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quinta-feira, 18 de abril de 2024

Diagnóstico por redes sociais: entenda importância de procurar atendimento médico para identificar distúrbios como o TEA

A facilidade de acesso às mídias digitais tem feito surgir uma tendência de autodiagnósticos de doenças neurológicas por meio de vídeos rápidos sem respaldo científico

 

Nos últimos meses, uma tendência preocupante tem ganhado espaço nas redes sociais: a oferta de testes rápidos para detectar o Transtorno do Espectro Autista (TEA), muitas vezes sem qualquer respaldo científico. Esses vídeos geralmente contêm perguntas simples ou tarefas visuais, como ordenar objetos por cor ou responder a questões sobre preferências pessoais para identificar o Transtorno, que atinge 70 milhões de pessoas no mundo, sendo 2 milhões no Brasil, segundo projeções da Organização das Nações Unidas (ONU). 

A oferta desses testes nas redes sociais pode levar milhares pessoas a se autodiagnosticarem erroneamente e a buscarem tratamentos inadequados e até mesmo perigosos. Cabe destacar que a automedicação com base em diagnósticos não profissionais representa um fator de risco à saúde mental e física dos indivíduos, sendo a responsável por cerca de 20 mil mortes por ano no Brasil, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas (Abifarma).  

De acordo com a profissional de Neurocirurgia da rede AmorSaúde, doutora Elisa Braun Rizkalla, em especial o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista deve ser feito por profissionais especializados em saúde mental, a exemplo de psicólogos, psiquiatras e neurologistas ou neurocirurgiões. “O diagnóstico não é baseado em apenas um instrumento ou teste, mas sim em uma avaliação abrangente de vários aspectos do desenvolvimento da criança e das características da pessoa adulta, por isso envolve uma equipe multidisciplinar especializada. Por isso, não hesite em procurar ajuda profissional caso identifique sinais de autismo em si mesmo ou na criança sob sua responsabilidade”, indica a profissional da maior rede de clínicas médico-odontológicas do Brasil.

 

Diferença do diagnóstico em adultos e crianças 

Conforme destaca a Dra. Elisa Braun, o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) exige cuidados especiais, entre outros motivos, porque pode apresentar algumas diferenças em crianças e em adultos, devido a diversos fatores, tais como a manifestação dos sintomas, a evolução do quadro ao longo do tempo e a forma como o transtorno é percebido pela sociedade. 

“Em crianças, os sintomas do autismo costumam ser mais evidentes e fáceis de identificar, incluindo dificuldades de comunicação, interação social e comportamentos repetitivos. Já em adultos, os sintomas podem se manifestar de forma mais sutil, podendo ser confundidos com características de personalidade ou de outros transtornos mentais”, diferencia a médica. 

De acordo com a médica, muitas crianças autistas apresentam outras condições médicas ou transtornos, como déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) ou transtorno de ansiedade, o que também pode afetar o processo diagnóstico. Já em adultos, o diagnóstico pode ser complicado pela presença de outras condições médicas não diagnosticadas anteriormente. 

Alguns transtornos que compartilham características semelhantes com o TEA e podem ser confundidos com ele incluem: 

·         Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), que pode apresentar sintomas semelhantes, como dificuldade de concentração, hiperatividade e impulsividade;

·         Transtorno do Espectro da Coordenação (TEC), que, por afetar a coordenação motora, pode apresentar dificuldades semelhantes às observadas em indivíduos com autismo, como deficiências motoras finas e grossas;

·         Transtorno de Comunicação Social (SCD), por envolver dificuldades na comunicação social e interpessoal, porém sem os comportamentos repetitivos e estereotipados associados ao autismo;

·         Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), já que algumas pessoas podem apresentar comportamentos repetitivos e rituais semelhantes aos observados em indivíduos com autismo. 

Por isso, ao identificar sinais que indicam a possibilidade de Transtorno do Espectro Autista – na própria pessoa ou na criança pela qual ela é responsável – é importante procurar um profissional de saúde com atuação na área. “O primeiro passo é marcar uma consulta com um médico de família ou clínico geral, que poderá encaminhá-la para um profissional com atuação na área de saúde mental, como um psiquiatra, psicólogo ou neurologista/neurocirurgião”, explica a médica.

 

O processo de diagnóstico geralmente envolve uma avaliação multidisciplinar. “No caso das crianças, inclui entrevistas com os pais ou responsáveis, observação do comportamento da criança em diferentes contextos e a utilização de instrumentos padronizados de avaliação, avaliações neuropsicológicas, testes de desenvolvimento, exames físicos e, por vezes, laboratoriais para descartar outras possíveis causas dos sintomas apresentados pela criança”, diz a profissional de Neurocirurgia.

 

Importância do diagnóstico de autismo

 

Quanto mais cedo o TEA for diagnosticado, mais cedo a intervenção e o suporte apropriados podem ser fornecidos. “A precocidade do diagnóstico é fundamental para o início de intervenções precoces e adequadas, que podem melhorar significativamente a qualidade de vida da criança e da pessoa autista, como terapia comportamental, terapia ocupacional, fonoaudiologia, entre outros”, indica a médica.

 

O diagnóstico também pode contribuir para a identificação e o tratamento de condições médicas coexistentes, já que muitas vezes o autismo está associado a transtornos do sono, TDAH e epilepsia, entre outros.

 

Há ainda uma questão social relacionada ao diagnóstico correto. “O diagnóstico de autismo pode ajudar a família e a comunidade a entender melhor as dificuldades e necessidades do indivíduo, promovendo uma maior aceitação e inclusão social, além de permitir à família planejar o futuro do indivíduo, considerando suas necessidades e habilidades específicas”, fala a doutora Elisa.

 

Principais sinais de autismo em crianças

 

Algumas das principais características comportamentais do TEA que diferenciam essa condição de outras condições neurológicas ou psiquiátricas incluem maior dificuldade na interação social; dificuldades em compreender e interpretar as emoções, expressões faciais e sinais sociais dos outros; comportamentos repetitivos e restritos; interesses restritos e rígidos em determinados temas ou atividades, também conhecido como hiperfoco; e sensibilidade sensorial aumentada ou diminuída aos estímulos.

 

A profissional de Neurocirurgia da rede AmorSaúde aponta quais são alguns dos principais sinais e sintomas que os pais ou cuidadores devem observar para suspeitar de TEA em uma criança e buscar apoio profissional: 

1.   Dificuldade em se comunicar, como não falar ou ter dificuldade em iniciar ou manter uma conversa.

2.   Comportamento repetitivo, como movimentos de balanço, bater palmas ou alinhar objetos de forma repetitiva.

3.   Falta de interesse em brincar com outras crianças ou em participar de atividades sociais.

4.   Sensibilidade extrema a estímulos sensoriais, como luzes brilhantes, sons altos, texturas de alimentos, entre outros.

5.   Dificuldade em manter contato visual durante uma conversa.

6.   Atraso no desenvolvimento da linguagem e habilidades motoras.

7.   Incapacidade de entender ou expressar emoções de forma apropriada.

8.   Intensa fixação em certos temas, objetos ou atividades.

“É importante ressaltar que cada criança com TEA é única e pode apresentar uma combinação única de sintomas, portanto, é crucial observar o comportamento e o desenvolvimento da criança como um todo para identificar possíveis sinais de autismo”, frisa a doutora Elisa Braun. 

Em caso de suspeita, é essencial procurar a avaliação de um profissional com atuação na área de Transtorno do Espectro Autista para um diagnóstico preciso e intervenção adequada.


Descubra a importância da fisioterapia para uma boa recuperação

Entenda como a fisioterapia vai além da recuperação de lesões, atuando na prevenção, no manejo da dor crônica e na melhoria contínua da qualidade de vida

 


Freepick

A fisioterapia é essencial na recuperação de lesões e cirurgias, ajudando pacientes a recuperar a mobilidade e força muscular necessárias para um retorno seguro às atividades diárias. Dados da Associação Americana de Fisioterapia indicam que a reabilitação física pode reduzir a necessidade de cirurgias e medicamentos para dor em até 50%, destacando a importância desse tratamento como alternativa não invasiva e eficaz. Além disso, estudos mostram que pacientes que aderem a um regime de fisioterapia apresentam uma recuperação mais rápida e sustentável, evitando recidivas. 

No contexto brasileiro, a utilização da fisioterapia como parte do tratamento de reabilitação tem crescido significativamente. Segundo pesquisa do IBGE, cerca de 30% dos brasileiros que passaram por procedimentos cirúrgicos recorrem à fisioterapia no pós-operatório. Esta prática não só acelera a recuperação, como também minimiza os efeitos colaterais da imobilização prolongada, como a atrofia muscular e a perda de amplitude de movimento. 

A reabilitação fisioterapêutica é um processo que demanda muita paciência, dedicação e a adoção de boas práticas para garantir uma recuperação eficiente e segura. “A terapia em questão tem um papel fundamental e integral no tratamento de pacientes com lesões graves,” afirma Denise Brandão, professora do curso de fisioterapia do UNASP, que trouxe dicas importantes para quem busca fazer um processo pleno de recuperação. 

  • Siga as orientações do seu fisioterapeuta com precisão: Cada plano de reabilitação é único e adaptado às necessidades específicas do paciente. É essencial seguir à risca as orientações dadas pelo profissional, incluindo a frequência dos exercícios, a intensidade e a técnica correta. Tentar acelerar o processo ou ignorar essas orientações pode levar a retrocessos ou até mesmo a lesões adicionais.
     
  • Mantenha uma comunicação aberta com sua equipe de reabilitação: Compartilhar suas experiências, progressos e dificuldades com sua equipe permite ajustes no seu plano de reabilitação conforme necessário. Isso inclui falar sobre qualquer dor ou desconforto que você possa sentir durante ou após os exercícios, permitindo que os especialistas modifiquem as atividades para melhor atender às suas necessidades.
     
  • Dedique-se à melhora da sua amplitude de movimento: Frequentemente, após uma lesão ou cirurgia, a mobilidade pode ser significativamente reduzida. Exercícios focados na melhora da amplitude de movimento são fundamentais e devem ser realizados regularmente, conforme orientação do seu fisioterapeuta, para garantir a recuperação da funcionalidade plena.
     
  • Fortalecimento muscular: Paralelamente à melhora da amplitude de movimento, o fortalecimento dos músculos que apoiam a área afetada é crucial. Isso ajuda a proteger as articulações, reduzir a dor e melhorar a estabilidade, o que é essencial para prevenir futuras lesões.
     
  • Repouso: Embora a atividade física seja um componente crucial da reabilitação, o descanso adequado é igualmente importante. Ele permite que o corpo se recupere e repare os tecidos danificados. Certifique-se de equilibrar exercício e descanso, e não hesite em dar ao seu corpo um tempo de inatividade quando necessário.
     
  • Alimentação balanceada e hidratação: Uma nutrição adequada é fundamental para a recuperação, fornecendo ao corpo os nutrientes necessários para reparar tecidos. Da mesma forma, manter-se bem hidratado, ajuda na funcionalidade muscular e na manutenção da saúde geral.
     
  • Atividades de baixo impacto: Conforme a recuperação vai evoluindo, incorporar atividades de baixo impacto, como caminhada, natação ou ciclismo, pode ser benéfico. Essas atividades promovem a circulação sanguínea, o que auxilia na cura e pode melhorar o bem-estar geral sem sobrecarregar a área lesionada.
     
  • Seja paciente e consistente: A reabilitação é um processo que exige tempo e persistência. Avanços significativos podem levar semanas ou até meses, e é normal haver altos e baixos. Manter uma atitude positiva e comprometer-se com o processo diariamente são aspectos cruciais para alcançar uma recuperação bem-sucedida. 

Para a profissional, ao seguir essas dicas e mantendo uma comunicação efetiva com sua equipe de fisioterapeutas, o paciente pode ter resultados ainda melhores na recuperação e voltar às atividades normais com confiança e segurança. “Com essas dicas o paciente pode recuperar suas funções motoras, consciência corporal e coordenação motora, além dos treinos e atividades do cotidiano, para que o indivíduo retorne o mais breve possível às suas atividades com qualidade de vida”, finaliza.



Centro Universitário Adventista de São Paulo - UNASP
Para mais informações, acesse aqui.


Desvendando Mitos e Verdades sobre Vacinação: Promovendo a Saúde Coletiva

Mesmo em tempos de avanços na higiene e no combate a doenças graves, a importância da vacinação persiste como uma pedra angular da saúde pública. Quando a cobertura vacinal diminui, doenças erradicadas ou controladas podem ressurgir, ameaçando a saúde de comunidades inteiras. Nesse contexto, é fundamental desmistificar conceitos equivocados e valorizar a imunização como uma ferramenta poderosa para proteger a saúde de todos.

No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) estabelece um calendário vacinal abrangente, que vai desde o nascimento até a idade adulta, protegendo a população contra uma variedade de doenças. A Organização Mundial da Saúde (OMS) enfatiza que a vacinação não só nos protege individualmente, mas também contribui para a proteção de toda a comunidade. 

Aqui, vamos desvendar alguns mitos e verdades sobre a importância da vacinação no controle de doenças, incluindo algumas vacinas específicas:


Mitos e Verdades sobre Vacinação:

1. Vacina contra gripe causa gripe.
- Mito: A vacina contra gripe é feita com vírus inativados, sendo impossível causar a doença. Reações leves podem ocorrer, mas desaparecem rapidamente.

2. Vacina tríplice viral pode causar autismo.
- Mito: Estudos científicos extensos refutaram qualquer ligação entre a vacina tríplice viral e o autismo. A falsa associação surgiu de um estudo desacreditado.

3. Vacinas contribuíram para o controle de epidemias antigas.
- Verdade: Doenças como difteria, sarampo e poliomielite são raras hoje graças às campanhas de vacinação em massa.

4. Ter contato com alguém infectado ajuda a curar catapora.
- Mito: Não há evidências científicas que respaldem essa crença. Além disso, o vírus da varicela pode se reativar, causando herpes-zóster.

5. A vacina contra COVID-19 pode causar febre.
- Verdade: Reações leves são comuns após a vacinação e indicam uma resposta imunológica saudável.

6. A vacina contra COVID-19 não é segura.
- Mito: As vacinas contra COVID-19 passaram por rigorosos testes de segurança e eficácia, sendo aprovadas por autoridades reguladoras de saúde em todo o mundo.

7. As crianças só podem receber uma vacina por vez.
- Mito: A OMS recomenda a administração de múltiplas vacinas simultaneamente, quando necessário, para reduzir o número de visitas ao centro de saúde e minimizar o desconforto para as crianças.

8. As vacinas foram essenciais para controlar surtos de febre amarela.
- Verdade: A alta cobertura vacinal desempenhou um papel crucial no controle de surtos recentes de febre amarela, destacando a importância do acesso contínuo às vacinas.

Além dessas vacinas mencionadas, é importante ressaltar a relevância das vacinas contra a Dengue e a Herpes Zoster na prevenção dessas doenças. A vacina contra a Dengue, por exemplo, é uma ferramenta vital na luta contra essa doença viral transmitida por mosquitos, reduzindo significativamente o risco de complicações graves.

Já a vacina contra a Herpes Zoster oferece proteção contra esse vírus que pode causar uma erupção cutânea dolorosa em adultos mais velhos, diminuindo a incidência de casos e o impacto na qualidade de vida.

Em suma, a vacinação é uma das maiores conquistas da medicina moderna e desempenha um papel fundamental na proteção da saúde individual e coletiva. Desmistificar mitos e promover a conscientização sobre a importância da vacinação é essencial para garantir um futuro mais saudável para todos. Finaliza Dra Marcela Rodrigues, Diretora Da Salus Imunizações.

  

Salus Imunizações


Fazer histerectomia te coloca automaticamente na menopausa?! Entenda

Ginecologista especialista em menopausa explica a diferença entre fim de menstruação e estar na menopausa

 

A histerectomia é a cirurgia para remoção parcial ou total do útero e é indicada em casos de miomas uterinos, endometriose, dores pélvicas crônica, câncer de útero/colo do útero ou até em casos de sangramentos vaginais anormais.

"Quando uma mulher se submete a uma cirurgia de remoção de útero, ocorre o fim definitivo dos sangramentos causados pela menstruação, mas ao contrário dos que muitos pensam, ela não entra automaticamente na menopausa." Explica a Médica ginecologista especialista em menopausa, Dra. Beatriz Tupinambá

A menopausa é o término natural dos ciclos menstruais e da fertilidade, ocorrendo geralmente por volta dos 45 a 55 anos de idade, e só ocorrerá se os ovários também forem removidos ou se pararem de funcionar naturalmente.

"Se os ovários permanecerem intactos e funcionais após uma histerectomia, a mulher pode continuar a ter seus ciclos menstruais e, portanto, não estará na menopausa." Complementa Dra. Beatriz.


A culpa é dos hormônios!

 

A Dra. Elaine Dias JK, PhD em endocrinologia pela USP e metabologista, explica como as mudanças hormonais podem interferir nas emoções, no humor e na rotina das pessoas.

 

Quem nunca ouviu a “justificativa” de que o mau humor era culpa dos hormônios? Acredite, eles realmente podem ser os responsáveis pelas alterações de comportamento no dia a dia, além de muitas disfunções, como aquelas relacionadas a fome, ansiedade, disposição, alteração do cabelo, das unha, da libido etc. “Eles têm grande interferência na rotina das pessoas, no bem-estar e no mal-estar. Por isso, precisam ser analisados por um médico especialista, podendo haver a necessidade de tratamento medicamentoso para equilibrá-los”, explica a PhD em endocrinologia pela USP, Dra. Elaine Dias JK.

A médica exemplifica que em um dia estressante, pode acontecer o descontrole na produção de leptina, que é um hormônio anorexígeno, associado à diminuição da fome, e aumentar a grelina -hormônio orexígeno-, que estimula a vontade de comer.

Além disso, sintomas como cansaço, desânimo, queda de cabelo, unhas quebradiças, dificuldade para emagrecer, falta de foco, entre outros, podem aparecer por conta da alteração do TSH, hormônio da tireoide. “Durante as fases da vida, existem disfunções hormonais que correspondem à evolução corporal, como na adolescência, quando há um pico de estrogênio e progesterona e, consequentemente, uma redistribuição de gordura subcutânea, com aumento de glúteos, coxas, braços, provocando os primeiros sinais de celulite e retenção de líquido. Ainda nessa fase, acontece o aumento da testosterona, que traz o excesso de oleosidade na pele e no cabelo, provocando acne, queda capilar e alterações de humor”, comenta a endocrinologista Dra. Elaine.

A especialista ressalta que à medida que vamos envelhecendo, temos uma diminuição do metabolismo. Isso começa, geralmente, aos 30 anos de idade e vai reduzindo a cada ano que passa. Essa alteração do metabolismo se acentua após os 40 anos, fase em que começamos a perder 1% de músculo ao ano se não nos cuidarmos.

“No climatério, o pico dos hormônios LH e FSH resulta na perda de massa muscular, diminuindo o metabolismo. Além da redução da progesterona e, principalmente, do estrogênio. Com isso, vem a diminuição da libido, surgem as alterações de humor mais frequentes, como irritabilidade e labilidade emocional, insônia, fogachos -conhecidos como os calores-, pele seca, cabelos finos e as mudanças corporais com a flacidez de pele, redistribuição das gorduras de forma centrípeta, gordura abdominal, além das alterações cognitivas, como esquecimento, dificuldade de foco e raciocínio, como se houvesse uma nuvem no cérebro”, alerta a Dra. Elaine.

Por isso, é fundamental a consulta com o endocrinologista e o ginecologista a cada doze meses, para realização de exames hormonais como da tireoide, ovários e hipófise. Além de TSH, T4 Livre, estrogênio, progesterona, FSH e LH.

“Para garantir um resultado hormonal positivo, também é necessário um estilo de vida saudável, com atividade física regular, alimentação saudável e dormir de 7 a 9 horas por noite. Dessa forma, a possibilidade de se ter alguma alteração hormonal é bem menor em relação a quem não tem uma vida saudável”, finaliza a médica PhD em endocrinologia pela USP.

  

Dra. Elaine Dias JK - PhD em endocrinologia pela USP, também é membro ativo da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, onde foi professora no curso de USG de Tireoide. Em sua clínica-boutique na Oscar Freire, atua com uma equipe de profissionais multidisciplinares em um espaço acolhedor e humanizado, com tecnologias de última geração. É uma das poucas no Brasil a realizar o exame de epigenética, que permite a personalização do tratamento com a orientação de dieta e atividade física ideal para cada paciente, apontando os melhores caminhos para resultados mais efetivos.
www.elainedias.com.br
Instagram @draelainedias.


Linfoma de Hodgki

"Linfoma de Hodgkin (LH) é um câncer que acomete o sistema linfático que pode ser encontrado em diversas partes do corpo, sendo os principais os linfonodos (ínguas), baço e medula óssea. É uma doença que pode se desenvolver em qualquer faixa etária, mas é mais comum entre adolescentes e adultos jovens (15 a 29 anos), adultos (30 a 39 anos) e idosos (75 anos ou mais). 

O número estimado de casos novos de linfoma de Hodgkin (LH) para o Brasil, para cada ano do triênio de 2023 a 2025, é de 3.080 casos, o que corresponde a um risco estimado de 1,41 por 100 mil habitantes, sendo 1.500 casos em homens e 1.580 em mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 1,40 caso novo a cada 100 mil homens e 1,41 a cada 100 mil mulheres (INCA). 

Os fatores de risco para LH ainda não estão bem estabelecidos. Estudos sugerem algumas associações em pessoas com sistema imune comprometido (infecção por HIV) e pacientes que fazem uso de drogas imunossupressoras. A infecção pelo EBV (mononucleoses) aumenta o risco de desenvolver a doença, embora o mecanismo de ação ainda não esteja bem definido (AMERICAN CANCER SOCIETY, c2022b). Membros de famílias em que uma ou mais pessoas tiveram a doença de Hodgkin têm risco aumentado de desenvolvê-la. 

Como a doença pode surgir em qualquer parte do corpo, os sintomas dependem de sua localização. Se desenvolver em linfonodos superficiais do pescoço, axilas e virilhas, formam-se ínguas indolores nesses locais. Se ocorrer na região do tórax pode se manifestar com tosse, falta de ar e dor torácica. Já se for no abdome, pode haver dor ou aumento do volume abdominal. Sinais e sintomas de alerta são aumento de transpiração, febre, perda de peso sem causa aparente e coceiras pelo corpo. 

Para investigação da doença, exames laboratoriais de sangue e de imagem (tomografias, ultrassonografia ou ressonâncias) são necessários. Para diagnóstico e confirmação da doença, é obrigatória a retirada de amostra do tecido doente através de uma biópsia. Na doença de Hodgkin há presença de células denominadas Reed-Stenberg, nome dado em referência aos médicos que primeiramente descreveram a doença. 

O linfoma de Hodgkin clássico é mais comum e tem 4 subtipos, mas há também um tipo predominante de linfócitos nodulares que representa cerca de 5% dos casos. Exames de PET-CT e biópsia de medula óssea podem ser necessários para estadiamento da doença. Dependendo do estágio da doença no momento do diagnóstico, pode-se estimar o prognóstico do paciente com o tratamento. 

É uma doença que pode ser curável e o tratamento clássico consiste em poliquimioterapia (quimioterapia com vários medicamentos), com ou sem radioterapia associada. Para os pacientes que não respondem ao tratamento inicial ou para aqueles em apresentam recaídas (retornos) da doença, outros tipos de quimioterapia, imunoterapia e transplante de medula óssea podem ser utilizados. 

Os pacientes devem ser seguidos continuamente após o tratamento com realização de exames e consultas periódicas".

 

Dra. Daniela Ferreira Dias - hematologista do Instituto Paulista de Cancerologia (IPC)

 

COALIZÃO VOZES DO ADVOCACY LANÇA CAMPANHA PARA COBRAR UMA RESPOSTA DO GOVERNO SOBRE A FALTA DE INSULINA, QUE FOI INCORPORADA PELO SUS EM 2019 E NÃO ESTÁ DISPONÍVEL PARA PESSOAS COM DIABETES TIPO 1

 


Campanha Cadê a Minha Insulina foi lançada pela Coalizão Vozes do Advocacy 

 

A Coalizão Vozes do Advocacy, que integra 26 organizações de diabetes no país, vem trabalhando na busca de um posicionamento do Ministério da Saúde com relação a disponibilização das insulinas análogas de ação rápida - que promove uma melhor efetividade no corpo, sem ter picos de ação, que podem provocar a baixa de açúcar no sangue (hipoglicemia) - para a população brasileira. Esta insulina tem um efeito mais estável quando comparada com a NPH, que é bem antiga e a que está atualmente disponível para os brasileiros. 

Para falar sobre o assunto, gostaríamos de sugerir Vanessa Pirolo, coordenadora da coalizão Vozes do Advocacy e pessoa com diabetes, que está lutando por esta causa há muitos anos. Sob sua gestão, a coalizão alcançou, em 2023, mais 800 mil pessoas e mais de 120 mil interações com os conteúdos, além de ter participado de 14 audiências públicas solicitadas e contempladas, 10 reuniões com a secretaria da saúde.

 

Entenda o caso 

Depois de muitas abordagens das Associações de Diabetes e da Sociedade Brasileira de Diabetes, o Ministério da Saúde reconheceu que a insulina análoga rápida é o medicamento mais indicado para tratar as pessoas com diabetes tipo 1 no país. Assim, em fevereiro de 2017, ela foi incorporada ao SUS, mas a compra só foi efetuada no segundo semestre de 2018. Os Estados começaram a ter acesso a ela somente em novembro de 2018. 

O Ministério da Saúde optou por disponibilizar a insulina análoga de ação rápida no Componente Especializado, ou seja, para as pessoas terem acesso, é necessário que passem por um endocrinologista e retirem em Unidades Dispensadoras Específicas. Dessa forma, gerou uma série de burocracias para as pessoas retirarem o produto. Como resultado foram adquiridas 7.921.005 canetas de 3ml, com estimativa de consumo em um ano, para contemplar 396.050 pessoas com diabetes tipo 1 no Brasil. 

Com todos os processos para a retirada da insulina, como: documento a ser preenchido pelo médico chamado de LME (demora de 40 minutos), ter acesso a um endocrinologista (é sabido que não existem estes profissionais em vários municípios brasileiros) e a renovação da receita médica em boa parte dos municípios precisa ser feita a cada seis meses, houve um grande desperdício de produtos. Foram jogadas no lixo entre 900 mil e 1,4 milhão canetas em 2021. Outro ponto importante e que prejudicou o acesso às canetas foi a falta de conhecimento dos médicos e das pessoas com diabetes a respeito desta nova "tecnologia". 

Depois disso, ao longo do ano de 2022 foram feitas mais de 13 reuniões para chegar ao consenso de que poderia ser feita a transferência da insulina análoga de ação rápida do Componente Especializado para a Atenção Primária (Básica). No final, não ocorreu esta transferência e todo o trabalho discutido não foi implementado por uma série de fatores, entre eles a falta de refrigeração nas Unidades de Saúde e de disponibilização do farmacêutico nas unidades de saúde.


Não consegue ter sexo com penetração? Pode ser Vaginismo!

Muitas mulheres se deparam com a dor na penetração desde a primeira tentativa, quando tentam perder a virgindade, quando precisam realizar exames ginecológicos ou mesmo realizar o toque vaginal. Algumas, após várias tentativas frustradas de conseguir ter sexo com penetração, acabam entendendo que realmente existe um problema. 

Mas, e quando essa dificuldade perdura por meses ou anos? A fisioterapeuta pélvica Cristina Nobile, especializada no tratamento da dor durante a relação sexual, afirma que existem várias mulheres que nunca conseguiram uma penetração vaginal de nenhum tipo. “A dor na penetração faz com que essas mulheres não se submetam até a exames ginecológicos. É algo que as prejudica para além da vida sexual, pois compromete o cuidado com a saúde como um todo.” afirma. 

Estima-se que no Brasil, cerca de 0,4 a 6,66% das mulheres sofram com o Vaginismo, sem contar a subnotificação, já que uma grande parte sequer fala sobre a queixa com seu médico ou outro profissional da saúde, uma vez que se sentem constrangidas.  

Definido como uma desordem que se caracteriza pela contração involuntária dos músculos do assoalho pélvico e que envolvem o canal vaginal, o Vaginismo é descrito como uma das disfunções psicossexuais mais comuns, constituído por: 

- alteração psicológica induzida por atitude fóbica e ansiedade à penetração;

-  alteração física, observada pelo aumento da tensão dos músculos do assoalho pélvico e da musculatura acessória (glúteos, abdome, adutores), reação espasmódica que impede ou dificulta a penetração vaginal, que pode ocorrer na penetração peniana, do dedo, de absorventes internos, dos dilatadores vaginais ou na realização de exames ginecológicos;

- perturbação acentuada causada por sofrimento ou dificuldade interpessoal. 

A fisioterapeuta pélvica revela que, na verdade, a mulher que nunca foi penetrada sofre pela antecipação da dor: “A dor que ela imagina que irá sentir se torna real, porque, ao sentir medo e pela contração que realiza, na tentativa de qualquer tipo de penetração, realmente a dor estará presente.”

 Cristina complementa que o tratamento do vaginismo é multidisciplinar, isto é, ginecologista, psicólogo e fisioterapia especializada nas disfunções sexuais, cada uma das especialidades desempenhando o seu papel. 

“Na abordagem fisioterapêutica é tratado os sintomas físicos, que se refletem nas contrações pélvicas, na dessensibilização da região vulvovaginal, pois algumas mulheres não conseguem nem mesmo ser tocadas na vulva.” explica. Para Nobile, também é preciso trabalhar a coordenação e a propriocepção, quase sempre comprometidas. 

“O intuito é o de melhorar a qualidade de vida dessas mulheres e promover autonomia e funcionalidade para que ela possa vivenciar sua sexualidade como quiser, e principalmente, livre da dor!” finaliza a especialista.


Diarreias constantes precisam ser investigadas, alerta especialista

Sintoma pode indicar suspeita de Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs); Quando confirmado e se não tratado, quadro pode levar a anemia, alterações oculares e até mesmo infertilidade 

 

Na correria do dia a dia, muitas vezes, ignoramos os sinais que nosso corpo nos envia. Nossa rotina pode facilmente fazer com que sintomas aparentemente inofensivos passem despercebidos, com uma falsa impressão de "apenas uma indisposição passageira" ou a tal famosa virose. No entanto, é preciso atenção quando se trata de saúde, especialmente quando o organismo começa a enviar sinais persistentes, como diarreias constantes, dor abdominal e fadiga. Por trás desses sintomas aparentemente banais, podem se esconder algumas condições sérias: as Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs).

Dr. Alexandre Carlos, gastroenterologista, médico assistente do ambulatório de doenças intestinais do Hospital das Clínicas de São Paulo e coordenador do Núcleo de Doença Inflamatória Intestinal da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED), alerta para a importância de investigar esses sintomas persistentes. "Muitas vezes, é de senso comum atribuir diarreias frequentes à quadros de virose ou a uma indisposição alimentar. No entanto, quando esses sintomas persistem por mais de dois meses e estão acompanhados de outros sinais, como sangramento ou muco nas fezes e perda de peso progressiva, é fundamental buscar atendimento médico para investigar as possíveis causas", alerta.

As DIIs são condições de saúde crônicas, que provocam inflamação no sistema digestivo e se apresentam em diferentes tipos, sendo as mais frequentes a Retocolite Ulcerativa (RCU) e a Doença de Crohn (DC). As causas ainda não são totalmente compreendidas, mas estudos apontam uma interação complexa entre fatores genéticos, imunológicos, ambientais e microbiológicos.

Uma pesquisa recente, publicada na revista The Lancet Regional Health Americas e divulgada pelo Jornal da USP, apontou que a incidência da doença de Crohn no Brasil cresce a uma taxa alarmante de 12% ao ano, com maior frequência nas regiões Sul e Sudeste. Esses dados ressaltam a importância de aumentar a conscientização sobre as DIIs e a necessidade de diagnóstico precoce.

A faixa etária mais comumente afetada pelas DIIs é entre os 15 e 35 anos, mas essas condições podem ocorrer em qualquer idade. Estudos sugerem que cerca de 20% dos portadores destas condições têm um parente também diagnosticado, indicando uma predisposição genética.

 

De diarreia à anemia, doenças oculares e até mesmo infertilidade. Por que é tão importante o correto tratamento e acompanhamento das DIIs?

As DIIs são condições complexas que afetam milhões de pessoas em todo o mundo. Elas podem se manifestar de forma variada, desde casos leves com sintomas controláveis até casos graves com complicações sérias. Além dos sintomas intestinais clássicos, como dor abdominal e diarreia, as DIIs também podem causar manifestações extraintestinais, afetando órgãos como olhos, articulações, pele, fígado e até mesmo causar infertilidade.

"A doença inflamatória intestinal tende a evoluir com lesões na mucosa do trato gastrointestinal, provocando dor ou sangramento. Quando estas alterações se concentram no intestino delgado, prejudicam também a absorção dos nutrientes levando a anemia, perda de peso e desnutrição”, explica Dr. Alexandre Carlos.

Segundo o especialista, uma característica também das DIIs é a possibilidade de manifestações extras-intestinais acometendo as articulações, causando dores e artrites. “Além disso, podem afetar os olhos, causando inflamações oculares graves, que se não tratadas podem levar à cegueira. Também podem acometer a pele, com lesões ulceradas, que chamamos de pioderma gangrenoso, ou nódulos subcutâneos, os eritemas nodosos, ambas as condições bem dolorosas. 

Quando as DIIs comprometem o fígado, podem evoluir para cirrose hepática por colangite esclerosante primária, além de propensão a tromboses e múltiplas cirurgias intestinais, que levam à aderências e prejudicam até mesmo a fertilidade, entre inúmeras outras sequelas.

 

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico das DIIs geralmente envolve uma combinação de histórico médico, exame físico, exames de sangue e fezes, exames endoscópicos, entre outros. Uma vez diagnosticadas, as DIIs requerem um tratamento contínuo para controlar a inflamação e prevenir complicações. Isso geralmente envolve o uso de medicamentos específicos (que são custeados pelo SUS - Sistema Único de Saúde) e, principalmente, mudanças no estilo de vida.

"O diagnóstico precoce é essencial para garantir um tratamento adequado e reduzir o risco de complicações graves, promovendo a qualidade de vida do paciente. Ao primeiro sinal de sintomas persistentes, como diarreias frequentes, é fundamental buscar orientação médica para investigar as possíveis causas e receber o tratamento adequado", destaca o gastroenterologista.

 

Grillz e Piercings prejudicam os dentes? Especialista alerta sobre tendência

 Com os acessórios na moda novamente, Dra. Patrícia Bertges alerta sobre malefícios para a saúde bucal

 

Cintura baixa, calça jeans e cropped: As tendências dos anos 2000 ainda não pararam de viralizar em plataformas de vídeo como o TikTok. Agora, em 2024, as joias dentais que foram febre há 20 anos estão de volta. Mas essa popularização dos piercings dentários e grillz entre celebridades e anônimos têm despertado alertas entre especialistas. Afinal, os acessórios fazem mal para a saúde dos dentes? 

De acordo com a dentista Dra. Patrícia Bertges, os piercings nos dentes podem representar uma ameaça significativa ao esmalte dental. “Este tipo de joia, quando é pequena, tem poucas implicações para a saúde dos dentes. Porém, se utilizado por muito tempo, pode favorecer o desgaste do esmalte e a acumulação de placa bacteriana à sua volta. Isso porque materiais rígidos dos piercings podem causar danos ao esmalte, resultando em lascas, quebras e até mesmo desgaste excessivo dos dentes. Se forem volumosos, podem gerar feridas na parte interna dos lábios e bochechas”, afirma Patrícia. 

No caso dos grillz, os desafios são mais preocupantes. Quando mal ajustados, esses acessórios podem exercer pressão excessiva sobre os dentes, causando desconforto e até mesmo danos estruturais. Além disso, o acúmulo de resíduos alimentares e bactérias entre os dentes e os grillz pode levar ao desenvolvimento de cáries, doença periodontal e mau hálito persistente. “Existem vários tipos: os fixos que requerem uma preparação prévia do dente onde são colocados, necessitando de um desgaste do esmalte e de parte da dentina, e os removíveis, que são encomendados após a moldagem. Os piores efeitos acontecem com os fixos, já que é necessário desgastar a superfície”, destaca a Dra. Bertges. 

A dentista ainda alerta a importância de escolher acessórios de qualidade e procurar profissionais qualificados para sua instalação e manutenção. "Optar por piercings dentários temporários, que não exigem perfuração permanente dos dentes, pode ser uma opção mais segura. Da mesma forma, os grillz removíveis facilitam a limpeza adequada dos dentes e dos acessórios, reduzindo o risco de problemas de saúde bucal. Porém é imprescindível escolher um bom profissional para esse procedimento”, acrescenta. 

Além disso, a especialista pondera que manter uma rotina rigorosa de higiene bucal é fundamental para prevenir complicações. Isso inclui escovação regular com uma escova de dentes macia e uso de fio dental diariamente. Além de visitas periódicas ao dentista para exames de rotina e limpeza profissional. 

Embora esses acessórios possam refletir a individualidade e estilo de vida de uma pessoa, é essencial estar ciente dos potenciais impactos na saúde bucal. Consultar um dentista qualificado antes de aderir a tendências é importante para avaliar os riscos e receber orientações personalizadas sobre como manter uma saúde bucal ótima enquanto se expressa através da moda. 

 

 Patricia Bertges Pereira Araújo - Dentista especialista em implantes, especialista em ortodontia , especialista em Harmonização Facial , residência em Estética avançada e Invisalign Doctor.

 

Nova Lei de Publicidade Médica: o que muda no relacionamento com o paciente?


O setor da saúde está em constante evolução, seja por conta dos rápidos avanços tecnológicos, dos novos hábitos ou desafios geracionais. Em um mundo onde as pessoas estão cada vez mais conectadas, torna-se urgente que os temas relacionados à saúde e ao bem-estar também estejam em pauta nos canais digitais. A partir de agora, com a Resolução CFM nº 2.336, de 2023, sobre publicidade médica, que entrou em vigor desde o dia 11 de março, os profissionais da saúde ganham mais liberdade e novos canais para trabalhar o relacionamento com os pacientes.

De acordo com um levantamento da Comscore, o Brasil é o terceiro país que mais consome redes sociais em todo o mundo, o que traz um cenário positivo para os profissionais da saúde. É o que mostra o estudo “Panorama das Clínicas e Hospitais”, feito pela Doctoralia, maior plataforma de agendamento de consultas do mundo, junto com a Feegow Clinic, com mais de 1.300 profissionais do setor, entre médicos e especialistas de saúde como psicólogos, nutricionistas e fisioterapeutas; proprietários e CEOs. A pesquisa identificou que 74% das instituições pesquisadas fazem algum investimento em marketing. Deste total, 24% adotam estratégias avançadas, o que demonstra que o setor tem consciência do impacto do marketing em seus resultados. O estudo ainda mostra que 90% das instituições de saúde já estão no Instagram, enquanto 68% estão no Facebook e 66% possuem site próprio.

Por isso, a nova norma é tão importante, ela determina que o profissional da saúde tem o direito de apresentar os seus serviços à população, mas, lembrando que o médico seguirá sendo exclusivamente um representante da medicina e não poderá praticar uma comunicação sensacionalista ou autopromocional, garantindo que prevaleça um comportamento ético e respeitoso, além da clara identificação do profissional e das respectivas especialidades em todas as peças de divulgação. Neste novo cenário, o corpo médico está autorizado a utilizar imagens dos pacientes visando a demonstração do seu trabalho nas redes sociais, desde que garanta o anonimato do paciente e tenha caráter educativo. Também é permitido criar e gerenciar grupos de trabalho educativos para um público inexperiente no setor, mas, não são permitidas consultas em redes sociais ou determinação de diagnósticos fora de consultas formais.

O profissional também poderá implementar as mídias sociais e aplicativos de mensagens instantâneas em estratégias de marketing e comunicação com o objetivo de gerar o interesse de possíveis pacientes, seja pelo tratamento, estrutura ou certificações oferecidas pelo médico, tornando possível atrair um novo público que, antes, só procuraria pelo atendimento em casos de emergência. Na prática, eles ganham espaço para práticas multidisciplinares e mais colaborativas, adotando uma jornada mais integrada e personalizada para tratar dos pacientes e aumentar a sua rede de contatos.

Acredito que a chave para o sucesso em um mundo cada vez mais digital e, com novos modelos de aproximação, é estar permanentemente atento aos desafios éticos, como a proteção dos dados dos pacientes e a necessidade de garantir que a tecnologia não substituirá o cuidado pessoal e humanizado, mas que seja uma aliada do médico para munir os pacientes de informações e fortalecer a reputação dos profissionais de saúde. A nova regulamentação da publicidade médica abre espaço para que os profissionais se tornem mais dinâmicos e, principalmente, tenham um relacionamento mais próximo do paciente, levando assuntos ligados à saúde, cada vez mais, para o dia a dia dos brasileiros.

 



Cadu Lopes - CEO da Doctoralia Brasil, Peru e Chile e Feegow Clinic.


Empreendedorismo Social: negócios que fazem a diferença

Para muitas pessoas, o empreendedorismo é sinônimo de lucro. Essa ideia se espalhou ainda mais no período da pandemia de Covid-19, entre 2019 e 2021, quando muitos brasileiros viram nesse modelo de negócios uma oportunidade de voltar ao mercado de trabalho ou apenas de complementar a renda.

No entanto, o empreendedorismo social prioriza uma causa social ao lucro. Essa vertente busca criar projetos muitas vezes voltados a uma parcela marginalizada da sociedade, que geralmente não tem condições de arcar com despesas básicas para uma vida digna, como comida, moradia e saúde, mas não se restringindo apenas a elas. Outras pautas do empreendedorismo social compreendem ainda meio ambiente, consumo sustentável e educação.

Em outras palavras, os empreendedores sociais buscam soluções para os problemas sociais nos locais em que vivem, em qualquer escala que seja - da periferia à cidade como um todo. O lucro, portanto, não é financeiro, mas medido por meio do impacto dos projetos naquela comunidade em específico.

Por não visar aos lucros, esse modelo de negócios pode gerar dúvidas, a começar pela preocupação com o próprio sustento. Uma empresa social é autossustentável, ou seja, ela consegue cobrir seus próprios gastos por meio da venda de produtos relacionados à causa - por exemplo, artesanato feito por mães solo que não conseguem se inserir no mercado de trabalho tradicional - ou por meio de apoio de investidores. É importante notar aqui que o público-alvo da causa está inserido na geração dessa renda.

Abaixo, estão listadas algumas dicas para fazer um negócio social prosperar:


1. Entenda a sua causa e o público-alvo: antes de buscar por soluções, é necessário entender as raízes da causa, uma vez que o produto final do empreendedor social é melhorar a vida de uma comunidade - para isso, é importante se identificar com o público-alvo e entender como o negócio irá impactar sua vida.

2. Interaja com o público-alvo: é necessário validar as ideias com os beneficiados para ter ideia de como será a recepção do empreendimento e como ela é aceita pelo público-alvo - se não der certo de primeira, não tenha medo de ajustar o projeto para que ele fique mais condizente à realidade percebida.

3. Autossustentabilidade é a chave: por mais que não vise ao lucro, um negócio social ainda é um empreendimento e deve se sustentar, então é imprescindível levar em consideração os gastos do projeto e estudar como eles podem ser repostos.

Empreendedorismo social, voluntariado ou ONG: qual a principal diferença?

Diferentemente do chamado trabalho voluntário (ou voluntariado), que tem como base a solidariedade para com o próximo, o empreendedorismo social aplica modelos de negócio com base nas tendências do mercado para propor soluções para o problema vigente. Contudo, ambas as ações se pautam nos princípios do altruísmo, isto é, o desejo de ajudar os outros sem receber nada em troca.

Já uma organização não governamental (ONG) funciona com base em doações e investimentos de várias fontes, como o próprio Governo, pessoas físicas, empresas e até mesmo a produção de renda direta.

Embora o modo de atuar das ONGs seja similar ao do empreendedorismo social - ambos procuram minimizar impactos negativos de problemas socioambientais em uma comunidade e não visam ao lucro -, uma organização não governamental não distribui os lucros que obtém com sua prestação de serviços, utilizando essa renda para investir nas próprias ações.



Angélica Rebello - CEO da Vetta Project. É Gestora de Projetos e Business Analyst. https://www.linkedin.com/in/angelica-rebello/


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