Coceira frequente, descamação visível e vermelhidão no couro cabeludo fazem parte da rotina de muitas pessoas e, na maioria das vezes, são tratadas apenas como um incômodo estético. No entanto, esses sinais podem indicar condições distintas que afetam diretamente a saúde capilar e exigem atenção adequada. Caspa, dermatite seborreica e psoríase estão entre os quadros mais comuns e, apesar das semelhanças, apresentam causas e tratamentos diferentes.
A caspa, conhecida tecnicamente como pityriasis capitis, é considerada a forma
mais leve dessas alterações. Ela se manifesta por meio de descamação branca e
seca, geralmente sem inflamação intensa. Costuma surgir em períodos de
estresse, mudanças climáticas ou pelo uso inadequado de produtos capilares.
Embora cause desconforto e impacto visual, raramente evolui para complicações
mais graves quando tratada corretamente.
A dermatite seborreica já envolve um processo inflamatório mais evidente. Está
relacionada à produção excessiva de oleosidade e à ação de um fungo presente
naturalmente na pele, o Malassezia. Os sintomas incluem coceira, vermelhidão e
placas amareladas com descamação oleosa, que podem se estender além do couro
cabeludo e atingir áreas como sobrancelhas, cantos do nariz e orelhas.
A psoríase no couro cabeludo é uma doença crônica de origem autoimune, marcada
pela aceleração da renovação celular da pele. Esse processo provoca placas
espessas, avermelhadas e descamação branca ou prateada. Apesar de poder ser
confundida com a dermatite seborreica, a psoríase costuma apresentar bordas
mais bem definidas e, em muitos casos, ultrapassa a linha do cabelo.
De acordo com o médico Dr. Carlos Filho, que integra a diretoria da Sociedade
Brasileira de Cirurgia Capilar (SBRCC), reconhecer corretamente cada condição é
fundamental para preservar a saúde do couro cabeludo. “Muitos pacientes convivem com esses
sintomas por longos períodos sem um diagnóstico preciso. Identificar o problema
corretamente é o primeiro passo para controlar a inflamação e evitar prejuízos
à saúde capilar”, afirma.
A orientação da SBRCC é que, diante de sintomas persistentes ou desconforto
significativo, a pessoa procure avaliação médica. O diagnóstico adequado
permite definir o tratamento mais indicado, que pode incluir shampoos anticaspa
ou antifúngicos, medicamentos tópicos como corticóides ou imunomoduladores,
terapias com luz e mudanças na rotina de cuidados capilares. Evitar a
automedicação e observar fatores como estresse, alimentação e clima também
contribui para o controle das crises.
Ao reforçar a importância do diagnóstico e do tratamento corretos, a SBRCC
destaca que cuidar do couro cabeludo é tão essencial quanto cuidar dos fios.
Ele é a base da saúde capilar e merece atenção contínua para garantir
bem-estar, prevenção de agravamentos e melhores resultados em qualquer
abordagem relacionada aos cabelos.
Sociedade Brasileira de Cirurgia Capilar
https://sbrcc.com.br/
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