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sexta-feira, 13 de junho de 2025

Usinas de energia eólica/solar: O Brasil está preparado para isso?


Tidas como a solução para os problemas de energia renovável no Brasil e ser uma alternativa oportuna de fonte energia limpa, as novas usinas eólicas e solares que estão entrando em operação no Brasil estão apresentando dificuldades para startar seus projetos. Há a justificativa que elas poderiam estar sobrecarregando a rede elétrica, porém ainda não há informações até este momento em que medida esses informes são absolutamente concretos e seguros, e até se não haveria outras causas que não foram esclarecidas. 

Uma perspectiva importante é saber por que essa dúvida surgiu só depois que foi feito o edital, leilão, e a licitação do projeto, e principalmente o vencedor do processo licitatório tenha implementado sua fazenda eólica ou solar, e somente depois saber que não teriam condições plenas de começar a gerar energia como previsto. A evolução desse quadro não deveria ter sido de forma desordenada e incoerente. 

É uma situação lamentável e pouco profissional que prejudica aqueles investidores que fizeram um enorme aporte no negócio da geração de energia limpa e agora são penalizados, ao ficarem impossibilitados de ter o retorno sobre investimento no momento exato em que começariam a faturar. Esse ambiente desfavorável desequilibra a operação dos negócios, atrapalha a cadeia de suprimentos e o estado de ânimo da força de trabalho. 

Segundo informou a agência de notícias Reuters, em regiões como o Nordeste, a capacidade de transmissão hoje é insuficiente para escoar toda a energia gerada, levando à prática de ‘curtailment’ (redução ou interrupção forçada da geração de energia), em que parte da produção é descartada. Essa limitação, em 2024, resultou em perdas estimadas de R$ 700 milhões para o setor eólico e R$ 50 milhões para o setor solar. 

Independentemente do excedente de energia e da falta da respectiva rede de distribuição compatível, o cenário deveria ter sido previsto, além de precisar ser mais bem dimensionado, com mais profundidade nos estudos, e na fase de planejamento ter sido feita uma ampla avaliação das condições reais. Precisamos de seriedade nesse tipo de projeto para que investidores se sintam confiantes e aproveitem a oportunidade com segurança e mais confiança. As novas geradoras de energia são uma fonte econômica que muito contribuirá para a expansão do PIB nacional, entre outros benefícios. 

Economicamente, hoje, temos uma oportunidade ímpar de crescer, mas a dúvida é saber qual o nível de desenvolvimento do País será necessário para comportar a expansão e o investimento em energias alternativas. O poder público parece estar imóvel neste momento e talvez, por isso mesmo, a demanda do setor, especialmente no caso para fornecedores de dispositivos e componentes de fazendas de energia limpa não tenham crescido como o esperado nos últimos anos.   

O emprego de usinas de energia eólica e solar no Brasil efetivamente é promissor, tem um grande potencial em vários segmentos, além da previsão de crescimento expressivo e de mais investimentos daqui para frente. Contudo, persistem desafios significativos ligados à infraestrutura, regulação, oscilações e desenvolvimento da cadeia produtiva que precisam ser superados para que o País possa usufruir completamente dos benefícios dessas fontes de energia limpa e renovável. Só assim assumiremos uma posição de liderança em energia limpa. A realidade é que as ações preliminares para o uso de usinas de energia eólica e solar neste País ainda são um assunto intrincado, com progressos expressivos, mas diante de vários obstáculos a serem vencidos. 

Nos últimos exercícios, houve um aumento expressivo na capacidade de geração de energia eólica e solar no Brasil. Já no ano passado, essas fontes constituíram uma parte considerável do crescimento da matriz elétrica. Conforme a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) houve um registro em 2024 de expansão de 10,9 GW na capacidade elétrica, com 91,13% desta potência com origem em fontes eólicas e fotovoltaicas. 

Especialistas do setor confirmam que apenas a energia eólica responde por aproximadamente 33 GW da capacidade instalada, representando cerca de 13,5% da matriz elétrica nacional. Já a energia solar colabora com mais de 40 GW da capacidade instalada, sendo, portanto, a segunda maior fonte de geração no País, atrás apenas da hidroelétrica. No último ano, publicações especializadas em energia noticiaram que houve a instalação de 256 novas usinas em 16 Estados pelo País. A região mais beneficiada foi o Nordeste até por causa das suas características geográficas e climáticas. 

Por tudo isso, o Brasil está preparado e tem avançado, para se consolidar como um dos líderes globais em fontes renováveis. Para se ter uma ideia de cenário da infraestrutura já instalada, só a indústria eólica daqui conta com uma cadeia produtiva sólida, composta por seis fabricantes de turbinas e várias empresas especializadas em componentes e serviços. Há cerca de dois anos, uma pesquisa realizada pela empresa de análise de mercado ePowerBay revelou a participação de 67 fabricantes no mercado brasileiro de inversores solares para geração distribuída. Os 20 principais produtores responderam por mais de 80% dos sistemas de energia solar atualmente em funcionamento no país. 

Não se pode ignorar, desta forma, que nosso País detém um dos maiores potenciais no mundo para geração de energia eólica e solar. Isso porque possuímos ventos consistentes em algumas regiões e alta irradiação solar em boa parte do nosso território. Especialistas do segmento calculam, que se tudo der certo, em quatro anos, as energias renováveis eólica e a solar serão responsáveis por 51% da produção de energia no Brasil e com a capacidade de expandir ainda mais sua posição de liderança em energia renovável. 

Esse grande avanço gigantesco, no entanto, exigirá políticas governamentais apropriadas e investimentos precisamente calculados e mais bem mensurados. Além disso, a infraestrutura nacional de energia necessita ser melhor adaptada para integrar a variabilidade das diferentes fontes de energia.

  

Marcelo Mendes - gerente geral da KRJ Conexões ( https://krj.com.br/ ). É economista e executivo de marketing e vendas do setor eletroeletrônico há mais de 15 anos, com atuação inclusive em vários mercados internacionais.


Maria Fumaça de São João del-Rei e Tiradentes fará 16 viagens neste feriado prolongado de Corpus Christi


Atração turística operada pela VLI oferecerá passeios extras para atender turistas

 

Com o objetivo de proporcionar aos turistas mais passeios entre as cidades históricas cidades de São João del-Rei e Tiradentes e vice-versa, no Campo das Vertentes (Minas Gerais), a tradicional Maria Fumaça, administrada pela VLI – controladora da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) –, terá horários extras disponíveis neste feriado prolongado de Corpus Christi. Entre os próximos dias 19 e 22, serão oferecidas 16 viagens, sendo oito saindo de São João del-Rei para Tiradentes e outras oito de Tiradentes para São João del-Rei. 

Na quinta-feira (19), os embarques podem ser feitos às 13h30 em São João del-Rei e em Tiradentes às 14h30. Tanto na sexta-feira (20), quanto no sábado (21), haverá três horários para passeios saindo de São João del-Rei (10h, 13h30 e 15h45) e mais três de Tiradentes para São João del-Rei (11h, 14h30 e 16h45). No domingo (22), as partidas serão às 10 de São João del-Rei e às 11h de Tiradentes. Para conferir a agenda com os horários do trem turístico, basta clicar aqui.

 

Durante as viagens às margens do Complexo da Serra de São José, que têm um percurso de 12 km de extensão, passageiros brasileiros e de outras partes do mundo contemplam uma rica diversidade ecológica e belíssimas paisagens que ainda preservam a arquitetura do século XIX. A Maria Fumaça de São João del-Rei é a mais antiga em operação no Brasil e foi inaugurada por Dom Pedro II em 28 de agosto de 1881.

 

Passagens 

A tarifa inteira é de R$ 86 e a meia-entrada é de R$ 43, em cada trajeto. A venda de passagens é feita por meio de totens de autoatendimento, nas estações de São João del-Rei e Tiradentes, bem como pela internet. Pela web, basta clicar no link da Buson, responsável pela venda de passagens do trem turístico. Mais informações podem ser obtidas através do site, Alô VLI pelo telefone 0800-0221211 ou WhatsApp (31) 98308-5538.  

A entrada é gratuita para crianças de 0 a 5 anos (no colo), mediante apresentação de certidão de nascimento ou carteira de identidade. Têm direito à meia-entrada (50%): crianças de 6 a 12 anos, com a apresentação de certidão de nascimento ou carteira de identidade; estudantes a partir de 13 anos com carteirinha válida no período e identidade com foto; pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, portando carteirinha ou laudo médico, e seu acompanhante, quando houver; pessoas a partir de 60 anos, apresentando documento de identidade com foto; professores acompanhados a cada grupo de 10 alunos; doadores de sangue ou medula óssea apresentando documento de identificação pelo Conecte SUS Cidadão ou pelo Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome); moradores da cidade de São João del-Rei e entorno, em até 50 quilômetros, mediante a apresentação de um comprovante de residência (luz, água, telefone, internet) em seu nome, além do documento de identidade, carteira de habilitação ou certidão de nascimento. 

Os cônjuges que não têm comprovantes de residência em seu nome podem apresentar certidão de casamento. Aqueles que não têm comprovante de residência em seu nome e não são casados, podem levar a carteira de trabalho, comprovando o vínculo de trabalho na região, ou um contrato de aluguel. As crianças podem mostrar a carteirinha da escola ou declaração escolar com papel timbrado da instituição das cidades.

 

Estação de Memórias 

Os turistas também poderão apreciar as exposições do Programa Estação de Memórias da VLI, inauguradas em São João del-Rei e Tiradentes para preservar a memória ferroviária, que faz parte do patrimônio material e imaterial de diversos municípios, e criar espaços para que as novas gerações conheçam a história da ferrovia. Elas estão instaladas na Estação de São João del-Rei – localizada na Rua Hermílio Alves, 366, Centro da cidade – e na Estação Tiradentes – situada na Rua Capitão Chaves Miranda, 2. 

Em São João del-Rei as visitas poderão ser feitas de quarta a sábado, das 8h às 17h, e aos domingos, das 8h às 12h. Por sua vez, em Tiradentes, o funcionamento do Estação de Memórias é de quinta a sábado, das 8h às 17h, e aos domingos também das 8h às 12h. 

O Programa Estação de Memórias reconta o passado, a partir de um processo de cocriação com as comunidades. Encontros e entrevistas identificam casos, lembranças e histórias de quem vivenciou o vai e vem dos trens. Esse conteúdo é transformado em espaços expositivos, montados na estação.


Outras atrações

Também será possível visitar o Museu Ferroviário e a Rotunda, localizados na Estação de São João del-Rei. O museu, que é o maior centro de preservação da história ferroviária do Brasil, foi inaugurado em 28 de agosto de 1981, devido ao centenário da antiga Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM). Ele reúne peças que foram utilizadas na EFOM e em outras da mesma época. A visitação é gratuita e pode ser feita de quarta a sábado, das 8h às 17h, exceto aos domingos, dia em que as visitas ocorrerão das 8h às 12h.

Já a Rotunda tem uma arquitetura em forma circular e 25 linhas em seu interior convergindo para o girador manual localizado no centro do prédio. Nos dias de circulação do trem, há visita guiada às 8h30. O valor do ingresso é de R$ 20 por visitante e a meia-entrada custa R$ 10, mediante apresentação de documento de identidade com foto ou certidão de nascimento para as crianças. Ele pode ser adquirido nas bilheterias de São João del-Rei e Tiradentes.

 

Para mais informações, acesse: https://www.vli-logistica.com.br/


Interrogatório de Bolsonaro: mero rito de passagem?

Alguém, despindo-se do viés ideológico, crê que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), será justo? Alguém efetivamente crê que o relator do feito, ministro Alexandre de Moraes, emitirá seu voto sem qualquer reflexo do efeito primazia ou será em consonância cognitiva? Para responder a estas questões se faz necessário fazer uma breve digressão sobre o que vem a ser dissonância cognitiva (revés de consonância cognitiva) e o efeito primazia. 

A dissonância cognitiva é um conceito da psicologia proposto por Leon Festinger em 1957. No contexto do processo penal, a dissonância cognitiva pode se manifestar quando um julgador enfrenta situações em que suas crenças, valores ou decisões anteriores entram em conflito com novas evidências ou argumentos apresentados durante o julgamento. 

Situações comuns de dissonância cognitiva no processo penal, são: convicção prévia, pressão social e institucional e juízo de valor sobre as partes. 

Convicção prévia: O julgador pode formar uma convicção (mesmo que inconsciente) a partir das fases iniciais do processo, antes da produção de todas as provas. Se surgem evidências posteriores que contradizem essa primeira impressão, a tendência pode ser justificar a decisão inicial (buscando argumentos que a sustentem), ao invés de reavaliar de forma realmente imparcial. Pressão social e institucional: Um julgador pode sentir-se pressionado a condenar ou absolver com base na expectativa da sociedade, da mídia ou até do Ministério Público e da Polícia, mesmo que as provas apresentem dúvidas razoáveis. Juízo de valor sobre as partes: Se um juiz já percebe o réu, vítima ou testemunha com determinado estigma, pode ser mais difícil mudar a percepção ao longo do processo, mesmo diante de provas contraditórias. 

A dissonância cognitiva representa um risco real de prejuízo à imparcialidade, pois o juiz pode, sem perceber, buscar reduzir sua própria sensação de desconforto ignorando fatos desfavoráveis à sua convicção anterior ou reinterpretando-os para que se encaixem na sua decisão inicial. Podemos resumir em duas hipóteses: (a) existindo dissonância cognitiva haverá também uma pressão involuntária e automática para reduzi-la; e, (b) quando há essa dissonância, além da busca pela sua redução, há também um processo de evitação ativa de contato com situações que possam aumentá-la. 

Um exemplo perceptível dos reflexos da dissonância cognitiva no processo penal no âmbito da justiça brasileira é aquela atrelada ao juiz que já decretou uma prisão preventiva, durante a fase pré-processual (investigação realizada pela polícia judiciária), e, mantendo-se na presidência do feito, chegando ao momento de proferir sentença, irá, inequivocamente, buscar apenas os elementos confirmatórios de sua percepção inicial ou, ainda, olvidará, em absoluto, de todos os elementos de prova favoráveis aos réus. Ele pensará intimamente: “Se eu prendi, é porque o réu parecia culpado”. Assim, a tendência natural é justificar a própria decisão, buscando confirmar seu julgamento anterior. Não há como, em tais situações, entender que não há um comprometimento a necessária imparcialidade que deve reger a função judicante. 

O efeito primazia (ou "primacy effect", da psicologia cognitiva) é um fenômeno em que as primeiras informações recebidas sobre um fato, pessoa ou situação tendem a ter um impacto desproporcionalmente grande na formação de impressões e decisões subsequentes. Ou seja, as informações iniciais "marcam" o tom e influenciam a forma como informações posteriores são interpretadas. 

O juiz que tem contato antecipado com uma narrativa (por exemplo, com a investigação) pode ser mais influenciado por essa versão, tendendo a lhe dar mais credibilidade e contextualizar as provas futuras a partir desse "marco inicial". O magistrado que participa de atos investigatórios (como ocorre em sistemas inquisitivos ou, até mesmo, em fases do inquérito policial) pode ser mais suscetível ao efeito primazia, tendo dificuldade de se desvencilhar da impressão formada na fase pré-processual. 

No processo que envolve o ex-presidente Bolsonaro, conforme amplamente conhecido por todos, foi presidido e ainda continua a ser pelo Ministro Alexandre de Moraes. O Ministro Alexandre, para proferir um julgamento imparcial, conseguiria se afastar das primeiras impressões que teve durante as investigações? Lembrando que o Ministro decretou centenas de medidas cautelares, inclusive prisões preventivas. 

Considerando a animosidade entre os integrantes do governo Bolsonaro com o Ministro Alexandre, inclusive com severas críticas e até xingamentos públicos (manifestações), será colocada de lado pelo Ministro no momento de proferir seu voto? 

Em que pese o ex-presidente tenha em seu interrogatório, realizado no último dia 10, implicitamente, reconhecido que discutiu a decretação de um estado de sítio com seus aliados, bem como que os indícios de que houve um movimento ou, no mínimo, uma sondagem de campo em relação a implementação de um golpe de estado, que direta ou indiretamente culminou nos atos de 8 de janeiro de 2023, não podemos nos esquecer que um julgamento somente será justo quando proferido por magistrado imparcial, sem qualquer contaminação psicológica decorrente do acesso prévio aos fatos, o que está longe de ser observado na espécie. 

Alexandre de Moraes atuou fortemente durante as investigações, extraiu delas as suas primeiras impressões, as que levaram a tomar medidas cautelares, inclusive a decretação preventiva de centenas de pessoas. Como imaginar, caros leitores, que ele não sofrerá as implicações de tudo isso. 

Em um Estado Democrático de Direito, a figura do juiz deve ser equidistante das partes e ser receptor das provas produzidas durante a instrução processual, momento em que, após as partes, em igualdade de oportunidades, apresentam suas alegações, emitirá sua decisão, sem os efeitos do contato prévio com as investigações, como ocorreu enormemente no processo que julga o Presidente Bolsonaro. 

Dessa forma, independentemente da análise de fundo do processo que julga o ex-presidente, o seu julgamento não será justo e sua condenação é inevitável. Essa é a justiça que queremos?

 

Marcelo Aith é advogado criminalista. Doutorando Estado de Derecho y Gobernanza Global pela Universidad de Salamanca - ESP. Mestre em Direito Penal pela PUC-SP. Latin Legum Magister (LL.M) em Direito Penal Econômico pelo Instituto Brasileiro de Ensino e Pesquisa – IDP. Especialista em Blanqueo de Capitales pela Universidad de Salamanca.

 

Setor bancário sofreu quase 2 milhões de tentativas de fraude no 1º trimestre de 2025, aponta Serasa Experian

Setor representa mais da metade das investidas criminosas no Brasil; prejuízos potenciais superam R$ 15 bilhões

 

Com um total de 1.871.979 tentativas de fraudes registradas no primeiro trimestre do ano, o setor de Bancos e Cartões é o segmento mais visado pelos golpistas no país. Os dados são do Indicador de Tentativas de Fraude da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, e revelam que esse total representa um crescimento de 21,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Se concretizadas, essas ações poderiam gerar um prejuízo superior a R$ 15,7 bilhões ao sistema financeiro nacional.

 

Ainda segundo o levantamento, o setor de Bancos e Cartões concentrou 54% de todas as tentativas de fraude registradas no país entre janeiro e março de 2025. O aumento expressivo no comparativo anual demonstra o avanço contínuo das fraudes digitais e a preferência dos criminosos por alvos de alto valor e alta exposição. Complementando os dados, o Relatório de Identidade e Fraude 2025 revelou que golpes com cartão de crédito são os mais comuns, com 53,8% dos brasileiros afirmando já ter sido vítima ou conhecer alguém que foi. Além disso, esse tipo de golpe é também o que gera maior preocupação, com 27,5% dos entrevistados apontando-o como o mais temido.

 

Na sequência do ranking, aparecem os segmentos de Serviços (31,9%), Instituições Financeiras (6,7%), Telefonia (5,7%) e Varejo (1,7%), reforçando a concentração das ações fraudulentas no setor bancário.

 

“O setor de Bancos e Cartões segue sendo o epicentro das fraudes digitais no Brasil, com volume e sofisticação cada vez maiores por parte dos golpistas”, afirma o Diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, Caio Rocha. “Investir em tecnologias que detectam comportamentos suspeitos em tempo real é essencial para proteger milhões de transações financeiras, reduzindo perdas e fortalecendo a confiança no sistema bancário”, completa.

 

O Indicador de Tentativas de Fraude da Serasa Experian é baseado na análise de bilhões de transações e utiliza modelos estatísticos avançados para identificar padrões de comportamento suspeito em tempo real. A Serasa Experian é referência nacional em soluções de autenticação e prevenção à fraude, e se consolidou líder no segmento após aquisição da ClearSale. Apoiando empresas e consumidores na construção de jornadas digitais mais seguras, a datatech pretende evitar que mais de R$70 bilhões de reais caiam nas mãos de golpistas em 2025.


 

Experian
experianplc.com


Malta permite brasileiros trabalhar, tem fuso favorável e clima agradável: mitos e verdades sobre o país que conquista intercambistas

Malta se consolidou como uma excelente alternativa
para quem busca qualidade de vida, aprendizado
de inglês e possibilidade de trabalho.
  
  
Envato
O interesse por Malta cresce entre estudantes brasileiros, segundo dados da Belta. Evento em São Paulo esclarece dúvidas sobre visto e reforça atrativos do destino europeu.

 

Malta está na mira de um número cada vez maior de estudantes brasileiros em busca de experiências internacionais. O pequeno país europeu, localizado no coração do Mar Mediterrâneo, atrai pelo clima ameno, a possibilidade de trabalho legal para estudantes internacionais e o fuso horário favorável, o que facilita a comunicação com o Brasil, especialmente para quem mantém compromissos remotos ou familiares. Mas até que ponto essas vantagens são reais? 

De acordo com a Pesquisa Selo Belta 2025 (Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio), houve um aumento significativo no interesse por Malta como destino de intercâmbio, especialmente entre jovens que desejam estudar inglês e trabalhar legalmente durante a estadia. O estudo apontou que o país passou a ocupar a 6ª posição entre os destinos preferidos para cursos de idiomas, graças ao custo-benefício, segurança, receptividade e às facilidades do idioma, o inglês é uma das línguas oficiais do país. 

“Malta se consolidou como uma excelente alternativa para quem busca qualidade de vida, aprendizado de inglês e possibilidade de trabalho. É um país que une história, cultura e uma excelente estrutura para receber estudantes estrangeiros”, afirma Alexandre Argenta, presidente da Belta.
 

Verdades e mitos sobre Malta

1. Malta é só uma ilha pequena sem muita estrutura
- Mito
Apesar de seu tamanho, Malta tem excelente infraestrutura para estudantes internacionais, com escolas renomadas, serviços eficientes, sistema de saúde de qualidade e uma vida cultural ativa.
 

2. O inglês é uma das línguas oficiais
- Verdade
Além do maltês, o inglês é o idioma oficial do país, o que facilita muito a comunicação, o aprendizado e a integração no mercado de trabalho.
 

3. Só é possível ir para Malta com cidadania europeia
- Mito
Brasileiros podem entrar como turistas e depois solicitar o visto de estudante, desde que estejam matriculados em um curso com carga horária mínima e duração adequada. Com o visto, é possível solicitar permissão de trabalho.
 

4. Malta tem clima agradável o ano inteiro
- Verdade
O clima é mediterrâneo, com verões ensolarados e invernos amenos, o que atrai muitos brasileiros acostumados a temperaturas mais quentes.
 

5. Só é possível ir para Malta com cidadania europeia
- Mito
Brasileiros que desejam estudar no exterior devem solicitar o visto de estudante ainda no Brasil, antes do embarque. Para isso, é necessário já estar matriculado em um curso que atenda aos requisitos de carga horária mínima e duração adequada. Com o visto de estudante aprovado, é possível solicitar a permissão de trabalho.
 

6. O fuso horário facilita contato com o Brasil
- Verdade
A diferença é de apenas 5 horas em relação ao horário de Brasília (considerando o horário de verão europeu), o que torna as comunicações mais práticas com familiares e trabalhos remotos.
 

Evento esclarece processo de visto

Para orientar estudantes e agências sobre o processo de solicitação de visto para Malta, o Consulado Honorário de Malta em São Paulo (@consuladomaltasp), representado por Fiorella Baggio Biasoli, promoveu um treinamento exclusivo na capital paulista com o apoio da Belta e da Embaixada de Malta em Brasília. O evento contou com o patrocínio da PraValer, que também sediou o treinamento em seu espaço, e da Nexpay Brasil (@nexpaybrasil). O treinamento foi ministrado pela VFS Global (@vfsglobalofficial), empresa responsável pela coleta de documentos para solicitação de vistos.

Durante o treinamento, foram detalhadas as etapas da aplicação do visto de estudante, exigências documentais, tempo médio de resposta e os principais erros cometidos durante o processo. Uma sessão de perguntas e respostas esclareceu pontos cruciais para agências e estudantes.  

“Esse tipo de ação reforça o compromisso da Belta e das Agências Selo Belta em garantir informações confiáveis, seguras e atualizadas para quem busca estudar no exterior”, complementa Argenta.

 

Dicas culturais para enriquecer o intercâmbio

Além dos atrativos acadêmicos e profissionais, Malta oferece um verdadeiro mergulho cultural. Com influências britânicas, italianas e árabes, o país é um museu a céu aberto. Para intercambistas, vale:

  • Visitar a cidade histórica de Mdina, conhecida como a “Cidade do Silêncio”;
     
  • Explorar as águas cristalinas da Blue Lagoon, em Comino;
     
  • Aproveitar festivais locais como o Carnaval de Valletta e o Festival de Jazz de Malta;
     
  • Experimentar pratos típicos como o fenek (coelho à moda maltesa) e doces como o Kannoli.

Com tantas oportunidades de aprendizado, vivência cultural e profissional, Malta deixa de ser apenas um destino emergente e se consolida como uma escolha estratégica para quem deseja unir estudo, trabalho e qualidade de vida.

 

Belta – Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio
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Portugal endurece política migratória e acende alerta para quem deseja viver no país

 

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Com notificações de saída e debates sobre mudanças na lei, especialista da Você Português orienta descendentes e imigrantes a se prepararem com mais planejamento

 

As recentes notificações de saída emitidas pelo governo português expõem uma mudança significativa na política migratória do país. Embora a maioria das pessoas notificadas estivesse em situação irregular — sem visto ou com pedidos de residência negados — o contexto em que isso ocorre é sintomático: após as eleições legislativas, Portugal vem sinalizando uma postura mais rígida com relação à entrada e permanência de imigrantes, especialmente diante do fortalecimento de partidos que defendem abertamente o endurecimento das regras. 

Para quem acompanha esse cenário de perto, a guinada não é surpresa. "O país está claramente reposicionando sua política migratória, com mais fiscalização e exigências. E quem tem planos de se mudar precisa entender que improviso não é mais uma opção viável", afirma Tammy Cavaleiro, Head of Legal da Você Português, empresa especializada em consultoria e processos de cidadania portuguesa. 

Segundo ela, os reflexos da nova postura já são sentidos por quem está em processo de legalização no país. “Estamos acompanhando um aumento nos prazos de análise dos pedidos de cidadania e também maior rigor na exigência documental. Mesmo quem tem direito por descendência deve evitar postergar o início do processo”, alerta Tammy. 

Outro ponto de atenção está nas propostas de alteração da lei de naturalização por tempo de residência. Atualmente, o tempo mínimo exigido é de cinco anos, mas há discussões avançadas que sugerem dobrar esse prazo para dez anos. “Se essa mudança for aprovada, milhares de pessoas que já residem legalmente no país terão seu planejamento totalmente alterado. Isso reforça o ambiente de insegurança jurídica para quem ainda está no meio do processo”, pontua a especialista. 

Diante desse cenário, a recomendação para brasileiros que desejam viver legalmente em Portugal é clara: planejamento é fundamental. “Ir como turista e tentar regularizar depois representa um risco alto e, hoje, na maioria dos casos, simplesmente não funciona. O ideal é iniciar o processo ainda no Brasil, com visto adequado, documentação em ordem e conhecimento claro sobre as exigências do país”, finaliza Tammy Cavaleiro. 

Para a equipe da Você Português, o momento exige atenção redobrada. A empresa tem reforçado sua atuação no suporte a brasileiros que desejam morar, estudar ou trabalhar em Portugal, oferecendo orientação jurídica especializada e acompanhamento de ponta a ponta — com foco em garantir uma entrada legal, segura e planejada.



Você Europeu
Para mais informações, acesse: Link


Instituto Rede Incluir promove Feirão de Empregos com mais de 380 vagas para pessoas com deficiência no TRT 1ª Região

Fotos: Feirão de Niterói 2025
Divulgação
O evento, que acontece em 17 de junho, também irá oferecer orientação jurídica sobre benefícios previdenciários



O Instituto Rede Incluir irá realizar no dia 17 de junho uma nova edição do ‘Circuito Dia D – Feirão de Empregos’ no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, localizado no Centro do Rio. A iniciativa representa uma ação voltada para ampliar a inserção de pessoas com deficiência e reabilitados do INSS no mercado de trabalho formal, disponibilizando mais de 380 oportunidades profissionais.

O Feirão contará com a participação de mais de 15 empresas de diversos segmentos, incluindo logística, enfermagem, fisioterapia, tecnologia, administração e transporte, todas comprometidas com práticas de empregabilidade inclusiva. A realização do evento é resultado de uma parceria estratégica entre o Instituto Rede Incluir, a Superintendência Regional do Trabalho, o Ministério Público do Trabalho e o TRT da 1ª Região.



Cenário nacional evidencia necessidade de inclusão

Os números do Censo IBGE 2022 demonstram a dimensão do desafio da inclusão no Brasil. Com 14,4 milhões de pessoas com deficiência, que correspondem a 7,3% da população brasileira, apenas 26,6% desse público está inserido no mercado de trabalho, enquanto entre pessoas sem deficiência esse percentual alcança 60,7%. A taxa de desocupação também se mostra mais elevada neste grupo, revelando obstáculos relacionados a barreiras atitudinais, estruturais e limitações no acesso a oportunidades igualitárias.

A experiência anterior do projeto comprova sua eficácia. Em 22 de maio, o Circuito Dia D realizado em Niterói, no Espaço Niemeyer, conseguiu conectar mais de 100 pessoas com deficiência a oportunidades concretas de emprego, demonstrando que ações articuladas e bem estruturadas produzem resultados efetivos na promoção da inclusão.

"Estamos realizando um movimento consistente pela inclusão real. Inclusão não é apenas contratar, é estruturar, sensibilizar, preparar empresas e dar oportunidades com dignidade", ressalta Antoniel Bastos, presidente do Instituto Rede Incluir.
Orientação jurídica complementa atendimento

Além das oportunidades de emprego, o evento oferecerá atendimento jurídico especializado para orientação sobre questões previdenciárias, incluindo dúvidas sobre o INSS, auxílio inclusão, BPC/LOAS e aposentadoria. O serviço será prestado pela Dra. Célia Castro e a Dra. Fernanda Prado, representante do Instituto Rede Incluir e do NAJI (Núcleo de Apoio Jurídico Incluir), proporcionando suporte integral aos participantes.



SERVIÇO

Circuito Dia D – Feirão de Empregos para Pessoas com Deficiência e Reabilitados do INSS
Data: 17 de junho
Horário: das 10h às 15h
Local: TRT da 1ª Região – Av. Antônio Carlos, 251, Centro – RJ
Realização: Instituto Rede Incluir, TRT da 1ª Região , Ministério Público do Trabalho RJ, Superintendência Regional do Trabalho RJ

 

IA no atendimento ao cliente: uma nova era de experiências personalizadas


Não há dúvidas de que a inteligência artificial (IA) está transformando o cenário do atendimento ao cliente, impulsionada por avanços tecnológicos que redefinem a interação entre empresas e consumidores. No entanto, a implementação da IA no atendimento não é uma jornada isenta de desafios e requer uma compreensão profunda de suas nuances e potencialidades. 

Se, há pouco tempo, a IA era vista com ceticismo, hoje ela se consolida como uma ferramenta indispensável. O mercado está em constante ebulição, com novidades surgindo a cada semana. Essa rápida evolução exige que as empresas se mantenham atualizadas e adaptáveis para aproveitar ao máximo os benefícios dessa inovação.

Entre as diversas vantagens da IA, está a capacidade de tirar a frieza da tecnologia, proporcionando uma experiência mais humana e personalizada. Ao contrário de um chatbot tradicional, que exige que o cliente siga um script pré-definido, a IA pode iniciar uma conversa de forma natural e amigável, criando um senso de conexão e confiança. 

Uma das principais discussões no campo da IA no atendimento gira em torno da distinção entre chatbots tradicionais e soluções baseadas em IA. Enquanto os chatbots se destacam na inteligência de processos, automatizando tarefas como a emissão de segundas vias de boletos, a IA oferece uma inteligência conversacional, capaz de compreender nuances da linguagem humana e adaptar as respostas de acordo com o contexto. A IA, ao contrário de um chatbot com respostas pré-definidas, pode corrigir erros de digitação, entender a intenção do cliente e oferecer soluções personalizadas. Essa capacidade de adaptação e aprendizado contínuo eleva a experiência do cliente a um novo patamar, tornando a interação mais fluida e eficiente. 

A IA também pode ser utilizada para analisar dados e identificar padrões de comportamento do cliente, o que permite que as empresas personalizem ainda mais o atendimento, oferecendo soluções e recomendações sob medida. Além disso, a IA pode ser utilizada para otimizar processos internos, identificar gargalos e melhorar a eficiência do atendimento.
 

Nem tudo são flores

No entanto, é preciso cautela. É fundamental criar balizadores para evitar que a IA se desvie do tema ou forneça informações incorretas. Em áreas sensíveis, como pagamentos e dados pessoais, a calibração da IA deve ser ainda mais rigorosa para garantir a precisão das informações. 

Já a segurança dos dados é uma preocupação central na era da IA. Ao utilizar plataformas de IA, é crucial garantir que os dados estejam protegidos por protocolos de segurança robustos. A

escolha da plataforma também é um fator determinante, pois algumas oferecem maior segurança e privacidade dos dados do que outras. 

No entanto, é importante lembrar que a IA não é uma solução mágica: não possui alma, nem pode substituir completamente o toque humano no atendimento. Em situações que exigem empatia, compreensão e sensibilidade, a presença de um agente humano é fundamental. 

O futuro da IA no atendimento reside na combinação da inteligência artificial com a inteligência humana. A IA pode automatizar tarefas repetitivas, analisar dados e personalizar experiências, enquanto os agentes humanos podem lidar com situações complexas, oferecer suporte emocional e construir relacionamentos duradouros com os clientes. 

Importante destacar que, para que a IA seja implementada com sucesso no atendimento, é fundamental que as empresas estejam preparadas. Para isso, é preciso ter uma estrutura de dados organizada, processos bem definidos e uma cultura de inovação. As companhias que não se prepararem para a era da IA correm o risco de ficar para trás. 

Em suma, a IA está transformando o atendimento ao cliente de forma profunda e irreversível. As empresas que souberem aproveitar ao máximo o potencial da IA estarão melhor posicionadas para oferecer experiências personalizadas, otimizar processos e construir relacionamentos duradouros com os clientes. No entanto, o sucesso da IA no atendimento depende da sua combinação com a inteligência humana, da ética na utilização dos dados e do compromisso com a excelência no atendimento.



Francisco Dabus - diretor de negócios da Robbu.


Saiba como garantir a entrega do benefício do Leve Leite

 

Crédito: Daniel Guimarães
SME-SP

Atualização cadastral é fundamental para receber o leite em pó que atende mais de 325 mil crianças matriculadas na Rede Municipal de Ensino

  

Para ter acesso ao Leve Leite, programa da Prefeitura que atende 325 mil crianças do Ensino Infantil da Rede Municipal ou com deficiência, residentes da capital e matriculadas até o 5º ano da Educação Fundamental, as famílias devem estar com seus dados cadastrais sempre atualizados.  

Além de estarem inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais no município de São Paulo, o CadÚnico, os beneficiários precisam ter endereço atualizado, identificação do número da residência e CEP correto. A Secretaria Municipal de Educação (SME) reforça a recomendação para garantia de um benefício que tem uma taxa média de sucesso de 98%, computando uma distribuição de 3,9 milhões de quilos de leite em pó anualmente. 

Desde abril do ano de 2024, a Prefeitura fortaleceu o programa com a retirada do leite pelos familiares em mais de 100 agências dos Correios. A SME faz também Busca Ativa das famílias e orienta sobre a importância de os responsáveis atualizarem os dados para recebimento do alimento. Qualquer dúvida os familiares podem consultar a secretaria da unidade educacional em que a criança está matriculada ou registrar qualquer problema na entrega do produto pelo portal 156. 

 

Como acontecem as entregas

Para as crianças menores de um ano, a entrega da fórmula láctea é feita todos os meses na própria creche. As famílias dos alunos cadastrados no programa Leve Leite recebem um SMS um dia antes da primeira tentativa de entrega. Caso o procedimento de entrega não tenha êxito, é enviada, pela segunda vez, uma nova mensagem indicando a agência dos Correios mais próxima para realizar a retirada. 

Quando há problema no registro no CadÚnico, os pais e responsáveis precisam aguardar 70 dias até entrar na base de dados. É importante lembrar que, todo mês, há atualização dos beneficiários. 

Uma vez na base de dados da prefeitura, o responsável pelo aluno terá de aguardar a entrega do leite conforme cronograma de entrega domiciliar pelo CEP. No caso de atualização de endereço, o responsável pela criança já entra na quantificação de quilo de leite (4 quilos por ciclo) para receber no mesmo mês.

 

Dúvidas sobre o programa 

·         Para quem o Programa Leve Leite atende é destinado?

O Leve Leite é um programa de distribuição de leite destinado a crianças em idade de creche e pré-escola matriculadas na Rede Municipal de Ensino (RME), ou na fila de espera, moradoras no município de São Paulo, cujas famílias estejam inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).

 

·         Para receber tem que estar cadastrada no CadÚnico?

Sim, para receber o benefício as famílias devem estar cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais no município de São Paulo, o CadÚnico, e a criança deve estar matriculada na Educação Infantil da Rede Municipal de Educação. A adesão é feita no ato da matrícula.

 

·         Onde o leite é entregue?

A entrega da fórmula láctea para menores de um ano é feita todos os meses na própria creche. Para as demais crianças da Educação Infantil, em cada quadrimestre, são entregues o equivalente a 4 quilos de leite em pó.

 

·         Crianças com deficiência matriculadas até o 5° ano do Ensino Fundamental também têm direito ao benefício?

Sim, também são atendidas as crianças com deficiência matriculadas até o 5º ano do Ensino Fundamental. Para esse público a inscrição no CadÚnico não é obrigatória. No ato da matrícula os pais ou responsáveis legais devem optar pelo recebimento do benefício.

 

·         Como os familiares ficam sabendo que haverá a entrega do produto?

No dia anterior à entrega, as famílias recebem uma mensagem SMS com o texto de aviso. Também é possível realizar a consulta da data telefonando para a Central SP 156.

 

·         Como a família sabe que não receberá na residência?

Quando não ocorre o recebimento na residência, as famílias beneficiárias do Programa Leve Leite podem fazer a retirada em uma das agências dos Correios. Mas atenção, o responsável só deve ir aos Correios após o recebimento de um SMS indicando a agência de retirada.

 

·         Como tirar as dúvidas sobre o cadastro?

Caso tenha dúvidas sobre o cadastro, é preciso ir presencialmente à escola em que a criança está matriculada para fazer a consulta na secretaria.

 

Liderança, valores e bem-estar: A tríade da cultura organizacional saudável

 

A saúde mental impacta diretamente na produtividade e rentabilidade das empresas, sendo, portanto, um tema de extrema seriedade que demanda prioridade e deve integrar o planejamento anual das corporações, com definição de planos de ação, prevenção e manutenção que irão colaborar com a saúde das equipes e um clima positivo na atmosfera laboral. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que anualmente 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos por causa de depressão e ansiedade, custando à economia global quase 1 trilhão de dólares. Neste contexto é de vital importância compreender a maneira como a cultura organizacional influencia esse ambiente e as pessoas. 

A cultura, como fenômeno social, pode ser descrita como um conjunto de comportamentos e modos de agir de um grupo. Assim, quando falamos de povos, comunidades e agrupamentos sociais, os hábitos, regras, valores, são compartilhados. 

Trazendo a cultura para o âmbito corporativo, alguns pesquisadores da área de psicologia afirmam que “a cultura é a chave para a eficácia e o sucesso de qualquer organização” e o modo de agir, pensar e compartilhar os princípios e convicções são frequentemente moldados, pois cada companhia, em sua gestão, agrega na construção do significado, dando à cultura organizacional seus próprios conceitos e ideologias. Dessa forma, desenhados em sua missão, visão e valores, e reverberando em seu modo de atuação, produto e/ou serviço final. Para que o sucesso de determinada organização empresarial se concretize, é necessário que exista conexão de propósito entre a gestão e as pessoas que colaboram com a companhia. 

Por isso, é fundamental a construção de uma cultura transparente e, seguramente, não tóxica para a saúde mental dos colaboradores, respeitando a diversidade, educando constantemente seus gestores para que desenvolvam e mantenham uma comunicação não violenta, desenvolvam uma escuta ativa e tenham uma liderança autêntica, proporcionando um ambiente de bem-estar, que promove o alinhamento e a adesão à cultura por parte dos profissionais, podendo, desta forma, atingir uma qualidade cada vez mais alta e consistente nas escalas de segurança psicológica. 

Para tanto, algumas dicas podem ajudar a identificar e rastrear pontos cruciais na cultura das empresas, são elas:

  1. É preciso realizar análises frequentes do clima organizacional, a fim de obter dados que indiquem se o ambiente está de fato saudável e como as pessoas se sentem em relação a ele. Existem ferramentas que podem apoiar esse diagnóstico, como o Climor (Escala de Avaliação do Clima Organizacional), que avalia o clima organizacional, definido por meio de um conjunto de características estáveis, resultantes da interação entre o colaborador, seus colegas e a organização.
     
  2. Desenvolver e aprimorar a liderança deve ser um trabalho contínuo. Atualmente, a liderança autêntica está em alta e preza pela transparência, coerência e pelo exemplo. O líder autêntico é aquele que não somente fala, mas também age conforme planejado. O instrumento EALA, pode apoiar a organização na hora de mensurar o quanto o comportamento dos seus gestores se aproxima da liderança autêntica, a partir da observação de quatro fatores: Autoconsciência, Processamento balanceado, Perspectiva moral internalizada e Transparência de relacionamento. 

Ambos são instrumentos on-line que facilitam a aplicação e a correção, garantindo mais agilidade e precisão nos diagnósticos que podem beneficiar a cultura organizacional como um todo.

Estas são apenas algumas dicas de uma enorme gama de intervenções que podem apoiar as instituições na construção e manutenção de uma cultura organizacional saudável e comprometida em garantir a segurança psicológica dos seus colaboradores.


 Adriana Isidio - Gerente de Marketing e Comunicação na Vetor Editora, empresa da Giunti Psychometrics. Graduada em Comunicação Social, pós-graduada em Gestão Empresarial pela ESPM e em Gestão Estratégica em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela USP, onde defendeu a tese “A importância da comunicação interna no apoio à prevenção e manutenção da saúde mental das pessoas nas organizações”.


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