A perda de massa muscular inicia na meia-idade, mas o treinamento de força pode desacelerar ou até reverter esse declínio
A prática regular de exercícios físicos deve – ou ao
menos deveria – fazer parte da rotina de todas as pessoas, independente da
idade. A ciência apresenta, reiteradamente, novas pesquisas que atestam a
relevância dos exercícios físicos para a saúde. Desta vez, foi a Faculdade de
Medicina da Universidade Washington que, em novo estudo com 1.200 homens e
mulheres de meia-idade, saudáveis, constatou que as pessoas com maior massa
muscular tendiam a ter um cérebro mais jovem do que os que tinham menos
músculo.
A nova pesquisa é mais uma peça dentre as evidências de que criar e manter a massa muscular à medida que se envelhece é fundamental também para desenvolver e preservar a saúde do cérebro. Vários estudos tem sido conduzidos a este respeito e as descobertas são animadoras. Sabe-se que pessoas que praticam exercícios também apresentam grandes aumentos de BDNF (uma substância neuroquímica, chamada fator neurotrófico derivado do cérebro) na corrente sanguínea após a atividade.
Para o novo estudo, divulgado pelo jornal americano Washington Post, decidiram olhar com profundidade para os tecidos corporais e o cérebro das pessoas usando exames de ressonância magnética. Eles recorreram a exames corporais completos já existentes de 1.164 homens e mulheres saudáveis entre 40 e 60 anos, porque para entender o risco de demência, é preciso focar na meia-idade, quando, normalmente, é possível desenvolver — ou evitar — a maioria dos fatores de risco.
Os pesquisadores descobriram que tanto as quantidades de massa muscular quanto de gordura visceral estavam fortemente associadas à idade aparente do cérebro, embora de maneiras opostas: quanto maior o volume muscular, mais jovem o cérebro parece e quanto mais a gordura visceral está presente, mais velho o cérebro parece.
Em termos práticos, as descobertas reforçam que o exercício de resistência é extremamente importante para um envelhecimento cerebral saudável. A maioria das pessoas começa a perder massa muscular na meia-idade, mas o treinamento de força pode desacelerar ou até reverter esse declínio. Em resumo, o recado do estudo é simples e direto: para obter um cérebro mais jovem e saudável é fundamental recorrer ao treino de força.
Os exercícios físicos, combinados a outros hábitos saudáveis, como alimentação balanceada, check-up regular e sono reparador, são a chave para saúde com longevidade. Saúde é prevenção!
Gilberto Ururahy – Diretor-médico especializado em medicina preventiva na Med-Rio Check-up, membro honorário da Academia Brasileira de Medicina de Reabilitação, condecorado com a Medalha da Academia Nacional de Medicina da França e Conselheiro Estratégico da ABRH – Brasil. Coautor de livros: Como tornar-se um bom estressado (editora Salamandra), O cérebro emocional (Rocco), Emoções e saúde (Rocco) e Saúde é prevenção (Rocco, com o médico Galileu Assis).
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