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sexta-feira, 17 de novembro de 2023

Ar condicionado de modo seguro, otorrino explica

Uso frequente do aparelho pode provocar ressecamento das vias aéreas, resfriados e até desencadear doenças respiratórias como rinite, sinusite e pneumonia, mas há como usar ar condicionado e ventilador sem causar danos à saúde
 

Se o calor não tem dado trégua e o uso do ar condicionado se tornou item de primeira necessidade, o médico otorrinolaringologista Bruno Borges de Carvalho Barros, da capital paulista, explica como fazer isso de maneira segura para garantir a saúde respiratória nos dias tão quentes.

 

  1. Excesso de exposição: O médico conta que ficar exposto por muito tempo ao ar condicionado sem os devidos cuidados, pode causar problemas para a saúde. “Isso pode provocar ressecamento das vias aéreas, causando sangramento nasal, além de favorecer o aparecimento de resfriados e crises de rinite alérgica”, alerta Dr. Bruno.
  2. Falta de limpeza e higienização: Tanto ar condicionado, quanto ventiladores sujos fazem com que os ar que sai dos aparelhos jogue no ambiente ácaros, fungos e bactérias. Por isso, ele afirma que é necessário realizar a limpeza externa dos aparelhos e fazer a manutenção anual do filtro do ar-condicionado, seja da casa, do escritório ou do carro.
  3. Entra e sai: A diferença entre a temperatura externa e interna do ambiente pode ser prejudicial já que o corpo demora algumas horas para se adaptar às oscilações. “A dica é nunca ligar o ar condicionado com a menor temperatura possível, o ideal é que o ambiente esteja sempre na casa dos 23º C, que é a norma estabelecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”, orienta o médico.
  4. Como proteger as vias respiratórias: As mucosas do nariz e da boca agem como defesa do organismo contra bactérias e poeira, mas precisam estar hidratadas para isso – que é o que não acontece quando há exposição ao ar condicionado ou ao ventilador. “Sem essa capacidade de proteção, as chances de gripes, resfriados, rinite, sinusite, pneumonia e outros problemas respiratórios aumentam e, com as vias aéreas ressecadas pode acontecer os sangramentos nasais. A dica é fazer hidratação frequente com soro fisiológico 0,9% que pode ser aplicado diretamente nas narinas algumas vezes ao dia e aumentar a ingesta de água.

 

FONTE:

Bruno Borges de Carvalho Barros - Médico especialista em otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e cirurgia cervico-facial. Mestre e fellow pela Universidade Federal de São Paulo.


Cirurgia minimamente invasiva de hérnia de disco é possível

 De acordo com o IBGE, a hérnia de disco atinge 5,4 milhões de brasileiros. Muitos evitam a operação por medo, segundo o ortopedista Bruno Fabrizio  

 

A hérnia de disco é uma condição médica em que o núcleo macio e gelatinoso de um disco intervertebral na coluna vertebral se projeta para fora, pressionando os nervos adjacentes. Ela é relativamente comum e pode ocorrer em toda a coluna. Quem possui tende a sentir dor, dormência, fraqueza e outros sintomas, dependendo da localização. É uma das principais causas de dor nas costas e segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 5,4 milhões de brasileiros sofrem com a enfermidade que pode ser tratada com fisioterapia, medicamentos ou, em casos graves, cirurgia.

O ortopedista Bruno Fabrizio, especialista em cirurgias de coluna, explica que os  locais mais comuns de aparecer a doença são a região lombar e cervical devido à maior mobilidade nessas regiões. “Em muitos pacientes ela pode ser incapacitante, dependendo do tamanho e da localização, diminuindo a qualidade de vida, e impossibilitando as atividades diárias. Por acharem que, obrigatoriamente, terão que passar por uma cirurgia grande e complexa, muitos acabam convivendo com a dor”, afirma. 

Atualmente, conseguimos realizar o tratamento quando preciso por meio de procedimentos minimamente invasivos, que dispensam a necessidade de grandes cirurgias. ”Esses métodos permitem que as operações sejam realizadas com cortes mínimos, ou até mesmo sem eles. Em muitos casos, os pacientes têm alta hospitalar no mesmo dia da cirurgia”, ressalta. 


Técnicas minimamente invasivas 

A microcirurgia da coluna é um procedimento minimamente invasivo realizado na coluna vertebral. ”Nessa operação, são feitas pequenas incisões e um microscópio cirúrgico para visualizar e acessar a área afetada da coluna com maior precisão. Isso permite a remoção de tecido danificado ou descompressão de nervos espinhais com menos trauma aos tecidos circundantes, levando a uma recuperação mais rápida e menos dor pós-operatória em comparação com as cirurgias tradicionais na região”, enfatiza. 

Outro procedimento mínimo é a cirurgia endoscópica. “Nela é  inserido o endoscópio por meio de pequenas incisões na pele e se usa uma câmera na ponta do dispositivo para visualizar e tratar a área afetada da coluna. Isso permite a remoção de tecido danificado, descompressão de nervos ou fixação de problemas na coluna com menos danos aos tecidos circundantes. Ela tem uma recuperação mais rápida, menos dor pós-operatória e menor tempo de internação”, explica. 

Infiltrações foraminais da coluna são realizadas para tratar a dor na coluna vertebral particularmente relacionada à compressão dos nervos espinhais quando eles saem da medula espinhal através das aberturas chamadas forames. “Durante a infiltração, é injetado medicamentos, como corticosteróides e anestésicos, diretamente na área afetada para reduzir a inflamação e aliviar a dor. Essas infiltrações são frequentemente usadas para diagnosticar e tratar condições como hérnias de disco, estenose espinhal e artrite facetária. Elas podem proporcionar alívio temporário ou duradouro da dor, permitindo que os pacientes evitem cirurgias mais invasivas”, finaliza. 

  

Bruno Fabrízio - formado pela Faculdade de Medicina de Petrópolis e possui residência em Ortopedia e Traumatologia. É especializado em cirurgia endoscópica da coluna vertebral e procedimentos minimamente invasivos para o tratamento da dor. Foi chefe do serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Municipal Lourenço Jorge 2019-2023 e diretor médico do Hospital do Amparo Feminino entre 2020 e 2022. Atualmente, é diretor médico da Clínica Dr Bruno Fabrizio desde 2007. Para mais informações, acesse o instagram.

 

Como preparar o corpo para o verão?

Dermatologista Fátima Tubini destaca os melhores cuidados e procedimentos para ter um corpo em dia na estação mais quente do ano

 

A época do ano mais aguardada está se aproximando e algumas pessoas já iniciaram o “projeto verão”, definindo seus corpos e deixando seus músculos mais perceptíveis para serem exibidos sem medo e com mais autoestima.

Além dos cuidados diários que podem ser feitos para manter o corpo em forma, é o período em que as pessoas realizam procedimentos estéticos para correr atrás do prejuízo causado durante todo o ano. “É importante ressaltar sempre que hidratação, alimentação saudável e exercícios físicos são cuidados que devemos ter diariamente e durante todo o ano” relata a dermatologista Fátima Tubini.

Alguns dos procedimentos para realizar e preparar o seu corpo para o verão são os esvaziadores de gordura, ultraformer MPT e radiofrequência corporal. “Com esses tipos de tratamentos é possível tratar de forma satisfatória os maiores vilões do verão: gordura, celulite e flacidez” contam Tubini.

Os esvaziadores de gorduras são um ótimo método para remover gorduras localizadas, sendo eles no corpo ou até mesmo no rosto, sem passar por cirurgias. “Os esvaziadores de gorduras são enzimas utilizadas para reduzir gorduras localizadas” diz Fátima Tubini que ressalta que essas enzimas contêm lipolítica e ação anti-inflamatória.

A radiofrequência corporal também é um ótimo procedimento quando o assunto é procedimento não invasivo. “Este tratamento consiste em aquecer profundamente as regiões desejadas, fazendo com que a flacidez, gordura localizada, estrias e celulites sejam reduzidas” explica a dermatologista.

O Ultraformer MPT é um aparelho de ultrassom micro e macrofocado utilizado para eliminar gorduras e estimular a produção de colágeno. “Com este equipamento é possível melhorar o contorno facial e corporal, sem o uso de agulhas” conta Fátima Tubini que ressalta que o uso da ponteira macro é utilizado para reduzir medidas e eliminar as gorduras localizadas, já a ponteiro micro é usada para estimular o colágeno e provocar a contração dos músculos.

A especialista alerta que cada caso é único e o agendamento de uma consulta com um dermatologista antes da realização de qualquer tipo de procedimento estético é fundamental.

 

Dra. Fátima Tubini - Referência em cuidados e tratamentos dermatológicos, a Dra. Fátima Tubini atua na área da dermatologista há quase 20 anos. Com ampla experiência, a especialista é graduada em Ciências Médicas e possui o título de Especialista em Dermatologia concedido pela AMB e Sociedade Brasileira de Dermatologia. Em sua trajetória, trabalhou com o público infantil na área de pediatria. Atualmente, a profissional proporciona através de procedimentos dermatológicos e estéticos benefícios para a saúde e bem-estar dos seus pacientes.


Mês de conscientização do Diabetes – Comunidade médica e associações de pacientes alertam para a importância de ampliar acesso dos pacientes de DM1 ao tratamento

Além de projeto de lei que classifica a doença como uma deficiência, outra proposta visa garantir que planos de saúde ofereçam tratamento domiciliar, incluindo novas tecnologias.
 

O avanço da tecnologia vem revolucionando o tratamento do diabetes tipo 1 (DM1) no mundo, mas o Brasil ainda vive desafios que impedem que os mais de 580 mil pacientes com essa doença consigam controlá-la adequadamente, garantindo a sua saúde e qualidade de vida.

Diferentemente do diabetes tipo 2, adquirido por uma combinação de fatores genéticos e estilo de vida, o diabetes tipo 1 é uma doença autoimune onde há uma destruição progressiva das células beta produtoras de insulina no pâncreas e acomete principalmente crianças e adolescentes. Segundo o endocrinologista André Vianna, coordenador de Educação da Sociedade Brasileira de Diabetes e vice-presidente eleito para a gestão 2026-2027, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, e tem como função metabolizar a glicose (açúcar no sangue) para produção de energia. 

“Sem a insulina, o organismo entra em colapso. Entre as complicações da doença estão o comprometimento renal, doenças cardíacas, cegueira e chance de amputações, levando o paciente ao coma ou a óbito. No Brasil, a expectativa de vida de uma criança com DM1 sem tratamento adequado é de 40-54 anos”, alerta o médico.

Embora o SUS ofereça o tratamento à base de insulina para a população, é possível notar a falta constante nos estoques do medicamento pelo país, uma questão crítica diante da gravidade da doença.

Outro dado preocupante: os planos de saúde não cobrem o tratamento para o diabetes tipo 1, sobrecarregando os já saturados serviços da rede pública de saúde, que oferece acesso às insulinas mais simples, porém não as mais adequadas. Os pacientes com planos de saúde conseguem ter o diagnóstico do diabetes tipo 1, mas não tem acesso aos tratamentos, sendo obrigados assim a recorrerem à judicialização.
 

Não à toa que o país vive um boom de projetos de lei para mudar esse cenário. Um deles é o 4809/2023, em tramitação no Senado. O tema central do projeto é a modificação da Lei 9.656/1998. A alteração proposta visa incluir no rol de coberturas obrigatórias insumos e tecnologias aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento de pessoas com diabetes tipo 1 no ambiente domiciliar.

“O Brasil é defasado quando o assunto são os direitos dos pacientes com o diabetes. Hoje existem recursos modernos e efetivos para o controle da doença que continuam inacessíveis para a maioria dos pacientes”, alerta Jaqueline Correia, presidente do Instituto Diabetes Brasil, associação de pacientes que luta para educar a população sobre os riscos dessa doença e garantir o direito dos pacientes ao tratamento. 

Além de sensores e diferentes tipos de insulina, o projeto de lei garantiria as bombas de insulina, dispositivo também conhecido como pâncreas artificial, para pacientes com DM1 que tenham plano de saúde. Trata-se de um sistema inteligente que permite a liberação contínua de insulina ao longo do dia, corrigindo de forma automática a liberação deste hormônio, atuando no controle da hipoglicemia ou da hiperglicemia, condições desafiadoras e graves que afetam a saúde dos pacientes.

“Se todos os brasileiros com diabetes do tipo 1 tivessem acesso a dispositivos médicos, poderíamos recuperar 6,9 anos de vida saudável. Sem a tecnologia um paciente de DM1 gasta pelo menos 18 dias por ano gerenciando a condição”, destaca a endocrinologista Monica Gabbay, Coordenadora do Ambulatório de Bomba de Insulina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). 

As bombas de insulina minimizam erros que são comuns no manejo da doença, como esquecer de ministrar doses de insulina, dificuldade na contagem de carboidratos na hora das refeições, uso excessivo ou insuficiente do hormônio ou mesmo excesso de picadas para medições da glicemia. “Estamos falando de desafios que poderiam ser atenuados ou resolvidos com a ajuda da tecnologia, o que certamente ajudaria na redução das graves comorbidades associadas ao DM1. Uma economia a curto e médio prazo com a utilização desses dispositivos”, pondera a endocrinologista.

Por outro lado, e não menos importante, há também em trâmite o PL 2687/2022 que classifica o diabetes do tipo 1 como deficiência para todos os efeitos legais e que já foi deliberado na reunião da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência. 

Para a presidente do Instituto Diabetes Brasil, “considerar o DM1 como uma pessoa com deficiência representará o maior avanço dos últimos tempos, já que ampliará a disponibilidade de serviços para os pacientes com a doença”, algo já preconizado pelas Organização Mundial de Saúde (OMS). Isso significa, segundo Jaqueline, que é mãe de uma criança com DM1, que os pacientes não passarão mais a ser atendidos apenas nos grandes centros, e sim em todos os locais do país, proporcionando oportunidades iguais, melhorando, inclusive, o atendimento nas escolas; o tratamento para que as insulinas sejam fornecidas para aqueles que delas necessitem, bem como a monitorização da glicemia. “Assim, este paciente poderá ser atendido com qualidade e quantidades suficientes de tiras de glicemia, obtendo todos os insumos necessários para seu tratamento”, informa.

 

Dados de apoio

  • O Brasil é o 6º país do mundo em número de pessoas com diabetes. A prevalência de diabetes (todos os tipos) é de 7 a 9% da população A incidência de Diabetes Tipo 1 no Brasil é de 0,27% da população.
  • Sintomas do diabetes do tipo 1: vontade de urinar diversas vezes; fome frequente; sede constante; perda de peso; fraqueza; fadiga; nervosismo; mudanças de humor; náusea; vômito.
     
  • Objetivos do tratamento de DM1: manter a glicemia em níveis seguros (entre 70 e 180 mg/dL); evitar o risco de hipoglicemia ou hiperglicemias; reduzir a variabilidade glicêmica; reduzir o risco de complicações e outras doenças; trazer qualidade de vida ao paciente.
     

Sobre o diabetes tipo 2: há uma resistência insulínica (fatores hereditários, obesidade, sedentarismo, dislipidemia frequentemente associados). Pode ser tratado com medicamentos orais e/ou insulina. 95% dos pacientes com DM2 são adultos e idosos.


Aumento das internações no país destaca importância dos exames na prevenção de doenças cardíacas

Doenças cardiovasculares são principal causa de morte no Brasil e no mundo
Créditos: Freepik
Em 15 anos, internações aumentaram em quase 160%, com crescimento de 10% nos casos entre jovens com até 30 anos 

 

Família completa no hospital para cuidar da saúde do coração: o pai, Renato, de 45 anos, a mãe, Renata, de 41, e os filhos Matheus, 21, João Victor, 16, e Isabelle, 15. Os cinco passaram uma tarde no hospital para uma bateria de exames. Isabelle, a filha mais nova, foi diagnosticada com arritmia cardíaca ainda criança. Ela também recebeu diagnóstico de hipotireoidismo, um problema na glândula tireoide, quando há queda na produção dos hormônios T3 e T4. 

Segundo o pai, Renato de Araujo, a condição de Isabelle inspira cuidados e faz com que todos fiquem mais atentos. “Muitas doenças podem ser silenciosas e a prevenção é sempre o melhor tratamento. Além disso, problemas cardíacos podem ser hereditários, então nada melhor do que cuidar.”

A prevenção é, de fato, o melhor caminho, especialmente em um cenário de aumento de problemas cardíacos no Brasil. Levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Cardiologia (INC) mostra que o número de internações por infarto no país aumentou em quase 160% entre 2008 e 2022. Entre os homens, o aumento foi de 158%, passando de 5.282 internações em 2008 para 13.645, em 2022. Entre as mulheres, o acréscimo foi de 157%, com média de 1.930 em 2008 para 4.973 em 2022. 


Pacientes jovens

No período analisado, também aumentaram as internações de jovens com até 30 anos. Os casos de infartos nessa população tiveram acréscimo de 10% no período, ainda segundo análise do INC, com base em dados do Ministério da Saúde.

O cardiologista do Hospital São Marcelino Champagnat, José Augusto Fortes, acredita que dois fatores podem explicar o aumento de doenças cardíacas em jovens. “O estilo de vida, com má alimentação, falta de exercícios e uso de cigarro, é uma das hipóteses. Mas hoje em dia, as pessoas também têm mais acesso à saúde e, por isso, descobrem doenças de forma precoce. O importante é a mensagem de que o diagnóstico, de fato, previne o pior”, pontua.


Tarde de exames

Eram 13h30 quando a família chegou ao hospital. Todos fizeram a coleta de sangue para exames laboratoriais: colesterol, hemoglobina, hemograma, triglicerídeos, entre outros. Depois, foram chamados para os exames cardiológicos: teste ergométrico computadorizado, ecodopplercardiograma transtorácico e Doppler. Esses exames avaliam a frequência cardíaca, o tamanho do coração e das cavidades cardíacas, além da quantidade de fluxo sanguíneo em diferentes partes do corpo. Para encerrar, foi feita uma consulta clínica com o cardiologista para avaliação das condições físicas gerais. Às 16h30, todos já estavam liberados para ir embora. “A possibilidade de realizar todos os exames no mesmo dia é algo muito prático e eficaz. A correria do dia a dia muitas vezes dificulta nossa busca por cuidados de saúde”, avalia Renato, que é proprietário de uma empresa de serviços automotivos. 

A família Araujo participou do programa Viva Cardio, desenvolvido pelo Hospital São Marcelino Champagnat. A iniciativa possibilita que pacientes realizem todos os exames para a saúde do coração em uma única tarde. Após sete dias, os pacientes são chamados novamente ao hospital para uma nova avaliação com cardiologista. Na ocasião, o paciente recebe os resultados dos exames, bem como as instruções previstas pelo profissional em cada caso.


Hábitos saudáveis

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em todo o mundo. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 400 mil brasileiros morrem por ano devido a doenças do coração. De acordo com dados da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), aproximadamente 23% dos brasileiros nunca consultaram um cardiologista.

A principal forma de prevenir doenças cardiovasculares é manter um estilo de vida saudável. “Não há muito segredo. É preciso controlar o peso, ter uma alimentação mais saudável, com menos fritura e menos carne vermelha. O ideal é não abusar do álcool e evitar o cigarro. A avaliação médica também deve ser frequente”, complementa o cardiologista.


Brasil aderiu à ação da OMS para eliminação do Câncer de Colo do Útero, mas tem queda na vacinação contra o HPV de 73% em mulheres e 53% nos homens

Estratégia global da Organização Mundial da Saúde (OMS), lançada em 2020, busca acelerar a eliminação do câncer de colo do útero. A vacinação, rastreamento e tratamento são as três etapas principais delineadas pela entidade. Desde o lançamento do dia de Ação Global para Eliminação do Câncer de Colo do Útero, o país enfrenta dificuldade para aumentar o índice de vacinação. No dia 17 de novembro, o Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA) convida a população a refletir sobre ações voltadas para prevenção e o diagnóstico desse tipo de câncer que é evitável 

 

O desenvolvimento de programas eficazes de vacinação e triagem contra o HPV (papilomavírus humano) tornou o câncer de colo do útero uma doença amplamente evitável. Em 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou uma meta para acelerar a eliminação do câncer de colo do útero como um problema de saúde pública, a fim de reduzir a incidência abaixo do limiar de quatro casos por 100 mil mulheres por ano em todos os países até 2030. Por isso que a data de 17 de novembro é um reforço e um convite para Ação Global para Eliminação do Câncer de Colo do Útero. 

O Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA) se engaja neste movimento por conta das evidências que associam maior proteção contra câncer de colo de útero quando, além das meninas, os meninos também são imunizados. A vice-presidente do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), Graziela Zibetti Dal Molin, oncologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, enfatiza a importância da ação: “Buscamos divulgar conhecimento e incentivar ações de prevenção para o câncer do colo de útero, como a vacinação contra o HPV. Quando se fala de câncer da mulher, fala-se muito no de mama e pouco do ginecológico. O câncer de colo uterino é uma doença extremamente prevenível e a terceira causa de morte pela doença no Brasil”, alerta.

Embora o câncer de colo do útero tenha diminuído em muitas regiões do mundo nas últimas três décadas – particularmente na América Latina, Ásia, Europa Ocidental e América do Norte – os números continuam altos em muitos países de baixa e média renda. Por exemplo, no Brasil, a prevalência de câncer de colo do útero no Rio Grande do Sul - a menor do país - é de 7,1. A título de comparação, a Argélia, país de menor IDH, são 7,9 mortes pela doença para cada 100 mil mulheres. 


Cobertura vacinal no Brasil - São três ações do movimento global para eliminação do Câncer de Colo do Útero da OMS: a vacinação contra o HPV, rastreio e tratamento de lesões pré-cancerosas e manejo do câncer cervical invasivo. Porém, mesmo que a vacina seja uma das principais formas de prevenção à infecção que pode levar ao desenvolvimento de diferentes tipos de câncer, o Brasil está abaixo dos índices propostos pela OMS. Em 2020, 55% das meninas brasileiras de 9 a 14 anos tomaram as duas doses da vacina. Entre os meninos de 11 a 14 anos, a taxa dos que completaram o ciclo vacinal foi de apenas 36,4%.  Em razão da baixa adesão às campanhas de vacinação contra HPV e gargalos no acesso ao exame Papanicolau, o Brasil apresenta alta incidência e mortalidade por câncer de colo do útero: 6,5 mil morrem pela doença todos os anos.

Em 2014, a vacina contra o HPV foi incorporada no Calendário Nacional de Vacinação e no primeiro ano foram 7.948.224 doses aplicadas. Porém, o número expressivo para o Ministério da Saúde não se manteve nos próximos anos, caindo vertiginosamente na pandemia. A tabela abaixo mostra as doses aplicadas em meninas e meninos nos últimos quatro anos de ações:


Imunizações - Doses Aplicadas - Brasil*

Ano

HPV Quadrivalente - Feminino

2020

2.647.551 doses aplicadas

2021

2.241.123 doses aplicadas

2022

2.223.377 doses aplicadas

2023

702.518 doses aplicadas

*Painel Imunizações - Doses Aplicadas Brasil/Datasus 

HPV Quadrivalente - Feminino*

Ano

2020

2021

2022

2023

2020 x 2023

Doses aplicadas

2.647.551

2.241.123

2.223.377

702.518

Queda de 73,46*

*Painel Imunizações - Doses Aplicadas Brasil/Datasus

Imunizações - Doses Aplicadas - Brasil*

Ano

HPV Quadrivalente - Masculino

2020

1.817.484 doses aplicadas

2021

1.617.734 doses aplicadas

2022

2.091.401 doses aplicadas

2023

839.106 doses aplicadas

*Painel Imunizações - Doses Aplicadas Brasil/Datasus 


HPV Quadrivalente - Masculino*

Ano

2020

2021

2022

2023

2023 x 2023

Doses aplicadas

1.817.484

1.617.734

2.091.401

839.106

Queda de 53,83%

*Painel Imunizações - Doses Aplicadas Brasil/Datasus 

  

Como dito, a primeira das três ações, a prevenção primária, exige a introdução da vacina contra o HPV em todos os países para prevenir a infecção, com o objetivo de atingir 90% de cobertura em todas as mulheres antes de completarem 15 anos (dos 9 aos 14 anos), com vacinação completa.

A prevenção secundária consiste na detecção precoce de lesões pré-cancerosas e do câncer em estágios iniciais. Esta estratégia visa garantir que 70% das mulheres sejam examinadas por meio de um teste de alta precisão, equivalente ou superior ao do HPV, antes dos 35 anos e mais uma vez antes dos 45 anos. 

Por fim, a prevenção terciária visa alcançar um bom diagnóstico, tratamento adequado e seguimento correto que aumentem a sobrevivência e a qualidade de vida das mulheres com câncer de colo do útero, incluindo o acesso aos cuidados paliativos. Neste sentido, o objetivo é que 90% das mulheres com lesões pré-cancerosas e cânceres invasivos tenham acesso ao tratamento, controle e acompanhamento adequados. 

A importância do exame citopatológico cérvico vaginal - exame Papanicolau - O convite às mulheres é, portanto, que realizem o check-up ginecológico anual com ultrassonografia e exame de Papanicolau mesmo na ausência de sintomas, para diminuir a possibilidade de desenvolver determinada patologia.  

O exame Papanicolau pode ser feito por mulheres a partir dos 25 anos, especialmente aquelas que possuem atividade sexual ativa, ou seja, mulheres que estão na faixa de 25 a 64 anos, segundo recomendação do Ministério da Saúde. 

Esse exame é ofertado pelo SUS e realizado, com mínimo desconforto, durante a consulta, quando são retiradas células do colo uterino externo e interno e fixando-as em lâmina de vidro. É utilizado para investigar possíveis alterações nas células do colo uterino. O resultado é entregue ao paciente em aproximadamente de 30 a 40 dias. Apesar das elevadas coberturas de rastreamento alcançadas pelo país, a grande desigualdade no acesso ao exame é um dos gargalos.

 

Ano 

Exames citopatológicos de colo do útero realizados no SUS

2016

6.944.756

2017

6.844.324

2018

6.956.725

2019

6.805.670

2020

3.945.483 

2021

5.770.478

*Relatório do INCA - Dados e números sobre o câncer de colo do útero 

 

QUEM DEVE RECEBER VACINA CONTRA HPV? - A vacinação contra o HPV em meninos e meninas desempenha um papel crucial na prevenção de doenças relacionadas e na proteção da saúde futura. No Brasil, o Programa Nacional de Imunização (PNI) disponibiliza gratuitamente a vacinação desde 2014, sendo indicada para meninas e meninos de 9 a 14 anos, homens e mulheres até os 45 anos que vivem com HIV/AIDS, transplantados de órgãos sólidos ou medula óssea e vítimas de violência sexual. A Sociedade Brasileira de Pediatria, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) também recomendam a vacinação de mulheres de 9 a 45 anos e homens de 9 a 26 anos, o mais precoce possível.


O câncer de colo do útero é evitável - Importante lembrar que o câncer de colo do útero é uma doença evitável e, se diagnosticado precocemente e tratado adequadamente, curável. Hoje é o quarto câncer mais comum entre as mulheres em todo o mundo. Para alcançar o impacto máximo, as intervenções destinadas a alcançar estes três objetivos devem ser realizadas simultaneamente e à escala apropriada. A implementação dos três pilares da estratégia contribuirá para a redução imediata e acelerada das taxas de mortalidade devido aos cânceres invasivos. A incidência diminuirá gradualmente através da implementação em larga escala de serviços de rastreio e tratamento de base populacional, e da vacinação contra o HPV, que oferece proteção contra o câncer de colo do útero.

 

 Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos – EVA

Vacinação Infantil: Atenção redobrada aos prematuros

 Ampliação dos critérios para a vacina hexavalente e consulta pública com a mesma finalidade para o palivizumabe são alguns dos avanços na área

 

A ampla cobertura vacinal em crianças é uma das conquistas mais significativas conduzida ao longo de décadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Quando se trata da saúde de bebês prematuros, esse tema se torna ainda mais essencial. Notavelmente, eles são mais susceptíveis a doenças e infecções, devido ao desenvolvimento incompleto de seus sistemas, incluindo o imunológico. Sendo assim, as vacinas são fundamentais para garantir que os pequenos estejam protegidos, favorecendo crescimento e desenvolvimento adequados.

Recentemente, o SUS tomou medidas importantes no que diz respeito à ampliação dos critérios para a aplicação, em prematuros, da vacina hexavalente (Hexa acelular -DTPa/Hib/HB/VIP), que protege contra difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenzae tipo b, poliomielite e hepatite B, em uma só injeção. Por meio do Programa Nacional da Imunzações (PNI), foram ampliados os critérios de aplicação da vacina para bebês prematuros; agora, os nascidos com menos de 33 semanas de gestação têm acesso à imunização com a hexavalente – anteriormente, estava disponível para menores de 31 semanas. A hexa pode ser encontrada nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), que estão presentes em todos os estados brasileiros.

O esquema de vacinação com essa imunização consiste na aplicação de três doses: aos 2, 4 e 6 meses de idade cronológica, com intervalo de 60 dias entre as doses. O primeiro reforço deve acontecer aos 15 meses de idade. O segundo reforço deverá ser realizado aos 4 anos de idade, com a vacina DTP acelular, se ainda persistir a indicação. A idade máxima para aplicação da vacina hexa acelular e/ou DTPa é de 6 anos, 11 meses e 29 dias.

De acordo com as recomendações do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), as vacinas contra meningite, pneumonia, coqueluche, hepatite B, rotavírus, gripe e todas as demais imunizações devem ser aplicadas de acordo com a idade cronológica da criança prematura.

Há pouco mais de dois meses, o governo federal abriu uma consulta pública sobre o acesso de bebês prematuros ao medicamento de alto custo, o imunobiológico palivizumabe. Estudos demonstram que, da mesma forma que os bebês nascidos com menos de 29 semanas, os prematuros abaixo de 32 semanas são muito beneficiados pelo uso do medicamento, ficando protegidos de infecções pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). O VSR causa 80% dos casos de bronquiolite em crianças, doença extremamente perigosa para os prematuros, que nascem com a função pulmonar mais fragilizada. 

Atualmente, com exceção da Bahia, Maranhão, Paraná e Distrito Federal, os Estados liberam a profilaxia com esse medicamento apenas para prematuros que nascem com menos de 29 semanas de idade gestacional, além de casos de cardiopatia congênita e doença pulmonar crônica.

A consulta pública teve como objetivo registrar a opinião de famílias, profissionais de saúde, organizações da sociedade civil e sociedade em geral quanto à ampliação dos critérios de aplicação do palivizumabe pelo SUS, que passaria a incluir os prematuros que nascem com menos de 32 semanas. O resultado, no entanto, foi desfavorável à mudança nas especificações para acesso ao imunobiológico.

“Apesar de ainda termos um longo caminho a percorrer, é importante enaltecermos as conquistas no cenário da prematuridade, sendo a imunização um tema imprescindível nesse contexto. Precisamos, com frequência, revisar e atualizar os critérios para aplicação de vacinas específicas para prematuros, visto que estudos têm demonstrado que bebês que estão fora dos critérios atuais, seriam muito beneficiados pelo uso dos imunizantes. Sabemos que internações hospitalares são frequentes entre essas crianças durante toda a infância, por isso, a inclusão de mais prematuros nos protocolos de vacinação tem o potencial de diminuir custos para a Saúde, para a Assistência Social e impacta ainda o mercado de trabalho, uma vez que a família toda é afetada. Seguiremos sempre buscando equidade no acesso às vacinas para todos os prematuros”, argumenta Denise.


Campanha Novembro Roxo - Com o tema “Pequenas ações, GRANDE IMPACTO: contato pele a pele imediato para todos os bebês, em todos os lugares”, a campanha global do mês de novembro reforça a importância da garantia dessa prática. Estudos têm demonstrado que prematuros extremos, os mais vulneráveis, são ainda mais beneficiados por esse contato quando feito de forma precoce. Diante disso, a OMS (Organização Mundial de Saúde) e as instituições que compõem a Aliança Global para o Cuidado do Recém-nascido (GLANCE), incluindo a ONG Prematuridade.com, escolheram enfatizar a questão novamente em 2023.

No Brasil, a campanha terá ampla programação, contando com audiências públicas, simpósios, lives, ações nos hospitais, caminhadas, piqueniques, entre outras atividades.

Nas ações promovidas pela ONG, estão confirmadas participações de representantes da Organização Panamericana de Saúde (OPAS), Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Pediatria e de outras importantes instituições no contexto da prematuridade, além de famílias de prematuros, profissionais de saúde, celebridades e formadores de opinião.

 

ONG Prematuridade. com


Câncer de Pulmão: tratamento após testagem genômica aumenta a sobrevida de pacientes com a doença

Estudo, que será apresentado por especialistas da OC Precision Medicine no Congresso da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), mostra resultados animadores na sobrevida dos pacientes

 

Durante o Congresso da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), que acontece entre os dias 16 e 18 de novembro, no Rio de Janeiro, será apresentado um estudo realizado por especialistas da OC Precision Medicine (laboratório de Medicina de Precisão do Grupo Oncoclínicas) que aborda a testagem genômica e a sobrevida de 2.162 pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas metastático (CPNPCm) em todo o país, nos últimos 5 anos. 

Os resultados de estudo com dados de mundo real mostram que pacientes com CPNPCm tratados com “terapia alvo molecular guiada por medicina de precisão” tiveram uma sobrevida duas vezes maior que aqueles tratados com quimioterapia combinada com imunoterapia - passando, em média, de 16 meses para 32 meses. Como referência, há 10 anos, a sobrevida média em CPNPCm era inferior a 12 meses com quimioterapia isolada. 

É nítido que o acesso a terapias alvo podem aumentar a sobrevida de pacientes com câncer de pulmão avançado. Hoje, 1 a cada 4 pacientes com CPNPCm possui alterações moleculares no tumor que guiam o uso destes tratamentos dirigidos, pois os tumores apresentam uma mutação ou fusão específica. 

“Esse é um avanço importante para o tratamento desses pacientes, pois a terapia alvo molecular pode abrir várias frentes e possibilitar uma sobrevida e qualidade de vida maiores. Apesar de ainda serem necessárias mais pesquisas, com certeza é um estudo otimista e desafiador no combate ao câncer de pulmão”, comenta Rodrigo Dienstmann, diretor médico da OC Precision Medicine, unidade especializada em análise patológica, genômica e big data da Oncoclínicas
 

Mas como saber se um paciente é elegível a tratamentos dirigidos a alvos moleculares? 

Por meio da realização de painéis de sequenciamento genômico abrangente, que são testes que avaliam alterações em múltiplos genes relacionados ao câncer, é possível auxiliar na escolha do tratamento mais eficaz para bloquear a mutação ou fusão gênica detectada. 

“O teste GS Infinity é um painel genômico abrangente desenvolvido pelo laboratório Oncoclínicas Precision Medicine, que analisa, em paralelo, o DNA e RNA tumoral (para mutações e fusões, respectivamente) em 463 genes do câncer”, explica o especialista. O acesso ao teste é possível via programa de suporte aos pacientes oncológicos.
 

O cenário 

É estimado que 80 a 85% dos tumores de pulmão sejam do tipo câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) e o diagnóstico ocorra, na maioria das vezes, entre 50 e 70 anos de idade. Além disso, segundo informações da Oncoclínicas, os tipos da doença podem ser divididos em três:
 

Adenocarcinoma – é o tipo mais predominante atualmente. Começa nas células secretoras de substâncias, como o muco. Este tipo de câncer de pulmão ocorre principalmente em fumantes ou ex-fumantes, mas também é o tipo mais comum de câncer de pulmão observado em não-tabagistas. É mais comum em mulheres do que em homens, e tem maior probabilidade de ocorrência em pessoas jovens do que os outros tipos de câncer de pulmão. Grande parte das alterações moleculares que guiam terapia alvo molecular são encontradas em adenocarcinomas;
 

Carcinoma de células escamosas (ou espinocelular) – começa nas células escamosas, que são células planas que revestem o interior das vias aéreas. Geralmente está relacionado ao tabagismo e costuma se localizar na parte central dos pulmões, próximo ao brônquio, que é a principal via aérea do corpo humano; e
 

Carcinoma de grandes células (indiferenciado) – pode surgir em qualquer parte do pulmão. Tende a crescer rapidamente e de maneira agressiva, o que dificulta o seu tratamento. 

Dentre os fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de pulmão de células não pequenas, é possível citar: tabagismo, doenças pulmonares, histórico familiar, exposição a agentes tóxicos (como o amianto e o gás radônio) e poluição. Além disso, os sintomas mais comuns são tosse persistente, com sangue ou chiado, dor no peito, perda de peso sem motivo aparente, perda de apetite e infecções recorrentes. 

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima-se que o Brasil terá 32.560 casos de câncer de traqueia, brônquios e pulmão para cada ano do triênio 2023-2025, sendo em média 14.540 casos entre mulheres e 18.020 em homens.

 

Oncoclínicas
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