Pesquisar no Blog

quarta-feira, 17 de abril de 2024

Dia Mundial da Sensibilização para a Leucemia Mieloide Aguda: o que você precisa saber sobre a doença

Dia 21 de abril é marcado pela importância de conscientização sobre a LMA. Diagnóstico precoce e compreensão do caso do paciente são fatores fundamentais para um bom resultado.

 

Você já ouviu falar de leucemia, certo? A doença, conhecida popularmente como “câncer no sangue”, é classificada de acordo com as células que são afetadas pelo clone neoplásico, podendo ser linfoide ou mieloide[1], que é o caso da Leucemia Mielóide Aguda (LMA), o tipo mais comum e mais agressivo do tumor[2]. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), cerca de 11 mil casos de leucemia são diagnosticados todos os anos no Brasil[3], em que pelo menos 10%[4] são de LMA.

Quando afetado por esse tipo de leucemia, o organismo produz glóbulos brancos anormais, que crescem descontroladamente e rapidamente substituem os glóbulos saudáveis[5]. Além disso, as células da doença podem infiltrar outros órgãos, incluindo o sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal), pele e gengivas.[6] Saiba mais sobre a doença e fique atento aos seus sinais.


Doença pode atingir os mais idosos, mas as faixas etárias mais jovens também são impactadas

A maior parte dos casos costuma acontecer em adultos acima de 60 anos[7], o que dificulta o seu diagnóstico, já que pode ser facilmente confundida com o processo de envelhecimento. Infecções recorrentes, anemia, palidez, perda de peso sem explicação aparente e manchas roxas pelo corpo são alguns dos sintomas7 que um paciente pode vir a apresentar”, comenta a Dra. Mariane Cristina Gennari de Assis, médica hematologista pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

Dados da Divisão de População da Organização das Nações Unidas, até 2050, cerca de 70 milhões[8] de pessoas estarão acima dos 60 anos. Até 2100, 40% da população brasileira será composta por pessoas idosas[9]. “Isso mostra um cenário preocupante, e precisamos estar prontos para atender as necessidades dessa população, diz.”

“A leucemia mieloide aguda é rara antes dos 45 anos[10], mas existem algumas exceções. Estamos vendo, por exemplo, o caso da Fabiana Justus. A doença também pode ocorrer em crianças”, adiciona a médica.


Como é feito o diagnóstico e sintomas mais comuns

Acometendo a medula óssea, a LMA se desenvolve de forma rápida e, em poucas semanas, o paciente pode ficar muito fragilizado. “O diagnóstico precoce é um fator fundamental para um melhor prognóstico”, diz a Dra. Mariane.

Dentre os exames realizados para identificar a doença, o hemograma[11] é um primeiro passo, já que auxilia o profissional de saúde a identificar se o paciente apresenta diminuição de glóbulos vermelhos e plaquetas e se já existem alterações nos glóbulos brancos, que podem estar diminuídos ou aumentados, o que pode indicar a presença de células leucêmicas (conhecidas como blastos) no sangue do paciente.

“Existem também exames adicionais e testes que auxiliarão na compreensão do prognóstico da doença e na definição do tratamento. Um exemplo disso é o mielograma9, que é usado para quantificar as células leucêmicas presentes na medula óssea do paciente. Para definição do tipo de leucemia utilizamos técnicas de imunofenotipagem. Os exames citogenéticos e moleculares que identificam alterações cromossômicas e mutacionais são fundamentais para classificação prognóstica e dessa forma escolher a melhor abordagem terapêutica”, adiciona a médica.


O que existe de inovação em tratamento hoje

“O tratamento é definido de acordo com o histórico, idade e saúde do paciente7”, explica a Dra. Mariane

“A evolução no tratamento de cânceres no sangue tem como principal objetivo aumentar a sobrevida do paciente, preservando a sua qualidade de vida. Hoje, encontramos avanços nos tratamentos de leucemias que atendem sobretudo a população idosa, que pode não conseguir passar por um tratamento padrão ou até mesmo por um transplante de medula óssea, seja por conta da idade, função orgânica anormal e das comorbidades que o paciente apresenta”, adiciona o especialista. Estima-se que 50% dos pacientes sejam inelegíveis[12] para os principais tratamentos.

Dentre as opções disponíveis atualmente, o tratamento dos cânceres hematológicos pode incluir quimioterapia[13], que tem como objetivo destruir, controlar ou inibir o crescimento de células doentes; imunoterapia, que estimula o sistema imunológico do organismo a destruir as células cancerígenas[14]; e as terapias-alvo, que atuam especificamente nas alterações genéticas causadas pela doença13, protegendo também as células saudáveis.

“No tratamento de LMA, é de extrema importância que a equipe médica responsável tenha uma visão global da doença, avaliando, inclusive, o estado de saúde do paciente. Da mesma maneira, é fundamental que o paciente mantenha um diálogo aberto com o médico sobre seus sintomas e inseguranças. Dessa forma, juntos, podem chegar a melhor solução terapêutica, impactando positivamente o prognóstico do paciente”, finaliza. 



[1] Link

[2] Link

[3] Link

[4] Link

[5] American Cancer Society (2020). What Is Acute Myeloid Leukemia (AML)?. Link

[6] National Cancer Institute. Adult Acute Myeloid Leukemia Treatment (PDQ)-Patient Version. Link

[7] Link

[8] Link

[9] Link

[10] Link

[11] Link

[12] Yoon J, Byung-Sik C, Hee-Je K, Jung-Ho K et al. Outcomes of elderly de novo acute myeloid leukemia treated by a risk-adapted approach based on age, comorbidity, and performance status. American Journal of Hematology. 2013; 88:1074–1081.

[13] Link

[14] Link


CÁLCULO NA VESÍCULA: BEBER APENAS ÁGUA É SUFICIENTE?

 

Entenda melhor o que causa o cálculo biliar, seus sintomas, e se é possível prevenir. 

 

Você sabia que a dor intensa no lado direito do abdômen pode ser um sinal de pedra na vesícula? A pedra na vesícula, ou cálculo biliar, é um problema que afeta a saúde de milhões de pessoas em todo o mundo. Caracterizada pela formação de pequenas "pedras" dentro da vesícula biliar, um órgão localizado no abdômen, essa condição pode ser dolorosa e prejudicar a qualidade de vida do paciente. 

Segundo o Dr. Lucas Nacif, Cirurgião Gastrointestinal e membro titular do colégio brasileiro de cirurgia digestiva (CBCD), a vesícula biliar, um órgão em forma de saco, com dimensões de sete a 15 centímetros, reside próximo ao fígado e tem a função de armazenar bile. Após as refeições, ela libera a bile para os canais biliares, que a conduzem ao duodeno, o início do intestino delgado. A bile desempenha um papel fundamental na digestão, especialmente na quebra das gorduras dos alimentos. “Quando não tratada, pode causar inflamação e complicações graves”, alerta Nacif. E que destaca: “Só beber água não basta. Embora a hidratação adequada possa ajudar a diluir a bile e reduzir o risco de formação de cálculos, outros aspectos da dieta, como o consumo moderado de gorduras saturadas e colesterol, bem como a ingestão adequada de fibras, também desempenham um papel importante”.

 

Mas como eles se formam?

Os cálculos biliares se formam devido ao desequilíbrio dos componentes da bile, particularmente o colesterol e os sais biliares. Vários fatores aumentam o risco de desenvolver cálculos biliares. Alguns, como obesidade e níveis elevados de colesterol. Por outro lado, a idade avançada, o sexo feminino e a história de gestações são fatores que contribuem para o surgimento desses cálculos.

De acordo com o médico, entre os sintomas estão as dores intensas, vômito, calafrio, febre e icterícia (pele e olhos amarelados). “Inicialmente, algumas pessoas podem não apresentar sintomas, porém, ao longo do tempo, podem começar a experimentar complicações na digestão ou desconforto após consumir refeições mais ricas em gorduras ou carboidratos, como massas”, pontua.
 

A remoção do cálculo é a única forma de tratar

Nacif explica que é possível prevenir e lidar com os cálculos biliares. Como por exemplo, manter um peso saudável, seguir uma dieta rica em fibras e pobre em gorduras saturadas, bem como a prática regular de exercícios físicos e sempre se manter hidratado. 

Contudo, ele reforça: “É importante ressaltar que, embora medidas comportamentais, como mudanças na dieta e uso de medicamentos, possam ser eficazes no tratamento das pedras na vesícula, a cirurgia ainda é a opção mais comum e eficiente. Existem diferentes técnicas cirúrgicas disponíveis, e o médico poderá recomendar a mais adequada para cada caso”, conclui o cirurgião gastrointestinal.
 

 

Lucas Nacif - Especialista em cirurgia geral, e do aparelho digestivo, o Dr. Lucas Nacif é reconhecido por sua expertise em cirurgias hepato bilio pancreática e transplante de fígado, utilizando técnicas avançadas minimamente invasivas por laparoscopia e robótica. Além de suas contribuições no campo da cirurgia, o Dr. Nacif é membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC), do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD) e da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). Internacionalmente, ele é membro da ILTS (International Liver Transplantation Society), TTS (The Transplantation Society) e AHPBA (Americas Hepato-Pancreato-Biliary Association). O Dr. Nacif dedica-se integralmente à promoção da saúde digestiva, buscando não apenas a cura, mas também uma melhoria substancial na qualidade de vida de seus pacientes.


Paralisia facial, perda de audição e perda de equilíbrio: reações graves do herpes zoster que merecem atenção

 Muito além das conhecidas feridas pelo corpo, virose pode ensejar quadros agudos de infecção que comprometem os músculos da face e a estrutura do canal auditivo; médico explica por que isso acontece e como se prevenir


Você já deve ter reparado como tem sido frequente ouvirmos relatos de pessoas que tiveram a chamada herpes zoster – doença causada pelo vírus Varicela-Zoster (VVZ), o mesmo que provoca a catapora. Seja nos noticiários, que mostram inúmeros casos de famosos acometidos pela doença, seja em nossos próprios círculos de relacionamento, esse tipo de informação vem se repetindo assiduamente. Já observou isso? 

Tal percepção, aliás, é corroborada por estudo recente, com base em dados do Sistema Único de Saúde (SUS), assinado por pesquisadores da Universidade Estadual de Montes Claros (MG). O levantamento concluiu que os casos de herpes zoster subiram 35% após o início da pandemia de Covid-19, em 2020. 

As razões, no entanto, ainda são alvo de discussões científicas. Mas é certo que toda precaução é válida. Afinal, as consequências provocadas por essa virose podem ir muito além das feridas, que é a forma mais clássica de manifestação da Varicela-Zoster – e, a propósito, já causam bastante dor e incômodo.

 

Paralisia no rosto 

Nesse rol, a paralisia facial infecciosa é com certeza uma das grandes preocupações a quem está com o problema. Considerada grave, essa anomalia requer atendimento médico imediato. Isso porque, trata-se de uma reação inflamatória envolvendo o nervo facial, que incha e fica comprimido dentro de um estreito canal ósseo localizado atrás da orelha, prejudicando a movimentação do rosto, sobretudo da boca. 

"Isso pode ocorrer sempre na reativação viral de pessoas que já tiveram a infecção primaria anteriormente, quando o vírus fica latente no gânglio dos nervos", explica o Dr. José Ricardo Gurgel Testa, otorrinolaringologista do Hospital Paulista e especialista neste tipo de atendimento. 

O especialista destaca que, na maioria das vezes, esses casos são reversíveis. Mas é preciso rapidez no diagnóstico, daí a importância da avaliação médica o quanto antes.

 

Audição e equilíbrio 

Outras consequências relacionadas à Varicela-Zoster, segundo o médico, são alterações auditivas severas e do equilíbrio corporal provocadas pela infecção viral, quando alcançada a região do ouvido, além de dor na região da face ou do pescoço a longo prazo. 

"São outras reações que nós, otorrinolaringologistas, costumamos lidar junto a pacientes que têm herpes zoster. Todas merecem bastante atenção, pois podem ensejar problemas maiores, se não houver o tratamento adequado", alerta. 

Quanto à recuperação, Dr. José Ricardo esclarece que tudo depende da extensão do dano causado pelo vírus, assim como das condições clínicas e idade do paciente. "Em grande parte dos casos, esses quadros clínicos costumam regredir à medida que o tratamento evolui, especialmente quando associados à medicação, fisioterapia, fonoterapia e outras técnicas que ajudam estimular a musculatura da mímica facial e da fala.”

 

É possível evitar? 

A quem deseja evitar qualquer possibilidade de contato com a doença, o médico destaca que a vacinação é a forma mais eficiente e recomendável, hoje em dia, para se precaver contra a herpes zoster. 

"A prevenção na infância é tomar a vacina contra a catapora e, nos adultos com mais de 50 anos ou imunocomprometidos, tomar a vacina contra o herpes zoster em duas doses", finaliza.

  

Hospital Paulista de Otorrinolaringologia


A importância do controle de documentos nas empresas modernas

No cenário empresarial em constante evolução, as empresas devem permitir fácil acesso a informações relevantes e aderir às normas regulamentares. Quer se trate de uma startup ou de uma companhia multinacional, a forma como uma organização administra os seus documentos pode desempenhar um papel fundamental na maneira como a empresa atua. 

O gerenciamento de documentos pela empresa contribui diretamente para suas operações, conformidade e eficiência geral. De acordo com relatório da McKinsey, os desafios documentais são responsáveis por 21% da perda de produtividade nas empresas, ou seja, isso mostra que garantir um controle eficaz pode ser vital dentro das companhias.  

A pesquisa também aponta que os funcionários passam 1,8 horas todos os dias procurando e coletando informações – ou seja, 9,3 horas por semana, isso mostra que, um controle eficaz de documentos ajuda a melhorar o processo geral de documentação em toda a empresa.  

Vamos explorar algumas das principais razões pelas quais o controle de documentos é essencial para as organizações.

 

Consistência e precisão

Consistência e precisão são essenciais quando se trata de documentação, pois garante que todas as partes trabalhem com as informações mais recentes e precisas. Ao fazer isso, as organizações podem minimizar o risco de erros e promover uma comunicação consistente.

 

Padrões regulatórios e de qualidade

A conformidade com os padrões regulatórios não é negociável para uma organização. Quando permanecem em conformidade, as empresas podem evitar implicações como penalidades financeiras, repercussões legais e danos à reputação. 

 

Erros e retrabalhos dispendiosos

Erros na documentação podem causar atrasos dispendiosos, com a possibilidade de retrabalhar projetos. O controle documental é uma salvaguarda para isso, reduzindo a probabilidade de erros ao garantir a padronização dos procedimentos de criação, revisão e aprovação de documentos.

 

Os benefícios do controle de documentos

 

Processos eficientes em todos os níveis são vitais para qualquer negócio em crescimento, e o controle de documentos não é diferente. As empresas produzem e gerenciam diariamente grandes quantidades de informações, desde relatórios a declarações. 

Quando bem-feito, a estruturação desses documentos é um aspecto crucial de qualquer negócio moderno, pois permite que as organizações mantenham a consistência e a precisão em diversos tipos de dados, facilitando o cumprimento dos padrões regulatórios.

 


Inon Neves - vice-presidente sênior da Access Latam


Filtros diminuem os riscos do cigarro à saúde ou apenas poluem mais

Instituto para o Controle Global do Tabaco/ ACT Promoção da Saúde

No Dia da Terra, pesquisadores explicam que os filtros de cigarro não trazem benefícios à saúde e alertam para os impactos que geram no meio ambiente.


O cigarro é a principal causa de morte evitável do planeta. A Organização Pan-Americana da Saúde aponta que, no mundo, o tabaco é responsável pela morte de mais de 8 milhões de pessoas por ano, incluindo aproximadamente 190 mil brasileiros. Apesar destes dados alarmantes – ou talvez até mesmo por causa deles – a indústria do tabaco tem feito uso de produtos e propagandas enganosas que buscam transmitir uma suposta noção de “serem mais saudáveis” ou de redução de danos. Atualmente, os cigarros eletrônicos estão no centro deste debate, mas há uma tecnologia ainda mais comum que segue a mesma lógica: os filtros de plástico. Há décadas eles deixaram de ser uma novidade e, hoje, são conhecidos pelo público como um dispositivo capaz de diminuir os riscos do cigarro à saúde. Mas a verdade é que esta ideia não passa de um mito. E, neste Dia da Terra, a ser comemorado na próxima segunda-feira, 22 de abril, cabe reforçar que os filtros também são uma ameaça ao meio ambiente. 

“Há uma abundância de pesquisas mostrando que os filtros não trazem nenhum benefício para a saúde. Ainda por cima, a onipresença dos filtros de cigarro e as alegações enganosas das empresas de tabaco contribuem para tornar os cigarros mais atraentes para os jovens, além de causarem um grande impacto ambiental“, explica Graziele Grilo, Program Officer e Líder Regional para a América Latina do Instituto para o Controle Global do Tabaco (IGTC – Institute for Global Tobacco Control).

 

Saúde não se filtra

Fazendo uso das chamadas “máquinas de fumo” – tecnologia mecânica que mede a concentração das substâncias no cigarro –, os fabricantes de cigarros alegam que os filtros reduzem as emissões de nicotina, alcatrão e outras toxinas. No entanto, pesquisas mostram que para compensar a diminuição da nicotina, as pessoas alteram a intensidade da tragada, um fenômeno conhecido como “efeito compensatório”, que as máquinas não são capazes de reproduzir. Assim, na realidade, as pessoas podem estar expostas a mais – e não menos – toxinas devido aos filtros.

Ao mesmo tempo em que os filtros suavizam o gosto forte da fumaça e do tabaco queimado, tornando os cigarros filtrados mais atraentes, eles não reduzem as emissões prejudiciais às quais as pessoas estão expostas. Isso reforça a falsa noção de que o produto é menos tóxico.

Outro ponto de atenção é que os próprios filtros de plástico contêm milhares de componentes químicos, muitos dos quais são tóxicos. Além disso, estes cigarros também aumentam o risco de inalação das fibras do filtro.

 

Uma ameaça ambiental

As bitucas são a pequena porção do cigarro que não foi queimada, incluindo o filtro e o material microplástico que o envolve, e que é carregado de produtos químicos tóxicos. Com uma estimativa de 4,5 trilhões de bitucas sendo descartadas anualmente de maneira inadequada no mundo, elas são consideradas o principal tipo de lixo gerado por seres humanos. 

Para entender melhor os impactos ambientais causados por este tipo de lixo, pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com o apoio do Instituto para o Controle Global do Tabaco da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health (IGTC), Instituto Nacional do Câncer (INCA) e da ACT Promoção de Saúde, coletaram 4.300 bitucas de cigarro em vias públicas do Guarujá, em São Paulo.

Após a coleta, os pesquisadores conduziram experimentos para estimar a taxa de vazamento de contaminantes com base no Índice de Poluição das Bitucas de Cigarro (CBPI), que contém seis classes de poluição variando de "muito baixa" a "severa". Após considerar outras influências ambientais, como tipo de solo e precipitação anual, constatou-se que os contaminantes provenientes das bitucas coletadas geraram um nível "severo" de poluição ambiental, indicando proporções alarmantes.

De acordo com Graziele, esses resultados enfatizam a necessidade de proibir o uso de filtros nos cigarros por uma questão que é, ao mesmo tempo, de sustentabilidade ecológica e de saúde pública. Eliminar os filtros não apenas reduziria o impacto ambiental das bitucas (já que eles são produtos plásticos não biodegradáveis e de uso único), mas também poria fim às falsas alegações de menor risco. "Enquanto os filtros de cigarro forem permitidos, eles beneficiam apenas interesses comerciais. Trata-se da indústria do tabaco viciando novos consumidores e ganhando mais dinheiro – o que de fato os filtros fazem é levar doença e morte para as pessoas ao nosso redor”, conclui a pesquisadora.



Investir no futuro dos filhos é desafio para as famílias

Monthirayo /Freepik


É importante certificar-se de que as finanças estão equilibradas, investir em produtos financeiros específicos e diversificar aplicações para cumprir com o esperado


Certificar-se de que as finanças estão equilibradas, investir em produtos financeiros específicos para despesas educacionais e diversificar as aplicações são algumas maneiras de se preparar financeiramente para os gastos com a educação superior dos filhos. Seja em relação a instituições públicas ou privadas, os custos envolvidos nesse caminho podem ser consideráveis, impactando o orçamento familiar. 

Uma faculdade particular, por exemplo, pode representar uma despesa significativa para as famílias. Instituições públicas, apesar de serem isentas de mensalidades, podem demandar gastos com livros, moradia e transportes, principalmente para alunos que precisam se deslocar de outras cidades. Os custos podem ser motivo de desestabilização do orçamento e, em alguns casos, até mesmo impedir que os jovens tenham acesso ao ensino superior.

Durante a preparação do estudante para entrar na faculdade, pode ser preciso apostar em um curso pré-vestibular, por exemplo, para ajudar o aluno a se preparar para as provas de ingresso nas instituições de ensino superior. Nesse contexto, o planejamento financeiro pode fazer toda a diferença para garantir que os filhos tenham a oportunidade de se formar e de se preparar desde o início da jornada estudantil.

Para isso, é preciso calcular os gastos envolvidos no processo educacional de forma precisa e levar em conta as mensalidades e as despesas adicionais, se necessário. Qual o valor do curso de Medicina Veterinária, por exemplo? A mensalidade é fixa ou pode mudar ao longo do tempo? É possível antecipar o pagamento e conseguir algum desconto? Essas são algumas das perguntas que devem ser feitas antes de decidir o melhor plano de ação financeira e buscar alternativas e estratégias viáveis para lidar com os custos envolvidos.

Os pais de um estudante que queira cursar Enfermagem em 2024, por exemplo, podem considerar, além dos gastos com materiais e outras necessidades atreladas à dinâmica estudantil, despesas com cursos pré-vestibulares específicos para essa área. Considerando que o campo da saúde, muitas vezes, requer estágios obrigatórios e participação em eventos acadêmicos, é importante também se preparar para custear possíveis despesas relacionadas a essas atividades extracurriculares.

Bolsas de estudo e produtos financeiros específicos podem ajudar no processo

Buscar possibilidades de bolsas de estudo, financiamentos estudantis e programas de incentivo educacional pode ser uma maneira de reduzir o impacto financeiro da faculdade. Além disso, como recomenda a Bolsa de Valores do Brasil (B3), é importante considerar a diversificação de investimentos e buscar orientação adequada na hora de formar uma reserva educacional. 

Investir em produtos financeiros específicos pode auxiliar as famílias a se preparar financeiramente para a faculdade da prole. O Tesouro Educa+ é um exemplo. Trata-se de um título do Tesouro Direto com foco no planejamento financeiro dos pais para a educação dos filhos, parecido com o Tesouro IPCA+, corrigido pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial, fazendo com o dinheiro não perca o valor com o tempo.

Fundos de Previdência, poupança, Certificado de Depósito Interbancário (CDI), Certificado de Depósito Bancário (CDB), entre outros, também são exemplos de investimentos que podem ser considerados para alcançar as metas financeiras relacionadas à educação. Junto a isso, é preciso sempre avaliar o perfil de risco, prazos e retornos esperados de cada uma das opções.


Liberdade financeira pode ajudar a poupar para o futuro com mais segurança

Conforme especialistas em entrevista ao Bora Investir, site de educação financeira da B3, antes de ter um projeto de vida e educação para os filhos, os pais devem investir na conquista da própria liberdade financeira primeiro. Isso porque o mercado financeiro conta com variáveis que podem ser consideradas um pouco mais previsíveis em comparação às mudanças que podem acontecer na vida de uma pessoa.

Os especialistas recomendam que o ponto de partida seja fazer uma reserva de emergência. Em seguida, deve-se investir em uma aposentadoria. Aplicar em objetivos financeiros paralelos ao mesmo tempo, como viagens de curto e médio prazo ou pertences mais caros, também é possível  

A partir daí, é mais seguro começar a guardar dinheiro para gastos relacionados à educação dos filhos. Essa organização é necessária, conforme a B3, porque o ideal é dividir a vida financeira em prazos e objetivos, tanto conjuntos como individuais. Assim, ter o hábito de gerar e poupar dinheiro, fazendo investimentos em produtos que atendam a prazos diferentes e sonhos, é o mais importante. 

Além disso, como o prazo do investimento na educação costuma ser longo, é indicado montar uma carteira diversificada, tanto com aportes em renda fixa quanto em renda variável e em ações, por exemplo. Fundos de previdência também podem ser uma aposta vantajosa neste período, segundo os especialistas entrevistados pela B3. De modo geral, a orientação é que os investidores prestem atenção se suas aplicações estão mantendo o seu valor diante da inflação em períodos mais longos.


Como atrair mais jovens para a construção civil?

A transformação digital alcançou e vem impactando cada vez mais empresas globalmente, o que, consequentemente, eleva o interesse dos profissionais mais jovens em ingressar em oportunidades que tragam essa digitalização em suas rotinas. Apesar deste ter sido um movimento de adaptação necessário no mercado, muitos setores, como a construção civil, ainda se mostram defasados neste tema, prejudicando não apenas a incorporação de recursos que tragam uma maior produtividade, como também gerando um envelhecimento de sua mão de obra preocupante perante um possível colapso do segmento.

Segundo os dados divulgados no último relatório do macrossetor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), a expectativa é que as empresas brasileiras invistam cerca de R$ 666,3 bilhões em transformação digital até 2026. A estratégia é uma resposta nítida ao surgimento constante de tecnologias robustas e modernas capazes de elevar o desempenho do mercado e alavancar os empreendimentos em seus segmentos. Contudo, pouco ainda vem sendo aproveitado destes benefícios pela construção civil.

É claro que já podemos notar um nítido avanço em termos de digitalização de muitos canteiros de obras, que contam com o apoio de recursos sofisticados como modelagem em 3D, máquinas automatizadas, materiais de maior qualidade, e muitas outras novidades que favorecem o dia a dia do segmento. Porém, o que é visto atualmente, na prática, ainda é fortemente defasado se compararmos com outras empresas e setores – o que faz com que haja uma redução natural do interesse dos profissionais mais jovens em se candidatar a uma vaga nesses negócios.

Ainda, fora essa falta de modernização, a percepção de que assumir um cargo manual nas obras é uma função precária e associada a pessoas que não conseguiram finalizar uma formação acadêmica, prejudica ainda mais este pré-conceito sobre o ramo. Dessa forma, mesmo que os avanços já incorporados pelo setor auxiliem fortemente neste aspecto, o fato deste ser um trabalho que demande, naturalmente, uma mão de obra mais pesada, também afasta o interesse dos talentos mais jovens em se inserir neste meio.

Diante desta perda de conexão constante entre as empresas do setor e estes talentos, um possível colapso de mão de obra não se mostra uma realidade tão distante assim. Afinal, isso já é visto em muitos outros países como os Estados Unidos, onde além da escassez de profissionais qualificados do setor, os poucos que se encontram ativos acabam cobrando um preço bem maior por seus serviços. Afinal, quando temos uma baixa oferta e uma demanda alta, o encarecimento dos produtos e trabalhos é uma consequência inevitável.

Mesmo que o setor ainda precise avançar muito em termos de inovação e tecnologia para se tornar tão atrativo quanto outros setores em termos de recrutamento, esse se mostra como um caminho indispensável para evitar um envelhecimento desta mão de obra e o consequente aumento dos valores exigidos – além, ainda, da necessidade de importação de talentos para suprir as demandas internas.

Precisamos falar a linguagem dos jovens, que estão intensamente conectados e interessados pelas tecnologias em seu dia a dia, e fazer com que vejam pontos atrativos nessas empresas em termos digitais do que já é aplicado atualmente, tais como: o crescimento de construções modulares, casas pré-moldadas, mapeamento de obras com drones, e muitos outros recursos altamente robustos.

Isso, além, é claro, de contar com um maior fomento do poder público em termos de programas de capacitação profissional direcionados desde o Ensino Médio, apresentando informações completas sobre o setor e suas rotinas, faturamento, assim como possibilidades de crescimento que gerem interesse nos jovens.

Essa modernização da comunicação será uma ponte extremamente benéfica para que estes talentos enxerguem as oportunidades de crescimento e uso destas ferramentas em uma área com tamanho potencial de crescimento e contribuição para a economia nacional.

 


Wanderson Leite - fundador do EuConstruindo.com, IA especializada em orçamentos para construção civil; e da Prospecta Obras, empresa de análise de dados especializada em mapeamento de obras.

EuConstruindo.com
https://www.euconstruindo.com/

Prospecta Obras
https://www.prospectaobras.com/


Governo reduz meta fiscal e adia o ajuste das contas públicas

 

Freepik

O alvo de 2025 foi reduzido de um superávit de 0,5% do PIB para zero - o mesmo para este ano, que não foi alterado. Já a meta para 2026 caiu de 1% para 0,25%

 

A equipe econômica anunciou na segunda-feira, 15, mudanças nas metas para as contas públicas em 2025 e 2026 - a primeira alteração desde que o novo arcabouço fiscal entrou em vigor, há menos um ano. Na prática, elas adiam a expectativa de colocar as contas no azul.

O anúncio também expôs as fragilidades do novo arcabouço, pois o governo contava com o aumento de arrecadação para cumprir a regra. Dúvidas sobre a evolução de receitas a partir do segundo bimestre deste ano e sobre o desempenho da economia em 2025 têm sido apontadas por economistas como obstáculos para o cumprimento das metas.

O alvo de 2025 foi reduzido de um superávit de 0,5% do PIB para zero - o mesmo para este ano, que não foi alterado. Já a meta para 2026 caiu de 1% para 0,25%. As metas de 2027 e de 2028 - já no mandato do próximo presidente da República -, que ainda não haviam sido fixadas, ficaram em 0,50% e 1%, respectivamente.

Esses números foram incluídos no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2025, que segue agora para o Congresso. Ainda pelo texto, a projeção para a dívida bruta do governo geral sairá de 76,6% do PIB, neste ano, para atingir o pico de 79,7% em 2027. Só depois disso, ela se estabilizaria e começaria a cair, a partir de 2028.

Na divulgação do arcabouço, no ano passado, a expectativa da equipe econômica era outra: o controle da dívida viria em 2026, último ano do atual governo, num patamar em torno de 75% do PIB.

Há ainda a preocupação com a trajetória dos gastos obrigatórios, sobretudo das despesas previdenciárias e assistenciais, que são atreladas ao salário mínimo. Para 2025, o governo projetou na LDO o valor de R$ 1.502 para o mínimo, uma alta de 6,37%.

O secretário de Orçamento, Paulo Bijos, afirmou que o governo está considerando novas ações, como a revisão de gastos, que poderia ganhar maior magnitude.

Já o secretário executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento, Gustavo Guimarães, disse que "a nova trajetória das metas mantém a sustentabilidade das contas públicas". "Gostaríamos de frisar compromisso com a sustentabilidade da dívida e lembrar que essa é uma missão compartilhada por todos os Poderes."

A mensagem, porém, não conteve as críticas no mercado financeiro. O economista Gabriel de Barros, da Ryo Asset, afirma que os parâmetros utilizados na LDO são "irrealistas".

Para o economista-chefe da Warren Investimentos, Felipe Salto, o projeto da LDO não é suficiente para garantir um quadro de sustentabilidade fiscal em prazo razoável.


 Estadão Conteúdo

 

SOS Pantanal se prepara para ano mais seco da história no bioma

 

Desafios para 2024 incluem diminuição de verbas destinadas ao IBAMA PrevFogo, que se contrapõe a instauração de situação de emergência ambiental decretada pelo governo do MS

 

As questões ambientais entraram definitivamente na agenda de urgência de toda a população mundial. No país, é necessário que o olhar esteja atento aos biomas, principalmente àqueles mais suscetíveis às mudanças climáticas, como é o caso do Pantanal. No ano que promete ser o mais seco da história na região, enquanto o SOS Pantanal começa a preparação das brigadas para uma temporada desafiadora de incêndios, através de seu programa de brigadas, outras movimentações chamam a atenção: foi anunciado pelo governo federal um corte de R$ 12,3 milhões à atuação do IBAMA, e esses cortes atingem o PrevFogo, braço da instituição que tem papel fundamental na defesa contra incêndios prioritariamente em Terras Indígenas, Assentamentos e Unidades de Conservação. Por outro lado, o governo do Mato Grosso do Sul decretou situação de emergência ambiental e a liberação de R$ 25 milhões para reforçar ações preventivas do Corpo de Bombeiros.

 

A conservação e o desenvolvimento sustentável do Pantanal dependem da convergência de ações do poder público com a sociedade civil, e focar esforços na prevenção é o melhor caminho. Neste aspecto, vale frisar que durante a realização do 1º Workshop Presencial de Prevenção aos Incêndios Florestais, promovido pelo Governo do Estado do Mato Grosso do Sul em 9/04, foram discutidas ações contidas no decreto de situação de emergência ambiental, inclusive quanto às queimas prescritas – que se baseia no o bom uso do fogo para redução do material combustível e fragmentação da vegetação - unindo organizações como Famasul, Reflore, SOS Pantanal, Instituto Homem Pantaneiro, Bombeiros do MS e ICMBio. Segundo Leonardo Gomes, Diretor Executivo do SOS Pantanal “é importante investirmos mais recursos e energia nas ferramentas do manejo integrado do fogo, especialmente nas etapas de prevenção e preparação. Precisamos, com urgência, implementar medidas como abertura de aceiros, queimas prescritas e fortalecimento das brigadas voluntárias e privadas. A iniciativa anunciada de queimas prescritas em 22 fazendas no Pantanal Sul deve ser expandida o quanto antes para outras localidades com vulnerabilidades ambientais e sociais”.

 

Paralelamente às decisões do poder público nas atividades de prevenção e combate ao fogo, o SOS Pantanal segue a preparação e capacitação para uma rede de brigadas que hoje, em parceria com o ECOA, ICAS e a WWF, soma 66 unidades atuantes, sendo 24 estruturadas e apoiadas diretamente pelo instituto. De acordo com os últimos dados oficial consolidados de dezembro de 2022, as brigadas colaboraram para a diminuição em 89% de área queimada em suas áreas de atuação, com redução de 76% dos focos de calor das mesmas, protegendo um território de mais de 650 mil hectares.

 

Além de ações contra incêndios florestais, o instituto segue atuante em várias frentes, incluindo o projeto ‘Águas do Pantanal’, que atua no estudo de qualidade das águas que abastecem a maior planície alagável do planeta.  

 



Sobre o SOS Pantanal

Fundado em 2009, o SOS Pantanal é uma instituição de advocacy, sem fins lucrativos, que promove a conservação e o desenvolvimento sustentável do Pantanal por meio da gestão do conhecimento e a disseminação de informações do bioma para governantes, formadores de opinião, grandes empreendedores, fazendeiros e pequenos proprietários de terras da região, assim como para a população em geral. Ao longo das últimas duas décadas, o Instituto SOS Pantanal também impacta diretamente o ecoturismo ao promover iniciativas de preservação ambiental e desenvolvimento sustentável. Por meio de incentivos à profissionalização, aliado a uma fiscalização mais efetiva e o consenso de boas práticas conjuntas entre os setores privado, público e terceiro setor, o SOS Pantanal tem contribuído para que o ecoturismo cada vez mais se apresente como um dos pilares do desenvolvimento sustentável do Pantanal.
www.sospantanal.org.br
Instagram: @sospantanal
Facebook: institutosos.pantanal


Dia Mundial do Livro: quatro livros para começar e manter uma vida financeira saudável

 Especialista de fintech indica leituras recomendáveis para aqueles que querem aprender sobre dinheiro e manter o equilíbrio das contas

 

Apesar de muito discutida, são poucas as pessoas que conseguem organizar a vida financeira de forma que se mantenha equilibrada. Só em fevereiro deste ano, mais de 65 milhões de brasileiros estavam negativados, segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Acredita-se que o aumento dos juros e a instabilidade econômica como um todo tenham contribuído para a inadimplência da população. 

 

Thaíne Clemente, executiva de Estratégias e Operações da Simplic, fintech de crédito pessoal 100% online, acredita que ainda falta consciência sobre os gastos, e sobretudo, um aprendizado aprofundado de como lidar com as finanças. “Entender o universo financeiro realmente não é uma tarefa fácil, mas existem diversas formas de aprender sobre o assunto e pôr em prática hábitos saudáveis sem ter medo de ficar sem dinheiro ou acumular dívidas. Acompanhar tutoriais ou ler livros, por exemplo, podem ser o primeiro passo para se educar e aprender a equilibrar as contas”, explica.

 

Por isso, em comemoração ao Dia Mundial do Livro, celebrado dia 23 de abril, a executiva aponta quatro edições para brasileiros lerem e iniciarem uma vida financeira saudável. Confira:

 

“Como Organizar sua Vida Financeira”, de Gustavo Cerbasi

Planejamento é um dos primeiros passos para ter uma saúde financeira e esse é o ponto central do livro de Gustavo Cerbasi. O autor aborda os temas-chave e ajuda o leitor a realizar um diagnóstico da sua situação atual e a aprender a analisar seu orçamento doméstico, identificando os pontos que podem ser aperfeiçoados. 

 

“Educação Financeira ao Alcance de Todos”, de José Pio Martins 

Neste livro, o autor se dedica a ensinar como resolver as principais questões do dia a dia envolvendo dinheiro. Com linguagem clara e agradável, Martins explica de forma democrática termos e temas complexos, como geração de renda, passivo circulante ou patrimônio líquido. 

 

“Saiba mais para gastar menos: Aprenda a desenvolver sua inteligência financeira”, de Elaine Toledo

“Você ganha pouco ou está gastando demais?” é a pergunta respondida por Elaine Toledo em seu livro. A partir de uma escrita clara e explicativa, a autora apresenta uma ferramenta que ajudará o leitor a melhorar o balanço das contas e a “sair do buraco” por meio de exemplos práticos que abordam a poupança e a sustentabilidade financeira.

 

“A psicologia financeira: lições atemporais sobre fortuna, ganância e felicidade”, de Morgan Housel

A autora apresenta casos de sucessos e fracassos de investidores que demonstram a importância do fator mental na condução das finanças. Ela ensina formas de administrar e fazer o dinheiro render, e aponta a percepção de que cuidar da vida financeira não se trata apenas de métodos matemáticos, mas sim da convivência com a família e reuniões com os colegas de trabalho.


 

Simplic



Você sabe o que significam termos como Cringe e Flopar? Empresa cria IA que traduz os textos para a linguagem da geração Z

Foi de arrasta pra cima, cringe, flopar, mandrake, normie, biscoitar, entre outros termos são comuns para a iGeneration e um mistério para outros. De olho nesse cenário, a aplicação que utiliza IA disponível no site da Nice House, plataforma de entretenimento com foco na Geração Z, tem como objetivo principal aproximar pessoas através de uma linguagem mais atual

 

 

Desde a ascensão da Inteligência Artificial, o uso dela tem dividido opiniões entre as pessoas. Uma pesquisa realizada pela KPMG Australia e pela Universidade de Queensland, aponta que os cidadãos da China, Índia, Brasil e África do Sul, os maiores mercados emergentes, são pouco críticos quanto à implementação contínua de sistemas de IA. O Brasil ocupou o quarto lugar da pesquisa, mostrando que 56% pesquisados confiam em IA. Por mais que muitas pessoas desconfiem do seu uso, outros se sentem animados com as possibilidades que a IA traz. Um artigo do Washington Post mostra que a Geração Z faz parte desse grupo de pessoas. 

 

A facilidade que a Geração Z encontra em se relacionar com a Inteligência Artificial é algo que pode se tornar uma contribuição importante no mercado de trabalho, já que os jovens utilizam a IA como um auxiliar no trabalho. Além disso, é interessante também que, muitas vezes, se tem dificuldade para entender a linguagem da geração Z, principalmente se você está fora das redes sociais. Afinal, o que significam algumas gírias atuais usadas pelos jovens como “biscoitar”, “cringe”, “crush”, “date” e “flopar?”. Pensando nisso, a Nice House, plataforma de entretenimento com foco na Geração Z, criou uma IA que traduz textos mais complexos para a geração Z.

“Nós criamos uma aplicação que está disponível no nosso site, e que utiliza Inteligência Artificial para ajudar as pessoas a se comunicarem melhor com a geração Z. Essa é uma plataforma que pode ajudar tanto a geração Z, traduzindo conteúdos mais complexos, mas também auxilia empregadores que queiram se adaptar e utilizar uma linguagem mais jovial. A IA é gratuita e traduz o material em três tons diferentes, do mais formal até o mais informal”, conta Mari Galindo, fundadora da Nice. 

Poder traduzir os textos para uma linguagem mais atual é uma ótima forma de aproximar as empresas e os líderes dos seus colaboradores mais jovens. “O principal gerador de conflito entre gerações e distanciamento intergeracional é a comunicação, saber adequar a sua fala ao contexto e um público específico é super importante. Nossa intenção não é a pessoa mudar o jeito dela falar, porém conseguir validar e verificar interpretações de um conteúdo que tem como público alvo a geração Z”, completa Mari.

 

Como utilizar o Dicionário da GenZ :

 

No site da NiceHouse, tem um pop-up, que aparece no canto superior esquerdo do site, e leva à uma página em que a pessoa pode adicionar um texto ou frase que será traduzida em três tons diferentes, tendo como foco a linguagem geração Z. Por exemplo, se colocarmos a frase: “Como você se vê profissionalmente nos próximos 5 anos e qual o momento atual na sua jornada profissional?", a tradução será a seguinte:



Tom 1 - Formal, mas de um jeito Gen Z:
"Daqui a cinco anos, me imagino consolidado(a) na minha área, sabe? Atualmente, tô naquela fase de construir uma base sólida, explorando oportunidades e aprendizados".

 

Tom 2 - Intermediário:

"Nos próximos cinco anos, pretendo estar bem estabelecido(a) na minha carreira. Agora, estou numa etapa de muito aprendizado e desenvolvimento profissional, buscando sempre evoluir".

 

Tom 3 - Informal, uma conversa entre amigos da Gen Z:

"Mano, daqui a cinco anos, quero tá voando alto na minha área, saca? Por enquanto, tô ralando e pegando as manhas, tipo, me preparando pra chegar lá".

 

Nice House
https://nicehousebr.com/


Posts mais acessados