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terça-feira, 16 de março de 2021

Um ano de pandemia na região do ABC

Há um ano, não esperávamos que as coisas iriam mudar tanto. Desde o começo da pandemia, o ABC salvou mais de  120 mil pessoas, mas, infelizmente,  perdemos  4.700 vidas para a Covid- 19. Escancaramos as diferenças entre as classes socioeconômicas, entre os serviços particulares e os públicos, entre formais e informais.

No mesmo período do ano passado, não estávamos preparados para os novos modelos de trabalho, como o home office. Havia incertezas de como se proteger do contágio. O trabalho híbrido se tornou mais conhecido, a máscara se consolidou como equipamento que evita contágio, não há qualquer receio de desabastecimento de produtos e alimentos, houve passeata para abrir escolas particulares, jovens começam a ser vítimas da Covid - 19. Os pequenos empresários no último ano tentaram digitalizar seus negócios, alguns conseguiram, mas não se adaptaram aos novos custos da operação on-line. Descobrimos as lives das mídias sociais, houve momentos histéricos, altíssima concorrência e pouco resultado prático.

Em 2020, a região recebeu mais de 1,7 bilhões de reais em auxílio emergencial e os bancos privados aumentaram em 15% a oferta de crédito nas suas carteiras. Mesmo assim, temos 1,6 milhão de desempregados e mais de 40% da população economicamente ativa está negativada. Entramos em novo lockdown com os mesmos problemas mal resolvidos, com menos auxílio emergencial e sem nenhum fôlego de capital de giro. Os novos compradores digitais de 2020 consolidaram-se e, enquanto o varejo de rua padece, os marketplaces de venda on-line batem recorde de faturamento. Falávamos em 45 milhões de desbancarizados e, em 2020, regulamentamos a poupança social digital e digitalizamos a população de baixa renda em aplicativos da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil. Só as contas digitais ultrapassam 60 milhões de usuários.

Tivemos eleições municipais em um pleito onde concorreram 56 prefeitos e 3,6 mil candidatos a vereador. Há um ano, não falávamos em negacionismo tampouco polarizamos a discussão em quem segue as recomendações técnicas-sanitárias contra a  Covid-19 e quem não segue recomendações. Em 2020, estimamos um PIB Regional próximo de R$ 122,7 bi, mas, segundo estimativas, perdemos mais de 5 bi entre anos. 

Somos mais de 2 bilhões de eleitores e temos apenas três deputados federais e seis deputados estaduais com domicílio eleitoral na região. Em 2020, a eleição municipal no ABC alcançou o maior índice de abstenção desde a redemocratização.

No ano da pandemia nasceram mais de 27 mil crianças e morreram 33 mil empresas. Nossa região ainda é expoente nos setores automobilístico e farmacêutico, além de  ter um setor de serviços moderno. O varejo é o segundo que mais emprega na região, concentrando, em média, 12% dos empregos formais e é o setor com maior percentual de vagas com escolaridade de ensino médio e superior incompleto. 

No entanto, 21,6 mil comércios fecharam neste último ano e vivenciamos a desestruturação do polo metal-mecânico e automobilístico, com a desativação de grandes plantas industriais. Se fôssemos uma cidade única, teríamos muitos problemas, mas estaríamos no ranking dos cinco maiores PIBs do Brasil.  Lá se foi um ano.

 


Alexandre Coelho Damasio - presidente da CDL de São Caetano do Sul 


Como encantar clientes em tempos de pandemia

Alexandre Slivnik, especialista em encantamento de clientes, afirma que é importante fugir dos scripts tradicionais de atendimento


A pandemia de Covid-19 provocou o fechamento de diversas atividades comerciais com atendimento presencial em todo o mundo. Muitas empresas tiveram de se adaptar e adotar o atendimento digital. Entretanto, na visão de Alexandre Slivnik, especialista em encantamento de clientes, é preciso manter o atendimento humanizado para não só reter, mas estimular os consumidores a comprarem mais.

Slivnik ressalta que o atendimento on-line, por exemplo, não pode ser robotizado e racional, embora cada vez mais os chatbots venham ganhando espaço no pré-atendimento.

Em primeiro lugar, o especialista em encantamento de clientes indica um cuidado especial com o emprego correto da língua portuguesa no atendimento on-line. “É inadmissível as respostas trazerem erros de português”, adverte.

Em seguida, para manter o atendimento humanizado, Slivnik destaca a importância de ter palavras de acolhimento e carinho nas respostas, afinal, é uma pessoa quem está do outro lado querendo solução para seu problema. “Minha recomendação é que não se use um script para copiar e colar um texto, mas ter um roteiro e dar autonomia para o colaborador entender e, dentro de limitações e bom senso, até brincar com cliente, no bom sentido, perguntando coisas relacionadas à vida dele, pois quanto mais humanizado, melhor fica esse atendimento digital”, ensina. 

Segundo Slivnik, em qualquer troca de mensagens, seja via WhatsApp, Messenger ou e-mail, é importante, no primeiro parágrafo, dar boas-vindas com uma palavra de agradecimento. Em seguida, responder às dúvidas da pessoa do outro lado e ao final não só agradecer com um simples obrigado, mas acrescentando frases, como ele mesmo costuma usar no contato com seus clientes: “espero que juntos possamos criar um projeto de sucesso, conte sempre comigo, grande abraço!”, exemplifica. “Quanto mais palavras gentis você colocar no texto, mais conexão emocional faz com o cliente”, atesta.


Atendimento presencial

Diante do fechamento do comércio imposto pelas autoridades por conta do aumento de casos de Covid-19 principalmente no Brasil, Alexandre Slivnik afirma que o atendimento presencial agora deve ser ainda mais personalizado que antes. “É tratar como VIP, mas não o Very Important Person, mas Very Individual Person, que é como a Disney nos ensina. Cada um tem a sua individualidade”, justifica.

O palestrante explica que se a demanda do presencial é menor, mas o cliente continua vindo, é importante os atendentes — e também o dono — doarem o seu tempo genuinamente para o consumidor. “Mesmo por trás das máscaras, conecte o seu olhar com o olhar do cliente, busque uma postura corporal adequada. É importante dar uma ótima impressão de que você está disposto a ajudá-lo a resolver o problema dele, de modo que a personalização é fundamental”, ensina.

Segundo Slivnik, quanto mais o empreendedor e seus colaboradores dedicarem tempo ao cliente para resolver o problema, maior a conexão e maior a chance dele voltar a comprar, e melhor, indicar novos clientes. 

Sobre o investimento em treinamento dos colaboradores, Slivnik afirma ser essencial em todos os processos. E com a digitalização dos treinamentos, o palestrante afirma ser possível treinar a equipe em programas de 15 a 30 minutos, sem a necessidade de tirar as pessoas de seu ambiente de trabalho, inclusive para quem está em regime de home office. “O custo da empresa em treinar os seus profissionais reduziu drasticamente e agora é muito importante capacitar e qualificar porque as organizações que treinam em momento de crise ou de baixa demanda estão na verdade preparando os trabalhadores para um momento de alta, em que as pessoas estarão sedentas por consumo, e é o momento que a equipe tem de estar preparada para encantar esse cliente”, orienta.

Para finalizar as dicas para encantar clientes em tempos de pandemia, Slivnik recomendou atenção especial à política de atendimento com foco em valorizar o cliente e não a empresa.

Ele cita como exemplo a Zappos, grande varejista de vestuário on-line dos Estados Unidos, que tem uma política de aceitar devoluções de produtos por até um ano da compra, na chamada garantia de satisfação. “O cliente depois de um ano de ter comprado um tênis, por exemplo, pode devolvê-lo e não precisa justificar. Simplesmente a Zappos devolve o dinheiro e o consumidor devolve o calçado”, detalha.

Os planos de fidelização por meio de pontuação ou cashback — devolução de parte do valor da compra para ser usada em uma nova aquisição — já é realidade em boa parte do varejo on-line ao redor do mundo. Entretanto, Slivnik ressalta que nada adianta oferecer um estímulo para que o cliente compre e atendê-lo mal. “A junção da melhor experiência com o cashback ou um incentivo para o cliente voltar e pagar menos é sem dúvida alguma muito importante para fidelizar clientes nesse momento de pandemia, mas é fundamental oferecer um atendimento que o encante”, completa. 




Alexandre Slivnik - reconhecido oficialmente pelo governo norte americano como um profissional com habilidades extraordinárias (EB1). É autor de diversos livros, entre eles do best-seller O Poder da Atitude. É diretor executivo do IBEX – Institute for Business Excellence, sediado em Orlando / FL (EUA). É Vice-Presidente da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD) e diretor geral do Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento (CBTD). É professor convidado do MBA de Gestão Empresarial da FIA / USP. Palestrante e profissional com mais de 20 anos de experiência na área de RH e Treinamento. É atualmente um dos maiores especialistas em excelência em serviços no Brasil. Palestrante Internacional com experiência nos EUA, EUROPA, ÁFRICA e ÁSIA, tendo feito especialização na Universidade de HARVARD (Graduate School of Education - Boston/ EUA). www.slivnik.com.br


segunda-feira, 15 de março de 2021

Coluna vertebral na gestação: confira dicas do neurocirurgião para prevenir desgastes e dores

Durante a gestação, o corpo passa por inúmeras mudanças. O aumento progressivo do peso, a pressão dos órgãos internos e as alterações hormonais, principalmente a partir do segundo trimestre - e quando a barriga começa a se tornar mais pesada mudando até a postura normal e o alinhamento da coluna -, são alguns dos principais fatores que influenciam diretamente na coluna vertebral da gestante.

Além disto, as articulações pélvicas, que ajudam a sustentar a coluna vertebral, passam por relaxamento durante a gravidez. Isso pode, também, contribuir com dor e inflamação na pelve e na região lombar.

O Dr. Marcelo Valadares, médico neurocirurgião da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e do Hospital Albert Einstein, separou algumas dicas importantes para as gestantes que sofrem com dores nas costas. Confira abaixo:

1) Segundo o Dr. Marcelo Valadares, o uso de sapatos adequados e confortáveis é essencial durante os 9 meses. Isso favorece a circulação sanguínea e ajuda na postura e no posicionamento correto de todo o corpo. O uso de saltos altos e sapatos apertados também é contraindicado;

2) A atenção à postura é essencial. Manter a coluna ereta e os ombros nivelados quando se senta ou ao caminhar, segundo ele, são hábitos a serem lembrados;

3) A principal forma de combate às dores nas costas durante a gestação é a prática (moderada) de exercícios - sempre com orientação médica. O pilates, a yoga e as aulas de hidroginástica indicadas para gestantes são três bons exemplos, pois fortalecem o abdômen e a parte inferior das costas;

4) Dormir de lado, mantendo um ou ambos os joelhos dobrados com um travesseiro entre eles são hábitos recomendados. Além disto, a grávida pode utilizar outro travesseiro para apoiar o abdômen;


5) Além disto, o Dr. Valadares reforça, ainda, que tratamentos complementares alternativos para alívio das dores, como é o caso da acupuntura, podem ajudar;

O Dr. Marcelo Valadares alerta: é muito importante acompanhar a persistência da dor. Caso não seja leve ou não desapareça com o tempo, ela pode ser sinal de infecção ou de outros problemas mais sérios.


Covid-19: Cardiologista alerta para redobrar os cuidados em pessoas com comorbidades

Mutações do vírus faz com que ele seja mais agressivo ao organismo e órgãos vitais

  

Há um ano os brasileiros estão enfrentando as mudanças impostas pelo novo coronavírus e de lá para cá, cerca de 11,5 milhões foram infectados e quase 280 mil perderam a vida no país em decorrência da pandemia. Após as festas de final de ano o contágio aumentou consideravelmente e passado período de carnaval, mesmo com a folia cancelada em todo o país; não foi diferente. Com isso, novas variantes estão se espalhando rapidamente pelo Brasil, atingindo cada vez mais pessoas e dificultando o trabalho de médicos e cientistas.

Um estudo divulgado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) da região amazônica indica que a carga viral no corpo de indivíduos infectados com a P.1 pode ser até dez vezes maior. A P.1 é a variante brasileira do vírus, com mutações que tornam o coronavírus mais contagioso e mais resistente aos anticorpos, o que pode aumentar o número de casos e reinfecção da doença. Em Minas Gerais, novas variantes do vírus estão sendo investigadas

Segundo o cardiologista Augusto Vilela, a segunda onda do vírus requer cuidado redobrado, principalmente dos pacientes que apresentam comorbidades. “A pessoa que não apresenta problemas de saúde tem maior probabilidade de ser contaminada pelo vírus, devido a sua mutação e presença no organismo. Não podemos mais mensurar quem tem mais ou menos chance de ser contaminado. Pacientes que apresentam problemas cardíacos, diabetes e obesidade, por exemplo, devem ter um cuidado ainda maior, pois os efeitos do coronavírus no organismo estão sendo mais danosos, elevando as probabilidades do agravamento do estado de saúde do paciente e posteriormente, podendo levar à morte”, alerta.

 Embora a vacina seja uma realidade, números divulgados pelas secretarias estaduais de saúde mostram que até o dia 01/03, 6.770.596 brasileiros receberam pelo menos a primeira dose; o que equivale a 3,2% da população. “A vacina não anula o uso de máscara e demais protocolos de prevenção que a população está orientada a seguir. A conscientização precisa ser de todos, independente da idade ou fator de risco. Com as mutações que o vírus vem sofrendo, dificilmente conseguiremos traçar quem tem mais ou menos chance de ser contaminado e para vencermos a pandemia, é preciso mais conscientização e entendimento quanto a gravidade do coronavírus”, completa o médico.


Cansaço ocular: conheça os sintomas, tratamento e como evitar

 O uso em excesso de dispositivos de telas pode causar fadiga ocular, os sintomas são vistas embaçadas, dor de cabeça, sensibilidade à claridade e vermelhidão nos olhos


As horas seguidas em frente a notebooks e smartphones durante o home office podem causar cansaço ocular. O problema é consequência da fadiga da musculatura dos olhos. Os sintomas comuns são vistas embaçadas, dor de cabeça, sensibilidade à claridade e vermelhidão nos olhos. O que parece um desconforto inofensivo, quando deixado de lado, pode causar a persistência das complicações do problema, alerta a oftalmologista do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) Dra. Flávia Luz.

"Às vezes, o paciente está com uma irritação nos olhos causada pela falta de lubrificação do globo ocular. Isso acontece porque piscamos menos quando estamos em frente aos dispositivos de tela, logo, nossos olhos ficam mais secos, coçam, ardem e lagrimejam", explicou a oftalmologista Flávia. A médica também aconselha quem precisa passar horas em frente às telas a manter, pelo menos, um metro de distância do dispositivo e dar preferências aos visores de maior tamanho.

"Quanto maior o tamanho da tela e a distância dela, melhor para os olhos. O esforço é menor para focar, o que diminui o cansaço ocular. Mas, é preciso também controlar o tempo em frente aos dispositivos. São atitudes simples como essas que auxiliam a evitar desconfortos e problemas visuais", complementou a médica.

Com as crianças que estão em homeschooling, os cuidados precisam ser redobrados, porque estão em fase de desenvolvimento do sistema visual e os impactos podem ser mais severos. "É preciso controlar mais o tempo das crianças em frente aos dispositivos de tela, principalmente com tablets e smartphones. Eles têm pouca consciência do tempo e do modo de uso adequado dessas ferramentas. O indicado é passar o menor tempo possível", acrescentou a oftalmologista. A especialista ainda reforça que as crianças precisam brincar ao ar livre, sob luz natural, no mínimo, 2 horas por dia.

A atenção às atividades de rotina realizadas pelos dispositivos de tela, como trabalhar e estudar, também precisa ser estendida aos momentos de lazer. É contraindicado assistir a filmes, jogar games ou realizar outras ações por horas seguidas em smartphones ou qualquer outro aparelho de visor pequeno. De acordo com a Dra. Flávia, esse comportamento pode forçar em excesso os olhos e assim causar o cansaço ocular. "Celular não é o dispositivo indicado para se assistir a um filme de 2h. Vai cansar e possivelmente os sintomas vão aparecer", alertou a oftalmologista.

Os sintomas do cansaço ocular persistentes precisam de acompanhamento especializado para se evitar possíveis doenças visuais. Em caso de desconforto contínuo é aconselhável se consultar com o médico oftalmologista.


Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo (Iamspe)


Qual é o método contraceptivo mais eficaz?

Ao falar de um método contraceptivo - seja o DIU, a pílula, a injeção ou outro, trabalhamos com taxas de eficácia similares. Mas é preciso usá-los corretamente.

“Doutor, se eu tomar esse anticoncepcional não vou engravidar, certo?”

Tenho certeza que você tem essa mesma dúvida e a resposta não é simples. O motivo? Nenhum método contraceptivo é 100% eficaz.

Quando, durante a consulta, oferecemos para a paciente um método contraceptivo, seja ele o DIU (dispositivo intrauterino), um anticoncepcional, a injeção ou qualquer outro, trabalhamos com taxas de eficácia muito similares. Todos são boas opções, desde que usados corretamente.

Embora nenhum, como já apontei, seja 100% infalível, todos apresentam uma boa segurança quando usados do modo como o médico orientou. Sim, estou repetindo essa informação pois ela é essencial ao falarmos sobre a eficácia de um método contraceptivo.

“Então é melhor fazer uma laqueadura”

Não é bem assim, como qualquer outro método contraceptivo, a laqueadura também é falível. Mesmo com uma taxa de falha menor, ela também não é 100% eficaz. Aliás, possui a mesma taxa de eficácia do DIU, sabia?

Sem mencionar que a cirurgia não é a melhor opção para mulheres que não querem filhos neste momento, mas desejam ser mães no futuro.

DIU, pílula, injeção ou implante?

Tanto o implante anticoncepcional quanto o DIU hormonal possuem taxas mais altas de eficácia contra uma gestação indesejada, mas, de novo: todos funcionam bem.

E, importante: não há a necessidade de usar mais do que um método contraceptivo para “dobrar” a eficácia. Inclusive, dependendo da combinação, isso nem pode ser feito. O que você pode fazer é associar a camisinha com algum outro método, o que traz a vantagem de protegê-la também contra doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Em resumo: confie no seu método contraceptivo!

Sim, todo método pode falhar, mas, acredite: a falha é a exceção. Especialmente (olha eu me repetindo) quando usado da maneira certa.

Por exemplo, a pílula tem sempre que ser tomada pela manhã ou pelo menos no mesmo horário, nos dias certinhos. O máximo de tempo indicado na bula para a variação de horário no uso da pílula são quatro horas – mas idealmente essa variação não deveria ser de mais de uma hora.

Com a injeção anticoncepcional é a mesma coisa: seja ela mensal ou trimestral, ela deve ser tomada sempre no dia do mês orientado pelo médico.

Entender a eficácia de cada método, como ele age no organismo, seus efeitos e de que forma deve ser usado são informações fundamentais não só para escolher o melhor método contraceptivo para você como também para usá-lo corretamente – e sem neuras. Por isso é tão importante conversar bastante com seu médico.

Não use um método achando que ele vai falhar – em vez disso, informe-se para se sentir mais segura (e entenda que a natureza às vezes, ainda, fala mais alto).

 



Dr. Rodrigo Ferrarese - O especialista é formado pela Universidade São Francisco, em Bragança Paulista. Fez residência médica em São Paulo, em ginecologia e obstetrícia no Hospital do Servidor Público Estadual. Atua em cirurgias ginecológicas, cirurgias vaginais, uroginecologia, videocirurgias; (cistos, endometriose), histeroscopias; ( pólipos, miomas), doenças do trato genital inferior (HPV), estética genital (laser, radiofrequência, peeling, ninfoplastia), uroginecologia (bexiga caída, prolapso genital, incontinência urinaria) e hormonal (implantes hormonais, chip de beleza, menstruação, pílulas, Diu...).  Mais informações podem ser obtidas pelo perfil @dr.rodrigoferrarese ou  pelo site https://drrodrigoferrarese.com.br/


65% das brasileiras não sabem diferenciar sinais de menstruação dos de gravidez, aponta estudo

O percentual é ainda mais alto entre as mulheres que estão tentando engravidar.


Os sintomas da pré-menstruação ou menstruação e os da gravidez são muito semelhantes, e por isso, muitas mulheres podem ter dificuldade em distingui-los, principalmente as que nunca engravidaram. E embora existam formas de identificar a diferença, conforme constatou o Trocando Fraldas em seu mais recente estudo, 65% das brasileiras não sabem diferenciar os sinais da menstruação e os da gravidez. Sendo que entre as mulheres que estão tentando engravidar, o percentual é ainda maior, e pelo menos 78% não conseguem fazer essa diferenciação. 

Os dados por estado demonstram que as mulheres do Espírito Santo estão no topo da lista das que sabem diferenciar os sinais de menstruação e gravidez, com 47% das participantes. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, 37% e 35% respectivamente, sabem fazer essa diferenciação. Já Rondônia, é o estado em que menos mulheres sabem diferenciar os sinais, com 25% da população.

A nova grávida pode ter um sangramento por uma descamação parcial do endométrio no início da gestação. Trata-se de um sangramento de implantação do feto, também chamado de nidação, e que pode confundir muitas mulheres com um início de menstruação. Porém, conforme também constatamos em nosso estudo, 71% das brasileiras não sabem que existem sinais específicos para a implantação do feto, a nidação. Ainda, entre as que estão tentando engravidar, o percentual sobe para 74%.

Santa Catarina é o estado em que mais mulheres sabem dos sinais específicos da implantação do feto, com 37% das entrevistadas. Já no Rio de Janeiro, e em São Paulo, pelo menos 30% sabem sobre esses sintomas da nidação. O estado com o menor percentual de entrevistadas que sabem dos sinais da implantação do feto é o Mato Grosso do Sul, com 17% das participantes.


Está com dificuldade para engravidar? Investigação precisa ser feita em conjunto

 Homens ainda são resistentes aos exames, mas acompanhamento médico masculino é indispensável para o diagnóstico adequado e a realização da sonhada gravidez

 

A sensação de que engravidar está mais difícil é bastante comum entre as brasileiras e tem levado cada vez mais mulheres a procurarem ajuda médica para conseguir ter filhos. Segundo o ginecologista e obstetra credenciado da Paraná Clínicas, Dr. André de Paula Branco (CRM-PR 18.011, RQE 11.804), a investigação é muito importante, mas não pode se concentrar apenas na mulher.

“As chances de infertilidade são de 50% para cada, por isso não adianta se concentrar só no homem ou só na mulher. Investigar em tempos separados também não é lógico, a busca tem de ser feita ao mesmo tempo para que não seja preciso repetir exames”, explica o médico especialista em fertilidade e reprodução humana. Quando a avaliação deve ser iniciada fica a critério de cada paciente.

“A indicação é de um ano de tentativa regular sem uso de qualquer método contraceptivo. No caso de não obter sucesso, é importante procurar um médico. Mas esse período é uma referência, nada impede que se investigue com menos tempo, principalmente se houver histórico familiar de infertilidade e doença ou cirurgia prévia no aparelho reprodutivo, tanto do homem, quanto da mulher”, alerta Dr. André.

A principal dica é: não adie por muito tempo a visita a um especialista, pois pode resultar em complicações adicionais. “É comum os casais demorarem para perceber que existe algo errado, mas aí o tempo vai passando, a idade vai aumentando e as dificuldades também. Procurar ajuda é um passo muito importante e um dos primeiros a serem tomados”, enfatiza o médico.

 

Fatores complicadores

É fato que a maternidade vem perdendo espaço entre as prioridades de vida e as mulheres têm deixado para engravidar mais tardiamente. O problema é que, a partir dos 35 anos, há um decréscimo natural na quantidade e na qualidade genética dos óvulos femininos – o que ocorre de forma muito mais amena com os homens. “No caso da mulher, quanto mais idade, mais chances de erros genéticos na geração do embrião, mais dificuldades de desenvolvimento do embrião, mais risco de abortamento e de síndromes genéticas, como Down”, aponta o médico.

Além disso, a ocorrência cada vez mais frequente de doenças ginecológicas, como a endometriose e a síndrome dos ovários policísticos, acaba sendo limitadora da gravidez. “Existem ainda os fatores externos, que afetam homens e mulheres. Entre eles, podemos citar o estilo de vida estressante, com alimentação inadequada e índices glicêmicos altos, sedentarismo, tabagismo e obesidade”, explica Dr. André. “Manter uma rotina mais equilibrada, pode fazer muita diferença na hora de engravidar”, completa.  

 


Paraná Clínicas

www.paranaclinicas.com.br


Mitos e verdades sobre o tímpano perfurado

Condição tem diversas causas e o diagnóstico tardio pode provocar sequelas irreversíveis

 

Cerca de 150 mil brasileiros apresentam o tímpano perfurado anualmente no País. A perfuração timpânica, que pode gerar dor e desconforto intensos, tem diversas causas possíveis. Independente da origem, no entanto, recomenda-se a busca por auxílio médico imediato, já que o atraso no diagnóstico e no tratamento pode resultar em prejuízos à audição.

Ainda cercada de desconhecimento, a perfuração do tímpano pode ocorrer em qualquer idade, por fatores internos ou externos à pessoa.

Confira a seguir os mitos e verdades associados ao problema, com respostas elaboradas pela otorrinolaringologista Marcéli Nicole Peixoto Paiva, do Hospital Paulista.


O tímpano só pode ser perfurado através de traumas – MITO

As perfurações timpânicas podem ocorrer de maneira traumática, mas não é a única forma. O problema também pode ser gerado de maneira espontânea, devido a otites médias, que são inflamações na região do ouvido que ficam por dentro do tímpano.

Essas inflamações podem ser agudas, ou seja, de curta duração, geralmente secundárias a infecções de vias aéreas superiores (como gripes e resfriados), ou podem ser crônicas, ou seja, de longa duração, que geram quadros de otite persistente e podem ter várias causas.


O tímpano pode ser perfurado devido à pressão externa – VERDADE

Trata-se de um mecanismo de trauma menos comum, conhecido como barotrauma, que se dá quando existe uma diferença de pressão no ouvido em relação ao meio externo. Isso costuma acontecer durante voos de avião e mergulhos em profundidade, ou quando a pessoa assoa o nariz de maneira muito intensa, transmitindo pressão do nariz para o ouvido, também podendo gerar perfurações em casos mais extremos.


Uso de hastes flexíveis e agressões podem perfurar o tímpano – VERDADE

As perfurações timpânicas podem ocorrer de maneira traumática, seja devido à introdução de objetos no ouvido, como hastes flexíveis, ou devido a traumas na região craniana, como por acidentes ou agressão física.

Para prevenir essas perfurações timpânicas traumáticas, deve-se principalmente evitar a introdução de objetos dentro do canal auditivo, principalmente hastes flexíveis, geralmente utilizadas em bebês e crianças, que podem causar diversos problemas, além de perfuração do tímpano.


Remédios caseiros são suficientes em casos de dor de ouvido e otites – MITO

Embora não seja a forma mais comum, o tímpano pode ser perfurado em decorrência de quadros prolongados e/ou não tratados de inflamações nos ouvidos. Ao notar sintomas como dor de ouvido ou secreção na região, a pessoa deve buscar auxílio médico imediatamente. Isso permitirá que a inflamação seja tratada, evitando que evolua para uma perfuração ou outras complicações.


O tímpano perfurado sempre precisará de cirurgia para ser recuperado - MITO

A maioria das perfurações timpânicas, sejam elas de causa traumática ou secundária a otites, costuma cicatrizar e fechar de maneira espontânea após alguns dias ou semanas. Portanto, a maioria dos casos não necessita de tratamento cirúrgico, caso sejam tomados os cuidados adequados.

Caso não haja essa resolução de maneira espontânea após alguns meses, pode-se lançar mão da cirurgia, a timpanoplastia. Os casos que mais costumam precisar de tratamento cirúrgico são os crônicos, em que geralmente há um processo inflamatório persistente ou outras doenças associadas, que, na maioria das vezes, não cessam apenas com tratamento clínico.

Em algumas situações, pode ser necessário tratamento associado, como uso de antibióticos orais ou gotas otológicas, mas ele deve ser individualizado para cada caso, com a medicação correta indicada pelo médico otorrinolaringologista.


O tímpano perfurado pode gerar sequelas - VERDADE

As sequelas geralmente são decorrentes da perda auditiva associada às perfurações, seja pelo prejuízo na condução sonora no aparelho auditivo, seja pela lesão gerada ao órgão auditivo. Costumam ocorrer sintomas como perda de audição no ouvido afetado e zumbido. Tais sintomas podem ou não ser reversíveis, mesmo após o tratamento da causa de base.


A perfuração do tímpano gera apenas o sintoma de dor aguda na região - MITO

As perfurações traumáticas costumam evoluir com dor imediata e sangramento, assim como dificuldade para escutar pelo ouvido afetado, sensação de abafamento e zumbido. Tontura e vertigem também são comumente associadas a esses quadros.

Nos casos de perfuração secundária a otites médias, geralmente ocorre a saída de um líquido do ouvido que pode ser amarelado, purulento ou sanguinolento, após alguns dias de dor de ouvido. Essa situação pode ser agravada pela entrada de água no ouvido e também costuma envolver perda de audição de longa data.

Em quaisquer desses casos, deve-se procurar auxílio médico o mais rápido possível, sobretudo nos casos em que há sinais de gravidade, como dor intensa, febre, perda de audição súbita, traumatismo associado e tontura.


Diagnóstico e tratamento do tímpano perfurado devem ser feitos o quanto antes - VERDADE

Em todas as causas de perfuração timpânica, devem ser realizados o diagnóstico e o tratamento de maneira breve, a fim de prevenir a perda auditiva e outras complicações associadas, como paralisia da musculatura facial e infecção de sistema nervoso central (meningites e abscessos cerebrais).



Hospital Paulista de Otorrinolaringologia


Semana Mundial do Sono

Até 35% das pessoas que usam medicamentos para insônia fazem sem orientação médica


Tomar medicamentos para dormir por conta própria causa riscos à saúde. Tratamentos alternativos e não farmacológicos, como terapia cognitivo-comportamental para insônia, são mais recomendados nesses casos


Em comemoração ao Dia Mundial do Sono, a SleepUp, startup focada no tratamento de insônia, realizou em fevereiro deste ano, uma pesquisa on-line e inédita com 533 pessoas para avaliar como anda a qualidade do sono delas. Mais de 13% dos respondentes disseram que tomam medicamentos para dormir, sendo 71% mulheres e 29% homens. Dos que fazem uso atualmente, 88,4% tomam há mais de três meses, 44,2% tomam há mais de 1 ano e 10,31% tomam remédios todos os dias. Além disso, a pesquisa mostrou ainda que 32% dos entrevistados já tomaram, mas não fazem uso atualmente e 82% dos que tomam atualmente já consideraram parar de tomar.

Dentre os que tomam ou já tomaram remédios, 35% disseram ter feito o uso sem consultar um médico. O pesquisador do Instituto do Sono e diretor de pesquisa da SleepUp, Gabriel Natan Pires, alerta que o uso indiscriminado de medicamentos para dormir pode ser um risco para a saúde em geral.

"Quando não orientados adequadamente por um médico especialista, estes medicamentos podem causar sonolência durante o dia, problemas de memória, sono não reparador, cansaço ou fadiga, dependência, intolerância, pesadelos, quedas e fraturas, dentre outros. Isso porque cada caso de insônia deve ser avaliado individualmente e, se necessário o uso de remédios, a frequência e dose pode variar de pessoa para pessoa."

Sim, existem pessoas que de fato necessitam de medicamentos para lidar com quadros de insônia crônica. Mas para muitas delas, alternativas como a terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCCi) podem ser mais saudáveis e benéficas a longo prazo. Ela também pode ser praticada por pessoas com quadros mais severos, juntamente com o uso de remédios recomendados e orientados por um médico. A TCCi pode ajudar também com os efeitos colaterais mais comuns dos medicamentos para insônia, como sonolência durante o dia e cansaço.

No entanto, a TCCi, considerada o padrão ouro para o tratamento da insônia, ainda é pouco conhecida das pessoas que sofrem com o distúrbio. Segundo o levantamento da SleepUp, 44% das pessoas que fazem uso de medicamentos para dormir, nunca ouviram falar em terapia cognitivo-comportamental.



Insônia na pandemia

A pesquisa revelou ainda uma piora na qualidade do sono das pessoas durante a pandemia de coronavírus. Mais de 20,5% dos respondentes do levantamento disseram que precisaram aumentar o uso de remédios para dormir nesse período. O especialista reforça a importância de alternativas mais saudáveis de tratamento para a insônia, principalmente nestes casos.

"Em pessoas com insônia ocasionada ou intensificada pela pandemia, a TCCi é uma excelente alternativa porque, nesses casos, a dificuldade para dormir provavelmente está relacionada à ansiedade, preocupação, medo e outros fatores emocionais e comportamentais relacionados ao cenário atual em si. A terapia ajuda a lidar com essas emoções, melhorando não só o sono, mas a qualidade de vida em geral", explica Gabriel Natan Pires.

Os respondentes da pesquisa ainda apontaram as alternativas mais utilizadas por eles para lidar com a insônia. Entre os mais citados estão meditação e consumo de chás. Segundo o especialista, essas são importantes estratégias que também fazem parte do trabalho de higiene do sono e TCCi.

Para concluir, o especialista dá algumas dicas que podem ajudar a dormir melhor com ou sem pandemia:


• manter uma rotina de sono, procurando dormir e acordar sempre no mesmo horário, mesmo que durante a pandemia a pessoa esteja trabalhando de casa.


• praticar técnicas de respiração, relaxamento ou meditação.


• adotar hábitos de higiene do sono, como adequar a luminosidade e barulho no quarto de dormir.


• evitar o uso de eletrônicos antes de ir para a cama.


• procurar ser mais saudável e ativo: comer alimentos mais leves, fazer atividades físicas regularmente durante o dia, consumir chás calmantes à noite.

A TCCi é uma das técnicas de tratamento para a insônia disponíveis no aplicativo SleepUp, uma startup que nasceu para ajudar pessoas que buscam por alternativas naturais, eficazes e acessíveis para o tratamento da insônia.

 

Envelhecimento íntimo feminino pode ser solucionado sem cirurgias

Aumentaram as buscas por cirurgias íntimas reparadoras, mas procedimentos estéticos também ajudam a solucionar problemas como ressecamento vaginal, perda de tônus e incontinência 


Cada dia mais, as mulheres têm buscado cirurgias para reparação da região íntima, que também sofre mudanças à medida em que envelhecemos. O Brasil já ultrapassou os Estados Unidos e é líder em cirurgia plástica íntima com mais de 20 mil procedimentos por ano, de acordo com os últimos dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Mas, segundo a dermatologista da Fêmina Clínica de Estética, Paula Azevedo, os procedimentos estéticos são opções procuradas por quem não quer passar por uma cirurgia, mas busca melhorar o aspecto da região íntima.

“Principalmente depois da menopausa, diversas alterações fisiológicas acontecem e começam a incomodar, como ressecamento vaginal, redução da elasticidade, irritações, incontinência urinária, relaxamento da musculatura (perda de tônus muscular) e algumas tecnologias podem ajudar a solucionar esses problemas, como é o caso do laser Fotona e da radiofrequência, que tem excelentes resultados, tanto estéticos quanto funcionais”, pontua a dermatologista.

 

Fotona – o laser queridinho do momento 

Além de toda sua potência para tratamentos estéticos faciais e corporais, o laser Fotona ainda tem uma ponteira ginecológica que pode ajudar no rejuvenescimento da região vaginal, além de contribuir para a lubrificação e melhora da incontinência urinária. O tratamento consiste na aplicação do laser no consultório, de maneira pouco invasiva e sem dor, em sessões de cerca de 40 minutos que podem ser feitas uma vez a cada 30 dias. 

As aplicações são feitas na parede interna da vagina, introito uretral e região dos pequenos e grandes lábios. Com a liberação de calor, o laser ajuda a melhorar a oxigenação e estimula o corpo a produzir mais colágeno, a proteína que dá sustentação à pele.

 

Enygma X-Orbital

A tecnologia consiste em uma ponteira que produz um aquecimento interno, homogêneo e controlado, para estimular a síntese de novas fibras de colágeno. A terapia segura e não-invasiva estimula uma resposta regenerativa em tecidos da região íntima feminina. “Ela induz outros efeitos biológicos, que restauram a elasticidade vaginal, melhoram a incontinência urinária de esforço, reduzem a disfunção sexual e melhoram a aparência da vulva. O equipamento possui um dispositivo inteligente que desliga a ponteira ao atingir 43ºC ”, explica Paula Azevedo. 

A radiofrequência íntima pode ser aplicada para:

·       Flacidez da região íntima;

·       Irritações vulvo-vaginais;

·       Atrofia vaginal

·       Vaginite e cistite recorrentes;

·       Incontinência urinária de esforço leve;

·       Pouca sensibilidade e lubrificação;

·       Envelhecimento vulvar e disfunção sexual

 

Placenta pode determinar doenças futuras no bebê e na fase adulta

Divulgado recentemente, estudo encontrou ligação entre a função placentária e o risco de obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares em crianças e adultos


Evitar doenças antes mesmo de elas acontecerem é um ideal da ciência que pode estar cada vez mais nas mãos das gestantes por meio da programação metabólica. Divulgado recentemente, um estudo do Anschutz Medical Campus da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, descobriu que há uma relação direta entre a placenta e obesidade, diabetes e até doenças cardiovasculares na infância e na fase adulta. 

A médica Jordanna Leão, que tem mais de 10 anos de experiência em acompanhamento gestacional, reforça que as atitudes da mãe na gravidez são fundamentais para assegurar a função placentária de enviar nutrientes da forma certa para o bebê. “Hoje um conceito muito debatido é a programação metabólica. Através da epigenética conseguimos comprovar que a forma como a gestante se alimenta, suplementa e até o horário em que dorme têm impactos imensos na saúde do feto na vida adulta”, explica a médica. 

Diante disso, Jordanna destaca que esses efeitos evidenciam a importância de se entender a diferença entre uma dieta rica em produtos industrializados - como salgadinhos, por exemplo - ou à base de legumes. “Principalmente nesse momento em que o futuro é incerto devido à pandemia. É preciso fazer o melhor para desenvolvermos a saúde dos nossos filhos”, pontua.

 

Benefícios da programação metabólica 

O estudo revelou, por exemplo, que um dos receptores de proteína placentários está associado com a hipertrigliceridemia em crianças, o que pode levar à obesidade ou ao diabetes mais tarde. Além disso, outras proteínas na placenta apresentaram relação com o aumento de tecido adiposo nos braços e coxas desses bebês. 

De acordo com os pesquisadores responsáveis, todas as conclusões extraídas do novo estudo mostram um elo inédito entre a função placentária e os resultados metabólicos de longo prazo. A partir disso, eles exemplificam que um médico passa a poder intervir se perceber que a placenta não está funcionando como deveria durante a gravidez.

 

Atenção redobrada na gestação 

Embora já existissem evidências de que alguns distúrbios pudessem ser causados por problemas na vida fetal, o pesquisadores à frente do novo estudo encontraram pela primeira vez uma relação direta entre a função placentária e pressão arterial, gordura corporal e níveis de triglicerídeos em crianças. 

Como esclarece a pesquisa, esses marcadores são sinais comuns de doenças futuras como cardiopatias e obesidade. Um ambiente intrauterino saudável é determinado pela placenta, que tem a função nutrir o feto e o protegê-lo contra o sistema imune da mãe. 

Assim, a médica Jordanna Leão reforça que mudanças nesse ambiente, como inflamação ou alterações no nível de insulina, podem criar um cenário propício para doenças futuras. Dentre as principais causas para isso, ele lista algumas que podem ser evitadas pela mãe. 

“Tabagismo, alcoolismo, intoxicação, infecção corporal, obesidade, maus hábitos alimentares e crises de ansiedade e estresse tão comuns hoje em dia são causas de envelhecimento precoce da placenta”, afirma.

 

Futuro mais saudável 

Ainda que o tratamento de mulheres grávidas seja complicado, a placenta é acessível para os profissionais de saúde. Assim, a médica explica que monitorar essas alterações pode contribuir para intervenções capazes de reduzir o risco para o feto. 

Mais do que isso, a compreensão do mecanismo ligando a função placentária ao risco de doenças metabólicas na infância e idade adulta eventualmente oferece métodos inovadores de como tratá-las nas gerações futuras.


Afinal, o chiclete é aliado ou vilão da saúde bucal?

Quem nunca mascou um chiclete quando estava sem tempo de escovar os dentes que atire o primeiro fio dental. A prática pode até ser comum para quem vive uma rotina bastante agitada, mas exige cuidado! O Prof. Dr. Sérgio Brossi Botta, presidente da Câmara Técnica de Dentística do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), explica o porquê.

Para descobrir se o chiclete é um aliado ou um vilão, entenda primeiro o que acontece na boca após as refeições. “Depois de comermos, os resíduos alimentares que ficam na superfície dental são metabolizados pelas bactérias orais, reduzindo o pH da placa bacteriana e transformando-se em ácido durante um período de tempo. É esse ácido que promove a desmineralização das estruturas rígidas dentais, ou seja, podem causar lesões de cárie nos dentes”, detalha o cirurgião-dentista.

O chiclete pode então assumir dois desafios neste momento para auxiliar na prevenção da cárie, são eles: a remoção mecânica das partículas dos alimentos das superfícies dos dentes; e o estímulo à produção de saliva. “Sabe-se que ao mascar uma goma sem açúcar, o fluxo salivar é aumentado em até 10 vezes, em resposta aos estímulos gustativos do sabor e mecânico da mastigação. Essa saliva estimulada possui maior potencial remineralizante, pois é rica em bicarbonato, cálcio e fosfato”, explica Botta.

Mas, atenção, essas vantagens só se aplicam aos chicletes sem açúcar. “Deve-se sempre utilizar as opções sem açúcar fermentável. Uma alternativa são os que têm xilitol”, indica. Outro ponto de atenção é a frequência com que se usa o chiclete como recurso para ajudar na limpeza oral. O consumo excessivo pode causar problemas na articulação temporomandibular (ATM) e alterações da forma da mandíbula, além de hipertrofia da musculatura mastigatória e, mesmo que seja benéfica para a boca até certo ponto, a mastigação estimula a produção de ácidos estomacais, podendo levar também à gastrite.

O mais importante para não transformar o chiclete em vilão é lembrar que mascar a goma não substitui a escovação completa e com fio dental. “Uma higiene bucal eficiente é feita pelo conjunto da escovação mecânica com creme dental fluoretado e o fio dental. As cerdas da escova fazem a remoção das sujidades e placa bacteriana, enquanto o fio dental limpa as regiões mais próximas dos dentes. O creme dental auxilia ainda na redução do pH crítico de desmineralização do esmalte e dentina”, orienta.

E o enxaguante bucal?

Muitas vezes, após o almoço, a escolha mais prática é um enxaguante disponibilizado ali no próprio restaurante ou um bochecho com água. Ambas as opções oferecem a desejada sensação de limpeza, mas não devem substituir a escovação completa, como explica Botta. “Enxaguar a boca apenas com água pode reduzir a acidez, aumentando um pouco o pH e removendo parte da sujidade dos dentes, mas a limpeza não é totalmente efetiva, pois depende do que foi ingerido. Fazer o bochecho com colutório (antissépticos bucais), em compensação, também ajuda porque elimina a sujeira, equilibra o pH da boca e é uma opção ainda melhor que a água pela presença do flúor. Mas, não existe nenhuma alternativa que substitua a eficácia da escovação. Portanto, escovar os dentes após as refeições é sempre o mais recomendado”. 

 


Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP)

www.crosp.org.br


Saiba como aliviar a retenção de líquidos

Alimentação saudável, consumo adequado de água e atividades físicas podem auxiliar no alívio do desconforto

 

A retenção se refere ao acúmulo de líquidos fora dos vasos sanguíneos e linfáticos do organismo, isto é, nos tecidos corporais, condição chamada de edema. As causas são diversas, podendo estar relacionadas a fatores fisiológicos, como o período pré-menstrual, gestação ou a presença de doenças, como as de fígado, problemas circulatórios, que comprometem o fluxo sanguíneo e linfático ou por deficiência de proteínas no organismo.

Ainda, dois fatores não patológicos podem estar relacionados a essa sensação. A primeira se refere ao consumo de água, que, quando muito baixo, promove o desequilíbrio da concentração de soluto e solvente (água) no nosso organismo, dificultando a saída e a entrada de água dos compartimentos corporais (tecidos, células e vasos). "Vale ressaltar que, em dias quentes, a ingestão hídrica deve ser mais alta, pois o organismo tende a perder fluidos, como o suor, para equilibrar a temperatura corporal e a concentração osmótica do organismo", explica Andrea Bonvini, docente do curso de Nutrição da Universidade Anhembi Morumbi, integrante da rede internacional de universidades Laureate.

Por outo lado, quando o consumo é muito alto os rins podem demorar um pouco mais para realizar a filtração adequada e, dessa forma, os líquidos ficam retidos no organismo por um tempo. Essa última causa é menos comum, visto que, em indivíduos saudáveis, o consumo de água tende a facilitar o trabalho dos rins.

O segundo fator, e o mais comum, se deve à dilatação dos vasos sanguíneos que ocorre para dissipar o calor do organismo, equilibrando a temperatura corporal. Nesse último processo, para que haja a vasodilatação, ocorre aumento do fluxo sanguíneo, isto é, do volume de sangue para as extremidades do organismo, a fim de tornar a troca de calor com o ambiente mais eficaz. Por isso, tendemos a sentir o corpo mais inchado na superfície e nas extremidades, como mãos e pés.


Exercícios físicos

O exercício físico auxilia no combate à retenção hídrica, tanto por promover a sudorese, ou seja, aumentar a perda de suor, quanto pelo aumento do metabolismo dos órgãos, incluindo os rins. Porém, é importante ressaltar que o consumo de líquidos antes, durante e após a atividade física é fundamental para repor os líquidos perdidos pelo suor, uma vez que a desidratação pode causar mal-estar, tonturas e desmaios. Ademais, durante a atividade, especialmente quando realizada em ambientes quentes, a sensação de inchaço pode aumentar, devido a vasodilatação que ocorre para dissipar o calor do corpo.

Exercícios intensos também podem contribuir para a retenção de líquidos, devido às micro lesões que promovem no músculo. Para repará-las, inicia-se um pequeno processo inflamatório, em que há o maior fluxo de células sanguíneas e outros componentes do sangue para o local inflamado, aumentando o tamanho dessa região. Por isso sentimos dor após uma sessão intensa de exercícios físicos. "Não há muito o que fazer, senão esperar a reparação da lesão e ingerir bastante líquido", esclarece a especialista.

A retenção hídrica é um processo normal que ocorre no organismo em determinadas condições, como as mencionadas anteriormente. No entanto, se o edema persistir por muito tempo ou o seu aparecimento não estiver relacionado a nenhuma dessas causas, deve-se procurar a ajuda de um profissional da saúde qualificado. Existem remédios diuréticos, que podem auxiliar no alívio do incômodo. "Embora esses medicamentos não necessitem de receita, é importante enfatizar que a automedicação pode ser perigosa. Além disso, a retenção hídrica pode ser decorrência de outras doenças que precisam ser tratadas".


Alimentação adequada

Os principais compostos presentes nos alimentos relacionados à retenção hídrica são o sódio, os açúcares e alguns aditivos alimentares. "Dessa forma, o consumo elevado de produtos ultra processados, como os embutidos (presunto, salame, mortadela), biscoitos, bolachas, refrigerantes e salgadinhos, que são ricos nesses compostos, devem ser evitados. Bebidas alcóolicas também favorecem o inchaço, por contribuir com a desidratação. O consumo de sucos naturais, de frutas in natura e de legumes deve ser preconizado. Sem esquecer que a água é fundamental, devendo-se ingerir, no mínimo, 35 ml/kg de peso por dia", enfatiza a docente.

O consumo de chá e infusões, assim como sucos naturais e água, tende a diminuir a retenção de líquidos, pois favorece o trabalho dos rins e ajuda a manter a concentração de solutos dos compartimentos corporais equilibrada. Todavia, indica a especialista, deve-se tomar cuidado com o consumo exacerbado de chás e infusões, visto que, além de não substituírem a água pura, algumas plantas podem apresentar propriedades farmacológicas, podendo causar toxicidade ao organismo. "Gestantes, principalmente, devem se atentar ao consumo de chás e infusões, visto que algumas plantas podem influenciar a saúde dela e do bebê. Estas não devem consumir nenhum tipo de chá sem orientação de um nutricionista ou um médico", enfatiza.

 


Universidade Anhembi Morumbi

https://carreiras.anhembi.br

 

Laureate International Universities

https://www.laureate.net


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