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quarta-feira, 17 de abril de 2024

A.C.Camargo Cancer Center pede doação para ao Banco de Sangue

 

O Sangue de tipo O é o de menor estoque na instituição

 

O Banco de Sangue do A.C. Camargo Cancer Center está com baixo volume de doadores e, por isso, pede atenção e mobilização da população. Neste momento a a necessidade é de todos os tipos de sangue, em especial o tipo O, mas também de plaquetas.

A instituição pede por doações com urgência, pois os pacientes oncológicos necessitam fazer quimioterapia/radioterapia durante o tratamento, o que pode levar à queda da produção do próprio sangue, causando anemia ou plaquetopenia, e à necessidade de transfusão. Sangramentos causados pelo tumor também podem acontecer e a necessidade de manter reservas de sangue para realizações de cirurgias é algo constante.

Além disso, os pacientes com câncer sofrem redução do nível de plaquetas no sangue em decorrência do tratamento oncológico e do próprio diagnóstico. Cerca de 60% das transfusões realizadas no A.C. Camargo Cancer Center são de plaquetas

“Podemos dizer que o paciente oncológico é um grande ‘consumidor’ de plaquetas e, por isso, é tão importante manter nossos estoques de sangue constantes”, explica a Dra. Marta Lemos, médica responsável pelo Banco de Sangue da instituição.


Protocolo de segurança

Com protocolo de segurança contra a COVID-19 ainda em vigor, o banco de sangue conta com fluxo protegido e alocação fora do ambiente hospitalar. Os doadores podem comparecer sem agendar, mas para aumentar a agilidade de atendimento, a orientação é fazer o agendamento pelo site do hospital, chat ou por telefone no (11) 2189-5000 (Opção 5).

Os pré-requisitos para doação de plaquetas são semelhantes aos de uma doação de sangue. Podem doar interessados que tenham de 18 a 65 anos – menores, com 16 e 17 anos, podem doar acompanhados do responsável legal e consentimento formal por escrito - com 60 quilos ou mais, e sem nenhuma doença crônica. Cada pessoa doa de uma vez, no máximo, 470 ml de sangue que pode salvar a vida de até quatro pacientes. O procedimento leva cerca de 40 minutos e em menos de 24 horas, o organismo já consegue repor a quantidade que foi retirada.

 

Condições para doação diante das vacinas

- Inaptidão temporária após imunização contra COVID-19:

Os doadores que tomaram vacina contra COVID-19 da Astrazenica/ Fiocruz, Pfizer e Janssen devem aguardar 7 dias após a data da imunização para realizar a doação. Já quem tomou o imunizante da Sinovac/ Butantan deve aguardar 48 horas.

Quem testou positivo para Covid deve aguardar 10 dias após término dos sintomas para doar e aos que tiveram contato com casos positivos, a doação pode ser feita após 15 dias do contato e apenas se não apresentar nenhum sintoma.

Avaliação de outras vacinas e condição clínica do doador será realizada a cada doação, visando a proteção e segurança do doador e paciente que receberá o sangue.

Saiba todos os critérios no Link.

- Inaptidão temporária após imunização contra Influenza:

Os doadores que tomaram vacina contra Influenza devem aguardar 48 horas após a data da imunização para realizar a doação.

 

Sobre o A.C.Camargo Cancer Center 

Reconhecido internacionalmente, o A.C.Camargo é o primeiro Cancer Center do Brasil. Recebeu este título por oferecer um tratamento integrado em oncologia, do diagnóstico à remissão, possuir uma área de Ensino e Pesquisa dedicada ao câncer, e corpo clínico fechado e hiperespecializado. Ao todo, são mais de 5 mil profissionais engajados e especializados no cuidado com pacientes oncológicos. As taxas de sobrevida do A.C.Camargo são iguais às dos melhores Cancer Centers do mundo, destacando-se por descobertas e testes de novos tratamentos. Dividido em 12 Centros de Referência, cada um focado em um tipo de tumor, o A.C.Camargo tem experiência com mais de 800 tipos diferentes de cânceres, além de ter uma célula para atendimento de tumores raros. A instituição é sem fins lucrativos e completou, em 2023, 70 anos de existência. Para mais informações Clique Aqui

 

 

Serviço:

Horário de funcionamento do Banco de Sangue

De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h

Sábado, das 8h às 15h

O Banco de Sangue não abre aos domingos e feriados

Endereço: Rua Castro Alves, 131, Aclimação, São Paulo - SP

Telefone: (11) 2189-5000 - selecione a opção 5 do menu telefônico (agendamento de doação de sangue) de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

 

Carreta da mamografia está em Guaratinguetá ofertando exames gratuitos

A carreta, parceria entre FIDI e governo do Estado de São Paulo, oferece exames gratuitos para as mulheres até o dia 20 de abril 

 

A carreta-móvel do programa Mulheres de Peito, iniciativa da Secretaria de Estado da Saúde em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI), instituição privada sem fins lucrativos que faz a gestão completa de diagnósticos por imagem, chega na cidade de Guaratinguetá, e permanece entre os dias 09 e 20 de abril, realizando gratuitamente mamografias para mulheres com mais de 35 anos. 

Localizada na Avenida da Exposição, nº 2, no internacional park, a carreta atende de segunda a sexta-feira, das 8h à 17h, e aos sábados, das 8h às 12h (exceto feriados), por meio da distribuição de senhas no período da manhã. Serão realizados 50 exames nos dias da semana e 25 aos sábados.   

A carreta contribui com a agilidade do diagnóstico e garante o acesso facilitado a mulheres da cidade e região. Para realizar o exame na carreta do programa Mulheres de Peito, as pacientes de 35 a 49 anos e acima de 70 anos precisam apresentar RG, cartão do SUS e um pedido médico; já as de 50 a 69 anos podem levar apenas RG e cartão do SUS. 

A mamografia é um exame muito versátil e é indispensável para o diagnóstico precoce do câncer de mama. Se for detectada em fase inicial, aumenta as chances de tratamento e cura, podendo chegar a 98%. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), para cada ano do triênio 2023-2025 são estimados 73.610 novos casos da doença, sendo essa a primeira causa de morte por câncer em mulheres no Brasil ¹.  

(1)  Dados e números sobre o câncer de mama - Relatório anual 2023 relatorio_dados-e-numeros-ca-mama-2023.pdf (inca.gov.br).  

 

 

Sobre a Carreta da Mamografia  

As imagens capturadas nos mamógrafos são encaminhadas para o Serviço Estadual de Diagnóstico por Imagem (SEDI), serviço da Secretaria que emite laudos à distância, localizado na capital paulista. O resultado sai em até dois dias após a realização do exame.  

A carreta do programa Mulheres de Peito percorre os municípios do estado de São Paulo ininterruptamente, para incentivar mulheres a realizar exames de mamografia gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde), ampliando o acesso da população à atenção básica em saúde.  

A unidade móvel conta com uma equipe multidisciplinar composta por técnicos em radiologia e um agente administrativo. Para agilizar o diagnóstico, cada veículo é equipado com conversor de imagens analógicas em digitais, impressoras, computadores e mobiliários.  

O projeto existe desde 2014, e as carretas já percorreram mais de 300 locais. No total, já foram realizadas cerca de 300 mil mamografias, 7 mil ultrassons, 700 biópsias, e mais de 3 mil mulheres foram encaminhadas. 

 

Programa Mulheres de Peito em Guaratinguetá 

Período: até 20 de abril 

Endereço: Avenida da Exposição, nº 2, no internacional park. 

Horário de atendimento: de segunda a sexta-feira, das 8h à 17h, e aos sábados, das 8h às 12h (exceto feriados).  
Distribuição de senhas de atendimento no período da manhã. 


Documentos necessários 

- Mulheres de 35 a 49 anos e acima de 70 anos: RG, cartão do SUS e pedido médico. 

- Mulheres de 50 a 69 anos: RG e cartão do SUS. 

 

FIDI - Fundação privada sem fins lucrativos que reinveste 100% de seus recursos em assistência médica à população brasileira, por meio do desenvolvimento de soluções de diagnóstico por imagem, realização de atividades de ensino, pesquisa e extensão médico-científica, ações sociais e filantrópicas.
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Febre recorrente, diarreia crônica e infecções frequentes são alguns dos sinais dos EII

 #plasmajabrasil

 

Entre os dias 22 e 29 de abril acontece a Semana Mundial de Erros Inatos da Imunidade (EII). Aproximadamente 500 doenças fazem parte do grupo dos EII, que são defeitos genéticos em algum setor do sistema imunológico que predispõem a uma maior chance de desenvolver infecções comuns de forma recorrente, como otites, pneumonia, sinusites, entre outras infecções graves ou por microorganismos incomuns, assim como doenças alérgicas graves, autoimunes, inflamatórias e câncer.

 

Estima-se que cerca de 70% a 90% dos pacientes com EII ainda não foram diagnosticados e isso acontece porque parte dos médicos no mundo todo desconhece esse grupo de doenças que estão relacionadas aos EII. Resultado: um obstáculo para se chegar ao diagnóstico precoce e – assim – salvar vidas.

 

Para ajudar no diagnóstico, existem os 10 sinais de alerta que foram atualizados em 2023, fundamentais para o diagnóstico dos erros inatos da imunidade (EII):

 

Atenção aos 10 Sinais de Alerta Atualizados


1- História familiar de erro inato da imunidade ou consanguinidade;

2- Infecções com frequência aumentada para a faixa etária e/ou de curso prolongado ou não esperado e/ ou por microrganismos não usuais ou oportunistas;

3 - Diarreia crônica de início precoce;

4 - Quadros alérgicos graves;

5- Eventos adversos não usuais a vacinas atenuadas (BCG, febre amarela, rotavírus, tetra viral);

6 -Características sindrômicas;

7- Déficit do crescimento;

8- Febre recorrente ou persistente, sem identificação de agente infeccioso ou malignidade;

9- Manifestações precoces e/ou combinadas de autoimunidade, em especial citopenias ou endocrinopatias;

10- Malignidades precoces, incomuns e/ou recorrentes.

 

 

A Coordenadora do Departamento Científico de Erros Inatos da Imunidade da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), Dra. Anete Sevciovic Grumach explica que a inclusão da contagem de TREC e KREC no Teste do Pezinho Ampliado, que já é realidade em algumas cidades brasileiras pelo Sistema Único de Saúde (SUS), tem se mostrado um dos grandes aliados, permitindo o diagnóstico e tratamento precoces de defeitos imunológicos mais graves, podendo evitar a morte e proporcionar qualidade de vida ao paciente e sua família.

 

O Teste do Pezinho deve ser realizado entre o 3º e o 5º dia de vida do bebê e a vacinação contra BCG deve aguardar o resultado, pois, pacientes com EII graves desenvolvem complicações após sua aplicação.

 

Tratamento com Plasma - A reposição de imunoglobulina, produzida a partir da captação do plasma humano, é necessária em até 2/3 dos pacientes identificados com EII. “No Brasil, a situação é particularmente complicada, pois não temos sistema de captação de plasma para produção nacional da imunoglobulina, nem a partir de sangue total doado, tampouco de doação específica de plasma. O produto é 100% importado”, comenta Dra. Anete

 

O consumo de imunoglobulina cresce exponencialmente no mundo e muitos países estão buscando parcerias público/privadas para dar conta da demanda. “No momento, o Brasil está analisando a possibilidade de captar plasma internamente, sem precisar importar, o que envolve custo e questões de segurança para o paciente. Por isso a PEC do Plasma é tão importante e deve ser discutida com seriedade pelos representantes do Ministério da Saúde”, enfatiza Dra. Anete. 

Dê olho na PEC do Plasma, a ASBAI criou a campanha #plasmajabrasil. Durante os dias 22 e 29 de abril, o Instagram ASBAI Alergia terá vídeos de especialistas e mais informações sobre os Erros Inatos da Imunidade.

 

ASBAI - Associação Brasileira de Alergia e Imunologia
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Fertilização In Vitro (FIV): verdades e mentiras sobre a técnica de reprodução assistida

FIV e inseminação artificial são a mesma coisa? Esclareça este e outros mitos com a ajuda do especialista ginecologista especialista em reprodução humana Dr. Alfonso Massaguer

 

As mulheres têm decidido engravidar cada vez mais tarde. Com a ajuda da tecnologia, a gravidez após os 40 é uma realidade. A atriz Leandra Leal (41) é o mais recente caso de uma famosa que optou pela FIV nesta fase da vida. Grávida de 5 meses, ela passou pelo processo de fertilização in vitro dos seus próprios óvulos congelados anos atrás. 

A quem se vê com dúvidas sobre o procedimento, o Dr. Alfonso Massaguer, ginecologista especialista em reprodução humana, diretor clínico da MAE (Medicina de Atendimento Especializado), explica os mitos e verdades sobre a reprodução humana assistida.

 

1.A FIV é uma garantia de gestação

MITO.

"A FIV jamais pode ser considerada uma garantia de gestação. Até mesmo em mulheres jovens, o método tem suas limitações. No 'melhor dos mundos' alcança-se 70-80% de sucesso por ciclo, mas, na grande maioria das vezes, essa proporção fica em torno de 50-55%. Os resultados dependem muito da idade do óvulo, qualidade do embrião e dos fatores ligados à infertilidade."


2.O procedimento é indicado apenas para casos de infertilidade

MITO.

"Há diversas indicações, como o estudo prévio de doenças genéticas. Outra indicação é para mulheres próximas ou acima dos 40 anos que têm medo de engravidar espontaneamente, mulheres que buscam ser mães solo e, cada vez mais casais homoafetivos querem ter seus filhos nas novas constituições familiares."

 

3.As chances de gravidez múltipla na FIV são maiores do que em uma gestação via métodos naturais.

MITO.

"Atualmente, buscamos a transferência de um único embrião por vez, a fim de garantir uma gestação saudável. Na FIV, o número de embriões transferidos pode ser controlado, diferentemente de alguns casos de indução da ovulação para coito programado ou inseminação intrauterina, nos quais o número de óvulos por ciclo pode ser maior que um."

 

4.É possível escolher o sexo do bebê

MITO.

"No Brasil, de acordo com as resoluções do CFM (Conselho Federal de Medicina), o tratamento de FIV para sexagem é proibido."

 

5.A FIV é diferente da Inseminação Artificial

VERDADE.

"Na FIV, retira-se os óvulos e fertiliza-se com espermatozoides em laboratório, o conhecido 'bebê de proveta'. O embrião é analisado e transferido para o útero, onde tentará se implantar e gerar uma gravidez.

Na inseminação artificial, apenas preparamos o sêmen e colocamos dentro do útero no período fértil, e então espera-se que a gravidez se consolide.

 

6.A técnica pode reduzir o risco do nascimento de bebês com doenças hereditárias

VERDADE.

"Na FIV, podemos analisar os embriões para qualquer cromossomo ou gene conhecido, e colocar no útero apenas aqueles sem alterações."

 

7.É possível fazer a fertilização in vitro em qualquer situação

MITO.

"Não diria qualquer situação, mas para aquelas em que a gravidez natural ou outros métodos não funcionam."

 

8.Mulheres com idade acima de 40 anos podem fazer a FIV

VERDADE.

"A FIV com mais de 40 anos é muito utilizada, mas tem como principal limitação a redução da qualidade dos óvulos. Isto se reflete em menos embriões com boa qualidade e, consequentemente, menor taxa de gravidez.

Na FIV, unimos matéria-prima, óvulo e espermatozoide. Se algum destes for ruim, não teremos um bebê."

 

9.Quanto mais embriões utilizar, maiores as chances de sucesso.

VERDADE.

"Mulheres com mais óvulos de qualidade e bons embriões terão uma maior taxa de gravidez. A maioria das pacientes transfere apenas um embrião, com o objetivo de uma gravidez única”.

 

Dr. Alfonso Massaguer CRM 97.335 - Ginecologista especialista em Reprodução Humana. Médico pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP); Ginecologista e Obstetra pelo Hospital das Clínicas; Diretor clínico da MAE (Medicina de Atendimento Especializado) especializada em reprodução assistida; Membro da Federação Brasileira da Associação de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO); Membro das Sociedades Catalãs de Ginecologia e Obstetrícia e Americana de Reprodução Assistida (ASRM); Diretor técnico da Clínica Engravida; Autor de vários capítulos de ginecologia, obstetrícia e reprodução humana em livros de medicina, com passagens em centros na Espanha e Canadá.

 

Teste do olhinho em recém-nascidos é fundamental para a identificação de doenças oculares que podem levar à cegueira ou mesmo à morte

 

H.Olhos alerta que, além desse teste, é mandatória a realização de check-ups oftalmológicos de rotina, a partir dos seis meses de idade, para curar ou controlar doenças como retinose pigmentar e retinoblastoma, bem como catarata e glaucoma congênitos

 

Pixabay

O diagnóstico precoce é o maior aliado no tratamento e cura de diversas doenças e, muitas vezes, faz a diferença entre a vida e a morte. O mesmo acontece em relação às doenças oculares. Desde o nascimento até as consultas de rotina, que devem começar aos seis meses de vida, o check-up dos olhos detecta alterações oftalmológicas com variados níveis de gravidade antes mesmo do aparecimento dos sintomas. 

Antes de ter alta da maternidade, todos os recém-nascidos devem passar pelo teste do reflexo vermelho (TRV), conhecido popularmente como teste do olhinho, um exame simples, rápido e indolor, previsto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e coberto pelo rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). É realizado com um dispositivo chamado oftalmoscópio direto, o qual emite uma luz que atravessa as estruturas transparentes do olho, atinge a retina, que fica na parte posterior do órgão, e se reflete. 

Em condições normais, o reflexo observado na pupila é vermelho e se parece com o efeito do flash de máquinas fotográficas nos olhos. Caso o reflexo seja branco e opaco, o neonato deve ser encaminhado para avaliação oftalmológica especializada para a realização de exames diagnósticos como fundo de olho, ultrassonografia e ressonância magnética. “Esse resultado indica perda da transparência dos meios oculares - retina, cristalino, córnea ou vítreo, que pode ser causada por uma série de doenças. Entre elas, estão a catarata congênita, glaucoma congênito, toxoplasmose, descolamento de retina e retinoblastoma”, explica Dr. Ivan Corso Teixeira, diretor-técnico do H.Olhos - Hospital de Olhos, referência em oftalmologia no estado de São Paulo e reconhecido no mercado há mais de 40 anos. 

Teixeira esclarece que a constatação, pelo teste do reflexo vermelho, de que as estruturas dos olhos estão normais não dispensa o bebê das consultas oftalmológicas de rotina, que devem ter início entre seis meses e um ano de idade. “A avaliação do oftalmologista desde cedo possibilita o diagnóstico precoce de outras doenças, além daquelas cujos sinais são observados pelo TRV no período neonatal. É o caso de problemas que surgem mais tarde, como a retinose pigmentar, doença degenerativa que pode se desenvolver na infância. O oftalmologista consegue detectar alterações na retina antes do aparecimento dos sintomas, o que ajuda a retardar a progressão da doença”, exemplifica.

 

Conheça algumas doenças raras que podem ser identificadas a partir do teste do olhinho: 

Retinoblastoma - tumor com origem nas células da retina - parte do olho responsável pela visão - que se reproduz de maneira rápida e agressiva. O retinoblastoma é o câncer ocular mais comum em crianças (embora seja raro e corresponda a 3% dos cânceres infantis). Geralmente, se manifesta antes dos cinco anos de idade. “O diagnóstico precoce é essencial, pois o retinoblastoma, se não identificado e tratado em seus estágios iniciais, pode levar à cegueira e até à morte”, alerta o doutor. Os sintomas dessa doença, os quais costumam aparecer somente nos estágios avançados, incluem dor de cabeça, estrabismo, inchaço e sangramento dos olhos e perda da visão. “O tratamento depende do tamanho, localização e extensão do tumor, que é capaz de se espalhar para outros órgãos e tecidos [metástase]. Podem ser realizados procedimentos cirúrgicos, radioterapia, quimioterapia, terapia a laser (fotocoagulação ou termoterapia) e crioterapia”, enumera.

 

Catarata congênita - apesar de ser uma doença típica de pessoas idosas, a catarata pode ser detectada em recém-nascidos, como resultado da má formação do cristalino durante a gestação. A catarata congênita tem cura se forem realizadas as intervenções necessárias entre seis semanas e três meses de vida. Caso contrário, pode prejudicar a visão de forma grave e irreversível. Geralmente, o tratamento indicado é a cirurgia para substituição do cristalino. Alguns casos podem ser resolvidos apenas com remédios e colírios.

 

Glaucoma congênito - é uma das maiores causas de cegueira na infância. Ocorre quando o humor aquoso (líquido que circula no interior dos olhos) não flui adequadamente para fora por conta do desenvolvimento inadequado do sistema de drenagem do olho, causando aumento da pressão intraocular. Se não for tratado, pode levar à perda permanente da visão como efeito da lesão do nervo óptico. O glaucoma congênito não tem cura, mas pode ser controlado por meio de intervenções cirúrgicas e do uso de colírios hipotensores.

 

Hipertensão arterial afeta a vida de 36 milhões de brasileiros gerando impactos no cenário da Saúde no Brasil

 

Rede Mater Dei destaca a importância da conscientização e intervenções eficazes para prevenção e controle da doença para não se tornar uma ameaça silenciosa à saúde pública

 

A hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta, é uma condição de saúde que afeta uma parcela significativa da população brasileira. Embora seja muito associada a hipertensão a sintomas como tontura, falta de ar e dor de cabeça, a realidade é que essa doença é frequentemente assintomática, o que a torna ainda mais perigosa. Se não for controlada, a hipertensão pode reduzir a expectativa de vida. Segundo o Instituto Nacional de Cardiologia, entre 2008 e 2022, houve um crescimento nas internações por infarto no Brasil. Tanto homens quanto mulheres foram afetados, com um aumento médio mensal de 158% e 157%, respectivamente. Como forma de conscientizar a população, a Rede Mater Dei explica a importância do tratamento adequado e a mudança dos hábitos de vida.

 

Estresse e idade

O estresse repentino é apontado como uma das causas de infarto, podendo desencadear o fechamento de uma artéria coronária. No Brasil, estima-se que a hipertensão atinge cerca de 32,5% dos adultos, o que representa aproximadamente 36 milhões de pessoas. Alarmantemente, mais de 60% dos idosos também são afetados por essa condição. A hipertensão arterial contribui, direta ou indiretamente, para metade das mortes por doenças cardiovasculares no país. No entanto, muitas pessoas desconhecem sua condição, ou não seguem um tratamento adequado, devido à ausência de sintomas evidentes. “O controle da pressão arterial é fundamental na prevenção de doenças cardiovasculares, dada a alta prevalência de hipertensão no Brasil. De fato, a hipertensão não controlada é um fator de risco significativo para ataques cardíacos, derrames e outras complicações cardiovasculares”, destaca Bernardo Tarabal, cardiologista do hospital Mater Dei Premium Goiânia. 

Outro aspecto preocupante é que a hipertensão arterial não escolhe idade. “Em termos de faixa etária, há uma tendência significativa de aumento na incidência de hipertensão arterial e infarto entre os mais velhos, mas também se observa um aumento preocupante entre os mais jovens, devido a mudanças no estilo de vida e fatores de risco comportamentais”, diz o médico. No Brasil, há 36 milhões de adultos diagnosticados com essa condição, o que eleva consideravelmente o risco de problemas cardíacos. 

"A hipertensão arterial contribui para o acréscimo do risco de infarto devido ao estresse adicional que exerce sobre as artérias coronárias, aumentando a probabilidade de formação de placas de aterosclerose e bloqueios nas artérias que irrigam o coração", explica Bernardo. Ele ressalta que, além da pressão arterial elevada, outros fatores de risco que devem ser considerados na avaliação do risco de infarto, em pacientes com hipertensão arterial, incluem tabagismo, colesterol elevado, diabetes, obesidade, histórico familiar de doenças cardiovasculares e estilo de vida sedentário. Esses fatores podem agir em conjunto para aumentar ainda mais o risco de complicações cardiovasculares. 

 

Medidas preventivas

Por outro lado, a hipertensão secundária pode surgir como resultado de condições médicas subjacentes, como doença renal, distúrbios da tireoide ou problemas nas glândulas suprarrenais. Essas condições podem levar a uma elevação súbita e severa na pressão arterial, exigindo um tratamento específico para a causa subjacente. 

No entanto, medidas simples, como informação e tratamento adequado, podem ajudar a prevenir complicações graves associadas à pressão arterial elevada. "Os principais desafios na identificação e no tratamento da hipertensão arterial incluem a falta de conscientização por parte dos pacientes, a falta de sintomas perceptíveis em estágios iniciais e a baixa adesão ao tratamento medicamentoso, além de questões socioeconômicas, que podem dificultar o acesso ao atendimento médico adequado", alerta o cardiologista. Como trata-se de uma doença comum e muitas vezes com sintomas silenciosos, é indicado seguir uma rotina regular de consultas com um cardiologista e fazer exames preventivos.

 

Rede Mater Dei de Saúde


Pode isso, nutri? Conheça os alimentos que podem aumentar os sintomas da menopausa

 

Alterações de humor, insônia, os famosos fogachos, secura vaginal, aumento de peso, névoa mental...muito se fala sobre as transformações que acontecem no corpo das mulheres quando entram na menopausa e a primeira questão que surge para muitas é: "o que está acontecendo comigo e o que posso fazer para parar tudo isso?" Uma alimentação saudável, por exemplo, pode ser uma grande aliada para esse momento, entretanto, enquanto de um lado há uma série de comidas que, além de gostosas, ajudam a diminuir os sintomas, também há aquelas que não ajudam e, pior, atrapalham muito. 

Uma pesquisa da Menopausa, feita com 400 mulheres na pós-menopausa, relata que uma dieta com perfil mediterrâneo, que inclui comida fresca e natural, ajuda as mulheres a reduzirem os sintomas da menopausa. Vanessa Raio, nutricionista da Plenapausa, uma empresa que visa levar informação, cuidado e tratamento para mulheres, explica queos alimentos que são benéficos para a saúde durante essa fase, pela qual todas as mulheres vão passar, são igualmente vantajosos em qualquer outro momento da vida. "Adotar hábitos alimentares saudáveis desde cedo resulta em uma melhor saúde ao longo dos anos, inclusive durante a menopausa", diz.

 

O que você deve evitar durante a menopausa?
 

Pimenta

Um verdadeiro inimigo durante essa fase, uma vez que pode contribuir para o aumento dos sintomas, uma vez que é um termogênico que aumenta a temperatura corporal. Mas vale ressaltar que a pimenta do reino, usada para temperar a comida no dia a dia, não faz mal - o que se deve evitar são os pratos excessivamente apimentados.

 

Industrializados

Embora salgadinhos e biscoitos sejam extremamente deliciosos para muitas pessoas, o fato de serem cheios de açúcares e sódio, mesmo em suas versões "fit", são um verdadeiro veneno para as pessoas, especialmente na menopausa, por contribuírem para a retenção de líquido e, consequentemente, causar sensação de inchaço. "Para quem gosta de petiscar, seja entre as refeições ou durante os momentos de lazer, o mais indicado é buscar outras alternativas, como cenoura e pepino com húmus e até mesmo queijo branco, por exemplo", explica Raio.

 

Fast food

Quem não resiste a um hambúrguer, não é mesmo? Mas, não se pode esquecer que esses alimentos, em geral ricos em gordura, podem elevar o risco de doenças cardíacas, especialmente em mulheres na pós-menopausa, além de contribuir potencialmente para o ganho de peso, o que pode agravar os sintomas da menopausa. Mas quando os restaurantes de fast food são a única opção, optar por opções mais saudáveis do menu é uma alternativa para manter uma alimentação equilibrada.

 

Álcool

Embora não seja obrigatório abandonar completamente os drinks alcóolicos, há muitas razões convincentes para manter seu consumo de maneira moderada. As mulheres que consomem entre duas e cinco doses diárias têm 1,5 vezes mais chances de desenvolver câncer de mama do que aquelas que não bebem, e o consumo excessivo também pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, segundo levantamento da Sociedade Norte-Americana de Menopausa. "Beber também pode desencadear ondas de calor. Isso acontece porque o consumo de álcool provoca uma vasodilatação, aumentando o fluxo sanguíneo e aquecendo o corpo rapidamente, desencadeando assim uma sensação de calor intenso", diz a nutricionista da Plenapausa.

 

Café

Um estudo da Mayo Clinic destaca que há um impacto negativo da cafeína em excesso nos sintomas da menopausa. O consumo dessa bebida, tão popular em todo o Brasil, está relacionado a uma maior incidência de fogachos (os famosos calorões) em mulheres que estão vivendo a pós-menopausa. Além disso, devido às suas propriedades estimulantes, a cafeína também prejudica a qualidade do sono.


Plenapausa


Dificuldade de engolir pode ser indício de câncer de esôfago, aponta oncologista

Freepik
 Segundo o INCA, 11 mil pacientes são diagnosticados com câncer de esôfago no Brasil por ano

 

Posicionado como o oitavo câncer mais prevalente em homens no mundo, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de esôfago acomete principalmente pacientes tabagistas e ou etilistas. Ele se desenvolve no tecido do órgão, que é o tubo muscular longo que conecta a garganta ao estômago e geralmente inicia nas células que revestem seu interior. 

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), 11 mil pacientes são diagnosticados com câncer de esôfago no Brasil por ano. Apesar de mais raro, o adenocarcinoma (AC) vem aumentando significativamente em frequência nas últimas décadas na população ocidental, devido ao aumento da prevalência da obesidade e da doença do refluxo gastroesofagiano. 

“O consumo de bebidas muito quentes e condições genéticas específicas como a tilose também aumentam o risco do desenvolvimento desse tipo de câncer. Nos últimos anos, a obesidade associada a refluxo gastroesofágico crônico também tem sido atribuída a fator causal, sobretudo de tumores de junção esofago-gastrica”, afirma o Dr. Thiago Assunção, oncologista especializado em câncer de esôfago do Instituto Paulista de Cancerologia (IPC). 

Ainda, o médico diz que os principais sintomas dessa neoplasia são a dificuldade de engolir (disfagia), sobretudo a alimentos sólidos, dor retroesternal (atrás do osso do meio do peito), dor torácica, sensação de obstrução à passagem do alimento, náuseas, vômitos e perda do apetite. Além disso, a perda de peso não intencional é outro sinal de alarme para esse tipo de câncer. 

“Caso esses sintomas se tornem recorrentes, é preciso ir ao médico. O diagnóstico será feito por meio da história clínica, exames de imagem, endoscopia digestiva alta, biópsia e alguns testes adicionais, a depender do caso”, comenta o Dr. Assunção. 

Diagnosticado o câncer de esôfago, os tratamentos dependerão do estadiamento da doença, localização do tumor e subtipo histológico. Isso pode contemplar quimioterapia, quimioterapia concomitante à radioterapia ou mesmo cirurgia já ao diagnóstico.

“Quanto mais precoce o diagnóstico, maiores as chances de cura”, alerta. “Nos últimos anos tivemos importantes dados quanto ao acréscimo de imunoterapia ao tratamento desse tipo de tumor, seja no cenário metastático ou mesmo no cenário adjuvante (pós-cirurgia) com ganho inclusive de sobrevida para os pacientes”, finaliza o oncologista do IPC. 



Instituto Paulista de Cancerologia (IPC)


Saúde de Campinas dá 10 dicas para proteger as crianças contra infecções respiratórias

Atendimento no Hospital Infantil Mário Gattinho, em Campinas
Confira quais medidas são indicadas pela Secretaria de Saúde de Campinas para preservar a saúde diante do aumento da circulação dos vírus respiratórios nos períodos do outono e inverno

 

Diante do contexto de aumento de infecções respiratórias nesta época do ano, os pais e responsáveis por crianças precisam ficar atentos e reforçar os cuidados para garantir proteção à saúde. Por isso, a coordenadora técnica da Área da Criança e Adolescente, Andréa Maria Campedelli Lopes, fez uma lista com dez medidas para evitar contato e transmissão de doenças. 

O problema é mais recorrente nos períodos de outono e inverno, em virtude da queda da temperatura. Com isso, o objetivo é evitar casos graves que exigem hospitalização e, consequentemente, reduzir a pressão por assistência da rede pública de saúde. 

Entre 31 de março e 6 de abril, os centros de saúde, prontos-socorros dos hospitais e UPAs fizeram 1.982 atendimentos de pacientes, em todas as faixas etárias, com sintomas respiratórios. O total é 71,4% maior que os 1.156 contabilizados na semana anterior.
 

Dez medidas para proteção

  1. Não leve criança com sintomas respiratórios para a escola ou creche. Ela precisa de cuidado e repouso para se recuperar, e ainda pode transmitir a doença para colegas.
  2. Evite que amigos ou parentes com sintomas respiratórios visitem ou brinquem com a criança
  3. Caso os pais ou irmãos maiores estejam doentes, é recomendado uso de máscaras (vendidas em farmácias) e higienização das mãos para manusear os bebês ou crianças pequenas. Todas as pessoas que chegam da rua devem sempre lavar as mãos
  4. Evite sair de casa com bebê ou crianças pequenas para lugares com aglomerações, incluindo salões de igreja, shoppings e festas. Nessa idade, as defesas do organismo ainda estão em desenvolvimento, portanto, há mais facilidade em contrair doenças
  5. Mantenha a vacinação de toda a família em dia e, principalmente, leve as crianças de 6 meses a 5 anos aos centros de saúde para receber a dose que protege contra a gripe
  6. O leite materno, oferecido de forma exclusiva até 6 meses, e com alimentos saudáveis até a faixa de 2 anos, é o alimento ideal por conter anticorpos da mãe. Com isso, aumenta a proteção contra as infecções de outono/inverno e outras doenças
  7. Mantenha a casa, principalmente os quartos das crianças, arejados e limpos. É importante também lavar o nariz com soro fisiológico, principalmente se houver coriza ou obstrução nasal
  8. Pessoas com sintomas respiratórios não devem compartilhar copos, talheres, toalhas de banho ou de rosto, almofadas ou travesseiros
  9. Não fume e não permita que fumem dentro de casa, em nenhum cômodo, pois a fumaça dos cigarros irrita as vias respiratórias

Evite levar a criança aos prontos-socorros e UPAs com queixas simples, que podem ser resolvidas em uma consulta no centro de saúde. Estas estruturas são voltada para o atendimento dos casos com maior gravidade e há sempre um risco de contato com pessoas com doenças contagiosas mais graves nesses locais


Com avanço das técnicas e da sobrevida pós-UTI, reabilitação de pacientes com traqueostomia é desafio para devolver liberdade de comer e falar

Fonoaudiólogos e equipe multiprofissional trabalham juntos para restaurar autonomia e funcionalidade em casos graves 

 

Mirian Dutra estava traqueostomizada, não conseguia falar e dependia de uma sonda para comer alimentos. Internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), do Hospital Universitário Cajuru, em Curitiba (PR), ela se viu novamente isolada e afastada de sua rotina. Seu primeiro internamento ocorreu em 2017, após uma embolia pulmonar, e a partir desse momento, as idas ao hospital tornaram-se cada vez mais frequentes. Seis anos depois, uma parada cardiorrespiratória e um procedimento neurocirúrgico para corrigir uma malformação rara a fizeram retornar aos corredores da mesma unidade, obrigando-a a suspender todos os seus planos e lutar pela vida. Uma batalha que exigiu o apoio de diversos especialistas e teve a fonoaudiologia como protagonista.

Enquanto adaptava a voz e fortalecia a deglutição, a operadora de máquina de bordados Mirian, de 38 anos, percebia as dificuldades de se comunicar e a impossibilidade de se alimentar por conta própria ficando para trás. Ela faz parte dos mais de 170 mil brasileiros traqueostomizados pelo SUS, segundo dados do Datasus. "Mesmo com a traqueostomia, os exercícios diários tornaram possível voltar a falar e comer, e desistir nunca foi uma opção", conta a paciente. A fonoaudióloga Franciele Savaris Sória, que acompanhou de perto a recuperação de Mirian, destaca o papel vital de cada sessão nesses casos para restaurar e devolver a autonomia. "Utilizamos uma abordagem variada, que inclui exercícios vocais, massagens intra e extraorais, manobras específicas de deglutição e treinos articulatórios e repetitivos", explica.


Trabalho que não para

Diariamente, os fonoaudiólogos de UTIs encontram na comunicação e na reabilitação ferramentas para transformar vidas. Sua rotina é marcada pela soma de esforços para cuidar de pacientes e promover uma rápida recuperação por meio de intervenções precisas. Aqueles que são desafiados a reaprender a comer e falar descobrem nesses profissionais a esperança para seguir adiante. "O principal objetivo é não apenas restaurar a funcionalidade perdida, mas também capacitar cada paciente, orientando-os na conquista pela autonomia e qualidade de vida", destaca Franciele, que é coordenadora de fonoaudiologia dos hospitais Universitário Cajuru e São Marcelino Champagnat.

Mesmo diante de um quadro grave de saúde, é sempre possível melhorar a capacidade funcional e restaurar a independência do paciente, diminuindo o risco de complicações associadas à permanência no leito. Essa atuação requer uma abordagem cuidadosa e personalizada para alcançar a recuperação completa. "Com o apoio de um tratamento individualizado e assertivo, conseguimos reduzir o tempo de internação, as taxas de reinternação após a alta e as sequelas", enfatiza Franciele. Mas, segundo ela, ainda existem alguns obstáculos no dia a dia da profissão. "O desafio persiste em fazer com que as pessoas compreendam e valorizem plenamente o papel essencial do fonoaudiólogo na recuperação da saúde", acrescenta.


Cuidados intensivos

Fundamentais na recuperação das mais variadas disfunções, os fonoaudiólogos trabalham lado a lado de uma equipe multiprofissional composta por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e teólogos. Ao perceber o paciente de uma maneira mais abrangente em relação à patologia, é possível abordar esferas da saúde que vão além da medicina ou da fonoaudiologia. "Quando unimos profissionais de diferentes vertentes e realizamos um trabalho em equipe, cumprimos uma importante missão: cuidar do paciente de forma humanizada, devolvendo-o à vida normal", afirma o coordenador dos cuidados paliativos dos hospitais Universitário Cajuru e São Marcelino Champagnat, Ronnie Barreto Arrais Ykeda.

"O sentimento é de realização profunda". A frase de Franciele resume a essência do momento em que os cuidados intensivos conseguem reintroduzir o prazer de comer a um paciente e devolver a habilidade de falar e ser compreendido. "Ao trabalharmos em conjunto, testemunhamos não apenas a melhora imediata, mas também a transformação duradoura na qualidade de vida dos indivíduos, validando e justificando integralmente cada esforço dedicado à nossa profissão", completa a fonoaudióloga.

Nos leitos de hospitais, a humanização no tratamento restitui a esperança para pacientes como Mirian Dutra, permitindo que eles retomem as atividades cotidianas. Com um acompanhamento mais próximo e especializado, é possível reduzir o sofrimento e proporcionar um tratamento mais digno. "Foi bom receber esse cuidado durante a internação no hospital. Em um momento tão difícil, acabei renascendo do vale da morte e testemunhando uma dedicação incansável de profissionais que estavam verdadeiramente preocupados comigo", revela a paciente.

 

Hospital São Marcelino Champagnat

Hospital Universitário Cajuru

 

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