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sexta-feira, 26 de abril de 2024

Meningite: especialista alerta para sintomas, tratamentos e quadros delicados

 Organização Mundial da Saúde estabeleceu o dia 24 de abril para conscientizar e prevenir a doença, infecciosa grave que, se não tratada, pode deixar sequelas 

 

Dor de cabeça, febre, vômitos e rigidez no pescoço são apenas alguns dos sintomas desencadeados pela meningite. Uma doença grave que, se não tratada, pode levar a sérias sequelas e ao óbito. “Consiste em uma inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal, é causada por vírus, bactérias, fungos ou parasitas, e pode atingir todas as fases da vida: bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos”, explica Vera Rufeisen, infectologista do Vera Cruz Hospital, em Campinas (SP). Não à toa, portanto, a OMS (Organização Mundial da Saúde) estabeleceu um dia especial, anualmente, com o objetivo de promover a conscientização e as estratégias de prevenção contra a doença: 24 de abril. 

Segundo o Ministério da Saúde, foram registrados mais de nove mil casos e 886 mortes pela doença apenas em 2023. De acordo com o órgão, além dos 10% de óbitos, outros 20% das vítimas passam a ter sequelas graves e duradouras da patologia. O índice de recuperação total, portanto, chega a 70%. 

De acordo com a especialista, algumas das complicações podem ser desencadeadas nos casos em que a meningite não é diagnosticada em sua fase inicial:

- Dificuldade em ouvir – pode gerar perda auditiva parcial ou total se os nervos auditivos forem atacados;

- Paralisia motora e fraqueza muscular;

- Danos neurológicos – em sua forma mais grave, pode gerar problemas como convulsões, dificuldade de aprendizado, perda de memória e de coordenação. 

“No entanto, cada paciente irá reagir de uma maneira, conforme a gravidade da doença, o tipo de meningite e as condições clínicas. Por isso, quanto antes o diagnóstico e o início do tratamento, melhores são as chances de uma evolução favorável”, destaca.

 

É transmissível?

A meningite é uma doença infecciosa, mas nem sempre transmissível. A forma bacteriana, em especial a causada pelo meningococo haemophillus, pode ser transmitida por meio de gotículas, como por exemplo a fala, espirro, beijo e tosse. Existem casos em que pessoas pegam o meningococo, mas não adoecem, sendo apenas portadores da bactéria.

 

Sintomas

Meningites virais: “Essas têm um quadro habitualmente mais leve se comparadas à bacteriana, mas devem ser diagnosticadas e, em algumas situações, como as herpéticas, por exemplo, tratadas imediatamente. Seus sintomas são dor de cabeça de forte intensidade, intolerância à luz, náuseas e febre. Na maioria das vezes, apenas o exame de análise do líquido cefalorraquidiano nos trará a diferenciação de qual tipo de meningite se trata, e a consequente forma de tratamento correta”, detalha Vera. 

Meningites bacterianas: “Consideradas mais graves, precisam de tratamento imediato. Uma vez que os sintomas se evoluem rapidamente, como febre alta, mal-estar, vômitos, dor forte de cabeça e no pescoço, dificuldade para encostar o queixo no peito e, às vezes, manchas vermelhas espalhadas pelo corpo. Esse é um sinal de que a infecção está se alastrando rapidamente pelo sangue e o risco de sepse aumenta muito. Nos bebês, a moleira fica elevada”, esclarece.

 

Tratamento:

De acordo com a infectologista, o tratamento deve ser realizado direcionado com o agente causador. As meningites virais, por exemplo, na maioria das vezes, necessitam apenas de medicamentos sintomáticos para dor e febre, hidratação e repouso. Em outras situações, como as herpéticas, por exemplo, é necessário iniciar terapêutica antiviral. “No caso da meningite bacteriana, o tratamento é feito com antimicrobianos injetáveis e deve ser iniciado o mais rápido possível para evitar complicações e sequelas”, salienta. 

Meningites causadas por fungos ou pelo bacilo da tuberculose exigem tratamento prolongado à base de terapia específica (antifúngicos e medicamentos para tratamento de tuberculose).

 

Prevenir é sempre o melhor caminho


Portanto, a especialista também lista algumas recomendações:

- Evite locais fechados e aglomerações;

- Prefira locais com ventilação natural, se possível ensolarados;

- Lave as mãos com a maior frequência possível;

- Mantenha sua carteirinha de vacinação sempre atualizada. Há vacinas eficazes e seguras contra o meningoco, haemophylus e pneumococos. Não apenas as crianças, mas os adultos e idosos devem procurar também atualizar sua carteira de vacinação. Converse com seu médico sobre seu calendário vacinal.

 

Vera Cruz Hospital

Anvisa aprova tecnologia inovadora que já tratou de forma segura mais de 40 mil pacientes com arritmia no mundo

Aprovado no último dia 15, o FARAPULSE™ chega como uma nova possibilidade de tratamento na vida de cerca de 1,5 milhão de pessoas que são acometidas pela doença no país


A Boston Scientific Brasil recebeu, no último dia 15, a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para atuar no país com a sua nova tecnologia para o tratamento da fibrilação atrial: o FARAPULSE™, sistema inovador de ablação por campo pulsado (ou PFA, de Pulsed Field Ablation em inglês).

A nova tecnologia será capaz de ajudar, de forma mais segura, cerca de 1,5 milhão de pessoas que são acometidas pela fibrilação atrial ano a ano, sendo 70% delas sintomáticas, de acordo com estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). [1] Globalmente, com o FARAPULSE™, já foram tratados mais de 40 mil pacientes com sucesso.  

Este novo método foi desenvolvido para atuar no isolamento das veias pulmonares em pacientes que são acometidos por fibrilação atrial (FA) paroxística, que, normalmente, é o estágio inicial da doença. Nestes casos, os pacientes desenvolvem episódios recorrentes da arritmia, em que o término da mesma acontece de maneira espontânea, em até uma semana.

No entanto, os pacientes que não recorrem ao tratamento da fibrilação atrial logo no início da doença podem desenvolver uma fibrilação atrial persistente e permanente, gerando, desta forma, uma sobrecarga no coração e, consequentemente, uma insuficiência cardíaca. Além disso, a doença estimula a formação de coágulos que podem causar um infarto ou AVC. [2].

"A aprovação do FARAPULSE é um marco importante para ajudar milhões de pessoas que são acometidas pela fibrilação atrial no Brasil, além de ser uma oportunidade incrível de trazer o primeiro sistema PFA projetado e construído exclusivamente para esse tipo de terapia de ablação”, comenta Kalyne Terumi Chagas, diretora da área de Ritmo Cardíaco na Boston Scientific Brasil.

Desenvolvida nos Estados Unidos, a tecnologia foi aprovada pela FDA (Food and Drug Administration), órgão regulamentador do país, em janeiro deste ano. O procedimento é uma alternativa terapêutica mais eficiente e menos invasiva em relação a ablação térmica, uma vez que, em alguns casos, o processo por indução de calor pode causar danos ao esôfago ou ao nervo frênico (localizado no pescoço e que passa por coração e pulmão até chegar ao diafragma). A tecnologia também já está aprovada em 24 países da Europa, como Alemanha, Espanha e Portugal, e na América Latina está disponível no Chile.


Funcionamento e diferença de procedimentos

O processo de ablação tradicional atual ocorre por meio de um cateter guiado para o interior do coração, que aplica temperaturas extremas – quentes ou frias – para destruir áreas-alvo associadas às células que possuam os ritmos cardíacos anormais. O FARAPULSE™, por outro lado, utiliza campos elétricos que destroem somente as células responsáveis pela arritmia, evitando, assim, danos às áreas externas ao coração e próximas a ele, como o a parede do esôfago, por exemplo. [3]

Um estudo retrospectivo sobre a tecnologia foi realizado em mais 106 centros ao redor do mundo, com mais de 413 médicos eletrofisiologistas, e mais de 17 mil pacientes ( MANIFEST 17K), onde foi possível validar a consistência da segurança oferecida pelo sistema Farapulse com taxas de 0% de lesão de esôfago, 0% de lesão permanente do nervo frênico, e 0% de estenose das veias pulmonares. Além da segurança, também foi realizado um estudo em 30 centros dos Estados Unidos, envolvendo mais de 600 pacientes e 65 eletrofisiologistas com alto volume e experiência em procedimentos de ablação de Fibrilação Atrial utilizando energia térmica. (ADVENT) Apesar do primeiro contato destes eletrofisiologistas com a tecnologia do Farapulse, os resultados do estudo Advent AF demonstraram que a eficácia das ablações de Fibrilação atrial utilizando a energia de campo pulsado foi de 73.3% vs 71.3% da energia térmica ao longo de 1 ano de acompanhamento após o procedimento, demonstrando que além de o Farapulse ser uma tecnologia segura e eficiente, também apresentou resultados tão eficazes quanto a energia térmica no tratamento da Fibrilação Atrial.  

“Os estudos realizados nos Estados Unidos comprovaram que o FARAPULSE™ foi uma opção segura e eficaz para o tratamento da doença cardíaca. Por isso, temos convicção que ele poderá, em larga escala, ajudar a diversas pessoas com o tratamento. Queremos que a tecnologia chegue às pessoas e que elas possam se beneficiar do uso e tenham uma vida mais saudável”, afirma Eduardo Verges, vice-presidente e gerente geral da Boston Scientific Brasil.

Atenção: a lei restringe a venda desses dispositivos por meio de ou por indicação de um médico. Indicações, contraindicações, avisos e instruções podem ser encontrados nos rótulos de cada dispositivo ou www.IFU-BSCI.com. 

Essas informações são apenas para propósitos educacionais. Esses produtos estão para demonstração por propósitos de informação e podem não ser aprovados ou estar para venda em certas localidades. Este material não se destina ao uso na França. 2024 Copyright Boston Scientific Corporation ou seus afiliados.

Este material é apenas para fins informativos e não se destina a diagnóstico médico. Esta informação não constitui aconselhamento médico ou jurídico, e a Boston Scientific não faz nenhuma representação sobre os benefícios médicos incluídos nesta informação. A Boston Scientific recomenda fortemente que você consulte seu médico sobre todos os assuntos relacionados à sua saúde.

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Boston Scientific - Líder global em dispositivos médicos, presente em 130 países e com 45 mil funcionários, a Boston Scientific transforma vidas por meio de soluções médicas inovadoras que melhoram a saúde dos pacientes ao redor do mundo e reduzem o impacto financeiro de todo o sistema de saúde.



[1]Dados do dossiê de inclusão de eletrofisiologia no SUS, desenvolvido pela SOBRAC
[2]Klein, G., & Prystowsky, E. (2001). Clinical electrophysiology review. McGraw-Hill.
[3](PEFCAT1,PEFCAT2)


Médica da Rede Meu Doutor Novamed alerta para riscos da pressão alta, doença crônica mais comum entre os brasileiros

O Dia do Combate à Hipertensão Arterial (26/4) tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico preventivo e do tratamento

 

A hipertensão, popularmente conhecida como pressão alta, atinge, aproximadamente, 30 milhões de brasileiros, conforme dados do Ministério da Saúde. O Dia do Combate à Hipertensão Arterial (26 de abril) tem como objetivo alertar sobre os riscos da doença e o tratamento adequado. A Dra. Danielle Cristina Pastura, Médica da Família da Rede Meu Doutor Novamed, unidade Méier, no Rio de Janeiro, destaca possíveis causas e a importância dos hábitos saudáveis para se reduzir as chances de desenvolvimento de quadro hipertensivo. 

De acordo com as últimas diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia, define-se como hipertenso o paciente com pressão arterial persistentemente maior ou igual a 140 x 90mmHg. Medir a pressão é a única maneira de diagnosticar a hipertensão. 

A Dra. Danielle destaca que as causas podem ser genéticas, mas muitos outros aspectos modificáveis têm influência. “Idade, sobrepeso ou obesidade, dietas ricas em sódio e sedentarismo estão entre os fatores de risco”, cita a médica. E acrescenta: “Há, ainda, doenças como o hipertireoidismo e a apneia do sono, que podem causar um tipo de hipertensão que se resolve ao controlar essas condições de base”.         

Ela explica que o tratamento inclui a prescrição de remédios e a adoção de novos hábitos. É fundamental iniciar com a mudança de estilo de vida, com redução do consumo de sódio, prática regular de atividades físicas e cessação do tabagismo. Já em relação aos medicamentos, “há várias classes que podem ser administradas, mas que dependem de diversos fatores. Uma avaliação médica dos fatores permitirá ao profissional prescrever o melhor tratamento para cada pessoa”, reforça.  

A cura depende da origem da doença, segundo a Dra Danielle Pastura. “Se houver uma causa como o sobrepeso, o tabagismo ou outras doenças que tenham relação com hipertensão, podemos dizer que há chances de cura. A própria prevenção parte desse estilo de vida: manter o peso ideal e praticar atividades físicas regularmente. Lembrando que o aconselhável é praticar cerca de 150 minutos de exercícios por semana”, diz ela.  

Se for uma hipertensão arterial de origem genética e/ou causada pelo envelhecimento, não há cura. “Nesse caso, trata-se de doença crônica, que tem controle, porém, não há cura. O que ocorre, em algumas situações, é que pelo envelhecimento do sistema circulatório, alguns pacientes acabam por não apresentar mais níveis pressóricos tão elevados, mas não estão livres da doença”, reforça Pastura.

 

Brasil registra aumentos de hipertensos 

Um relatório de 2022, do Ministério da Saúde, confirmou que o número de adultos com diagnóstico médico de hipertensão cresceu 3,7 pontos percentuais em 15 anos no Brasil. Os índices saíram de 22,6%, em 2006, para 26,3%, em 2021. O relatório mostra ainda um aumento na prevalência do indicador entre os homens. 

Um outro grande estudo, realizado por 40 anos, entre 1975 e 2015 em diversos países, indicou um aumento de 90% no número absoluto de pessoas com hipertensão arterial, principalmente nos países em desenvolvimento, como o Brasil.

 

Dia 26 de abril: dia de combate à hipertensão arterial 

A data, instituída pela Lei nº 10.439/2002, tem o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico preventivo e do tratamento da pressão alta.

“Entre os maiores riscos de quem tem a doença, o mais temível é o acidente vascular encefálico (o "derrame cerebral"). Mas outras questões ainda mais frequentes são os danos oftalmológicos, a insuficiência renal, a doença arterial coronária (infartos e anginas) e a insuficiência cardíaca, já que a hipertensão é o principal fator de risco para doenças cardiovasculares”, alerta a Dra. Danielle Pastura. 

Por fazer parte do grupo das Doenças Crônicas não Transmissíveis, a doença está relacionada à meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da ONU, que propõe, até 2030, reduzir, em um terço, a mortalidade prematura por doenças desse tipo, por meio de prevenção e tratamento, e promover a saúde mental e o bem-estar. 

Os ODS são uma agenda mundial adotada durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, realizada em setembro de 2015, composta por 17 objetivos e 169 metas a serem atingidos até 2030.

 

Altitude no futebol: especialista explica impactos para atletas em localidades acima do nível do mar

 

Alterações no desempenho, falta de ar e sensação de fadiga muscular são efeitos da altitude, destaca professor de Educação Física do CEUB

 

Estrelas do futebol mundial, jogadores brasileiros enfrentam dificuldades com a respiração e a velocidade da bola quando as partidas acontecem em locais acima do nível do mar. Um dos receios durante os sorteios da Libertadores e da Sul-Americana é serem designados para enfrentar, logo na fase de grupos, equipes que tenham estádios localizados em regiões de altitude elevada. 

A atual edição da Copa Libertadores retoma o desafio para os jogadores brasileiros: subir até os 3.640 metros de altitude em alguns jogos que acontecem no Equador. Tácio Santos, professor de Educação Física do Centro Universitário de Brasília (CEUB), explica os principais efeitos da altitude na rotina de atletas do futebol.
 

Confira entrevista, na íntegra:
 

Quais são os efeitos da altitude no corpo humano?

TS: TS: A altitude apresenta uma menor concentração de oxigênio no ar, o que resulta numa reduzida disponibilidade de oxigênio para o corpo humano. Essa redução afeta a capacidade de mobilização de energia aeróbia, que é a energia que requer oxigênio para suas reações químicas.
 

Quais as principais consequências da falta de ar no corpo humano?

TS: Com menos oxigênio disponível, há uma diminuição na capacidade de gerar energia aeróbia. Embora o futebol envolva momentos nos quais usamos energia anaeróbia, que não depende de oxigênio para ser liberada, a maior parte do tempo a sustentação energética ocorre através da energia aeróbia.
 

Quais as principais dificuldades que atletas de alto nível, que não estão acostumados a jogar nessas condições enfrentam?

TS: Atletas de alto nível enfrentam uma dificuldade comum: ao usar mais energia anaeróbia do que aeróbia, acabam enfrentando efeitos indesejados. Isso inclui respiração ofegante e uma sensação de queimação nos músculos, como coxas e glúteos. No final, resulta em uma sensação de peso nas pernas e no corpo, limitando o desempenho esportivo.
 

Existe alguma estratégia específica que a preparação física adotar para lidar com as condições de altitude?

TS: As estratégias não estão tanto ligadas à preparação física, mas sim à fisiologia. Uma das mais comuns é o uso de dilatador nasal. A questão principal é que a eficácia desse recurso varia muito de pessoa para pessoa. Por isso, sua validação científica tem suas limitações. No entanto, geralmente é uma das abordagens adotadas.
 

Muitas equipes vão alguns dias antes para se adaptar a região. Acredita que isso pode diminuir os prejuízos para os jogadores?

TS: Antigamente, era comum as equipes chegarem alguns dias antes em regiões de elevada altitude para se adaptarem à menor disponibilidade de oxigênio. No entanto, agora sabemos que a adaptação, como o aumento na produção de glóbulos vermelhos, requer mais tempo do que o calendário muitas vezes permite. Então, hoje em dia, muitas equipes adotam o oposto: tentam chegar o mais próximo possível do momento da partida. Isso evita que o organismo perceba imediatamente a diferença na disponibilidade de oxigênio. A única consideração feita antes da partida não é tanto pela respiração, mas sim pelo comportamento da bola, que também é afetado pela composição do ar. Assim, o tempo limitado que as equipes passam antecipadamente é mais para os jogadores se acostumarem com o tempo de reação e a velocidade da bola - não tanto para questões respiratórias.
 

Jogar na altitude pode ocasionar algum problema de saúde para o jogador?

TS: No caso em que o atleta não tenha predisposições ou problemas de saúde, e não esteja se recuperando de algum problema, não é esperado que haja efeitos prejudiciais para a saúde em si. O que normalmente ocorre são os efeitos das alterações no desempenho físico. Isso pode resultar em um desgaste maior tanto muscular quanto metabolicamente, levando a uma necessidade aumentada de recuperação após a partida. Se essa demanda por tempo de recuperação adicional ou uma recuperação mais cuidadosa não for atendida, então sim, os treinos ou partidas subsequentes podem resultar em menor desempenho físico, maior desgaste muscular, ou até mesmo lesões.
 

Os jogadores podem ter suas habilidades reduzidas. Como saltar, correr, disputar jogadas, raciocínio rápido?

TS: É fundamental compreender que a energia aeróbia é a principal fonte de energia para todas as células do nosso organismo. Isso não só influencia as capacidades físicas necessárias para o futebol, como saltar, correr e mudar de direção, mas também afeta o raciocínio lógico e a tomada de decisões. Esses efeitos têm impacto tanto no nível físico quanto no intelectual. Considerando que uma partida de futebol requer tanto esforço físico quanto intelectual, é importante reconhecer que ambas as dimensões são afetadas, não apenas a física.
 

Pode se dizer que a altitude seria um “doping natural” para os atletas já acostumados?

TS: Eu evitaria o termo 'doping natural' ao se referir à altitude e outras condições climáticas, como calor, frio, umidade do ar, vento e assim por diante. Isso pode parecer desmerecer uma vitória justa de uma equipe que pertence a uma localidade com um ambiente diferente daquele em que é visitante está habituada. De certa forma, pode haver uma vantagem para a equipe local, que está mais adaptada ao ambiente em que vive, mas o mesmo pode ser dito sobre outras situações climáticas e ambientais, como mencionei. Essas são questões que fazem parte do jogo!

 

As dores de ser mãe

 


Como a microfisioterapia pode te auxiliar nas dores diárias da maternidade 

 

No Dia das Mães, uma data tão especial para celebrar o amor e a dedicação materna, é importante destacar técnicas terapêuticas que podem contribuir para o bem-estar e a saúde das mães. Uma dessas técnicas é a microfisioterapia, uma abordagem inovadora que busca identificar e tratar as causas emocionais e físicas de diversas doenças e disfunções.

Ser mãe envolve uma série de demandas físicas e emocionais, que podem deixar marcas no corpo e na mente. A sobrecarga física, as noites mal dormidas, as posturas inadequadas durante a amamentação ou a rotina intensa de cuidados com os filhos podem causar dores musculares, problemas posturais e até mesmo lesões. Além disso, o estresse, a ansiedade e as preocupações constantes relacionadas à maternidade podem afetar o estado emocional das mães, levando a sintomas como irritabilidade, cansaço excessivo e até mesmo quadros de depressão.

"A microfisioterapia atua de forma global, considerando tanto os aspectos físicos quanto os emocionais da mãe. Através do mapeamento corporal, os terapeutas identificam os traumas físicos e emocionais que ficaram registrados nas células do organismo, desencadeando sintomas e doenças. Dessa forma, a técnica busca tratar as causas desses danos, promovendo a liberação de emoções represadas e estimulando o sistema de autocura do corpo", diz a fisioterapeuta especializada em microfisioterapia Pércya Bacilla Nery.

No caso dos danos físicos, a microfisioterapia pode auxiliar no alívio das dores musculares, no tratamento de lesões e na melhora da postura. Através dos toques sutis e precisos, a técnica estimula a regeneração dos tecidos e promove o equilíbrio muscular, ajudando as mães a se recuperarem de forma mais rápida e eficaz.

"Já em relação aos danos psicológicos, o tratamento atua na liberação de traumas emocionais, como o estresse da maternidade, eventos traumáticos do passado ou até mesmo questões relacionadas à própria relação com os filhos. Ao liberar esses traumas, a técnica promove um alívio emocional significativo, auxiliando as mães a lidarem de forma mais saudável com suas emoções, reduzindo o estresse e a ansiedade", diz a especialista.

É importante ressaltar que a microfioterapia não substitui o acompanhamento médico e psicológico tradicional, mas sim complementa e potencializa os resultados. A abordagem terapêutica busca tratar a causa dos sintomas, levando em consideração a integralidade do ser humano. Dessa forma, a microfisioterapia pode ser uma ferramenta eficaz para ajudar as mães a superarem os danos físicos e psicológicos decorrentes da maternidade, promovendo uma maior qualidade de vida e bem-estar.

No Dia das Mães, podemos valorizar e cuidar dessas mulheres especiais, oferecendo-lhes não apenas amor e gratidão, mas também a possibilidade de uma vida plena e saudável através da microfisioterapia.

  

Percyafisio
Dra Pércya Bacilla Nery - Fisioterapeuta
bacillanery@yahoo.com.br
https://percyafisio.com.br
Rua Lamenha Lins, 266 , Cj. 56 – Centro– Curitiba – PR


InCor alerta para o controle da hipertensão, doença que acomete mais de 30 milhões de brasileiros

 Novo medicamento apresentado para o controle da pressão arterial, patologia crônica e sem cura, poderá evitar o consumo diário de comprimidos trazendo qualidade de vida para pessoas

 

Na próxima semana, dedicada à conscientização sobre a Hipertensão Arterial, uma condição que afeta grande parcela da população brasileira e desencadeia até 80% dos casos de AVC e 60% dos casos de ataque cardíaco no país, a importância do tema é ressaltada pelo cardiologista Luiz Aparecido Bortolotto, diretor da Unidade de Hipertensão Arterial do InCor (Instituto do Coração do HCFMUSP). 

O especialista esclarece que a doença já afeta cerca de 35% dos brasileiros, e as estatísticas de mortalidade associadas a doença aumentaram para mais de 39 mil, representando um aumento de 72%, de acordo com dados do Ministério da Saúde[i]

A hipertensão não é apenas uma questão genética, mas também está intimamente ligada ao estilo de vida. Fatores como obesidade, sedentarismo, tabagismo, estresse e hábitos alimentares inadequados contribuem significativamente para o aumento da pressão arterial, tornando-se elementos-chave na luta contra essa condição. 

O InCor se destaca como referência no cuidado para hipertensão com complicações ou com causas secundárias (renais, endócrinas, etc), oferecendo tratamentos avançados e acompanhamento especializado para os pacientes. A doença considerada silenciosa, possui sintomas que não costumam ser percebidos com tanta facilidade. 

Assim, a consulta de rotina como check-up, ou mesmo, as medidas frequentes da pressão arterial são muito importantes. “Alguns pacientes se queixam de mal-estar, tontura, dor de cabeça, embora nem sempre esses sintomas estejam relacionados à elevação da pressão, e dependem do histórico familiar e da rotina diária”, explica Dr. Luiz Aparecido Bortolotto.
 

Estudo é uma nova promessa no campo da cardiologia apresentado no ACC 

Em paralelo aos esforços de prevenção e tratamento, novas terapias surgem com os avanços da medicina. Um estudo apresentado no Congresso da American College of Cardiology (ACC) de 2024, revelou descobertas promissoras no campo da cardiologia. O medicamento zilebesiran, um fármaco investigativo, desponta como uma nova promessa no combate à hipertensão arterial. 

Com resultados preliminares do estudo animadores, após três meses de tratamento, os pacientes que receberam o medicamento por meio de uma única injeção subcutânea, apresentaram reduções significativas da pressão arterial em comparação com o grupo placebo, esclareceu o médico. 

“O novo medicamento funciona de forma única em comparação com outros remédios disponíveis nas farmácias ao desligar um gene específico responsável por produzir uma substância chamada angiotensinogênio. Essa substância desempenha um papel chave em um sistema do nosso corpo chamado renina-angiotensina-aldosterona", explica o médico. O medicamento usa uma tecnologia avançada chamada RNA de interferência (RNAi), que envolve moléculas muito pequenas de RNA para fazer esse gene parar de funcionar. “É como se fosse um interruptor que desliga a produção dessa substância no nosso corpo, ajudando no controle da pressão arterial”, esclarece Dr. Luiz Aparecido Bortolotto. 

O cardiologista relata a importância dessa abordagem que é uma das mais tecnológicas voltada para o tratamento da pressão arterial. "Esse avanço, segundo as pesquisas apesentadas, é eficaz e promissora, sendo necessários mais estudos para a sua aplicação clinica com segurança. Uma terapia revolucionária no combate à hipertensão é uma esperança não apenas para a medicina, mas para os pacientes que há tantos anos aguardam por recursos terapêuticos mais avançados". 

Esses resultados sugerem que o medicamento pode oferecer uma estratégia potente para o controle da pressão arterial, possivelmente reduzindo a necessidade de múltiplas medicações diárias. Essa nova perspectiva representa um passo significativo na luta contra uma patologia silenciosa que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.  

 

[i] Taxa de mortalidade por Hipertensão Ministério da Saúde - Base 2021 – Acesso em 12/04/2024

 

Dia do Trabalho: confira a importância dos cuidados com a saúde ocular


Promover exames oftalmológicos de rotina, boas práticas no uso de telas e computadores, além do incentivo do uso de equipamentos de proteção individual e lentes ocupacionais, são medidas que contribuem para uma visão saudável durante as atividades dos trabalhadores 

 

O Dia do Trabalho, celebrado em 1º de maio, nos leva à reflexão da busca por melhores condições e maior qualidade no desempenho das atividades profissionais. Nesse sentido, uma das frentes está ligada aos cuidados com a saúde. Seja mental, física ou visual, é sempre importante adotar medidas e práticas que colaborem para a proteção dos trabalhadores.

 

É fundamental investir nos cuidados com a saúde dos profissionais e isso envolve o alerta para os olhos. Promover exames oftalmológicos de rotina, boas práticas no uso de telas e computadores, além do incentivo do uso de equipamentos de proteção individual e lentes ocupacionais, são medidas que contribuem para uma visão saudável durante as atividades dos trabalhadores”, destaca o Dr. Celso Cunha, médico oftalmologista e consultor da HOYA Vision Care, empresa japonesa que produz lentes de óculos de alta tecnologia desenvolvidas para a correção de problemas da visão.

 

A visão é um dos sentidos mais importantes e que merece a devida atenção. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), atualmente, cerca de 285 milhões de pessoas no mundo têm a visão prejudicada, sendo que a maioria dos casos poderiam ser evitados - entre 60% e 80% - ou dispõem de tratamento. Desta maneira, fica o alerta para a necessidade de dar mais atenção à saúde ocular, inclusive nas atividades no trabalho.

 

Os profissionais nunca estiveram tão conectados ou na frente das telas e computadores durante a execução das atividades profissionais. É aí que podem aparecer problemas como fadiga visual e vista cansada. “O impacto da claridade das telas altera o tamanho do olho e, quanto maior o olho, maior é a dificuldade para enxergar. Normalmente uma pessoa pisca, em média, 20 vezes por minuto. Ao ficar vidrada na tela de um computador, celular ou tablet, esse número reduz em 40%. Por conta disso, a lágrima não se distribui, o olho não lubrifica e a visão não fica nítida”, afirma Cunha.

 

Desta forma, é indicada a realização de intervalos regulares de descanso durante a jornada de trabalho e evitar mexer no celular durante horas seguidas. Para minimizar os impactos das telas e aliviar os sintomas em tarefas especializadas das profissões, também é recomendado o uso das lentes ocupacionais. Especificamente concebidas para uma focalização excelente à distância do braço, algumas lentes ocupacionais disponíveis no mercado podem expandir o alcance visual e proporcionar um campo de visão mais amplo do que as lentes convencionais. Os modelos de lentes ocupacionais podem ser adaptados às necessidades individuais de cada profissional, com variações de concepção, especificadas à distância visual relevante para a necessidade de cada um.

 

Entre os benefícios oferecidos pelas lentes ocupacionais, destacamos a visão mais confortável em diferentes distâncias, fornecimento de uma posição ergonômica do corpo e da cabeça enquanto a pessoa trabalha no computador, redução dos sintomas de fadiga ocular digital, além de proporcionar segurança durante o movimento devido à redução de oscilação da imagem e efeito flutuante, com adaptação fácil e rápida.

 

Adicionalmente, outras medidas também podem contribuir para a segurança, bem-estar e produtividade dos trabalhadores, como é o caso do uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI). A ausência ou uso indevido de equipamentos de segurança durante atividades de alto risco está entre as causas recorrentes de lesões oculares. Utilizar os óculos e outros materiais de prevenção durante a jornada de trabalho é um ato de cuidado com a visão e que não deve ser negligenciado.

 

Além desses cuidados, é preciso lembrar da atenção necessária à exposição ao sol ou à radiação sem a devida proteção, observar a ventilação e umidade dos ambientes de trabalho e realizar consultas periódicas com um oftalmologista.

 

Muitas doenças oculares podem ser silenciosas, por isso é tão importante realizar exames periódicos com um especialista, como a análise da pressão intraocular e da retina. “Usar medicamentos e colírios por conta própria também não é recomendado. O acompanhamento profissional é sempre o mais indicado em caso de sintomas”, conclui Cunha.

 

Hoya Vision Care

Saiba mais em Link

 

 

Menstruação compromete a rotina de 83% das brasileiras, aponta pesquisa

 

  • Mulheres mais jovens, com idade entre 16 e 24 anos, possuem maior fluxo e tendem a sentir mais impacto da menstruação no dia a dia, conforme indica o estudo realizado pelo Ipec;
Perda excessiva de sangue durante a menstruação deve ser acompanhada com atenção, pois pode ser indicativo de distúrbios relacionados à saúde das pessoas com útero

 

Cólicas, dores nas mamas, oscilações de humor, dor de cabeça, indisposição. Esses são alguns dos sintomas inconvenientes da menstruação, que podem atrapalhar as atividades do dia a dia das pessoas com útero. De acordo com um estudo¹ nacional do Ipec com internautas, encomendado no último ano pela divisão farmacêutica da Bayer, mais de 80% das brasileiras consideram que seu fluxo menstrual impacta negativamente sua rotina, sendo que 31% delas afirmaram que impacta muito. 

Apesar de ser um processo natural, que faz parte do ciclo reprodutivo das pessoas com útero, quando a menstruação apresenta sintomas que prejudicam a saúde e a vida social, pode ser um sinal de alerta. Dentre eles, está a perda excessiva de sangue, geralmente sofrida silenciosamente. O estudo do Ipec revelou que mulheres mais jovens (com idade entre 16 e 24 anos) possuem fluxo menstrual mais intenso e tendem a sentir mais impacto da menstruação no dia a dia.

Toda perda sanguínea menstrual que compromete a saúde física, mental, social, sexual e até mesmo material2, acompanhada muitas vezes de desconforto, fraqueza, mal-estar ou taquicardia, é chamada de Sangramento Uterino Anormal (SUA), condição que pode afetar 1 em cada 3 mulheres em algum momento de suas vidas. Este fenômeno não apenas causa desconforto físico e emocional significativos, mas também pode trazer impactos adversos na qualidade de vida, saúde reprodutiva e bem-estar geral das mulheres.
 

Para Dra. Ilza Monteiro, médica ginecologista e Presidente da Comissão Nacional de Anticoncepção da Febrasgo, muitas vezes, os sintomas são tratados como "normais" ou como parte do ciclo menstrual padrão, sem uma investigação adequada das possíveis causas subjacentes. 

"O sangramento uterino anormal não deve ser ignorado ou considerado como uma parte inevitável da vida feminina. É crucial reconhecer que, embora comum, esse sintoma pode ser um sinal de condições subjacentes sérias, como miomas uterinos, pólipos, distúrbios de coagulação do sangue, ou até mesmo câncer uterino. Portanto, a avaliação médica precoce e o tratamento adequado são fundamentais para garantir a saúde e o bem-estar das mulheres."

A falta de conscientização sobre a gravidade dessa condição pode levar a atrasos no diagnóstico e tratamento, colocando as mulheres em risco de complicações adicionais, explica a médica.

De acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), 40% de mulheres no mundo3 possuem essa condição, no entanto, 59% das mulheres diagnosticadas com SUA consideravam suas menstruações normais e 41% delas acham que não existe tratamento disponível


Não precisa sofrer, tem tratamento!

Além do volume excessivo de sangue, outras questões podem ser um sinal de alerta. Cólicas intensas, fadiga, fraqueza, anemia ou ter preocupação com extravazamentos da menstruação, evitar sair de casa durante o período menstrual ou realizar a prática de esportes, foram sintomas citados por mulheres com SUA. Todos esses são exemplos dos impactos negativos causados por essa condição.

Quando diagnosticado, o sangramento uterino anormal conta com diferentes tipos de tratamentos, que podem ser medicamentosos ou cirúrgicos. “Falando especificamente dos tratamentos medicamentosos, algumas opções são o DIU hormonal, os anticoncepcionais orais, os anti-inflamatórios e medicações que ajudam na coagulação do sangue. A chave para o sucesso do tratamento do sangramento uterino anormal é a individualização do plano de tratamento para atender às necessidades específicas de cada paciente, por isso a importância da busca por um diagnóstico adequado, junto a um profissional da saúde”, explica Dra. Elza.

Como parte essencial do tratamento, a conscientização do problema e o autoconhecimento são grandes aliados. Conhecer ao máximo o seu corpo e o padrão do ciclo menstrual - que, em média, é de 28 dias, podendo variar de 21 a 35 dias, com uma duração de fluxo comum entre três e sete dias -, pode ajudar a identificar quando algo está errado com a sua saúde. Além disso, é fundamental fazer o acompanhamento regular com um médico ginecologista, que pode ajudar também na identificação de um problema, bem como na recomendação do tratamento mais adequado.

  

Bayer



Referência

¹ Metodologia pesquisa IPEC:online com população internauta, 2 mil respondentes, homens (48%) e mulheres (52%), de 16 anos ou mais, das classes ABC, em maio de 2023. A amostra tem representatividade nacional e contempla as 5 regiões geográficas. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para 2 mil casos (considerando nível de confiança de 95%).

2 National Institute for Health and Care Excellence (NICE) 2018. Heavy Menstrual Bleeding: Assessment and Management. NICE NG88.

3Link.

4 Bitzer J, Serrani M, Lahav A. Women’s attitudes towards heavy menstrual bleeding, and their impact on quality of life. Open Access J Contracep. 2013; 4:21-28.


Pressão alta atinge mais de 30 milhões de brasileiros e mortes aumentam 72% em 10 anos

 


Dia 26 de abril é o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, criado com o intuito de conscientizar a população sobre a doença que afeta grande parte do país. Bio Mundo destaca lista de alimentos aliados e inimigos da doença 

 

A hipertensão arterial, ou popularmente chamada de 'pressão alta', atinge 35% da população brasileira e é o principal fator de risco para doenças cardiovasculares, como infarto e AVC. Porém, metade desses pacientes não imaginam que são portadores da doença. Em muitos casos, os sintomas são silenciosos e as pessoas levam anos até descobrir o problema, e muitas vezes só descobrem quando algo mais grave acontece.

A hipertensão não pode ser curada, mas pode e deve ser tratada por meio de mudanças nos hábitos de vida, alimentação balanceada e, quando necessário, uso de medicamentos. 

A taxa de mortalidade por hipertensão arterial no Brasil atingiu o maior valor dos últimos dez anos, com a ocorrência de 18,7 óbitos por 100 mil habitantes em seu último levantamento publicado pelo Ministério da Saúde.

O crescimento da taxa de mortalidade foi acentuado a partir de 2020, quando passou de 12,6 óbitos por 100 mil habitantes em 2019 para 17,8 em 2020. Entre 2011 e 2018, a taxa não ultrapassou 13 óbitos por 100 mil habitantes, ficando sempre entre 11,4 e 12,4. 

Segundo Tiago de Moraes Vicente, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (PróGenéricos), quatro dos dez medicamentos mais vendidos no Brasil em 2023 estavam indicados para o tratamento de hipertensão arterial.

Embora também possa ter relação com fatores genéticos, o consumo de alimentos ricos em sal e a falta de exercícios físicos contribuem significativamente para o desenvolvimento e evolução da doença, assim como o tabagismo e o consumo de álcool. 

A ingestão frequente de determinados grupos de alimentos é capaz, inclusive, de reverter possíveis danos à saúde. Tanto que a maior indicação nutricional nos consultórios se dá por meio de reeducação alimentar. A rede de lojas de produtos naturais e nutrição esportiva, a Bio Mundo, sentiu que nos últimos anos, o público portador da doença aumentou consideravelmente. "Sentimos grande impacto no crescimento do público com hipertensão ou prevenindo a questão genética. A indicação para uma alimentação saudável por meio de nutricionistas tem aumentado cada vez mais após os reflexos positivos que uma nova rotina alimentar pode proporcionar e reverterr", conta Edmar Mothé, CEO da Bio Mundo.

Edmar conta que diariamente os consultores das lojas são questionados sobre os produtos mais adequados para esses casos e quais as melhores escolhas diante da prescrição nutricional. "Nossos atendentes são capacitados e treinados para orientar o cliente acerca de todos os produtos em loja. Seja sua diversidade quanto suas propriedades. Nós temos um cuidado muito grande em auxiliar cada cliente, sanando todas as dúvidas e proporcionando o melhor produto," continua.

Dado o dia a dia dos produtos indicados e buscados nas lojas Bio Mundo, Edmar ressalta algumas sugestões que auxiliam no tratamento e prevenção da hipertensão.  

"Sementes como linhaça, quinoa, chia e gergelim: esses grãos ajudam a reduzir o risco de infarto e AVC. Têm propriedades anti-inflamatórias, são fonte de magnésio, vitamina E, cálcio e flavonóides, atuam na redução do colesterol LDL, triglicerídeos e pressão arterial. Esses itens são encontrados no granel das unidades Bio Mundo, onde é possível comprar apenas a quantidade desejada", ressalta.

Além desses itens naturais, existem as opções suplementares que potencializam a alimentação, como é o caso do ômega 3 e a vitamina B12.

O Ômega 3 é uma substância que traz muitos benefícios para a saúde cardiovascular, atua na melhora dos níveis de colesterol, reduz os níveis de triglicerídeos, peroxidação do LDL, melhora a inflamação cardiovascular. Estudos mostram que em pacientes com risco cardiovascular, a suplementação com 2 a 4 gramas de EPA/DHA por dia pode reduzir os níveis de triglicerídeos em até 30%.

Já a vitamina B12, quando em deficiência, está relacionada à formação de coágulos sanguíneos, danos vasculares e ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, principalmente porque está relacionada ao aumento do nível de homocisteína, um importante marcador de risco cardiovascular.

Tanto o ômega 3 quanto a vitamina B12 são encontrados na Bio Mundo através da sua marca exclusiva. Os dois componentes são vendidos em encapsulados de 120 e 60 comprimidos, respectivamente, podendo ser administrados conforme solicitação médica ou de acordo com a embalagem.

  

Bio Mundo

7 mitos e verdades sobre a Candidíase

 

Especialista Dr. Ricardo Bruno esclarece fatos sobre a doença e de como a mulher pode tomar cuidados com a região íntima
 

A candidíase é uma infecção causada pelo crescimento expressivo de um fungo na região íntima feminina que causa irritação, coceira e inchaço. Estima-se que ao menos 75% das mulheres terão o problema ao menos uma vez na vida, e dessas, 80% serão afetadas pela candidíase de repetição - ou seja, a doença que sara e volta, diversas vezes. 

Muitas pacientes, inclusive, relatam constrangimento ao passar pelo problema. Por isso mesmo existem diversos mitos - e algumas verdades - ao redor da candidíase. O Dr. Ricardo Bruno, Mestre e Doutor em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Chefe do Serviço de Reprodução Humana do Instituto de Ginecologia da UFRJ e Diretor Médico da Exeltis Brasil, explica abaixo os 7 maiores mitos e verdades da candidíase. Confira:


Ter candidíase é falta de higiene 

Mito. É verdade que é preciso higienizar corretamente a região íntima, porém, o desequilíbrio dos fungos na flora vaginal pode ocorrer pela reação ao uso de produtos cosméticos e químicos. Lembre-se: ao lavar a região use apenas água e sabonete neutro.


Banho de assento auxilia no tratamento 

De certa forma, verdade. “O banho de assento alivia os sintomas como a ardência, o prurido, a irritação e a coceira, mas obviamente não tratam a candidíase. Isso tem um lado bom, pois a paciente se sente mais aliviada, mas, ao mesmo tempo, ruim porque a paciente não faz um tratamento adequado acreditando estar curada. Sempre é necessário fazer o acompanhamento médico”, afirma o médico especialista.


Uso de antibióticos ou corticoides podem favorecer a proliferação do fungo 

Verdade. “O antibiótico pode matar as bactérias da vagina, que são os lactobacilos, bactérias fundamentais para preservar a vagina, manter a produção de secreção e com isso manter o pH da vagina e protegê-la de agentes fúngicos”, explica o Dr. Já os corticoides possuem ação anti-inflamatória, que podem esconder e mascarar os sintomas, fazendo com que a mulher desenvolva uma forma mais grave ou recorrente da doença.


Após ter candidíase uma vez, a mulher está imune
 

Mito. A candidíase pode ser desencadeada por diversos fatores, e, portanto, pode se manifestar outras vezes ao longo da vida da mulher.

 

Má alimentação influencia no surgimento da candidíase 

Verdade. Segundo o Dr. Ricardo Bruno, existem algumas evidências que indicam que o excesso de laticínios poderia provocar este tipo de situação, por exemplo. “Os laticínios, são muito importantes para reposição de cálcio nas pessoas, mas eles podem acelerar esse processo, principalmente para quem tem a candidíase de repetição. Quem tem alergia à lactose pode ter uma situação de candidíase mais agravada ou repetidas vezes”, conta.

 

Absorventes podem ajudar na proliferação do fungo 

Uma verdade que depende da situação. Os absorventes com um uso corriqueiro e normal, com higiene, não causam candidíase na mulher. Mas se a pessoa trabalha em uma determinada condição, onde não consiga fazer a troca adequada, o absorvente, tanto externo quanto interno, fica encharcado, criando umidade na região íntima e consequentemente, a proliferação do fungo.

 

Candidíase é uma doença sexualmente transmissível 

Mito. As maiores causas da candidíase estão relacionadas a fatores como estilo de vida, estresse, uso de medicamentos, alergias, alterações hormonais, alimentação, etc. Existe a possibilidade, no entanto, de se causar uma irritação na mucosa, desencadeando alguns fatores já pré-existentes. Inclusive, os homens também podem manifestar a doença ao ter contato com a parceira, com os mesmos sintomas, mas de uma forma muito mais branda.

 

Exeltis - empresa farmacêutica 100% focada na Saúde da Mulher, que faz parte do grupo espanhol Insud Pharma.


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