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quarta-feira, 13 de março de 2024

Política pública integrada ainda é desafio para alfabetização de crianças brasileiras

 Apenas quatro, de cada dez crianças no país, aprendem a ler na idade certa


A cada dez crianças brasileiras com idade para estarem alfabetizadas, apenas quatro já sabem ler e escrever. Os dados são do Ministério da Educação e, embora alarmantes, não chegam a ser uma surpresa para quem acompanha de perto o desempenho dos estudantes brasileiros. Devido a uma série de fatores, a alfabetização continua sendo um desafio no país. Especialistas afirmam que, entre os motivos está a falta de uma política pública que integre todas as frentes envolvidas nesse processo de ensino e aprendizagem.

O esforço mais recente, no sentido de criar uma iniciativa que supere essas muitas dificuldades, é o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, lançado pelo Governo Federal como um regime de colaboração entre União, estados e municípios. O objetivo é garantir que as crianças brasileiras sejam alfabetizadas até o fim do 2º ano do Ensino Fundamental, com sete ou oito anos de idade. Para a gerente editorial da Aprende Brasil Educação, Cristina Kerscher, ainda é necessário vencer alguns desafios importantes. “Dois desses desafios são a dificuldade de acesso a instituições de ensino e a evasão escolar. Temos ainda uma longa caminhada para garantir que todas as crianças brasileiras, independentemente de raça, cor, religião ou condição social, tenham garantido o direito básico de uma educação de qualidade, que promova seu desenvolvimento cognitivo e social”, diz.


Cada criança é um universo

Mesmo que se tenha uma política pública integrada voltada à alfabetização, é importante considerar que nem todas as crianças aprendem no mesmo ritmo e do mesmo modo. De acordo com a diretora de Qualidade e Disseminação do Instituto Ayrton Senna, Inês Kisil Miskalo, não se trata de um problema de método de ensino. “Temos uma discussão sobre métodos, como se o método fosse milagroso e pudesse resolver o problema de todas as crianças. Isso ignora o fato de as pessoas aprenderem de forma diferente e não é uma única estratégia que vai garantir a aprendizagem de 100% das crianças”, destaca. Ela afirma que o problema está na fragilidade das políticas adotadas, na gestão do processo de alfabetização, da sala de aula e da rotina escolar. “A cada nova proposta, geralmente se começa do zero, como se a partir daquele momento fosse possível resolver o problema e o que foi feito antes é ignorado. Acabamos trabalhando com momentos de investimento em determinada proposta, esquecendo o que aconteceu antes”, ressalta.


A importância de aprender na idade certa

Está na Base Nacional Comum Curricular (BNCC): ao final do 2º ano do Ensino Fundamental, todo estudante deve estar devidamente alfabetizado. “É nos primeiros anos de vida que o cérebro infantil é caracterizado por uma plasticidade que o torna mais suscetível à formação de novas conexões neurais e, consequentemente, ao desenvolvimento de habilidades que favorecem as práticas de leitura e escrita”, explica Kerscher. Estar alfabetizado significa dominar as habilidades de leitura e escrita e é muito importante que isso seja feito até os sete ou oito anos de idade. “A alfabetização na idade certa é importante para que a trajetória escolar transcorra de modo adequado. Infelizmente é comum haver crianças e adolescentes que chegam ao final do Ensino Fundamental e ao Ensino Médio com déficits de aprendizagem provocados pela alfabetização deficiente ou tardia, o que resulta em distorções idade-série, perda de interesse pela escola, evasão e reforço de desigualdades e exclusões educacionais e socioeconômicas”, pontua.


Formação docente é ponto-chave

A formação dos alfabetizadores e gestores também requer atenção especial dos governos, segundo as especialistas. A proliferação do ensino a distância (EAD), por exemplo, é apontada como um dos problemas enfrentados no longo caminho de alfabetizar com qualidade. “A maior parte dos professores, hoje, é formada no EAD, o que significa que eles não conhecem um aluno de verdade. Quando chega à escola, esse professor encontra alunos que muitas vezes não têm nenhuma noção das letras e números e tampouco têm uma família que possa apoiá-los”, diz Inês. Ela lembra, ainda, a importância dos gestores para o sucesso desse processo. São eles que vão conhecer o cenário, fazer o diagnóstico das necessidades, planejar a intervenção, executá-la, monitorá-la e replanejar tudo o que for necessário, seja no âmbito da escola, seja no da Secretaria de Educação municipal ou estadual.

Inês Kisil Miskalo é a convidada do episódio 69 do podcast PodAprender, produzido pela Aprende Brasil Educação, cujo tema foi os desafios da alfabetização no Brasil. Todos os episódios do PodAprender estão disponíveis gratuitamente no site  aprendebrasil.com.br e nas plataformas Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts, além de estarem presentes nos principais agregadores de podcasts do Brasil.



Aprende Brasil Educação
aprendebrasil.com.br

 

Dia do Consumidor: O papel do CX nos negócios

Cada vez mais importante para o varejo, o Dia do Consumidor tem ganhado espaço e muitos já consideram a data, celebrada no dia 15 de março, como a Black Friday do primeiro semestre. De acordo com dados do Google Trends, ferramenta que mostra os termos mais buscados na internet, o desejo pela data cresceu 96% este ano, em comparação com 2021.  

Neste contexto, as empresas precisam focar no Customer Experience (CX) para ajudar os clientes em toda a jornada. Caso surja algum imprevisto no processo de compra ou consumo, é importante que as marcas tenham a mentalidade de que o CX não é apenas uma parte do negócio, ele é o próprio negócio.

Segundo a pesquisa Global Consumer Pulse, feita pela Accenture Strategy, há uma perda surpreendente de R$ 401 bilhões em função de experiências insatisfatórias, principalmente durante as interações. O momento crucial do negócio é quando o cliente expressa suas necessidades e a empresa consegue ampará-lo e atendê-lo de forma rápida e eficiente, o que reflete no aumento dos índices de fidelização.

No entanto, nem todas as empresas estão preparadas adequadamente para lidar com este panorama, mesmo diante das oportunidades de negócios apresentadas pelos canais online. Expandir e criar experiências requer uma perspectiva voltada para o futuro e prontidão para o que está por vir, principalmente com a Inteligência Artificial (IA), ferramenta que pode se tornar um fator decisivo no CX. Mas depender exclusivamente da IA não é suficiente. É necessário abordar a complexidade que gera atritos para clientes, agentes e empresas.

O desafio está na baixa utilização dos dados disponíveis, na falta de insights sobre a jornada do cliente e na identificação dos pontos em que os consumidores enfrentam as maiores dificuldades. No ambiente dinâmico de hoje, as pessoas transitam por vários canais durante sua jornada de relacionamento com as marcas. Interações desconectadas e soluções fragmentadas criam obstáculos.

A adoção de uma plataforma CX totalmente em nuvem, omnichannel, multiskill e potencializada por IA torna-se não apenas uma escolha estratégica, mas uma necessidade imperativa para as empresas. Essa tática quebra as barreiras tradicionais, permitindo uma interação fluida em todos os canais, resultando em uma experiência do cliente verdadeiramente integrada e eficiente.

A convergência da tecnologia em nuvem com a Inteligência Artificial não só aumenta a capacidade de prever e atender às demandas dos clientes, mas também impulsiona a automação e a eficiência operacional. Estamos diante de uma era em que a excelência em CX é definida pela capacidade de oferecer não apenas um serviço de qualidade, mas uma experiência global, moldada pela inovação tecnológica e pela compreensão profunda das expectativas. Ao adotar essa abordagem avançada, as organizações não apenas se destacam na competição, mas estabelecem um novo padrão para o atendimento, colocando o cliente no centro de suas operações. Essa estratégia é essencial para o sucesso das vendas.  

No Dia do Consumidor, ao celebrar a importância dos clientes, é importante também refletir sobre o papel da evolução no CX. Não se trata apenas de atender às expectativas, mas de superá-las. Ao abraçar o poder da Inteligência Artificial e enfrentar as complexidades de frente, as empresas podem elevar sua experiência do cliente e, consequentemente, sua lucratividade. Afinal, na conjuntura empresarial contemporânea, o CX não é apenas um departamento - é o coração pulsante das organizações de sucesso.
 



Ingrid Imanishi - Diretora de Soluções Avançadas da NICE


Preço do almoço de Páscoa em 2024 está quase o dobro da inflação

 

Azeite, bacalhau, peixe e chocolate são os ‘vilões’ do levantamento realizado pela Scanntech



À medida que a Páscoa de 2024 se aproxima, os consumidores estão enfrentando um cenário mais desafiador do que em 2023 no que se refere aos preços. A Scanntech, líder em inteligência para o varejo alimentar, realizou uma análise comparativa entre os itens das cestas de Páscoa de janeiro deste ano com o mesmo período em 2023 e concluiu que a chamada ‘Cesta de Páscoa’ quase dobrou de valor. O valor de itens tradicionais como bacalhau, peixe, chocolate, frutos do mar, leite de coco e entre outros registrou um aumento médio de 8,84%, superando a taxa de inflação geral do período, que foi de 4,51%. 

Os principais contribuintes para esse aumento são itens que constituem um belo almoço de páscoa. O ‘vilão’ foi o azeite que lidera com um expressivo aumento de 41%, seguido de perto pelo bacalhau, que sofreu um incremento de 36% em seu preço por quilo. Outro item básico, e muito consumido foi o peixe, também registrou um aumento considerável de 15% em comparação com o ano anterior. Para se ter um comparativo, o peixe domina com 69% a mesa dos brasileiros, enquanto o bacalhau, apesar de ser um tradicional e favorito, representa apenas 3% das vendas. 

Para Priscila Ariani, diretora de marketing da Scanntech, os dados revelam que o brasileiro tende a avaliar com cautela a composição da sua cesta de Páscoa: “Acredito que ao notar o aumento nas gôndolas, o consumidor irá se adaptar e realizar trocas. É importante estar atento aos preços e buscar alternativas que permitam a celebração desta importante festividade, mantendo vivas as tradições e costumes”, destaca. Entre os produtos mais procurados, o chocolate de forma geral e que é um dos itens mais presente nas vendas da cesta de Páscoa, também teve um aumento significativo de 8%.


Vai viajar de carro na Páscoa? Veja como levar a família toda em segurança

Crianças e pets devem usar os dispositivos de segurança indicados pelo código de trânsito e o carro deve passar por uma revisão antes de cair na estrada

 

Um dos poucos feriados prolongados de 2024 é a comemoração de Páscoa, que esse ano acontece na última semana de março. Quem quer aproveitar a data para viajar de carro não pode deixar de tomar os cuidados que garantem uma ida e volta em segurança com toda a família. Pensando nisso, Felipe Genovesi, Diretor de Vendas e Parcerias da Justos, empresa de seguros que usa inteligência artificial, tecnologia e design para oferecer um serviço prático que recompensa motoristas conscientes, recomendou seguir essas dicas:

 

  • Faça a revisão do veículo

Realizar uma manutenção preventiva é essencial para que você não seja pego de surpresa com algum problema no seu carro, atrapalhando sua viagem. Por isso, leve seu carro a um mecânico de confiança para a revisão completa que deve incluir óleo do motor e outros fluidos, filtros, alinhamento e balanceamento das rodas, estado dos pneus, freios e suspensão, sistema elétrico, tanque de gasolina, suspensão, escapamento, airbags (se tiver) e, claro, faróis.

 

  • Não se esqueça dos documentos pessoais e do carro

Certifique-se de levar consigo a documentação do veículo, incluindo o Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV), além de sua carteira de motorista e documentos pessoais.

 

  • A segurança das crianças é prioridade 

A Lei da Cadeirinha estabelece obrigatoriedade de utilização de equipamentos apropriados, levando em consideração a idade, peso e altura de cada criança. Essa regra vale para crianças com menos de 10 anos e que não tenham atingido a altura de 1,45m. Vale lembrar também que as crianças dessa faixa etária devem ser transportadas no banco traseiro. Além de escolher o dispositivo adequado, é preciso garantir que a cadeirinha de segurança possui o selo de certificação do INMETRO e está instalada corretamente no banco traseiro do veículo.

 

  • Os pets podem ir junto, mas seguindo algumas orientações 

A legislação brasileira permite que os tutores de pet possam transportá-los em carros de passeio, desde que o transporte seja feito de forma segura, em uma caixa de transporte, com cinto de segurança feito para os animais ou outras possibilidades previstas em lei. O código de trânsito brasileiro reforça que o pet precisa estar confortável, de preferência no banco de trás, jamais no colo do motorista, nos seus braços ou entre as pernas. Vale lembrar que apesar dos doguinhos amarem sentir o vento no rosto, andar com os animais com a cabeça para fora, além de gerar multa, pode ocasionar otite, devido ao vento nas orelhas.

 

  • Tenha um seguro de confiança

Segundo dados da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais (CNseg) cerca de 70% da frota brasileira circula hoje sem seguro. Mas você não vai arriscar a pegar estrada no feriado sem essa garantia, certo? Procure oferta de um seguro digital como o da Justos, que pode ser contratado e ativado por aplicativo. Você pode criar um plano customizado para as suas necessidades ativando, por exemplo, o suporte em longas distâncias durante a viagem, e depois, na volta para casa, adaptá-lo para suas necessidades de rotina.

 

  • E em caso de imprevistos…

Mantenha a calma, não tente realizar consertos sem a supervisão de um profissional. Em caso de acidente ou pane, a primeira coisa a fazer é procurar um local adequado para parar o carro e acionar, por telefone ou pelo aplicativo, o seguro contratado.

“Lembre-se: a segurança na estrada é responsabilidade de todos. Ao seguir estas dicas, você estará garantindo uma viagem mais tranquila e segura para você e seus familiares”, finaliza Genovesi. 


15 de março, Dia do Consumidor

           O que fazer caso seja vítima de alguma infração ou suspeita de alguma irregularidade no uso dos dados pessoais

Peck Advogados dá algumas recomendações para que consumidores fiquem atentos ao uso dos dados pessoais nos ambientes físico e virtual

 

Ao identificar infração ou suspeitar de eventual irregularidade no tratamento dos dados pessoais, o consumidor deve se valer de um roteiro para obtenção do atendimento e esclarecimentos cabíveis perante a empresa responsável:

 

1.       Em primeiro lugar, o consumidor deve acionar empresa via canal com DPO, geralmente disponível no espaço do “Fale Conosco”, “SAC” ou “Portal de Privacidade”, quando existentes. A empresa tem, como regra, o prazo de até 15 dias para responder de forma detalhada o consumidor;

 

2.      Ato seguinte, se empresa não atender ou a resposta for insatisfatória, cabe ao titular acionar a Associação Nacional de Proteção de Dados (ANPD) no canal de denúncia do órgão https://www.gov.br/anpd/pt-br/canais_atendimento/cidadao-titular-de-dados/denuncia-de-descumprimento-da-lgpd, além do contatar o regulador setorial como SENACON/Procons, BACEN ou ANS, por exemplo;

 

3.      Como terceira medida, os reguladores acionados, darão início ao processo de fiscalização, desde que existam subsídios para instauração do procedimento, garantindo a defesa da empresa, bem como a comunicação do titular ao final do procedimento;

 

4.      Ao final e se preciso for, o titular pode se valer dos órgãos do Poder Judiciário para eventual obtenção de esclarecimentos e indenizações cabíveis, se preciso for.

 

Henrique Rocha, sócio no Peck Advogados, dá algumas dicas para identificar eventual desrespeito à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e/ou Código de Defesa do Consumidor. São elas:


 

·        No ambiente físico:

o  Identificar se há avisos de gravação de voz, imagem ou outros registros;


o  Constatar se os colaboradores da empresa têm conhecimento dos direitos envolvendo o tratamento de dados pessoais;


o  Certificar que o canal para acionamento de SAC e/ou Encarregado de dados esteja disponível para acesso de forma facilitada;

 

·        No ambiente digital:


o  Observar se o site ou aplicativo conta com política de privacidade e termos de uso atualizados, descrevendo os direitos do titular, além dos deveres e obrigações da empresa;


o  Atentar se há canal para acionamento do Encarregado de Proteção de Dados ou do SAC de forma facilitada;


o  Observar se a URL do site mantém aspectos de segurança e confiabilidade, como o cadeado no navegador;

 

“Às empresas, fica a recomendação de manter seus canais de contato e de atendimento disponíveis e com fácil acesso, permitindo o exercício de direito dos titulares e o melhor atendimento de demandas, que tendem a se intensificar”, afirma Henrique Rocha, sócio no Peck Advogados.



Dia do Consumidor: Especialista do CEUB dá dicas para evitar transtornos em compras on-line

  

Atrasos, defeitos e golpes podem acontecer na web. Procedência, proteção e informação são ferramentas para compras seguras

 

Está cada vez mais prático e seguro fazer compras on-line, com preços atrativos, frete grátis, compras internacionais ou conjuntas. Vale até “favoritar” o objeto de desejo e ser avisado na promoção. No dia 15 de março, o varejo entra em campanha para atrair o consumidor, mas a data também deve ser lembrada pelos direitos desse consumidor. 

Dúvidas sobre entrega, trocas, devoluções e formas de pagamento podem transtornar o cliente que compra pela internet. Especialista em Direito do Consumidor, o professor do Centro Universitário de Brasília (CEUB) Nauê Bernardo dá dicas para o consumidor estar ciente dos seus direitos.

 

Confira entrevista:

 

Quais são os direitos do consumidor em compras realizadas pela internet e como eles se comparam aos direitos em compras nas lojas físicas?

NB: Os consumidores quando fazem compras pela internet têm exatamente os mesmos direitos daqueles que compram em lojas físicas, acrescido o fato de que é possível exercer o chamado direito ao arrependimento. Ou seja, caso o consumidor receba um produto e - no prazo de até sete dias - decida não mais ficar com ele ou precisar trocar por alguma razão, ele pode devolver o produto sem qualquer ônus. E, com isso, pedir outro produto ou a devolução integral do dinheiro sem custo adicional. 

De acordo com a Lei do E-commerce, também conhecida como Lei do Comércio Eletrônico ou Lei do Consumidor Online, Lei nº 12.965/2014, o consumidor tem o direito de receber informações precisas sobre produtos e serviços, bem como prazos de entrega, formas de pagamento e política de devolução, entre outras disposições.

 

Como os consumidores podem verificar a segurança de um site de compras online antes de realizar uma compra?

NB: Sempre é muito importante pesquisar a procedência da loja on-line antes de fazer qualquer compra. Ou então procurar em plataformas como “Reclame Aqui” ou outras que possam expor eventuais condutas boas e ruins desse estabelecimento online. Essa precaução é muito importante porque gera uma camada a mais de segurança para o consumidor que opte por fazer a compra pela internet.

 

Como os consumidores podem agir em casos de produtos entregues com defeito ou que não correspondem ao que foi comprado, e quais são os prazos para reclamação e solução do problema?

NB: Caso o produto seja entregue com algum tipo de falha, avaria ou vício, o consumidor tem um prazo, no caso de produtos duráveis, de até 90 dias, para fazer a reclamação e pedir a substituição pelo mesmo produto, o abatimento proporcional devido ao vício ou mesmo realizar sua devolução sem ônus. Neste prazo também é possível fazer uma reclamação judicial a respeito daquele defeito.

 

Qual é a responsabilidade das empresas em relação à entrega dos produtos comprados online e como os consumidores podem exigir seus direitos em caso de atrasos ou extravios?

NB: Atrasos ou extravios configuram algum tipo de falha na prestação do serviço. Nesses casos, o consumidor pode exigir seja pelas esferas governamentais e administrativas, como o Procon- Proteção e Defesa do Consumidor, ou o próprio poder judiciário, a reparação por quaisquer danos que tenham sido provocados a partir desta falha na entrega. Procon é um órgão público responsável por receber, avaliar e encaminhar denúncias de consumidores sobre problemas com empresas. Já o Juizado Especial Cível é um órgão do Poder Judiciário que trata de causas de menor complexidade e de menor valor financeiro.


Nova transferência digital de veículos do Detran-SP chega para facilitar a vida do cidadão

Mudança de propriedade acontecerá em poucos minutos, de forma segura e dinâmica, por meio de aplicativo desenvolvido pela Prodesp

 

O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) dá início ao serviço pioneiro de processamento de transferência totalmente digital de veículos automotores em todo o Estado, tornando o processo mais dinâmico e seguro. A TDV - Transferência Digital de Veículos estará disponível no app do Poupatempo, Poupatempo SP.GOV.BR, disponível para Android e IOS, aba Transferir Propriedade de Veículos. O processo, 100% automatizado, é inédito no país: São Paulo será o primeiro estado brasileiro a oferecer todas as etapas da transferência de veículos totalmente eletrônica, com todas as validações no mesmo acesso. Será válido para vendedores e compradores que possuem a conta Gov.Br nos níveis Prata ou Ouro - nesta primeira fase, para transferências de propriedade entre pessoas físicas de veículos que já tenham o CRV-e em formato digital, dentro do território estadual. 

Na cerimônia de lançamento do TDV, realizada no Palácio dos Bandeirantes nesta terça-feira (12), o governador Tarcísio de Freitas enfatizou que o Estado de SP apostou na digitalização e experiências inclusive internacionais mostram que o caminho é esse. “O Estado de SP é um dos mais ricos do país, mas estava atrasado na digitalização. Agora estamos implantando diversas melhorias digitais que otimizará recursos do Estado e também podem otimizar a renda do cidadão paulista, a exemplo da utilização do Sistema de Notificação Eletrônica (SNE). Com a utilização da Transferência Digital de Veículos (TDV), a economia também será de tempo ao cidadão, já que o documento sairá no mesmo dia com o pagamento via pix”, ressaltou o governador. 

Sempre com o intuito de facilitar a vida do cidadão paulista, o Governo do Estado tem traçado estratégias engajando todos os órgãos. “A missão que recebemos do Governo de SP na SGGD (Secretaria de Gestão e Governo Digital) segue este posicionamento: combater a burocracia, melhorar a administração pública e realizar a transformação digital do Estado. Tudo para melhorar a vida do cidadão de São Paulo. A Transferência de Veículo Digital (TDV) é parte desta caminhada”, afirmou o secretário de Gestão e Governo Digital, Caio Paes de Andrade. 

A iniciativa integra o pacote de medidas de transformação digital e automação para oferta de melhores serviços à população, diretriz do Detran-SP. O desenvolvimento do sistema contou com apoio da Prodesp, sob coordenação da SGGD. “Todas as melhorias que estamos implantando no Detran-SP consideram o avanço tecnológico, a economia de recursos físicos e de mão-de-obra e, principalmente, a facilidade e a agilidade no atendimento ao cidadão paulista”, enfatiza Eduardo Aggio, diretor-presidente do Detran-SP. 

O presidente da Prodesp também reforça o poder de transformação por meio da tecnologia, com a premissa de beneficiar a sociedade. "Nosso compromisso como hub de tecnologia, e por tracionar os projetos de transformação digital do Estado, é o de tornar os serviços mais acessíveis, por meio de soluções inovadoras, para facilitar a vida dos paulistas", afirmou Gileno Barreto, presidente da Prodesp. 

A transferência digital de veículos passará a acontecer em um prazo de cerca de cinco minutos no novo formato. Para isso, basta apenas realizar previamente a inspeção do veículo numa empresa credenciada de vistoria (ECV) - como também acontece no processo tradicional. Antes da digitalização do serviço, o prazo para a conclusão do processo era de três a dez dias úteis, incluindo a análise da documentação remetida pelo proprietário via site do Detran-SP. 

O novo formato também dispensa a ida ao cartório, pois já permite a realização da autenticidade digital, não sendo necessário o reconhecimento de assinaturas por autenticidade. Além disso, no próprio ambiente do aplicativo, já será possível fazer o pagamento da taxa de transferência via pix, assim como a quitação de eventuais débitos pendentes do veículo, via intermediação da Secretaria da Fazenda e Planejamento no ambiente do aplicativo. A segurança está garantida a vendedor e comprador por conta da conferência online de eventuais pendências em relação ao veículo, durante a transação eletrônica. Ao final da operação, ambos já serão certificados sobre a conclusão da transferência com êxito, para a emissão dos novos documentos. 

A TDV acontecerá em três fases. A primeira começa agora, em março, para vendedores e compradores “pessoa física”. Na primeira etapa, as transferências digitais de veículos estarão disponíveis para os modelos fabricados depois de janeiro de 2021, que possuem Placa Mercosul e CRVe (documento de registro) digital, dentro do Estado de São Paulo. Também estarão contempladas as transferências realizadas com veículos fabricados antes de janeiro de 2021, mas possuidores do CRVe (documento de registro) digital, desde que o novo proprietário tenha seu domicílio no mesmo município de cadastro do veículo objeto da negociação. Nesses últimos casos, não haverá a necessidade da troca da “placa cinza” pela placa padrão Mercosul. 

Em poucos meses, deve ter início a segunda fase, que contemplará também vendedores “pessoa jurídica”, nos demais moldes da primeira fase. Nesse momento, haverá também o e-notariado, com a conversão pelos cartórios dos documentos de propriedade de veículos fabricados antes de 2021 do formato papel para o formato eletrônico, a chamada desmaterialização - essencial para que possa haver a transferência digital dos demais veículos da frota estadual. 

A fase seguinte, num terceiro momento, incluirá a desmaterialização, quando proprietários de veículos fabricados antes de 2021, portadores do CRV “verde”, poderão fazer previamente a conversão dos documentos para o formato eletrônico nos cartórios e concluir a transferência digital no ambiente do aplicativo.

Segundo a Prodesp, co-desenvolvedora do aplicativo com o Detran-SP, nesta primeira fase dos processamentos, em que serão feitas as transações entre pessoas físicas para veículos fabricados a partir de 2021 e outros com documento CRVe digital, a expectativa é de facilitação de até 70 mil transferências mensais de veículos em todo o Estado. Quando estiverem em vigor as segunda e terceira fases das transferências digitais, o volume pode chegar a 500 mil transações mensais. 


Passo a passo

Veja o passo a passo para realizar a transferência digital de veículos no Estado:

  • O proprietário do veículo e o comprador precisam ter selo prata ou ouro no sistema Gov.Br., além de ter o aplicativo em seu smartphone (iOS e Android). Saiba mais sobre os níveis da conta Gov.Br aqui, além de informações sobre como chegar nos selos mencionados
  • Baixe o aplicativo do Poupatempo, disponível para iOS e Android (tanto o vendedor quanto o comprador “pessoa física”)
  • O veículo deve ter o CRVe digital, emitido para modelos a partir de janeiro de 2021, ou convertido do papel para o formato digital no caso dos fabricados anteriormente;
  • O proprietário deve ter feito previamente a vistoria de identificação veicular aprovada por empresa credenciada de vistoria, há no máximo 60 dias. No site do Detran-SPé possível encontrar as empresas credenciadas para a vistoria;
  • Procedimento a ser realizado no aplicativo, na aba Transferir Propriedade de Veículo, após checar se vendedor e comprador já possuem os pré-requisitos descritos acima, o aplicativo irá checar automaticamente os seguintes itens:
  • > CRVe Digital
  • > Atestado de inspeção veicular em empresa credenciada

·         O aplicativo registrará internamente, de forma automática – através da assinatura eletrônica:

·         > Registro de intenção de venda/compra do veículo realizado pelo vendedor e vendedor;

 

Como era o funcionamento da transferência de veículo antes do aplicativo:

·         Comprador e vendedor precisavam ter todos os documentos em dia e à mão: original e cópia de CNH e outro documento de identificação), o Certificado de Registro de Veículo (CRV), cópia do comprovante de residência dos últimos três meses, cópia do formulário do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores), original e cópia do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV). Além dos comprovantes de pagamentos de multa, licenciamento e IPVA, também era necessário comprovante de que não há débito com o Renavam e o número do chassi decalcado

·         Era necessário pagar a taxa de cartório, onde vendedor e comprador devem assinar o CRV. A partir dessa etapa, são, no máximo, 30 dias para finalizar a transferência

·         Pagar a taxa de transferência

·         Agendar a vistoria

·         Fazer a vistoria em local autorizado pelo Detran-SP

·         Realizar o pedido de transferência, que pode ser online ou presencial

  

Transformação Digital


A oferta da transferência digital de propriedade de veículos integra a lista de avanços do Detran-SP resultantes do processo de transformação digital, uma das principais diretrizes da autarquia, implantadas desde janeiro de 2023. Além disso, colabora com a despapelização da autarquia, ou seja, a diminuição do uso de papel, até que ele possa ser praticamente eliminado em todos os procedimentos do Detran-SP, que devem acontecer de forma digital. Entre as outras medidas criadas com esse intuito estão a adesão do Detran-SP ao Sistema de Notificação Eletrônica (SNE), para o pagamento de multas com desconto e a indicação do real condutor de forma eletrônica, a implantação do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) e do talonário eletrônico de multas, dentre outras.



Semana do Consumidor: Quase meio milhão de brasileiros tendem a comprar artigos de moda com frequência na internet, revela pesquisa da Serasa Experian

Levantamento analisou consumidores de plataformas de marketplaces e e-commerces que compram roupas, sapatos e acessórios com frequência. Maioria dos Digital Shoppers é composta por jovens de 25 a 29 anos e 66,7% são mulheres


Na Semana do Consumidor, a Serasa Experian realizou uma pesquisa sobre o perfil de consumidores em plataformas on-line. O estudo indicou que existem mais de 480 mil adultos no Brasil que são considerados “Digital Shoppers”, ou “Compradores Digitais” de artigos de moda. Isso significa que quase meio milhão de cidadãos tendem a comprar com frequência roupas, sapatos e acessórios por meio de plataformas on-line, como marketplaces e e-commerces. 


Ainda segundo o levantamento, as pessoas que se declaram mulheres representam 66,7% do conjunto que mais compra digitalmente, enquanto homens são 32,6%. A maioria desses compradores digitais tem idades entre 25 e 29 anos (19,5%). Aqueles com 70 anos ou mais são os com menor incidência (0,7%). Veja, no gráfico a seguir, o levantamento completo por faixa etária:



Na análise por classe social, do total de Compradores Digitais mais assíduos, 52,1% são da classe C. Considerando que a população do Brasil possui 37,3% de pessoas nesta classificação, o volume de “Digital Shoppers” desse conjunto é cerca de 15 pontos percentuais acima da média populacional, o que denota uma predileção maior nessa classe social para o comportamento, quando comparamos com o que o restante das classes  sociais. Veja, abaixo, o levantamento completo deste recorte:


 

“A pandemia foi o divisor de águas para potencializar o comércio eletrônico, que converteu até os consumidores mais resistentes às compras on-line. Essa nova ordem mundial abriu portas para que grandes empresas, de diversos segmentos, pudessem ampliar suas vendas online, destacando-se aquelas que conseguiram entender e segmentar seu público-alvo de forma mais assertiva. Para impulsionar esses negócios, temos evoluído no desenvolvimento de ferramentas acuradas e lançado filtros exclusivos que otimizam o direcionamento de campanhas de vendas e marketing, auxiliando cada empresa a chegar ao grupo de pessoas que mais importa para si: os propensos a converter”, avalia a Diretora de Marketing Services da Serasa Experian, Isabela Torres. 


 

Compradores Digitais na hora de pagar as compras


O levantamento também mostrou que 46,8% dos Compradores Digitais frequentes buscam bons preços e, por isso, as ofertas com desconto são as que mais os atraem. 

Um outro recorte do estudo revelou que, considerando o total de compradores digitais no Brasil, 9 em cada 10 (86,6%) usam, constantemente, cartões de crédito para finalizar as transações – número bem acima da média da população brasileira adulta, onde apenas 48,0% utilizam o meio de pagamento com frequência.


 

Localização: onde estão concentrados os Compradores Digitais

Na visão por localidade, a pesquisa revelou que o Sudeste é a região que concentra a maior parte desse grupo (50,8%), seguido pelo Nordeste (21,9%), Sul (13,3%), Centro-Oeste (8,6%) e Norte (5,5%). No detalhamento por Unidades Federativas (UFs), os destaques ficaram com São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Bahia, contra as menores incidências identificadas em Rondônia, Tocantins, Amapá, Acre e Roraima. Veja todos os dados no gráfico a seguir:


 

Metodologia


Para realizar a pesquisa “Perfil dos Compradores Digitais no Brasil”, foram analisados dados presentes no Polis, plataforma de insights e estudos de mercados da Serasa Experian em novembro de 2023. Para segmentação do público, foi utilizada a combinação dos filtros “usuários de marketplace e e-commerce” atrelados ao perfil de “compradores de artigos de moda”, captados pelas ferramentas de inteligência de dados da Serasa Experian. 

A Serasa Experian possui o maior banco de dados da América Latina. Por isso, é capacitada para realizar análises atualizadas em tempo real e oferecer a clientes a capacidade de acessar informações sobre mercados, negócios e segmentos. Saiba mais clicando aqui





Serasa Experian
www.serasaexperian.com.br


Buscas por drones alcançam auge em cinco anos

iStock

 Veja as funções do equipamento aéreo mais procuradas pelos brasileiros no último ano

 

Projetados inicialmente para missões militares, como resgatar pessoas em incêndios, defender soldados ou procurar fugitivos, os VANT’s (Veículos Aéreos Não Tripulados), ou simplesmente conhecidos por drones,  caíram no gosto popular. Hoje, a utilização dos dispositivos potencializa serviços e reduz custos, mudando a forma de realizar atividades, seja no uso recreativo ou profissional, em diversas áreas, como o agronegócio, a construção civil, produções audiovisuais e a segurança, dentre outros setores. 

Para entender a popularidade desses veículos aéreos, a plataforma de avaliações Guia dos Melhores realizou um levantamento das utilizações do dispositivo mais procuradas no Brasil, a partir de dados referentes ao termo de pesquisa “drone”. O estudo mostrou que ao longo do ano passado, as buscas no Google pelo equipamento tiveram um crescimento de 22%, com destaque para a explosão de buscas entre 31 de dezembro e 06 de janeiro, o maior número em cinco anos. Aumento que coincide com a popularização de espetáculos com drones nas festas de Revéillon. 

 

Veja as principais pesquisas por uso do dispositivo 

Drone para entregas a domicílio: As buscas pela frase “drone para entregas a domicílio” cresceram  300% em um ano. Em qualquer outra parte do mundo, sua encomenda pode chegar voando, literalmente. No entanto, no Brasil o serviço  ainda é restrito e continua em fase de testes.  Em 2022, a ANAC (Agência Nacional da Aviação Civil) autorizou a primeira operação comercial de delivery com drone no país, a qual hoje se restringe a algumas partes do território nacional. 

Drone para fotografia e filmagem: Se antes as imagens aéreas eram realizadas por aviões e helicópteros, por consequência, inacessíveis para a maioria das pessoas, atualmente existem até competições de fotografia aérea apenas com a utilização de drones. O termo “drone para fotografia” teve um aumento de 143% em buscas no último ano, o que pode indicar que está cada vez mais fácil fotografar nas alturas. Preços baixos, GPS acoplado, vida útil de bateria mais longa e estabilização de câmera, são algumas das facilidades para quem procura também a pequena aeronave para filmagem. Seja para fazer vídeos aéreos por lazer, segurança ou produções cinematográficas, a procura por essa função verificada na expressão “drone para filmagem” cresceu 90%, em 2023. 

Drone para pesca: Longe das tradicionais varas e carretéis, a busca de veículos aéreos para pescaria cresceu 143% no último ano, no Brasil. O equipamento facilita a visão sobre o peixe na água e mantém uma distância superior do que a vara poderia conceder. No entanto, para praticar a atividade, é preciso ter autorização do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e preencher alguns requisitos. 

Drones para festas e shows: O barulho da queima de fogos deu lugar ao show silencioso dos drones. As expressões “drones para festa” e “drones para show” cresceram em 100% em um ano e 600% em três meses, respectivamente. Os espetáculos com o dispositivo não tripulado ganharam espaço nas comemorações de Ano Novo em 2023, com o maior show de drones da América Latina. Cinco cidades brasileiras contaram com voos coordenados por pilotos de drone e engenheiros, que, sintetizados, projetavam pontos de luz formando imagens homenageando as localidades. 

Drone para agricultura: No último ano, o número de drones agrícolas cresceu 266%, segundo a ANAC, e o equipamento vêm tendo um impacto positivo nas lavouras brasileiras. A procura do equipamento para a zona rural cresceu 84%, ao longo de 2023, e tem como intuito supervisionar áreas de difícil acesso, produzindo imagens e vídeos em tempo real. Buscas por funções  verificadas nos termos “drone para mapeamento agrícola” e “drone pulverizador para agricultura” cresceram 129% em um ano e 50% nos últimos três meses, respectivamente. Além de auxiliar na semeadura e na aplicação de produtos, os drones reduzem o tempo de trabalho e aumentam a produtividade nas fazendas. 

Drone para vigilância: As aeronaves controladas à distância estão presentes em 63% das forças de segurança das 27 unidades da federação, de acordo com a Escola de Direito do Rio de Janeiro, da Fundação Getulio Vargas (FGV Direito Rio).  A partir do monitoramento de câmeras em alta resolução e sensores de calor, elas ajudaram na fiscalização e no policiamento de blocos de Carnaval este ano, e estão auxiliando agentes nas buscas por foragidos. A procura para o termo “drone para vigilância” cresceu 75%, e se expande para além do uso policial. O equipamento também colabora com a vigilância epidemiológica na identificação de focos de dengue. 

As aeronaves não tripuladas estão nas festas, no trabalho e no cotidiano de muitos brasileiros. Algumas marcas já são preferência dentro do setor. De acordo com o levantamento da plataforma, modelos como o DJI Mavic e DJI Mini tiveram buscas maiores do que 1000% ao longo de 2023. 

“Apenas no ano passado, o território brasileiro contava com mais de 100 mil aeronaves cadastradas e cerca de 300 mil não registradas, conforme a ANAC. A operação deste equipamento se popularizou e evoluiu para se tornar uma profissão em diversos setores. Além disso, a presença marcante em eventos festivos, como os espetáculos de Réveillon e Carnaval, evidencia não apenas a aceitação popular, mas também o notável potencial de entretenimento do dispositivo. No entanto, ainda aguardamos alguns avanços técnicos e regulamentações para explorar plenamente sua capacidade”, comenta Eduardo Scherer, fundador do Guia dos Melhores. 

 

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