De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 600 milhões de pessoas, quase uma em cada dez no mundo, adoecem todos os anos após consumir alimentos contaminados
Com a chegada do verão, o aumento das temperaturas e das chuvas
cria um cenário propício para a proliferação de microrganismos que podem causar
infecções transmitidas pela água e pelos alimentos. Nesse período, cresce o
número de casos de doenças gastrointestinais, muitas delas associadas ao
consumo de água contaminada ou de alimentos malconservados, preparados ou
armazenados de forma inadequada.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 600
milhões de pessoas, quase uma em cada dez no mundo, adoecem todos os anos após
consumir alimentos contaminados, resultando em aproximadamente 420 mil mortes
anuais devido a doenças de origem alimentar (OMS).
O infectologista Dr. Julio Onita, do Hospital Igesp, destaca os
principais riscos associados a esse cenário. “As altas temperaturas favorecem a
multiplicação de bactérias, vírus e parasitas, especialmente em alimentos que
ficam fora da refrigeração por longos períodos. Produtos como carnes, frutos do
mar, ovos, leite e derivados são mais suscetíveis à contaminação quando não são
mantidos nas condições ideais. Além disso, alimentos vendidos em locais
abertos, praias, feiras e eventos ao ar livre exigem atenção redobrada, já que
a exposição ao calor pode acelerar a deterioração e comprometer a segurança do
consumo”, explica.
A água também merece cuidados especiais durante o verão, uma vez
que chuvas intensas podem provocar enchentes e sobrecarregar sistemas de
saneamento, o que aumenta o risco de contaminação de reservatórios, poços e
redes de abastecimento.
“O consumo de água não tratada ou sem procedência conhecida pode
levar à infecções intestinais, como diarreia, vômitos, febre e dores
abdominais.”, acrescenta o Infectologista.
Atenção aos cuidados
A prevenção passa por medidas simples, mas essenciais, como lavar
bem as mãos antes de preparar ou consumir alimentos, higienizar frutas,
verduras e legumes, utilizar água tratada e garantir a conservação adequada dos
alimentos são práticas fundamentais para reduzir os riscos. Também é importante
observar a procedência dos produtos, verificar prazos de validade e evitar o
consumo de alimentos com aparência, cheiro ou sabor alterados.
"No caso da água, sempre que houver dúvida sobre a qualidade,
recomenda-se adotar um método adequado de tratamento antes do consumo. Em
situações de enchentes ou falhas no abastecimento, a atenção deve ser
redobrada, já que a contaminação pode não ser visível a olho nu. As infecções
transmitidas pela água e pelos alimentos representam um desafio recorrente
durante o verão e podem afetar pessoas de todas as idades, com maior impacto em
crianças, idosos e indivíduos com o sistema imunológico mais vulnerável. A
adoção de hábitos de higiene e segurança alimentar é uma estratégia eficaz para
atravessar o período mais quente do ano com mais tranquilidade e reduzir a
ocorrência de problemas de saúde evitáveis”, finaliza o médico.
Rede IGESP

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