer metas realistas e alcançáveis. Além disso, manter uma parceria com a escola e celebrar o sucesso e avanço de cada processo é fundamental para que a internalização do aprendizado seja significativa”, afirma Audrey Taguti, diretora pedagógica e geral do Brazilian International School – BIS, de São Paulo (SP). “Cada indivíduo é uma personalidade única e não deve ser comparado com outra pessoa. Projetar no aluno características que ele não possui também não é saudável. Valorizar as habilidades de cada um pode ser a chave do sucesso para que o aluno acredite que é capaz”, acrescenta.
 

Ensinamentos para evitar uma recuperação no ano que vem 

A recuperação não precisa e não deve se repetir. Ela serve justamente como termômetro para ajustar comportamentos e estratégias para o ciclo seguinte. Isso inclui identificar lacunas de conteúdo, organizar uma rotina de estudo ao longo do ano, acompanhar mais de perto as tarefas e avaliações, e manter diálogo constante com professores para entender dificuldades assim que surgem. 

“A principal mensagem é que o processo importa mais que o resultado final: quando o aluno aprende a se organizar, a pedir ajuda e a lidar com as próprias dificuldades, as notas passam a ser consequência”, diz Lívia Martins, diretora pedagógica dos colégios Progresso Bilíngue, com unidades no interior e litoral de SP. Para isso, os pais devem incentivar os filhos a criar hábitos como revisar conteúdos semanalmente, registrar dúvidas em um caderno, dividir matérias em blocos menores e aprender técnicas de estudo (resumos, mapas mentais, exercícios), acompanhando o processo junto do estudante.
 

 

Ana Claudia Favano - fundadora e atual gestora da Escola Internacional de Alphaville. É psicóloga; pedagoga; educadora parental pela Positive Discipline Association/PDA, dos Estados Unidos; e certificada em Strength Coach pela Gallup. Especialista em Psicologia da Moralidade, Psicologia Positiva, Ciência do Bem-Estar e Autorrealização, Educação Emocional Positiva, Convivência Ética e Dependência Digital. Dedicada à leitura e interessada por questões morais, éticas, políticas, e mobiliza grande parte de sua energia para contribuir com a formação de gerações comprometidas e responsáveis.

Audrey Taguti - acumula 41 anos de experiência e trabalho em Educação. É formada em Magistério e Pedagogia, possui pós-graduações em Psicopedagogia e Bilinguismo e é especialista em Alfabetização. É diretora pedagógica do Brazilian International School – BIS, de São Paulo/SP desde a fundação do colégio, em 2000.

Fatima Lopes - pós-graduada em Gestão Escolar, especialista em Bilinguismo e apaixonada pela área da Educação. De sua primeira formação, em Enfermagem, ela mantém o dom de cuidar das pessoas: gosta de se relacionar com alunos, pais e colegas, promovendo um ambiente de aprendizado colaborativo e acolhedor. Diz ter como missão contribuir para a formação integral dos estudantes, formando cidadãos mais conscientes e preparados para o futuro. É fundadora e diretora geral da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo.

Lívia Martins - pedagoga formada pela Unicamp, com MBA em Gestão Escolar pela USP-Esalq e especializações nas áreas de Tecnologia Educacional (USP-ICMC) e Neurociência e Psicologia Positiva (PUC-PR), Lívia tem mais de 10 anos de experiência em sala de aula como professora. Em 2015, iniciou sua trajetória na gestão, atuando em diferentes papéis. É diretora pedagógica das unidades Progresso Bilíngue.


International Schools Partnership - ISP
Para mais informações, acesse o site.


Biohacking e longevidade cerebral: Estudo revela como a genética e os hábitos podem prolongar a saúde do cérebro

Pesquisa internacional coordenada pelo Dr. Fabiano de Abreu Agrela propõe modelo de longevidade baseado em biotecnologia e neurociências


Um novo estudo publicado pela Atena Editora na revista científica International Journal of Health Science traz um panorama inovador sobre o uso de biohacking científico para prolongar a saúde do cérebro e do corpo.

O trabalho, liderado pelo
Dr. Fabiano de Abreu Agrela em parceria com pesquisadores do CPAH - Centro de Pesquisas e Análise Heráclito, a Cirurgiã Plástica Dra. Elodia Ávila, Rafaela Ávila, Ana Elisa Pedrosa e o especialista em biohacking Lincoln Nunes, apontou como a integração entre genética, epigenética e hábitos de vida pode retardar o envelhecimento celular e cognitivo.

“O cérebro é o primeiro a se beneficiar quando compreendemos como nossos genes e nossos hábitos interagem, por isso, é fundamental ter uma boa base científica para direcionar os cuidados com ele”, explica o Dr. Fabiano de Abreu Agrela.


O que é o biohacking?

Biohacking é o conjunto de práticas que combinam vários fatores multidisciplinares, por exemplo, ciência, tecnologia, assistência continuada e hábitos de vida para otimizar o corpo e a mente de forma direcionada e estratégica.

Ele envolve ajustes em sono, alimentação, exercícios, suplementos e estímulos cerebrais com base em evidências científicas, visando melhorar desempenho físico, cognitivo e promover longevidade saudável e personalizada.



As perspectivas

“Ativar rotas biológicas como AMPK, SIRT1 e BDNF, por meio de estímulos físicos, mentais e nutricionais adequados, pode literalmente rejuvenescer o funcionamento cerebral e saber disso é muito importante”.

O novo estudo realizado por pesquisadores do CPAH - Centro de Pesquisas e Análise Heráclito  propõe um modelo de intervenção personalizada, que combina dados genéticos, rotina de sono, alimentação e estímulos cognitivos.

“A longevidade saudável é muito vista como símbolo de viver mais, mas na verdade ela é muito mais que isso, ela está muito mais ligada com manter a mente lúcida e adaptável por mais tempo, isso é ser funcional, isso sim é ter uma longevidade saudável”, resume o Dr. Fabiano de Abreu Agrela.

 



Dr. Fabiano de Abreu Agrela - MRSB/P0149176 é Pós-PhD em Neurociências, eleito membro da Sigma Xi - The Scientific Research Honor Society (mais de 200 membros da Sigma Xi já receberam o Prêmio Nobel), além de ser membro da Society for Neuroscience nos Estados Unidos, da Royal Society of Biology e da The Royal Society of Medicine no Reino Unido, da The European Society of Human Genetics em Vienna, Austria e da APA - American Philosophical Association nos Estados Unidos. Mestre em Psicologia, Licenciado em História e Biologia, também é Tecnólogo em Antropologia e Filosofia, com diversas formações nacionais e internacionais em Neurociências e Neuropsicologia. Dr. Fabiano é membro de prestigiadas sociedades de alto QI, incluindo Mensa International, Intertel, ISPE High IQ Society, Triple Nine Society, ISI-Society e HELLIQ Society High IQ. Ele é autor de mais de 330 estudos científicos e 30 livros. Atualmente, é professor convidado na PUCRS e Comportalmente no Brasil, UNIFRANZ na Bolívia e Santander no México. Além disso, atua como Diretor do CPAH - Centro de Pesquisa e Análises Heráclito e é o criador do projeto GIP, que estima o QI por meio da análise da inteligência genética.

Lincoln Nunes - Empresário, filósofo, psicanalista e especialista em performance esportiva. Com inúmeros cases de sucesso, já atendeu diversos atletas olímpicos da Seleção Brasileira de natação e de boxe, multi campeões mundiais de jiu-jitsu, assim como atletas de elite do UFC e Futebol. Lincoln Nunes também é pesquisador e especialista em longevidade, neuroperformance e biochaking, criador do método “Atleta de elite” e do “protocolo 10x”.

Dra. Elodia Avila - cirurgiã plástica, formada em medicina pela USP e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, com visão integrativa e funcional. Tem pós graduação em nutrologia e adequação nutricional e manutenção da homeostase endócrina e é especialista em neurociências. Desenvolveu o método de mamoplastia de realce para as cirurgias plásticas mamárias, que ajuda a modelar mamas com maior projeção, firmeza, contornos bem definidos, com menor tempo cirúrgico e preservando a sensibilidade das aréolas, tudo através da mimetização de próteses com o próprio tecido da paciente. É neurocientista e professora de neurociências pela CPAH. Tem o QI de 141 pontos comprovados e faz parte de grupo de adultos com alto QI GAIA/QI.


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