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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Doença crônica do sistema circulatório, varizes devem ser acompanhadas por especialistas


Para muitas pessoas, varizes são apenas sinais do tempo que aparecem nas pernas. Mas não é bem assim. Essas marcas são apenas um dos muitos sintomas da doença vascular mais prevalente no mundo e que, segundo os especialistas, pode afetar mais de 40% da população. 

Segundo o cirurgião vascular do Hospital Evangélico de Belo Horizonte, Rafael Henrique Rodrigues Costa, varizes são algo bem mais sério que um problema estático. “Varizes são veias dilatadas e doentes. Daquelas fininhas, passando pelas medianas até aquelas mais grossas e saltadas, as varizes merecem uma atenção especial porque, sem o devido tratamento, podem causar diversos desconfortos para os pacientes”, ressalta o médico. 

Entre os sintomas estão inchaço nas pernas, alterações como escurecimento e endurecimento da pele, possibilidade de desenvolver uma úlcera varicosa, espécie de ferida que compromete muito a qualidade de vida, bem como dores, sensação de cansaço nos membros inferiores, queimação e formigamento. Pessoas que têm histórico familiar de varizes, ou seja, que têm pais, mães, avôs e avós com esse tipo de problema, devem ter atenção redobrada. De acordo com o cirurgião vascular, a recomendação vale para homens e mulheres. Embora não tenha cura, é possível adotar medidas que vão atuar preventivamente e minimizar os desconfortos. Entre elas estão a prática de atividade física, fazer uso contínuo da meia elástica de compressão e evitar ficar muito tempo na mesma posição.

 

Tratamento personalizado 

Como o tratamento é personalizado, é necessário passar pelo cirurgião vascular, um especialista que deve ser incluído no check-up anual, principalmente para quem tem histórico familiar. “É o médico que vai indicar a meia de compressão adequada para cada caso e avaliar quando a cirurgia é necessária. Hoje temos, além da cirurgia, outras terapias que podem ser usadas em varizes grossas ou para doenças da safena, o que pode evitar casos de trombose, por exemplo”, frisa. 

Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o tratamento de varizes é realizado por meio de cirurgia  convencional que inclui internação, anestesia e repouso/afastamento das atividades – quando há indicação – e também com escleroterapia com espuma, um procedimento minimamente invasivo, feito em ambulatório, sem necessidade de internação e de repouso. 

 Segundo Rafael Costa, o auto cuidado é fundamental para observar sinais precoces de varizes, bem como sintomas como inchaços ou sensação de cansaço. “Não há uma idade mínima para a primeira visita ao angiologista/cirurgião vascular, mas se o indivíduo tem um histórico familiar e já manifesta sintomas, esse acompanhamento pode fazer a diferença no futuro, em saúde e qualidade de vida”, conclui.

  

Hospital Evangélico de Belo Horizonte – HE


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